• Nenhum resultado encontrado

Perfil dos praticantes de corrida de rua da Grande Florianópolis

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Perfil dos praticantes de corrida de rua da Grande Florianópolis"

Copied!
40
0
0

Texto

(1)

PERFIL DOS PRATICANTES DE CORRIDA DE RUA DA GRANDE FLORIANOPÓLIS

Paloma Therese Rezende Costa

Resumo: Nos últimos anos o número de adeptos à corrida de rua vem crescendo,

representando um número cada vez maior de participantes. Há dez anos a média de participantes não passava de 1.000 sendo que nos dias atuais chega a 100.000. A título de exemplo, o número de provas em 2016 foi de 424, totalizando 906.930 participantes apresentando um aumento de 2,17% no número de provas e 25,24% no número de participantes, com relação ao ano anterior, 2015. A partir dos dados atuais sobre a corrida de rua, o objetivo desse estudo foi analisar o perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis. Participaram 120 praticantes de corrida de rua vinculados às assessorias de corrida filiadas a ATC-SC (associação de treinadores de corrida de Santa Catarina). Os participantes foram selecionados de forma não aleatória intencional e voluntária. Como critérios de inclusão; participar do estudo de forma voluntária; assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; estar vinculado a grupos de corridas e assessorias afiliadas ATC-SC. Para o estudo foi utilizado o questionário de Antunes (2014), o questionário foi adaptado para o estudo. O questionário conta com 35 questões sendo questões abertas, fechadas e mistas. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) e em seguida à sua aprovação foi agendado dia e hora para aplicação do mesmo. Para análise dos dados dos praticantes utilizou-se a estatística descritiva apresentadas através de gráficos e tabelas. O resultado quanto ao perfil dos corredores de rua da grande Florianópolis, dos 120 praticantes 72 foram do sexo feminino sendo a maior parte, com a idade variando de 19 a 63 anos, com peso de (44,0 – 105,0 kg) e estatura de (1,50 – 1,98 m). Com escolaridade superior completo 79%. Praticando a corrida de rua a 5,8 ± 5,7 anos (0,2 – 30,0), 3 ± 1 vez por semana (1 – 7), 62 ± 23 min/sessão (30 – 180), com uma quilometragem de treino semanal (5 – 90) e com pace médio de 05:29 ± 00:49 min/km variando entre (03:40 – 08:00). Preferindo períodos noturnos para os treinos, com o piso mais frequente o asfalto, seguido da esteira. Provas de 10km e menores se destacaram como preferidas (66%). 76% praticam outra modalidade em paralelo com a corrida, sendo 43 sujeitos destacou a musculação, seguido da natação com 15 sujeitos, e praticam em média a 6,1 ± 6,5 anos, sendo 3 ± 2 vezes por semana (1 – 7) e duração de75 ± 48 min (40 – 360). O condicionamento e o lazer foram os motivos que levam à pratica de corrida de rua. A orientação profissional destacou-se como sendo o motivo para se treinar com assessoria esportiva, com investimento de (R$85,00 – 265,00) na assessoria esportiva. Os serviços prestados pelas assessorias mais citados são as planilhas de treino semanal, seguindo de hidratação e sessão de alongamento para os participantes. Verificou-se que 47% dos sujeitos consideram-se praticantes intermediários. A maioria dos participantes realizam alongamento antes e depois dos treinos de corrida 46% e 54% respectivamente e maior parte realizam aquecimento e volta a calma 64% e 41% respectivamente.

Artigo apresentado como trabalho de conclusão de curso de graduação da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Educação Física). Orientador: Prof. Elinai dos Santos Freitas Schutz, Perfil do praticante de corrida de rua da grande Florianópolis. Palhoça, 2019.

(2)

Disponibilizando em média 3± 2 variando (1 – 15) pares de tênis para a prática de corrida de rua, sendo que 77(64,2%) participantes responderam usar tênis com característica especial de amortecimento e 86(71,7%) responderam saber o tipo de pisada, com destaque a pisada neutra (48,40%). Os praticantes trocam tênis de 1 a 1,5 anos (55%) e o motivo por essa troca apresentou-se pelo desgaste do tênis 79%. Para a forma de avaliação da pisada, a mais utilizada foi o teste visual feita por profissionais de Educação Física. Quanto aos hábitos, a grande maioria frequenta academia 84(70%), e, 87(73%) respondeu que suas academias não oferecem nenhum tipo de serviço de corrida. Representado pela maior parte o valor pago de 100,00 a 200,00 reais pela academia. Os praticantes compram em média 2 pares de tênis por ano, gastando entre 200,00 a 400,00 reais. A marca de tênis e roupa mostraram a preferência pelas marcas Adidas, Asics e Nike. Porém na parte da roupa a maior parte mostrou não ter preferência 66(55%). A internet é o local onde a maior parte dos sujeitos compram roupas 65(54%). Para o uso de suplementos alimentares 65(54,2%) afirmam o consumo, sendo 21(19,9%) whey protein, 20 (18,7%) gel e 17(15,9) Bcaa sendo os mais consumidos dos praticantes. Dos sujeitos entrevistados 50% relataram não ter bicicleta, e apenas 6,7% destes, pretendem comprar nos próximos 6 meses. Para os eventos de corrida, os praticantes participam em média de 10 eventos ao ano, variando de 1 até 50 eventos. As assessorias esportivas mostraram-se ser um meio eficiente para informar sobre os eventos 77(32,15%). Os corredores de rua responderam participar, às vezes de corrida em outras cidades do Brasil 72(85%), a média gasta é R$ 994,74 ± 299,02 (R$ 500,00 – 2.000,00) e para as corridas fora do Brasil (30,8 %) citaram realizar às vezes, gastando em média R$ 3.831,25 ± 2.490,44 (R$ 800,00 – 8.000,00).

Palavras-chave: Corrida de Rua. Perfil. Assessorias Esportivas.

1 INTRODUÇÃO

Com o “jogging bom” que ocorreu 1970, criado pelo médico Kenneth Cooper, houve o crescimento da corrida de rua (SALGADO; MIKAHIL,2006). Desde então a corrida se popularizou em todo o mundo e obteve o aumento significativo do número de praticantes (CORPORE, 2015). No Brasil não foi diferente e o crescente número de praticantes de corrida de rua, segundo os dados, publicado pelo site da federação Paulista de Atletismo - FPA (2017), conta que no ano de 2014 teve o número de 146.000 participantes, aumentando para 922.870, em 2017. Ainda segundo o site os números de corridas também mostram um crescente aumento: em 2004 esse número chegava a 107 corridas ao ano, e em 2017 chegou a 435 corridas no ano.

(3)

Pode-se dizer que o crescente aumento dos praticantes de corrida de rua se dá pela facilidade da sua prática, pois não necessita de muitos acessórios e nem lugares específicos. Para Dallari (2009) a corrida de rua em sua forma atual está identificada com as práticas de tempo livre, incorporadas ao cotidiano dos centros urbanos. Para o autor a facilidade da corrida ser praticada em ruas, avenidas, praias, parques entre outros espaços abertos reduzem a barreira existente quando o praticante opta por esportes que exigem quadras ou campo para prática (DALLARI, 2009). Ainda sobre o crescimento da corrida, segundo Scalco (2010), se explica pela pessoa ter vontade de correr e possuir um par de tênis. Brito e Mendonça (2012) afirmam que os benefícios da atividade física sendo colocados em alta pela mídia, a facilidade da prática e o baixo custo para a permanência no esporte, também estão sendo relacionados pelo crescimento da corrida.

Rojo e colaboradores (2017) em seu estudo mostrou que as corridas eram pautadas em modelos de eventos esportivos e voltada para valores competitivos. Em outros estudos os perfis dos corredores podem ser mais amplos, existindo outro motivo além do esporte, são eles: controle do stress, estética, prazer e sociabilidade (BALBINOTTI et al, 2015), (GRATÃO e ROCHA, 2016).

Em 2005 a corrida de rua foi classificada pela Federação Internacional das Associações de Atletismo/IAAF como provas de pedestrianismo, com disputas em circuitos de rua, avenidas e estradas, com distâncias oficiais variadas entre 5 e 100 km.

O crescente número de praticantes de corrida de rua pode ser notado em um dos maiores eventos de corrida de rua em São Paulo, a São Silvestre, em sua primeira edição que aconteceu no ano de 1924, sessenta atletas se inscreveram, sendo que 48 compareceram para prova, e em 2014 foram registrados 30.000 participantes na prova, dados registrados pelo site (ESPORTIVA, 2014).

Oliveira (2010) pontua o surgimento de novos modelos de eventos de corrida de rua sendo conceituado em duas categorias. A primeira categoria é chamada de corrida convencional: são elas as corridas mais tradicionais e populares em que o público são os corredores que pertencem às classes sociais mais baixa e há maior número de corredores com nível mais alto. A segunda categoria são as chamadas corridas fashion: são elas onde o público possui o poder aquisitivo maior, elevando o perfil socioeconômico dos praticantes, tendo ela o valor mais elevado que as convencionais.

(4)

Tendo em vista o grande aumento dos praticantes de corrida de rua, dá-se a importância de dedá-senvolver o tema da pesquisa que busca analisar o perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis, buscando conhecer e entender melhor esse perfil. Beneficiando o meio acadêmico, treinadores de corridas e assessorias esportivas, por meio de informações e dados sobre hábitos de corrida de rua, hábitos do consumo dos praticantes e informações relacionadas as provas e eventos de corrida.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 TIPO DE PESQUISA

Este estudo caracteriza-se quanto à natureza, como uma pesquisa aplicada. Para Prodanov (2013) pesquisa aplicada objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais. Ainda segundo Thomas e Nelson (2002), pesquisa aplicada remete problemas imediatos, oferecendo assim, resultados de valor imediato, utilizando os clamados ambientes do mundo real, ou seja, utilizando os sujeitos e tendo controle limitado sobre o ambiente da pesquisa.

Com relação à abordagem, classifica-se como o estudo quantitativo, conforme Silva et al. (2011) se considera sendo tudo quantificado, que traduz em números que possam ser analisados e classificados. E no estudo foram utilizadas técnicas estatísticas para tratar os dados do perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis.

Quanto ao objetivo da pesquisa pode ser classificada como descritiva. Malhotra (2001) cita que neste tipo de pesquisa objetiva-se fazer a descrição de eventos, de fenômenos ou um fato.

Quanto aos procedimentos técnicos, considera-se esse estudo empírico, exploratório e transversal, pois, nesse estudo os dados foram coletados no momento, onde pode-se representar o estado de uma determinada população (GIL,2010).

(5)

Participaram 120 praticantes de corrida de rua, de ambos os sexos, de Assessorias Esportivas registrados à ATC-SC (Associação de Treinadores de Corrida de Santa Catarina) na Grande Florianópolis em Santa Catarina. A escolha dos participantes da pesquisa se deu de forma não aleatória intencional e com participação voluntária. Os critérios de inclusão dos participantes foram:

Concordar em participar do estudo de forma voluntária; Assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido;

Estar vinculado a Assessorias Esportivas afiliadas à ATC-SC (Associação de Treinadores de Corrida de Santa Catarina).

Os critérios para exclusão dos participantes da pesquisa: O atleta de corrida que não está treinado.

O atleta que não está escrito nas assessorias afiliadas a ATC-SC (Associação de Treinadores de Corrida de Santa Catarina).

2.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA

Foi utilizado o questionário criado e validado por Antunes (2014) adaptado para o estudo, retirou-se a parte que abordavam os tipos de lesões.

O questionário é composto por 35 questões, divididas em 4 partes. A primeira parte, com 6 questões, aborda os dados pessoais do praticante, contendo perguntas como idade, sexo, peso, altura, tempo de prática e nível escolar. Já a segunda parte aborda o histórico de corrida, em que foram feitas perguntas como tempo de prática, frequência de treinos, qual período costuma treinar, qual metragem, qual tempo por quilômetros entre outros, sendo um total de 15 questões. A terceira parte abordou os hábitos de consumo do dos participantes com a prática da corrida, sendo 5 questões. Por último na quarta parte foi abordado Evento de corrida tendo 8 questões.

2.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS

Inicialmente foram contatadas as Assessorias Esportivas que ofereçam a modalidade de corrida de rua, filiadas à ATC-SC. Foram explicados os objetivos da pesquisa e assinado o Termo de Ciência e Concordância entre as Instituições. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Unisul,

(6)

conforme o N° do Parecer Consubstanciado 3.150.018. Logo após aprovação do (CEP), as coletas de dados foram agendadas e aconteceram no mês de março de 2019. O preenchimento do questionário foi feito de forma presencial no período matutino, logo após os treinos e as competições de corrida. Os praticantes foram abordados e convidados a participar de forma voluntaria e apresentados aos objetivos da pesquisa, logo após aceitarem foi entregue o TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) para que assinassem, em seguida entregue o questionário para o preenchimento. Logo após o preenchimento do mesmo os dados dos participantes foram passados para uma planilha do Excel e armazenado.

2.5 ANÁLISE DE DADOS

Para análise dos dados foi usada a estatística descritiva. Foram utilizados os parâmetros da estatística descritiva (frequência simples, percentual média e desvio padrão). Os dados do estudo foram apresentados em gráficos e tabelas.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 DADOS PESSOAIS DO PARTICIPANTES

Quanto aos dados sociodemográficos, participaram do estudo 120 corredores de rua, sendo que destes, 72 eram do sexo feminino e 48 do sexo masculino, com uma média de idade de 39,0 ± 9,7 anos (19,0 – 63,0). O peso que apresentaram obteve uma média de 69,2 ± 13,4 kg (44,0 – 105,0 kg) e a estatura ficou com em média de 1,68 ± 0,11 m (1,50 – a 1,98 m).

Um estudo recente realizado por Rios et al., (2017), contou com 123 atletas de corrida de rua, uma amostra similar à do estudo, a média de idade do estudo foi de 31,4± 11,0 anos (18 a 69 anos), sendo que deste grupo, 88 eram homens e 35 eram mulheres.

Em outro estudo, Torcate e outros (2016) traçaram o perfil antropométrico e dietético de corredores de rua da cidade de Curitiba-PR, tratou-se de um estudo transversal, com uma amostra constituída por 15 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 37 anos para homens (n=9) e de 35,5 anos para mulheres (n=6). Neste a massa corporal, dos homens e mulheres apresentaram valores médios de

(7)

75 kg e 60 kg respectivamente e valores médios para a estatura de 170 cm para os homens e as mulheres de 165,5 cm. Dentre os estudos supracitados, incluindo este, nota-se que as idades dos praticantes de corrida de rua giram em torno dos 30 e 39 anos em todos os estudos supracitados.

Na figura 1, estão representados os dados da escolaridade dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis.

Figura 1: Escolaridades dos praticantes.

Fonte: Elaboração do autor, 2019

Quanto à escolaridade, verifica-se que a grande maioria apresenta nível superior completo (79%, n 95), enquanto 10% (n 10) possuem superior incompleto, os demais participantes detêm de ensino médio ou ensino fundamental. Apenas um participante não respondeu este tópico, representando 1% da amostra total. Nenhum dos participantes mencionou ser técnico em alguma área.

Os resultados corroboram com um estudo realizado por Cardoso, Ferreira e Santos (2018) que avaliaram o perfil socioeconômico de 155 praticantes de corrida de rua na cidade de Teresina-PI, em que a maioria (35%) também apresentou nível superior na escala, além disso, o estudo identificou que uma parcela desses indivíduos possuía mestrado, doutorado ou especialização.

Outro estudo, no entanto, agora representando a região sul do país, realizado com corredores curitibanos, Purim e seus colaboradores (2014) apresentam que 68,1% dos corredores possuem escolaridade correspondente ao ensino superior completo, ou formação continuada. Rojo e Rocha (2018) em uma

(8)

pesquisa recente, afirmaram que o perfil de corredores de rua da cidade de Curitiba-PR possui alta escolaridade.

Corredores inscritos no evento Maratona de São Paulo 2015, sendo 222 respondentes, apresentaram em sua maioria (n 92) Ensino Superior completo, 41 respondentes afirmaram possuir especialização, 35 tinham Ensino Médio, 23 tinham Mestrado ou Doutorado, 17 tinham Ensino Tecnológico, 12 tinham Ensino Fundamental e 2 não responderam a essa questão (PAROLINI; ROCCO JUNIOR; CARLASSARA, 2018).

Por outro lado, trazendo outra realidade, Mendonça et al. (2012) no estado de Sergipe, encontraram que a maior parte dos corredores de rua daquela região, detinha como maior grau de escolaridade o Ensino Médio, representando 37,2%.

Grande parte dos dados corroboraram com esse estudo, principalmente os estudos que foram realizados na região sul e sudeste.

3.2 HÁBITOS DE CORRIDA

Quanto aos hábitos de corrida, os participantes praticam em média a 5,8 ± 5,7 anos (0,2 – 30,0), 3 ± 1 vez por semana (1 – 7), 62 ± 23 min/sessão de treino (30 – 180), 28 ± 15 km/semana (5 – 90) e com pace médio de 05:29 ± 00:49 min/km (03:40 – 08:00).

Queiroz et., al (2014) apontam que três vezes por semana é a frequência mais comum nesta população, sendo este número correspondendo aos achados do estudo. Do mesmo modo, Purim et.,al (2014) mencionam que no seu estudo, contando com uma amostra de 220 corredores, 35% destes treinavam três vezes na semana, seguido por quatro vezes com 30%, cinco vezes com 15% e por fim 6 vezes com 17%.

Na figura 2, estão sendo apresentados o período de treino dos participantes do presente estudo.

(9)

Figura 2: Período de treino

Fonte: Elaboração do autor, 2019.

Na figura 2 observa-se que o período de treino de preferência, seria o noturno sendo que 52% dos respondentes aderiram a esta opção, na sequência encontra-se o período matutino com 38%, matutino e noturno com 13%, e vespertino apenas 4%.

Em Criciúma-SC, os corredores de rua apresentaram preferencias similares às encontradas nesse estudo, sendo que 70% do público masculino e 52% do feminino optam por treinos noturnos, seguido de matutino e vespertino (QUEIROZ, 2018).

Ainda sobre o período de treinamento, Oliveira et al. (2012) fizeram levantamento de 77 corredores de rua, e observaram que 48% treinam de três a quatro dias por semana. Igualmente exposto que o treino em dois turnos diários não entra como favorito entre os praticantes, assim como no estudo de Pazin et al. (2008) que 87% dos 116 entrevistados correm apenas 1 turno por dia. A duração do treino para ambos os sexos no estudo de Pazin e colaboradores foi de 1 hora, seguidos da opção menos de 1 hora e a noite foi o período para correr com maiores respondentes. Corroborado com este dado, no estudo já citado anteriormente, Purim et al (2014) também salientam que a média de duração da sessão de treino é em torno de 1 hora. No estudo de Arcanjo et., al (2018) verificaram que a grande maioria dos participantes (70%), mantinha entre 31-60 minutos de treino. Estes estudos se assemelham aos resultados que obtiveram no presente estudo.

Na figura 3 destacam-se os diferentes tipos de piso utilizados pelos participantes da pesquisa.

(10)

Figura 3: Frequência em diferentes tipos de piso

Fonte: Elaboração do autor, 2019

De acordo com a figura 3, os dados apresentados indicam a frequência de treino em diferentes tipos de piso.

Pazin e colaboradores (2008) mencionam que a preferência de homens e mulheres em seu estudo é por corridas de rua que ocorram em asfalto. Idêntico a este resultado, Queiroz e seus colaboradores (2014), afirmaram que o perfil dos corredores de rua do seu município também é por terrenos com asfalto, seguido por uma preferência maior para grama dentre os homens e terra para ambos os sexos.

Na figura 4, apresenta-se o tipo de prova que correm com mais frequência.

Figura 4: Provas que correm com maior frequência

(11)

Pode ser observado na figura 4, que quanto ao tipo de prova em eventos de corrida de rua, os dados ressaltaram uma maior preferência para distâncias de 10km com 37%, seguido de provas menores que 10km com 29%, provas maiores que 10km e menores que 21km com 22%, e por fim, 3% preferiram maratonas e 1% ultramaratonas.

Queiroz et al (2014), demonstram que em eventos competitivos de corrida de rua, mulheres habituam-se a inscrever-se em distâncias menores que dos homens, em torno de 70% preferem correr 5 km ou menos, enquanto os homens preferem distâncias maiores, tendo 10 km como a distância predominante, com 66,67% das respostas. Ishida et., al (2013), mostram que entre corredores sem nenhum tipo de lesão articular, a preferência por 10 km é superior, sendo maior que a preferência por distâncias com 5km, 15km ou mais 21km.

Verificou-se que os participantes de corrida de rua praticam outras modalidades em paralelo com a corrida. No estudo 91 (76%) que praticam outra modalidade e 29 (24 %) que não praticam.

Na tabela 1, apresentam-se outras as modalidades praticadas pelos participantes.

Tabela 1: Outras modalidades praticadas

Modalidade Número de respostas

Musculação 43 Natação 15 Bicicleta 14 Funcional 13 Triatlo 9 Crossfit 8 Pilates 6 Futebol 4

A prática de outras modalidades associada à corrida de rua, foi umas das variáveis levantadas no estudo. Na tabela 1, observou-se que grande parte dos indivíduos faz musculação, atrelado aos treinos de corrida com um total de 43 sujeitos, seguido de Natação com 15 sujeitos, funcional com 13 e outras práticas como ciclismo, triatlo, crossfit, pilates e futebol.

(12)

Estudo relacionando a corrida de rua com outras modalidades esportivas são escassos, entretanto, Roth (2017) avaliando lesões associadas à corrida, mencionou a prática de musculação combinada a modalidade, assim como Fernandes, Lourenço e Simões (2014), observaram em seus resultados a prática de outras atividades paralelamente à corrida, contudo não as descreveram.

Salicio e colaboradores (2017) verificaram que a prática de outra modalidade esteve presente em 60% dos 101 participantes, sendo que destes, 68,9% praticavam musculação, 8,1% ciclismo, 6,6% futebol, 4,9% crossfit, 4,9% outras, 3,3% muaythay ou hidroginástica, e os demais não praticavam nenhum outro exercício aliado à corrida.

Com relação ao tempo que os corredores dedicam-se a outras modalidades, os participantes da pesquisa atual relataram que praticam outra modalidade em média há 6,1 ± 6,5 anos (0,2 – 30,0), sendo 3 ± 2 vezes por semana (1 – 7) e duração média de 75 ± 48 min (40 – 360).

Os participantes desta pesquisa foram questionados pela importância atribuída na prática da corrida de rua. Os resultados apontam como principal condicionamento físico sendo o de maior importância, seguido o objetivo de lazer, emagrecimento, busca por melhorarias no esporte, socialização, ser atleta de outro esporte, acompanhamento familiar e por última recomendação médica. Para Balbinoti et al (2015), em sua pesquisa sobre os perfis motivacionais de corredores de rua com diferentes tempos de prática, que os aspectos atribuídos à importância gira em três dimensões motivacionais que mais estimulam a prática da corrida de rua, e elas são; saúde, prazer e controle de estresse.

O principal quesito motivacional indicado pelos entrevistados no estudo de Tomazoni (2012) para a prática da corrida de rua foi a saúde, em ambos os sexos, seguido de prazer, controle do estresse, e por último a competitividade. No mesmo estudo mulheres elencaram saúde, estética e prazer como seus pontos fortes para a prática de corrida de rua.

Os dados deste estudo em especial corroboram com Sanfelice e colaboradores, (2017) que avaliaram aspectos motivacionais de corredores de rua do Alto Tietê de São Paulo. Os motivos apresentados foram o condicionamento físico para 47, 3% dos homens e 43,7% das mulheres, e a qualidade de vida para 31,5% dos homens e 37,5% das mulheres, sendo estes os preponderantes neste grupo, na prática de corrida de rua.

(13)

Em uma análise de 30 corredores, a pesquisa de Justes (2017) mostrou que o fator condicionamento físico alcançou 82,75% da pontuação máxima, o lazer alcançou 76,45% e o emagrecimento/ estética somou 71,39%, valores diferentes dos encontrados neste trabalho.

Para destacar os resultados obtidos e os estudos supracitados, na figura 5 observam-se os principais motivos que levam os praticantes a treinar com uma assessoria esportiva.

Figura 5: Motivos para praticar corrida de rua com uma assessoria esportiva

Fonte: Elaboração do autor, 2019

De acordo com a figura 5, pode-se ressaltar que o principal motivo para se treinar com assessoria esportiva é a busca da orientação profissional 42% (n 50), em seguida a socialização com 17% (n 20), melhor condicionamento físico com 9% (n 11), desempenho e motivação com 7% (n 9), saúde 7% (n 8), disciplina 2% (n 3) e perda de peso recomendação familiar e outros com 1%(n 1).

Num estudo realizado por Antunes (2014), a orientação profissional recebida nas assessorias foi um dos maiores motivos que levam pessoas a procura-las, 42% dos entrevistados optou por esse também sendo um dos principais motivos, em seguida a socialização ficou com 18% e melhora da performance/rendimento com 16% respectivamente.

Segundo Silva (2012), o crescimento de provas de corrida é representado por um aumento nos adeptos a assessorias esportivas, que possuem profissionais

(14)

aptos a prescrição de corridas e seus treinamentos. Entretanto, 48,5% dos participantes da pesquisa de Hespanhol Junior (2012) não contavam com a orientação de um profissional especializado em corrida.

Nos resultados de Antunes (2014), que avaliou o perfil dos participantes de assessorias de corrida de Florianópolis, os valores médios de investimento dos participantes em assessorias esportivas em Florianópolis encontravam-se entre R$51 a R$100 para 44% dos participantes da pesquisa, R$101 a R$150 para 20% e R$20 a R$50 para 16% dos corredores.

No presente estudo, os participantes apresentaram os valores médios que investem em assessoria esportiva. O valor pago médio é R$ 138,24 ± 44,91 (85,00 – 265,00) e 16 relataram não pagar. Sendo que R$ 100,00 é o valor mais frequente.

No campus da Universidade de São Paulo atuam algumas assessorias, estas normalmente oferecem outros serviços associados, em média os serviços são cobrados juntamente aos serviços oferecidos pela assessoria, o valor mensal tem uma média de R$145,76 +- 52,24 (BENETTI, 2015).

Os serviços oferecidos pelas assessorias, são apresentados na figura 6 a seguir:

Figura 6: Serviços oferecidos pela assessoria Esportiva

Fonte: Elaboração do autor, 2019

As assessorias esportivas agregam outros serviços além dos essenciais como orientação e acompanhamento durante o treinamento. Os serviços que são oferecidos abrangem consultorias nutricionais, fisioterapêuticas e massoterapias.

(15)

Segundo Benetti, (2015) esses serviços são vinculados à própria assessoria ou parceiros associados.

No estudo de Antunes (2014), os resultados indicam que 40% dos entrevistados faziam uso de treinos em grupos, 37% faziam uso de sessões de alongamento, 36% faziam uso de sessões de educativos de corrida e hidratação, 33% faziam uso de convênios com profissionais como, nutricionistas, fisioterapeutas e médicos.

Iguana Sports (2013), verificou que os serviços que mais eram utilizados e apreciados pelos usuários, eram as planilhas de treino personalizadas, com 93% das respostas positivas para esse item das assessorias pesquisadas, esses dados corroboram com os deste estudo.

No presente estudo, em média sete serviços eram oferecidos, sendo que destes, a planilha de treino semanal obteve maior destaque com 96% de adesão pelos clientes, a hidratação segue em segundo lugar com 94% e por fim as sessões de alongamento com 61%.

No tocante à experiência da prática de corrida, na figura 7, os praticantes classificaram-se de acordo as opções existentes.

Figura 7: Classificação do tempo de pratica da corrida de rua.

Fonte: Elaboração do autor, 2019.

Com relação ao tempo de prática e a classificação referente a ela, 47% dos participantes consideraram-se corredores intermediários, seguido de 28% novatos, 16% se auto intitularam experientes, 7% relataram estar sempre envolvidos e 2% mencionaram estar voltando apesar da experiência.

(16)

O tempo de prática de corrida de rua pode variar de uma região para outra, Euclides e Cunha (2016), avaliaram em sua pesquisa que 50% dos praticantes treinavam 36 meses ou mais, 27% treinavam 12 meses, 13% treinavam 24 meses e por fim, 10% treinavam pelo menos seis meses.

Antunes (2014) fez uma pesquisa similar e verificou que 57% dos participantes já praticavam corrida entre 12 e 48 meses. Mulheres mostraram também em outro estudo que 34% delas têm entre 12 e 36 meses de experiência e 27% praticavam há até 12 meses (IGUANA SPORTS, 2014).

Em todos os estudos citados, a grande maioria dos praticantes encontravam-se na zona mais experiente, mostrando que a permanência desses indivíduos na modalidade é duradoura.

Com relação aos alongamentos, na figura 8, observa-se a adesão ou não dos alongamentos pré e pós treino, aquecimento e o desaquecimento sempre, algumas vezes ou nunca nas sessões de treino realizadas.

Figura 8: Pratica alongamento e aquecimento pré e pós teino. Alongamento antes Alongamento depois

Aquecimento Desaquecimento

(17)

Grande parte dos corredores participantes desta pesquisa relataram aquecer-se (64%) e alongar-se antes (46%) e depois sempre (54%). Porém, realizam desaquecimento algumas vezes (41%).

Dos 101 corredores entrevistados em Cuíaba – MT por Salicio et al., (2017), 42 indivíduos (41,6%) relataram fazer uso de alongamentos com aquecimentos, 44 (43,6%) apenas alongamentos (estático de membros superiores e inferiores), 14 (13,8%) apenas aquecimento (exercício dinâmico), e 1 (1%) não realizar preparação para treino.

Brum et al., encontraram em seus resultados no que diz respeito ao alongamento, que todos os indivíduos se alongam antes e após o treino. Porém, 44,4% relatam não realizar o alongamento para o músculo piriforme, o que pode significar um músculo encurtado, salientando a importância de um profissional capacitado para orientar o treinamento pré e pós.

Com relação aos tênis que os praticantes preferem, a figura 10 apresenta o que leva os praticantes a fazerem a troca do tênis de corrida de rua e com que frequência.

Figura 9: Motivos e frequência para a troca dos tênis para a pratica de corrida.

Frequência troca Motivo troca

(18)

Na figura 9 acima, a frequência da troca de tênis varia de 1 a 1 ano e meio para 55% dos respondentes, e o motivo que levam a maioria (79%) dos participantes a troca-los é o desgaste.

No quesito amortecimento especial, os dados do estudo apontaram que 77 (64,2%) dos praticantes apresentaram que usam tênis com amortecimento especial, 42 (35,0%) apresentaram que não usam tênis com amortecimento especial e 1 (0,8%) não respondeu essa questão. Conforme o estudo 5(4,2%) dos praticantes responderam usar palmilha ou calcanheira dentro do tênis, a grande maioria respondeu que não usa nada sendo 111(92%) e 4(3,3%) não responderam essa questão. A maioria dos praticantes responderam saber qual o tipo de pisada sendo 86 (71,7%).

Antunes (2014), pôde observar em seu estudo que dos entrevistados, 79 deles utilizavam tênis com algum tipo de amortecimento, estabilidade ou controle de movimento, cerca de 86% desses indivíduos eram cientes do seu tipo de pisada, no qual a pisada neutra foi a que prevaleceu entre os participantes (40%).

O motivo da troca na pesquisa de Santos (2015), segue a ordem de todos os atributos escolhidos pela maioria dos entrevistados que foi sequenciada da seguinte forma: conforto, amortecimento, preço, marca, pisada correta, design, durabilidade e cores. Contudo, o desgaste não foi elencado.

Com relação à troca de um tênis, segundo um estudo realizado por Alves et al., (2018), 11,8% da sua amostra realiza a troca em menos de seis meses, enquanto que 55,9% troca entre um ano e um ano e meio, já 17,6% mencionaram trocar seus tênis entre um ano e meio a dois anos, e finalmente, 14,7% não souberam responder a questão. Esses indivíduos mencionaram realizar a troca por motivos de quilometragem percorrida sendo estes representantes de 17,6% do público, e desgaste do tênis com 14,7 %. Grande maioria dos indivíduos adquirem os tênis com alguma característica peculiar, 35% tinha uma pisada neutra, sendo este um resultado similar aos deste estudo como pode ser visto figura número 10.

(19)

Figura 10: Apresenta o tipo de pisada dos praticantes de corrida

Fonte: Elaboração do autor, 2019

Assim como os estudos citados logo acima, Santos (2015) apresentou uma prevalência na pisada neutra, com 25% dos participantes afirmando, contudo, dos 111 que responderam a essa questão, 51 mencionaram não saberem o seu tipo de pisada, enquanto, nesse estudo 26% não responderam. A seguir visualizam-se os testes das pisadas e o profissional que avaliou.

Tabela 2: Apresenta qual teste usado para avaliação da pisada e qual profissional avaliou

Teste n Avaliador N

Avaliação visual 30 Pro. Educação Física 29

Teste de pisada 13 Fisioterapêuta 20

Avaliação por vídeo 10 Pro. Loja 16

Plataforma eletrônica 2 Médico 10

Física 2 Outro 8

Teste dinâmico 1 Própria pessoa 5

Esteira 1 Não realizou teste 2

Desgaste do tênis 1 Não respondeu 30

Não respondeu 60

O mecanismo de amortecimento, inicia-se nos pés, e segue para os tornozelos, pernas e as demais partes do corpo. A repetição de um movimento errado ou desequilibrado pode desenvolver danos por conta do impacto, e articulações como joelhos, quadril e coluna cervical podem ser seriamente afetados. A ciência do tipo de pisada é importante uma vez que já existe no mercado, modelos

(20)

que se adéquam a diferentes pisadas, e alterações dos pés, daí a importância de se fazer uma análise do tipo de pisada, com intuito de não gerar problema (GUIMARÃES, et al., 2000). Salicio et al. (2017) ainda revelam em seus resultados que 55% dos praticantes que corrida não recebem orientação sobre suas pisadas e nem sua relevância a saúde, fato próximo aos encontrados nesse estudo em que cerca de a metade dos participantes relatou não ter realizado nenhum teste.

3.3 HÁBITOS DE CONSUMO

Para o presente estudo os 84 (70%) dos praticantes responderam que frequentam academia. E para 87 (73%) corredores, sua academia não oferece assessoria ou grupo de corrida. Na tabela 3 abaixo, a faixa de preço da mensalidade paga para a academia pode ser visualiza.

Tabela 3: Valor da mensalidade da academia

Faixa de preço N Até R$ 100,00 24 (20,0 %) De R$ 100,00 a 200,00 39 (32,5 %) De R4 200,00 a 400,00 16 (13,3 %) Acima de R$ 400,00 1 (0,8 %) Não respondeu 40 (33,3 %) Total 120 (100,0 %)

Na tabela acima observa-se que os corredores, além de estarem ligados a uma assessoria esportiva, frequentam academias com mensalidades em sua maioria entre R$ 101 e R$ 200 reais. Vale salientar que a modalidade mais praticada nas academias frequentadas, conforme este estudo, é a musculação com 35% da preferência.

Em 2012, um estudo nomeado “DNA do Corredor”, verificou que 72% dos participantes associavam suas corridas de rua com academia, e 29% investiam em uma mensalidade entre R$ 100 e R$ 200 reais (IGUANA SPORTS, 2012). Corroborando com os resultados deste estudo.

Com relação ao valor investido nos tênis, no presente estudo os entrevistados fizeram os seguintes relatos: cinco indivíduos (4,2%) citaram gastar até R$200,00; 50 sujeitos (41,7 %) entre R$ 200,00 e 400,00; 44 sujeitos (36,7 %)

(21)

entre R$ 400,00 e 600,00; e 18 sujeitos (15,0%) acima de R$ 600,00. Não responderam três sujeitos (2,5 %).

Esses dados são particularmente interessantes, pois se percebe a respeito dos investimentos com o tênis de corrida, nem os com a faixa de valores mais em conta e, nem os mais caros se destacam em número de escolhas. Esses resultados semelhantes também foram encontrados por Santos (2015) e Antunes (2014).

Quanto ao consumo dos participantes, o presente estudo apresentou que a maioria compra dois pares por ano sendo 95 sujeitos (79,2 %), em seguida de três a quatro pares 19 sujeitos (15,8 %), cinco ou mais pares três sujeitos (2,5 %). Não responderam três sujeitos (2,5 %).

Santos (2015) realizou uma pesquisa avaliando o processo de decisão de atletas amadores na compra de tênis de corrida, em seus resultados indivíduos que praticavam modalidade menos de um ano possuíam apenas um par de tênis, este grupo representou 60% da pesquisa, corredores com prática de um a dois anos mencionaram deter de dois pares, esses, representaram 58% desse grupo, e cerca de 43% dos indivíduos que corriam de dois a quatro anos, continham dois pares de tênis. Mas num todo, a grande maioria dos indivíduos dispunham de um a dois pares de tênis. O autor ainda relata que dentre os pesquisados, 50% fazem a troca de seus tênis em torno de uma vez ao ano.

A respeito das preferências pelas marcas, os consumidores expuseram que a marca Adidas encontra-se como a preferida, sendo citada por 35% dos participantes, na sequência Asics com 17,5% e a Nike com 15%. A renomada Mizuno obteve o sexto lugar. Os demais resultados podem ser visualizados na tabela 4.

Tabela 4: Marcas preferidas dos participantes da pesquisa

Marca de tênis n Marca de roupa n

Adidas 17 (14,2 %)

Adidas 42 (35,0 %) Nike 13 (10,8 %)

Asics 21 (17,5 %) Authen 3 (2,5 %)

Nike 18 (15,0 %) R2l 3 (2,5 %)

Skechers 9 (7,5 %) Mizuno 2 (1,7 %)

(22)

Mizuno 7 (5,8 %) Woom 2 (1,7 %)

Saucony 3 (2,5 %) Lupo 2 (1,7 %)

Salomon 2 (1,7 %) Track field 2 (1,7 %)

Outras 2 (1,7 %) Salomon 1 (0,8 %)

Sem preferência 7 (5,8 %) Outras 6 (5,0 %)

Não respondeu 1 (0,8 %) Sem preferência 66 (55,0 %)

Não respondeu 1 (0,8 %)

Total 120 (100,0 %) Total 120 (100,0 %)

A Asics obteve um número de respostas bastante superior aos seus demais concorrentes em outros estudos, (SANTOS, 2015; ANTUNES, 2014; IGUANA SPORTS, 2012), contrapondo os resultados obtidos neste estudo. Tanto Asics quanto a Adidas, são empresas com linhas bastante conceituadas quando se trata de corrida.

Com relação ao lugar onde realizaram as compras, foram citados pelos participantes a Internet com 39,6 % (n 65); shopping 25,6 % (n 42); lojas de rua 11,6 %(14); Outlet 9,8 % (n 16); fora do Brasil 8,5 % (n 14); outros 4,9 % (8).

Quanto ao uso de suplementos alimentares, 65 sujeitos (54,2 %) confirmaram o seu consumo e 55 sujeitos (45,8 %) o negaram. Esses resultados podem ser visualizados na tabela 5 logo abaixo.

Tabela 5: Suplementos utilizados durante a pratica esportiva.

Suplemento n Whey protein 21 (19,6 %) Gel 20 (18,7 %) Bcaa 17 (15,9 %) Palatinosa 12 (11,2 %) Pré-treino 7 (6,5 %) Creatina 7 (6,5 %) Maltodextrine 6 (5,6 %) Glutamina 6 (5,6 %) Carboidrato 5 (4,7 %) Complexo vitamínico 3 (2,8 %) Betalamina 2 (1,9 %) Criativo 1 (0,9 %) Isotônico 0 (0, 0 %) Total 107 (100,0 %)

(23)

Quando se compara o estudo atual e o de Antunes (2014) aos resultados de Salicio et al., (2018), são valores menores, com cerca de 30% dos participantes fazendo uso de suplementos alimentares. Do contrário, Antunes (2014) aponta para 60% de seus pesquisados que fazem uso, sendo que a preferência em especial foi por BCAA, seguido de Whey e por fim gel de carboidrato. Mas Salgado (2016) realizou uma pesquisa com 817 corredores, e 687 (71,7%) não utilizavam suplementos alimentares, divergindo dos estudos que o antecedem.

Observou-se que a bicicleta está inserida no cotidiano das pessoas e está relacionada em outro estudo (Antunes, 2014), seja para transporte, lazer e/ou treinamento pelos participantes da pesquisa, como descrito na tabela 6 a seguir. Entretanto, no presente estudo 60 sujeitos (50,0 %) relataram não ter bicicleta e destes: 4 sujeitos (6,7 %) pretendem comprar; 49 sujeitos (81,7 %) não; e 7 sujeitos (11,7 %) não responderam.

Acerca dos eventos e a participação dos corredores de rua do estudo neles, foi visto que chegam a participar em média de 10 ± 9 (1 – 50) eventos no ano como se observa na tabela 6.

Tabela 6: Tipo de prova preferida em eventos de corrida.

Prova preferida n Motivo participa N

5 km 37 (30,8 %)

10 km 38 (31,7 %) Prática esporte 58 (29,1 %)

21 km 32 (26,7 %) Lazer 55 (27,6 %)

42 km 3 (2,5 %) Performance 41 (20,6 %)

Aventura 9 (7,5 %) Acompanhar amigos 34 (17,1 %) Revezamento 1 (0,8 %) Tornar atleta profissional 7 (3,5 %)

Outros 0 (0,0 %) Outros 4 (2,0 %)

Total 120 (100,0 %) Total 199 (100,0 %)

Os eventos de corrida de rua têm cada vez mais adeptos, um estudo realizado pela Corpore (Corredores Paulistas Reunidos), mostrou a evolução no número de participantes no decorrer dos anos de 1994 a 2014, segundo a empresa, uma expressiva evolução no número de seus associados (CORPORE, 2015).

Com relação a eventos de corrida que ocorrem em outros municípios, 84 sujeitos (70,0 %) citaram participar, 72 respondentes (85,7 %) participam às vezes; enquanto 7 (8,3 %) sempre participam e 5 (6,0 %) não responderam. Nestes eventos costumam gastar em média R$ 994,74 ± 299,02 (R$ 500,00 – 2.000,00).

(24)

Já os eventos de corridas no exterior, 30,8% citaram serem adeptos à correr às vezes. Os investimentos destes eventos giraram em média R$ 3.831,25 ± 2.490,44 (R$ 800,00 – 8.000,00) quando são fora do Brasil.

A Corpore (2014), divulgou a crescente participação nos eventos desde os anos de 1994 a 2014 no Brasil. Nos Estados Unidos, a Running USA, numerou um total de 26.370 eventos de corrida organizados em 2012, com mais de 15 milhões de corredores inscritos que concluíram as provas. (RUNNING USA, 2014).

E por fim, os meios mais eficientes utilizados pelas assessorias como marketing de seus serviços, seguindo a sequência de preferência pelos pesquisados: através das informações da própria assessoria esportiva contando com cerca de 32,1 %, indicação de amigos com 22,5 %, através de sites e blogs 18,8 %, por marketing direto com 15,0 %, por mídias sociais como facebook com 8,3 %, panfletagem com 1,7 %, por meio da TV com 1,3 %, jornal não se mostrou como uma referência sendo o único item com nenhuma adesão de voto de opção e por fim outros meios que tiveram um somatório de 0,4 %. Antunes (2014), em seus resultados observou que são os e-mail e marketing formas mais representativas de conquistar os clientes.

Em todos o estudo pode-se observar que o perfil do corredor de rua da grande Florianópolis, em geral assemelha-se a alguns aspectos de outros corredores que se encontram nas demais regiões. Ainda assim pode-se perceber algumas pequenas variações mesmo com estudos realizados no mesmo estado, visando um perfil único da região.

4 CONCLUSÃO

Quanto ao perfil dos corredores de rua da grande Florianópolis, a maioria dos praticantes foi do sexo feminino, o que mostra o grande crescimento das mulheres com a idade variando de 19 a 63 anos, com peso de (44,0 – 105,0 kg) e estatura de (1,50 – 1,98 m). Os participantes da pesquisa apresentaram escolaridade superior completo.

Quanto aos hábitos de corrida, praticam a corrida de rua há 5,8 ± 5,7 anos variando (0,2 – 30,0), 3 ± 1 vez por semana (1 – 7), 62 ± 23 min/sessão (30 – 180), com uma quilometragem de treino semanal (5 – 90) e com pace médio de 05:29 ± 00:49 min/km variando entre (03:40 – 08:00). O período de treino noturno foi

(25)

preferência pela maioria, seguido pelo matutino. O tipo de piso mais frequente, foi o asfalto, seguido da esteira. Entre as provas com maior preferência, destacaram-se as de 10km e menores de 10km com 66%.

No estudo, 91 (76%) sujeitos informaram que praticam outra modalidade em paralelo com a corrida, sendo 43 sujeitos destacaram a musculação, seguido da natação com 15 sujeitos. Praticam a modalidade em média há 6,1 ± 6,5 anos, sendo 3 ± 2 vezes por semana (1 – 7) e duração média de 75 ± 48 min (40 – 360). O condicionamento e o lazer foram os motivos que levam à pratica de corrida de rua. A orientação profissional destacou-se sendo o motivo para se treinar com assessoria esportiva, o que confirma a importância da ajuda do profissional de Educação Física, para uma prática segura. O investimento em assessoria esportiva varia em média R$ 138,24 ± 44,91 sendo o valor pago entre (85,00 – 265,00). Os serviços prestados pelas assessorias mais citados são as planilhas de treino semanal, seguindo de hidratação e sessão de alongamento para os participantes. Verificou-se pelo estudo que 47% dos sujeitos se consideram praticantes intermediários, o que mostra um grande crescimento da adesão pela prática de corrida de rua nos últimos anos.

Observa-se que a grande maioria dos participantes realizam alongamento antes e depois dos treinos de corrida e a maior parte realizam aquecimento e volta à calma, provando a importância da orientação de um profissional. Os participantes disponibilizam em média 3± 2 (1 – 15) pares de tênis para a prática de corrida de rua, e 77(64,2%) participantes responderam usar tênis com característica especial de amortecimento e 111(92,5%) respondeu não usar algum tipo de palmilha ou calcanheira dentro do tênis, porém responderam saber o tipo de pisada, com destaque a pisada neutra. Para avaliar, realizaram, o teste visual, sendo os principais avaliadores, os profissionais de Educação Física.

Quanto aos hábitos de consumo dos praticantes, verificou-se que a grande maioria frequenta academia, sendo que 73% dos sujeitos responderam que as academias não oferecem nenhum tipo de serviço de corrida de rua. Representado pela maior parte o valor pago de 100,00 a 200,00 reais pela academia.

Os praticantes responderam comprar em média 2 pares de tênis por ano para a corrida, gastando entre 200,00 a 400,00 reais. Para a marca de tênis e roupa mostraram a preferência pelas marcas Adidas, Asics e Nike respectivamente. Porém, para na parte da roupa a maior parte mostrou não ter preferência por marca.

(26)

Evidenciou-se a internet como local de compra da maior parte dos sujeitos. O estudo demostrou que os suplementos whey protein, gel e BCAA são os mais consumidos dos praticantes.

Constatou-se que 50% dos sujeitos do estudo relataram não ter bicicleta, e apenas 6,7% destes pretendem comprar nos próximos 6 meses.

Analisando os eventos de corrida, verificou-se que, os praticantes chegam a participar em média de 10 eventos ao ano, podendo variar de 1 até 50 eventos. As assessorias esportivas mostraram-se ser um meio eficiente para informar sobre os eventos.

Os corredores de rua responderam participar às vezes de corrida em outras cidades do Brasil. Gastando em média R$ 994,74 ± 299,02 (R$ 500,00 – 2.000,00). Para as corridas fora do Brasil (30,8 %) citaram realizar ás vezes. Gastando em média R$ 3.831,25 ± 2.490,44 (R$ 800,00 – 8.000,00).

Através deste estudo pôde-se verificar o perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis, em que se nota em constante crescimento e necessita de estudos para se entender melhor esse público. Desta maneira, o presente estudo contribuiu para os profissionais da área da Educação Física, podendo esclarecer os dados dessa população para melhor atendê-los. Podendo ser uma ótima ferramenta para sugestão de novos projetos no mercado. Sugere-se novos estudos dos praticantes de corrida, em geral, não somente de assessoria Esportiva, mas podendo participar todos, para assim ter uma visão mais ampla.

REFERÊNCIAS

ALVES, R.S, OLIVEIRA, M.R, SILVA, L.M.G, CARVALHO, L.L. Perfil e frequência de lesões osteomioarticulares de um grupo de corredores de rua de santa cruz do sul.

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 5, n.3, p. 159-173,

abr./jun., 2018.

ANTUNES, Wagner Ferreira. Perfil dos participantes de assessoria de corrida de

Florianópolis. 2014. 74 f. TCC (Graduação) - Curso de Educação Física,

Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, 2014.

ARCANJO, Giselle Notini et al. Prevalência de lesões em corredores de rua em assessorias desportivas na cidade de Fortaleza. Motricidade., Ribeira de Pena, v. 14, n. 1, p. 382-386, maio 2018 . Disponível em

(27)

<http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-107X2018000100059&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 01 maio 2019.

BALBINOTTI, M. A. A et al. Perfis motivacionais de corredores de rua com diferentes tempos de prática. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, [s.l.], v. 37, n. 1,

p.65-73, jan. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbce.2013.08.001.

BENETTI, M. Prática esportiva nas áreas comuns do campus USP da capital: conflitos e diagnóstico. 2015. f,148. Dissertação (Mestrado em Ciências). Escola de Educação Física e Esporte - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2015

BRITO, C. J; MENDONÇA, M. O. Análise do perfil sociodemográfico e de

características associadas a treinamento e competições de corredores de rua de Sergipe. R. Min. Educ. Fís., Viçosa, Edição Especial, n. 1, p 1749-1760, 2012. BRUM, K.N, et al,. Tratamento de massagem eacupuntura em corredores

recreacionais comsíndrome do piriforme. Arq Ciênc Saúde.v,16. n, 2. p, 62-66. CARDOSO, A. F; FRREIRA, E.S; SANTOS, L. Perfil socioeconômico de praticantes de corrida de rua da cidade de Teresina-PI Revista Brasileira de Nutrição

DALLARI, M.M . Corrida de rua: um fenômeno sociocultural contemporâneo. 2009. 130f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

ESPORTIVA. v. 12, n. 75, 2018. Disponível em: http://www.rbne.com.br/index .php/rbne/article/view/1155. Acesso em 30 de maio de 2019.

ESPORTIVA, Gazeta (Ed.). História: São Silvestre. 2014. Disponível em:

<https://www.gazetaesportiva.com/sao-silvestre/historia/>. Acesso em: 20 out. 2018.

EUCLIDE, M. F. COÊLHO, J. C. A. Corredores de rua: Perfil. Rev. Conexão

Eletrônica.Três Lagoas, MS .v, 13. n, 1, 2016.

CORPORE. Corredores Paulistas Reunidos Disponível em:

<http://www.corpore.org.br/cor_estatistica.asp>. Acessado em: 29 set. 2018. FEDERAÇÃO PAULISTA DE ATLETISMO. Estatística 2016. Disponível em: Acessado em: set 2018.

FEDERAÇÃO PAULISTA DE ATLETISMO. Estatística 2017. Disponível em: http://www.atletismofpa.org.br/source/Demonstrativo-de-Corridas-de-Rua-nos-Ultimos-Anos-no-Estado-de-Sao-Paulo-2017.pdf. Acessado em: set 2018.

FENDANDES, D; LOURENÇO, T. F; SIMÕES, E. C. Fatores de risco para lesões em corredores de rua amadores do estado de São Paulo. Revista Brasileira de

Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.8, n.49, p.656-663. Set./Out.

(28)

ESPORTIVA, Gazeta (Ed.). História: São Silvestre. 2014. Disponível em:

<https://www.gazetaesportiva.com/sao-silvestre/historia/>. Acesso em: 20 out. 2018.

GRATÃO A. O.; ROCHA C. M. Dimensões da motivação para correr e para participar de eventos de corrida. R. bras. Ci. e Mov 2016.

GIL, AC. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Editora Atlas, 2010. GUIMARAES, G. V et al . Pés: devemos avaliá-los ao praticar atividade físico-esportiva?. Rev Bras Med Esporte, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 57-59, Apr. 2000. GONÇALVES, G.H.T. Corrida de Rua: Um Estudo sobre os motivos de adesão e permanência de corredores amadores de Porto Alegre. 2011. 52 f. Monografia (Especialização) - Curso de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.

HESPANHOL, J.R; L.C. Perfil das características do treinamento e associação com lesões musculoesqueléticas prévias em corredores recreacionais: Um estudo

transversal. Rev Bras Fisioterapia, São Carlos, v. 16, n. 1, p. 46-53, jan./fev. 2012. ISHIDA, J.C. et al . Presença de fatores de risco de doenças cardiovasculares e de lesões em praticantes de corrida de rua. Rev. bras. educ. fís. esporte, São Paulo , v. 27, n. 1, p. 55-65, Mar. 2013 . Available from

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-55092013000100006&lng=en&nrm=iso>. access on 01 May 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S1807-55092013000100006.

JUSTE, J. E. Análise dos fatores motivacionais dos atletas amadores

praticantes de corrida de rua do distrito federal. 2017.49 f. Monografia,

Licenciatura em Educação Física do Programa UAB da Universidade de Brasília, Paraná, Boa Vista.

MALHOTRA, N.K. Pesquisa de marqueying: uma orientação aplicada. 3. Ed. Porto alegre: bookman, 2001.

MENDONÇA, M. O. A; BRITO, C. J. A análise do perfil sociodemográfico e de características associadas a treinamento e competições de corredores de rua de Sergipe. Revista Mineira de Educação Física, Viçosa, Edição Especial, n. 1, p. 1749-1760. 2012

OLIVEIRA, S.N. Lazer Sério e Envelhecimento: Loucos por corrida. 2010. 101 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.

OLIVEIRA, D. G. de et al. Prevalência de lesões e tipo de treinamento de atletas amadores de corrida de rua. Corpus et Sienctia, São Paulo, v. 8, n. , p.51-59, jun. 2012.

(29)

PAZIN, J.; DUARTE, M. F. S.; POETA, L.S.; GOMES, M. A. Corredores de Rua: características demográficas, treinamento e prevenção de lesões. Rev. Bras. Cie. Des. Hum. v. 10, n. 3, 2008.

PAROLINI, P.L.L.; ROCCO J., A.J.; CARLASSARA, E.O.C. Evento Esportivo ou Experiência para o Consumidor? Um Estudo sobre a Motivação do Consumidor em Comparecer a Eventos de Corrida de Rua. Revista Brasileira de Marketing, [s.l.], v. 17, n. 03, p.356-369, 1 set. 2018. University Nove de Julho.

http://dx.doi.org/10.5585/remark.v17i3.3583.

PURIM, K. S., MALTA et al . Lesões desportivas e cutâneas em adeptos de corrida de rua. Rev Bras Med Esporte, São Paulo , v. 20, n. 4, p. 299-303, Aug. 2014.

PRODONOV, C. C. Metodologia do trabalho científico [recurso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico / Cleber Cristiano Prodanov, Ernani Cesar de Freitas. – 2. ed. – Novo Hamburgo: FEEVALE, 2013. QUEIROZ, J.G.M.P, et al. Perfil dos praticantes de corrida de rua orientados por profissionais de Educação Física da cidade de Criciúma, SC. Revista Digital. Buenos Aires, ano18, n. 188, 2014.

RIOS, E.T et al. Influência do volume semanal e do treinamento resistido sobre a incidência de lesão em corredores de rua. RBPFEX. 2017. v,11. n,64. P.104-109. RIBEIRO, D. A. Fatores motivacionais de pessoas praticantes de corrida de rua

em Porto Alegre. 2014. 64 f. Monografia (apresentada ao final do curso de bacharel

em educação física) – Departamento de Educação Física da Escola de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

ROJO, J. R. y Rocha, F. F. Análise do perfil dos corredores e eventos de corridas de rua da cidade de Curitiba-PR. Educación Física y Ciencia, v.20, n.4, 2018.

ROJO, J.R. et al (Ed.). Corrida de rua: Reflexões sobre o universo da modalidade. Corpoconsciência, Cuiabá-mt, p.82-96, dez. 2017.

ROTH, A. R. Prevalência de lesão e fatores associados em corredores de rua

de Juiz de Fora / MG. 2017. 28 f. TCC (Graduação) - Curso de Educação Física,

Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Mg, 2017.

SALGADO, J.V.V.; MIKAHIL, M.P.T. Corrida de rua: análise do crescimento do número de provas e de praticantes. Conexões (UNICAMP), v. 4, p. 100/07- 109, 2006.

SALGADO, J. V. V. Análise do perfil de corredores de rua. Tese (Doutorado) - Curso de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2016.

SANTOS, Rodrigo Rodrigues. Processo de decisão de atletas amadores na

compra de tênis de corrida. Rio de Janeiro, 2015. f,56. Monografia. Departamento

(30)

SANFELICE, R.; et al. Análise qualitativa dos fatores que levam à prática da corrida de rua. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo. v.11. n.64. p.83-88. Jan./Fev. 2017. ISSN 1981-9900.

http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/1080/886

SILVA, SG. Caracterização da pesquisa, p.67-73, capitulo 3. In: SANTOS, S.G. (Org.). Métodos e técnicas de Pesquisa Quantitativa Aplicada à Educação

Física- Florianópolis, SC: Editora Tribo da Ilha, 2011.

SILVA, Mario S. A. Evolução na pista: O crescimento das meias maratonas mostram que a corrida amadureceu. Revista Runners World. Agosto 2012. Edição 46. SALICIO, V. M. M et al. Prevalência de Lesôes Musculoesqueléticas em

corredoresde rua em Cuiabá-MT. Jornal of Health Sciences, v .19, n. 2, p. 78-82, 2017.

SCALCO, L.M. Por isso corro demais... notas etnográficas de uma corredora iniciante. 2010. Rev. Bras. de sociologia das emoções. Vol. 9. Núm. 25. Abril de 2010. João Pessoa. 2010.

THOMAS,J.R.; NELSON, J.K. Métodos de pesquisa em atividade física. Porto Alegre: Artmed, 2002.

TOMAZONI, F. Fatores motivacionais que levam pessoas à prática e

participação competitiva em corridas de rua. 2012. 52 f. Monografia, Faculdade

de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

TORCATE, E. F et al. Perfil antropométrico e dietético de corredores de rua da cidade de Curitiba-PR. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do

Exercício, São Paulo, v. 10, n. 61, p.670-678, set. 2016.

IGUANA SPORTS. Dna de corredor – um raio-x na subcultura running do Brasil. Disponível em: <http://www.iguanasports.com.br/2013/news/pdf/DNACorredor.pdf>. IGUANA SPORTS. Dna de corredora –. Disponível em:

<http://www.iguanasports.com.br/2014/news/pdf/DNACorredora.pdf>. IGUANA SPORTS. Panorama das Assessorias. Disponível em: <

(31)

ANEXOS

PERFIL DOS PRATICANTES DE CORRIDA DE RUA DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

Parte I - Dados Pessoais

1. Qual a sua idade? _____anos. 2. Sexo: ( ) Masculino. ( ) Feminino.

3. Qual o seu peso aproximado? ___,__kg. 4. Qual a sua estatura? __,___ m.

5. Qual o seu nível de escolaridade (concluído)?

( ) Fundamental Incompleto ( ) Fundamental Completo ( ) Médio Incompleto ( ) Médio Completo ( ) Superior Incompleto ( ) Superior Completo

Parte II - Histórico de Corrida

1. Há quanto tempo você pratica corrida? _____ ano(s).

2. Com qual frequência você corre/treina? _____ vezes/semana.

3. Em qual período você costuma correr/treinar? ( ) Manhã. ( ) Tarde. ( ) Noite. 4. Qual é a metragem (km) semanal média? _____ km/semana.

5. Qual é o seu tempo médio por km (ritmo) ? _____minutos/km.

6. Quanto ao tipo de piso em que você treina, responda quantas vezes por semana você costuma treinar em cada piso?

Asfalto _____ vez(es). Esteira _____vez(es). Terra _____vez(es). Grama _____vez(es). Cascalho/Pedrisco _____vez(es). Cimento _____vez(es). Outro __________- _____vez(es).

7. Quanto tempo dura em média uma sessão de treinamento? _____hora(s)_____minuto(s).

8. Qual é o tipo de prova que você corre com maior frequência? ( ) Provas com menos de 10 km.

( ) 10 km.

( ) Provas com + 10 km, porém inferiores a ½ maratona. ( ) ½ Maratona.

( ) Maratona. ( ) Ultramaratona

9. Também pratica outras modalidades esportivas regularmente? ( ) Sim. ( ) Não.

9A. Qual(is) é(são) a(s) modalidade(s) esportiva(s) praticada(s)? ______________________________.

9B. Há quanto tempo você pratica a(s) modalidade(s) citada(s) acima ? _____anos. 9C. Com qual frequência você pratica essa(s) modalidade(s)? _____vezes/semana. 9D. Quanto tempo dura em média os treinos dessa(s) modalidade(s)? _____horas. 10. Qual é o seu principal objetivo para praticar corrida? Assinale por ordem de prioridade, de 1 a 9, de maior para menor prioridade.

( ) Condicionamento Físico. ( ) Emagrecimento.

(32)

( ) Recomendação médica ( ) É atleta de corrida.

( ) É atleta de outro esporte. ( ) Busca de melhor desempenho. ( ) Socialização

( ) Acompanhar familiares

( ) Outro(s) motivo(s), qual(is)?___________________________________.

11. Quais os principais motivos que te levaram a treinar com uma Assessoria Esportiva?___________________________________________________________ ___________________________________________________________.

11.A. Quais os serviços oferecidos pela Assessoria Esportiva? Assinale uma ou mais opções.

( ) Planilhas Personalizada Semanal. ( ) Planilhas Personalizadas Mensal ( ) Sessões de Alongamento. ( ) Treinamento Funcional.

( ) Hidratação. ( ) Viagem. ( ) Transporte. ( ) Convênio com lojas esportivas. ( ) Convênio com outros profissionais (médicos, fisioterapeutas, nutricionistas). Outros, quais?_____________________________________________________. 11.B. Qual o valor pago pela Assessoria Esportiva? _____________________. 12. Como você se classificaria?

( ) Corredor Novato. ( ) Corredor Intemediário. ( ) Corredor Experiente.

( ) Corredor com experiência prévia que está voltando a correr. ( ) Corredor que sempre teve envolvimento com a corrida. 13. Você faz alongamento ANTES do treino/corrida (prova)? ( ) Sempre. ( ) Algumas vezes. ( ) Nunca.

13.A. Você faz alongamento DEPOIS do treino/corrida (prova)? ( ) Sempre. ( ) Algumas vezes. ( ) Nunca.

13.B. Você faz aquecimento ANTES do treino/corrida (prova)? ( ) Sempre. ( ) Algumas vezes. ( ) Nunca.

13.C. Você faz “Desaquecimento/volta a calma” DEPOIS do treino/corrida (prova)? ( ) Sempre. ( ) Algumas vezes. ( ) Nunca.

Com relação ao seu tênis, responda:

14. Quantos pares de tênis você tem disponibilizado para a prática de corrida? _____________________________________________.

14.A. Com que frequência você troca o tênis?

( ) menos de 6 meses. ( ) Entre 1 ano e 1,5 ano. ( ) Entre 1,5 ano e 2 anos. ( ) Não sei informar.

14.B. O que você leva em conta no momento de trocar o seu tênis? ( ) Desgaste da estrutura do tênis.

( ) Quilometragem percorrida. ( ) Lançamentos disponíveis. ( ) Design, beleza. ( ) Valor. Outros, quais? ______________________________________________________________. 14.C. Você utiliza tênis com alguma característica especial de amortecimento, estabilidade ou controle de movimento? ( ) Sim. ( ) Não.

(33)

15.A. Qual é o seu tipo de pisada? ( ) Pronadora. ( ) Neutra. ( ) Supinadora. 15.B. Qual foi a forma de avaliação utilizada para avaliar sua pisada? _______________________________________________________. 15.C. Quem realizou a avaliação da sua pisada?

( ) Um profissional ligado a uma loja de tênis.

( ) Um treinador de corrida/Profissional de Educação Física. ( ) Um fisioterapeuta.

( ) Um médico.

( ) Outra forma de avaliação _________________________.

15.D. Você utiliza algum tipo de palmilha ou calcanheira dentro do tênis? ( ) Sim. ( ) Não.

Parte Ill – Hábitos de Consumo

1. Além da Assessoria de corrida, você frequenta academia? ( ) Sim. ( ) Não. 1.A. Se frequenta, a academia oferece a seus alunos o serviço de assessoria ou grupo de corrida? ( ) Sim. ( ) Não.

1.B. Qual o valor da mensalidade da academia?

( ) Até R$ 100. ( ) Entre R$ 100 e R$ 200. ( ) Entre R$ 200 e R$ 400. ( ) Acima de R$ 400.

2.Qual sua marca de tênis preferida?_____________________.

2.A. Quantos pares de tênis compra por ano? ( ) Até 2 pares. ( ) De 3 a 4 pares. ( ) 5 ou mais pares.

2.B. Qual a média de gasto com estes pares? ( ) Até R$ 200 ( ) Entre R$ 200 e R$ 400. ( ) Entre R$ 400 e R$ 600. ( ) Acima de R$ 600.

3. Qual sua marca de roupa preferida para correr? _____________________. 4. Onde você costuma comprar seu material esportivo? ( ) Shopping. ( ) Internet. ( ) Lojas de Rua. ( ) Fora do Brasil. ( ) Outlets.

Outros______________________.

5. Utiliza algum suplemento alimentar durante a prática esportiva? ( ) Sim. ( ) Não.

Se sim, especifique:___________________________________________. 6. Você possui bicicleta? ( ) Sim. ( ) Não.

6.A. Se não possui, planeja comprar uma bicicleta nos próximos 6 meses? ( ) Sim. ( ) Não.

Parte lV – Eventos de Corrida

1. Através de que meio de comunicação você fica sabendo dos eventos de corrida?

( ) E-mail Marketing. ( ) Facebook. ( )Sites/Blogs. ( ) TV. ( ) Amigos/Boca -a-boca. ( ) Jornal. ( ) Panfletagem. ( ) Assessoria Esportiva.

Outros_____________________.

2. Quanto eventos de corrida você participa em média por ano? _______________ eventos.

3. Porque você vai a eventos de corrida? ( ) Pela simples prática do esporte. ( ) Performance ( ) Lazer. ( ) Acompanhar amigos. ( ) Desejo me tornar um atleta profissional. Outros__________________________________. 4. Que tipo de prova é a sua preferida em eventos de corrida?

( ) 5km. ( ) 10km. ( ) 21km. ( ) 42km.

(34)

( ) Corrida de Revezamento.

Outras, quais?____________________________________________.

5. Você participa de corridas em outras cidades do Brasil, que não a de costume? ( ) Sim. ( ) Não. Com que frequência? ( ) Sempre. ( ) Ás vezes.

6. Você participa de corridas fora do Brasil/exterior? ( ) Sim. ( ) Não. Com que frequência? ( ) Sempre. ( ) Ás vezes.

7. Qual a faixa média de gastos realizados em eventos de corrida fora da sua cidade no Brasil?

( ) R$ 50 a R$ 100; ( ) R$ 100 a R$ 200; ( ) R$ 200 a R$ 400;

( ) Mais de R$ 400? Quanto?__________________________________. 8. Qual a faixa média de gastos realizados em eventos de corrida fora do Brasil/exterior?

( ) R$ 50 a R$ 100; ( ) R$ 100 a R$ 200; ( ) R$ 200 a R$ 400;

(35)

PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP DADOS DO PROJETO DE PESQUISA

Título da Pesquisa: Perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis Pesquisador: Elinai dos Santos Freitas Schutz

Área Temática: Versão: 1

CAAE: 04702118.1.0000.5369

Instituição Proponente: FUNDACAO UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA-UNISUL Patrocinador Principal: Financiamento Próprio

DADOS DO PARECER

Número do Parecer: 3.150.018 Apresentação do Projeto:

Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Educação Física da Universidade do Sul de Santa Catarina. Tem como objetivo analisar o perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis. Participarão aproximadamente 120 praticantes de corrida de rua vinculados a assessorias de corrida filiadas a ATC-SC. Os participantes serão selecionados de forma aleatória. Será utilizado o questionário de Antunes (2014), que será adaptado para o estudo. O questionário conta com 35 questões sendo questões abertas, fechadas e mistas intencional e voluntaria. Para análise dos dados dos praticantes será utilizado a estatística descritiva

apresentados através de gráficos e tabelas.

Objetivo da pesquisa:

Analisar o perfil dos praticantes de corrida de rua da grande Florianópolis.

Avaliação dos Riscos e Benefícios:

Os benefícios do estudo superam os possíveis riscos em que os participantes estão submetidos, como abaixo descrevem os autores:a pesquisa prevê risco mínimos por envolver o preenchimento de questionários. Qualquer participante que não sinta confortável ou se sinta constrangido pelo não entendimento de qualquer questão, poderá retirar do estudo a qualquer momento sem nenhum prejuízo. Como benefícios o conteúdo deste estudo poderá beneficiar o meio acadêmico, treinadores de corridas e assessorias esportivas, por meios de informações e dados sobre hábitos

Referências

Documentos relacionados

Neste tipo de situações, os valores da propriedade cuisine da classe Restaurant deixam de ser apenas “valores” sem semântica a apresentar (possivelmente) numa caixa

O canabidiol é um composto presente na planta Cannabis sativa, que promove diversos benefícios à saúde humana, como por exemplo sobre as doenças neurológicas como epilepsia,

Desde o ponto de vista de uma ética da avaliação e de uma ética da regulação, a primeira visando à emancipação e a segunda a disciplina/controle, elas convergem

A base de dados foi produzida a partir da confirmação da notificação “Violência domés- tica, sexual e/ou outras violências”, disponível no Sistema de Informação de Agravos de

Apesar de o cloreto de sódio ter reduzido a população dos microrganismos responsáveis pela fermentação da polpa de pimenta, ele direcionou o processo para uma

7.1 Convertendo o setup interno para externo no posto alfandegado de Uruguaiana Shingo (1996) cita que o aumento no tamanho dos lotes de produção serve para reduzir os

Para a Sociolinguística Histórica, é importante que os textos se- lecionados para análise possam apresentar tanto as variações sociais como as variações estilísticas, pois

e) envolvimento: trata-se da participação dos funcionários em assuntos relacionados à segurança do trabalho. Se participam da análise das ocorrências anormais, se