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Relatório semestral 1995

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/

RELATO

RI

O

SEMESTRAL

Fundação Getulio Vargas

1995

(2)

sUMÁRIo

1. ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR 1.1 Assembléia Geral

3

1.2 Conselho Curador 4 1.3 Conselho Diretor 5 1.4 Presidência 7 2. DIREÇÃO GERAL 2.1 Diretoria Geral 10

2.2 Divisão Administrativa - DIA 13 2.3 Divisão Financeira - DIF 14

2.4 Divisão de Gestão da Informação - DIGI 16 Arquivo Central 1 7

Biblioteca Central 17 Centro de Informática 17 Editora da FGV 18

Gerência de Sistemas de Acesso ao Público 18 3. INSTITUTOS, ESCOLAS E CENTROS

3.1 Instituto Brasileiro de Economia - IBRE 20

3.2 Escola Brasileira de Administração Pública - EBAP 23

3.3 Escola de Administração de Empresas de São Paulo - EAESP 26 3.4 Escola de Pós-Graduação em Economia - EPGE 31

3.5 Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporâ-nea do Brasil- CPDOC

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1.1 Assembléia Geral

A 49i1 Assembléia Geral Ordinária da Fundação Getulio Vargas,

realizada em 24 de abril de 1995, sob a presidência do dr. Jorge Oscar de Mello Flôres, aprovou, por unanimidade, o Relatório de Atividades e a Prestação de Contas (Balanço) do exercício de 1994, baseada nos pareceres dos Conselhos Curador e Diretor e no laudo do perito con-tador e auditor independente, inclusive no que diz respeito à proposta do Conselho Diretor no sentido de que o déficit de R$1.308.632,23 daquele exercício fosse coberto pelo Fundo Patrimonial até sua repo-sição, em termos reais, no decorrer de 1995.

Também por unanimidade, foi aprovado o ingresso de 36 novos membros na Assembléia, todos tendo contribuído com doações à Fundação superiores ao mínimo estabelecido pelo Conselho Cura-dor, e eleitos por aclamação, para o Conselho Diretor: Vogal

-Roberto de Oliveira Campos, na vaga, por falecimento, de Luiz Simões Lopes; Suplente - Gilberto Dupas, e para o Conselho Cura-dor. Vogais - Roberto Paulo Cezar de Andrade, Brascan Brasil

SI

A, Antonio Monteiro de Castro Filho, Souza Cruz

SI

A, Armando Klabin, Klabin Irmãos & Cia., Carlos Alberto Lenz Cesar Protásio:

Suplentes-Jorge Paulo Lemann, Banco de Investimentos Garantia S.A.; Pedro Henrique Mariani Bittencourt, Banco da Bahia Investimentos S.A.; Lineu de Paula Machado, Banco Boavista S.A.; Roberto Duailibi, DPZ Propaganda S.A. Recondução para vogais - Diogo Lordello de Mello, Edmundo Penna Barbosa da Silva, Gilberto Ulhôa Canto, José Ephim Mindlin e Sindicato de Empresas de Seguros Privados e Capi-talização do RJ.

Três pronunciamentos despertaram interesse na Assembléia Geral: a palestra do vice-presidente da Fundação Getulio Vargas, prof. Mario Henrique Simonsen, sobre o Brasil na fase atual de implementação do Plano Real, com ênfase nos complexos desafios que o plano terá que enfrentar até alcançar as metas que o inspiraram; o da diretora-geral, dra. Celina Vargas do Amaral Peixoto, sobre o projeto Preparação de um novo modelo - FGV Ano 2000; e o do Presidente do Comitê de Desenvolvimento, Conselheiro José Ephim Mindlin, que, após enfati-zar o bom desempenho da Fundação no exercício de 1994 e revelar-se

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tocado, com relação à Fundação Getulio Vargas, pelo mesmo oti-mismo com que o prof. Mario Henrique Simonsen vê o Brasil, enalte-ceu a exposição da diretora-geral e declarou que sua anin1ação, quanto ao sucesso que o programa de fund raising poderá alcançar, levava-o a conclamar os membros da Assembléia Geral para que dis-pensassem a maior colaboração possível ao Comitê de Desenvolvi-mento, ajudando-o a buscar os resultados pretendidos.

1.2 Conselho Curador

A

na

reunião ordinária do Conselho Curador foi realizada no dia 3 de abril de 1995, sob a presidência do vice-presidente, Conselheiro Paulo de Tarso Leal. Participaram da sessão o presidente, a diretora-geral e o diretor financeiro da Fundação, tendo sido, este último, espe-cialmente convidado para expor e comentar a evolução da situação financeira da Instituição nos dois primeiros meses do exercício.

Na ocasião, o Conselho aprovou, por unanimidade, a proposta do presidente da FGV de modificações nos Conselhos Curador e Diretor, para preenchimento de vagas por término de mandato, falecimento ou transferência para o Conselho Consultivo e de ingresso na Assembléia Geral de 12 novos membros; a proposta do Conselheiro Mauro Salles mantendo o valor mínimo de R$2.000,OO para ingresso de pessoa física na Assembléia Geral e elevando para R$100.000,OO o valor mínimo para ingresso de pessoa jurídica na mesma Assembléia; e o parecer do Conselheiro Sérgio Franklin Quintella sobre o Relatório de Atividades e Balanço Geral da Fundação Getulio Vargas referentes ao exercício de 1994, parecer particularmente elogioso ao desempenho das atividades e às contas apresentadas, assinalando, no entanto, que todas as unida-des operativas da FGV, com exceção da EAESP, foram deficitárias e opinando no sentido de que o resultado negativo do exercício fosse financiado pelo Fundo Patrimonial.

Debatida a questão de manutenção da atuação da Fundação, com a intensidade que a caracteriza, somente com recursos do setor pri-vado, concluiu o Conselho Curador pela inviabilidade da exclusivi-dade, tendo o presidente da Fundação, dr. Jorge Oscar de Mello Flôres, emitido opinião no sentido de que o custeio deve ser indepen-dente da subvenção federal, que ficaria reservada a investimentos.

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Acatando a idéia, o Conselheiro Mauro SaBes declarou, inspirado em sua experiência, que à medida que a FGV mostrar que pode ser independente do governo, este, certamente, dar-Ihe-á maior apoio.

1.3 Conselho Diretor

No primeiro semestre de 1995, o Conselho Diretor realizou, presi-didas pelo presidente, dr. Jorge Oscar de Mello Flôres, seis sessôes ordinárias, nas quais, além de questões de natureza administrativo-financeira, foram discutidas as estratégias norteadoras do processo de captação de recursos e de obtenção de equilíbrio financeiro; o posi-cionamento da FGV em relação a seu patrimônio imobiliário e projetos específicos das unidades como, por exemplo, a expansão da escola de São Paulo, utilizando-se o terreno da FGV na rodovia Raposo Tavares e o novo convênio firmado com o governo do estado de São Paulo; e os estudos que vêm sendo desenvolvidos pelo IBRE quanto à viabili-dade de tornar-se a FGV a porta de entrada da ativiviabili-dade de ratíng no Brasil.

Na 437ª sessão, realizada em 23 de janeiro, foi distinguido o prof. Julian Alfonso Magalhães Chacel que, dispensado a pedido, em dezembro de 1994, após 47 anos de dedicação à Fundação Getulio Vargas, fez distribuir a todos os presentes um documento que resumiu verbalmente, tratando de sua atuação e as iniciativas das quais foi o principal articulador e que concorreram para a evolução e prestígio da Fundação. Ao concluir sua narração, o prof. Chacel foi alvo de mani-festações altamente elogiosas do presidente, do vice-presidente, da diretora-geral e conselheiros.

Na ocasião, a diretora-geral, Conselheira Celina Vargas do Amaral Peixoto, comunicou o início, na FGV /Sede, das providências para estruturação e funcionamento das atividades de fund raising que inclui a contratação da consultora norte-americana Goodale Associates Inc. objetivando profissionalizar as atividades de captação de recursos. Na 438i! sessão, realizada no dia 20 de fevereiro, data em que transcorreu o primeiro aniversário do falecimento do idealizador, fun-dador e primeiro presidente da Fundação Getulio Vargas, dr. Luiz Simões Lopes, foi consignada em Ata homenagem em sua memória, por proposta do Conselheiro Manoel Pio Corrêa Jr., e aprovada a cons-tituição de um Fundo de Ampliação de Recursos - FAR, da ordem de

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US$200.000,OO com recursos do Fundo Patrimonial, a serem restituídos com os recursos que serão captados, destinando-se o FAR exclusiva-mente à organização e funcionamento inicial do fund raising.

Na 439i sessão, realizada em 27 de março, o Conselheiro Eugênio

Emílio Staub, também presidente do Conselho de Administração da

EAESP, apresentou estudo preliminar para expansão da escola de São Paulo, utilizando o terreno da FGV na rodovia Raposo Tavares, com-prometendo-se, à vista do interesse demonstrado pelo plenário, a apresentar o projeto do campus na Raposo Tavares, para exame e deli-beração do Conselho Diretor.

Na 440i sessão, realizada em 17 de abril, foi unanimemente

apro-vada a proposta do presidente, já aproapro-vada por unanimidade pelo Conselho Curador, de novos nomes para os Conselhos Curador e Dire-tor, a fim de serem preenchidas vagas por término de mandato, faleci-mento ou transferência para o Conselho Consultivo; o plenário foi, também, informado pelo presidente que o Conselho Curador decidira, em sua 92i sessão, manter o valor mínimo de contribuição de R$2.000,OO para pessoas físicas e elevar para R$100.000,OO o valor mínimo de contribuição para pessoas jurídicas, prevalecendo os novos valores a partir de 111 de maio de 1995 e mantida a correção mensal

desses valores pelo IGP-M.

Na 44Jl! sessão, realizada no dia 22 de maio, o diretor da EAESP, prof. Michael Paul Zeitlin, despediu-se do Conselho Diretor pelo fato de seu mandato de diretor findar-se antes da sessão seguinte, da qual participará seu sucessor, prof. Alain Florent Stempfer. O vice-presi-dente, prof. Mario Henrique Simonsen, acompanhado pelo presidente e pelo Conselheiro José Luiz Miranda - que participa do Conselho de Administração da EAESP - fez registrar em Ata, com aprovação unâ-nime do plenário, um voto de grande apreço e louvor ao diretor da EAESP, prof. Michael Paul Zeitlin.

A 442i sessão, a última do 111 semestre de 1995, realizada no dia 26

de junho, contou com a primeira participação do novo membro do Conselho, Roberto de Oliveira Campos. Na ocasião, foi assinalado que o 1 Q semestre de 1995 será encerrado sem nenhuma contribuição do

governo federal, persistindo, por parte da União, a idéia de serem os recursos deste exercício, já limitados a R$3.600.000,OO, entregues somente através de convênio, para assegurarem contrapartida, produ-tos e serviços a serem fornecidos pela Fundação.

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1.4 Presidência

No 111 semestre de 1995, o presidente, no pleno exercício de suas

atribuições, definidas no art. 911 dos Estatutos, dedicou particular aten-ção à continuidade e aperfeiçoamento das práticas tecnológicas e administrativas que, a partir de 1993, vêm sendo implementadas com êxito na modernização da FGV (incremento da informatização, inte-gração das unidades e dos recursos humanos, administração participa-tiva, planejamento estratégico, descentralização etc.), presidiu a Assembléia Geral, esteve presente à sessão do Conselho Curador, pre-sidiu as reuniões do Conselho Diretor e do Grupo de Coordenação Geral e constituiu o Conselho Consultivo com os seguintes nomes: Abgar RenauIt, Carlos Moacyr Gomes de Almeida, Gilberto Duarte Prado e Rubens D'Almada Horta Pôrto, tendo sido eleitos pela Assem-bléia Geral, após aprovação dos Conselhos Curador e Diretor, os nomes que indicou para preenchimento das vagas nesses Conselhos.

A difícil situação financeira que há anos envolve a Fundação, por força da drástica redução da subvenção que o governo federal repas-sava à Instituição, ainda tem exigido redobrados esforços da adminis-tração superior e dirigentes, assinalando-se que, neste exercício, fin-dou o 111 semestre, sem contribuição da União, embora conste do seu

orçamento dotação da ordem de R$6 milhões consignada à Fundação no orçamento da União. Entendimentos com a União revelaram que o intuito das autoridades é vincular esses recursos a um convênio a ser assinado com a Fundação. Para atender a essa alternativa, a FGV está preparando seu "balanço social" para caracterização, se for exigida contrapartida, da extensão da sua ação tradicional e sistemática em diversificadas atividades de interesse público, ou seja, em trabalhos de pesquisa e divulgação pioneira que, sem remuneração pertinente, atendem a necessidades do governo e da sociedade.

Em sua dinâmica, a Fundação já começa a revelar indícios anima-dores de estar trilhando o caminho de superação da crise, à vista dos resultados que vêm sendo alcançados, tais como aumento da receita operacional, progresso nas providências para implantação do fund

raising, crescimento da produtividade e redução dos custos, graças à

introdução de métodos e procedimentos eliminadores de desperdícios e redutores de gastos, sem prejuízo da qualidade total. No 111 semestre,

a receita operacional da FGV /Sede, como um todo, ainda foi insufici-ente, em cerca de 20%, para atingir os custos de produção, tendo o

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déficit sido coberto com o resultado plenamente satisfatório das apli-cações financeiras. Exceções mais significativas à regra, foram a EBAP, com superávit da ordem de 45%, e a EPGE, com superávit da ordem de 20%. Com relação à participação do setor privado, estimada em R$2,5 milhões no exercício, o fund raising contribuiu apenas com 6% daquele valor, em razão da etapa de estruturação e marketing em que se encontra.

No tocante ao patrimônio imobiliário, destacam-se: o projeto, con-tratado com o arquiteto Oscar Niemeyer, do empreendimento a ser construído no terreno da Praia de Botafogo, está em estágio final de aprovação pela Prefeitura; as negociações com a VER], relativas à pro-priedade da Fundação em Friburgo, já estão na fase de discussão da avaliação procedida por aquela universidade.

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2

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2.1 Diretoria Geral

Ao longo deste semestre, realizaram-se várias reuniões do Grupo de Coordenação Geral (GCG), direcionadas, sobretudo, para a refle-xão do novo modelo FGV Ano 2000, que permitirá à Fundação cum-prir seu papel de produtora de bens e serviços voltados para a área governamental e para segmentos específicos da sociedade, sempre mantendo sua qualidade acadêmica e sua capacidade de gerar recur-sos externos.

Para atingir essas metas, foram adotadas, nos últimos três anos, medidas de forte impacto para correção dos desequilíbrios financeiros a curto prazo e, em paralelo, procurou-se incentivar a melhoria da produtividade e o estímulo à geração de receitas operacionais. Como resultados positivos desses esforços, cabe mencionar a queda substan-tiva do déficit do exercício de 1993 em relação a 1994 e o aumento das receitas operacionais no montante de US$11.556.700.

No entanto, essas medidas não são suficientes para garantir o pro-cesso de modernização da instituição, uma vez que a FGV é antes de tudo produtora de bens públicos e, por definição, nunca será comple-tamente independente das dotações governamentais.

Essa realidade exige não só um redimensionamento de atividades, mas também a busca de parceria com o setor privado para recompor seu fundo patrimonial e investir na modernização tecnológica e de infra-estrutura, além do contínuo aperfeiçoamento de recursos huma-nos.

Dando prosseguimento à estruturação e operacionalização das ati-vidades de captação de recursos externos na FGV, a diretora-geral e o diretor financeiro participaram, em fevereiro deste ano, do seminário Externai Resource Development Seminar, promovido pela American Assembly of Collegiate Schools of Business, em Washington D.e. Esse curso, realizado anualmente, tem por objetivo oferecer treinamento para reitores de business school e profissionais da área de desenvolvi-mento de recursos financeiros de entidades sem fins lucrativos.

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Além disso, criou-se, nos moldes do núcleo de fund raising da EAESP, uma Assessoria de Desenvolvimento, constituída por três pro-fissionais, para realizar tarefas básicas de sistematização, informatiza-ção, divulgação e marketing institucional.

Em março deste ano, a consultora norte-americana em fund rai-sing, Toni Goodale, especialmente contratada pela Fundação Getulio Vargas para capacitar pessoal nesta área de conhecimento relativa-mente nova no Brasil, ministrou um curso intensivo sobre as diversas etapas de estudo, elaboração e implementação de campanhas de arre-cadação de fundos para representantes de todas as unidades da FGV e alguns de seus diretores, além da equipe da Assessoria de Desenvolvi-mento.

Ainda que em fase inicial de funcionamento desse novo núcleo, a FGV obteve alguns resultados na captação de recursos da iniciativa privada para reformas de salas de aula, auditórios, patrocínio de publi-cações e eventos. Esse programa tem contado com a colaboração dos membros do Comitê de Desenvolvimento, integrado pelos drs. José Mindlim, Antonio Monteiro de Castro Filho, Armando Klabin, Fer-nando Moreira Salles, Mauro Salles, Manoel FerFer-nando Thompson Motta, José Luiz Miranda e Roberto Paulo Cezar de Andrade, membros dos Conselhos Curador e Diretor.

a

Centro de Economia Mundial promoveu ao longo do semestre três seminários internacionais, enfocando temas diversos como a crise do México e suas repercussões para a América Latina, o boom econô-mico do Leste asiático, políticas tributárias e a unificação x fragmenta-ção no mundo pós-Guerra Fria. A programafragmenta-ção encerrou-se com a realização da I Conferência Internacional do Banco Mundial para o Desenvolvimento da An1érica Latina e do Caribe, que reuniu técnicos e diretores do Banco Mundial, personalidades do meio político e aca-dêmico de diversos países em torno de questões como o papel do Estado no século XXI, desigualdades, pobreza e participação social, reforma educacional e a inserção da América Latina e do Caribe na economia mundial.

Dentre os contatos com diversos organismos internacionais que promovem programas de intercâmbio técnico e cooperação institucio-nal com a FGV, destacam-se as visitas feitas nos EUA pela Direção Geral com o Inter-American Dialogue, a Andrew Mellon Foundation e a Ford Foundation, que manifestaram interesse em apoiar projetos nas

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--áreas de educação, informatização e linhas de pesquisa em ação social.

A Fundação Getulio Vargas recebeu também a visita de Adel~ Sim-mons, presidente da Fundação MacArthur, sétima maior fundação dos EUA. O Brasil é um dos poucos países, além da Rússia, Nigéria, México e Índia, onde a MacArthur possui escritório próprio, contando em sua lista de beneficiados entidades com sólida expressão nacional como a Fundação Carlos Chagas.

Por fim, a Fundação Getulio Vargas encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal um Termo de Referência para apresentação de proposta de administração do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), gerido pelo Banco Mundial, com recursos na ordem de US$20 milhões alocados no Pro-jeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio). O objetivo desse projeto é promover e apoiar par-cerias entre o governo, organizações sem fins lucrativos, instituições acadêmicas e o setor empresarial para melhorar a conservação e o uso sustentável da biodiversidade no Brasil.

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2.2 Divisão Administrativa - DIA

o

primeiro semestre de 1995 foi, para a Divisão Administrativa, marcado especialmente pela efetiva implantação de dois grandes jetos de substancial importância para toda a Instituição, a saber: pro-cessamento da folha de pagamento em microcomputadores, através do sistema RMFOLHA, e a elaboração de Políticas, Normas e Procedi-mentos para Aquisição de Material e Contratação de Serviços. Paralela-mente, encontra-se em fase de execução o projeto de modernização das rotinas operacionais da Divisão Administrativa, objetivando não só a racionalização das mesmas, bem como a melhoria da qualidade de atendimento de nossos clientes internos.

Estes projetos marcam o ínicio de uma nova etapa na moderniza-ção administrativa da Instituimoderniza-ção, etapa esta cujo principal objetivo é dar maior autonomia às unidades substantivas e agilizar os procedi-mentos nos quais o apoio da DIA se faz necessário.

Complementarmente, foi dado prosseguimento ao desenvolvi-mento do sistema de avaliação para professores e pesquisadores bus-cando identificar e premiar os que se destacaram em suas atividades durante um período preestabelecido. Neste sentido, cabe observar que, em decorrência do processo de concessão de mérito aos funcio-nários que mais se destacaram na contribuição do desenvolvimento de suas respectivas áreas, foram agraciados 224 funcionários da FGV. Buscando atender às solicitações dos órgãos da FGV, no primeiro semestre do corrente ano, 198 funcionários foram encaminhados para cursos internos e externos.

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2.3 Divisão Financeira - DIF

De conformidade com o Relatório Gerencial levantado, concer-nente às atividades realizadas no I/Semestre/95 e encaminhado aos Senhores Membros do Conselho Diretor e aos responsáveis pelas diversas Unidades da FGV, a Execução Orçamentária apresenta resul-tado positivo.

Esta performance deve-se:

1 - a uma pronta resposta das Unidades, traduzida no incremento de atividades com a conseqüente geração adicional de recursos e maior controle dos gastos;

2 - à situação conjuntural da economia que, praticando altas taxas de juros, vem proporcionando a geração de receita líquida financeira acima da previsão orçamentária (FGV /Sede/Previsão/95 = 2.560.546,00 UFGV - Realização I/Semestre/95 = 2.916.214,13 UFGV).

Tomando-se como base o desempenho da FGV /Sede, que se encontra na moeda UFGV, apresenta o confronto com igual período do exercício de 1994, as seguintes variações:

1. Despesa

Pessoal - Retração de 14,90% Material de Consumo - Incremento de 85,890/Ó Serviços de Terceiros e Encargos - Incremento de 44,13% Bolsas de Estudo etc. - Incremento de 31,25% Investimentos - Incremento de 86,93% Despesa Total - Incremento de 6,36%

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2. Receita

Receitas Imobiliárias - Incremento de 22,51% . Receita Financeira - Incremento de 81,501>;& Retiradas de Fundos - Retração de 65,95% Receita Operacional - Incremento de 75,94%

Fund Raising - Retração de 35,85% Receita Total - Incremento de 52,48%

Desta forma, mantida pelas Unidades suas performances e caso persista a política governamental de taxas de juros em patamares superiores, de forma significativa, aos índices de inflação, ter-se-ão condições de fazer face às retrações de receitas (Fund

raising/95-Pre-visão: 1.500.000,00 UFGV/Realização I1Semestre/95 = 120.338,97 UFGV/ Subvenção/95-Previsão: 4.000.000,00 UFGV - Realização: Repasses mensais a partir de ago./95. A subvenção total aprovada pelo governo monta a R$3.600.000,00 e que a preços de 3-7-1995, corresponde a 2.837.950,22 UFGV) e ainda gerar excedente de modo a amortizar parte das perdas do Fundo Patrimonial nos exercícios de 1993 e 1994.

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2.4 Divisão de Gestão da Informação - DIGI

Criada em agosto de 1994, a DIGI tem como missão

prin-cipal a introdução das novas tecnologias da informação na FGV tendo em vista sua modernização e capacitação tecnológica. Como órgão executor do Plano Diretor de Informática-PDI da FGV, a DIGI é responsável pela insta-lação e manutenção de sua rede de computadores, pelo desenvolvimento de. novos sistemas e bancas de dados, pelo treinamento dos técnicos e usuários destes sistemas, pelo suporte técnico e pela melhoria das condições de acesso à informação.

As atividades desenvolvidas pela Divisão de Gestão da Informa-ção, através de suas subunidades, neste primeiro semestre de 1995 refletem o processo de reestruturação e modernização tecnológica e organizacional iniciado em 1994.

Neste sentido, e no que se refere à introdução de novas tecnologias de informação, forte impulso foi dado ao projeto de migração -tanto no âmbito das atividades desenvolvidas pelo Centro de Informá-tica quanto as voltadas para os sistemas de acesso público - , foi con-cluído o projeto de recabeamento da rede de microcomputadores da FGV e já se encontra em fase de teste o sistema de automação implan-tado na Biblioteca Central.

Na esfera editorial, ênfase foi dada aos estudos voltados à reestru-turação do Conselho Editorial da FGV, tendo sido submetido à aprova-ção da Administraaprova-ção Superior proposta no sentido da criaaprova-ção de edi-torias executivas responsáveis por definir a linha editorial e o pro-grama anual de publicações. Finalmente, no que diz respeito às atividades desenvolvidas pelo Arquivo Central, teve início uma nova área de atuação, a de treinamento e assessoria técnica, que vem sendo implementada através da intensa participação dos profissionais do arquivo em cursos oferecidos por outras instituições e de convênios específicos.

Buscando incrementar a esfera de atuação da Divisão, foi criada, no final do primeiro semestre de 1995, a Gerência de Sistemas de

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Informação, que tem como missão coordenar as atividades de dissemi-nação de informações, ensino e consultoria.

As principais ações desenvolvidas no âmbito da divisão no período a que se refere este Relatório são detalhadas a seguir.

Arquivo Central

Paralelamente ao continuado processo de avalição e guarda da documentação de valor histórico, jurídico, técnico e administrativo da FGV, o Arquivo Central, procurando ampliar suas áreas de atuação, tem estimulado a participação de seus profissionais em seminários e cursos promovidos por outras instituições, e firmou contrato com a Golden Cross Assistência Internacional de Saúde para a prestação de serviços visando o trabalho de gestão de documentos, destinação e organização de seu acervo permanente.

Biblioteca Central

A Biblioteca Central da FGV desenvolveu atividades inerentes à sua finalidade, e teve possibilidade e condições de implementar novos serviços e instalar novas tecnologias como o Alerta Bibliográfico on-líne e o Código de Barras para o serviço de empréstimo. Ao mesmo tempo, no que se refere ao processo de aquisição de publicações -responsável pelo desenvolvimento e atualização do acervo bibliográ-fico da FGV - foram estabelecidos novos procedimentos visando um maior e mais permanente contato com os usuários.

Centro de Informática

O ponto central das atividades do Centro de Informática neste pri-meiro semestre de 1995 foi a migração, tanto do ponto de vista da transferência dos sistemas de processamento para a nova plataforma cliente-servidor, como no que diz respeito à rede de microcomputado-res. Neste sentido, foi concluída a primeira fase do projeto de recabea-mento, que incluiu a transferência do CIN para o sexto andar do edifí-cio-sede e a instalação de 240 pontos de rede dentro de uma nova estrutura tecnológica. Com relação aos sistemas de processamento, o trabalho de migração vem se desenvolvendo dentro do cronograma proposto havendo, porém, pequeno atraso no desenvolvimento de novos sistemas.

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Editora da FGV

No âmbito da Editora, neste primeiro semestre de 1995, foi dada atenção especial aos mecanismos de controle e alocação de custos, enquanto instrumento de aferição da produtividade da unidade e parâmetro para a imputação dos custos de tarefas que a Editora desen-volve em parceria com outros órgãos da FGV, como Conjuntura Eco-nômica, Agroanalysis, RAPe RBE. Paralelamente, na área de vendas, a atuação da Gerência Comercial foi no sentido de contratar novas representações comerciais para o agenciamento de publicidade, a venda de assinaturas e a distribuição de livros. Finalmente, em decor-rência de acordo firmado pela EBAP com a Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais, a Editora prestou assessoria técnica à Secreta-ria de Educação daquele estado na licitação para a compra de livros escolares.

Gerência de Sistemas de Acesso ao Público

Os trabalhos desenvolvidos no âmbito da GSAP foram fortemente marcados pela reestruturação da Rede Bibliodata, tanto no que diz res-peito a aspectos tecnológicos e contratuais quanto ao próprio relacio-namento da FGV com as instituições participantes da Rede. Neste sen-tido, e de acordo com a nova política que prevê o fortalecimento da Rede via melhoria dos serviços oferecidos, foi elaborado, e submetido

à Fundação Mellon, um programa de trabalho voltado para a capacita-ção tecnológica das bibliotecas cooperantes. Ao mesmo tempo, foi dada continuidade à migração da base de dados Calco, sistema utili-zado no processo de catalogação cooperativa, para a nova plataforma computacional.

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3.1 Instituto Brasileiro de Economia - mRE

o

Instituto Brasileiro de Economia, criado em 1951, além de importante centro de geração de índices ou indi-cadores econômicos, constitui-se em um grande labora-tório de pesquisas sobre economia aplicada, de caráter analítico e intetpretativo. Suas atividades, desenvolvidas através de cinco centros de estudo, vêm sendo rejormula-das no sentido de melhor se adequar às necessidades de empresas, órgãos governamentais e agências internacio-nais, bem como com vistas a incrementar a participação de seus técnicos nas discussões sobre política econômica de curto e longo prazos no Brasil.

o

Instituto Brasileiro de Economia continua implementando novas atividades com o intuito de buscar sua auto-suficiência finan-ceira. No primeiro semestre de 1995 todos os seus Centros empenha-ram-se em encontrar projetos e oportunidades de trabalho que venham a permitir que este objetivo seja alcançado.

Dentre estas atividades, salientam-se os esforços do Centro de Estudos de Preços em diversificar suas fontes de receita que, até então, encontravam-se muito concentradas nos índices gerais de preços, notadamente o IGP-M e o serviço de divulgação Index. A diversifica-ção vem ocorrendo também através do aumento das receitas dos demais Centros. Uma clara tendência neste sentido já se faz observar e deverá diminuir a fragilidade financeira do IBRE como um todo. Den-tro desta linha, devem ser citados os esforços que vêm sendo desen-volvidos para o estabelecimento do projeto de rating, o qual recebeu uma primeira aprovação do Conselho Diretor da FGV em sua reunião de junho de 1995. As negociações com potenciais sócios continuam e espera-se que estejam concluídas no decorrer deste ano. Outras ativi-dades desta natureza desenvolvidas ou em andamento no primeiro semestre de 1995 incluem: trabalho, em colaboração com o Banco Mundial, de análise das práticas ambientais em diversos estados da federação; contrato com o Sebrae para a realização da Sondagem Con-juntural da Agropecuária; e a expressiva dinamização do Banco de Dados com o lançamento da Conjuntura Eletrônica.

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A seguir é apresentado um resumo das atividades dos diversos Centros neste primeiro semestre.

Banco de Dados

Este Centro vem atuando em três áreas: acesso on-Iine a Banco de Dados (Áries On-line); disseminação de dados em meio magnético (Conjuntura Eletrônica) e atendimento a variados pedidos de dados (Áries Avulso). Como resultado da reestruturação pela qual passou desde meados de 1994, a função de comercialização tornou-se priori-tária. Nessa linha, o BD tem-se dedicado intensamente à divulgação de seus serviços, tarefa essencial para a expansão do faturamento alme-jado.

Conjuntura Econômica

A racionalização dos procedimentos de comercialização, produ-ção e distribuiprodu-ção da revista continua. Tarefas que vinham sendo desempenhadas pela Editora foram absorvidas pela Redação. Da mesma forma, continua em curso a reavaliação do conteúdo editorial, procurando atingir um público leitor mais amplo sem prejuízo da qua-lidade técnica dos trabalhos. Por outro lado, buscou-se incrementar a atividade comercial, tendo-se, para isso, contratado gerente comercial e dado início a diversas ações visando aumentos de receitas de assina-turas, publicidade e vendas avulsas.

Centro de Estudos Agrícolas

o

Centro de Estudos Agrícolas buscou consolidar o desempenho da revista Agroanalysis, reestruturando a atividade comercial, aumen-tando sua presença em eventos e seminários, e mediante o envio de mala direta, com o objetivo de dobrar o número de assinantes. Foram renovados ou ampliados os contratos para fornecimento de índices de preços à Conab, BNB, Receita Federal, estando em andamento negoci-ação com o Incra. Foram assinados contratos com a Caserj para o desenvolvimento de dois projetos e um contrato com o Banco Mun-dial, estando em fase de conclusão um convênio com o Ministério da Saúde e um curso para o DTIT do Ministério da Indústria e Comércio.

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Centro de Estudos de Empresas

O Centro apresentou suas pesquisas regulares, a saber Os 100 Maiores Bancos e As 500 Maiores Empresas. Além disto, o projeto Basa (Banco do Estado do Amazonas) foi iniciado em fevereiro de 1995 e está sendo executado regularmente. No que se refere ao projeto de avaliação de rating, desenvolveram-se estudos e avançou-se nas negociações para a implantação da atividade.

Centro de Estudos de Economia e Governo

O Centro desenvolveu atividades de acompanhamento conjuntu-ral nas áreas fiscal, internacional e de mercado de trabalho. Foram ela-borados trabalhos essenciais em cada uma dessas áreas e iniciou-se um estudo abrangendo aspectos diversos do Mercosul.

Centro de Estudos de Preços

As atividades do Centro foram significativamente ampliadas neste primeiro semestre. Além da renovação dos contratos já em execução, novos contratos foram assinados, destacando-se, entre outros, o Adita-mento ao Contrato do Banco Central, para o levantaAdita-mento de estrutu-ras de pesos dessazonalizados para o IPC e IPA, e iniciado novo con-trato com a Eletrobrás, para o desenvolvimento do Banco de Preços para o setor elétrico. E, como mais importante, o contrato assinado no início do ano com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, para o acompanhamento de preços de produtos e serviços adquiridos em larga escala por aquela entidade, nas áreas da educação, saúde, cons-trução civil e despesas gerais, cujo objetivo é balizar as licitações reali-zadas para aquisição daqueles bens.

Centro de Estudos Tendenciais

As atividades do IBRE/CET no primeiro semestre consistiram, em parte, na continuação das pesquisas de Sondagem Conjuntural junto à

indústria de transformação, ao setor de construção, ao comércio vare-jista e ao setor serviços. Por outro lado, iniciou-se a implementação do projeto da Sondagem Agropecuária, a realizar-se junto aos micros e pequenos estabelecimentos agropecuários, e deu-se seqüência a negociações para fim de patrocínio da pesquisa de Sondagem junto ao Consumidor, a ser implantada.

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3.2 Escola Brasileira de Administração Pública - EBAP

Com o objetivo de desenvolver programas de educação avançada em administração pública, a EBAP, criada em 1952, promove cursos em nível de pás-graduação, dedica-se à produção e à difusão de conhecimentos e presta consultoria técnica a organizações governamen-tais e não-governamengovernamen-tais.

Do ponto de vista do processo de gestão, o primeiro semestre de 1995 foi marcado pela execução da primeira parte do programa de revitalização física da EBAP, envolvendo a reforma de 10 salas de aula localizadas no 3Q

andar do edifício-sede da FGV, e pela revisão do Regimento Interno da Escola, com vistas a adequá-lo aos novos desa-fios de caráter estratégico, tático e operacional. O Regimento Interno foi submetido ao presidente da FGV em 29-6-1995.

As ações na área de ensino, pesquisa e consultoria técnica, parcial-mente financiadas através de acordos firmados com instituições públi-cas e privadas, se deram no contexto dos cinco grandes programas que integram a estrutura organizacional definida para a FGVem 1994, e são, a seguir, detalhadas.

Produção do Conhecimento Científico e Formação Acadêmica

O Curso de Mestrado em Administração Pública contou com um total de 75 alunos integralizando créditos e 48 em trabalho de disserta-ção. A aula inaugural foi proferida pelo ministro Bresser Pereira sobre o tema Reforma do Estado. Foi admitida uma nova turma de 37 alunos, sendo cinco estrangeiros. Durante o semestre foram aprovadas duas dissertações.

O Projeto de Incentivo à Produção em Administração (Pipa) apro-vou a concessão de dois projetos para produção de Monografias de Administração (MAD).

Ênfase foi dada à atividade de Aperfeiçoamento Docente, tendo a Escola três professores vinculados, em tempo integral, a programas de doutoramento, sendo um no país e dois no exterior, além de outros 23

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cinco que continuam trabalhando em seus programas de doutora-mento mantendo suas atividades regulares na Escola.

De grande significado para a Escola, neste primeiro semestre de 1995, foi o início formal da implantação do Curso de Doutorado em Administração da EBAP.

Desenvolvimento do Setor Empresarial Brasileiro

Além da execução da programação do Programa de Educação Continuada em Administração de Empresas (CADEMP), no Rio de Janeiro, cabe ressaltar a realização de nove cursos de pós-graduação em nível de especialização (360 hs/aula), principalmente em Manaus e Brasília, além dos trabalhos de preparação para o lançamento do Curso de Gestão Empresarial para Jovens Graduados, a ser iniciado ao longo do segundo semestre.

Quanto às atividades de pesquisa, encontra-se em negociação junto à Finep o novo projeto Produtec 11; Técnicas Gerenciais Contem-porâneas, Seletividade de Mão-de-Obra e Qualificação do Emprego em Empresas Atuantes no Eixo Rio-São Paulo, e continuam em negoci-ação os projetos: Gestão de Políticas de Educnegoci-ação Profissional Volta-das para a Criação de Empregos a Nível Local, em parceria EBAP I

Coppe/UFRJ; e Análise da Relação Ensino-Indústria no Município de Manaus, através do Acordo FGV/EBAP/ISAE.

Modernização do Estado e da Administração Pública

Na área de ensino cabe destacar a manutenção de sete turmas do Curso Intensivo de Pós-Graduação em Administração Pública-Cipad, nas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Manaus e Brasília. Além de vários cursos de curta duração organizados para atender demandas de empresas e organizações governamentais, merece destaque a realiza-ção de quatro grandes programas de treinamento avançado organiza-dos para a Telerj, a Eletrobrás, o Banco Central e o Banco do Brasil.

Paralelamente, no âmbito desse Programa, encontram-se em andamento seis projetos, sendo um através de convênio com o Ipeal Pnud, foram desenvolvidas intensas negociações visando a prestação de consultoria técnica a diferentes instituições e deu-se continuidade ao Acordo de Cooperação entre a EBAP e o Curso de Política, Estraté-gia e Alta Administração do Exército, da Escola de Comando e

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Estado-Maior do Exército, com a participação de cinco professores da Escola no referido curso.

Resgate, Produção e Divulgação de Informações

No primeiro semestre do corrente ano, foram editados dois núme-ros da Revista de Administração Pública, que conta atualmente com 2.261 assinaturas, e, dando prosseguimento ao Programa de Estudos em Gestão Social (Pegs), está sendo desenvolvido o projeto Elabora-ção de um Banco de Dados, consistindo num Sistema de Informações Bibliográficas, que será acessado através da Internet pelos acadêmi-cos, várias ONG e outros interessados na troca de informações sobre Gestão Social.

Intercâmbio e Inserção do País no Cenário Internacional

Na esfera internacional, teve continuidade o Acordo de Coopera-ção da EBAP com o Instituto Nacional de AdministraCoopera-ção de Portugal, em vigor desde 1982, e registrou-se a participação de três professores da Escola em eventos/programas no exterior ao longo do primeiro semestre.

Paralelamente, continuaram as negociações junto à Fundação Ale-xandre de Gusmão, do Ministério das Relações Exteriores, para identi-ficar apoios para a implantação do Fórum sobre Gestão Pública e Pro-blemas de Governo para a América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, e deu-se continuidade ao acordo de Cooperação entre a EBAP e o Ins-tituto Nicaragüense de Administração Pública-Inap, com a ida de um professor da Escola para desenvolver um programa educacional naquela Instituição. Nesse sentido desenvolveram-se entendimentos entre a Escola, o Inap e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil para o estabelecimento de um Twinning Agreement, visando a implantação de um programa de mestrado em administração pública no Inap com o apoio da EBAP.

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3.3 Escola de Administração de Empresas de São Paulo

-EAESP

A EAESp, criada em 1954, tem como missão desenvolvere disseminar conhecimentos no terreno dos negócios públi-cos e privados, manter excelência na qualidade de

ensino, produção acadêmica e pesquisa, e publicar o

resultado de suas pesquisas, assim como trabalhos de interesse para outras instituições, nas áreas de adminis-tração e economia.

No primeiro semestre de 1995, a EAESP deu prosseguimento, paralelamente às suas atividades regulares de ensino, pesquisa, con-sultoria e publicação, aos projetos de busca do equilíbrio financeiro, de melhoria da qualidade do ensino, de aperfeiçoamento de seu corpo docente e administrativo e de modernização de suas instalações físicas.

No tocante a cursos regulares, merece ser destacada a introdução do novo currículo para o curso de graduação, para as turmas admiti-das a partir do vestibular de 1995, para o qual 2.786 candidatos dispu-taram as 200 vagas para as modalidades de administração de empresas e de administração pública. A nova proposta curricular, concebida dentro dos padrões recomendados pelo Conselho Federal de Educa-ção, quando da aprovação do novo currículo mínimo para o curso de administração, terá o acompanhamento permanente de uma comissão nomeada especificamente para esse fim. O curso de graduação, que contou com um total de 1.580 matrículas, diplomou, no final deste semestre, 151 novos bacharéis em administração de empresas e 40 em administração pública.

Quanto ao Curso de Pós-Graduação stricto sensu, oito doutoran-dos em administração de empresas e dois em economia de empresas, mais 22 mestrandos em administração de empresas, nove em adminis-tração pública e dois em economia de empresas obtiveram, mediante aprovação de suas teses e dissertações, seus títulos de doutor e de mestre. No programa, que teve a participação de 515 alunos matricula-dos, foram admitidos 26 novos candidatos para os dois cursos de dou-torado e 66 para os três cursos de mestrado.

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A EAESP expediu ainda 161 certificados de conclusão de Especia-lização em Administração, tendo atendido a 3.163 alunos em seus pro-gramas de pós-graduação lato sensu e de educação continuada.

Dentro dos programas de intercâmbio internacional, a EAESP enviou 10 alunos para nove universidades do exterior, enquanto 17 estudantes provenientes de instituições estrangeiras foram recebidos em nossos cursos de graduação e pós-graduação.

Referindo-se ainda à área acadêmica, deve ser destacada a inaugu-ração do projeto Ensino a Distância, em sua fase internacional, com a transmissão, através do sistema de teleconferência, de uma aula profe-rida por professores do ITC-International Training Center, da San Diego State University.

Valiosa contribuição, no sentido de promover o aperfeiçoamento do corpo docente, está sendo proporcionada pela Central de Casos da EAESP, ao promover, pela segunda vez, workshop sobre A Didática do Método do Caso, conduzido pelo prof. Michiel R. Leenders, da Wes-tern Business School, da University of WesWes-tern Ontario, Canadá.

Objetivando incentivar e premiar alunos de graduação pelo seu desempenho acadêmico, a Escola instituiu o Quadro de Honra do Curso de Graduação, do qual farão parte os melhores alunos de cada turma, selecionados de acordo com um rigoroso critério de avaliação. Os estudantes contemplados terão ainda a premiação registrada em seu histórico escolar.

Com referência ainda ao desempenho dos alunos da EAESP, deve ser destacada a classificação obtida por um grupo de pós-graduandos da Escola, cujo projeto foi incluído entre os cinco vencedores do Moot

Corp - concurso para selecionar projetos de desenvolvimento de novos negócios em nível mundial - promovido pela University of Texas at Austin.

A importância da EAESP no cenário acadêmico internacional pode também ser avaliada pelas relações com a Fundação Ford. A EAESP foi escolhida pela Fundação Ford, após avaliação de várias escolas de administração, de ciência política, entidades e instituições que atuam na área pública no Brasil, para preparar proposta para um programa de identificação e premiação de inovações de governo em âmbito sub-nacional. Trata-se de um projeto em desenvolvimento nos EUA, há 10 anos, pela Kennedy School of Government, da Universidade de Har-vard.

(29)

o

Centro de Estudos do Terceiro Setor (Cets-EAESP) passou a con-tar com o apoio institucional da Fundação W. K. Kellogg, suporte de grande relevância para o desenvolvimento de seus objetivos de quali-ficar conselheiros, executivos, administradores e técnicos que atuam em entidades não-lucrativas e não-governamentais.

Diversos eventos foram promovidos ao longo do semestre, pelos Centros de Estudo, dentre os quais registra-se a realização de mesa redonda abordando o tema Para além do mercado e do Estado: o Ter-ceiro Setor nas mudanças sociais, promovida pelo Centro de Estudos do Terceiro Setor (Cets-EAESP), em conjunto com a Associação Brasi-leira de Organizações Não-Governamentais (Abong); palestra sobre o

Estágio atual da ISO 14000 (normalização ambienta!), realizada pelo Centro de Estudos do Meio Ambiente (Ceama-EAESP), com o apoio do Natad-EAESP; palestra intitulada Modes de Gestion et Santé et Securité au Travail, proferida pelo prof. Jean François Chanlat, da École des Hautes Études Commerciales, do Canadá, sob os auspícios do Centro de Estudos e Pesquisa do Trabalho (CEPT-EAESP).

Merecem também ser mencionados, dentre os eventos promovi-dos pela EAESP, palestra do professor visitante da Universidade de Bolonha, Tito Conti, enfocando o tema Self-assesment and process management; journal Writers Workshop, promovido pelo NPP e ministrado pelo diretor da MCB University, Gordon Wills; Seminário Marketing Best de 1995, com a participação de empresas renomadas dos mais diversos segmentos, sobre o tema As empresas ganhadoras do maior prêmio de marketingfalam de suas estratégias e campanhas publicitárias; palestra de José Martins sobre O poder da imagem - o

fortalecimento da imagem da marca pelo uso estratégico das emo-ções; debate Viabilizando a administração pública brasileira I!, orga-nizado pela Consultoria Júnior Pública-FGV, em continuidade ao ciclo de palestras sobre o tema, iniciado em 1994; seminário sobre Aspectos da questão tributária no Brasil; seminário Repensando o profISSional do Século XXI-pessoas em ambiente de mudança.

A EAESP sediou ainda a exposição do artista plástico e escultor Victor Brecheret, sob o patrocínio da Philips do Brasil; o I Eread Encontro de Estudantes de Administração, organizado pelo DAGV -Diretório Acadêmico Getúlio Vargas e Centro Acadêmico Visconde de Cairu, da FEA-USP; os lançamentos do livro Administração rural (Série Educação Continuada EAESP-FGV), de autoria de Guilherme Leite da Silva Dias, Roberto Rodrigues e Antonio Carlos Kfouri Aidar,

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da Editora Paulicéia, e do livro de autoria de Saul Bekin, Conversando sobre Endomarketing, editado pela Makron Books.

Merece também registro a participação do diretor, prof. Michael Paul Zeitlin, no I Seminário Nacional das Universidades Comunitárias, realizado na Universidade de Caxias do Sul, onde expôs sua experiên-cia em Fund Raising para 23 reitores de universidades brasileiras.

No que se refere a desenvolvimento de pesquisas, 14 projetos de pesquisa foram concluídos, enquanto 34 encontram-se em anda-mento, dos quais 18 iniciados neste semestre.

Na área de consultoria técnica, o Natad - Núcleo de Assessoria Técnica e Administrativa - dedicou-se ao desenvolvimento de 23 pro-jetos, dos quais oito foram concluídos neste período.

A Congregação da Escola aprovou ainda, em sua reunião de 4 de abril, propostas subscritas por seus membros, para concessão de título de Professor Emérito aos professores recentemente aposentados Anto-nio Angarita Silva, Gustavo de Sá e Silva, Polia Lerner Hamburger e Orlando Figueiredo (in memoriam).

A campanha de arrecadação de fundos, dinamizada em 1994 com a criação da Assessoria de Desenvolvimento, ganhou novo impulso com o lançamento da Campanha Fundo de Bolsas da EAESPFGV

-Todo Mundo Sai Lucrando e com a instituição do Fundo de Ex-Alu-nos, destinado a captar recursos para o desenvolvimento de diversos segmentos da Escola, dentre eles o Fundo de Bolsas, Fundo de Obras, Fundo Patrimonial, programas de intercâmbio, aquisição de material bibliográfico e equipamentos. Novas parcerias se estabeleceram, resultando em patrocínio de mais seis salas de aula, de um laboratório de informática equipado com 30 computadores e softwares, de termi-nais de computador ligados on-line com a Bolsa de Valores e a BM&F, do ambulatório médico, da gráfica, de bolsas de estudo e de seguro educacional para alunos de graduação, verbas para o programa de intercâmbio internacional e doações para o Fundo de Bolsas. São as seguintes as entidades que contribuíram para a concretização desses empreendimentos: prof. Ary Oswaldo Mattos Filho, Grupo Garantia, General Motors, Banco Bandeirantes, Bovespa, BM&F, ltautec, Amil, Odebrecht, Gradiente e Xerox.

Vale ainda mencionar a celebração de novo convênio com o governo do estado de São Paulo, para a realização, na EAESP, de ativi-dades de ensino da administração pública nos níveis de graduação e

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pós-graduação e de pesquisa científica aplicada à administração pública.

Finalmente, as eleições de listas tríplices para escolha do diretor da EAESP e de seus vice-diretores, pela Congregação da Escola, consti-tuíram eventos de grande significância, no primeiro semestre de 1995. Designou-se diretor por quatro anos, mediante portaria do presidente da Fundação Getulio Vargas, o prof. Alain Florent Stempfer, que assu-miu o cargo em 16 de junho. Foram por ele designados o vice-diretor acadêmico e o vice-diretor administrativo, respectivamente, prof. Wil-ton de Oliveira Bussab e prof. Domingo Zurron Ocio. A cerimônia de transmissão do cargo de diretor contou com a presença de inúmeras figuras de destaque no meio cultural, empresarial e político, dentre eles o governador do estado de São Paulo, secretários de Estado e rei-tores de universidades.

Por iniciativa do então diretor, prof. Michael Zeitlin, um grupo de 25 pessoas, ocupantes de cargos acadêmicos e administrativos, reuniu-se durante um final de reuniu-semana, em maio, na estância de Itu, com o objetivo de apresentar aos membros da nova diretoria um relato dos trabalhos realizados em suas respectivas áreas de atuação, bem como dos projetos em andamento e em estudo.

(32)

3.4 Escola de Pós-Graduação em Economia - EPGE

Fundada em 1960, originariamente com o nome de Cen-tro de Aperfeiçoamento de Economistas (CAE), a Escola de Pós-Graduação em Economia tem por objetivo formar mestres e doutores em economia, com alto nível técnico e capacitados a atuar e desenvolver pesquisas em órgãos públicos, privados e universidades. A EPGE se dedica ainda ã realização de cursos de pós-graduação lato sensu e ã prestação de assessoria econômica a entidades governamentais diversas.

A Escola iniciou suas atividades do ano em 4 de janeiro de 1995, oferecendo um curso de reciclagem em matemática para os alunos matriculados através da seleção Associação Nacional de Pós-Gradua-ção em Economia (Anpec), cujas aulas oficiais tiveram início em 17 de janeiro.

Em 5 e 6 de janeiro, a Escola realizou os exames pré-doutorais de microeconomia e macroeconomia para candidatos ao curso de douto-rado, sendo que entre cinco inscritos, dois obtiveram aprovação. No total do semestre foram oferecidas 27 disciplinas nos cursos de mes-trado e doutorado, perfazendo um total de 1.055 horas/aula e de 101 créditos. Do total de cadeiras citadas acima, 25 foram ministradas por 15 professores internos e dois professores externos, contratados com a finalidade específica de cumprir o programa.

Foram selecionados 25 alunos para0 curso de mestrado e douto-rado, tendo ocorrido uma desistência. A Escola foi contemplada com

20 cotas de bolsa de estudo da Capes e CNPq, porém decidiu honrar em caráter provisório e extraordinário o pagamento das referidas bol-sas aos quatro alunos, em função de sua boa performance no exame Anpec. Nesse caso, a EPGE deverá aguardar até fim de julho, quando então se candidatará à concessão de bolsas adicionais, processo que habitualmente ocorre com vigência a partir de agosto.

Paralelamente a Escola obteve, através dos seus "cursos espe-ciais", grande impulso em sua realização, diversificando a gama de produtos oferecidos, visando a consolidação da marca EPGE como sinônimo de qualidade no segmento dos cursos de pós-graduação Jato

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sensu, bem como de reciclagem profissional. Durante o primeiro semestre de 1995, foram implementados os seguintes programas: cur-sos de pós-graduação e de reciclagem realizados nas dependências da Escola; cursos com programas similares porém com características específicas para o cliente, realizados na Escola e/ou nas instalações da empresa cliente; cursos de pós-graduação e de reciclagem realizados em localidades outras fora do Rio de Janeiro, através de acordos com conveniados; cursos através do Instituto Superior de Administração em Economia da Amazônia (Isae), com sede em Manaus.

Além dos cursos habitualmente oferecidos, como Pós-Graduação em Ciências Contábeis

am

ll turma) e Pós-Graduação em

Administra-ção Financeira (atualmente com quatro turmas), enfatizamos os seguintes programas: novos cursos de pós-graduação, como FGV

Business Direito (duas turmas) e Câmbio e Contratos Internacionais; curso específico similar ao FGV Business, atualmente sendo oferecido junto à Petrobras S.A.; programa específico de Business Game, em curso na Caixa Econômica Federal (Brasília) e programa de Orça-mento Público, oferecido a fiscais da Prefeitura/Rio, recém-concluído; cursos de pós-graduação em Ciências Contábeis, em Controladoria e em Finanças Empresariais, agora sendo ministrados em Porto Alegre, Blumenau, Belo Horizonte, Vitória, Brasília e Salvador.

Por outro lado, convênios de assessoria técnica continuam sendo prestados pela EPGE ao Instituto de Previdência do Município de São Paulo Oprem), ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO).

As obras de melhoria do 10Q

andar, onde funciona a EPGE, conti-nuaram por todo o semestre, sendo que a previsão de término é outu-bro próximo. A Escola estará, dessa forma, preparada para melhor atender seus alunos quando da realização dos próximos eventos, enfa-tizando melhores instalações e conforto aos alunos que procuram os cursos oferecidos.

A partir da finalização das obras pretende-se ampliar o número de patrocinadores da EPGE, que hoje conta com Banco Boavista S.A., Banco Bozano, Simonsen S.A. e White Martins S.A., empresas que terão seu nome estampado em painel a ser colocado no hall do 1 QQ andar, além de nomearem salas específicas. Da mesma forma, pre-tende-se proceder a uma "inauguração oficial" das salas/auditórios novos naquela ocasião.

(34)

3.5 Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - CPDOC

o

CPDOC tem como finalidade básica o desenvolvimento

das atividades de pesquisa e documentação no campo da história do Brasil, no período posterior a 1930. A cons-tante preocupação com a preseroação e a disseminação das fontes primárias de pesquisa tem pautado as ações do Centro que, desde sua criação em 1973, recebeu e tratou

de mais de uma centena de arquivos privados.

o

CPDOC iniciou no primeiro semestre deste ano seu programa de cursos de educação continuada. Foi ministrado o I Curso de Histó-ria Contemporânea do Brasil, num total de 38 horas/aula, que contou com 172 inscritos. O programa prosseguirá no próximo semestre com um novo curso, cuja temática será centrada no Rio de Janeiro.

Foram publicados dois livros neste primeiro semestre: História oral e multidisciplinaridade, editora Diadorim, com as conferências proferidas no III Encontro Nacional de História Oral e Multidisciplina-ridade promovido pelo CPDOC, em parceria com outras instituiçôes, em abril de 1994, e A volta aos quartéis: memória militar sobre a aber-tura, editora Relume-Dumará, obra final da trilogia resultante do pro-jeto Regime Militar, cujo objetivo foi a investigação sobre o período dos governos militares a partir de depoimentos de militares que exer-ceram importantes funçôes, especialmente nos órgãos de informação e de repressão. Foram ainda editados os textos das conferências profe-ridas no Seminário O Futuro do Congresso Brasileiro, promovido pelo CPDOC/FGV e Finep em agosto de 1994. O livro será lançado no iní-cio de agosto próximo. Prosseguiram os trabalhos de edição dos origi-nais do diário de Getúlio Vargas.

Estiveram em andamento os convênios com o Centro Cultural Banco do Brasil, referente à organização do arquivo histórico do Banco do Brasil; com a Fundação Roberto Marinho, para a concepção e formulação do programa de história do Brasil para o segundo grau do Telecurso 2000, num total de 40 aulas, incluindo-se aí pesquisa, redação dos textos, indicação das fontes documentais a serem utiliza-das na produção audiovisual e acompanhamento da produção dos

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vídeos; com a Golden Cross, para tomada e edição de depoimentos orais do fundador da empresa, do atual presidente e de um diretor; e com a Cimento Paraíso, para a edição do depoimento do jurista Evan-dro Lins e Silva.

Encerraram-se os convênios assinados com o Banco Central, para a edição do depoimento de Alexandre Kafka, diretor-executivo do FMI, e com o BNDES, para a pesquisa e elaboração de texto analítico sobre o BNDES e o Plano de Metas. Os livros com os produtos destes dois convênios serão lançados nos primeiros meses do segundo semestre. Encerrou-se, ainda, o convênio firmado com o Ministério das Relações Exteriores/Fundação Alexandre Gusmão que promoveu o tratamento técnico e a sistematização de informações do Acervo His-tórico do Itamaraty.

Foi estabelecida uma parceria entre o CPOOC e o Instituto de Estudos da Religião - Iser para a realização do survey previsto no projeto Lei, Justiça e Cidadania, que tem como objetivo o estudo dos obstáculos históricos e sociológicos ao desenvolvimento dos direitos civis no país e a análise dos serviços judiciários prestados à população no Rio de Janeiro.

O CPOOC teve também aprovado no primeiro semestre um pro-jeto apresentado ao BIO sobre a reforma do ensino básico na América Latina que abrangerá, além do Brasil, a Colômbia, o Peru, a República Dominicana, a Nicarágua e a Guatemala.

Os informativos eletrônicos nas áreas de história, ciências sociais e arquivologia, lançados pelo CPOOC em setembro de 1994, receberam um número expressivo de assinaturas. Até o final de junho contavam com mais de 500 assinantes do Brasil e do exterior.

A Exposição Retrato de Oswaldo Aranha, produzida em 1994 para comemorar o seu centenário, foi retomada em mais duas cidades. Em fevereiro, no Espaço IBM, em Curitiba, com o apoio da Fundação Cul-tural Curitiba, e, em março, no Museu de Arte de São Paulo - Masp, com o apoio do Banco Safra.

Com relação ao acervo, foram recebidos os arquivos de Paulo Nogueira Batista, Roberto Campos (parte) e Tancredo Neves. Foram organizados e liberados à consulta os arquivos de José Maria Whitaker, e encontram-se em fase de organização os arquivos de Juarez Távora e Napoleão Alencastro Guimarães. Foram microfilmados, e devolvidos à família, os jornais do arquivo Ulysses Guimarães.

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Com relação ao Dicionário histórico-biográfico, foram encami-nhados projetos às agências de fomento visando a obtenção dos recur-sos financeiros necessários à sua atualização. Enquanto aguarda res-posta a equipe vem desenvolvendo o projeto História da Imprensa Brasileira.

O CPDOC iniciou no primeiro semestre os estudos para a produ-ção de um CD ROM. O tema escolhido é O Brasil e os anos da

n

Guerra, e o lançamento está previsto para dezembro. Será um traba-lho produzido em parceria com a empresa A TR, especialista na produ-ção de CD didáticos.

Recebeu-se a visita do prof. Peter Burke, da Cambridge University, que proferiu concorrida palestra em }II de junho.

Finalmente, com relação à qualificação acadêmica da equipe, Letí-cia Pinheiro obteve o doutorado na London School of Economics and Political Science, Celso Castro obteve o doutorado em antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Maria Celina D'Araujo prossegue no programa de pós-doutoramento na University of Florida.

Referências

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