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o próximo domingo, o New England Patriots tentará o sexto título do Super Bowl neste século. O desequilíbrio, uma marca que os americanos fazem de tudo para ser amenizada, não está apenas na liga de futebol americano. Nos últimos anos, Boston, uma cidade de 600 mil habitantes, aprendeu a ser o centro do esporte no mais rico mercado esportivo do mundo.Além do sucesso do Patriots, a cidade conta com o atual campeão da MLB, o Boston Red Sox, que já venceu o torneio quatro vezes neste século. O Boston Cel-tics, maior campeão da NBA, e o Boston Bruins também já venceram no período.
Em conversa com a Máquina do Esporte, o editor de esporte do jornal “The Boston Globe”, Matt Pepin, ponderou o porquê do sucesso da cidade. Sem um
O B O L E T I M D O M A R K E T I N G E S P O R T I V O
DO
POR DUDA LOPES, DE BOSTON (EUA)
Super Bowl evidencia
soberania de Boston
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N Ú M E R O D O D I A EDIÇÃO 1176 - SEXTA-FEIRA, 1 / FEVEREIRO / 2019
De dólares custará a cota de 30 segundos no intervalo do Super Bowl deste ano, nos EUA.
padrão bem definido que explique a ascensão dos times, o jornalista acredita que, aliada à cultura esportiva, a mentalidade vencedora tem sido um caminho natural.
“No aspecto financeiro, há algo simples: vencer é bom para os negócios. E hoje os times não competem apenas com os adversários, mas com os outros times da cidade. Todos querem saber quem será o próximo a vencer. Ganhar é contagioso”.
Por trás dos times, há grupos de investidores que colocaram as equipes nesse caminho. No Patriots, por exemplo, o Kraft Group chegou na metade da década de 1990 e foi responsável, entre outras coisas, por modernizar o Gillette Stadium.
No caso do Red Sox, os novos compradores chegaram alguns anos depois. Com o time, o empresário John Henry cresceu e fundou o Fenway Sports Group. Hoje, estão na mão do executivo o Liverpool, da Inglaterra, e o próprio “Boston Globe”.
“Graças aos novos donos, os times de Boston se tornaram mais atrativos para os grandes jogadores. Eles conseguem reunir os atletas de ponta e os atletas mais jovens, que querem ser bem-sucedidos nas ligas”, afirmou Matt Pepin.
Boston, por sinal, não será a única cidade em evidência no esporte americano na temporada. O evento terá o Los Angeles Rams em campo, que pode vingar a derrota sofrida pelo Los Angeles Dodgers no World Serie de 2018, vencido pelo Red Sox. A sucessão de duelos tem revivido a rivalidade entre as duas regiões; nos anos 1980, foram o Celtics e o Lakers os responsáveis por acirrar as disputas.
Com o bom momento nas ligas, os torcedores de Boston têm adotado o lema "Beat LA" ("derrote Los Angeles") em cartazes e gritos. A vitória seria a consagra-ção da cidade no esporte e na histórica rivalidade.
L I G A A M E R I C A N A
C O G I TA J O G O
N A C H I N A
V I S A Q U E R N O VA S
T E C N O L O G I A S N A N F L
A NFL poderá desembarcar na
Chi-na em 2019. A possibilidade foi
levan-tada pelo próprio comissário da liga de
futebol americano, Roger Goodell, em
seu discurso pré-Super Bowl.
"Nas últimas semanas, passamos
muito tempo com nosso comitê
inter-nacional e também internamente com
nossa equipe falando sobre ideias, não
apenas um jogo de temporada
regu-lar, mas sobre como usar a mídia e as
parcerias para expandir nosso jogo. A
China é um mercado prioritário para a
NFL. Tivemos um crescimento de dois
dígitos em nossa base de fãs e pessoas
envolvidas em nosso jogo no ano
pas-sado por lá", declarou Goodell.
Às vésperas do Super Bowl LIII, a Visa anunciou a renovação da parceria com a NFL até 2025. Pelo acordo, a marca promete uma série de benefícios aos clientes e ainda será responsável por trazer à liga a próxima geração de pagamentos digitais, o que ajudará equipes, estádios e torcedores a efetuarem pagamentos de forma eletrônica. Uma experiência do tipo será realizada no Super Bowl do próximo do-mingo (3), com pagamentos por aproximação.
O P I N I Ã O
Super Bowl ensina
esporte a se vender
S
eria o Super Bowl o espetáculo mais grandioso do esporte? Arrisco dizer
que a grande decisão do futebol americano não está nem entre os cinco
maiores eventos esportivos de um único dia, mas é inegável a capacidade
americana de promover um único evento de forma a torná-lo um fenômeno mundial.
O segredo do sucesso do Super Bowl está em entregar um grande espetáculo não
apenas para o fã do esporte, mas para quem gosta de um bom entretenimento. Nos
Estados Unidos, é inegável a atratividade do evento. O esporte mais popular do país
é o futebol americano. Naturalmente, a decisão do campeonato nacional é o evento
que faz com que as pessoas desejem parar o que está fazendo e ligar a televisão.
E é exatamente aí que está a grande sacada da NFL. O Super Bowl virou evento
obrigatório não só para o fã do esporte, mas também para a família americana. Seria,
mal comparando, como se
transformás-semos a final do Brasileirão (ou da Copa
do Brasil, como preferir) num evento que
não fosse só um jogo de futebol, mas um
acontecimento que refletisse um pouco da
nossa cultura, da nossa identidade.
Esse talvez seja o maior mérito que a
NFL tem em todo o processo de
profissio-nalização da liga. Ela conseguiu
transfor-mar num grande negócio algo tradicional.
E, assim, cada vez mais entrega um evento
que é completamente inovador sendo, ao
mesmo tempo, extremamente tradicional aos costumes do esporte.
Show do intervalo, comerciais de televisão caríssimos, cidades que investem
for-tunas para abrigar um único evento de tal porte. Tudo o que cerca o Super Bowl tem
um quê hiperbólico. E é tanta informação, tanta suntuosidade, que o essencial, que é
o evento em si, acaba se transformando em parte de um show ainda maior.
O ponto é que, ao atingir tal magnitude, o Super Bowl mostra para o restante do
mercado de esporte qual o caminho a se seguir. A final de uma competição precisa ser
transformada num evento único e diferente de todo o restante do torneio.
Há quatro edições que a Fifa levou esse conceito para a final da Copa do Mundo.
A princípio, numa ação com a Adidas em 2006 na Alemanha para ter uma bola
di-ferenciada. Agora, toda a comunicação do dia derradeiro se transforma. Desde 2010
que a Uefa passou a fazer a final da Liga dos Campeões num sábado. O motivo? Dar
melhor entrega a patrocinadores, torcedores e televisão em todo o planeta. O Super
Bowl pode não ser o maior evento esportivo do mundo. Mas sabe se vender como tal.
Final do futebol americano não é
nem de perto o maior evento esportivo
do mundo, mas faz parecer que é
POR ERICH BETING
Marcas ativam
Super Bowl no
Brasil
A Genial Investimentos decidiu
usar o torneio Rio Open, para fazer
uma promoção com o embaixador
da empresa, o ex-jogador Gustavo
Kuerten. O brasileiro assinou para
ser garoto-propaganda do fundo
de investimentos em novembro do
ano passado.
Com o slogan "A Genial leva
você e um acompanhante para um
fim de semana inesquecível no Rio
de Janeiro", a companhia criou
uma promoção que dará ao
premia-do passagens aéreas e hotel, além de
um encontro com Gustavo
Kuer-ten e ingressos para a fase final do
Rio Open, que terá suas quartas de
final, semifinais e final disputadas
entre 22 e 24 de fevereiro.
G E N I A L
I N V E S T I M E N T O S
U S A R Á G U G A N O
R I O O P E N
A Globo transmitirá, no próximo
dia 10 de fevereiro, o Desafio
Inter-nacional de Basquete 3x3, que será
disputado no Viaduto do Chá, no
Vale do Anhangabaú, centro de São
Paulo. O evento terá início um dia
antes, mas sem transmissão da Globo.
No dia 10, um domingo, a emissora
exibirá a parte final do torneio ao
vivo dentro do Esporte Espetacular.
Para o desafio, foram convidadas duas
seleções brasileiras da modalidade,
sendo uma adulta e uma sub-18.
C O M G L O B O ,
B A S Q U E T E 3 X 3
FA R Á E V E N T O
N O V I A D U T O D O
C H Á , E M S P
POR REDAÇÃONão é apenas o mercado americano que será movimenta-do pelo Super Bowl. Algumas marcas brasileiras envolvidas diretamente ou indiretamente com o evento aproveitarão o jogo para fazer algumas ações no país.
Nesta semana, a Budweiser, patrocinadora da NFL, anun-ciou uma campanha para o Brasil, com uma brincadeira aos vizinhos que não gostam de festa durante o Super Bowl. A empresa irá sortear idas a restaurantes e hotéis durante a partida para quem não aproveita o evento.
A ESPN, que fará a transmissão do evento para o Brasil, mais uma vez usará a decisão americana para fazer relaciona-mento com jornalistas, influenciadores e clientes.
Para o público geral, a ESPN fará transmissões em cine-mas, graças a uma parceria com a Cinelive. Será o sexto ano consecutivo que a emissora usará a estratégia para ajudar a promover a final do futebol americano no Brasil.
Além disso, a emissora tem usado o apelo do Super Bowl para divulgar as plataformas digitais da companhia. A NFL será tema de uma série de conteúdo disponível sob deman-da no acesso por streaming, via ESPN Play.
Já as Casas Bahia e o Ponto Frio, que operam em conjunto, resolveram criar uma lista de produtos para ser aproveitados durante a disputa do Super Bowl. Os artigos passam por li-cenciados oficiais, como o jogo Madden NFL 19 e uma bola da Wilson, até eletrodomésticos que possam ser úteis em um evento esportivo, como pipoqueira elétrica e televisão.
POR ERICH BETING
N
esta sexta-feira (1), por meio da plataforma Stubhub, o ingresso mais barato para o Super Bowl é vendido a US$ 2,3 mil. No entanto, assistir à partida ao vivo, em Atlanta, não é a única maneira de gastar muito dinheiro com o evento. O jogo movimenta um enorme 'mercado paralelo', entre bares, restaurantes, festas e encontros caseiros na frente da televisão.Em Boston, terra do finalista New England Patriots, há dados claros. Um restau-rante da parte mais moderna da cidade, por exemplo, resolveu cobrar entradas que chegam a US$ 480 para assistir ao Super Bowl no local. O tíquete inclui comi-da, bebicomi-da, algumas ações de entretenimento e um lugar nobre na frente do telão. Quem pagar menos ficará em mesas mais afastadas.
O Super Bowl é um dia especial para bares e restaurantes nos Estados Unidos. Decoração e anúncios para a partida se tornam obrigatórios. E, assim como o caso do bar de Boston, muitos passam a cobrar uma entrada especial para a partida.
Em Boston houve também uma festa oficial, mas aberta para o público. No últi-mo fim de semana, o time abriu o Gillette Stadium para os torcedores saudarem os jogadores, que saíram da arena em direção ao aeroporto. A direção da equipe aproveitou o apelo do Super Bowl para encher suas as instalações comerciais.
O varejo também costuma celebrar o evento. Segundo a Nielsen, somente na semana que antecedeu o Super Bowl de 2018, os americanos gastaram US$ 1,3 bi-lhões em compras de cerveja e cidra. Somente em pizza congelada, foram gastos quase US$ 200 milhões. Entre os que recebem torcedores em casa, 73% vai gastar no mínimo US$ 50 em compras para assistir ao evento do futebol americano.
Super Bowl movimenta
‘mercados paralelos’
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