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Academic year: 2021

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TÍTULO: ANÁLISE DE MICRORGANISMOS PATÓGENOS EM HIDRATANTES DE USO FACIAL. TÍTULO:

CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: FARMÁCIA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): JAQUELINE APARECIDA PEREIRA SANTOS AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): BRUNA RENATA DUTRA BARBOSA ORIENTADOR(ES):

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LISTA DE SIGLAS ... Resumo ... 4 Introdução ... 5,6 Objetivo ... 7 Justificativa ... 8 Viabilidade do projeto ... 9 Revisão Bibliográfica ... 10 Materiais e métodos ... 11,12 Cronograma ... 13 Referências bibliográficas ... 14,15

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RESUMO

SANTOS, Jaqueline Aparecida Pereira. Título: Análise de Microrganismos patógenos em hidratantes de uso facial. Trabalho de Conclusão de Curso Bacharel em Farmácia – Universidade do Grande ABC – Anhanguera, Santo André- SP, 2013.

A evolução tecnológica no desenvolvimento e produção de cosméticos exige o cumprimento de diretrizes regulamentadas para evitar e prevenir os riscos na qualidade e segurança dos produtos. A ANVISA (BRASIL, 2000), por meio da Resolução 33/2000, instituiu as Boas Práticas de Fabricação, buscando estabelecer rígidos parâmetros de qualidade em todas as etapas de fabricação de um produto. Em relação ao controle de qualidade microbiológico de produtos não estéreis, nos quais se admite a presença de carga microbiana limitada, o objetivo imediato desta análise é comprovar a ausência de microrganismos patogênicos e determinar o número de microrganismos viáveis, em função da utilização do produto. A alteração microbiológica em produtos de uso tópico pode trazer sérios danos não só a aparência física, mas também a saúde da pele e do indivíduo propriamente dito. Frente a isso é de grande necessidade o controle de processos produtivos e de matérias primas visando reduzir os riscos à população. O presente trabalho tem como principal objetivo apresentar métodos de análise de validação de controle de qualidade microbiológico mediante o desenvolvimento magistral de um hidratante de uso facial, aditivado com os sistemas conservantes e antioxidantes preconizados pela Farmacopéia Brasileira e ANVISA. Para análise assertiva de resultados favoráveis serão avaliadas amostras em suas condições originais e também em condições de conservação fora dos padrões, tendo assim o resultado conclusivo sobre a eficácia da qualidade do produto final seguindo as especificações de muitas fórmulas disponíveis no mercado, bem como a estabilidade do produto quando usado de forma inadequada ou fora do estabelecido para o produto em questão e dessa forma ampliar a relação de bibliografias já disponíveis para tal tema.

Palavras-chave: cosméticos, microrganismos, controle de qualidade, carga microbiana, ANVISA, resultados acertivos.

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INTRODUÇÃO:

O uso seguro e eficaz de medicamentos e cosméticos envolvem análises físico-químicas e microbiológicas de matérias-primas e do produto acabado, como etapa preliminar para alcançar um padrão de qualidade necessário aos mesmos. A qualidade microbiológica de produtos constitui um dos atributos essenciais para o seu desempenho adequado, principalmente em relação à segurança, eficácia e aceitabilidade destes produtos. Falha nas medidas preventivas e de controle do processo de fabricação pode resultar em produtos inadequados ao consumo. (OLIVEIRA; LETICIA DE, 2010).

A evolução tecnológica no desenvolvimento e produção de cosméticos exige o cumprimento de diretrizes regulamentadas para evitar e prevenir os riscos na qualidade e segurança dos produtos (YAMAMOTO et. al., 2004). A ANVISA (BRASIL, 2000), por meio da Resolução 33/2000, instituiu as Boas Práticas de Fabricação, buscando estabelecer rígidos parâmetros de qualidade em todas as etapas de fabricação de um produto. Em relação ao controle de qualidade microbiológico de produtos não estéreis, nos quais se admite a presença de carga microbiana limitada, o objetivo imediato desta análise é comprovar a ausência de microrganismos patogênicos e determinar o número de microrganismos viáveis, em função da utilização do produto, por exemplo, para uso tópico ou oral.

A alteração microbiológica em produtos de uso tópico pode trazer sérios danos não só a aparência física, mas também a saúde da pele e do indivíduo propriamente dito. Frente a isso é de grande necessidade o controle de processos produtivos e de matérias primas visando reduzir os riscos à população. Para atingir bom nível de qualidade microbiana nos produtos farmacêuticos é fundamental que se conheçam as fontes e os mecanismos responsáveis por esta contaminação. (PINTO; TEREZINHA DE JESUS ANDREOLI, et, al., 2003). O sistema conservante é um fator de extrema importância na formulação e diversos pontos devem ser considerados na escolha deste como, por exemplo, o espectro de atividade e a faixa de pH durante a meia vida do produto.

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Essa monografia trará como foco principal uma abordagem detalhada sobre o processo de produção, controle de qualidade pré e pós- formulação e eficácia conservante do produto cosmético final já submetido e/ ou em uso.

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OBJETIVO:

O presente trabalho tem como principal objetivo apresentar métodos de análise de validação de controle de qualidade microbiológico mediante ao desenvolvimento magistral de um creme de uso facial, aditivado com os sistemas conservantes e antioxidantes preconizados pela Farmacopéia Brasileira e ANVISA. Para análise assertiva de resultados favoráveis serão avaliadas amostras em suas condições originais e também em condições de conservação fora dos padrões, tendo assim o resultado conclusivo sobre a eficácia da qualidade do produto final.

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JUSTIFICATIVA:

Nos dias de hoje a aparência física vem sendo cada vez mais um fator de importância e grande preocupação na sociedade, principalmente entre o público feminino, e temos uma vasta variedade de produtos no mercado que prometem a “pele perfeita”, porém nem sempre esse é o resultado real obtido.

Os produtos de uso cosmético sejam de uso corporal ou facial são compostos por reagentes e matéria prima que na maioria das vezes são de ordem química, e devem ser associadas de forma responsável para que o produto final tenha qualidade. A falha na seleção de sistemas como o sistema conservante pode trazer diversos problemas incluindo a degradação e o crescimento microbiano e este pode ser prejudicial à saúde acarretando doenças como a dermatite, irritação nos olhos e nos casos mais graves até mesmo a cegueira, porém não cabe apenas ao fabricante produzir o produto ideal, cabe também ao usuário seguir a metodologia de utilização descrita para cada produto por seu fabricante, evitando assim a contaminação e degradação dos ativos pelo uso de forma inadequada.

A escolha deste tema para estudo visa avaliar de forma detalhada sobre o controle de crescimento microbiológico através da produção de um creme seguindo as especificações de muitas fórmulas disponíveis no mercado, bem como a estabilidade do produto quando usado de forma inadequada ou fora do estabelecido para o produto em questão e dessa forma ampliar a relação de bibliografias já disponíveis para tal tema.

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VIABILIDADE:

Neste caso todo o projeto de pesquisa será desenvolvido na própria Universidade do Grande ABC- Anhanguera utilizando as matérias primas disponíveis no laboratório semi- industrial e após conclusão do processo de produção, o produto final será submetido à análise nos laboratórios de controle Microbiológico também da própria Universidade.

O levantamento dos materiais necessários já foi previamente feito junto à professora orientadora e ao almoxarifado laboratorial e haverá condições totais de se prosseguir com o projeto.

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REVISÃO DE LITERATURA:

A questão da qualidade final de produtos para uso tópico vem sendo a cada dia um fator de maior preocupação tanto em grandes indústrias como em farmácias magistrais e este assunto vem sendo avaliado com grande cautela pelos profissionais do ramo. (BLUME, Simone Isabel; et. al., 2010).

Cada vez mais o fabricante de produtos cosméticos e de medicamentos vem se preocupando com a contaminação microbiana, principalmente com o surgimento da Resolução RDC 33 do Ministério da Saúde de Brasil (2000) e depois com a RDC 67 (2007), que dispõem sobre as boas práticas de fabricação e controle, não devendo esquecer a importância do papel da embalagem na contaminação microbiana. O ponto principal no desenvolvimento de novos produtos está relacionado ao controle de qualidade e gerenciamento de produção assumido pelas farmácias e indústrias, a fim de se produzir produtos dentro do especificado pelo manual de boas práticas de fabricação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Para que o produto final tenha a qualidade esperada é necessário se ter o controle total do processo produtivo desde a gestão de qualidade até a avaliação de inocuidade de produtos e materiais (PINTO; TEREZINHA DE JESUS ANDREOLI, et, al., 2003). Mediante as especificações, muitos testes podem ser realizados para a análise da qualidade final do produto obtido, como é o caso do teste de desafio que constituem um instrumento projetado por pesquisadores, num esforço para criar uma simulação exagerada do principal abuso de um sistema conservante, numa tentativa de prever com maior precisão a resposta normal do produto a uma exposição microbiana acidental (YABLONSKI e MANCUSO, 2004).

O presente modelo deste TCC (trabalho de conclusão de curso) é referenciado e criado seguindo as regras estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas) e este tópico ainda está em desenvolvimento uma vez que a bibliografia disponível é bem extensa e será mais bem avaliada e utilizada no decorrer do processo de produção desta monografia.

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MATERIAIS E MÉTODOS:

PRODUÇÃO DO CREME PARA ANÁLISE:

FORMULAÇÃO: - Nipagin 0,4%; - Nipazol 0,4%; - EDTA 0,2%; - BHT 1,0%; - Propilenoglicol 5%; - Carbopol 0,5%; - Trietanolamina 3 gotas; - Polawax 7%; - MEG 3%; - Óleo mineral 5%; - Triclosan 0,3%;

- Extrato vegetal de Camomila; - Óleo vegetal de germe de trigo; - Silicone

- Dexapantenol; - Vitamina E. - H2O.

- Aquecer a fase aquosa a 70ºC e a fase oleosa a 70ºC, verter a fase aquosa na fase oleosa sobre vagarosa agitação e reduzir a freqüência até resfriamento. Aditivar a base pronta com os demais ativos da formulação e envasar.

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O Teste de Desafio do Sistema Conservante consiste na contaminação proposital do produto com microrganismos específicos e avaliação da amostra em intervalos de tempo definidos, com o objetivo de avaliar a eficácia do sistema conservante necessário à proteção do produto. Os conservantes utilizados devem estar em conformidade com o estabelecido na Resolução 162/01 e suas atualizações. Para maior abrangência, o teste deve ser efetuado no mínimo em duas fases: a primeira, após a definição da fórmula do produto; e a segunda, após o término do teste de estabilidade e ou compatibilidade da formulação com o material de acondicionamento.

MATERIAIS:

- inócuos de células/g de Staphylococcus aureus , Pseudomonas

Aeruginosa ; Escherichia coli ;Candida albicans e Aspergillus niger ;

Meios de cultura: - TSA;

- Sabouraud;

Contaminar propositalmente a amostra do produto e determinar a carga sobrevivente em determinados intervalos de tempo avaliados durante 28 dias.

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O cronograma do projeto de pesquisa se dará da seguinte maneira:

1ª. Etapa – finalização do pré- projeto e levantamento de bibliografias; 2ª. Etapa – Elaboração do produto cosmético para análise;

3ª. Etapa – Início do desenvolvimento da análise microbiológica; 4ª. Etapa – Acompanhamento do crescimento microbiológico, 5ª. Etapa - Organização dos dados e fechamento do TCC.

FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

1ª. Etapa X X

2ª. Etapa X

3ª. Etapa X

4ª. Etapa X X

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1- OLIVEIRA; Leticia de. O uso de Fatores de Crescimento em Cosméticos para Rejuvenescimento da Pele. Disponível em: <<http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/70081/000777691.pdf?sequence =1>> Acesso em 15 de Junho de 2013.

2- YABLONSKI, J.I.; MANCUSO, S.E. Conservação de sistemas “atípicos” de

produtos cosméticos.

Cosmet. Toilet., v. 16, p. 118-124, 2004.

3- YAMAMOTO, C.H.; PINTO, T.J.A.; MEURER, V.M.; CARVALHO, A.M.; REZENDE, P.

Controle de qualidade microbiológico de produtos farmacêuticos, cosméticos e fitoterápicos produzidos na zona da mata, MG. In: CONGRESSO BRASILEIRO

DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, 2. 2004, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte, 2004

4- Brasil. Ministério da Saúde (2000) Resolução RDC n. 33. Aprova o regulamento técnico sobre boas práticas de manipulação de medicamentos. Diário Oficial da União, Brasília, 24abril de 2000.

Disponível em: << anvisa.sp.gov.br>> Acesso em 15 de Junho de 2013.

5 - Brasil. Ministério da Saúde (2007) Resolução RDC n. 67. Dispõe sobre boas práticas de manipulação de medicamentos para uso humano em farmácias. Diário Oficial da União,Brasília, 09 outubro 2007

Disponível em: << anvisa.sp.gov.br>> Acesso em 15 de Junho de 2013.

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de Produtos Farmacêuticos, Correlatos e Cosméticos 2 ed, p. 59 – 219, 2003.

7- BLUME, Simone Isabel; CASTELLI, Regina Maria; RIBEIRO, Gladis Aver,

Qualidade Microbiológica De Cosméticos Comercializados Em Lojas Populares Da Cidade De Pelotas/RS.

Disponível em:

<< http://www.ufpel.edu.br/cic/2007/cd/pdf/CB/CB_01036.pdf>> Acesso em 15 de Junho de 2013.

Referências

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