Universidade Federal da Bahia
Instituto de Matem´aticaCurso de P´os-Graduac¸˜ao em Matem´atica Dissertac¸˜ao de Mestrado
Ergodic Closing Lemma
Tiago Estrela de Oliveira
Salvador-Bahia
Ergodic Closing Lemma
Tiago Estrela de Oliveira
Disserta¸c˜ao apresentada ao cole-giado do curso de P´os-Gradua¸c˜ao em Matem´atica da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obten¸c˜ao do T´ıtulo de Mestre em Matem´atica.
Banca examinadora:
Prof. Dr. Augusto Armando de Castro J´unior (Orientador).
Prof. Dr.
Tiago Estrela Oliveira
“Ergodic Closing Lemma ”/ Salvador-BA, 2008.
Orientador: Prof. Dr. Augusto Armando de Castro J´unior (UFBA). Disserta¸c˜ao de Mestrado apresentada ao curso de P´os-Gradua¸c˜ao em
Matem´atica da UFBA, 46 p´aginas.
“S´o existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanh˜a, portanto hoje ´e o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver..”
Agradecimentos
Resumo
Neste trabalho caracterizaremos M(f), que ´e o conjuntos das probabilidades f
-invariantes. O estudo desenvolvido foi baseado no artigo de R. Ma˜n´e intitulado An Ergodic
Closing Lemma, publicado na revista Annals of Mathematics em 1982.
Seja Dif f(M) o espa¸co dos difeomorfsmos sobre a variedade M com a topologia
C1. Ent˜ao existe um conjunto residualR ∈ M(f) tal que para toda f ∈ R vale que M(f)
´e igual ao fecho convexo das probabilidades invariantes suportadas em ´orbitas peri´odicas,
como poderemos ver no cap´ıtulo final da disserta¸c˜ao.
Sum´
ario
Agradecimentos i
Resumo ii
Introdu¸c˜ao 1
1 Vers˜ao Forte do Closing Lemma 3
2 Teorema A 13
3 Vers˜ao Residual do Ergodic Closing Lemma 23
4 Apˆendices 28
4.1 Apˆendice A . . . 28
4.2 Apˆendice B . . . 31
Referˆencias Bibliogr´aficas 32
Introdu¸
c˜
ao
Um t´opico cl´assico na teoria Sistemas Dinˆamicos que tem destacado interesse ´e a
cria¸c˜ao de ´orbitas atrav´es de perturba¸c˜ao como feito no closing lemma de Pugh. Al´em
de melhorar esse resultado geom´etrico tamb´em obteremos um resultado do ponto de vista
estat´ıstico.
Vamos definir alguns objetos importantes para a compreens˜ao global do problema.Por
todo nosso trabalho M ser´a uma variedade compacta sem bordo e Dif f(f) o espa¸co dos
difeomorfismos de classe C1 munido da topologia C1.
Definic¸˜ao 0.1. Sejam x ∈ M e f ∈ Dif f(f). Dizemos que x ´e ponto peri´odico de f se existe m ∈Z tal que fm(x) =x
Definic¸˜ao 0.2. Sejam x∈M e f ∈Dif f(f). Dizemos que x ´e recorrente se
lim inf
n→+∞d(f
n(x), x) = 0
Definic¸˜ao 0.3. Sejam x ∈ M e f ∈ Dif f(f). Dizemos que x ´e um ponto n˜ao-errante de
f se para toda vizinhan¸ca U de x existe n "= 0 tal que
fn(U)!U "=∅.
Definic¸˜ao 0.4. Sejam f, g ∈Dif f(M). Dizemos que g ´e g-pr´oxima de f se g ∈ U, onde U ´e uma vizinhan¸ca de f em Dif f(M)
Definic¸˜ao 0.5. Sejam y, z ∈ M e f, g ∈ Dif f(f). Dizemos que y ´e !-sombreado por um ponto z m-peri´odico para g-pr´oxima se
d(fi(y), gi(z))< !
para i∈ {1, . . . , m}.
A primeira parte do nosso trabalho ser´a melhor´a o trabalho de Pugh, [Pugh1],
mostraremos fortalecimento da Closing Lemma desenvolvido por Pugh, isto ´e, provaremos
que todo ponto n˜ao-errantex∈M tem um iteradofm(x)(x) =y tal que y∈M ´e sombreado
por z ∈M, onde z ´e um ponto peri´odico para g-pr´oxima de f. Formalmente falando:
Proposi¸c˜ao 0.6. Dadaf ∈Dif f(M), p∈M, ! >0e uma vizinhan¸ca Ude f, existe r >0,
ρ >1tal que se x∈Br(p) com0< r ≤0e fm(x)∈Br(p)para algumm >0ent˜ao existe0≤
m1 < m2 ≤m e g ∈U tal que fm1(x)∈Bρr(p),fm2(x)∈Bρr(p), gm2−m1(fm2(x)) = fm2(x),
g(w) =f(w) para w /∈B"(f, p) e d(gi(fm2(x)), fj(fm1(x)))≤! para 0≤j ≤m2−m1. Definic¸˜ao 0.7. Denotamos por B"(f, x)conjunto dos pontos y∈M tal que d(fn(x), y)≤! para algum n∈Z
Definic¸˜ao 0.8. Denotamos por "(U, !) o conjunto dos pontos x∈M tal que existe g ∈U,
y ∈ M e z ∈ Z+ tal que y ´e um ponto m-peri´odico para g, g = f sobre M −B"(f, x) e
d(fj(x), gj(y))≤! para todo 0≤j ≤ m
Definic¸˜ao 0.9. Denotamos por "(f) o conjunto dos pontos x ∈ M tal que para toda vizinhan¸ca U de fe todo ! >0 existe g ∈U e y∈ M tal que y ´e um ponto m-peri´odico para
g, g =f sobre M −B"(f, x) e d(fj(x), gj(y))≤! para todo 0≤j ≤m
Definic¸˜ao 0.10. Uma medida de probabilidadeµ´e erg´odica se para qualquerA ⊂M temos
µ(A) = 0 ou µ(Ac) = 0 .
Perceba que o resultado acima ´e geom´etrico e uma quest˜ao natural seria tirar
in-forma¸c˜oes estat´ısticas sobre o conjunto dos pontos que satisfaz a proposi¸c˜ao acima.Isto ser´a
o tema central do segundo cap´ıtulo, ou seja,
Proposi¸c˜ao 0.11. Para toda f ∈ Dif f(M), toda vizinhan¸ca U de f e todo ! > 0 temos
µ("(U, !)) = 1 para toda medida erg´odica µ∈M(f).
Definic¸˜ao 0.12. Seja X um esta¸co topol´ogico. Dizemos que R⊂X ´e um conjunto residual de X se ele puder ser escrito como interse¸c˜ao enumer´avel de abertos densos em X.
Finalmente no terceiro cap´ıtulo usaremos o resultado acima para provar
Cap´ıtulo 1
Vers˜
ao Forte do Closing Lemma
Mostraremos nesse cap´ıtulo o fortalecimento da Closing Lemma desenvolvido por
Pugh, isto ´e, provaremos que todo ponto n˜ao-errante x ∈ M tem um iterado fm(x)(x) =y
tal que y ∈ M ´e sombreado por z ∈ M, onde z ´e um ponto peri´odico para g-pr´oxima de f.Formalmente falando:
Proposi¸c˜ao 1.1. Vers˜ao Forte
Dada f ∈ Dif f(M), p ∈ M, ! > 0 e uma vizinhan¸ca U de f, existe r > 0, ρ > 1
tal que se x ∈ Br(p) com 0 < r ≤ 0 e fm(x) ∈ Br(p) para algum m > 0 ent˜ao existe 0 ≤
m1 < m2 ≤m e g ∈U tal que fm1(x)∈Bρr(p),fm2(x)∈Bρr(p), gm2−m1(fm2(x)) = fm2(x),
g(w) =f(w) para w /∈B"(f, p) e d(gi(fm2(x)), fj(fm1(x)))≤! para 0≤j ≤m2−m1.
Para provar a proposi¸c˜ao acima precisaremos de dois lemas:
Lema 1.2. Sejam f ∈ Dif f(M) e p ∈ M. Suponha que exista uma vizinhan¸ca compacta de p que ´e identificada pela aplica¸c˜ao exponencial com a bola BR = {x ∈ TpM;' x '≤
R}.Ent˜ao existe uma decomposi¸c˜ao TpM =E1#...#Eltal que dada uma vizinhan¸ca U de f e constante C > 1, 2 > δ > 1 existe N > 0, 0 < r1 < r0 < R com r0 arbitrariamente pequeno e λi, i= 1, ..., l, satisfazendo as seguintes propriedades:
I Se πi : TpM → Ei, i = 1, ..., l denota a proje¸c˜ao associada com a decomposi¸c˜ao TpM =
E1#...#El ent˜ao {x; supiλi 'πi(x−u)'≤2r1} ⊂Br0 se 'u'≤r1.
II Se 'y'≤r1, 'z '≤r1 e 1≤µi ≤C, i= 1, ..., l ent˜ao existe g ∈U tal que
• gN(y) = fN(z)
• g(w) =f(w) quando w /∈$j=0N−1fi(B% δr(q))
onde q = 2−1(y+z), r = 2−1 'y−z ',B%
δr(q) ={x; supiµiλi 'πi(x−q)'≤δr}
A demonstra¸c˜ao desse lema est´a feita no artigoC. Pugh, The Closing Lemma,Amer. J.Math.,89,(1967),956-1009. Por´em tiraremos algumas consequˆencias pertinentes ao nosso prop´osito.
• Suponha! >0 dado pela proposi¸c˜ao 1.1 ent˜ao pela continuidade def podemos escolher r0 tal que sup0≤j≤Ndiamfi(Br0)≤!
• B%δr(q)⊂Br0
Seja x∈B%δr(q) ent˜ao supiµiλi 'πi(x−q)'≤δr mas como cada µi ≥1 temos que
µiλi ' πi(x−q) '≥ λi ' πi(x−q) ' para todo i ∈ {1, ..., l} logo λi ' πi(x−q) '≤ δr mas
como r < r1 e 2 > δ >1 obtemos assim δr < 2r1. Portanto supiλi ' πi(x−q) '≤2r1 logo
pela propriedade I do lema obtemos que x∈Br0.
• g(w) =f(w) para w /∈B"(f, p).
Sew /∈B"(f, p) ent˜ao pela defini¸c˜ao desse conjunto temos qued(fn(p), w)> !∀n ∈ N.Em particular, d(fj(p), w)> !,∀j ∈ {0,1, ..., N−1}logo como sup
0≤j≤N diamfj(Br0)≤!
obtemos que w /∈ fj(B
r0) ∀j ∈ {0,1, ..., N −1} mas B%δr(q) ⊂ Br0 logo w /∈ f
j(B% δr(q))
∀j ∈ {0,1, ..., N − 1}. Consequentemente, w /∈ $Nj=0−1fi(B%
δr(q)) logo por II temos que
f(w)=g(w).
• Se p n˜ao ´ef-peri´odico podemos escolher pela continuidade e compacidade da variedade M r0 t˜ao pequeno que fj1(Br0)
&
fj2(B
r0) =∅ para todo 0≤j1 ≤j2 ≤N.
Sejam y, z ∈B%δr(q). Suponha que para algum m temosy=fm(z) e fi(z)∈/ B%δr(q)
para todo 0 < j < m.Ou seja, os iterados de z saindo de B%δr(q) e s´o retornam no m-´esimo
iterado quando y=fm(z).Ent˜ao podemos inferir o seguinte:
• m ≥N
Se m < N ent˜ao Br0 &
fm(B
r0)⊃ {y=f
m(z)} com m < N contrariando a escolha
de r0 de modo quefj1(Br0) &
fj2(B
r0) = ∅para todo 0 ≤j1 ≤j2 ≤N.
Sejam > N poisgN(y) = fN(y) = yent˜aom=kN+rcom 0 ≤r < N ek ∈Z.Com
isso temos
gm(y) =gkN+r(y) =gr(gkN(y)) =
(II) gr(fkN(z)).
Mas
fkN(z)∈/ N'−1
j=0
fi(B% δr(q)).
De fato, se
fkN(z)∈ N'−1
j=0
fj(B% δr(q))
ent˜ao existe j0 ∈ {0,1, ..., N−1} tal que
fkN(z)∈fj0(B%
δr(q))
logo
fkN−j0
(z)∈B%δr(q)
com kN−j0 variando entre kN e (k−1)N + 1 mas isso contraria a hip´otese de que
fi(z)∈/B% δr(q)
para todo 0 < j < m.Consequentemente,
fkN(z)∈/
N'−1
j=0
fi(B%δr(q))
implicando por (II) que
g(fkN(z)) = f(fkN(z)) = fkN+1(z)
logo
gr(fkN(z)) =gr−1(g(fkN(z))) =gr−1(fkN+1(z)).
Procedendo da mesma forma anterior obtemos que
g(fkN+1(z)) =fkN+2(z)
logo
gr−1(fkN+1(z)) = gr−2(g(fkN+1(z))) =gr−2(fkN+2(z)))
Repetindo o processo temos
gr−2(fkN+2(z))) =...=fkN+r(z) =fm(z) =y.
• d(gi(y), fi(z))≤!
O item acima est´a ´e provado no trabalho do Pugh na hora em quele constroi a
perturba¸c˜ao com essa propriedade. Agora vamos enunciar e provar o segundo lema.
Lema 1.3. Dado l ∈ Z+ existem C = C(l) > 1, A = A(l) > 1 e 2 > δ = δ(l) > 1 tal que se E = E1#...#El ´e um espa¸co vetorial e |.|i uma norma em Ei proveniente do produto interno ent˜ao para qualquer conjunto x0, ..., xn de pontos distintos de E existem
0 ≤ j1 < j2 ≤ n e 1 ≤ µi ≤ C com i = 1, ..., m tal que definindo ' . '1 em E por
' v '1= supiµi|πi(v)|i, onde πi : E →Ei s˜ao as proje¸c˜oes associadas com as decomposi¸c˜oes de Ei, satisfazendo as seguintes propriedades:
• 'xji−x0 '1≤A'xn−x0 '1 , i= 1,2
• 'xj −p'1>2−1δ 'xj1 −xj2 '1, j1 < j < j2, ondep= 2−
1(x
j1 +xj2).
Prova 1. Para provar esse lema necessitaremos de algumas afirma¸c˜oes. Afirma¸c˜ao 1.1. Se 1 < δ0 <
√
5
2 , C > 1 e 1 < δ < δ0 tal que C
2 > 4m(δ2
0 −1)−1 e
2δ2 < δ2
0+ 1 ent˜aoδ(
"l
i=1max{βi2, C−2})
1 2 ≤δ
0(
"l i=1βi2)
1
2 para todo0≤βi ≤1, i= 1, ..., l,
com β1 = 1.
Prova 2. Vamos provar essa afirma¸c˜ao por indu¸c˜ao em l. Pois veja que essa desigualdade depende da quantidade de subespa¸cos que vamos decompor TpM. Seja m = 1. Temos que
β1 = 1 logo
δ(max{βi2, C−2})
1
2 =δ(max{1, C−2}) 1
2 =δ≤δ
0 =δ0(β12)
1 2.
Suponha por hip´otese de indu¸c˜ao que
δ(
m(−1
i=1
max{βi2, C−2})
1 2 ≤δ
0( m(−1
i=1
βi2)
1 2.
Para completar a provar da afirma¸c˜ao provaremos que
δ2(
m
(
i=1
max{βi2, C−2})≤δ02(
m
(
i=1
βi2).
De fato,
δ2( m
(
i=1
max{β2
i, C−2})≤δ2( m(−1
i=1
max{β2
i, C−2}) +δ2(max{βm2, C−2})
≤δ02(
m(−1
i=1
• max{β2
m, C−2}=βm2 ent˜ao
δ2("m
i=1max{βi2, C−2})≤δ2(
"m−1
i=1 βi2) +δ2(max{βm2, C−2})
≤δ2("m−1
i=1 βi2) +δ2βm2 ≤δ02(
"m−1
i=1 βi2) +δ02βm2 =δ02(
"m i=1βi2)
• max{β2
m, C−2}=C−2 ent˜ao
δ2("m
i=1max{βi2, C−2})≤δ2(
"m−1
i=1 βi2) +δ2(max{βm2, C−2})≤δ2(
"m−1
i=1 βi2) +δ2C−2. Resta mostrar que δ2C−2 ≤ δ
0βm2.Mas isso segue direto do fato que βm2 ≤ C−2 pois
δ2C−2 ≤δ
0βm2 ↔ δ2
δ2 0 ≤1 !
Defina A = 4Cm12. Seja |.| a norma em E dada por |v| = ("
i|πiv|2i)
1
2 e se µ =
(µ1, ..., µm) com C ≥ µi ≥ 1 para todo 1 ≤ i ≤ m defina a norma ' . 'µ por ' v 'µ=
supiµi|πiv|i.Para todo v ∈E n´os temos C−1 'v 'µ≤'v '≤m
1
2 ' v 'µ
Afirma¸c˜ao 1.2. Afirmamos que existe j1, j2(0≤j1 < j2 ≤n) tal que
• |xji−x0| ≤4|xn−x0|, i= 1,2
• |xj −p|> δ02−1|xj1 −xj2| , j1 < j < j2
Prova 3. Escolha por indu¸c˜ao um conjunto 0 =i0 ≤i1 ≤...≤is < ls ≤ls−1 ≤...≤ l0 =n tal que vale
xik+1 =xik ou
xlk+1 =xlk
e
|xlk+1−xik+1| ≤2
−1(1 +δ2 0)
1 2|xi
k −xlk|
para todo 0 ≤ k < s. Suponha que o conjunto de ´ındices constru´ıdo seja maximal. Ent˜ao mostraremos que se
p= 2−1(xis +xls)
temos |xj −p| > δ02−1|xis −xls| para todo is < j < ls.Caso contr´ario,
|xj−p| ≤δ02−1|xis −xls|
para algum is< j < ls usando identidade do paralelogramos obter´ıamos:
|xj−xis|
2+|x
j −xls|
2 = 2|x
j−p|2+
1
2|xis −xls|
2 ≤2−1(1 +δ2
0)|xis −xls|
mas como temos dois farores somados sendo menores ou iguais a
2−1(1 +δ02)|xis −xls|
2
ent˜ao pelo menos um ´e menor ou igual a
4−1(1 +δ02)|xis −xls|
2
e sem perda de generalidade podemos supor que
|xj−xls|
2 ≤4−1(1 +δ2
0)|xis −xls|
2
.Ent˜ao com fazendo is+1 =j, ls+1 =ls temos um novo ´ındice satisfazendo as trˆes condi¸c˜oes iniciais e com isso ampliariamos o conjunto maximal de ´ındices constru´ıdos. Al´em disso obtemos de
|xlk+1−xik+1| ≤2
−1(1 +δ2 0)
1 2|x
ik −xlk|
implica
|xik −xlk| ≤(2
−1
(1 +δ02)
1 2)k|x
o−xn|. De fato,
|xik −xlk| ≤(2
−1(1 +δ2 0)
1 2)|x
ik−1 −xlk−1| ≤(2
−1(1 +δ2 0)
1 2)2|x
ik−2 −xlk−2| ≤
(2−1(1 +δ02)12)3|x
ik−3 −xlk−3| ≤. . .≤(2
−1(1 +δ2 0)
1 2)k|x
o−xn|. Usando essa desigualdade provada agora e o fato que
xik+1 =xik ou
xlk+1 =xlk
para todo 0≤k < s obtemos que
|xis−x0| ≤|xo−xn|
∞
(
k=0
(1 2(1 +δ
2 0)
1 2)k ≤
|xo−xn|
∞
(
k=0
(3 4)
k = 4|x
o−xn|.
De maneira similar provamos a desigualdade para xls no lugar de xis.
!
Munido da afirma¸c˜ao temos que para qualquer escolha de µ temos
'xji−x0 'µ≤C|xji−x0| ≤4l
1 2 'x
para i= 1,2. Para completar a prova do lema basta encontrar µtal que
'x−p'µ≤δ2−1 'xj1 −xj2 'µ
implica
|x−p| ≤δ02−1|xj1 −xj2|.
Suponha para simplicar a nota¸c˜ao suponha que
|π1(xj1 −xj2)|1= sup
i
|πi(xj1−xj2)|i.
Defina
µi =
C se |πi(xj1 −xj2)|i = 0
min{C,|π1(xj1 −xj2)|1|πi(xj1 −xj2)|
−1
i } se |πi(xj1 −xj2)|i "= 0
Ent˜ao
|x−p|= ((
i
|πi(x−p)|2i)
1 2 ≤(
(
i
µ−i 2)
1
2 'x−p'
µ≤
((
i
µ−i 2)
1
2δ2−1 'x
j1 −xj2 'µ= ( (
i
µ−i 2)
1
2δ2−1|π
1(xj1 −xj2)|1.
A segunda desigualdade segue da hip´otese verificaremos a primeira. Denote
µmax= sup i
µi
ent˜ao
((
i
µ−i 2)'x−p'2µ≥n(µmax)−2 'x−p'2µ≥nsup i
(µmax)−2µ2i 'πi(x−p)'2i≥
(
i
|πi(x−p)|2i. Usando a defini¸c˜ao do µi e a primeira afirma¸c˜ao feita no nesse lema temos que
((
i
µ−i 2)12δ < δ
0[
(
i
|πi(xj1 −xj2)|
2 i
|π1(xj1 −xj2)|
2 1
]12.
Portanto
|x−p| ≤δ02−1(
(
i
|πi(xj1 −xj2)|
2 i)
1 2 =δ
02−1|xj1 −xj2|. !
Ap´os finalizar a prova dos dois lemas estamos em condi¸c˜oes de atacar o resultado
principal e dos lemas. Se p ´e um ponto peri´odico ent˜ao o resulado ´e imediato , caso contr´ario
suponhamos que p seja um ponto n˜ao peri´odico e tamb´em que r0 t˜ao pequeno tal que
sup
0≤j≤N
diamfi(B
r0)≤!
e
fj1(B
r0) !
fj2(B
r0) =∅
para j1, j2 ∈ {1, . . . , N}comj1 "=j2 sejam satisfeitos. SejaS = [1, C]×. . .l ×[1, C].Seµ∈S
defina a norma '.'µ sobreTpM por
'v 'µ:=supiµiλi|πiv|i
e fa¸ca 0 < k < K,0< b < B tal que
kd(x, y)≤'x−y'≤Kd(x, y) para todo x∈BR, onde d(.,.) denota a m´etrica de M, e
b'x'µ≤'x'≤B 'x'µ
para todo x∈TpM, µ ∈S. Fa¸ca r >0 e ρ >1 satisfazendo
• (2ABb−1+ 1)Kr ≤r 1
• (2ABb−1)(1 +Bδb−1)Kr ≤r 0
• ρ= (2ABb−1 + 1)Kk−1
Suponha agora que x ∈ M, m > 0 e 0 < r¯≤ r satisfazendo x ∈ Br¯(p) e fm(x) ∈
B¯r(p). Sejam 0 = k1 < ... < km inteiros em [0, m] tais que fki(x)∈ Br0. Se f
kj(x) =fki(x)
para alguma i "= j ent˜ao n˜ao h´a nada a se provar;portanto podemos supor que os fki(x)
s˜ao distintos. Aplicando o segundo lema para os pontos x0 = x, xj = fkj(x),1 ≤ j ≤ n,
a decomposi¸c˜ao TpM = E1
#
...#El , e normas |v|i = λi ' v ' sobre Ei, encontraremos
0≤m1 =kj1 < kj2 =m2 ≤m eµ∈S tal que definindo '.'1='.'µ
temos pelo segundo lema que
• 'fmi(x)−x'
1≤A'fm(x)−x'1, i=1,2
• fkj(x)∈/ B˜
onde q = fm1(x)+fm2(x)
2 , r2 =
&fm1(x)−fm2(x)&1
2 e
%
Bδr2(q) ={x; sup
i
µiλi 'πi(x−q)'≤δr2}.
Ent˜ao para i=1,2
'fmi(x)−x'≤AB 'fm(x)−x'
1≤ABb−1('fm(x)'+'x')≤2ABb−1Kr.¯
Afirmamos que
fj(x)∈/ B˜δr2(q)
para todo m1 < j < m2. Se
fj(x)∈B˜δr2(q)
ent˜ao
'fj(x)−q' 1≤δr2
implicando temos
'fj(x)'≤'fj(x)−q '+'q−x' +'x'
≤B 'fj(x)−q '1 +
1 2 'f
m1(x)−x'+1
2 'f
m2(x)−x'+'x'
≤Bδ1 2 'f
m1(x)−fm2(x)'
1 +2ABb−1Kr¯+Kd(x, p)
(pois existe uma identifica¸c˜ao entre p e 0 com isso 'x'='x−p'≤Kd(x, p))
≤Bδ1 2b
−1 'fm1(x)−fm2(x)'+2ABb−1Kr¯+Kd(x, p)
≤Bδ1 2b
−1('fm1(x)−x'+'fm2(x)−x') + 2ABb−1K¯r+Kr¯
≤Bδb−12ABb−1Kr¯+ 2ABb−1Kr¯+Kr¯
≤(2ABb−1(1 +Bδb−1) + 1)Kr¯≤r0
Ent˜ao fj(x) ∈ B
r0 logo podemos ter j "= ki para algum j1 < i < j2 mas isso contradiz a
maximalidade do conjunto de tempos que
fki ∈B
r0
por outro na lado se j =ki contradiz a hip´otese
fkj(x)∈/ B˜
δr2(q)
para todo
Al´em disso para 1=1,2
'fmi(x)'≤2ABb−1Kr+¯ 'x'
≤2ABb−1K¯r+Kd(x, p)≤(2ABb−1 + 1)Kr¯≤r1
.
Ent˜ao aplicando o primeiro lema para
y=fm2(x), z=fm1(x)
obtemos uma aplica¸c˜ao g ∈Usatisfazendo
gN(y) = fN(z)
,
g(w) = f(w)
quando w /∈$Nj=0−1fi(B%
δr(q)) e
fi(z)∈/B%δr(q)
para todo 0 < j < mmas escolhemos r0 t˜ao pequeno que
sup
0≤j≤N
diamfi(B
r0)≤!
e
fj1(B
r0) !
fj2(B
r0) =∅
para todo 0 ≤ j1 ≤ j2 ≤ N ent˜ao como foi observado ap´os o primeiro lema temos que
o difeomorfismo g satisfaz g(w) = f(w) para w /∈ B"(f, p), gm2−m1(fm2(x)) = fm2(x) e
d(gj(fm2(x)), gj(fm1(x)))≤! para 0≤j ≤m
2−m1.Finalmente por
ρ= (2ABb−1 + 1)Kk−1
e
'fmi(x)−x'
, para i=1,2
d(fmi(x), p)≤k−1 'fmi(x)'≤(2ABb−1+ 1)Kk−1r¯=ρ¯r
Cap´ıtulo 2
Teorema A
Definic¸˜ao 2.1. Denotamos porB"(f, x)conjunto dos pontos y∈M tal que d(fn(x), y)≤! para algum n∈Z
Definic¸˜ao 2.2. Denotamos por "(U, !) o conjunto dos pontos x∈M tal que existe g ∈U,
y ∈ M e z ∈ Z+ tal que y ´e um ponto m-peri´odico para g, g = f sobre M −B"(f, x) e
d(fj(x), gj(y))≤! para todo 0≤j ≤ m
Definic¸˜ao 2.3. Denotamos por "(f) o conjunto dos pontos x ∈ M tal que para toda vizinhan¸ca U de fe todo ! >0 existe g ∈U e y∈ M tal que y ´e um ponto m-peri´odico para
g, g =f sobre M −B"(f, x) e d(fj(x), gj(y))≤! para todo 0≤j ≤m
Definic¸˜ao 2.4. Uma medida de probabilidadeµ ´e erg´odica se para qualquer A ⊂M temos
µ(A) = 0 ou µ(Ac) = 0 .
Vamos usar a vers˜ao forte do Closing Lemma para provar o Teorema A. Inicialmente
teremos que analisar o conjunto "(f) para simplificar a prova de A. Observe que se Un e
!n >0 s˜ao base de vizinhan¸ca de f e uma sequencia convergindo a 0 respectivamente ent˜ao
(
(f) = !
n≥0
(
(Un, !n).
Com efeito, x ∈ "(f) ent˜ao para toda vizinhan¸ca U de f e todo ! > 0 existe g ∈ U, y ∈ M e m ∈ Z+ satisfazendo gm(y) = y, g=f em M \B
"(f, x) e d(fn(x), gn(x)) ≤ !
para todo 0 ≤ n ≤ m logo x ∈ "(Un, !n) em particular x ∈ &n≥0"(Un, !n) basta tomar U =Un e ! =!n logo x ∈
&
n≥0
"
(Un, !n). Reciprocamente se x ∈
"
(Un, !n) ∀n ∈ N ent˜ao
podemos escolher n suficientemente grande de modo que !n < ! e Un ⊃ U pois {Un} uma
base de vizinha¸ca deUe sem perda de generalidade podemos assumir!n ↓0 logox∈
"
(f).
Com esse argumento percebemos que a prova do teorema A resume-se a prova da seguinte
proposi¸c˜ao
Proposi¸c˜ao 2.5. Para toda f ∈ Dif f(M), toda vizinhan¸ca U de f e todo ! > 0 temos
µ("(U, !)) = 1 para toda medida erg´odica µ∈M(f).
Boa parte do trabalho de prova dessa proposi¸c˜ao foi feita no capitulo anterior, isto ´e
mostramos que todo ponto nao errantextem um iteradofm(x)(x) =ytal quey´e!-sombreado
por z, onde z ´e ponto peri´odico para g pr´oxima de f.Por z sombrear y,entendemos que a
´orbita de z !-acompanha a ´orbita de y durante um n´umero de iterados pelo menos igual
ao per´ıodo de z.Agora mostraremos que o conjunto Y dos pontos y com tal propriedade de
sombreamento tem probabilidade total para toda medida erg´odica.Neste cap´ıtulo tamb´em
usaremos argumentos de Ergodicidade, Teorema de Birkhoff, e alguma gordura de certos
conjuntos que aproximam Y.
Definic¸˜ao 2.6. Defina "(µ, !, r, ρ, m) onde r > 0, ρ > 1 e m ∈ Z+ como o conjunto dos pontos x ∈ M tal que se y ∈ Br1(x) para algum 0 < r1 ≤ r e f
m(y) ∈ B
r1(x) existe
0 ≤ m1 < m2 ≤ m, g ∈ U e z ∈ M tal que g = f sobre M −B"(f, x), gm2−m1(z) = z,
d(gn(z), fn(fm1)≤! para todo 0≤n≤m
2 −m1 e fm1 ∈Bρr1(x)
Observe que nesse caso pela propria defini¸c˜ao de "(U, !) considerando m = m2
temos que fm1(y) ∈ "(U, !). ´E f´acil ver que "(µ, !, r, ρ, m) ´e fechado. Com efeito, tome
uma sequˆencia {xn} em "(µ, !, r, ρ, m) convergindo para x ∈ M. Devemos mostrar que
x ∈ "(µ, !, r, ρ, m).Ent˜ao como x∈ "(µ, !, r, ρ, m) temos que para cadan ∈ N tal que: se
yn ∈ B rn
1(x) para algum 0 < r
n
1 ≤ r e fm(yn) ∈ Brn
1(x) existe 0 ≤ m
n
1 < mn2 ≤ m, gn ∈ U
e zn ∈ M tal que g
n =f sobre M −B"(f, x), gm
n
2−mn1(zn) = zn, d(gj
n(z), fj(fm
n
1) ≤ ! para
todo 0 ≤ j ≤ mn
2 −mn1 e fm
n
1 ∈ B
ρrn
1(x).Perceba que todas as novas sequˆencia formadas,
exceto {gn} que est´a emU, est˜ao em compactos. Logo sem perda de generalidade podemos
supor que elas est˜ao convergindo. Ou seja, yn → y,zn → z, rn
1 → r1,mn1 → m1, mn2 → m2.
Por outro lado podemos considerar que {gn}que est´a contido num compacto K⊂U. Como
gn=f sobreM−B"(f, x) pela convergencia das sequˆencias temosg =f sobreM−B"(f, x),
gm2−m1(z) = z, d(gn(z), fn(fm1) ≤ ! para todo 0 ≤ n ≤ m
2 −m1 e fm1 ∈ Bρr1(x). Em
outras palavras x∈"(µ, !, r, ρ, m).
Definic¸˜ao 2.7.
(
(µ, !, r, ρ) = '
m≥0
(
Como "(µ, !, r, ρ, m) ´e fechado logo boreliano temos que "(µ, !, r, ρ) ´e boreliano
pois ´e a uni˜ao enumer´avel de borelianos.
A prova da proposi¸c˜ao requer um tipo de Teorema de Recobrimento de Vitali sobre
certas parti¸c˜oes do toro Ts=S1×. . .s=×S1. Necessitando de algumas defini¸c˜oes: Definic¸˜ao 2.8. Dizemos que A⊂ Ts ´e um cubo se ele puder ser escrito como A=I
1. . . Is
onde cada Ii s˜ao intervalos de S1.
Definic¸˜ao 2.9. Dizemos que (p1, . . . , ps)´e o centro do cubo A se pi ´e o ponto m´edio de Ii. Definic¸˜ao 2.10. O comprimento de um intervalo Ii ´e chamado de lado do cubo.
Definic¸˜ao 2.11. Dizemos que Pk
j ´e uma parti¸c˜ao de Ts com lado de comprimento 2πkj
Como cada lado possui tamanho 2πkj ser˜ao necess´arios k
j ´atomos da parti¸c˜ao Pk j,
para cobrir Ts
Definic¸˜ao 2.12. Seja k ∈ Z+. Ent˜ao dizemos que Pk
1 ≤ Pk2 ≤ . . . ´e uma sequˆencia de parti¸c˜oes sobre Ts
Observe que para cada elementoQdePk
j podemos associar cubos ˆQ,Q˜concentricos
e de lados 2kπ
kj , 6kπkj respectivamente. Com esses ´atomos geraremos as seguintes parti¸c˜oes ˆP
k j
e ˜Pkj para o toroTs.
Definic¸˜ao 2.13. Seja x∈Ts. Dizemos que Pk
j(x) ´e o ´atomo de Pkj contendo x
Provaremos alguns lemas importantes para a prova da Proposi¸c˜ao principal do
cap´ıtulo. Mas para isso suponha M isometricamente imerso em Ts
Lema 2.14. Para cada medida de probabilidadeµ sobre os conjuntos borelianos de Ts, todo
δ > 0 e todo inteiro ´ımpar k as seguintes inequa¸c˜oes s˜ao satisfeitas para todo j ≥ 1 : µ({x|µ(Pk
j(x))≥δµ( ˆPkj(x))})≥1−δks e µ({x|µ(Pkj(x))≥δµ( ˜Pkj(x))})≥1−δ3sks Prova 4. Seja {x1, . . . , xl}um conjunto de pontos que cada elemento est´a est´a em um ´unico ´atomo de Pk
j logo l=kj. Seja
ˆ
S ={1≤i≤l|µ(Pjk(xi))< δµ( ˆPkj(xi))}. Ent˜ao
(
i∈S
µ(Pkj(xi))< δ
(
i∈S
µ( ˆPkj(xi))
≤δ
l
(
i=1
µ( ˆPkj(xi))
=δ
l
(
i=1
ksµ(Pk
j(xi)) =δks.
Consequentemente,
1−µ({x|µ(Pkj(x))< δµ( ˆPkj(x))})≤1−δks ⇔
µ({x|µ(Pkj(x))≥δµ( ˆPkj(x))})≥1−δks.
Usamos o fato de k ser ´ımpar, pois sendo assim temos que conjuntos Pˆk
j(xi), i = 1, . . . , l, cobre cada ´atomo dePkj(xi))exatamenteksvezes. Isto prova a primeira desigualdade. Vamos provar a segunda desigualdade. Defina
˜
S ={1≤i≤l|µ(Pjk(xi))< δµ( ˜Pkj(xi))}. Ent˜ao
µ({x|µ(Pkj(x))< δµ( ˜Pkj(x))}) =
(
i∈S
µ(Pkj(xi))< δ
(
i∈S
µ( ˜Pkj(xi))
≤ δ
l
(
i=1
µ(tildePkj(xi))
=δ
l
(
i=1
3sksµ(Pkj(xi)) = δks.
Consequentemente,
1−µ({x|µ(Pkj(x))< δµ( ˜Pjk(x))})≤1−δ3sksks ⇔
µ({x|µ(Pkj(x))≥δµ( ˜Pkj(x))})≥1−δ3Sks.
Agora provaremos a proposi¸c˜ao. Seja f ∈ Dif f(M), ! >0, uma vizinhan¸ca Ude f e uma medida erg´odica µ∈ M seja dada. Extenda µ para uma medida sobre Ts definindo
µ(A) = µ(A&M) para todo conjunto boreliano A de Ts. Pegue uma sequencia mon´otona
rn >0,ρn >1 convergindo para 0 e +∞respectivamente. Para cada par de inteiros n >0,
m > 0 podemos encontrar k = k(n, m) e j(n, m) tal que se j ≥ j(n, m) e x ∈ Ts existem
0< r ≤rn satisfazendo (a) Pkj(x)⊂Br(x) (b) Bρmr(r)(x)⊂Pˆ
k j(x)
Agora a nota¸c˜ao Bt(z) denota a bola aberta em Ts com raio t e centro z. N´os deveremos
sempre escolher k=k(n, m) ´ımpar pelo motivo mencionado na prova do lema anterior.
Definic¸˜ao 2.15. Seja δ > 0 denotamos ,0δ(n, m) como o conjunto dos pontos x ∈ Ts tal que para k =k(n, m) as inqua¸c˜oes s˜ao µ(Pk
j(x))≥δµ( ˆPkj(x)) e µ(Pkj(x))≥δµ( ˜Pkj(x)) s˜ao satisfeitas para uma sequˆencia ν(x) de infinitos valores de j
Definic¸˜ao 2.16. Defina ,δ(n, m) ="(U, !, rn, ρm)
& ,0
δ(n, m).
Lema 2.17. Se x ∈ "(U, !, rn, ρm), j ≥ j(n, m), j ≥ j(n, m) k ≥ k(n, m) e µ(Pkj(x)) ≥
δµ( ˆPk
j(x))}) temos
µ( ˆPkj(x)! ((U, !))≥δµ(Pkj(x)).
Prova 5. Fa¸ca0< r ≤rn satisfazendo as propriedades (a) e (b). Queremos mostrar que que para qualquer par de inteiros0≤ii < i2 tal quefi1(y)efi2(y)pertencentes aPkj(x)⊂Br(x), existe i3, i1 ≤i3 ≤i3 tal que
fi3(y)∈B
ρmr(x)
! (
(U, !)⊂Pˆkj(x)! ((U, !).
Como
x∈((U, !, rn, ρm)
podemos aplica a vers˜ao forte do Closing lema da seguinte maneira: sejam w = fi1(y) e
fm(w) = fi2−i1(fi2(y)) = fi2−i1(w) pertencentes a ∈ Pk
j(x) ⊂ Br(x) logo existe 0 ≤ m1 <
m2 ≤m e g ∈U tal que
fm1(w)∈B
ρr(p), fm2(w)∈Bρr(p),
, g(θ) = f(θ) para θ /∈ B"(f, p) e d(gi(fm2(w)), fj(fm1(w))) ≤ ! para 0 ≤ j ≤ m2 −m1. Basta definir i3 = m1 +i1 que teremos tamb´em de forma imediata que fi3(y) ∈ "(U, !) e o resto do desejado. Esta propriedade mostrada agora ser´a importante para estimar a cardinalidade dos seguintes conjuntos:
A =♯{1≤i≤l|fi(y)∈Pˆk j(x)
! (
(U, !)}, B =♯{1≤i≤l|fi(y)∈Pkj(x)}
Se ♯B = 2 isto ´e, B = {i1i2} ent˜ao pela propriedade mostrada existe i3 ∈ A logo
♯A≥♯B−1. Por racioc´ınio an´alogo, podemos aplicar o processo indutivo e obter que:
♯{1≤i≤l|fi(y)∈Pˆk j(x)
! (
(U, !)} ≥♯{1≤i≤l|fi(y)∈Pk
j(x)} −1.
Antes de realizar a majora¸c˜ao desejada pelo lema perceba que como µ´e uma medida erg´odica ent˜ao existe y∈M tal que :
lim
l→∞
1
l♯{1≤i≤l|f
i(y)∈Pˆk j(x)
! (
(U, !)}=µ( ˆPkj(x)! ((U, !)) lim
l→∞
1
l♯{1≤i≤l |f
i(y)∈Pk
j(x)}=µ(P k j(x))
Ent˜ao
µ( ˆPkj(x)! ((U, !)) = lim
l→∞
1
l♯{1≤i≤l|f
i
(y)∈Pˆkj(x)! ((U, !)} ≥
lim
l→∞
1
l♯{1≤i≤l|f
i
(y)∈Pkj(x)}=µ(Pkj(x))≥δµ( ˆPkj(x)).
Isto completa a prova do lema.
!
Definic¸˜ao 2.18. Denotamos por F a fam´ılia de conjuntosP(k)j
i (x) com
x∈
-δ
(n, m)! ((U, !)c
Lema 2.19. Dada uma vizinhan¸ca de U de ,δ(n, m)& "(U, !)c existe uma sequˆencia de
xi ∈,δ(n, m)& "(U, !)c, ji ∈ν(xi),i=1,2,3... tal que
• Os conjuntos Pˆ(k)j
i (xi) ,i=1,2,3... s˜ao disjuntos e est˜ao contidos em U.
• µ(,δ(n, m)& "(U, !)c−$ iPˆ
(k)
ji (xi)) = 0
Prova 6. Por argumentos padr˜oes de medida podemos encontrar uma transla¸c˜ao τ : Ts ←+ tal que
µ(τ('{∂Aˆ|A∈P(k)j
i (xi), l ≥1, i≥1})) = 0
onde ∂Aˆdenota a fronteira de Aˆ.De fato se para toda transla¸c˜ao τ :Ts←+ temos
µ(τ('{∂Aˆ|A∈P(k)j
i (xi), l ≥1, i≥1}))"= 0
Ent˜ao se consideramos o subconjunto de M dado por
V ='
τ
µ(τ('{∂Aˆ|A∈P(k)j
i (xi), l≥1, i≥1}))
temos que µ(V) = +∞ contrarindo que V ⊂M e µ(M) = 1. Ent˜ao podemos supor sem perda de generalidade, que:
µ('{∂Aˆ|A∈P(k)j
i (xi), l ≥1, i≥1}) = 0.
Como j e k n˜ao s˜ao fixos podemos escollher uma sequˆencia Ai ∈F 1. Aˆi ⊂U para todo 1≤i
2. µ( ˆAi
& ˆ
Al) = 0 para todo 1≤l < i
3. Para todo l < i temos que diamAi =max{diamA|A∈ F,Aˆ⊂ U, µ( ˆAi&Aˆl) = 0 para todo 1≤l < i}
´
E f´acil ver que essa propriedade implica
lim
j→+∞diamAj = 0
Pois se limj→+∞diamAj =L"= 0dado ! ent˜ao existiria j0 tal que diamAj > L−! logo podemos escolher j1j2 > j0 de modo queµ(Aj1
&
Aj2)"= 0contrariando a constru¸c˜ao da
fam´ılia.
(
i
µ(Ai) =µ(
'
i
pois
µ('
i
Ai) =µ((
'
i
Ai)
!
M)≤µ(M) = 1.
Afirmamos que para qualquer N ≥1 temos
-δ
(n, m)! ((U,!)c − N
'
i=1
ˆ Ai ⊂
'
i>N
˜ Ai.
Suponha que
x ∈
-δ
(n, m)! ((U,!)c−
N
'
i=1
ˆ Ai.
Ent˜ao existe A∈F com x∈A e
ˆ A! N ' i=1 ˆ Ai =∅.
fazendo N crescer temos que os cubos Aˆi v˜ao diminuido e exaurindo o subconjunto U de
,
δ(n, m)
& "
(U,!)c ent˜ao existe um determinado momento,N
1 > N, em que
ˆ
A!Aˆi =∅ para todo 1≤i < N1 e
ˆ
A!AˆN1 "=∅.
Por outro lado como
ˆ A!(
N
'
i=1
ˆ Ai) =∅ temos
ˆ A⊂(
N
'
i=1
ˆ Ai)c
logo
ˆ
A!AˆN1 ⊂(
N
'
i=1
ˆ Ai)c
! ˆ
AN1 = ˆAN1
implicando
ˆ
A ⊂AˆN1.
Portanto
diam( ˆA)≤diam( ˆAN1).
Temos tamb´em
x∈A⊂Aˆ⊂AˆN1 ⊂ '
i>N
ˆ Ai ⊂
'
i>N
completando assim a prova de
-δ
(n, m)! ((U,!)c − N
'
i=1
ˆ Ai ⊂
'
i>N
˜ Ai.
Segue de
µ('{∂Aˆ|A∈P(k)j
i (xi), l ≥1, i≥1}) = 0
. que
µ((
-δ
(n, m)! ((U,!)c)−
N
'
i=1
ˆ Ai) =
µ((
-δ
(n, m)! ((U,!)c)− N
'
i=1
¯ ˆA)i ≤ µ((
-δ
(n, m)! ((U,!)c)≤
µ('
i>N
˜ Ai)≤
(
i>N
µ( ˜Ai)≤δ−1
(
i>N
µ(Ai).
Por
(
i
µ(Ai) =µ(
'
i
Ai)≤1 o lema est´a provado.
!
Pelos dois ´ultimos lemas temos que
µ(U)≥(
i
µ( ˆP(k)ji (xi))≥
1 1−δ
(
i
µ( ˆP(k)ji (xi)
! (
(U,!)c) =
1 1−δµ(
'
i
ˆ
P(k)ji (xi)
! (
(U,!)c)≤ 1
1−δµ(
-δ
(n, m)! ((U,!)c).
A ´ultimas desigualdade segue do fato de que
ˆ
P(k)ji (xi)⊂U ⊂
-δ
(n, m)! ((U,!)c
Mas se
µ(
-δ
(n, m)! ((U,!)c)>0
podemos escolher U satisfazendo
µ(U)< 1 1−δµ(
-δ
contradizendo a ´ultima inequa¸c˜ao. Portanto
µ(
-δ
(n, m)! ((U,!)c) = 0.
Pelo primeiro lema aplicado ao conjunto µ(,0δ(n, m) temos que µ(,0δ(n, m))≥1−
δ(ks+ 3sks).
Al´em disso a partir da defini¸c˜ao de ,δ(n, m) podemos escrever
+'∞
r=1
-1
r
(n, m) =
+'∞
r=1
(((U,!, rn,ρm)
!-0
1
r
(n, m)) =
(
(U,!, rn,ρm)
! ( +'∞ r=1 0 -1 r
(n, m)) =((U,!, rn,ρm)mod(0),
onde mod(0) representa a menos de um conjunto de medida nula.Como mostramos acima
µ(((U,!)c!
-δ
(n, m)) = 0
para todo 0 <δ <1 temos que
(
(U,!)⊃
-δ
(n, m))mod(0)
para todo 0 <δ <1 logo
(
(U,!)⊃
1 ' δ=0 -δ (n, m))mod(0). ou seja, (
(U,!)⊃
+'∞
r=1
-1
r
(n, m)⊃((U,!, rn,ρm)mod(0).
Como a propriedade ser´a satisfeita para todon >0, m >0 mas como
M = '
n≥0
'
m≥0
(
(µ,!, rn,ρm)
obteremos que
µ(((U,!)) = µ(M) = 1
Cap´ıtulo 3
Vers˜
ao Residual do Ergodic Closing
Lemma
Inicialmente teremos que introduzir uma topologia emM(f) para obter os resultados
desejados do cap´ıtulo.
Definic¸˜ao 3.1. Sejam µ ∈ M(f) um conjunto finito ! > 0 e F = {ϕ1, . . . ,ϕs} ⊂ C0(M) dados. Defina
Vϕ1,...,ϕs;" :={ν ∈M(f);|
.
ϕidνk−
.
ϕidµk |<!,∀i= 1, . . . , s}. Ent˜ao a topologia fraca-∗ ´e definida estipulando que estes conjuntos V
ϕ1,...,ϕs;" para ! > 0 e
{ϕ1, . . . ,ϕs} vari´aveis constituem uma base de vizinhan¸ca de µ
Vamos agora caracterizar a convergˆencia nesse espa¸co.
Lema 3.2. Uma sequˆencia (µn)n∈N em M(f) converge para uma medida µ em M(f) na topologia fraca-∗ se e somente se
.
ϕdµk→
.
ϕdµ
para toda fun¸c˜ao cont´ınua ϕ :M →R. Prova 7. (⇒)
Considere qualquer fun¸c˜ao continua ϕ e forme o conjunto F ={ϕ}. Como µn→µ temos que dado !>0 existe n0 tal que
µn∈Vϕ;"
para todo n > n0 logo
|
.
ϕdµk−
.
ϕdµ|<!
para todo
n > n0. Portanto .
ϕdµk→
.
ϕdµ
.
(⇐)
Se / ϕdµk→
/
ϕdµ para toda fun¸c˜ao cont´ınua ϕ, ent˜ao dado ! e F ={ϕ1, . . . ,ϕs} temos para cada i∈ {i= 1, . . . , s} existe ni0 tal que
|
.
ϕidµk−
.
ϕidµ|<!
para todo n > ni0. Fazendo n0 =max{n10, . . . ns0} temos µn∈Vϕ1,...,ϕs;".
!
Lema 3.3. Seja f :M →M um difeomorfismo.Se para um x em um conjunto de probabili-dade total S temos que dado !>0 existe um ponto p=p(x) f-peri´odico que ´e !-sombreado porxent˜aoM(f)´e o fecho convexo de medidas erg´odicas suportadas em ´orbitasf-peri´odicas.
Prova 8. Relembramos que um conjunto convexo em M(f) ´e fechado sse ´e fechado na topologia fraca-∗. Devido ao Teorema da Decomposi¸c˜ao Erg´odica M(f) ´e o fecho convexo
de probabilidades f-erg´odicas. Todo o trabalho ser´a para mostrar que qualquer medida de probabilidade erg´odica µ ser´a o limite fraco-∗ de medidas suportadas em ´orbitas peri´odicas.
Portanto consideremos uma probabilidade f-erg´odica µ. Suponhamos sem perda de general-idade que µ n˜ao ´e suportada numa ´orbita peri´odica. Para um ponto x∈M µ-t´ıpico temos:
• Teorema de Recorrˆencia de Poincar´e implica x ´e recorrente
• Pela vers˜ao forte do Ergodic Closing Lemma temos que x possui a propriedade de sombreamento
• Teorema Erg´odico de Birkhoff implica que
1 n
n−1
(
j=0
Vamos agora construir as medidas suportadas nas ´orbitas peri´odicas. Seja (nk) a sequˆencia de tempos de primeiro retorno da ´orbita de x que voltam para B(x,αk), onde
α1 = 1 e αk+1 := d(f
αk(x),x)
2 para todo k ≥ 1. Portanto nk → +∞ quando k → +∞.Pela Vers˜ao Forte do Ergodic Closing Lemma escolha uma sequˆencia de pontos peri´odicos (pk) de tal modo que cada pk ´e α3k a ´orbita de x.
Em particular, o per´ıodo tk de pk´e de pelo menos nk (de outro modo a ´orbita de x retornaria a B(x,αk)ante de nk). Ent˜ao para tk ≥ nk implica tk → +∞ quando k → +∞ e at´e termos uma sequˆencia podemos supor que os tk’s s˜ao dinstintos. Defina µk como uma probabilidade erg´odica suportada na ´orbita de (pk), ou seja,
µk :=
1 tk
t(k−1
j=0
δfj(p k).
Mostraremos
µk→f raca−∗ µ. De
1 n
n−1
(
j=0
δfj(x) →f raca−∗ µ temos que
νk =
1 tk
t(k−1
j=0
δfj(x) →f raca−∗ µ
quando k → +∞. Sejam ! > 0 e {ϕ1, . . . ,ϕs} ⊂ C0(M) dados. Tudo o que precisamos verifica ´e se existe k0 ∈N tal que νk pertence a vizinhan¸ca
Vϕ1,...,ϕs;" :={ν ∈M(f);|
.
ϕidνk−
.
ϕidµk |<!,∀i= 1, . . . , s}, para todo k ≥k0.
De fato, fa¸ca α > 0 tal que | ϕi(y)ϕi(z) |< 2", ∀i = 1, . . . , s, ∀y, z ∈ M tal que
d(y, z)<α. Ent˜ao, fa¸ca k0 tal que αk< α2, e
|
.
ϕidνk−
.
ϕidµ|<
!
2,
para todo k ≥k0, ∀i= 1, . . . , s. concluimos que
|
.
ϕidµk−
.
ϕidµ|≤|
.
ϕidνk−
.
ϕidµk |+|
.
ϕidνk−
.
1 tk
t(k−1
j=0
|ϕi(fj(x))−ϕi(fj(pk))|+
!
2 <!,
∀i= 1, . . . , s. A ´ultima desigualdade ´e devida a pr´opria defini¸c˜ao de integral. Com isso obtemos que µk∈Vϕ1,...,ϕs;", para todo k≥ k0. Portanto µk→f raca−∗ µ
!
Definic¸˜ao 3.4. Seja X um esta¸co topol´ogico. Dizemos que R ⊂X ´e um conjunto residual de X se ele puder ser escrito como interse¸c˜ao enumer´avel de abertos densos em X.
Teorema 3.5. Vers˜ao Residual do Ergodic Closing Lemma
Sejam M(f) o espa¸co das probabilidades f-invariantes e Dif f(M) o espa¸co dos difeomorfsmos sobre a variedade M com a topologia C1. Ent˜ao existe um conjunto residual R∈M(f)tal que para toda f ∈Rvale que M(f)´e igual ao fecho convexo das probabilidades invariantes suportadas em ´orbitas peri´odicas.
Prova 9. Devido ao ´ultimo lema se para alguma f e qualquer ponto q ∈ M que retorna suficientemente pr´oximo de si mesmo, tem algum interado que ´e sombreado por um ponto
f-peri´odico, ent˜ao para f, n´os temos que M(f) ´e o fecho convexo de medidas erg´odicas suportadas em ´orbitas peri´odicas. De fato, se isso ocorre, como na prova do teorema da Vers˜ao Forte do Closing Lemma segue que para qualquer!>0 o conjunto dos pontosx∈M
que s˜ao !-sombreadas por pontos f-peri´odicos de probabilidade total. Seja !>0 dado e seja
ˆ
B = B( ˆf ,ˆ!) para alguma bola em Dif f(M). Fixe m ∈ N. N˜ao h´a perda de generalidade generalidade em supor que todos os pontos peri´odicos def com per´ıodo at´ems˜ao hiperb´olicos, como tais tipos de endomorfismos formam um subconjunto aberto e denso em Dif f(M). Tamb´em pegaremos!ˆsuficientemente pequeno tal que cada ponto peri´odicopg deg ∈Bˆ ´e uma continua¸c˜ao anal´ıtica hiperb´olica de um ponto peri´odico pf de f.Fazendo ˆ! suficientemente pequeno , podemos supor que d(fj(x), gj(x))< "
3, para todox∈M e f, g∈B, j = 1, . . . , m. Agora pegue qualquer ponto x ∈ M e qualquer f ∈ Bˆ. Pelo lema na primeira parte do teorema A, existe r >0 tal que, sex, f(x)∈B(q, r), ent˜ao existe 0≤m1 ≤m2 ≤m tal que
fm1(x) ´e "
3-sombreado por um pontopg m1−m2-peri´odico para g-pr´oxima em Bˆ. Devido a nossa escolha de Bˆ, f tamb´em tem um ponto pf cuja f-´orbita a g-´orbita de pg. Portanto, concluimos que fm1(x) ´e !-sombreado por p
f. Agora Sm," ´e a uni˜ao de todas as bolas Bˆ. Portanto Sm,"´e um aberto e denso de Dif f(M). Seja uma sequˆencia!↓0. ´E claro que
ˆ
S:= ! m∈N
´e um conjunto residual que para qualquer ! > 0, qualquer f ∈ , e qualquer q ∈ M que retorna suficientemente pr´oximo de si mesmo, q possui algum iterado que ´e !-sombreado por algum ponto f-peri´odico. Isto implica que o conjunto dos pontos x∈M que s˜ao sombreados por pontos f-peri´odicos tem f-probabilidade total. Logo o resultado segue do ´ultimo lema.
Cap´ıtulo 4
Apˆ
endices
4.1
Apˆ
endice A
Dissemos no cap´ıtulo 3 que a partir do Teorema Erg´odico de Birkhoff ter´ıamos:
νk=
1
n
n−1
(
j=0
δfj(x) →f raca−∗ µ
quando n →+∞.
Para tal precisamos mostrar um lema que garantir´a esse fato imediatamente.
Lema 4.1. As seguintes afirma¸c˜oes s˜ao equivalentes: 1. M(f) possui um ´unico elemento
2. existe µ∈M(f) tal que para toda aplica¸c˜ao ϕ:M →R cont´ınua e qualquer x∈M
lim
n→+∞
1
n
n−1
(
j=0
ϕ(fi(x)) =
.
ϕdµ
3. Para toda ϕ : M → R cont´ınua, 1 n
"n−1
j=0 ϕ(fi(x)) converge pontualmente a uma con-stante
4. Para toda ϕ : M → R cont´ınua, 1 n
"n−1 j=0ϕ(f
i(x)) converge uniformemente a uma
constante
Prova 10. (4)⇒(3)Imediato
(3) ⇒ (2) Seja C0(M) o espa¸co das fun¸c˜oes cont´ınuas de M em R. Defina ξ :
C0(M)→R por
ξ(ϕ) = lim
n→+∞
1
n
n−1
(
j=0
ϕ(fi(x))
para todox∈M. Afirmamos que essa aplica¸c˜ao ´e um funcional linear positivo.A linearidade ´e imediata resta mostra que ´e positivo. Se ϕ≥0 ent˜ao
ϕ(fi(x))≥0
para todo i∈N logo ξ(ϕ)≥0. Consequentemente pelo Teorema da Representa¸c˜ao de Riesz existe uma ´unica probabilidade invariante µ tal que
.
ϕdµ=ξ(ϕ)
para toda ϕ∈C0(M). Al´em disso a medida µencontrada ´e invariante pois ξ(ϕ◦f) =ξ(ϕ).
(2) ⇒ (1) Suponhamos a exstˆencia de ν ∈ M(f). Sabemos pelo Teorema Erg´odico de Birkhoff que
lim
n→+∞
1 n
n−1
(
j=0
ϕ(fi(x))
converge para ν-q.t.p para uma fun¸c˜ao ϕˆ tal que
.
ϕdν =
.
ˆ ϕdν.
Mas os fatos das m´edias convergirem pontualmente para a fun¸c˜ao constante igual a / ϕdµ
segue que / ϕdνˆ =/ ϕdµ. Como ν e µ integram fun¸c˜oes cont´ınuas da mesma forma ent˜ao s˜ao idˆenticas.
(1) ⇒ (4) Lembre-se qie a constante para qual a m´edia de Birkhoff converge tem que ser / ϕdµ, onde µ´e a ´unica probabilidade invariante de f. Suponha que (4) n˜ao valha ent˜ao. ent˜ao, existem ψ ∈ C0(M) e ! > 0 tais que para todo n0 ≥ 1 existem n ≥ n0 e xn tais que
| 1
n
n−1
(
j=0
ψ(fi(xn))−
.
ψdµ|≥!.
Ou seja, exite uma subsequˆencia {nj}j e para cada j um ponto xnj tais que
| 1
nj n(j−1
j=0
ψ(fi(x nj))−
.
ψdµ|≥!.
Tomes as medidas µnj dadas por
µnj =
1 nj
nj−1
(
j=0
Para elas, temos
|
.
ψdµnj−
.
ψdµ|≥!.
Por causa da compacidade de M(f), existe uma uma subsequˆencia de {nj}j (su-poremos que ´e a mesma, para facilitar a nota¸c˜ao) tal que
µnj →µ∞
, onde µ∞ =limj→+∞n1j
"nj−1
j=0 δfi
xnj.Pela desigualdade acima µ"=µ∞. Como µ∞ ´e
invari-ante provamos que M(f)⊃ {µ, µ∞} contrariando (1).
!
Observaremos que se µ´e erg´odica ent˜ao toda fun¸c˜ao invariante ψ ∈C0(M) ´e
con-stante num concjunto de medida total.Com efeito,considerandoψ ∈C0(M)uma fun¸c˜ao qual-quer invariante temos que a pr´e-imagem A =ψ−1(I) de qualquer intervalo I(R) ´e um
con-junto invariante pois
f−1(A) =f−1◦ψ−1(I) = (ψ◦f)−1(I) =ψ−1(I) = A.
Como µ ´e erg´odica temos que temos que essa pr´e-imagem tem medida zero ou 1. Como o
intervalo I ´e arbitr´ario, isto prova que ψ constante num conjunto de probabilidade totalµ.
Comoµ´e erg´odica e por um argumento simples sabemos que limn→+∞n1
"n−1
j=0 ϕ(fi(x))
´e invariante ent˜ao sabemos pelo argumento anterior que limn→+∞n1
"n−1
j=0 ϕ(fi(x)) ´e costante
num conjunto de medida de medida total.Ent˜ao a condi¸c˜ao (3) do lema ´e satisfeita para um
conjunto de medida total. Logo
lim
n→+∞
1 n
n−1
(
j=0
ϕ(fi(x)) =
.
ϕdµ
para µ−q.t.p x∈M.
Sejam {ϕ1, ldots, ϕs} e ! >0 ent˜ao pela igualdade acima temos que existe ni0 para
todo i∈ {1, . . . , s} tal que
|
.
ϕidνk−
.
ϕidµ|!,
para todo n > ni0 onde
νk :=
1 n
n−1
(
j=0
Portanto
νk=
1 n
n−1
(
j=0
δfj(x) →f raca−∗ µ
quando n →+∞.
Referˆ
encias Bibliogr´
aficas
[Castro] A. Castro, -A criterion of generic hyperbolicity based on periodic points, to appear.
[M] R. Ma˜n´e, -An Ergodic Closing Lemma Ann.of Math. , 116, (1982), 503-540.
[Pugh1] C. Pugh,C. Robinson -The C1 Closing Lemma, including Hamiltonians Ergodic Theory Dynam. Systems 3, (1983),2 61-313.
[Pugh2] C. Pugh, -The Closing Lemma , Amer. J. Math. , 89, (1967), 956-1009