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Consultoria Tributária - SFI

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Academic year: 2021

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Escrituração Fiscal Digital – EFD PIS/Cofins Prestação de Serviços

Para cumprimento das determinações impostas pela IN RFB nº 1.052/2010 (http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2010/in10522010.htm), em relação a entrega da EFD PIS/Cofins para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de julho de 2011, as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real, e em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2012, para as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Presumido ou Arbitrado.

“Atenção”

Fica dispensada da apresentação da EFD-PIS/Cofins a pessoa jurídica que, em relação a todos os meses do ano-calendário de referência da escrituração, se encontre na condição de inativa, e que apresente no prazo estabelecido pela Receita Federal do Brasil, a correspondente Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa.

Considera-se pessoa jurídica inativa aquela que não tenha efetuado qualquer atividade operacional, não operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais, durante todo o ano-calendário.

No caso da pessoa jurídica encontrar-se na condição de inativa no início do ano-calendário ou da data de início de suas atividades no ano-calendário, e passe à condição de ativa no curso do ano-calendário, devendo assim proceder à entrega regular da DIPJ, ao invés da DSPJ, deverá apresentar a EFDPIS/Cofins em relação a todos os meses do ano-calendário, com base nas hipóteses de obrigatoriedade especificadas no art. 3º da IN RFB nº 1.052, de 2010.

Em relação aos meses do ano-calendário que esteja na condição de inativa, deve a pessoa jurídica informar nos registros de abertura dos blocos "A", "C", "D" e "F" da EFD-PIS/Cofins, o indicador " 1 - Bloco sem dados informados".

No caso da pessoa jurídica encontrar-se na condição de ativa no início do ano-calendário ou da data de início de suas atividade no ano-calendário, deverá apresentar a EFD-PIS/Cofins em relação a todos os meses do ano-calendário, com base nas hipóteses de obrigatoriedade especificadas no art, 3º da IN RFB nº 1.052, de 2010, mesmo que fique inativa no curso do ano-calendário.

Em relação aos meses do ano-calendário que esteja na condição de inativa, deve a pessoa jurídica informar nos registros de abertura dos blocos "A", "C", "D" e "F" da EFD-PIS/Cofins, o indicador " 1 - Bloco sem dados informados".

Nota Fiscal de Serviços e Nota Fiscal Conjugada (2 questões)

Como fica a emissão da nota conjugada com ISS no caso da utilização da NF-e?

A utilização de NF-e como sendo Nota Fiscal Conjugada depende de prévio convênio ou protocolo de cooperação entre a SEFAZ e cada prefeitura municipal. Na maior parte dos Estados, estes convênios ou protocolos ainda não foram firmados, de modo que o contribuinte que venda mercadorias e preste serviços deverá atualmente, em utilizando a NF-e, emitir dois documentos distintos.

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Consultoria Tributária - SFI

Deve ser gerado um Registro A100 para cada documento fiscal a ser relacionado na escrituração, referente à prestação ou à contratação de serviços, que envolvam a emissão de documentos fiscais estabelecidos pelos Municípios, eletrônicos ou em papel.

Observações:

1. Devem ser informadas no Registro A100 as operações de serviços, prestados ou contratados, cujo documento fiscal não seja objeto de escrituração nos Blocos C, D e F.

2. O detalhamento das informações dos itens da Nota Fiscal de Serviço que repercute na apuração das contribuições sociais (serviços prestados) e dos créditos (serviços contratados) deve ser informado, em relação a cada item relacionado no documento, no registro Filho “A170”.

REGISTRO A170: COMPLEMENTO DO DOCUMENTO - ITENS DO DOCUMENTO

Registro obrigatório para discriminar os “itens” da nota fiscal de serviço emitida pela pessoa jurídica ou por terceiros.

Destacamos os seguintes procedimentos que deverão ser realizados no sistema Fiscal. 1º) Contribuintes do ISSQN, tributados pelo Lucro Real;

O usuário deverá obrigatoriamente associar o Código do Serviço Prestado, com o respectivo Código de Serviço conforme estabelece a LC nº 116/2003 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp116.htm), através de duas formas, a primeira na opção das Obrigações Acessórias, Declarações Municipais, ou ainda em Obrigações Acessórias, porém através da opção, Receita Federal do Brasil, SPED, SPED PIS/Cofins, conforme a figura 1. Fig. 1

As informações deverão ser geradas mensalmente e entregue até a data limite que é o 5º dia útil do mês de fevereiro de 2012, conforme a figura 2.

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Fig. 2

Recomendamos que a partir de janeiro de 2012, a tabela de Código de Serviço seja modificada, não sendo mais utilizado o grupo de tributação como encontrado, ex.: Serviços Tributados a 5,00%, e que seja especificado o próprio Código de Serviço conforme LC nº 116/2003, como já realizado para o município de São Paulo, conforme figuras 3 e 4.

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Consultoria Tributária - SFI Fig. 3

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Fig. 4

Tal procedimento, servirá como prevenção caso, durante o exercício social, o usuário venha executar mais de um serviço especificado, havendo a possibilidade de lançamento de tal situação, através dos “lançamentos múltiplos” e a geração do SPED PIS/Cofins não estará comprometida, uma vez que obrigatoriamente, os serviços são tratados como produtos, com seus devidos códigos, sistema de tributação, etc., como nos mostra a figura 5.

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Consultoria Tributária - SFI Fig. 5

Destacamos ainda que a Sófolha Informática optou em não gerar os arquivos de apuração através do sistema Fiscal, deixando tal função a ser executada pelo próprio programa validador da EFD PIS/Cofins, contudo, caso a pessoa jurídica possua “ajustes” em sua apuração de PIS/Cofins que não sejam através de documentos fiscais devidamente escriturados, deverão realizar a complementação dessas informações nos Registros M200 (PIS/pasep) e M600 (Cofins), editando manualmente a escrituração no programa validador.

Diante ao exposto acima, as retenções de que tratam o Art. 30 da Lei nº 10.833/2003 (http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Leis/2003/lei10833.htm), quando determinadas na opção de Retenção de Tributos, serão submetidas ao arquivo para posterior validação e apuração pelo programa validador do SPED PIS/Cofins “futuramente”, no momento, caberá ao usuário quando verificada a existência de tal fato, a complementação dessas informações no Registro F600, editando manualmente a escrituração no programa validador, conforme figura 6.

REGISTRO F600: CONTRIBUIÇÃO RETIDA NA FONTE

Neste registro devem ser informados pela pessoa jurídica beneficiária da retenção/recolhimento os valores da contribuição para o PIS/pasep e da Cofins retidos na Fonte, decorrentes de:

1. Pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal à pessoa jurídica titular da escrituração (art. 64 da Lei nº 9.430/96);

2. Pagamentos efetuados por empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob o controle direto ou indireto da União, à pessoa jurídica titular da escrituração (art. 34 da Lei nº 10.833/03);

3. Pagamentos efetuados por outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de serviços profissionais, prestados pela à pessoa jurídica titular da escrituração (art. 30 da Lei nº 10.833/03);

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4. Pagamentos efetuados por associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações, centrais sindicais e serviços sociais autônomos, sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas, fundações de direito privado ou condomínios edilícios, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de serviços profissionais, prestados pela à pessoa jurídica titular da escrituração (art. 30 da Lei nº 10.833/03);

5. Pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública estadual, distrital ou municipal, à pessoa jurídica titular da escrituração (art. 33 da Lei nº 9.430/96);

6. Pagamentos efetuados por pessoa jurídica fabricante de veículos e peças, referentes à aquisição de autopeças junto à pessoa jurídica titular da escrituração (art. 3º da Lei nº 10.485/02);

7. Outras hipóteses de retenção na fonte das referidas contribuições sociais, previstas na legislação tributária. Além das hipóteses de retenção na fonte acima especificadas, devem também ser escriturados neste registro os valores recolhidos de PIS/Pasep e de Cofins, pelas sociedades cooperativas que se dedicam a vendas em comum, referidas no art. 82 da Lei nº 5.764/71, que recebam para comercialização a produção de suas associadas, conforme disposto no art. 66 da Lei nº 9.430/96.

A escrituração no registro F600 dos recolhimentos de PIS/Pasep e de Cofins, efetuados pelas sociedades cooperativas nos termos do art. 66 da Lei nº 9.430/96, deve ser efetuada:

- Pela pessoa jurídica benefíciária do recolhimento (pessoa jurídica associada/cooperada), com base nos valores informados pela cooperativa quanto aos valores de PIS/Pasep e Cofins pagos. Neste caso, deve ser informado no Campo 11 (IND_DEC) o indicador “0”;

- Pela sociedade cooperativa responsável pelo recolhimento, decorrente da comercialização ou da entrega para revenda à central de cooperativas. Neste caso, deve ser informado no Campo 11 (IND_DEC) o indicador “1”.

Observações:

Os valores efetivamente retidos na fonte de PIS/Pasep e de Cofins, escriturados neste registro, são passíveis de dedução da contribuição apurada nos Registros M200 (PIS/Pasep) e M600 (Cofins), respectivamente.

A escrituração do Registro F600 corresponde tão somente à informação dos valores efetivamente retidos na fonte, a título de PIS/Pasep e de Cofins, quando do pagamento pelas fontes pagadoras. Desta forma, este registro não deve ser preenchido com base nos valores destacados em notas fiscais de vendas (visão documental) e sim, com base nos valores efetivamente retidos pelas fontes pagadoras (visão financeira).

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Consultoria Tributária - SFI Fig. 6

2º) Contribuintes do ISSQN, tributados pelo Lucro Presumido ou Arbitrado;

O usuário deverá seguir as mesmas disposições impostas as pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real, com exceção ao prazo para a entrega da obrigação, uma vez, que seu fato gerador inicia-se a partir de 1º de janeiro de 2012 e o prazo de transmissão ao SPED é até o 5º dia útil do 2º mês subsequente, a que se refira a escrituração.

Recomendamos que o usuário a partir de janeiro de 2012, adote os critérios de cadastro do Código do Serviço como consta na LC nº 116/2003, conforme já exemplificado anteriormente.

* Mantenha total vigilância nos procedimentos aqui elaborados, em virtude de possíveis alterações, principalmente em relação ao Guia Prático EFD PIS/Cofins – versão 1.0.3

Consultoria Tributária – SFI Data da edição: 21.11.2011 Wanderley Novello de Lima Junior CRC: 1SP216028/O-1 Fonte de Dados: Lei Complementar nº 116/2003 Lei nº 10.833/2003 IN RFB nº 1.052/2010 Guia Prático EFD PIS/Cofins – versão 1.0.3 www.nfe.fazenda.gov.br

Referências

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