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AI Index: AMR 19/004/2003

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AI Index: AMR 19/004/2003     

Exmo. Senhor

Márcio Thomaz Bastos

Ministro da Justiça da República Federativa do Brasil Ministério da Justiça

Esplanada dos Ministérios - Bl. T 70712-902 - Brasília/DF

Brasil

14 de Fevereiro de 2003

Exmo. Senhor Ministro,

A Anistia Internacional gostaria de submeter à apreciação de Vossa Excelência algumas considerações e comentários relativamente ao anteprojeto de lei para adaptação da legislação brasileira ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

Queríamos em primeiro lugar salientar o importante exemplo que o Brasil tem vindo a desempenhar em prol da ratificação e implementação do Estatuto de Roma, com especial relevo para o estabelecimento do grupo de trabalho e elaboração do anteprojeto legislativo. Esperamos que o Brasil venha a

desempenhar um papel fundamental estimulando outros Estados a ratificarem e legislarem no sentido da plena e eficaz implementação do Estatuto.

Gostaríamos igualmente de salientar algumas questões incluídas no anteprojeto que consideramos bastante positivas e de extrema relevância, nomeadamente a não prescrição para os crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, a insuscetibilidade de anistias, graças ou indultos para estes crimes e a não existência de quaisquer imunidades para os respetivos autores. Queríamos também salientar com agrado a manutenção dos tipos autônomos dos crimes de associação e incitação para a prática de genocídio (artigos 19 e 20) e a não aplicação da pena de morte para os crimes definidos no anteprojeto.

Finalmente, não poderíamos deixar de referir a importância da inclusão do capítulo relativo aos crimes contra a administração da justiça do Tribunal Penal Internacional, conforme Título V do anteprojeto, bem como salientar com apreço o fato de o anteprojeto focar algumas questões levantadas na nossa carta de 14 de Outubro passado dirigida ao Coordenador do Grupo de Trabalho Estatuto de Roma, nomeadamente a alteração na definição de crimes contra a humanidade no artigo 22, conforme o disposto no artigo 7 (1) do Estatuto de Roma, bem como a inclusão do crime contra a humanidade de deportação no artigo 27, conforme igualmente o disposto no artigo 7 (1) (d) também do Estatuto.

INTERNATIONAL SECRETARIAT 1 Easton Street, London WC1X 0DW, United Kingdom

Tel: Int. Code: 44 (20) 7413 5500. UK Code: 020 7413 5500. Fax: Int. Code: 44 (20) 7956 1157. UK Code: 020 7056 1157 E-Mail: [email protected] Web: http://www.amnesty.org

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Passaríamos agora a enumerar algumas questões que gostaríamos de trazer à consideração de Vossa Excelência.

Definição de crimes

Verificamos que em relação aos artigos 7 (1) (g), 8 (2) (b) (xxii) e 8 (2) (e) (vi) do Estatuto, afigura-se terem estes correspondentes previsões nos artigos 30 e 31 e 76 e 77 do anteprojeto, sem, no entanto, vir especificamente mencionada “violação”. A Anistia Internacional recomendaria que, nesta questão, aqueles artigos do Estatuto fossem interpretados de acordo com as definições adotadas pelo Tribunal Penal Internacional para o Ruanda no caso Akayesu e pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia nos casos Furundzija e Delalic.

Verificamos também que, relativamente à parte final dos mesmos artigos do Estatuto, não parece existir previsão correspondente no anteprojeto para “qualquer outra forma de violência sexual de comparável gravidade”, aplicável a situações de violência sexual não só física mas também mental. Por outro lado, o elemento “grave” ao qualificar a ameaça nos artigos 30, 31, 76 e 77 poderá vir a limitar o âmbito da criminalidade.

Na definição do crime de prostituição forçada (artigo 34 do anteprojeto), vimos solicitar esclarecimento sobre se o mesmo compreende a prática de atos de natureza sexual com o fim não só de obter qualquer vantagem, mas também o de evitar qualquer mal.

Sobre os crimes contra a humanidade e de guerra de esterilização forçada (artigos 36 e 82 do anteprojeto), vínhamos aqui levantar a questão sobre se se encontra adequadamente definido na lei brasileira o que é um consentimento válido, de forma a que os autores destes crimes possam ser devidamente julgados, nos casos em que a vítima não tenha entendido o alcance do seu consentimento. A Anistia Internacional vem solicitar esclarecimento sobre se esta matéria se encontra regulada e em que termos.

Sobre o crime de apartheid, definido no artigo 7 (1) (j) do Estatuto, a Anistia Internacional vem solicitar que lhe seja esclarecido qual o âmbito de aplicação do crime de segregação racial definido no artigo 39 do anteprojeto. É mais extenso ou mais limitado do que a definição do crime de apartheid no Estatuto? No caso de ser mais limitado, quais foram as razões para esta diferença e se esta poderá levar a uma absolvição nos tribunais brasileiros com base nas mesmas provas que poderiam levar a uma condenação no Tribunal Penal Internacional. No caso de ser mais extenso, queríamos manifestar desde já o nosso agrado.

Na definição do crime contra a humanidade de privação de direitos, (artigo 37 ), verificamos que não se encontra incluído o elemento “nacionalidade”, bem como “outros motivos universalmente reconhecidos como não permitidos pelo direito internacional”, tal como estipulado pelo artigo 7 (1) (h) do Estatuto. A definição do crime de extermínio (artigo 25 do anteprojeto) não parece muito clara e o requisito do extermínio “em massa”, poderá estabelecer um patamar muito elevado, tornando impossível a condenação quando o extermínio tenha occorrido a nível regional ou local. A Anistia Internacional gostaria de solicitar esclarecimento sobre o significado deste termo e se existe a possibilidade de que o mesmo possa levar a uma absolvição em um tribunal brasileiro com base nas mesmas provas que poderiam levar a uma condenação no Tribunal Penal Internacional.

Relativamente ao disposto no artigo 55 do anteprojeto, o elemento “forças armadas” deverá ser definido de forma a incluir todas as categorias referidas no artigo 43 do I Protocolo Adicional às Convenções de Genebra.

Sobre o crime definido no artigo 8 (2) (b) (vi) do Estatuto, vínhamos solicitar que nos fosse esclarecido se este crime se encontra previsto nos artigos 45, 50 e 52 do anteprojeto. Gostaríamos também de referir que não parece haver correspondente previsão no anteprojeto para os artigos 8 (2) (e) (viii) e 8 (3) do Estatuto de Roma.

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Finalmente, verificamos que no anteprojeto não consta a definição de “género”. Este termo deverá, quer na legislação de implementação, quer na jurisprudência, receber a mais ampla interpretação possível nos termos do direito e parâmetros internacionais.

Princípios de responsabilidade criminal e defesa

Sobre os fatores determinantes da responsabilidade dos superiores civis, parece-nos que os princípios dispostos no anteprojeto não são tão rigorosos quanto o disposto no direito consuetudinário e

convencional internacional que exige que os superiores civis estejam sujeitos aos mesmos padrões de responsabilidade que os comandantes militares. Por exemplo, o elemento Adeliberadamente@, no artigo 10. I do anteprojeto, poderá de alguma forma atenuar a responsabilidade daqueles civis. A fim de assegurar que o sistema de justiça internacional seja o mais eficaz possível, a Anistia Internacional recomendaria que os padrões de responsabilidade penal nas legislações nacionais fossem tão amplos quanto os constantes do direito consuetudinário internacional. Por outro lado, não poderíamos deixar de salientar o fato de o Brasil ser parte, desde 5 de Maio de 1992, do 11 Protocolo das Convenções de Genebra que determina no seu artigo 87 a equivalência da responsabilidade civil à responsabilidade militar. A norma do artigo 28 do Estatuto de Roma, aplicável a civis e militares, incluída por insistência dos Estados Unidos e mais alguns Estados, é limitada aos julgamentos no Tribunal Penal Internacional e é uma das previsões que mais provavelmente será alterada na Conferência de Revisão a fim de se tornar mais coerente com o direito consuetudinário e convencional internacional. De forma a assegurar que o sistema de justiça internacional seja o mais eficaz possível, a Anistia Internacional recomendaria que as legislações nacionais incluíssem princípios de responsabilidade criminal tão extensos quanto os constantes do direito consuetudinário internacional.

Sobre o artigo 11 do anteprojeto relativo à coação, verificamos que não parece ter sido incluído o elemento “ desde que a pessoa não tenha pretendido causar um mal maior do que aquele que pretendeu evitar”, conforme o disposto no artigo 31 (1) (d) do Estatuto. A Anistia Internacional vê com alguma procupação o fato de aquela previsão do anteprojeto, tal como se encontra, poder levar a impunidade. A Anistia Internacional recomendaria igualmente que as defesas em direito nacional não fossem mais extensas do que as permitidas no Estatuto de Roma, devendo, inclusive, em alguns casos, ser ainda mais limitadas a fim de serem coerentes com o direito consuetudinário internacional. Referimos em especial o artigo 14 do anteprojeto, segundo o qual será causa de exclusão de responsabilidade nos crimes de guerra a obediência a ordens superiores quando se verificarem as três condições previstas no mesmo artigo. A previsão do artigo 33 do Estatuto de Roma, incluída por insistência dos Estados Unidos e de mais alguns Estados, é limitada aos julgamentos no Tribunal Penal Internacional e é também uma das previsões que mais provavelmente será alterada na Conferência de Revisão a fim de se tornar coerente com o direito consuetudinário e convencional internacional. Esta previsão não se encontra de acordo com o disposto no artigo 8º da Carta de Nuremberga, na Carta de Tóquio, nos Estatutos dos Tribunais ad-hoc para a ex-Jugoslávia e o Ruanda e no Projeto do Código dos Crimes contra a Paz e a Segurança da Humanidade, de 1996, que somente consideram a obediência a ordens superiores como uma possível causa atenuante e não como elemento de exclusão da responsabilidade. A Anistia Internacional vê com alguma preocupação o fato de esta previsão, tal como se encontra, poder levar a impunidade.

Em relação ao disposto na parte final do parágrafo único do artigo 3º do anteprojeto, extinguindo a punibilidade “pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso”,

mencionaríamos aqui que tal lei deverá ser consistente com as normas de direito internacional.

Vimos ainda solicitar esclarecimento sobre se os princípios de responsabilidade criminal dispostos nos artigos 22, 23, 24, 25, 26, 30, 31 e 32 do Estatuto de Roma se encontram previstos na legislação brasileira e em que termos. A Anistia Internacional gostaria de solicitar esclarecimento sobre se cada um destes princípios, conforme previstos na legislação brasileira, poderá levar a absolvição nos

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tribunais brasileiros, com base nas mesmas provas que levariam a uma condenação no Tribunal Penal Internacional.

Julgamentos imparciais

Verificamos que no anteprojeto não existem previsões correspondentes aos artigos 55 e 62 a 68 do Estatuto de Roma, relativas aos direitos de pessoas suspeitas de terem cometido crimes sob a jurisdição do direito internacional. Estas omissões são preocupantes por duas razões em particular. Primeiro, a menos que as previsões do artigo 55 do Estatuto de Roma estejam expressamente previstas na lei brasileira, existe o risco de a pessoa que, caso contrário, teria sido condenada no Tribunal Penal Internacional, venha a ser absolvida, apenas porque a polícia brasileira ou o Ministério Público não cumpriram os requisitos dispostos no Estatuto de Roma. Segundo, a Anistia Internacional considera que os julgamentos nos tribunais nacionais de pessoas acusadas de terem cometido crimes sob jurisidição internacional deverão ser coerentes, em todas as fases do processo, com as normas internacionais de julgamentos imparciais, tal como os artigos 9, 14 e 15 da Convenção Internacional dos Direitos Civis e Políticos e artigos 55 e 62 a 68 do Estatuto de Roma. Gostaríamos de solicitar esclarecimento sobre se estas normas se encontram previstas na lei nacional, bem como de referir que segundo o artigo 20 (3) (b) do Estatuto de Roma o Tribunal Penal Internacional pode realizar novo julgamento para os crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra quando os julgamentos para estes crimes não tiverem sido conduzidos de forma independente e imparcial nos tribunais nacionais.

A tarefa de elaborar legislação para implementação do Estatuto de Roma, é uma oportunidade histórica para os Estados-partes alterarem as suas legislações penais e processuais penais a fim de se tornarem coerentes com as normas internacionais tal como dispostas no Estatuto. No caso de a lei brasileira não cumprir estes parâmetros, a Anistia Internacional gostaria que o Brasil aproveitasse esta oportunidade para se tornar parte do enorme esforço que está a ser feito a nível mundial a fim de garantir que as legislações nacionais cumprem os mais elevados parâmetros de julgamentos imparciais.

Obrigação básica de cooperação com o Tribunal Penal Internacional

Relativamente ao artigo 121 do anteprojeto, parece-nos que o mesmo só se aplica às situações mencionadas no artigo 97 do Estatuto e não também a outras situações, contrariamente ao estipulado neste artigo do Estatuto.

Verificamos que não existem no anteprojeto previsões correspondentes aos artigos 94 e 95 do Estatuto. A Anistia Internacional considera que se a execução imediata de um pedido do Tribunal Penal

Internacional interferir com uma investigação ou processo criminal em curso relativamente a um crime diferente do constante do pedido, o Estado não deverá adiar o cumprimento do pedido para além do período de tempo necessário para completer a investigação ou processo e conforme acordado com o Tribunal. No entanto, dada a gravidade dos casos sob jurisdição do Tribunal, deverão ser feitos todos os esforços para dar prioridade à investigação deste Tribunal.

Parece-nos que o anteprojeto não contém previsões relativas aos artigos 3 (3), 4 (1) e (2) e 48 (1), (2), (3) e (4) do Estatuto. Os Estados-partes devem incluir nas suas legislações disposições destinadas a facilitar a realização de audiências do Tribunal nos territórios nacionais, bem como a fim de assegurar que o Tribunal tem condições para exercer efetivamente as suas funções nos territórios dos Estados. Os Estados-partes deverão também assegurar que os privilégios e imunidades do Tribunal, do seu pessoal, advogados, peritos, testemunhas e outros cuja presença seja requerida, são devidamente respeitados.

Facilitar e auxiliar as investigações do Tribunal

Verificamos que não existe correspondente previsão para o artigo 18 (5) do Estatuto, relativo a

solicitações do Procurador no caso de a investigação ter sido adiada. Pensamos que os Estados deverão assegurar que as autoridades em causa respondam total e imediatamente a estas solicitações, bem com

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dão pleno efeito ao disposto nos artigos 18 (6) e 19 (8) do Estatuto de Roma, os quais parecem não ter, igualmente, correspondência no anteprojeto. Este requisito é necessário a fim de assegurar que não são destruídas ou perdidas provas, que as testemunhas não são ameaçadas ou prejudicadas e que os acusados não fugirão à justiça.

Notamos que no artigo 122 do anteprojeto, segundo a parte final do 1º parágrafo, o Procurador do Tribunal pode executar o pedido diretamente, “após consultas com a autoridade central brasileira sujeitando-se a condições que lhe forem impostas”. A Anistia Internacional receia que este dispositivo possa impeder ou atrasar a investigação e acredita que os Estados devem permitir ao gabinete do Procurador e à defesa conduzir investigações nos locais, em todos os casos, sem qualquer impedimento ou atraso.

Gostaríamos igualmente de referir que, em relação ao artigo 96 (3) do Estatuto, que não parece ter correspondência no anteprojeto, os Estados não deverão aguardar por pedidos de esclarecimento sobre as suas legislações nacionais relativos a formas de cooperação com o Tribunal, mas sim prestar

informação detalhada sobre os requisitos de cooperação aplicáveis bem como atualizar esta informação à medida que for sendo alterada, de forma a contribuir para um pronto e eficaz funcionamento do Tribunal.

Sobre a questão do auxílio relacionado com documentos e registos, informações e provas, o artigo 117. i) do anteprojeto não inclui o elemento “registos”, nem “registos e documentos oficiais”, conforme o disposto no artigo 93 (1) (i) do Estatuto. Do mesmo modo, no artigo 117. d) do anteprojeto não se encontra estipulada a requisição de documentos judiciais, conforme o disposto no artigo 93 (1) (d) do Estatuto. Relativamente à questão da informação confidencial, verificamos que não existe

correspondência no anteprojeto para os artigos 68 (6) e 73 do Estatuto. A Anistia Internacional acredita que para assegurar a efetividade da investigação e dos processos criminais de casos perante o Tribunal, os Estados-partes devem estipular nos acordos celebrados com outros Estados-partes e não partes envolvendo a troca de informação relacionada com a segurança nacional de algum deles, que esta informação será transmitida ao Tribunal, a pedido deste, sob estritas medidas de segurança ordenadas pelo Tribunal ao abrigo do disposto no artigo 72 do Estatuto.

Relativamente à proteção de vítimas e testemunhas, não só em relação aos procedimentos criminais no Tribunal, mas também nos tribunais nacionais, a Anistia Internacional recomenda aos Estados que implementem medidas adicionais a fim de proteger a segurança, o bem-estar físico e psicológico, a dignidade e a privacidade das vítimas e testemunhas. Os Estados deverão considerar todos os fatores relevantes incluindo idade, gênero, saúde e tipo de crime, em especial se envolve violência sexual ou de gênero ou violência contra crianças e deverão contratar pessoal habilitado para auxiliar o Tribunal nestas questões. Os artigos 42 (9) , 43 (6) e 68 (1) do Estatuto, relativos a estas matérias, não parece terem correspondência no anteprojeto. Verificamos ainda que o anteprojeto não contém disposições relativas à proteção de menores de 18 anos que sejam vítimas, testemunhas ou cuja presença seja requerida no Tribunal, questão esta que deveria ser igualmente objeto de tratamento legislativo adequado.

Parece-nos que o artigo 55 do Estatuto não tem igualmente correspondência no anteprojeto. A Anistia Internacional vem solicitar esclarecimento sobre se esta disposição se encontra prevista na legislação nacional. Se os direitos das pessoas a serem interrogadas não forem plenamente respeitados, tal fato poderá significar que, de acordo com o disposto no artigo 69 (7) do Estatuto, as acusações contra alguém que tenha cometido genocídio, crimes contra a humanidade ou crimes de guerra poderão ser levantadas com base no fato de o respetivo depoimento às autoridades nacionais ter sido prestado sem ter sido prestada informação sobre os direitos que lhe assistem. Por outro lado, o artigo 104. a) do anteprojeto não parece incluir os elementos “em detalhe” bem como “num idioma que o arguido compreenda e fale fluentemente”, conforme o disposto no artigo 67 (1) (a) do Estatuto. A Anistia Internacional receia novamente que esta disposição do anteprojeto possa levar a impunidade se o depoimento não for considerado por não terem sido respeitados os direitos do acusado.

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Sobre o artigo 93 (1) (g) do Estatuto, vimos solicitar esclarecimento sobre se esta disposição se encontra incluída no artigo 117. b) do anteprojeto. Os Estados devem autorizar o Tribunal a conduzir investigações em sepulturas, sem qualquer impedimento e as autoridades nacionais deverão

providenciar toda a assistência que possa ser necessária a fim de preservar as provas.

A Anistia Internacional recomendaria que os Estados tomassem medidas a fim de garantir que os respetivos tribunais e autoridades se encontram em condições de prestar qualquer tipo de assistência requerida pelo Tribunal, bem como por outros Estados dado que muitos dos crimes do Estatuto continuarão a ser investigados e julgados nos tribunais nacionais, assistência esta relacionada com investigações e processos de crimes sob a jurisdição do Tribunal, de forma a reduzir ao mínimo os motivos de recusa.

Prisão e entrega de pessoas acusadas

Verificamos que o anteprojeto não parece incluir previsões correspondents aos artigos 89 (3) e (4) do Estatuto, bem como aos artigos 91 (2) (c), 91 (4) e 98 (1) e (2). Relativamente ao artigo 98, nos termos do direito internacional, o cargo oficial de um acusado não o absolve da responsabilidade criminal para os crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio. Verificamos com agrado o fato de o Brasil não ter assinado acordos de impunidade com nenhum Estado não parte com o objetivo de impedir a entrega ao Tribunal de nacionais de Estados não partes. Conforme salientado pela Anistia Internacional em documentos recentes (www.amnesty.org em inglês ou www.edai.org em espanhol) estes acordos são contrários ao disposto no Estatuto bem como em diversos instrumentos legislativos internacionais.

Garantir reparações efetivas para as vítimas

Verificamos que não existem no anteprojeto previsões relativas a reparações para as vítimas de

genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A Anistia Internacional recomendaria que os Estados tomassem medidas a fim de garantir que as disposições legislativas nacionais permitem às vítimas exercer todos os seus direitos reconhecidos pelas legislações nacional e internacional. A Anistia Internacional considera igualmente que os Estados deverão contribuir para o Fundo estipulado pelo artigo 79 do Estatuto, bem como estabelecer fundos idênticos a nível nacional.

Gostaríamos ainda de referir que as previsões relativas a reparações deverão compreender não só as reparações decididas pelo Tribunal, mas também as reparações decididas a nível nacional pelos tribunais brasileiros, bem como solicitar esclarecimento sobre quais serão as medidas a serem tomadas nesta matéria.

Cumprimento de sentenças

Relativamente ao parágrafo único do artigo 127 do anteprojeto, vimos solicitar esclarecimento sobre se este compreende na sua totalidade o direito de recurso, tal como estipulado pelo artigo 104 (2) do Estatuto.

Verificamos também que o anteprojeto não parece conter disposições relativas às condições de detenção e prisão. A Anistia Internacional gostaria de referir que, segundo o disposto nos artigos 106 (1) e (2) do Estatuto, os Estados devem providenciar no sentido de garantir o acesso do Tribunal aos locais onde se encontrem pessoas a cumprir sentenças e que estes locais cumprem as normas internacionais estipuladas para os locais de detenção e prisão.

Reparamos igualmente que o anteprojeto não parece conter disposições relativas aos artigos 107, 108 e 111 do Estatuto. Pensamos que os Estados devem providenciar a transferência de pessoas que tenham cumprido sentença e que não sejam nacionais dos Estados de cumprimento da sentença, bem como

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garantir que nenhuma acusação, punição ou extradição de pessoa condenada a cumprir pena no seu território, terá lugar sem a aprovação do Tribunal.

Nomeação de candidatos

Verificamos que o anteprojeto não contém disposições relativas à nomeação de candidatos a juízes e Procurador. A Anistia Internacional recomendaria que o processo de nomeação de candidatos fosse o mais aberto e com a maior participação possível da sociedade civil, conforme salientado em recentes documentos da organização, e que este processo seja igualmente aplicável à nomeação de candidatos a qualquer tribunal internacional

Finalmente, a Anistia Internacional recomendaria que os Estados-partes desenvolvessem e

implementassem programas de formação de juízes, delegados do Ministério Público, advogados de defesa, polícia, exército e funcionários da justiça e dos negócios estrangeiros sobre as respetivas obrigações ao abrigo do Estatuto de Roma, bem como proceder à atualização de códigos militares, conforme, aliás, diversos Estados o fizeram.

Juntamos em anexo duas tabelas comparativas que indicam qual a previsão correspondente no anteprojeto para cada previsão do Estatuto, tal como o entendemos, indicando sumariamente algumas diferenças, questões levantadas e omissões. Fizemos os maiores esforços no sentido de consultar peritos brasileiros na preparação das tabelas e dos comentários nesta carta. No entanto, não somos peritos na lei brasileira e gostaríamos, assim, que nos fossem esclarecidas as questões que levantámos.

A carta e as tabelas são trazidas à consideração de V. Exa a fim de poder auxiliar na tarefa comum de assegurar que a legislação brasileira implementa, na sua totalidade, as obrigações assumidas sob o Estatuto de Roma e o direito consuetudinário e convencional internacional.

A Anistia Internacional gostaria de manifestar o seu interesse e disponibilidade em prosseguir o diálogo com V. Exa, bem como com outras individualidades empenhadas neste histórico esforço de pôr fim à impunidade para os crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, onde quer que sejam praticados.

Atenciosamente,

Hugo Relva

Coordenador da Anistia Internacional para o Tribunal Penal Internacional na América Latina Consultor da Coligação para o Tribunal Penal Internacional

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Análise do Anteprojeto Legislativo para Adaptação da Legislação Brasileira ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional segundo a “Lista de Verificação para uma Implementação Eficaz” elaborada pela Anistia Internacional

Parte 1. Complementariedade:

I. DEFINIÇÃO DE CRIMES, PRINCÍPIOS DE RESPONSADILIDADE PENAL E DEFESAS

1. As legislações nacionais deverão determinar que os crimes constantes do Estatuto de Roma, bem como outros crimes sob jurisdição internacional, são crimes ao abrigo do direito nacional

Estatuto de Roma

Anteprojeto

Artigo 6

Artigo 18

Artigo 7 (1)

Artigo 22

Artigo 7 (1) (a)

Artigo 24

Artigo 7 (1) (b)

Artigo 25

Artigo 7 (1) (c)

Artigo 26

Artigo 7 (1) (d)

Artigo 27

Artigo 7 (1) (e)

Artigo 28

Artigo 7 (1) (f)

Artigo 29

Artigo 7 (1) (g)

Artigos 30, 31, 32, 33, 34, 35 e 36 - Não

parece vir mencionada "violação" em

particular, nem feita referência a

"qualquer outra forma de violência sexual

de gravidade comparável", conforme o

disposto na parte final do artigo 7(1) (g)

do ER, aplicável a situações de agressão

sexual, não só física mas também mental.

Por outro lado, o elemento “grave” ao

qualificar ameaça, nos artigos 30 e 31,

poderá vir a limitar o âmbito da

criminalidade. Pedido de esclarecimento

sobre o alcance da definição do crime de

prostituição forçada

Artigo 7 (1) (h)

Artigo 37 - Não parece ser referido o

elemento nacionalidade no crime contra a

humanidade de privação de direitos, bem

como "outros motivos universalmente

reconhecidos como não permitidos pelo

direito internacional", conforme o

estipulado no artigo 7 (1) (h) do ER.

Artigo 7 (1) (i)

Artigo 38

Artigo 7 (1) (j)

Artigo 39 – Pedido de esclarecimento

sobre o alcance do crime de segregação

racial

Artigo 7 (1) (k)

Artigo 40

Artigo 7 (2) (a)

Artigo 22

(9)

massa" poderá vir a limitar o âmbito mais

largo da definição do Estatuto

Artigo 7 (2) (c)

Artigo 26

Artigo 7 (2) (d)

Artigo 27

Artigo 7 (2) (e)

Artigo 29

Artigo 7 (2) (f)

Artigo 35

Artigo 7 (2) (g)

Artigo 37

Artigo 7 (2) (h)

Artigo 39

Artigo 7 (2) (i)

Artigo 38

Artigo 7 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 8 (2) (a) (i)

Artigo 50

Artigo 8 (2) (a) (ii)

Artigos 51§ 1º, 52 e 53

Artigo 8 (2) (a) (iii)

Artigo 51

Artigo 8 (2) (a) (iv)

Artigo 54

Artigo 8 (2) (a) (v)

Artigo 55 – O elemento “forças armadas”

deverá ser interpretada no sentido de

incluir todas as categorias compreendidas

no artigo 43 do 1º Protocolo Adicional, o

qual define forças armadas como “todas

as forças, grupos ou unidades armados

sob o comando de alguém responsável

pela atuação dos seus subordinados”

Artigo 8 (2) (a) (vi)

Artigo 56

Artigo 8 (2) (a) (vii)

Artigo 57

Artigo 8 (2) (a) (viii)

Artigo 59

Artigo 8 (2) (b) (i)

Artigo 60

Artigo 8 (2) (b) (ii)

Artigo 61

Artigo 8 (2) (b) (iii)

Artigos 60. §1º e 61. § único

Artigo 8 (2) (b) (iv)

Artigo 62

Artigo 8 (2) (b) (v)

Artigo 63

Artigo 8 (2) (b) (vi)

Artigos 45, 50 e 52

Artigo 8 (2) (b) (vii)

Artigo 64

Artigo 8 (2) (b) (viii)

Artigo 65 – Não parece estar incluído o

elemento “deportação”

Artigo 8 (2) (b) (ix)

Artigo 66

Artigo 8 (2) (b) (x)

Artigos 53 e 68

Artigo 8 (2) (b) (xi)

Artigo 64

Artigo 8 (2) (b) (xii)

Artigo 69

Artigo 8 (2) (b) (xiii)

Artigo 70

Artigo 8 (2) (b) (xiv)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 8 (2) (b) (xv)

Artigo 55 – A expressão “forças armadas”

deverá ser interpretada no sentido de

incluir todas as categorias compreendidas

no artigo 43 do 1º Protocolo Adicional, o

qual define forças armadas como “todas

as forças, grupos ou unidades armados

sob o comando de alguém responsável

(10)

pela actuação dos seus subordinados”

Artigo 8 (2) (b) (xvi)

Artigo 71

Artigo 8 (2) (b) (xvii)

Artigo 72

Artigo 8 (2) (b) (xviii)

Artigo 72

Artigo 8 (2) (b) (xix)

Artigo 73 – Acrescentado “proíbidos por

tratados dos quais a República Federativa

do Brasil seja parte.”

Artigo 8 (2) (b) (xx)

Artigo 74 – A segunda parte do artigo

parece ser substituída por “em violação a

tratado do qual a República Federativa do

Brasil seja parte.”

Artigo 8 (2) (b) (xxi)

Artigo 75

Artigo 8 (2) (b) (xxii)

Artigos 76, 77, 78, 79, 80, 81 e 82 - Não

parece vir mencionada "violação" nem

feita referência a "qualquer outra forma

de violência sexual de gravidade

comparável", conforme o disposto na

parte final do artigo 7(1) (g) do ER,

aplicável a situações de agressão sexual,

não só física mas também mental. Por

outro lado, o elemento “grave” ao

qualificar ameaça, nos artigos 30 e 31,

poderá vir a limitar o âmbito da

criminalidade. Pedido de esclarecimento

sobre o âmbito de aplicação do crime de

prostituição forçada

Artigo 8 (2) (b) (xxiii)

Artigo 83

Artigo 8 (2) (b) (xxiv)

Artigos 60. §2º e 67

Artigo 8 (2) (b) (xxv)

Artigo 84

Artigo 8 (2) (b) (xxvi)

Artigo 85

Artigo 8 (2) (c) (i)

Artigos 87, 45.II, 50, 51, 52 e 68

Artigo 8 (2) (c) (ii)

Artigos 87, 45. II e 75

Artigo 8 (2) (c) (iii)

Artigos 87, 45. II e 59

Artigo 8 (2) (c) (iv)

Artigos 87, 45. II e 56

Artigo 8 (2) (d)

Artigo 44. § 3º

Artigo 8 (2) (e) (i)

Artigos 87 e 60

Artigo 8 (2) (e) (ii)

Artigos 87, 60 §2º e 67

Artigo 8 (2) (e) (iii)

Artigos 87, 60. §1º e 61 § único

Artigo 8 (2) (e) (iv)

Artigos 87 e 66

Artigo 8 (2) (e) (v)

Artigos 87 e 71

Artigo 8 (2) (e) (vi)

Artigos 87, 76, 77, 78, 79, 80, 81 e 82 -

Não parece vir mencionada "violação"

nem feita referência a "qualquer outra

forma de violência sexual de gravidade

comparável", conforme o disposto na

parte final do artigo 7(1) (g) do ER,

aplicável a situações de agressão sexual,

não só física mas também mental. Por

outro lado, o elemento “grave” ao

(11)

qualificar ameaça, nos artigos 30 e 31,

poderá vir a limitar o âmbito da

criminalidade. Pedido de esclarecimento

sobre o âmbito de aplicação do crime de

prostituição forçada.

Artigo 8 (2) (e) (vii)

Artigos 87 e 85

Artigo 8 (2) (e) (viii)

Artigos 87 e 65

Artigo 8 (2) (e) (ix)

Artigos 87 e 64

Artigo 8 (2) (e) (x)

Artigos 87 e 69

Artigo 8 (2) (e) (xi)

Artigos 87, 68 e 53

Artigo 8 (2) (e) (xii)

Artigos 87 e 70

Artigo 8 (2) (f)

Artigo 44. §2º e 3º

Artigo 8 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

2. Os tribunais nacionais deverão ser competentes para exercer jurisdição universal em todos os casos de crimes estipulados pelo direito internacional

Artigo 1

Artigo 4º

3. Os princípios de responsabilidade criminal nas legislações nacionais para os crimes sob jurisdição internacional deverão ser tão rigorosos quanto os estabelecidos pelo direito consuetudinário

internacional

Artigo 22

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 23

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 24

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 25 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 25 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 25 (3) (a), (b) e (c)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 25 (3) (d)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 25 (3) (e)

Artigo 20

Artigo 25 (3) (f)

Artigo 7º. II e § único

Artigo 25 (4)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 26

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 28

Artigo 10 - Parece-nos que os princípios

dispostos no anteprojeto não são tão

rigorosos quanto o disposto no direito

consuetudinário e convencional

(12)

internacional que exige que os superiores

civis estejam sujeitos aos mesmos

padrões de responsabilidade que os

comandantes militares

Artigo 29

Artigo 3º

Artigo 30

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 31 (1) (a)

Artigo 13

Artigo 31 (1) (b)

Artigo 13

Artigo 31 (1) (c)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 31 (1) (d)

Artigo 11 – Não parece estar incluído o

elemento “desde que a pessoa não

pretenda causar um mal maior do que o

que pretendeu evitar”

Artigo 31 (2) e (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 32 (1)

(2)

Artigo 12. 1º parágrafo

Artigo 13

4. As defesas em direito nacional, para os crimes estipulados pelo direito internacional, deverão ser compatíveis com o direito consuetudinário internacional

Artigo 33

Artigo 14 - O correspondente artigo

considera causa excludente nos crimes de

guerra a obediência a ordens superiores,

quando se verificarem as três condições

previstas nas alíneas a), b) e c) do mesmo

artigo, o que nos parece não estar de

acordo com o direito consuetudinário

internacional, nomeadamente o disposto

no Artigo 8 da Carta de Nuremberga

II. ELIMINAÇÃO DE OBSTÁCULOS AOS PROCESSOS JUDICIAIS

5. Não permissão de prescrições

Artigo 29

Artigo 3º

6. Não aplicação de anistias, perdões ou quaisquer outras medidas semelhantes de impunidade por parte dos Estados

Artigo 29

Artigo 3º

7. Deverá ser eliminada nos direitos nacionais, para os crimes estipulados pelo direito internacional, a imunidade dos detentores de cargos oficiais

(13)

III. GARANTIR A REALIZAÇÃO DE JULGAMENTOS IMPARCIAIS SEM A APLICAÇÃO DA PENA DE MORTE

8. Os julgamentos deverão ser imparciais

Artigos 55 e 62 a 68

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

9. Os julgamentos deverão excluir a pena de morte

Artigo 77

Artigo 5º

Parte 2. Cooperação:

I. OBRIGAÇÃO BÁSICA DE COOPERAÇÃO

10. Os tribunais e as autoridades nacionais deverão cooperar plenamente com as ordens e os pedidos do Tribunal

Artigo 86

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 87 (1) (a)

Artigo 99

Artigo 87 (1) (b)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 87 (3)

Artigo 100 - Parece-nos que o

correspondente artigo no anteprojeto não

reflete na sua totalidade o espírito do

artigo 87 (3) do ER. No Estatuto é

requerido que a confidencialidade não só

do pedido mas também dos documentos

seja mantida excepto se a revelação for

necessária para a execução do pedido,

enquanto no anteprojeto só é requerida a

confidencialidade na execução “quando

necessário”

Artigo 88

Artigo 98

Artigo 94

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 95

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 97

Artigo 121 – Os casos previstos nas

alíneas a), b) e c) do Artigo 97 do ER são

referidos a título de exemplo, enquanto

no correspondente artigo do anteprojeto,

parecem vir mencionados como taxativos

(14)

11. O Tribunal deve ser autorizado a realizar sessões nos Estados

Artigo 3 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

12. Deverá ser reconhecida a personalidade jurídica do Tribunal

Artigo 4 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 4 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

13. Os privilégios e imunidades do Tribunal, do seu pessoal, advogados, peritos, testemunhas e outra pessoas cuja presença seja requerida nas sessões deverá ser plenamente respeitada

Artigo 48 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 48 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 48 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 48 (4)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

III. NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS A JUÍZES OU PROCURADOR

14. Os Estados deverão nomear candidatos a juízes e Procurador num processo aberto e com a mais ampla consulta possível

Artigo 36

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 42

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

IV. FACILITAR E AUXILIAR AS INVESTIGAÇÕES DO TRIBUNAL

15. Quando o Ministério Público tenha adiado uma investigação, os Estados deverão dar cumprimento imediato aos pedidos de informação

Artigo 18 (5)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

16. Os Estados deverão dar cumprimento a actos do Ministério Público ou a mandados que tenham sido emitidos pelo Tribunal antes de uma contestação à jurisdição ou de admissibilidade nos termos do artigo 19, bem como a medidas tomadas pelo Ministério Público para conservação de provas ou para impedir que um suspeito fuja à justiça, conforme o disposto nos artigos 18 (6) e 19 (8)

Artigo 18 (6)

Não parece encontrar correspondência no

(15)

Artigo 19 (8)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

17. Os Estados deverão facilitar sem qualquer impedimento a actividade do Ministério Público e da defesa na prossecução de investigações nos Estados

Artigo 54 (2)

Artigo 122- o disposto no 1º § condiciona

a execução direta por parte do Procurador

do Tribunal Penal Internacional às

condições que lhe forem impostas pela

autoridade central brasileira, o que

receamos se venha a tornar em um

elemento de obstrução à justiça

18. As legislações nacionais não deverão conter disposições que possam levar a recusar solicitações de ajuda do Tribunal relacionadas com investigações e processos

Estes motivos poderiam incluir, entre outros o fato de o crime a ser investigado ou sob processo criminal ser um crime militar ou de disciplina militar, a pessoa em causa já ter sido absolvida ou condenada da conduta a ser investigada ou sob processo ou ainda perigo de julgamento não imparcial. Constatamos que o anteprojeto é omisso nestas matérias.

19. As autoridades nacionais deverão providenciar diversas medidas de assistência ao Tribunal

Artigo 96 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

A. Assistência relacionada com documentos e registos, informação e provas a. Localização e entrega de documentos e registos, informação e provas

requeridas ou ordenadas pelo Tribunal

Artigo 93 (1) (a)

Artigo 117. a)

Artigo 93 (1) (i)

Artigo 117. i) – Não parece incluir o

elemento “registos” nem “incluindo

documentos e registos oficiais”

Informação confidencial

Artigo 68 (6)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 73

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Transmissão de informação relacionada com segurança nacional

Artigo 72

Artigo 102 – Receamos que o fato de a

segurança nacional poder vir a ser

invocada como motivo para a recusa de

“apresentação de documentos,

(16)

informações ou divulgação de provas”, se

venha a tornar em um fator de atraso ou

incumprimento da justiça

b. Assegurar a proteção destas provas contra perdas, falsificações ou destruições

Artigo 93 (1) (j)

Artigo 117. h)

c. Entrega de documentos solicitados pelo Tribunal

Artigo 93 (1) (d)

Artigo 117. d) – Não parece ser feita

referência à entrega de documentos

judiciais

B. Assistência relacionada com vítimas e testemunhas d. Auxiliar o Tribunal na localização de testemunhas

Artigo 93 (1) (a)

Artigo 117. a)

e. Proporcionar às vítimas e testemunhas toda a proteção necessária

Artigo 93 (1) (j)

Artigo 117. h) – Deverão, no entanto, ser

implementadas medidas adicionais a fim

de proteger devidamente a segurança, o

bem-estar físico e psicológico, a

dignidade e a privacidade das

testemunhas

Artigo 42 (9)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 43 (6)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 68 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

f. Pleno respeito pelos direitos das pessoas inquiridas no âmbito de investigações de crimes sob a jurisdição do Tribunal

Artigo 55

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto – Pedido de esclarecimento

sobre se se encontra previsto na

legislação nacional. Este incumprimento

significará que um processo contra uma

pessoa que tenha cometido tais crimes

poderá ser rejeitado nos termos do artigo

69 (7) do ER.

g. Auxiliar o Tribunal obrigando as testemunhas a prestar depoimento, sujeito a garantias de confidencialidade, quer no Tribunal, quer nos próprios Estados

(17)

Artigo 93 (1) (e)

Artigo 117. e)

Artigo 93 (1) (f)

Artigo 117. f)

Artigo 93 (7)

Artigo 117. § único

C. Ajuda relacionada com buscas e apreensões

h. Facilitar as buscas e a apreensão de provas pelo Tribunal, incluindo a exumação de

sepulturas, e a conservação de provas

Artigo 93 (1) (h)

Artigo 117. (g)

Artigo 93 (1) (g)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto – Pedido de esclarecimento

sobre se se encontra incluído no artigo

117. b). A Anistia Internacional acredita

que os Estados deverão autorizar o

Tribunal a realizar exumação de

sepulturas, mesmo sem o consentimento

do proprietário, sem impedimento, e

exigir às autoridades estatais que

proporcionem segurança aos locais onde

se encontrem sepulturas

i. Auxiliar no rastreio, congelamento, apreensão e confisco de bens dos arguidos

Artigo 93 (1) (k)

Artigo 117. j) - Não parece estar incluído

o “congelamento”. Segundo o disposto no

ER, os Estados partes deverão

certificar-se de que possuem legislação que permita

a identificação, o rastreio, o

congelamento e a apreensão de lucros, de

bens móveis e imóveis e dos meios de

auxílio aos crimes, sob jurisdição

internacional e a pedido do Tribunal. A

Anistia Internacional recomenda que

estas disposições incluam igualmente

pedidos de outros Estados.

j. Prestação de qualquer outro tipo de auxílio ordenado ou solicitado pelo Tribunal

Artigo 93 (1) (l)

Artigo 117. k)

Os Estados deverão eliminar quaisquer disposições que possam vir a proibir o auxílio ao Tribunal, bem como a outros Estados, no tocante à investigação e ação penal dos crimes

V. PRISÃO E ENTREGA DE ARGUIDOS

20. Os Estados Partes deverão certificar-se que não existem obstáculos à prisão e entrega

(18)

Artigo 89 (2)

Artigo 106 – Acrescentado o seguinte

parágrafo: “Em nenhuma hipótese a

prisão será mantida por mais de sessenta

dias, sem prejuízo da adoção de medidas

adequadas para impedir a fuga e

assegurar a efetivação da entrega”

Artigo 89 (3) (a), (b), (c), (d) e (e)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 89 (4)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 91 (2) (c)

Artigo 103

Artigo 91 (4)

Artigo 103

Artigo 98 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto – Ao abrigo do direito

internacional, o cargo oficial de um

arguido não o isenta da responsabilidade

criminal relativamente aos crimes

cobertos pelo ER.

Artigo 98 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto – A Anistia Internacional

recomenda que os Estados que tenham

celebrado tais acordos os renegoceiem a

fim de permitir a entrega ao Tribunal de

cidadãos de Estados não partes.

21. Os tribunais e autoridades nacionais deverão proceder à detenção de arguidos logo que possível, após pedido do Tribunal naquele sentido

Artigo 89 (1)

Artigo 103

Artigo 92 (1) e (2)

Artigo 111

Artigo 92 (3)

Artigo 112 – Estipulado o prazo de

sessenta dias para a entrega dos

documentos

Artigo 113 – Acrescentado o seguinte

parágrafo: “Entregue o preso, o Estado

brasileiro poderá requerer ao Tribunal

que cumpra sua obrigação de remter-lhe

os documentos indicados no art. 91 do

Estatuto de Roma, de acordo com o seu

Regulamento Processual.”

Artigo 92 (4)

Artigo 114

Artigo 59 (1)

Artigos 103 e 111

22. Os tribunais e autoridades nacionais deverão respeitar na íntegra os direitos dos detidos à ordem ou a pedido do Tribunal

Artigo 55

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto – Pedido de esclarecimento

sobre se se encontra coberto pela

legislação nacional

(19)

Artigo 67 (1) (a)

Artigo 104. a) - Não parecem estar

incluídos os requisitos “em detalhe” nem

“numa língua que o detido compreenda e

fale fluentemente”. “Natureza, causa e

acusação” são substituídos por “motivos”

Artigo 59 (2)

Artigo 104 – Não parece refletir

inteiramente o disposto no Estatuto

Artigo 59 (3)

Artigo 107

Artigo 59 (4)

Artigos 107 e 108 – Substituição de

“circunstâncias urgentes e excepcionais”

por “se presentes circunstâncias que a

justifiquem”. Não parece encontrar

correspondência para “não será da

competência do Estado de custódia

decidir se o mandado de prisão foi

devidamente emitido”

Artigo 59 (5)

Artigo 107 – Pedido de esclarecimento

sobre se compreende o disposto no artigo

59 (5) do ER na sua totalidade

Artigo 59 (6)

Sem correspondência

Artigo 89 (2)

Artigo 106 – Acrescentado o seguinte

parágrafo: “Em nenhuma hipótese a

prisão será mantida por mais de sessenta

dias, sem prejuízo da adoção de medidas

adequadas para impedir a fuga e

assegurar a efetivação entrega”

23. Os tribunais e autoridades nacionais deverão proceder de imediato à entrega dos detidos ao Tribunal

Artigo 59 (7)

Artigo 105

Artigo 92 (3)

Artigo 113

Artigo 101 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto – Conforme o disposto no

Artigo 101 (2) do ER, os Estados Partes

deverão renunciar a restrições

relativamente a pedidos de entrega por

uma conduta diferente daquela que

constitui o pedido.

24. Os Estados deverão dar prioridade aos pedidos de entrega do Tribunal relativamente a pedidos de extradição formulados por outros Estados

Artigo 90

Artigos 118 e 119

25. Os Estados deverão permitir o transporte de arguidos para o Tribunal através dos seus territórios

(20)

Artigo 89 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

26. Os Estados não deverão julgar pessoas já absolvidas ou condenadas pelo Tribunal pela mesma conduta

Artigo 20 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

VI. ASSEGURAR EFETIVA REPARAÇÃO PARA AS VÍTIMAS

27. Os tribunais e autoridades nacionais devem dar cumprimento às sentenças e decisões do Tribunal no tocante a reparações às vítimas e deverão incluir nas legislações nacionais disposições relativas a reparações para todas as vítimas de crimes de direito internacional de acordo com as normas internacionais, incluindo os princípios gerais estabelecidos pelo Tribunal relativos a reparações

Artigo 75

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

VII. JULGAR CASOS DE DELITOS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA

28. As legislações nacionais devem determinar a punição de delitos praticados contra a administração da justiça pelo Tribunal

Artigo 70 (4) (a)

Artigo 88

Artigo 70 (4) (b)

Artigo 88

VIII. EXECUÇÃO DE SENTENÇAS DE CONDENAÇÃO

29. As legislações nacionais deverão estipular a execução de multas e penas

Artigo 109 (1)

Artigo 129 – Não parece estar referido

“sem prejuízo dos direitos de terceiros de

boa-fé”

Artigo 109 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 109 (3)

Artigo 129. parágrafo único

30. As legislações nacionais deverão determinar a execução de sentenças de condenação pelo Tribunal, de acordo com os requisitos a seguir indicados

Artigo 103 (1) (a)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 103 (1) (b)

Artigo 126

Artigo 103 (1) (c)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 103 (2) (a) e (b)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

(21)

Artigo 104 (2)

Artigo 127. § único

Artigo 105 (1)

Artigo 127

Artigo 105 (2)

Artigo 127. § único – Pedido de

esclarecimento sobre se a instrução irá de

alguma forma impedir o pleno exercício

do direito de recurso nos termos do artigo

104 (2) do ER

a. As condições de detenção devem satisfazer na íntegra os requisitos do ER bem como de outras normas internacionais

Artigo 106 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 106 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 106 (3)

Artigo 128

b. As legislações nacionais deverão determinar que a pessoa condenada seja libertada após o cumprimento da pena ou por ordem do Tribunal

Artigo 110 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 110 (2)

Artigo 127. § único

c. As legislações nacionais deverão determinar a transferência das pessoas após o cumprimento da pena

Artigo 107 (1)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 107 (2)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

Artigo 107 (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

d. As legislações nacionais não deverão estender as acusações e a punição a outros crimes

Artigo 108 (1), (2) e (3)

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

e. As legislações nacionais deverão conter disposições relativas a fugas

Artigo 111

Não parece encontrar correspondência no

anteprojeto

IX. EDUCAÇÃO PÚBLICA E FORMAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS

31. Os Estados deverão desenvolver e implementer programas eficazes de educação pública e de formação de funcionários sobre a implementação do Estatuto de Roma

(22)
(23)

Anteprojeto de Lei para adaptação da legislação brasileira ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional

Estatuto de Roma Anteprojeto

Parte 1. Instituição do Tribunal

Artigo 1 Artigo 4º Artigo 2 N/A Artigo 3 (1) (2) (3) N/A N/A

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 4 (1)

(2)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 2. Jurisdição, Admissibilidade e Lei Aplicável Artigo 5 (1) (a) (b) (c) (d) (2) Artigo 1º Artigo 1º Artigo 1º

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 6 (a) (b) (c) (d) (e) Artigo 18 Artigo 18. a) b) c) d) e) Artigo 7 (1) (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (j) (k) Artigo 22 Artigo 24 Artigo 25 Artigo 26 Artigo 27 Artigo 28 Artigo 29 Artigos 30, 31, 32, 33, 34, 35 e 36 Artigo 37 Artigo 38 Artigo 39 Artigo 40

(24)

(2) (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (3) Artigo 22 Artigo 25 Artigo 26 Artigo 27 Artigo 29 Artigo 35 Artigo 37 Artigo 39 Artigo 38 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 8 (1) (2) (a) (i) (ii) (iii) (iv) (v) (vi) (vii) (viii) (b) (i) (ii) (iii) (iv) (v) (vi) (vii) (viii) (ix) (x) (xi) (xii) (xiii) (xiv) (xv) (xvi) (xvii)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigos 45, 46 e 48 Artigo 50 Artigos 51.§1º, 52 e 53 Artigo 51 Artigo 54 Artigo 55 Artigo 56 Artigo 57 Artigo 59 Artigo 60 Artigo 61 Artigos 6.§ 1º e 61.§ único Artigo 62 Artigo 63 Artigos 45, 50 e 52 Artigo 64 Artigo 65 Artigo 66 Artigo 68 e 53 Artigo 64 Artigo 69 Artigo 70

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 55

Artigo 71 Artigo 72

(25)

(xviii) (xix) (xx) (xxi) (xxii) (xxiii) (xxiv) (xxv) (xxvi) (c) (i) (ii) (iii) (iv) (d) (e) (i) (ii) (iii) (iv) (v) (vi) (vii) (viii) (ix) (x) (xi) (xii) (f) (3) Artigo 72 Artigo 73 Artigo 74 Artigo 75 Artigos 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82 Artigo 83 Artigos 60. §2º e 67 Artigo 84 Artigo 85 Artigos 87 e 45.II Artigos 87, 45.II, 50, 51, 52 e 68 Artigos 87, 45.II e 75 Artigos 87, 45.II e 59 Artigos 87, 45.II e 56 Artigo 44.§3º Artigos 87 e 60 Artigos 87, 60.§2º e 67 Artigos 87, 60.§1º e 61.§ único Artigos 87 e 66 Artigos 87 e 71 Artigos 87, 76, 77, 78, 79, 80, 81 e 82 Artigos 87 e 85 Artigos 87 e 65 Artigos 87 e 64 Artigos 87 e 69 Artigos 87, 68 e 53 Artigos 87 e 70 Artigo 44.§ 2º e 3º

Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 9 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 10 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 11 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 12 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 13 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 14 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 15 Não parece ter correspondência no anteprojeto

(26)

Artigo 17 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 18 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 19 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 20 (1) (2) (3)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 21 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 3. Princípios Gerais de Lei Penal

Artigo 22 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 23 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 24 (1)

(2)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 25 (1) (2) (3) (a) (b) (c) (d) (e) (f) (4)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 20

Artigo 7º. II. e Parágrafo único

Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 26 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 27 Artigo 9º

Artigo 28 Artigo 10

Artigo 29 Artigo 3º

Artigo 30 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 31 (1) (a) (b) (c) (d) (2) (3) Artigo 13 Artigo 13

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 11

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 32 (1)

(2)

Artigo 12. §1º Artigo 13

Artigo 33 Artigo 14

Parte 4. Composição e Administração do Tribunal

(27)

Artigos 34 a 52 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 5. Inquérito e Ação Penal

Artigo 53 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 54 (1) (a) (b) (c) (2) (a) (b)

(3) (a) (b) ( c) (d) (e) (f)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 122

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 55 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 56 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 57 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 58 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 59 (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) Artigos 103 e 111 Artigo 104 Artigo 107 Artigos 108 e 109 Artigo 107

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 105

Artigo 60 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 61 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 6. Julgamento

Artigo 62 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 63 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 64 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 65 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 66 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 67 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 68 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 69 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 70 (1) (a) (b) (c) (d) (e) (f) Artigo 88 Artigo 89 Artigo 90 Artigos 91, 92, 93 e 94 Artigo 95 Artigo 96 Artigo 97

(28)

(2) In principium (3)

(4) (a) (b)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigos 89 a 96

Artigo 88

Artigo 71 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 72 Artigos 102 e 123

Artigo 73 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 74 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 75 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 76 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 7. Penas

Artigo 77 Artigo 5º

Artigo 78 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 79 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 80 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 8. Recurso e Revisão

Artigos 81 a 85 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 9. Cooperação Internacional

Artigo 86 Artigo 98 Artigo 87 (1) (a) (b) (2) (3) (4) (5) (a) (b) (6) (7) Artigo 99

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 100 Artigo 100 N/A N/A N/A Artigo 88 Artigo 98 Artigo 89 (1) (2) (3) (a) (b) (c) (d) (e) (4) Artigo 103 Artigo 106

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto

Artigo 90 Artigos 118 e 119 Artigo 91 Artigo 103 Artigo 92 (1) (2) (3) Artigo 111 Artigo 111 Artigos 112 e 113

(29)

(4) Artigo 114 Artigo 93 (1) (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) (2) (3) (4) (5) (6)

(7) (a) (i) (ii) (b) (8) (a) (b) (c) (9) (a) (i) (ii) (10) (a) (b) (i) (ii) (c) Artigo 117 Artigo 117. a) Artigo 117. b) Artigo 117. c) Artigo 117. d) Artigo 117. e) Artigo 117. f) Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 117. g) Artigo 117. i) Artigo 117. h) Artigo 117. j) Artigo 117. k) N/A Artigo 101 Artigo 102 Artigos 101 e 102 Artigo 102 Artigo 117. Parágrafo único N/A N/A Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 120 Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto N/A Artigo 94 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 95 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 96 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 97 Artigo 121 Artigo 98 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 99 (1) (2)

(3)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto

(30)

(4) (a) (b) (5) Artigo 122 Artigo 122. § 1º e 2º Artigo 123 Artigo 100 Artigo 124 Artigo 101 (1) (2) N/A

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 102 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 10. Execução Artigo 103 (1) (a) (b) (c) (2) (a) (b) (3) (4)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 126

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto N/A

Artigo 104 Artigo 127. § único

Artigo 105 (1) (2) Artigo 127 Artigo 127.§ único Artigo 106 (1) (2) (3)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 128

Artigo 107 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 108 Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 109 (1)

(2) (3)

Artigo 129

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 129. § único

Artigo 110 (1) (2) (3) (4) (5)

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 127. § único

Não parece ter correspondência no anteprojeto Artigo 111 Não parece ter correspondência no anteprojeto

Parte 11. Assembleia de Estados Membros

Artigo 112 N/A

Parte 12. Financiamento

Artigo 113 a 118 N/A

Parte 13. Cláusulas Finais

Referências

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