UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT
LUCAS OLIVEIRA DA SILVA
APLICAÇÃO DO MÉTODO DE PLANEJAMENTO DE TEMPOS PARA
A EXECUÇÃO DE UMA OBRA NO MUNICIPIO DE SINOP – MT
Sinop
2017/ 1
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT
LUCAS OLIVEIRA DA SILVA
APLICAÇÃO DO MÉTODO DE PLANEJAMENTO DE TEMPOS PARA
A EXECUÇÃO DE UMA OBRA NO MUNICIPIO DE SINOP – MT
Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.
Prof. Orientador: Cássio Fernando Simioni.
Sinop
LISTA DE FIGURAS
Figura 01 – Esquematização da EAP...13
Figura 02 – Diagrama de Gantt...14
Figura 03 – Andamento das atividades no diagrama de Gantt...15
Figura 04 – Diagrama de PERT/COM...18
LISTA DE ABREVIATURAS
EAP – Estrutura Analítica do Projeto.
PERT – Program Evaluation and Review Technique (Avaliação do Programa e Técnica de Revisão).
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1. Título: Aplicação do Método de Planejamento de Tempos para a Execução de uma Obra no Município de Sinop-MT.
2. Tema: Engenharia Civil – Planejamento de Obras e Orçamento.
3. Delimitação do Tema: Aplicação dos métodos EAP, Diagrama de Gantt e PERT/CPM para planejamento e gerenciamento de tempos das atividades envolvidas na execução de uma obra.
4. Proponente(s): Lucas Oliveira da Silva.
5. Orientador(a): Professor Cássio Fernando Simioni.
6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. 7. Público Alvo: Empreendedores envolvidos com planejamento e gerenciamento de projetos.
8. Localização: Avenida dos Ingás, número 3001 – Centro, Sinop/MT – 78555-000.
9. Duração: Previsão da execução do projeto de pesquisa com início em 17 de abril de 2017 e término em 19 de junho de 2017.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 5 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 6 3 JUSTIFICATIVA ... 7 4 HIPÓTESES ... 8 5 OBJETIVOS ... 9 5.1 OBJETIVO GERAL ... 9 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 9 6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 10 6.1 PLANEJAMENTO DE TEMPOS ... 11 6.2 DIAGRAMAS DE TEMPO ... 116.2.1 EAP – Estrutura Analítica do Projeto ... 11
6.2.2 Diagrama de Gantt ... 13 6.2.3 Método PERT/CPM ... 15 7 METODOLOGIA ... 19 8 RECURSOS MATERIAIS ... 21 9 CRONOGRAMA ... 22 10 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ... 23
1 INTRODUÇÃO
A construção civil vem investindo continuamente em práticas inovadoras, com o auxílio tecnológico novas técnicas e conceitos são implantados garantindo o desempenho e a qualidade no produto final.
O intuito deste estudo é propor um modelo de gerenciamento como potencial competitivo baseado no planejamento de tempos das atividades que envolvem um canteiro de obras, sequenciando cada etapa do início ao fim.
Para o atingimento do objetivo principal, a utilização de referenciais teóricos sobre tal assunto, assim como o levantamento e análise das atividades envolvidas em uma obra, além do tratamento dos dados por meio de diagrama de tempos encaminha para um modelo excelente de controle no gerenciamento eficaz.
O sistema de planejamento de tempos para controle de obras facilita o gerenciamento de múltiplas tarefas que se correlacionam de modo interdependentes. A boa gestão garante qualidade, cumprimentos de prazos e inibição de custos excedentes. Com a aplicação de métodos voltados ao planejamento de tempos, é possível verificar os resultados financeiros de tal aplicabilidade.
Este estudo refere-se a um estudo de caso pois utiliza como objeto de pesquisa uma obra em execução e assimila com as teorias de estudo. O método de abordagem consiste no método dedutivo em razão da premissa estudada que parte da proposição de uma teoria definida. O tipo de pesquisa apresenta caráter exploratório por meio de observações e documentações.
A composição do presente estudo é estruturada inicialmente pela fundamentação teórica que sustenta a base do estudo, seguida de análises e discussões dos resultados alcançados com o estudo de caso e finalizando com conclusões acerca dos resultados finais.
2 PROBLEMATIZAÇÃO
Na construção civil, assim como em qualquer área, qualquer projeto naturalmente transita em um processo cíclico. Para Campos (1992), o ciclo inicia com o estágio de planejamento, em seguida o plano é implementado dentro das operações, logo após, tem-se o estágio de avaliação das ações implementadas, onde busca-se analisar e checar se os resultados obtidos foram os esperados, por fim, utiliza-se as lições aprendidas para execução de outro projeto, com intuito de melhorar continuamente os processos e atividades.
O ciclo apresenta como estágio primordial, o planejamento e gerenciamento. Primeiramente, o planejamento propõe que os planos, métodos, objetivos e atividades sejam levantadas, organizadas e estruturadas de modo a facilitar todo o gerenciamento. Por sua vez, o gerenciamento, segue rigorosamente o que foi decidido no planejamento, trata-se da etapa de executar tudo o que foi planejado.
Contudo, a tarefa de planejar e gerenciar são distintas para cada projeto. Devido a singularidade que cada projeto apresenta, cada qual, apresentará modos de operações diferentes, sendo assim, exige-se um planejamento e gerenciamento específico.
Seguindo tal premissa, surge-se a indagação, de como utilizar o método de planejamento de tempos para execução e gerenciamento de obras na área da construção civil?
O planejamento de tempos, está intimamente ligado ao cronograma final da obra e a designação das atividades e suas devidas durações. O mau planejamento do tempo, pode acarretar em atrasos, transtornos e falta de controle no momento da execução. Porém, se a ferramenta for efetivamente aplicada, o planejamento pode oferecer grandes vantagens competitivas. O que faz levantar a segunda indagação, que refere-se a, quais os impactos que o método de planejamento de tempos oferece para uma obra?
A partir das duas problematizações apontadas, o presente estudo, estornará todo seu conteúdo com a finalidade de buscar as respostas e soluções.
3 JUSTIFICATIVA
O mercado vem exigindo da construção civil a execução de obras com maior rapidez e qualidade aliada com menores custos. Porém, a construção civil ainda apresenta deficiências no estudo e na aplicabilidade do planejamento e gerenciamento de uma obra, mesmo ciente de que a gestão de um projeto independe da área de trabalho.
Observa-se a necessidade na construção civil do estabelecimento de políticas e procedimentos para gerenciamento e controle do projeto. Para que um projeto tenha êxito é imprescindível a administração dos recursos e a designação de responsabilidades em cada fase do projeto.
O método de planejamento de tempo visa adequar a execução de um projeto por meio de estudos e análises que resultam na definição de padrões garantindo qualidade e produtividade nos processos envolvidos.
Os benefícios da aplicação de métodos de planejamento são apresentados de modo direto e indiretamente. Visivelmente o método beneficia o controle na execução por meio da segmentação das tarefas. A definição de padrões a serem seguidos garantem a redução na variabilidade dos processos e facilidade no gerenciamento de tarefas interdependentes.
Por meio da implantação de prazos e cronogramas e pelo cumprimento do que foi planejado, o projeto evita custos excedentes pois avaliza maior segurança no andamento das etapas. É possível também eliminar atividades desnecessárias e menos eficazes.
Consequentemente, a entrega de uma obra que atenda todos os requisitos implicará na satisfação e atendimento além das expectativas do cliente. Em razão disso, dá a entender que o planejamento de tempos é um dos principais fatores para o sucesso de qualquer empreendimento.
4 HIPÓTESES
O Método de planejamento de tempos envolve o levantamento de dados específicos de cada etapa a ser executada durante todo o andamento da obra. A partir dos dados levantados monta-se o diagrama de acordo com o sequenciamento das atividades e seus devidos tempos de duração.
A aplicação deste método implica diretamente na gestão e organização do canteiro de obras, propiciando controle econômico e de prazos e assegurando eficiência nos serviços prestados.
5 OBJETIVOS
5.1 OBJETIVO GERAL
Aplicar métodos de planejamento de tempos para execução de uma obra no município de Sinop-MT.
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 – Buscar referenciais teóricos sobre o assunto.
2 – Analisar e avaliar as atividades envolvidas em uma obra por ordem programada. 3 – Confeccionar os diagramas de tempos.
4 – Aplicar o método para controle e execução da obra.
5 – Apresentar os benefícios do método do planejamento de tempos aplicado na área da construção civil.
6 – Representar os resultados obtidos com aplicabilidade do método em valor monetário.
6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Na construção civil, a palavra projeto é popularmente relacionada com a elaboração de projetos arquitetônicos, elétricos, estruturais, sanitários entre outros. Muitas vezes o termo projeto não é compreendido como modo gerencial que trata de uma função de apoio para coordenação das atividades envolvidas de um plano de execução.
Na fase inicial do projeto, o planejamento é fator imprescindível para um plano de gerenciamento efetivo. Limmer (1997) define planejamento como “um processo por meio do qual se estabelecem objetivos, discutem-se expectativas de ocorrências de situações previstas, veiculam-se informações e comunicam-se resultados pretendidos (...).”
Para Cardoso (2010) o planejamento consiste na administração eficaz dos recursos seguindo requisitos de tempo, custo e qualidade, de modo a fazer com que o projeto atenda os objetivos definidos e que satisfaça os envolvidos.
De acordo com Cimino (1987) um planejamento adequado é essencial antes do início da obra, evitando assim, retrabalhos, que podem prejudicar a qualidade, resultar em baixa produtividade e apresentar perdas financeiras.
Assim, o controle na execução estará apoiado pelo planejamento inicial. Para garantia de desempenho, inteira-se do contexto informações pertinentes como materiais e ferramentas utilizados, mão de obra, custos, tempo, entre outras considerações.
Para um planejamento confiável, é preciso obter noções de produtividade e rendimento dos serviços realizados durante cada atividade de uma obra. Os dados são extraídos a partir de observações e servem de registro histórico de produtividade da mão de obra. Esses valores são utilizados para calcular e programar o tempo gasto na execução de cada atividade, e assim, efetivar o planejamento.
Qualquer tipo de empreendimento obrigatoriamente cumpre uma sequência de atividades lógica que resultam no produto final. A identificação dessas atividades consiste na integração do planejamento e está ligada diretamente com o cronograma do projeto (MATTOS, 2010).
6.1 PLANEJAMENTO DE TEMPOS
Segundo Limmer (1997) O tempo de duração de um projeto é visto como elemento fundamental para o planejamento. Sua consistência é fundamentada pelo sequenciamento das atividades e suas devidas durações.
Vale ressaltar que cada projeto possui características particulares e por isso, a duração de cada atividade varia conforme a prática.
Mattos (2010) adverte para três fatores que interferem diretamente no tempo de duração de uma atividade. Como fator inicial a experiência da equipe de trabalho facilita e realização da atividade, seguido do grau de conhecimento e domínio sobre as diversas atividades envolvidas no âmbito da construção civil. Por fim, e não menos importante, o apoio logístico garantirá que os materiais e equipamentos estejam disponíveis no momento certo.
Seguindo a premissa de determinação das atividades, evidencia-se a contribuição da estrutura analítica do projeto – EAP como ferramenta de programação.
6.2 DIAGRAMAS DE TEMPO
6.2.1 EAP – Estrutura Analítica do Projeto
Para Moreira (1993) os projetos são constituídos de conjuntos únicos de operações projetadas para atingir certos objetivos dentro de um limite de tempo específico. As operações podem envolver diversas atividades, ciente disso, o gerenciamento do projeto exige que as atividades sejam conhecidas de modo a estruturar as fases do projeto.
Uma das técnicas mais conhecidas para desmembrar as atividades e coordená-las refere-se a Estrutura Analítica do Projeto – EAP. A utilização da EAP é fundamental para o êxito no controle e execução do projeto, pois a ferramenta visa programar as atividades do projeto e evidenciar as atividades realmente necessárias. A ferramenta também conhecida como WBS – Work Breakdown Structure, tem estrutura semelhante a um organograma. “A EAP representa o que deverá ser
entregue pelo projeto. Ela as permite detalhar quais as entregas que devem ser geradas em função dos objetivos do projeto” (SOTILLE, 2009).
Boiteux (1985) define EAP como uma síntese estrutural do projeto, obtida pelo desdobramento das atividades que representa um aprimoramento de detalhes e informações.
Assim, a estrutura EAP constituídas de fases e subfases do projeto representa a totalidade do escopo. A lógica da decomposição depende do grau de controle que se pretende estabelecer, considerando que atividades muito genéricas ou muito extensas não são eficientes. É preciso haver um equilíbrio dentre as duas assertividades (MATTOS, 2010).
Segundo Corrêa (2009) para a construção da EAP é importante seguir a regra de elaboração conhecida de 8-80. A regra indica que cada etapa do projeto deverá conter no mínimo 8 horas e no máximo 80 horas de duração.
Outra regra a ser seguida diz respeito a quantidade de elementos e aos níveis de profundidade, a EAP deve conter entre 100 e 200 elementos e entre 3 a 4 níveis de profundidade. No caso de haver a necessidade de inserir mais elementos ou mais níveis é indicado o uso de Subprojetos. Os subprojetos consistem em uma nova área com um conjunto de informações que estão representadas em mais níveis que o indicado (SANTOS et al., 2007).
Existe ainda, outra regra que rege o princípio fundamental para o desenvolvimento e decomposição da EAP. A regra dos 100% aplica-se para todos os níveis de profundidade, a lógica da regra estabelece que a soma de todos os trabalhos dos níveis chamados de “filhos” deve ser igual a 100% do trabalho representado pelo nível conhecido como “pai”. Assim, a EAP não deve incluir outro trabalho que não esteja no escopo do projeto (CORRÊA, 2009).
Todas essas regras tem a finalidade de organizar a EAP de modo que a hierarquia do diagrama seja visivelmente satisfatória e fácil de entender. Dessa forma, a estrutura do projeto irá conter apenas as informações pertinentes e necessárias para execução do projeto.
A figura 01 esquematiza uma estrutura EAP de acordo com os níveis de profundidade. O primeiro nível da estrutura corresponde o projeto final, o segundo nível é constituído das fases que envolvem todo o ciclo do projeto. Já no terceiro nível, identifica-se as entregas, que são os resultados que deverão ser alcançados pela fase
correspondente. No último e quarto nível de profundidade tem-se o pacote de trabalho que trata do detalhamento do trabalho necessário para concretizar o nível de entrega. Vale observar ainda, a existência de um subprojeto na figura 01. O subprojeto consiste num detalhamento maior, sendo assim, ele é categorizado como uma área do projeto principal.
Figura 01: Esquematização da EAP
Fonte: Do autor, 2017.
Cabe observar que a EAP representa as atividades simplificadas, sem levar em consideração o tempo de duração das atividades. Por isso, exige-se para aprofundamento do estudo, a aplicação do diagrama de Gantt, no qual, atende com eficiência essa restrição.
6.2.2 Diagrama de Gantt
Para Arnold (1999) a programação busca cumprir os prazos estabelecidos e fazer a melhor utilização dos recursos disponíveis. A programação envolve o estabelecimento de datas de início e finalização de cada atividade necessário para concluir o projeto.
O método de programação comumente usado é o gráfico de Gantt, uma ferramenta simples que representa o momento de início e fim de cada atividade (SLACK et al., 2010).
Segundo Moreira (1993) o gráfico de Gantt foi introduzido como ferramenta de programação em 1917 pelo engenheiro Henry Gantt. Existem diferentes tipos de gráficos de Gantt, cada qual, fornecendo informações diferentes, com maior ou menor grau de detalhe. Vale ressaltar que, a quantidade de informações tratadas é limitada,
pois a utilização de muitas atividades de informações deixa-o visualmente congestionado.
O diagrama de Gantt trata de uma ferramenta de planejamento baseado na representação das etapas de um projeto, considerando um determinado tempo de duração das etapas. A facilidade na elaboração propõe a empregabilidade na programação das tarefas, nas quais são exibidas por meio de barras no eixo horizontal e descritas pelas atividades no eixo vertical do gráfico (FIGUEIREDO, 2009).
Para Limmer (1997) “O cronograma de barras é a representação dos serviços programados numa escala cronológica de períodos expressos em dias corridos, semanas, ou meses, mostrando o que deve ser feito em cada período. ”
Na figura 02 o diagrama de Gantt é representado no eixo horizontal pelo período determinado em quinzenas. O período temporal é estabelecido de acordo com o grau de gerenciamento que se pretende obter das atividades. No eixo vertical é representado as atividades que envolvem todo o ciclo do projeto. O comprimento da barra de cada atividade é diretamente proporcional ao tempo de duração relativa da atividade.
Figura 02: Diagrama de Gantt
Fonte: Do autor, 2017.
Existe vários modelos de gráfico de Gantt, um deles, refere-se ao modelo de controle e gerenciamento do projeto que visa indicar o progresso real das atividades afim de visualizar o andamento que cada atividade vem tomando em relação ao que foi planejado. A figura 03 retrata a lógica referida, com as mesmas informações do
diagrama exposto na figura 02, o intuito neste momento reflete o grau de andamento de cada atividade. A área preenchida em vermelho equivale à porcentagem concluída da atividade, já a área em azul reflete a proporção pendente que ainda precisa ser executada.
Figura 03: Andamento das Atividades no Diagrama de Gantt
Fonte: Do autor, 2017.
O diagrama constitui uma valiosa ferramenta de controle, sua simplicidade de extrair e elaborar o gráfico é proveniente do fácil entendimento de sua representação gráfica. Contudo, a ferramenta possui limitações, pois não especifica a interdependência das atividades. Para suprir tal necessidade, introduziu-se no planejamento, o método PERT/CPM.
6.2.3 Método PERT/CPM
Qualquer atividade identificada que compõe a estruturação de um projeto certamente dependerá de uma lógica de sequenciamento além de algum relacionamento com as demais atividades. Algumas atividades precisam ser executadas em uma ordem programada, por exemplo, na construção de uma casa, as fundações precisam ser preparadas antes que as paredes sejam levantadas, e que por sua vez, precisa estar finalizada para que o telhado seja construído.
No que trata o tema de relacionamento e interdependência, Slack et al. (2010) argumenta que à medida que o projeto cresce, o grau de complexidade aumenta, tornando-se necessário a identificação do relacionamento entre as atividades e sua sequência lógica. Para auxiliar e lidar com a complexidade, a utilização unificada de duas técnicas de análises conhecidas como PERT e CPM ajudará a planejar e controlar o projeto significativamente.
Segundo Panta et al. (2015) PERT, (abreviatura de Program Evaluation and Review Technique - Avaliação do Programa e Técnica de Revisão) e CPM, (Critical Parth Method – Método do Caminho Crítico), constitui uma junção de métodos para planejamento e controle na execução de projetos.
A técnica PERT foi desenvolvida em 1958 pelas mãos da marinha norte-americana com intuito de desenvolver um submarino atômico, cujo projeto envolvia milhares de operações e mais de 3.000 empreiteiros. Já a técnica CPM foi desenvolvida um ano antes, em 1957, quando consultores da Remilton Rand Univac receberam a tarefa de criar uma técnica de programação que seria utilizada para construção, manutenção e desativação de fábricas de processos químicos (MOREIRA, 1993).
O sistema PERT/CPM trata de um conjunto de técnicas para planejamento e programação de processos. O método demonstra as sequencias operacionais das atividades envolvidas em um projeto, apresentando os recursos e interdependências das atividades (SANTOS, 2008).
Para Avila (2010) a metodologia PERT/CPM oferece alguns benefícios tais como:
- Minimização de problemas de interrupções e atrasos de serviços. - Estabelecer tempos de durações de cada atividade.
- Facilita a coordenação e distribuição de recursos humanos, materiais e financeiros. - Identificar a precedência lógica e interdependências de processos.
- Determinar o caminho crítico para antecipar qualquer fator crítico que comprometa o desempenho das atividades.
A ferramenta PERT/CPM tem como diferencial a análise do caminho crítico. Segundo Avila (2010) “o caminho crítico é todo caminho da rede que corresponde à maior duração na execução de um projeto e é composto por uma sequência de atividades denominadas críticas.” Sendo assim, é a partir caminho crítico que determina-se a duração total do projeto. O mau gerenciamento das atividades
reconhecidas como críticas pode resultar no aumento dos custos previstos e em atrasos na obra.
Sabe-se que as atividades são suscetíveis e vulneráveis em sua duração, por isso a duração do projeto pode também sofrer essa variabilidade. Determinar o caminho crítico de um projeto consiste em listar todos os caminhos e identificar o caminho com folga zero.
A figura 04 compõe o diagrama de redes de modo a apresentar o relacionamento entre as atividades juntamente com o caminho crítico do projeto. Pode-se observar que cada atividade tem determinado um tempo de duração específico.
Partindo da atividade A exige-se que as atividades B, C e D iniciam simultaneamente. Em seguida a atividade E só poderá ser executada após finalização das atividades B e C, assim como, a atividade F depende do término da atividade D. Por fim, a atividade G só poderá iniciar com a finalização das atividades E e F.
Existem 3 possíveis caminhos a serem investigados: A – B – E – G: Com T = 13 Dias
A – C – E – G: Com T = 14 Dias A – D – F – G: Com T = 16 Dias
O maior caminho a ser percorrido corresponde as atividades A – D – F – G, que estão devidamente demarcadas em vermelho e implicam no caminho crítico. Essas atividades possuem folgas zeros, assim, qualquer atraso comprometerá todo o cronograma do projeto.
Comparando as atividades que simultaneamente estão em execução, as atividades B, C e E possuem tempos de folgas de 2 dias, 1 dia e 1 dia respectivamente. Assim, possíveis atrasos nessas atividades não implicam em transtornos para o projeto, desde que sejam gerenciadas adequadamente.
Figura 04: Diagrama PERT/CPM
Fonte: Do autor, 2017.
Laugeni e Martins (2005) acredita que a utilização de softwares se faz necessário durante toda evolução do projeto. Modernamente a utilização do software MS Project oferece automaticamente o cálculo de recursos, custos, análises estatísticas, determinação do caminho crítico e tempo de duração do projeto. O que manualmente implicaria em longas e trabalhosas análises.
7 METODOLOGIA
A escolha do método é definida a partir das características particulares do tema, no qual deve atender as necessidades propostas. A partir da área de conhecimento aplicada no estudo, define-se o tipo de método dedutivo, o qual segundo Gil (2008) “Parte de princípios reconhecidos como verdadeiros e indiscutíveis e possibilita chegar a conclusões de maneira puramente formal, isto é, em virtude unicamente de sua lógica. ”
Para compreender a contextualização dos métodos de planejamento de tempos envolvidos na área da construção civil, será utilizado pesquisas bibliográficas constituídas de fontes primárias e secundárias com foco no tema em investigação. A mesma, oferecerá suporte para abordagem da pesquisa de campo que induzirá às observações das atividades envolvidas em uma obra, assim como suas interdependências.
Exige-se da pesquisa de campo, a determinação das técnicas de coletas de dados que serão empregadas. De caráter qualitativo e quantitativo, os registros de dados serão baseados em observações dos aspectos da realidade, assim como, levantamento de fontes documentais. A análise e tratamento dos dados fundamentará a confecção de uma estrutura analítica do projeto – EAP, diagrama de Gantt e Método PERT/CPM, que juntos contribuem para base do planejamento onde posteriormente são utilizados para controle na execução da obra. É importante ressaltar, que após aplicabilidades dos métodos, os resultados obtidos serão convertidos em valores monetários afim de identificar os benefícios financeiros de tal estudo.
A obra em estudo trata-se de uma obra residencial constituída de 131m² de construção. O terreno com a dimensionamento de Xm² sendo X de largura e X de comprimento, encontra-se no Bairro Aquarela Brasil especificamente na Rua La Martine Babo, Quadra número 38, Lote número 31. O terreno encontra-se a uma distância de Xm do polo acadêmico da UNEMAT da cidade de SINOP-MT. A figura 05 apresenta a localização do objeto em estudo.
Figura 05: Localização do Terreno
8 RECURSOS MATERIAIS
O presente estudo utilizará de recursos computacionais, envolvendo o software MS Project, utilizado para gerenciamento de projeto e o software Excel, onde a partir de suas planilhas eletrônicas, os dados e informações serão inseridos e manipulados.
9 CRONOGRAMA
A seguir é representado o cronograma das atividades a serem realizadas durante a pesquisa.
ATIVIDADES
2017 2018
AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN Identificação do objeto X Revisão da literatura X X X Levantamento de dados X Concepção de planejamento de tempos no objeto X Avaliação do processo de planejamento X X X X X X X X Análise de dados e discussões X X Encontro com o orientador X X X X X X X X X X Apresentação do
10 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
ARNOLD, J. R. Tony. Administração de Materiais. São Paulo: Atlas, 1999.
AVILA, Antônio V. O método PERT/CPM. Santa Catarina, 2010. Disponível em: <http://pet.ecv.ufsc.br/arquivos/apoiodidatico/ECV5318%20%20Planejamentocap06. pdf>. Acesso em 28 maio de 2017.
CAMPOS, Vicente F.; TQC Controle da Qualidade Total – no estilo japonês. 5 ed. Rio de Janeiro: Bloch, 1992.
CARDOSO, Luiz R. Planejamento, gerenciamento e controle de obras. In: Secretaria Nacional de Habitação. Ações Integradas de Urbanização de Assentamentos Precários. Brasil: Publisher Brasil Editora, 2010. Cap. 6, p.143-171.
CIMINO, Remo. Planejamento e execução de obra. 1º ed. São Paulo: Pini, 1987. CORRÊA, Rafael C. EAP (Estrutura Analítica do Projeto). Publicado em: set. 2009. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/eap-estrutura-analitica-de-projeto/33337/>. Acesso em: 25 jul. de 2017.
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GIL, Antônio C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6º Ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LAUGENI, Fernando P; MARTINS Petrônio G. Administração da produção. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
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