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[Drug rash with eosinophilia and systemic symptoms (DRESS syndrome)]

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ERUPÇÃO A FÁRMACO COM EOSINOFILIA

E SINTOMAS SISTÉMICOS (Síndrome DRESS)

As reacções cutâneas a fármacos são frequentes, afectando 2 a 3% dos pacientes hospi-talizados, mas só aproximadamente 2% destas são severas. O termo síndrome de

hipersensibilidade a fármacos refere-se a uma reacção a fármacos caracterizada por

erup-ção cutânea, febre, linfadenopatia e envolvimento de um ou mais órgãos sistémicos. As lesões cutâneas são normalmente morbiliformes. Os fármacos mais implicados neste tipo de reacções são os anticonvulsivantes, β-bloqueadores, inibidores da enzima de conver-são da angiotensina, alopurinol e as sulfamidas. O diagnóstico diferencial deverá ser feito com o exantema maculopapular, dermatite esfoliativa, pustulose exantemática aguda ge-neralizada e com a síndrome de Sézary.

As manifestações clínicas podem surgir até pelo menos um mês depois do início do fármaco, o que faz com que a implicação etiológica do mesmo possa ser subestimada. A morbilidade é alta e a mortalidade pode atingir os 10%, tornando importante o conheci-mento desta patologia.

DRUG RASH WITH EOSINOPHILIA AND SYSTEMIC SYMPTOMS (DRESS Syndrome)

Adverse cutaneous reactions to drugs are frequent, affecting from 2% to 3% of all hospitalized patients. But only about 2% of these cutaneous reactions are severe and seldom are fatal. The term drug hypersensitivity syndrome refers to a specific severe drug reaction, including skin rash, fever, lymph node enlargement, and single or multiple organ involvement. The cutaneous rash is usually morbilliform. The drugs associated with the syndrome are: anticonvulsants, ACE inhibitors, Beta-blockers, allopurinol and sul-phonamides. The differencial diagnosis includes maculopapular rash, exfoliative dermatitis, acute generalized exanthematous pustulosis and Sézary syndrome. The interval between the starting of drug therapy and the onset of cutaneous reactions may be at least one month, and therefore the implication of the drug in the aetiology may be subdiagnosed.

R E S U M O

S U M M A R Y

I.L., M.F., G.V., M.S., M.S.: Serviço de Dermatologia. Hos-pital Geral de Santo António, Porto

© 2008 CELOM

Inês LOBO, Márcia FERREIRA, Glória VELHO, Madalena SANCHES, Manuela SELORES

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INTRODUÇÃO

A Síndrome de hipersensibilidade (HSS) foi descrita

pela primeira vez em 1936, apenas como associada a anticonvulsivantes e denominada síndrome de

hipersensi-bilidade à fenitoína1,2. Mas posteriormente, com a sua

associação a outros fármacos, tornava-se necessária uma nova denominação, até porque a própria terminologia de

hipersensibidade era ambígua e podia ser aplicada a

qual-quer reacção idiossincrásica. Consequentemente, foi pro-posto um termo mais preciso e com relevância clínica –

Drug rash com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS).

Na sua forma completa esta síndrome inclui uma erupção cutânea severa, febre, linfadenopatia, hepatite, alterações hematológicas e, eventualmente, envolvimento de outros órgãos. O envolvimento multivisceral diferencia o DRESS das erupções cutâneas comuns a fármacos. A incidência de DRESS em indivíduos que estão expostos a fármacos, como anticonvulsivantes e sulfonamidas, é de 1/10000.

Patogénese

A fisiopatologia do DRESS, tal como das outras reac-ções cutâneas idiossincrásicas, ainda não está bem defi-nida4. Algumas das características da síndrome, como a

existência de um intervalo de três semanas, ou mais, entre o início do fármaco e as manifestações clínicas, bem como a ausência de relação entre a dose daquele e a severidade da reacção, sugerem um fenómeno imunológico.

Uma das hipóteses etiológicas é que a patologia surja em indivíduos predispostos (com antecedentes familiares e indivíduos acetiladores lentos), nos quais haja suscep-tibilidade genética para acumulação de metabolitos tóxi-cos do fármaco4, ou seja, naqueles em que haja alterações

da destoxicação dos metabolitos activos, devido a defi-ciências enzimáticas5. Estes metabolitos reactivos

funcio-nariam como haptenos e induziriam uma resposta imune6.

Esta última hipótese parece ser válida sobretudo no caso de fármacos como as sulfonamidas e anticonvulsivantes, em que o défice de hidrolase epóxida, enzima responsável pela destoxicação dos metabolitos tóxicos, leva à acumu-lação destes, perturbando a função celular e iniciando a resposta imune5. Estes defeitos enzimáticos parecem ser

herdados de forma autossómica dominante. Tal justifica-ria a agregação familiar da doença7 e, talvez, a

predisposi-ção racial (maior incidência em doentes de raça negra)8,9.

A síndrome de DRESS pode, portanto, resultar de uma reacção de hipersensibilidade tardia, mediada por linfó-citos4,10. Na primeira fase haveria activação de linfócitos

CD4+ e CD8+ pelas células apresentadoras de antigénios (monócitos-macrófagos e células dendríticas) que

previa-mente estiveram em contacto com o antigénio (fármacos e os seus metabolitos). Estas células T de seguida teriam potencial citotóxico e de inflamação cutânea pela liberta-ção de citocinas (IL4 e IL5).

Estudos in vitro mostram que fenótipos acetiladores lentos e uma susceptibilidade aumentada dos linfócitos a metabolitos reactivos da hidroxilamina determinam um ris-co aumentado de hipersensibilidade às sulfonamidas11.

Mais recentemente, foi proposta a associação entre a infecção activa pelo herpes vírus 6 (HHV-6) (primoinfecção ou reactivação) e a síndrome de DRESS5,12. De facto, o

HHV6 pode interferir com as enzimas responsáveis pela destoxicação13.

Fármacos Implicados

Os fármacos mais implicados neste tipo de reacção são os anticonvulsivantes aromáticos (carbamazepina, hi-dantoína, fenobarbital) e as sulfonamidas (antibióticos sul-famidas, dapsona, sulfassalazina, salazopirina), mas não os diuréticos ou sulfonilureias. No caso de ser necessário substituir o anticonvulsivante, o valproato de sódio pare-ce ser bem tolerado.

Se o fármaco responsável for o alopurinol, o envolvi-mento renal é mais frequente do que com outros fármacos4.

Por outro lado, se a azatioprina for implicada é mais fre-quente a hipotensão14. Também outros fármacos (ver

qua-dro 1), tais como sais de ouro, minociclina, D-penicilamina e ciclosporina podem desencadear a síndrome15,16.

Clínica

Os sintomas iniciam-se, geralmente, duas a seis sema-nas após a primeira exposição ao fármaco, mais tarde do que acontece com as outras erupções cutâneas15. Os

pri-meiros sintomas são normalmente a febre e o exantema cutâneo. As lesões cutâneas iniciam-se com um exantema

s o c a m r á F s a d i m a fl u s s o c it ó i b it n A )l a ti b r a b o n e f , a n í o ti n e f , a n í o t n a d i h ( s o c it p é li p e it n A a n o s p a D l o n i r u p o l A li r p o t p a C o i c l á c e d s i a n a c s o d s e r o d a e u q o l B a n i d it i n a R a d i m o d il a T o n e f o r p u b I a n il c i c o n i M a n i z a l a s s a fl u S s e d i ó r e t s e o ã n s o i r ó t a m a lf n i -i t n A s o c it á t s o l u c r e b u T a p o d li t e M ) e n i p a ri v e n , e n i b a ti c l a z ( s i a rí v o r t e ri t n A

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maculopapular morbiliforme (Figura 1A,B), podendo sur-gir vesículas ou bolhas pelo edema da derme, áreas de infiltração cutânea17, bem como pústulas estéreis

folicula-res e não foliculafolicula-res13. A erupção pode tornar-se purpúrica,

sobretudo nas extremidades inferiores (Figura 2), verifi-cando-se descamação com a resolução do quadro (Figura 3A,3B). A face, tronco e extremidades superiores são os primeiros locais afectados, com envolvimento posterior das extremidades inferiores10, ocorrendo, em alguns

ca-sos, eritrodermia18.

O edema facial, mais marcado nas regiões periorbitais, pode tornar o paciente irreconhecível e, muitas vezes, é um sinal clínico importante para o diagnóstico.

Não é característica da síndrome o descolamento

cutâ-neo. O envolvimento das mucosas é raro, no entanto há casos descritos de conjuntivite, queilite, eritema da faringe e hiperplasia das amígdalas17,19.

Este quadro clínico é acompanhado de febre (39 a 41ºC), alterações do estado geral, com astenia, artralgias e mialgias. A linfadenopatia é bilateral e simétrica, com gânglios entre 1 e 2 cm de diâmetro, correspondendo histologica-mente a uma hiperplasia linfóide benigna que pode ser detectável em aproximadamente 75% dos casos10.

O envolvimento sistémico, que se pensa resultante da hipereosinofilia sistémica20, não está relacionado com a

Fig. 1A,1B – Exantema

maculopapular

Fig. 2 – Lesões purpúricas dos membros inferiores

(4)

severidade do envolvimento cutâneo, e pode afectar vári-os órgãvári-os:

1º – Envolvimento hepático (órgão mais frequentemente afectado): pode variar desde a elevação das tran-saminases, hepatomegalia, colestase, hepatite citolítica (50% dos casos)10 até casos de hepatite fulminante5,

com necrose e falência hepática. A biópsia hepática mostra necrose dos hepatócitos, com infiltrados eosinofílicos ou granulomas9.

2º – Envolvimento renal: nefropatia tubulo-intersticial, associada a elevação da creatinina, hematúria micros-cópica, proteinúria, podendo mesmo evoluir para insuficência renal aguda5,9.

3º – Envolvimento pulmonar: pneumonite intersticial eosinofílica, caracterizada por dispneia, tosse seca e broncoespasmo5. A radiografia torácica revela

infil-trados bilaterais simétricos e o lavado broncoalveolar linfocitose e aumento dos eosinófilos9.

4º – Envolvimento cardíaco: pericardite e miocardite9.

5º – Outros: artrite, miosite, pancreatite, meningoen-cefalite, alterações tiroideias (hipotiroidismo transitó-rio e tiroidites) e síndrome de secreção inadequada de hormona antidiúretica9.

Estudo laboratorial

Ocorre leucocitose com eosinofilia proeminente (> de 1500/mm3) em 60 a 70% dos casos9,13, sendo

característi-ca a presença de linfócitos atípicos em circulação. Há elevação das enzimas hepáticas em 50% dos casos15 e

alterações da função renal com aumento da creatinina e ureia.

O exame histológico não é específico9 e revela: infiltrado

inflamatório linfocitário na derme papilar, por vezes com presença de eosinófilos, associado a edema da derme. Oca-sionalmente, podem verificar-se infiltrados em banda de linfócitos atípicos, com epidermotrofismo, não devendo induzir ao diagnóstico errado de micose fungóide20.

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome faz-se tendo em conta as características clínicas e laboratoriais. Em 1996, Bocquet et al21 estabeleceram critérios de diagnóstico, sendo

ne-cessário que se verifiquem simultaneamente três deles (quadro 2). Contudo, estes critérios não são aceites por todos os autores10.

Vários autores propõem até que a síndrome seja denomi-nado reacção a droga com eosinofilia e sintomas sistémicos, para englobar os casos de reacções de hipersensibilidade a fármacos, sem manifestações cutâneas9, e nessa situação os

critérios de diagnóstico seriam alterados (quadro 3).

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial inclui outras erupções pro-vocadas por fármacos (quadro 4). A síndrome de Stevens-Jonhson (SJS) e a necrólise epidérmica tóxica (NET) caracte-rizam-se por pequenas vesículas e máculas purpúricas gene-ralizadas mas, ao contrário do que acontece na síndrome de DRESS, ocorre descolamento cutâneo que pode para a NET atingir mais de 30% da superfície corporal. A eosinofilia e os linfócitos atípicos não são habitualmente observados quer no SJS quer na NET sendo mais frequentes, nestas patolo-gias, a leucopenia e a linfopenia. Na SJS é comum o aumento das enzimas hepáticas, mas a hepatite só ocorre em 10% dos casos. Na síndrome de DRESS, as alterações renais ocorrem pela nefrite intersticial, enquanto que na NET e SJT, se veri-ficam na sequência da azotemia pré-renal.

A pustulose exantemática aguda generalizada (PEAG) é outro dos diagnósticos diferenciais a colocar, mas aí as pústulas predominam nas pregas cutâneas.

O pseudolinfoma induzido por drogas inicia-se, geral-mente, de forma mais insidiosa, com o aparecimento de placas infiltradas e nódulos, não estando associados sin-tomas sistémicos.

É também importante para o diagnóstico da síndrome de DRESS a exclusão de quadros víricos agudos como: Epstein-Barr, hepatites víricas, citomegalovirus e vírus da imunodeficiência humana. o c it s ó n g a i D e d s o i r é ti r C 6 9 9 1 m e a t s o p o r p o ã ç a c if i s s a l C 19 o c a m r á f m o c o ã ç a i c o s s a m e h s a R . 1 s a c i g ó l o t a m e H s e õ ç a r e t l A . 2 0 1 x 5 . 1 a il if o n i s o E 9/L s o c i p ít a s o ti c ó f n il e d a ç n e s e r P u o o c i m é t s i s o t n e m i v l o v n E . 3 o r t e m â i d m e m c 2 > s a it a p o n e d A )l a m r o N 2 s e s a n i m a s n a r t s a d s e r o l a v ( e ti t a p e H u o l a i c it s r e t n I e ti r f e N u o l a i c it s r e t n I e ti n o m u e n P u o e ti d r a C u o

Quadro 2 – Critérios de Diagnóstico

≥ ≥ o c i t s ó n g a i d e d s o i r é t i r c s o d o ã ç a c i f i d o M a s o t n e m a c i d e m o ã ç c a e r e d a ti e p s u S . 1 0 1 x 5 , 1 a il if o n i s o E . 2 9/Le/ou ilnfóctiosaitpicos ) e l e p a o d n i u l c n i ( s o d i v l o v n e s i a r e c s i v s o ã g r o 2 e d s i a M . 3 ≥

Quadro 3 – Proposta de Modificação dos critérios de

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S S E R D PEAG SJS/NET Pseudoilnfoma h s a r o d o i c í n I 2-6Sem 48H 1-3Sem Meses a m e t n a x e o d o ã ç a r u D VáriasSem <1Sem 1-3Sem MutiasSem e r b e F +++ +++ +++ s a d a r tl if n i s a l u p á P +++ ++ ++ s o l u d ó N ++ l a i c a f a m e d E +++ ++ s a l u t s ú P + +++ s a h l o B + + +++ s a s o c u m s a d o t n e m i v l o v n E +++ a i g o l o t s i H Iniftlrado o c it í c o f n il s a l u t s ú P s a e n r ó c b u s e s o r c e N a c i m r é d i p e Pseudoilnfoma a it a p o n e d a f n i L +++ + ++ e ti t a p e H +++ ++ ++ a il if o n i s o E +++ + Quadro 4 – Diagnóstico diferencial

Sem: semanas

Tratamento e Prognóstico

A síndrome de DRESS é uma patologia que exige trata-mento rápido, sendo a mortalidade de aproximadamente 10%3 e a principal causa o envolvimento sistémico, em

particular a insuficiência hepática.

A medida mais importante do tratamento passa pela suspensão do fármaco implicado, já que a mortalidade aumenta quando o fármaco não é retirado precocemente4.

Não é contudo raro que o exantema, a febre e a hepatite possam persistir, mesmo após a suspensão do fármaco.

Os fármacos anticonvulsivantes (carbamazepina, feni-toína e fenobarbital), produzem os mesmos metabolitos inter-médios, portanto, quando um doente desenvolve síndrome de DRESS com um desses fármacos, não se deve optar como alternativa terapêutica por nenhum dos outros dois. As lesões cutâneas respondem bem aos corticos-teróides tópicos de média potência. A corticoterapia oral reserva-se, sobretudo, para as situações em que existe envolvimento de órgãos sistémicos. A dose inicial é de 0,5-1mg/kg/dia, com redução às quatro semanas9. Apesar

de não haver estudos controlados que provem o benefí-cio destes fármacos, há vários relatos em que a sua utiliza-ção melhorou drasticamente os sintomas sistémicos e as alterações analíticas4. Está descrita a possibilidade de

re-cidiva do síndrome, quando se reduz ou suspende a corticoterapia4,22.

Foi também, proposta a administração de doses elevadas de N-acetilcisteina (NAC) intravenosa22, uma vez que, sendo

um percursor da glutationa envolvido na destoxicação de muitas drogas, poderia ser útil na síndrome DRESS, associado aos anticonvulsivantes13. Está igualmente

des-crito um caso clínico de sucesso terapêutico com imunoglubinas humanas ev (1g/kg/dia durante dois dias)23.

Foram descritos casos de linfoma cutâneo em doentes com antecedentes de síndrome de DRESS7, mas esta

asso-ciação permanece questionável21. No

entanto é necessário manter o segui-mento do doente pelo risco de compli-cações tardias como o hipotiroidismo9. CONCLUSÃO

A pele é o órgão mais afectado nas reacções a fármacos, provavelmente por-que as lesões são aí facilmente detectadas. Mas a síndrome DRESS é provavelmente subestimada, pois os sintomas iniciam-se tardiamente, têm uma evolução lenta e, clinica-mente, tem uma apresentação semelhante aos processos infecciosos. O seu reconhecimento é importante, de forma a proceder a uma intervenção imediata.

Conflito de intereses:

Os autores declaram não ter nenhum conflito de interesses relati-vamente ao presente artigo.

Fontes de financiamento:

Não existiram fontes externas de financiamento para a realização deste artigo.

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Imagem

Fig. 3A e 3B – fase de resolução com descamação cutânea

Referências

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