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Super Bowl evidencia soberania de Boston

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Academic year: 2021

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N

o próximo domingo, o New England Patriots tentará o sexto título do Super Bowl neste século. O desequilíbrio, uma marca que os americanos fazem de tudo para ser amenizada, não está apenas na liga de futebol americano. Nos últimos anos, Boston, uma cidade de 600 mil habitantes, aprendeu a ser o centro do esporte no mais rico mercado esportivo do mundo.

Além do sucesso do Patriots, a cidade conta com o atual campeão da MLB, o Boston Red Sox, que já venceu o torneio quatro vezes neste século. O Boston Cel-tics, maior campeão da NBA, e o Boston Bruins também já venceram no período.

Em conversa com a Máquina do Esporte, o editor de esporte do jornal “The Boston Globe”, Matt Pepin, ponderou o porquê do sucesso da cidade. Sem um

O B O L E T I M D O M A R K E T I N G E S P O R T I V O

DO

POR DUDA LOPES, DE BOSTON (EUA)

Super Bowl evidencia

soberania de Boston

1

N Ú M E R O D O D I A EDIÇÃO 1176 - SEXTA-FEIRA, 1 / FEVEREIRO / 2019

De dólares custará a cota de 30 segundos no intervalo do Super Bowl deste ano, nos EUA.

(2)

padrão bem definido que explique a ascensão dos times, o jornalista acredita que, aliada à cultura esportiva, a mentalidade vencedora tem sido um caminho natural.

“No aspecto financeiro, há algo simples: vencer é bom para os negócios. E hoje os times não competem apenas com os adversários, mas com os outros times da cidade. Todos querem saber quem será o próximo a vencer. Ganhar é contagioso”.

Por trás dos times, há grupos de investidores que colocaram as equipes nesse caminho. No Patriots, por exemplo, o Kraft Group chegou na metade da década de 1990 e foi responsável, entre outras coisas, por modernizar o Gillette Stadium.

No caso do Red Sox, os novos compradores chegaram alguns anos depois. Com o time, o empresário John Henry cresceu e fundou o Fenway Sports Group. Hoje, estão na mão do executivo o Liverpool, da Inglaterra, e o próprio “Boston Globe”.

“Graças aos novos donos, os times de Boston se tornaram mais atrativos para os grandes jogadores. Eles conseguem reunir os atletas de ponta e os atletas mais jovens, que querem ser bem-sucedidos nas ligas”, afirmou Matt Pepin.

Boston, por sinal, não será a única cidade em evidência no esporte americano na temporada. O evento terá o Los Angeles Rams em campo, que pode vingar a derrota sofrida pelo Los Angeles Dodgers no World Serie de 2018, vencido pelo Red Sox. A sucessão de duelos tem revivido a rivalidade entre as duas regiões; nos anos 1980, foram o Celtics e o Lakers os responsáveis por acirrar as disputas.

Com o bom momento nas ligas, os torcedores de Boston têm adotado o lema "Beat LA" ("derrote Los Angeles") em cartazes e gritos. A vitória seria a consagra-ção da cidade no esporte e na histórica rivalidade.

L I G A A M E R I C A N A

C O G I TA J O G O

N A C H I N A

V I S A Q U E R N O VA S

T E C N O L O G I A S N A N F L

A NFL poderá desembarcar na

Chi-na em 2019. A possibilidade foi

levan-tada pelo próprio comissário da liga de

futebol americano, Roger Goodell, em

seu discurso pré-Super Bowl.

"Nas últimas semanas, passamos

muito tempo com nosso comitê

inter-nacional e também internamente com

nossa equipe falando sobre ideias, não

apenas um jogo de temporada

regu-lar, mas sobre como usar a mídia e as

parcerias para expandir nosso jogo. A

China é um mercado prioritário para a

NFL. Tivemos um crescimento de dois

dígitos em nossa base de fãs e pessoas

envolvidas em nosso jogo no ano

pas-sado por lá", declarou Goodell.

Às vésperas do Super Bowl LIII, a Visa anunciou a renovação da parceria com a NFL até 2025. Pelo acordo, a marca promete uma série de benefícios aos clientes e ainda será responsável por trazer à liga a próxima geração de pagamentos digitais, o que ajudará equipes, estádios e torcedores a efetuarem pagamentos de forma eletrônica. Uma experiência do tipo será realizada no Super Bowl do próximo do-mingo (3), com pagamentos por aproximação.

(3)

O P I N I Ã O

Super Bowl ensina

esporte a se vender

S

eria o Super Bowl o espetáculo mais grandioso do esporte? Arrisco dizer

que a grande decisão do futebol americano não está nem entre os cinco

maiores eventos esportivos de um único dia, mas é inegável a capacidade

americana de promover um único evento de forma a torná-lo um fenômeno mundial.

O segredo do sucesso do Super Bowl está em entregar um grande espetáculo não

apenas para o fã do esporte, mas para quem gosta de um bom entretenimento. Nos

Estados Unidos, é inegável a atratividade do evento. O esporte mais popular do país

é o futebol americano. Naturalmente, a decisão do campeonato nacional é o evento

que faz com que as pessoas desejem parar o que está fazendo e ligar a televisão.

E é exatamente aí que está a grande sacada da NFL. O Super Bowl virou evento

obrigatório não só para o fã do esporte, mas também para a família americana. Seria,

mal comparando, como se

transformás-semos a final do Brasileirão (ou da Copa

do Brasil, como preferir) num evento que

não fosse só um jogo de futebol, mas um

acontecimento que refletisse um pouco da

nossa cultura, da nossa identidade.

Esse talvez seja o maior mérito que a

NFL tem em todo o processo de

profissio-nalização da liga. Ela conseguiu

transfor-mar num grande negócio algo tradicional.

E, assim, cada vez mais entrega um evento

que é completamente inovador sendo, ao

mesmo tempo, extremamente tradicional aos costumes do esporte.

Show do intervalo, comerciais de televisão caríssimos, cidades que investem

for-tunas para abrigar um único evento de tal porte. Tudo o que cerca o Super Bowl tem

um quê hiperbólico. E é tanta informação, tanta suntuosidade, que o essencial, que é

o evento em si, acaba se transformando em parte de um show ainda maior.

O ponto é que, ao atingir tal magnitude, o Super Bowl mostra para o restante do

mercado de esporte qual o caminho a se seguir. A final de uma competição precisa ser

transformada num evento único e diferente de todo o restante do torneio.

Há quatro edições que a Fifa levou esse conceito para a final da Copa do Mundo.

A princípio, numa ação com a Adidas em 2006 na Alemanha para ter uma bola

di-ferenciada. Agora, toda a comunicação do dia derradeiro se transforma. Desde 2010

que a Uefa passou a fazer a final da Liga dos Campeões num sábado. O motivo? Dar

melhor entrega a patrocinadores, torcedores e televisão em todo o planeta. O Super

Bowl pode não ser o maior evento esportivo do mundo. Mas sabe se vender como tal.

Final do futebol americano não é

nem de perto o maior evento esportivo

do mundo, mas faz parecer que é

POR ERICH BETING

(4)

Marcas ativam

Super Bowl no

Brasil

A Genial Investimentos decidiu

usar o torneio Rio Open, para fazer

uma promoção com o embaixador

da empresa, o ex-jogador Gustavo

Kuerten. O brasileiro assinou para

ser garoto-propaganda do fundo

de investimentos em novembro do

ano passado.

Com o slogan "A Genial leva

você e um acompanhante para um

fim de semana inesquecível no Rio

de Janeiro", a companhia criou

uma promoção que dará ao

premia-do passagens aéreas e hotel, além de

um encontro com Gustavo

Kuer-ten e ingressos para a fase final do

Rio Open, que terá suas quartas de

final, semifinais e final disputadas

entre 22 e 24 de fevereiro.

G E N I A L

I N V E S T I M E N T O S

U S A R Á G U G A N O

R I O O P E N

A Globo transmitirá, no próximo

dia 10 de fevereiro, o Desafio

Inter-nacional de Basquete 3x3, que será

disputado no Viaduto do Chá, no

Vale do Anhangabaú, centro de São

Paulo. O evento terá início um dia

antes, mas sem transmissão da Globo.

No dia 10, um domingo, a emissora

exibirá a parte final do torneio ao

vivo dentro do Esporte Espetacular.

Para o desafio, foram convidadas duas

seleções brasileiras da modalidade,

sendo uma adulta e uma sub-18.

C O M G L O B O ,

B A S Q U E T E 3 X 3

FA R Á E V E N T O

N O V I A D U T O D O

C H Á , E M S P

POR REDAÇÃO

Não é apenas o mercado americano que será movimenta-do pelo Super Bowl. Algumas marcas brasileiras envolvidas diretamente ou indiretamente com o evento aproveitarão o jogo para fazer algumas ações no país.

Nesta semana, a Budweiser, patrocinadora da NFL, anun-ciou uma campanha para o Brasil, com uma brincadeira aos vizinhos que não gostam de festa durante o Super Bowl. A empresa irá sortear idas a restaurantes e hotéis durante a partida para quem não aproveita o evento.

A ESPN, que fará a transmissão do evento para o Brasil, mais uma vez usará a decisão americana para fazer relaciona-mento com jornalistas, influenciadores e clientes.

Para o público geral, a ESPN fará transmissões em cine-mas, graças a uma parceria com a Cinelive. Será o sexto ano consecutivo que a emissora usará a estratégia para ajudar a promover a final do futebol americano no Brasil.

Além disso, a emissora tem usado o apelo do Super Bowl para divulgar as plataformas digitais da companhia. A NFL será tema de uma série de conteúdo disponível sob deman-da no acesso por streaming, via ESPN Play.

Já as Casas Bahia e o Ponto Frio, que operam em conjunto, resolveram criar uma lista de produtos para ser aproveitados durante a disputa do Super Bowl. Os artigos passam por li-cenciados oficiais, como o jogo Madden NFL 19 e uma bola da Wilson, até eletrodomésticos que possam ser úteis em um evento esportivo, como pipoqueira elétrica e televisão.

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POR ERICH BETING

N

esta sexta-feira (1), por meio da plataforma Stubhub, o ingresso mais barato para o Super Bowl é vendido a US$ 2,3 mil. No entanto, assistir à partida ao vivo, em Atlanta, não é a única maneira de gastar muito dinheiro com o evento. O jogo movimenta um enorme 'mercado paralelo', entre bares, restaurantes, festas e encontros caseiros na frente da televisão.

Em Boston, terra do finalista New England Patriots, há dados claros. Um restau-rante da parte mais moderna da cidade, por exemplo, resolveu cobrar entradas que chegam a US$ 480 para assistir ao Super Bowl no local. O tíquete inclui comi-da, bebicomi-da, algumas ações de entretenimento e um lugar nobre na frente do telão. Quem pagar menos ficará em mesas mais afastadas.

O Super Bowl é um dia especial para bares e restaurantes nos Estados Unidos. Decoração e anúncios para a partida se tornam obrigatórios. E, assim como o caso do bar de Boston, muitos passam a cobrar uma entrada especial para a partida.

Em Boston houve também uma festa oficial, mas aberta para o público. No últi-mo fim de semana, o time abriu o Gillette Stadium para os torcedores saudarem os jogadores, que saíram da arena em direção ao aeroporto. A direção da equipe aproveitou o apelo do Super Bowl para encher suas as instalações comerciais.

O varejo também costuma celebrar o evento. Segundo a Nielsen, somente na semana que antecedeu o Super Bowl de 2018, os americanos gastaram US$ 1,3 bi-lhões em compras de cerveja e cidra. Somente em pizza congelada, foram gastos quase US$ 200 milhões. Entre os que recebem torcedores em casa, 73% vai gastar no mínimo US$ 50 em compras para assistir ao evento do futebol americano.

Super Bowl movimenta

‘mercados paralelos’

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Referências

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