A PROBLEMÁTICA DOS ACTIVOS INTANGÍVEIS
Maria de Lurdes Ribeiro da Silva1 Coimbra, 5 de Novembro de 2011
Contabilidade Financeira Mestrado em Contabilidade e Finanças
SUMÁRIO SUMÁRIO
1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 4. EXEMPLO 1
5. DIVULGAÇÃO 6. EXEMPLO 2
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL 9. EXEMPLO 3
REFLEXÕES
2
1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL 1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL
3
NCRF 6 IAS 38
Activo identificável, de carácter não monetário e sem substância física.
Usados na produção ou na oferta de bens e serviços, para arrendamento a terceiros, ou para finalidades administrativas.
Características:
1. É um recurso
2. Controlado/possuído pela entidade como consequência de acontecimento passados 3. Gerador de prováveis benefícios económicos futuros.
1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL 1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL
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SMAC
Itens baseados no conhecimento, possuídos pela empresa e preparados para produzirem um fluxo de benefícios futuros. Os mesmos potenciam o aumento do valor futuro da organização em geral e a sua capacidade de inovação.
OCDE
Mescla de competências individuais (conhecimento e capacidades), competências organizacionais (base de dados, tecnologia, rotinas e cultura) e relacionais (rede de relacionamentos, reputação, lealdade), não reconhecidas como activos sob a óptica contabilística mas percebidas como tal pelos clientes, fornecedores, accionistas e investidores.
1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL 1. CONCEITO DE ACTIVO INTANGÍVEL
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Características diferenciadoras:
1.Inexistência de usos alternativos– os activos intangíveis não podem ser transferidos para usos alternativos.
2.Inseparabilidade– os activos intangíveis não podem ser separados da empresa como um todo ou dos seus activos físicos.
3.Incerteza quanto à recuperação– os activos intangíveis possuem alto grau de incerteza a respeito do valor dos benefícios futuros a serem recebidos pela empresa.
4.Não sofrem desgaste– Um grande número de activos intangíveis não desvalorizam com o tempo, sendo recursos com potencial para crescer e desenvolver com o tempo, em vez de se depreciarem.
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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a) Que corresponda à definição de activo;
b) Que seja relevante;
O reconhecimento de um item como activo intangível exige que uma entidade demonstre que o item satisfaz os seguintes critérios:
c) Passível de mensuração (avaliação quantitativa);
d) Que o seu valor seja preciso.
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
7 Recurso
Intangível? Identificável? Controlável?
É provável que benefícios económicos futuros sejam gerados?
Custo medido com
fiabilidade? RECONHECER
ACTIVO INTANGÍVEL Capaz de gerar
benefícios económicos
futuros?
SIM SIM
SIM
SIM
SIM
SIM
Um activo intangível deve ser mensurado inicialmente pelo seu custo.
Activo intangível
8
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
Activo não monetário
Inexistência de substancia física
Identificável Controlável Benefícios
económicos futuros
É separável
Resulta de direitos legais
ou contratuais Gera e restringe
Podem ser transferidos
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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IDENTIFICABILIDADE
•For separável, isto é, capaz de ser separado ou dividido da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, seja individualmente ou em conjunto com um contrato, activo ou passivo relacionado;
•Resultar de direitos contratuais ou de outros direitos legais, quer esses direitos sejam transferíveis quer sejam separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações.
OU
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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CONTROLO
Uma entidade controla o activo se a entidade tiver o poder de obter benefícios económicos futuros que fluam do recurso subjacente e puder restringir o acesso de outros a esses benefícios.
BENEFÍCIOS ECONÓMICOS FUTUROS
Podem incluir réditos da venda de produtos ou serviços, poupanças de custos, ou outros benefícios resultantes do uso do activo pela empresa.
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
11
ENTIDADE ACTIVO
(RECURSO) Controla
Benefícios económicos futuros
Identificável
Não monetário Sem substância física
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
12 Excepções
(âmbito de aplicação)
Dispêndios com o
desenvolvimento e extracção de minérios, petróleo, gás natural e recurso não regenerativos semelhantes
Activos intangíveis abrangidos por outras
normas
Activos não correntes detidos para venda
(NCRF 8) (IFRS 5)
Locações (NCRF 9) (IAS 17)
Goodwilladquirido numa concentração de actividades empresariais (NCRF 14) (IFRS 3)
Reconhecimento e mensuração de activos de exploração e avaliação (NCRF 16)
Activos financeiros
(IAS39) Interesses em EC e
(NCRF 15) (IAS 27) Interesses em EC e investimentos em associadas (NCRF 15) (IAS 27)
Activos financeiros (IAS39, NCRF 13 e 15)
AI detidos para venda AI detidos para venda (NCRF 18 e 19)
(IAS 2;IAS 11) Activos por Impostos
(NCRF 25) (IAS 12) Activos por Impostos
Diferidos (NCRF 25) (IAS 12) Activos provenientes de benefícios de empregados
(NCRF 28) (IAS 19)
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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ACTIVOS INTANGÍVEIS VISÍVEIS E OCULTOS IDENTIFICÁVEIS E CONTROLÁVEIS NÃO IDENTIFICÁVEIS E NÃO
CONTROLÁVEIS
Por aquisição a terceiros
Gerados internamente
Por aquisição de outra empresa
Gerados internamente
Direitos de propriedade;
Concessões; Aplicações informáticas; Franquias;
Gastos de I&D Goodwill Capital Intelectual
ACTIVOS INTANGÍVEIS VISÍVEIS
ACTIVOS INTANGÍVEIS
OCULTOS
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Avaliação dos activos intangíveis
3 abordagens de valorização dos activos intangíveis:
Abordagem pelo custo
Abordagem pelo valor de mercado
Abordagem pelo rendimento Existência de mercado
Existência de independência na geração de fluxos de caixa O montante que a empresa pagou, com base na melhor informação presente na data, tendo como referência o preço de outras transacções
Se não:
Aquisição independente
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Avaliação inicial dos activos intangíveis
Critérios de valorimetria
CUSTO
JUSTO VALOR
Custo de aquisição Custo de produção
Aquisição de concentração empresarial
Troca de activos Subvenção governamental
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Activos intangíveis identificáveis e controláveis adquiridos de forma independente a terceiros
O custo destes activos pode ser mensurado com fiabilidade, especialmente se a contraprestação é efectuada em dinheiro ou outros activos monetários.
A mensuração inicial destes activos deve fazer-se pelo seuCUSTOque compreende:
O preço de aquisição;
Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo para o uso pretendido.
•custos de importação; impostos de compra não reembolsáveis; quaisquer custos directamente atribuíveis para colocar o activo em condições necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar
•Deduzido de descontos comerciais e abatimentos.
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Activos intangíveis identificáveis e controláveis adquiridos de forma independente a terceiros
Normalmente o preço que uma entidade paga para adquirir separadamente um activo intangível reflecte as expectativas acerca da probabilidade de que os benefícios económicos futuros esperados incorporados no activo irão fluir para a entidade.
CUSTO
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Activos intangíveis identificáveis e controláveis gerados internamente
FASE DE PESQUISA
É a investigação original e planeada levada a efeito com a perspectiva de obter novos conhecimentos científicos ou técnicos.
FASE DE DESENVOLVIMENTO
É a aplicação das descobertas derivadas da pesquisa ou de outros conhecimentos a um plano ou concepção para a produção de matérias, mecanismos, aparelhos, processos, sistemas ou serviços, novos ou substancialmente melhorados, antes do início da produção comercial ou uso.
CUSTO É GASTOS DO PERÍODO
CUSTO É ACTIVO INTANGÍVEL Apenas se cumprir com determinadas
condições
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Custo de produção: É a soma dos dispêndios incorridos desde a data em que o activo intangível primeiramente satisfaz o critérios de reconhecimento.
Compreende todos os custos directamente atribuíveis necessários para criar, produzir e preparar o activo para ser capaz de funcionar da forma pretendida pela gerência.
As marcas, cabeçalhos, títulos de publicações, listas de clientes e itens substancialmente semelhantes gerados internamente não devem ser reconhecidos como activos intangíveis.
Activos intangíveis identificáveis e controláveis gerados internamente
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
20 Um activo intangível proveniente de desenvolvimento deve ser reconhecido se, e apenas se, uma entidade puder demonstrar tudo o que se segue:
- aviabilidade técnicade concluir o activo intangível a fim de que esteja disponível para uso ou venda;
- a sua intenção de concluir o activo intangível eusá-lo ou vendê-lo (viabilidade comercial);
- a sua capacidade de usar ou vender o activo intangível;
- a forma como o activo intangível geraráprováveis benefícios económicos futuros (viabilidade financeira). Entre outras coisas, a entidade pode demonstrar a existência de um mercado para a produção do activo intangível ou para o próprio activo intangível ou, se for para ser usado internamente, a utilidade do activo intangível;
- a disponibilidade de adequados recursos técnicos, financeiros e outros para concluir o desenvolvimento e usar e vender o activo intangível;
- a sua capacidade para mensurar fiavelmente o dispêndio atribuível ao activo intangível durante a sua fase de desenvolvimento.
SUBJECTIVIDADE!
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
21
Activos intangíveis não identificáveis e não controláveis adquiridos numa concentração de actividades empresariais
A entidade adquirente reconhece, na data de aquisição, separadamente dogoodwill, um activo intangível da adquirida se o justo valor do activo puder ser mensurado com fiabilidade, independentemente de o activo ter sido reconhecido pela adquirida antes da concentração empresarial.
A mensuração inicial destes activos deve fazer-se pelo seu JUSTO VALOR
•justo valor - cotação do preço de mercado (se existe mercado).
•justo valor – quantia paga (sem mercado mas com mensuração fiável).
•incluído nogoodwill– se não há mercado nem mensuração fiável.
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Activos intangíveis não identificáveis e não controláveis adquiridos numa concentração de actividades empresariais
JUSTO VALOR
Que reflecte as expectativas do mercado relativas à probabilidade de que os benefícios económicos futuros incorporados no activo fluam para a entidade.
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Activos intangíveis não identificáveis adquiridos numa concentração de actividades empresariais
Adquirente
Reconhece
Data de aquisição
Goodwill AI
Definição de AI JV fiavelmente mensurado Separadamente
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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Activos intangíveis não identificáveis e não controláveis gerados internamente
Capital Intelectual
custo
Gasto do período
AI ocultos
2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICI 2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO INICIAL
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TROCA DE ACTIVOS INTANGÍVEIS
Troca de AI
Justo valor
Excepção
Troca careça de substância comercial JV do activo
recebido
JV activo cedido
Não sejam fiavelmente mensuráveis
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
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Modelo do Custo Modelo de revalorização
O activo intangível deve ser escriturado pelo seu custo menos qualquer amortização acumulada e quaisquer perdas por imparidade acumuladas.
O activo intangível deve ser escriturado pelo seu justo valor à data da revalorização menos qualquer amortização acumulada subsequente e quaisquer perdas por imparidade acumuladas subsequentes.
O justo valor deve ser determinado com referência a ummercado activo.
As revalorizações devem ser feitas com tal regularidade que na data do balanço a quantia escriturada não difira materialmente do seu justo valor.
Tratamento de referência Todos os activos da mesma classe (a não ser que não haja mercado - custo)
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
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Vida útil
Finita Indefinida
Amortizar Não
amortizar Teste de imparidade
Vida útil é o período durante o qual determinada entidade espera que um activo esteja disponível para uso, ou, em alternativa, o número de unidades de produção ou similares que se espera obter do activo.
Teste de imparidade
+
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
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ACTIVOS COM VIDAS ÚTEIS FINITAS
O método de amortização usado deve reflectir o modelo pelo qual se espera que os futuros benefícios económicos do activo sejam consumidos pela entidade.
A quantia amortizável deve ser imputada numa base sistemática durante a sua vida útil.
O custo de amortização em cada período deve ser reconhecido nos resultados.
O período e o método de amortização devem ser revistos pelo menos no final de cada ano financeiro.
Se a vida útil esperada for diferente das estimativas anteriores, o período de amortização deve ser alterado em conformidade. Se tiver havido uma alteração no modelo de consumo esperado dos futuros benefícios económicos, o método de amortização deve ser alterado para reflectir o modelo alterado.
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
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ACTIVOS COM VIDAS ÚTEIS INDEFINIDAS
De acordo com a IAS 36 e IFRS 12 - Imparidade de Activos, é exigido que se teste a imparidade comparando a sua quantia recuperável com a sua quantia escriturada:
Não devem ser amortizados.
A vida útil deve ser revista a cada período para determinar se os acontecimentos e circunstâncias continuam a apoiar a avaliação de vida útil indefinida.
Anualmente; e
Sempre que haja uma indicação de que o activo pode estar com imparidade.
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
30
PERDAS POR IMPARIDADE A entidade deve avaliar, à data de balanço se existe alguma indicação de que o activo deixe de proporcionar benefícios económicos futuros, total ou parcialmente
Fontes de informação internas Fontes de informação externas
Teste de imparidade Quantia recuperável
Maior dos dois
Justo valor menos os custos de
vender (óptica da venda)
Valor de uso (óptica da utilização) Se quantia recuperável < quantia escriturada
Perda por imparidade
Diferença entre valor escriturado e quantia
recuperável Reconhecida em perdas do exercício
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
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PERDAS POR IMPARIDADE
Fontes de informação externa: Alterações no valor de mercado; variações na procura;
alterações na avaliação económica da empresa.
Fontes de informação interna: ociosidade do activo; descontinuação ou reestruturação de unidades operacionais a que o activo pertence; planos de alienação antes da data esperada.
Quantia recuperável V. Uso: Valor presente dos fluxos de caixa futuros (vida útil) JV: Valor possível de ser obtido na alienação (venda ou troca)
A entidade deve testar anualmente a imparidade de:
•Um activo intangível com vida útil indefinida;
•Um activo intangível ainda não disponível para uso, comparando a sua quantia escriturada com a sua quantia recuperável;
•Ogoodwilladquirido numa concentração de actividades empresariais.
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUEN 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
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Modelo de revalorização
Este modelo só pode ser aplicado após o AI ter sido inicialmente reconhecido pelo custo, existindo, no entanto, duas excepções:
1. no caso dos AI recebidos através de um subsídio do governo, e
2. nos casos em que apenas parte do custo foi reconhecido como AI em virtude de apenas ter satisfeito os critérios de reconhecimento a meio do processo, situação em que se pode aplicar o critério da revalorização ao total desse AI.
Quando se procede a uma revalorização de um AI, as amortizações do mesmo devem ser:
•Reexpressas proporcionalmente, ou
•Eliminadas
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
33
Modelo de revalorização
Reconhecimento do aumento para o JV
Reconhecimento da diminuição para o JV Regra geral Directamente no capital próprio
(Excedentes de revalorização)
Nos resultados (Perdas por imparidade em AI)
Excepção
Nos resultados (quando se verificar a reversão de um decréscimo de revalorização do
mesmo activo previamente reconhecido em resultados)
Directamente no capital próprio (quando se verificar a existência de
um saldo credor no excedente de revalorização com respeito ao
mesmo activo)
Nota: A NCRF-PE não permite a adopção do modelo de revalorização para AI
3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE 3. MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
34
Desreconhecimento
Alienação Ausência de benefícios
económicos futuros
Uso Alienação
Objectivo:comparar as exigências legais de informação sobre intangíveis previstas na IAS 38 (NCRF 6) com os níveis reais de informação fornecida pelas empresas portuguesas que integram o índice PSI-20 daEuronext Lisbon.
4. EXEMPLO 1
Amostra composta pelas 20 empresas que compõem o índice PSI-20 Análise às demonstrações financeiras de 2007.
Análise com base na separação dos intangíveis em:
•Adquiridos do exterior
•Gerados internamente (identificáveis e controláveis)
•Procedentes de uma combinação de negócios (goodwill).
Informação em milhares de euros.
35
4. EXEMPLO 1
36 IDENTIFICÁVEIS (SEPARÁVEIS) E CONTROLÁVEIS NÃO IDENTIFICÁVEIS E NÃO CONTROLÁVEIS
Por aquisição a terceiros Gerados internamente Por aquisição de outra empresa
Gerados internamente
ACTIVOS INTANGÍVEIS VISÍVEIS ACTIVOS INTANGÍVEIS OCULTOS Indústrias
manufactureiras Construção Actividades financeiras Informação e comunicação Outras actividades de serviços Fornecimento de electricidade, gás, vapor e ar condicionado
462.723
913.777
100.134
2.645.136
439.888
2.132.892
5.508
2.276 1.621
0
35.909
0
2.334.005
239.897 508.318
1.680.736
1.157.229
3.052.465 0
0 0
0
0
0
6.694.550 45.314 8.972.650 0
4. EXEMPLO 1
37
Resultados
Os intangíveis adquiridos são os que apresentam maior proporção;
Os intangíveis gerados internamente são pouco significativos (são essencialmente despesas de desenvolvimento);
Os intangíveis não identificáveis e não controláveis gerados internamente não podem ser reconhecidos (capital intelectual);
Os intangíveis reconhecidos por aquisição separada que têm maior valor são os pertencentes à classe de direitos de propriedade industrial, patentes e direitos de exploração (sendo essencialmente direitos de concessão de utilização de redes de comunicação fixa e móvel e direitos de concessão de redes de distribuição de energia eléctrica), sendo os programas e aplicações informáticas os mais frequentemente reconhecidos.
4. EXEMPLO 1
38
Resultados
Os activos intangíveis com vida útil indefinida reconhecidos foram ogoodwille as marcas adquiridas, valorizados inicialmente pelo método da compra e na data do balanço ao custo deduzido de perdas por imparidade;
Os activos intangíveis com vida útil finita foram valorizados inicialmente ao custo de aquisição e, na data do balanço, o custo deduzido de amortizações e perdas por imparidade acumuladas;
As perdas por imparidade reconhecidas foram essencialmente emgoodwill, sendo nos restantes intangíveis pouco significativas;
Foram efectuadas revisões de perdas por imparidade de outros intangíveis, as quais foram reconhecidas em resultados;
Foram reconhecidos activos intangíveis por aquisição gratuita (licença de emissão de CO2 e subvenção a gastos reconhecidos para reconversão para gás natural).
5. DIVULGAÇÃO 5. DIVULGAÇÃO
A contabilidade tem sofrido alterações significativas para se adaptar às novas exigências, nomeadamente no que diz respeito à divulgação. Cada vez mais as partes interessadas na situação da empresa exigem informações claras e fidedignas, o que obriga a uma inevitável evolução.
A escassa informação contabilística é uma constatação que tem merecido muito interesse no meio académico. A globalização dos mercados e a maior importância dada ao capital intelectual tem movido igualmente os organismos reguladores da contabilidade, estando hoje mais cientes da necessidade de responder às mudanças operadas neste âmbito.
A tendência dos organismos reguladores internacionais vai no sentido da ampliação da divulgação de informação tanto quantitativa como qualitativa no Anexo, mais do que a adopção de critérios de reconhecimento mais flexíveis.
5. DIVULGAÇÃO 5. DIVULGAÇÃO
A IAS 38 (e IFRS 6) apresentam algumas exigências de divulgação de AI, nomeadamente:
•A distinção entre AI gerados internamente e adquiridos;
•Distinção entre classes de activos – se as vidas úteis são finitas ou indefinidas; taxas de amortização e métodos utilizados (vidas úteis finitas);
•Quantias brutas, amortizações acumuladas e amortizações praticadas no exercício;
•Reconciliação entre valores no início e no final do período, indicando adições, revalorizações, alienações, amortizações, perdas por imparidade e reversões;
•Dispêndios com pesquisa e desenvolvimento reconhecidas como gasto do período;
•Data de revalorização, valor dos AI revalorizados; valor contabilístico dos AI que teria sido reconhecido se a classe de AI tivesse sido mensurada após reconhecimento inicial ao modelo do custo; métodos e pressupostos para estimativas de JV; etc.
6. EXEMPLO 2
•Analisar se os grupos bancários, que apresentam contas consolidadas em Portugal, cumprem as exigências de divulgação da IAS 38 (NCRF 6).
•Analisar os factores que influenciam essa divulgação.
Objectivos:
Metodologia:
•Elaboração de um índice de divulgação com 47 itens, construído com base nas exigências de divulgação da IAS 38 (NCRF 6).
•Atribuiu-se um ponto se o banco divulga a questão em causa e zero se não divulga.
•Foi considerado igualmente um índice dos itens que são aplicáveis a cada banco.
•N = 153 (17 bancos em 9 anos)
•Foram estudados alguns factores que se possam apresentar como explicativos da divulgação.
41
6. EXEMPLO 2
42
Média Mín. Máx. DP
Índice de divulgação da IAS 38 (DIV38)
0,2400 0,021 0,553 0,1161
Índice de divulgação da IAS 38 – Itens aplicáveis (DIV38-A)
0,8286 0,167 1 0,1381
Resultados
A média de divulgação dos itens exigidos pelas IAS 38, efectuada pelos bancos que apresentam contas consolidadas em Portugal, ao longo de 9 anos (2001 a 2009), foi de 24%.
Considerando apenas os itens que são aplicáveis ou relevantes a cada um dos bancos em concreto, a média de divulgação de intangíveis é de 82,86%.
6. EXEMPLO 2
43
Resultados
Os anos 2005 e 2006 foram os que apresentam maior aumento na divulgação, dada a implementação da IAS 38.
2002-2001 2003-2002 2004-2003 2005-2004 2006-2005 2007-2006 2008-2007 2009-2008
Z p
-0,272 ,785
-1,594 ,111
,000 1,000
-2,046 ,041
-2,143 ,032
-,658 ,511
-,568 ,170
-,170 ,865 Teste Wilcoxon para análise da evolução a divulgação de intangíveis
6. EXEMPLO 2
44
Resultados
Análise aos factores que determinam a divulgação de intangíveis segundo a IAS 38
Factores DIV38 DIV38 - Aplicáveis
Dimensão ,595*** ,361***
Rendibilidade ,232*** ,224***
Eficiência -,236*** -,084
Diversidade de intangíveis ,072 -,032
Intensidade do valor de intangíveis ,350*** ,160**
Tamanho do conselho de Administração ,501*** ,429***
Sistemas de incentivos baseados acções ,441*** ,413***
Propriedade privada -,199** -,200**
Implementação normativa ,340*** ,290***
6. EXEMPLO 2
45
Resultados
Análise aos factores que determinam a divulgação de intangíveis segundo a IAS 38
Uma análise de regressão em painel, permitiu-nos verificar que os factores que explicam a divulgação de intangíveis segundo as exigências da IAS 38 são: Dimensão;
Diversidade de intangíveis (nº de classes de intangíveis);tamanho do Conselho de Administraçãoe aimplementação normativa, quando considerada a divulgação de todos os itens (DIV38).
As variáveis que se apresentam como explicativas quando analisada a divulgação apenas dos itens aplicáveis (DIV38 Aplicáveis) a cada um dos bancos foram:
Intensidade do valor de intangíveis;tamanho do Conselho de Administraçãoe a implementação normativa.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
46
O capital intelectual é, por vezes, considerado sinónimo de propriedade intelectual;
goodwill; activo intangível, invisível ou oculto; activo intelectual ou capital do conhecimento.
A caracterização do capital intelectual, referida por Stewart (1998), abrange o essencial do tema ao definir como componentes do capital intelectual o talento de trabalhadores, aeficácia dos seus sistemas de gestãoe ocarácter das relações.
O reconhecimento e mensuração do capital intelectual revela-se um dos maiores desafios que, actualmente, os profissionais da contabilidade enfrentam.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
47
Edvinsson e Malone (2003) associam uma empresa à imagem de uma árvore, em que há uma parte visível (os frutos e as folhas) e outra que está oculta (as raízes). Referem que se apenas nos preocuparmos com os frutos, a árvore pode morrer. Para que a árvore cresça e continue a dar frutos, as raízes devem estar sãs e nutridas. Tal como as árvores, se as empresas apenas se preocupam com os resultados financeiros e ignorarem os valores ocultos, a empresa não sobrevive a longo prazo. Dizem ainda que, mesmo que o sabor da fruta e a cor das folhas evidenciam a saúde da árvore, a análise às suas raízes pode detectar alguma doença que, embora a parte visível não o denuncie, pode vir a matá-la.
Pressupõe-se nesta definição que os valores ocultos serão os factores de produção baseados no conhecimento, na inovação e na maior importância dada a factores humanos.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
48
Conhecer o capital intelectual implica perceber as suas raízes teóricas. Estas estão, geralmente, associadas a duas correntes de pensamento: umacontabilísticae outra de gestão(ou estratégica).
Acorrente contabilísticarelaciona o capital intelectual com a criação e desenvolvimento de ferramentas que quantificam e visualizam as suas variáveis. Promove actividades que conduzem àmediçãoereportedos intangíveis.
Acorrente de gestãoanalisa o capital intelectual como fundamento para a criação e uso do conhecimento com a finalidade de aumentar o valor da empresa. O foco está na relação entre o conhecimento e acriação de valor. As actividades críticas desta corrente são a aprendizagem organizacional, a gestão do conhecimento e a gestão da inovação.
Estas correntes de investigação são complementares para o estudo da identificação, medição e gestão do capital intelectual (Cabrita, 2009).
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
49
A diferença entre aperspectiva clássica da contabilidadepressupõe que exista um valor e um contexto, ou seja, o valor de um activo depende de quando, onde e entre quem se efectua a transacção. Não existindo transacção, como é o caso da maioria das interacções com intangíveis, nenhum valor é reconhecido.
Uma novaperspectiva de criação de valorrequer profundas adaptações por parte dos modelos contabilísticos, já que, a unidade de análise deixa de ser o item contabilístico e passa a ser o processo de criação de valor.
O capital intelectual é reconhecidamente importante nas empresas da “nova economia”, é o principal factor de produção quecria valor empresarial. É então necessário constatar esta relevância através da informação fornecida pelas empresas.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
50
VALOR
Realização de valor
Criação de valor
Desempenho passado
Potencial de realização de valor no futuro
Fonte: Cabrita, 2009
Realização de valor e criação de valor
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
51
Elementos comuns às várias definições de capital intelectual
Capital intelectual
Intangibilidade Efeito de uma prática colectiva
Conhecimento que cria valor
Fonte: Cabrita, 2009:97
52
CAPITAL HUMANO
Stock activo de capacidades e competências individuais.
Influencia o desempenho da organização e confere-lhe inteligência colectiva. Relaciona as competências individuais com as competências nucleares das organizações.
É o activo mais valioso das organizações pois é a fonte de inovação e renovação estratégica, não sendo, no entanto, por elas detido. É, por isso, o conhecimento da empresa que, no final do dia, regressa a casa.
Está relacionado com a competência, as capacidades, a experiência, as aptidões, a criatividade, a educação, a capacidade de trabalho em grupo, a motivação, a aprendizagem, a lealdade, etc.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
53
CAPITAL ESTRUTURAL
Activo estratégico das organizações com efeito multiplicador quando interage com o capital humano.
O capital estrutural tem a sua origem no capital humano, porque é construído pelos indivíduos mas, contrariamente a estes, o capital estrutural é possuído pela organização. É, por isso, o conhecimento da organização que não regressa a casa no final do dia.
Compreende as infra-estruturas, os sistemas de informação, as bases de dados, as marcas, patentes, rotinas e processos administrativos.
A organização cria o contexto para que o capital humano seja retido e incorporado nas rotinas e processos organizacionais.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
54
CAPITAL RELACIONAL
Activo de relações da organização e sua envolvente.
Uma rede de relações torna a organização competitiva e mais valiosa que o valor atribuído aos produtos e serviços, porque o mais importante não será possuir recursos, mas ter acesso a eles.
Satisfação, fidelização, confiança e longevidade nas relações são atributos nas relações com as entidades externas.
Nesta “economia de rede” as empresas não podem viver sozinhas. Vivem mais das relações que estabelecem com os seus
clientes, fornecedores, investidores, financiadores, concorrentes, etc., do que dos seus próprios recursos.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
55
O capital humanodissipa-se se não for devidamente combinado com o capital estruturale ocapital relacional.
O capital estruturalé como o esqueleto que suporta a relação entrecapital humanoecapital relacional.
CAPITAL INTELECTUAL
Capital Humano
Capital Estrutural
Capital Relacional
O capital intelectual é um fenómeno de interacções e um recurso em permanente mutação, havendo quem defenda o termoPOTENCIAL INTELECTUAL.
7. O CONCEITO DE CAPITAL INTELECTUAL
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
56
As empresas da “velha economia” geravam valor essencialmente pela aplicação intensiva de mão-de-obra e recursos físicos e tinham como horizonte o curto prazo para delinear os seus objectivos, sendo os sistemas contabilísticos adaptados à realidade empresarial.
Nos anos 90 começaram a operar-se algumas transformações pelo contributo de alguns investigadores para a perda de relevância dos métodos tradicionais, através do desenvolvimento de métodos mais completos e adaptados à mudança.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
57 Modelo Tipos de Capital Intelectual Indicadores de medição Autores
Balanced Scorecard
Perspectivas Financeiras Perspectivas do cliente Perspectivas do processo interno Perspectivas de aprendizagem e crescimento
Indicadores baseados na estratégia da empresa
Kaplan e Norton (1992)
The Technology Broker
Activos de mercado Activos de Propriedade Intelectual Activos centrados no indivíduo Activos de Infraestrutura
Indicadores qualitativos Brooking (1996)
Navegador de Skandia
Capital Humano Capital Estrutural Capital de Clientes
164 indicadores métricos baseados em 5 perspectivas:
financeira; clientes; processos;
renovação e desenvolvimento e humana.
Edvinsson e Malone (1997)
Intangible Assets Monitor
Competência dos Colaboradores Componente Interno Componente Externo
Indicadores de crescimento, renovação, utilização/eficiência e redução de risco/estabilidade.
Sveiby (1997)
Direcção por competências
Capital Humano Capital Organizativo Capital Tecnológico Capital Relacional
Não se utilizam indicadores Bueno (1998)
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
58 Modelo Tipos de Capital Intelectual Indicadores de medição Autores
Intelect
Capital Humano Capital Estrutural Capital Relacional
Indicadores por blocos e por elementos
Euroforum (1998)
Méritum
Capital Humano Capital Estrutural Capital Relacional
Indicadores financeiros e não financeiros
Cañibanoet al.
(2002)
Intellectus
Capital Humano Capital Organizativo Capital Tecnológico Capital Relacional de negócio Capital Social
Utiliza e adapta os indicadores do modelo Intelect e Intangible Assets monitor.
CIC (2003)
InCaS – Made in Europe
Capital Humano Capital Estrutural Capital Relacional
Indicadores para medir elementos
União Europeia (2006)
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
59
Modelo Balanced Scorecard– Kaplan e Norton
Reflecte o equilíbrio entre objectivos de curto e longo prazo, entre medidas financeiras e não financeiras, entre indicadores de tendência e de ocorrência e entre visão interna e externa.
A partir da missão e da visão, o BSC desdobra a estratégia em objectivos e indicadores tangíveis, de forma a comunicar, articular e proporcionar o alinhamento das iniciativas individuais, departamentais e organizacionais com os objectivos estratégicos da empresa.
Mais do que um sistema de medidas, o BSC é um poderoso instrumento de implementação da estratégia, utilizado actualmente em centenas de organizações, nos mais variados sectores da economia.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
60
Modelo Balanced Scorecard– Kaplan e Norton
O BSC sugere que se avalie a empresa em 4 perspectivas:
•Perspectiva Financeira– permite medir os resultados da estratégia e avaliar a máxima rentabilidade da empresa na óptica dos resultados (lucro) e docash-flow;
•Perspectiva do Processo Interno– visa avaliar e melhorar os processos internos de negócios, sobretudo os mais representativos da cadeia de valor (novos produtos, projectos de I&D, qualidade, flexibilidade dos processos, etc.);
•Perspectiva do Cliente– identifica os segmentos de mercado, utilizando medidas como quota de mercado, número de novos clientes e satisfação do cliente;
•Perspectiva de Aprendizagem e Crescimento– atenção dada à evolução centrada nas pessoas dentro da organização, aos sistemas e procedimentos organizacionais.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
61
Modelo Balanced Scorecard– Kaplan e Norton
Fonte: Kaplan e Norton, 2000
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
62
Modelo The Technology Broker -Brooking
Este modelo baseia-se em indicadores qualitativos, pois pretende servir de base para planear e executarauditoriasde capital intelectual de uma organização, sugerindo 4 alternativas para estimar o valor monetário do capital intelectual.
•Activos de mercado– são activos que proporcionam vantagens competitivas no mercado como marcas, imagem, carteira de clientes, canais de distribuição, etc.;
•Activos humanos– Conhecimento que reside nas pessoas: criatividade, habilidade, perícia, conhecimentos, formação, motivação, etc.;
•Activos de propriedade intelectual– são activos de propriedade intelectual e de exclusividade na exploração de intangíveis:know-how, patentes, direitos de autor; etc.;
•Activos de infra-estrutura– activos associados à tecnologia, métodos de gestão, bases de dados de clientes, processos que suportam o funcionamento da organização.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
63
Modelo The Technology Broker -Brooking
Fonte: Brooking, 1997.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
64
Modelo Navegador de Skandia– Edvinson e Malone
Analisa e avalia, através de umscorecard, o capital intelectual integrando medidas financeiras com medidas não financeiras.
Trata-te de um mapa maisconceptuale está centrado em 5 componentes de avaliação: a componente financeira; a componente do capital humano; a componente do cliente; a componente do processo e a componente da renovação e desenvolvimento.
Criou-se umametáforacom umacasapara uma interpretação mais clara: o foco da renovaçãoé oalicerce, os focos declienteseprocessossão as paredes, que representam as actividades que se desenvolvem no presente. O focofinanceiroé o telhado(a parte mais visível da casa, apoiado nos restantes e representando o passado) e o focohumanoé ointeriorda casa, ou seja, o conhecimento, as competências e habilidades.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
65
Modelo Navegador de Skandia– Edvinson e Malone
Fonte: Edvinson e Malone, 2003
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
66
Modelo Intangible Assets Monitor -Sveiby
Neste modelo, o capital intelectual está dividido em 3 componentes:
•Activos decompetências individuais, propriedade dos colaboradores, estando ao serviço da empresa (capacidades e competências, experiência, valores, habilidades, atitudes, formação);
•Activos deestrutura interna, ou seja, conhecimento estruturado da organização, desenvolvido pelos colaboradores mas propriedade da empresa (procedimentos e sistemas de trabalho, métodos, sistemas de informação e bases de dados, cultura organizacional); e
•Activos deestrutura externa, directamente influenciado pela forma como a empresa se posiciona no mercado e pelas relações que estabelece com os parceiros (marca, imagem, carteira de clientes, acordos, alianças estratégicas, reputação de mercado).
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
67
Modelo Intangible Assets Monitor -Sveiby
O modelo não inclui o quadro completo e abrangente de activos intangíveis, mas pretende seguir uma abordagem prática que permita avaliar a criação de valor na organização.
Utiliza 4 indicadores de medida em cada uma das 3 componentes:
•Indicadores de crescimento(potencial presente e perspectivas de futuro);
•Indicadores de renovação(empenho na inovação e renovação dos seus activos);
•Indicadores de eficiência(para analisar a produtividade dos intangíveis);
•Indicadores de estabilidade/risco (para analisar o grau de permanência dos intangíveis na empresa e o risco de os perder).
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
68
Modelo Intangible Assets Monitor -Sveiby
A utilização deste modelo deve resultar numa tabela, também designada por monitor, que demonstre os indicadores para cada uma das perspectivas de criação de valor definidas no modelo. Esse monitor não deve exceder uma página e deve ser acompanhado de um relatório explicativo.
CATEGORIAS DE ESTRUTURA ESTRUTURA
INDICADORES INTERNA EXTERNA
Crescimento Renovação Eficiência Estabilidade/risco
MONITOR DE ACTIVOS INTANGÍVEIS COMPETÊNCIA
valores dos indicadores
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
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Modelo Direcção por competências– Bueno Campos
Neste modelo, a competência essencial de uma empresa é composta pela combinação de competências básicas que distinguem os diversos detentores:
•competências pessoais(atitudes, habilidades);
•competências organizativas(processos);
•competências tecnológicas(oknow-how);
•competências relacionais(com o meio envolvente).
Daqui se cria a sua competência principal: avantagem competitivaouchave estratégica.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
70
Modelo Intelect– Euroforum
É um modelo aberto e flexível, que relaciona o capital intelectual com a estratégia da empresa, proporcionando informação aos gestores para a tomada de decisões.
Incorpora as dimensões:
•Presente / futuro;
•Interno / externo;
•Fluxo / fixo;
•Explícito / tácito
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
71
Modelo Intelect– Euroforum
Utilizada blocos, elementos e indicadores de medição:
•osblocossão ocapital humano, ocapital estruturale ocapital relacional;
•oselementossão os activos intangíveis que integram cada componente de capital intelectual, ou seja, os considerados dentro de cada bloco.
•Osindicadoresrepresentam a forma de avaliar cada um dos elementos anteriores.
Assim, no capital humano, o modelo tem em consideração indicadores como a as competências dos trabalhadores, o trabalho em equipa, a sua motivação, etc.; no capital estrutural verificam-se indicadores como as tecnologias dos processos, a comunicação existente, a cultura organizacional, etc.; no capital relacional a satisfação dos clientes, alianças estratégicas, etc.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
72
Modelo MERITUM - Cañibano
O capital intelectual está classificado em 3 componentes:capital humano,capital organizativoouestruturalecapital relacional.
As características de cada uma das componentes é basicamente igual aos restantes modelos: a associação ao capital intelectual ao conhecimento que os trabalhadores possuem e que aplicam no seu trabalho, ao capital estrutural associa-se o canal ou veículo que facilita o fluxo de conhecimentos dentro da organização e ao capital relacional, a interacção do conhecimento de cada um dos intervenientes com os restantes.
Este modelo dá especial relevância àmediçãopara uma adequadagestão.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
73
Modelo Intellectus– CIC
Baseado nos modelosIntellecteIntangible Assets Monitore aperfeiçoado pelo CIC- IADE (Centro de Investigação sobre a Sociedade do Conhecimento – Instituto de Administração de Empresas da Universidade Autónoma de Madrid).
Neste modelo, o capital intelectual também está classificado em 3 componentes:
capital humano, capital estruturalecapital relacional.
É introduzido um efeito dinâmico e flexível aodesagregaro capital intelectual em 5 componentes:
O capital estrutural desagrega-se emcapital organizativoecapital tecnológicoe o capital relacional divide-se emcapital de negócioecapital social.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
74
Modelo Intellectus– CIC
A autonomia docapital tecnológicorepresenta a soma agregada das competências básicas distintivas da natureza tecnológica da organização, ou seja, a atribuição de relevo à tecnologia na criação de valor das organizações. Ocapital organizativo representa o aspecto social ou de comportamento administrativo.
A desagregação do capital relacional emcapital de negócio, ou seja, aquele que é directamente relacionado com os agentes vinculados ao processo de negócio e em capital social, ou seja, o capital relacionado com os restantes agentes que configuram a perspectiva actual da responsabilidade e acção social da empresa, pretende adequar o conceito de capital intelectual às exigências sociais e à própria evolução da economia do século XXI.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
75
Modelo Intellectus– CIC
Fonte: CIC-IADE, 2003
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
76
Modelo InCaS– Made in Europe
O modelo InCaS –Intellectual Capital Statement (made in Europe)é um projecto financiado pela União Europeia, no âmbito do 6º Quadro da União Europeia. O consórcio que desenvolveu o projecto contou com a participação de 25 empresas de 5 países, vários especialistas, instituições de investigação e associações de empresas.
O objectivo é criar umametodologia de gestão e reporte de capital intelectual, criando linhas de orientação europeias de reporte de capital intelectual e normas de certificação de relatórios de capital intelectual, para, na prática: 1) Reforçar a competitividade e potencial inovador das organizações europeias através da acção sistemática do capital intelectual; 2) Estabelecer o ICS (Intellectual Capital Statement) como uma importante e valiosa ferramenta de gestão, permitindo a comparabilidade entre empresas; 3) Integrar e consolidar a diversidade de experiências das empresas europeias num reporte de capital intelectual ao nível europeu.
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
77
Modelo InCaS – Made in Europe
Fonte: InCaS, 2006
8. MODELOS DE MEDIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL
78
Modelo InCaS–Made in Europe
Esta metodologia permite reflectir sobre os factores de capital intelectual que, actuando nos processos de negócio, conduzem à criação de valor. Proporciona um pensamento estratégico colectivo com impacto positivo na geração de resultados.
A União Europeia pretende estender este projecto a todas as PME´s de todos os Estados-membros.
Principais benefícios:
•Efectuar um diagnóstico dos pontos fortes e fracos do capital intelectual;
•Hierarquizar as oportunidades de melhoria;
•Apoiar implementação de acções que optimizam processos e promovem a inovação;
•Monitorização (redução) dos riscos estratégicos;
•Realçar a transparência e promover o compromisso de todos os colaboradores;
•Facilitar a comunicação de valores a todos osstakeholders(reporte).
9. EXEMPLO 3
79
Objectivos:
•Analisar a divulgação do capital intelectual nos relatórios anuais e nas páginasweb dos bancos que apresentam contas consolidadas em Portugal.
•Analisar os determinantes da divulgação de informação.
Metodologia:
O índice foi construído com base no Projecto Intellectus e Projecto InCaS, ambos promovidos pela União Europeia, tendo os elementos, variáveis e indicadores do modelo sido adaptados, não à medição mas à divulgação e ao sector financeiro.
Do Projecto Intellectus captamos a estrutura base do modelo e do Projecto InCaS, o conteúdo de grande parte dos elementos, variáveis e indicadores.
9. EXEMPLO 3
80
Metodologia:
O índice de divulgação de capital intelectual construído foi subdividido nas suas 3 componentes:capital humano,capital estruturalecapital relacional.
Cada uma destas componentes constitui um grupo homogéneo no qual se inserem os
“elementos”, tendo sido construídos 3 elementos por cada categoria:
•Elementos do Capital Humano (CH): Competências profissionais (CH1);
Competências Sociais (CH2) e Motivação (CH3).
•Elementos do Capital Estrutural (CE):Cultura Corporativa (CE1); Cooperação interna e transferência do conhecimento (CE2) e Tecnologias de informação e conhecimento explícito (CH3).
•Elementos do Capital Relacional (CR):Relações com clientes (CR1); relações com investidores (CR2) e relações com outrosstakeholders(CR3).
9. EXEMPLO 3
81
Metodologia:
Estes elementos são decompostos em activos intangíveis que podem ser identificados como “variáveis”: CH – 6 variáveis; CE – 9 variáveis; CR – 8 variáveis.
Os “indicadores”, representam os instrumentos de medição (divulgação) das variáveis:
CH – 21 indicadores; CE – 24 indicadores; CR – 21 indicadores.
Total de índice de divulgação de capital intelectual composto por 66 indicadores de divulgação.
Foi utilizado, nos relatórios anuais e nas páginasweb, o procedimento dicotómico, no qual é atribuído o valor “1” se o banco divulga a questão em causa e “0” se não o divulga. A pontuação atribuída a cada item que compõe o índice é aditiva.
9. EXEMPLO 3
82
Resultados:
CI Relatórios
CI Web
Média 0,5335 0,3493
Min 0,2121 0,1970
Max 0,9848 0,7424
DP 0,2181 0,1443
A divulgação de Capital intelectual nos relatórios anuais dos grupos bancários em Portugal é de 53,35%.
A divulgação nas páginas webé de 34,93%.
Divulga-se mais acerca de capital intelectual nos relatórios anuais do que nas páginaswebdos bancos.
9. EXEMPLO 3
83
Resultados:
CH Relatórios
CH Web
Média 0,3985 0,0551
Min 0,0952 0
Max 1 0,3810
DP 0,2419 0,1080
A divulgação de Capital Humano nos relatórios anuais dos grupos bancários em Portugal é de 39,85%.
A divulgação de CH nas páginasweb é de 5,51%.
Divulga-se mais acerca de capital Humano nos relatórios anuais do que nas páginaswebdos bancos.
9. EXEMPLO 3
84
Resultados:
CE Relatórios
CE Web
Média 0,5680 0,3048
Min 0,1667 0,1250
Max 0,9583 0,9583
DP 0,2253 0,1925
A divulgação de Capital Estrutural nos relatórios anuais dos grupos bancários em Portugal é de 56,80%.
A divulgação nas páginaswebé de 30,48%.
Divulga-se mais acerca de capital Estrutural nos relatórios anuais do que nas páginaswebdos bancos.
9. EXEMPLO 3
85
Resultados:
CR Relatórios
CR Web
Média 0,6291 0,6942
Min 0,2381 0,4286
Max 1 1
DP 0,2677 0,1748
A divulgação de Capital Relacional nos relatórios anuais dos grupos bancários em Portugal é de 62,91%.
A divulgação nas páginaswebé de 69,42%.
Divulga-se mais acerca de capital Relacional nas páginaswebdos bancos que nos seus relatórios anuais.
9. EXEMPLO 3
86
Resultados:
Relatórios CH CE CR
Média 0,3985 0,5680 0,6291
Min. 0,0952 0,1667 0,2381
Máx. 1 0,9583 1
DP 0,2419 0,2253 0,2677
Os grupos bancários divulgam, nos seus relatórios anuais, mais acerca do seu capital relacional, seguido de capital estrutural e, por fim, acerca de capital humano.
Web CH CE CR
Média 0,0551 0,3048 0,6942
Min. 0 0,1250 0,4286
Máx. 0,3810 0,9583 1
DP 0,1088 0,1925 0,1748
Os grupos bancários divulgam, nas suas páginas web, mais acerca do seu capital relacional, seguido de capital estrutural e, por fim, acerca de capital humano.
9. EXEMPLO 3
87
Resultados:
É possível comprovar a superioridade de divulgação do capital relacional face ao capital humano e capital estrutural, assim como uma maior divulgação do capital estrutural face ao capital humano, tanto nos relatórios anuais como nas páginasweb, através do teste Wilcoxon.
Relatórios Z P
CE-CH -2,818 ,005
CR-CH -3,150 ,002
CR-CE -1,671 ,095
Web Z P
CE-CH -3,828 0
CR-CH -3,829 0
CR-CE -3,824 0
9. EXEMPLO 3
88
Resultados:
O capital relacional é a componente de capital intelectual mais divulgada pelos grupos bancários em Portugal. Tal resultado está em consonância com os resultados obtidos por outros estudos de divulgação(Guthrie,et al., 1999; Guthrie e Petty, 2000; Brennan, 2001; April,et al.,2003; Bozzolan,et al., 2003; Goh e Lim, 2004; Abeysekera e Guthrie, 2005; Vandemaele,et al.,2005; Liet al.,2006;
Flöstrand, 2006; Guthrie, et al., 2006; Oliveira,et al.,2006; Vergauwen,et al.,2007;
Abeysekera, 2007; Beattie e Thomson, 2007; Sujan e Abeysekera, 2007; Oliveras,et al.,2008; Whiting e Miller, 2008; Striukova,et al.,2008, Davey,et al., 2009;
Woodcock e Whiting, 2009; Campbell e Rahman, 2010; Singh e Kansal, 2011;
Whiting e Woodcock, 2011).
9. EXEMPLO 3
89
Resultados:
Capital humano; capital organizativo e tecnológico; capital de negócio e social
Relatórios Média Min. Máx. DP
Capital humano
0,3985 0,0952 1 0,2419
Capital organizativo
0,5362 0,1875 0,9375 0,2237
Capital tecnológico
0,6316 0 1 0,2810
Capital de
negócio 0,6504 0,2857 1 0,2319
Capital social
0,4812 0 0,8571 0,3340
CapitalEstrutural CapitalRelacional
Nos relatórios anuais o capital de negócio apresenta-se com uma maior média de divulgação (65,04%), seguido do capital tecnológico (63,16%), capital organizativo (53,62%), capital social (48,12%) e, por fim, capital humano (39,85%).
9. EXEMPLO 3
90
Resultados:
Capital humano; capital organizativo e tecnológico; capital de negócio e social
Web Média Min. Máx. DP
Capital humano
0,0551 0 0,3810 0,1080
Capital organizativo
0,3026 0,1250 0,9375 0,1709
Capital tecnológico
0,3092 0 1 0,2957
Capital de negócio
0,6842 0,5000 1 0,1689
Capital social
0,7143 0,1429 1 0,2777
CapitalEstrutural CapitalRelacional
Nas páginaswebo capital social apresenta-se com uma maior média de divulgação (71,43%), seguido do capital de negócio (68,42%), capital tecnológico (30,92%), capital organizativo (48,12%) e, por fim, capital humano (5,51%).
9. EXEMPLO 3
91
Resultados:
Elementos de Capital Humano
Relatórios anuais
CH1 – Competências profissionais
CH2 – Competências
Sociais CH3 - Motivação
Média 0,3842 0,3158 0,4327
Min. 0 0 0
Máx. 1 1 1
DP 0,2566 0,4153 0,2890
Páginas Web
CH1 – Competências
profissionais CH2 – Competências
Sociais CH3 - Motivação
Média 0,3684 0,1316 0,0580
Min. 0 0 0
Máx. 0,3000 1 0,3333
DP 0,0955 0,3267 0,1134
Há uma maior divulgação acerca dos elementos de motivação nos relatórios anuais. Nas páginasweb, verifica-se uma maior divulgação acerca de elementos de competências profissionais.
A divulgação é superior nos relatórios anuais em todos os elementos do capital Humano.
9. EXEMPLO 3
92
Resultados:
Elementos de Capital Estrutural
Relatórios anuais
CE1 – Cultura Corporativa
CE2 – Cooper.
Interna e trans.
conhecimento CE3 – Tecn.
Informação Conh.expl.
Média 0,6555 0,2737 0,6316
Min. 0,2727 0 0
Máx. 1 1 1
DP 0,2176 0,3142 0,2897
Páginas Web
CE1 – Cultura Corporativa
CE2 – Cooper.
interna e trans conhecimento
CE3 – tecn.
Informação conh. Expl.
Média 0,4067 0,0737 0,3092
Min. 0,1818 0 0
Máx. 0,9091 1 1
DP 0,1585 0,2329 0,2957
Há uma maior divulgação acerca dos elementos de cultura corporativa nos relatórios anuais e nas páginasweb.
A divulgação é superior nos relatórios anuais em todos os elementos de capital estrutural.
9. EXEMPLO 3
93
Resultados:
Elementos de Capital Relacional
Relatórios anuais
CR1 - Relações com clientes
CR2 – Relações com investidores
CR3 – Relações stakeholders
Média 0,6684 0,6053 0,5865
Min. 0,3000 0 0
Máx. 1 1 1
DP 0,2334 0,2924 0,3836
Páginas Web
CE1 – Relações com clientes
CE2 – Relações com investidores
CE3 – Relações stakeholders
Média 0,7526 0,5132 0,7143
Min. 0,6000 0 0,1429
Máx. 1 1 1
DP 0,1349 0,3483 0,2777
Há uma maior divulgação acerca dos elementos de relações com clientes no relatórios anuais e nas páginasweb.