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ARTIGO COM APRESENTAÇÃO BANNER - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

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ARTIGO COM APRESENTAÇÃO BANNER - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

PERCEPÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS ALUNOS NA FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE UBÁ – FUPAC

MARLONS LINO DA CRUZ, GERMANO GERALDO CUSATI, ANA PAULA PINHEIRO CAUNETO, JOSÉ DAMATO NETO

Resumo: Nos dias atuais, a busca por melhorias ambientais como as energias limpas, a reciclagem de materiais, a economia de água, e o reflorestamento visam à conscientização acerca do desenvolvimento sustentável e uma melhora na qualidade de vida da sociedade e das futuras gerações. Este trabalho tem como objetivo verificar as atitudes cotidianas e a percepção ambiental dos alunos da Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá. Com isso, foi feita uma análise de observação de campo com a finalidade de obter a relevância da educação ambiental na eficiência do sistema de coleta seletiva da Faculdade e concomitantemente foi aplicado um questionário para 39 alunos aleatórios com 19 questões relacionadas à educação ambiental com a intenção de avaliar a percepção ambiental dos alunos. Percebe-se que os alunos não participam da coleta seletiva da Faculdade, mas que demonstraram preocupação com as questões ambientais.

Palavras-chave: meio ambiente, relevância ambiental, ensino superior.

INTRODUÇÃO

Nos dias atuais, a busca por melhorias ambientais como as energias limpas, a reciclagem de materiais, a economia de água, e o reflorestamento visam à conscientização a cerca do desenvolvimento sustentável e uma melhora na qualidade de vida da sociedade e das futuras gerações. A perspectiva da educação ambiental já é tema mundial, mas ainda encontra-se em fase de construção dos seus pilares de embasamento (RUSCHEINSKY, 2004).

Para que a educação ambiental tenha ênfase, práticas ecologicamente corretas precisam ser implementadas na população, como uma melhor utilização dos recursos naturais

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disponíveis, isso diminuirá os impactos e melhorará a educação na formação de base da sociedade, conciliando com o desenvolvimento sustentável (SOUZA, 2014).

Sauvé (2005), afirma que o desenvolvimento sustentável não seria um fim claramente definido, mas sim um caminho para atingir a educação ambiental. Cabe a cada um traçá-lo de acordo com sua perspicácia e experiência, como separar o lixo, economizar energia e água, onde a relação com o meio ambiente seja uma questão de compromisso social.

Corroborando, a reciclagem consiste numa séria de atividades pelas quais os materiais que se tornariam lixo ou que estão no lixo sejam desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos, e a reutilização do material consiste no reaproveitamento dele sem passar por essas atividades, sem alterá-lo fisicamente, mas modificando ou não o seu uso original (ALENCAR, 2005).

Com isso, atitudes inovadoras e comportamentos que influenciem o desenvolvimento sustentável farão com que o ser humano mude com o decorrer do tempo. Estas mudanças deverão acontecer, em primeiro nível, por meio educacional, destacando então a Educação Ambiental. Esta necessita de estratégias mais elaboradas para a concretização e que todos os indivíduos possam compartilhar de um planeta e de um ambiente equilibrado e preservado ecologicamente (SILVA; LEITE, 2008; PINHEIRO; KOHLRAUSCH, 2011).

Palma (2005) e Layrargues (2006) salientam que a educação ambiental tem como principal objetivo a participação da sociedade, da complexa natureza do meio ambiente a percepção da interdependência dos elementos ambientais no espaço e no tempo. Na educação ambiental, as finalidades são definidas conforme a inter-relação multidimensional entre a realidade econômica, social, cultural, ecológica, territorial, política e ética de cada sociedade e de cada região.

Se não houver mudança de cultura, as questões ambientais continuarão alheias. Para melhorar os impactos ambientais, é importante coletar resíduos domiciliares, selecionar os detritos recicláveis, mas, além disso, o importante é prosseguir no debate do consumo indisciplinado, sobre a produzir e a jogar lixo em qualquer localidade sem se importar com as consequências posteriores das questões ambientais que serão causadas (RUSCHEINSKY, 2004).

A educação ambiental colaborará para que a sociedade seja instigada a participar do desenvolvimento sustentável. As pessoas serão chamadas para repensar e reestruturar seus valores, e com o envolvimento de todos será facilitado o projeto de pensar no futuro. Não mais serão dadas soluções concluídas, mas sim, ferramentas para que cada um faça a sua parte, estimulando sua tomada de consciência, desenvolvendo atitudes e comportamentos para que possam participar, ativa e positivamente, desenvolvendo cidadãos conscientes, preparados para a tomada de decisão e agindo na realidade socioambiental, um empenho com a vida,

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tanto a nível global como local (MELAZO, 2005; PALMA, 2005; FURIAM&GUNTHER, 2006).

OBJETIVOS

Este trabalho tem como objetivo verificar os recipientes da coleta seletiva na Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá e a percepção ambiental dos alunos.

METODOLOGIA

O Presente trabalho foi desenvolvido no segundo semestre do ano de 2015 na Fundação Presidente Antônio Carlos (FUPAC), localizada no bairro Boa Vista, no município de Ubá, na Zona da Mata em Minas Gerais.

A instituição consta com 1.105 alunos matriculados nos cursos de graduação em Administração, Ciências Contábeis, Direito, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Farmácia, Fisioterapia, Pedagogia e Tecnologia em Gestão Ambiental, sendo todos os cursos noturnos.

Segundo Faggionato (2002), existem várias formas de se estudar a percepção ambiental, entre elas o uso de questionários, mapas mentais e até representações fotográficas.

Com isso, foi feita uma análise de observação de campo com a finalidade de obter a relevância da educação ambiental na eficiência do sistema de coleta seletiva da Faculdade (SOUZA, 2014). A análise da disposição dos resíduos nos coletores foi averiguada por fotografias.

Concomitantemente foi aplicado um questionário no dia, 30/11para trinta e nove alunos aleatórios, todos os alunos que participaram da pesquisa assinaram um termo de consentimento (Anexo 1). O questionário possuía 19 questões relacionadas à educação ambiental, e tem a intenção de avaliar a percepção ambiental dos alunos. O questionário foi adaptado de Brandalise, et al. (2009), e Palma (2005), (Anexo 2).

Os dados obtidos no estudo foram apresentados por imagens da disposição dos resíduos nos coletores e foi feita uma avaliação percentual da percepção ambiental dos alunos perante o questionário aplicado.

RESULTADOS

Os resultados obtidos permitiram analisar o conhecimento e o interesse dos discentes sobre as questões ambientais e a educação ambiental. Dos entrevistados 61,5% tinham entre

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18-25 anos e 38,5% acima de 25 anos. Entre esses alunos, 17 entrevistados eram do sexo masculino e 22 do sexo feminino.

Dos 09 conjuntos de recipientes da coleta seletiva analisados na faculdade, durante os dias da pesquisa, foi constatado que a disposição dos resíduos está incorreta em 90% das lixeiras ou apresenta nenhum material depositado (Figuras 1a) e 1b)).

Figura 1a: Recipientes alocados perto da secretária.

Figura 1b: Recipientes alocados no primeiro andar da Instituição.

Nos coletores do pátio, se vê uma maior disposição de resíduos, por conta do maior fluxo de alunos no início das aulas, no intervalo e no término da aula.

Coletores comuns também são dispostos nos corredores próximos aos recipientes da coleta seletiva, nos corredores da instituição, e dentro das salas de aula, podendo influenciar na hora do descarte, pois os alunos normalmente procuram uma lixeira adequada para realizar o descarte correto (Gráfico 1).

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Gráfico 1: 59%procuram o descarte correto.

Apesar de 59% dos alunos dizerem que procuram uma lixeira adequada, isto não foi constatado nas visualizações durante a pesquisa. Os coletores adequados quase sempre encontravam se vazios como apresentado na Figura 2. Com isso, os alunos se utilizam de coletores comuns (Figura 3), que estão distribuídos na Faculdade, dificultando assim uma melhora na atividade de coleta seletiva proposta pela Instituição.

Figura 2: Recipiente se encontra no segundo andar, a lixeira amarela é para materiais metálicos.

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Figura 3: Coletores comuns nos corredores da instituição.

A maioria dos alunos dizem adeptos da reciclagem com 56,5% dos entrevistados a favor, e 43,5% não, contradizendo com as imagens capturadas. Corroborando com o resultado, Rodrigues et al. (2010) diz que a maioria dos entrevistados se preocupa com a geração de resíduos em suas residências, um percentual acima de 80, mas não participam de uma coleta seletiva por conta da falta de implantação da atividade. A faculdade instalou a atividade de coleta seletiva, e provavelmente os alunos não conseguiram até o momento aderir ao programa pela falta de embasamento teórico em educação ambiental.

Normalmente existem várias maneiras corretas de utilizar a coleta seletiva, cada local tem uma realidade que precisa de um diagnóstico inicial para ser bem trabalhada. Sendo assim, fica perceptível que a coleta seletiva é muito mais que apenas colocar as lixeiras coloridas em um determinado local, precisa-se trabalhar a educação ambiental e temas relacionados para que possa melhorar o processo. Percebe-se também a má distribuição dos coletores, pois foram observados locais da instituição onde possuem menos fluxo de pessoas com coletores instalados, em comparação com corredores que possuem muito fluxo de pessoas e pouco ou nenhum coletor.

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A deficiência na falta de conhecimento ambiental da sociedade corrobora com o desinteresse dos alunos, futuros profissionais, em se atualizarem sobre as questões ambientais externas que estão além do seu bem estar pessoal (Gráfico 2).

Gráfico 2: 74,4% não reutilizam os materiais.

A pesquisa indica que 74,4% dos alunos não percebem que a reciclagem e a coleta sendo realizadas com eficiência, o volume de resíduos encaminhados indevidamente para um aterro sanitário seria reduzido, mitigando problemas de contaminação.

No questionário que foi aplicado, verificamos que 90% dos alunos se demonstraram com uma maior percepção ecológica, mas os alunos ainda levam em consideração uma percepção socioambiental, onde se desenvolve uma abordagem social e cultural, demandando o entendimento de que o homem apropria-se da natureza e muitas vezes ele aparece como o único destruidor e responsável pela degradação ambiental (CARDOSO; FRENEDOZO; ARAÚJO, 2015).

Ainda para Cardoso; Frenedozo; Araújo, (2015), uma percepção ambiental mais abrangente define o meio ambiente de uma forma mais ampla e complexa. Inclui aspectos naturais e atenuantes das atividades humanas, resultando numa interação de fatores biológicos, físicos, econômicos e culturais. Isso se torna compatível com a ideia de desenvolvimento sustentável proposta hoje pela sociedade que pensa num futuro com uma melhor qualidade de vida.

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CONCLUSÃO

Percebe-se que a possível eficiência ruim do processo de coleta acontece pela falta de educação ambiental apresenta da com o descarte indevido de materiais nos recipientes errados. Pela distribuição de coletores comuns e pela logística de distribuição dos coletores da coleta seletiva.

Ainda assim, foi constatada na pesquisa de percepção uma preocupação com as questões ambientais, ainda que voltadas apenas para atividades cotidianas básicas.

O banco de dados sobre a percepção ambiental e da coleta seletiva pode auxiliar na intervenção por meio de ações preventivas e corretivas, através de programas de educação ambiental, podendo no futuro ser melhorada pela instituição aos estudantes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALENCAR, M. M. M. Reciclagem de lixo numa escola pública do município de Salvador. Candombá – Revista Virtual, Salvador, v. 1, n. 2, p. 96 -113, jul./dez. 2005.

BRANDALISE, L. T; BERTOLINI, G. R. F; ROJO, C. A; LEZANA, A. G. R; POSSAMAI, O. A percepção e o comportamento ambiental dos universitários em relação ao grau de educação ambiental. Revista Gestão Produtiva, São Carlos, v. 16, n. 2, p. 273-285, abr./jun. 2009.

CARDOSO, F. A; FRENEDOZO, R. C; ARAÚJO, M. S. T. Concepções de meio ambiente entres estudantes de licenciatura em Ciências Biológicas. Revista Brasileira de Educação Ambiental, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 95-112, jul. 2015.

FAGGIONATO, S. Percepção ambiental. Disponível em: <http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt4.html>. Acesso em: 25. nov. 2015.

FURIAM, S. M; GUNTHER, W. R. Avaliação da educação ambiental no gerenciamento dos resíduos sólidos no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana. Revista Sitienbus, Feira de Santana, n. 35, p. 7-27, jul./dez. 2006.

LAYRARGUES, P. P. Muito além da natureza: Educação ambiental e reprodução social. In: Loureiro, C.F.B.; Layrargues, p.P.& Castro, R.C. De (Orgs.) Pensamento complexo, dialética e educação ambiental. São Paulo: Cortez. p. 72-103, 2006.

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MELAZO, G. C. Percepção ambiental e educação ambiental: Uma reflexão sobre as relações interpessoais e ambientais no espaço urbano. Revista Olhares e Trilhas, Uberlândia, ano. VI, n. 6, p. 45-51, 2005.

PALMA, I. R. Análise da percepção ambiental como instrumento ao planejamento da educação ambiental. 83f. Dissertação (Mestrado em Metalurgia Extrativa e Tecnologia Mineral). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.

PINHEIRO, D. K; KOHLRAUSCH, F. Educação ambiental: Uso consciente da energia elétrica e aplicação de alternativas para diminuição do consumo. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, Santa Maria, v. 4, n. 4, out. 2011.

RODRIGUES, A. S. L; NETO, O. A. R; MALAFAIA, G. Análise da percepção sobre a problemática relativa aos resíduos sólidos urbanos revelada por moradores de Urutaí, Goiás, Brasil. Enciclopédia Biosfera - Centro Científico Conhecer, Goiânia, v. 6, n. 11, p. 1-16, dez. 2010.

RUSCHEINSKY, A. Atores Sociais e Meio Ambiente. Identidades da educação ambiental brasileira / Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental; Philippe PomierLayrargues (coord.). – Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 156p. 2004.

SAUVÉ, L. Educação Ambiental: possibilidades e limitações. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 2, maio/ago. 2005.

SILVA, M. M. P.; LEITE, V. D. Estratégias para realização de educação ambiental em escolas do ensino fundamental. Revista Eletrônica Mestrado de Educação Ambiental, Rio Grande do Sul, v. 20, jan./jun. 2008.

SOUZA, V. O. Educação ambiental na efetivação de práticas ecológicas: Um estudo de caso sobre práticas ecológicas e coleta seletiva na Universidade Estadual da Paraíba. Revista Brasileira de Educação Ambiental, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 364-375, 2014.

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