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O VATICANO II E A POLÍTICA

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Academic year: 2022

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O VATICANO II E A POLÍTICA

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Coleção Marco conciliar

Coordenação: João Décio Passos e Wagner Lopes Sanchez

• Catequese do Vaticano II aos nossos dias: a caminho de uma catequese a serviço da iniciação à vida cristã (A), Luiz Alves de Lima

• Concílio Vaticano II e os pobres (O), Maria Cecilia Domezi

• Doutrina Social da Igreja e o Vaticano II, Luiz Gonzaga Scudeler

• Liturgia no Vaticano II: novos tempos da celebração cristã, Antonio Sagrado Bogaz; João Henrique Hansen

• Missão no Vaticano II (A), Memore Restori

• Música litúrgica no Brasil (A), Joaquim Fonseca; José Weber

• Religiosidade popular à luz do Concílio Vaticano II (A), Maria Angela Vilhena

• Revelação e diálogo intercultural: nas pegadas do Vaticano II, Afonso Maria Ligorio Soares

• Teologia e ciência no Vaticano II, Eduardo Rodrigues da Cruz

• Vaticano II e a leitura da Bíblia (O), Pedro Lima Vasconcellos;

Rafael Rodrigues da Silva

• Vaticano II e a política (O), Carlos Signorelli

• Vaticano II e o diálogo inter-religioso, Wagner Lopes Sanchez

• Vaticano II: 50 anos de ecumenismo na Igreja Católica, Elias Wolff

• Vaticano II: novos tempos e novos templos, Antonio Sagrado Bogaz;

João Henrique Hansen

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O VATICANO II E A POLÍTICA

CARLOS SIGNORELLI

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Coordenador de revisão: Tiago José Risi Leme Capa: Marcelo Campanhã

Ilustração da capa: Aurélio Fred Macena dos Santos Editoração, impressão e acabamento: PAULUS

1ª edição, 2016

© PAULUS – 2016

Rua Francisco Cruz, 229 • 04117-091 – São Paulo (Brasil) Tel.: (11) 5087-3700 • Fax: (11) 5579-3627

paulus.com.br • [email protected] ISBN 978-85-349-4396-3

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Signorelli, Carlos

O Vaticano II e a política / Carlos Signorelli. – São Paulo: Paulus, 2016. – Coleção Marco conciliar.

ISBN 978-85-349-4396-3

1. Concílio Vaticano (2.: 1962-1965) - História 2. Documentos oficiais 3. Igreja Católica - História 4. Política I. Título. II. Série.

16-04438 CDD-262.52 Índice para catálogo sistemático:

1. Concílio Vaticano 2°: História 262.52

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SIGLAS

AA – Apostolicam Actuositatem. Decreto sobre o Aposto- lado dos Leigos.

AG – Ad Gentes. Decreto sobre a atividade missionária da Igreja.

DV – Dei Verbum EG – Evangelii Gaudium

GS – Gaudium et Spes. Constituição pastoral sobre a Igre- ja no mundo atual.

LG – Lumen Gentium NA – Nostra Aetate OA – Octogesia Adveniens

OE – Orientalium Ecclesiarum. Decreto sobre as Igrejas orientais católicas.

PO – Presbyterorum Ordinis. Decreto sobre o ministério e vida dos presbíteros.

PP – Populorum Progressio RN – Rerum Novarum

SC – Sacrosanctum Concilium UR – Unitatis Redintegratio

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APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO MARCO CONCILIAR

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Concílio Vaticano II, concluído há cinquenta anos, refez a Igreja católica em muitos aspectos e, em certa me- dida, o próprio cristianismo. A intenção de João XXIII de promover um novo Pentecostes na Igreja foi não somente anunciada em várias ocasiões, desde sua primeira inspira- ção, mas uma tarefa de construção assumida por ele; tarefa conduzida pela força de sua autoridade, mas também pelo vigor de seu carisma renovador. Sem a ousada inspiração e a liderança convicta e perseverante desse Papa, certamente não teria havido o Vaticano II, ao menos com a dimensão e a profundidade que o caracterizou. Somente pela força carismática de líderes como João XXIII se pode pensar em mudanças como as proporcionadas pelo Concílio em uma instituição milenar com doutrinas e regras cristalizadas.

Esse grande Concílio, o mais ecumênico de todos, refez a rota fundamental da Igreja ao colocá-la de frente com o mundo moderno. A Igreja que estava distante da chamada modernidade e segura de sua posição e verdade foi capaz de reposicionar-se e elaborar uma nova doutrina sobre o mun- do e sobre si mesma. De isolada do mundo, assume-se como sinal de salvação dentro do mundo; de detentora da verdade, reconhece a verdade presente nas ciências e passa a dialo- gar com elas; até então definida como poder sagrado, passa a compreender-se como servidora da humanidade. E o mundo torna-se o cenário do drama humano: lugar de pecado e de graça, porém inscrito no plano maior do amor de Deus que nos cria e nos chama para a comunhão consigo. A Igreja e o

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mundo estão situados nesse plano misterioso de Deus, a ele se referem permanentemente e são compreendidos como realidades distintas e autônomas, porém em diálogo respei- toso e construtivo.

O Vaticano II abriu uma temporada nova na Igreja, como fruto de inesperada primavera, na intuição do Papa João. A essa primavera sucederam-se novos ciclos com cli- mas diferenciados, sem nos poupar de invernos rigorosos.

As decisões conciliares foram interpretadas e praticadas de diferentes modos nos anos que se seguiram à grande as- sembleia, em função de lugares e sujeitos envolvidos no processo de aggiornamento. Por um lado, é fato que mui- tas renovações aconteceram em diversas frentes da vida da Igreja. Tanto no âmbito das práticas pastorais como no âm- bito da reflexão teológica, o pós-Concílio foi um canteiro que fez a primavera produzir muitos frutos: renovação litúrgica em diálogo com as diferentes culturas, Igreja comprometida com os pobres, diálogo ecumênico e inter-religioso, Doutrina Social da Igreja (DSI), experiência de ministérios leigos etc.

O novo se mostrou vigoroso, sobretudo nas primeiras dé- cadas do pós-Concílio e particularmente no hemisfério sul, nas igrejas inseridas em contextos de pobreza e de culturas radicalmente distintas da cultura latino-cristã tradicional.

Por outro lado, houve um esfriamento do carisma conciliar, na medida em que a história avançava impondo suas roti- nas, mas, sobretudo, uma leitura que buscava evitar a ideia de renovação-ruptura com a tradição anterior. Segundo essa leitura, o Vaticano II teria inovado sem romper com a dou- trina tradicional, incluindo a doutrina sobre a Igreja. Essas perspectivas revelam, na dinâmica pós-conciliar, as lutas por construir o verdadeiro significado do Vaticano II, do ponto de vista teórico e prático. Trata-se de leituras locali- zadas do ponto de vista geopolítico e teológico-eclesial, com sujeitos e ideias distintos, assim como marcadas por esforços

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de demonstração da intenção original das decisões dos pa- dres conciliares.

Se esse dado revela, de um lado, as dificuldades cres- centes de um consenso, expõe, por outro, a atualidade do Concílio como marco eclesial e teológico importante para a Igreja. Pode-se dizer que o Vaticano II começou efetiva- mente no dia seguinte à sua conclusão em 08 de dezembro de 1965. Na Audiência de 12 de janeiro de 1966, o Papa Paulo VI reconhecia esse desafio de colocar o Concílio em práti- ca – comparando-o a um rio que iniciava seu fluxo –, que se dispunha para a Igreja como tarefa para o futuro. E esse rio avançou certamente por terrenos nunca previstos, fecun- dou novas terras e produziu frutos com sua água sempre viva. Por outro lado, foi um rio represado por muitas frentes eclesiais que temiam sua força; foi desviado de seu curso e canalizado para diferentes direções. Contudo, o rio jamais secou em seu fluxo. Continua correndo na direção do Reino, levando sobre suas torrentes a frágil Barca de Pedro com seus viajantes, ora cansados e temerosos, ora destemidos e esperançosos.

O Vaticano II não foi somente um evento do passado, mas constitui, de fato, o hoje da Igreja católica, a fonte da qual a Igreja retira o sentido fundamental para sua cami- nhada histórica e para o diálogo com a realidade atual. Esse

“Concílio em curso” completa cinquenta anos com uma his- tória e um saldo que merecem ser visitados por todos os que estão atentos a sua importância para a Igreja em perma- nente sintonia com o mundo, que avança rapidamente em suas conquistas científicas e tecnológicas. Se a modernidade perscrutada pelos padres conciliares já não existe mais, ela deixou, entretanto, suas consequências positivas e negativas para nossos dias; consequências que exigem de novo o olhar atento da fé cristã que busca distinguir os sinais dos tempos e lançar os cristãos como sujeitos ativos no mundo: parceiros

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de busca da verdade e na construção da fraternidade uni- versal.

A presente coleção, planejada e oferecida pela Editora Paulus, pretende revisitar o Vaticano II por várias entradas e oferecer rápidos balanços sobre questões diversas, nesses cinquenta anos de prática e de reflexão. Cada uma das te- máticas é abordada em três aspectos: a orientação conciliar presente nos textos promulgados pelo grande Sínodo, o de- senvolvimento da questão no período pós-conciliar e a aná- lise crítica – balanço e prospectiva – desta. Esse tríplice olhar busca conjugar o desenvolvimento da temática do ponto de vista teórico e prático, ou seja, os seus desdobramentos no âmbito do Magistério e da reflexão teológica, assim como as suas consequências pastorais e sociais. A Igreja se encontra, nos dias atuais, em um momento fecundo de renovação de si mesma, após o conclave que elegeu o Papa Francisco. O Vaticano II se encontra, nesse contexto, em uma nova fase e deverá produzir seus frutos, em certa medida tardios, em muitas frentes que ainda não haviam sido enfrentadas pelos Pontífices anteriores. A própria figura do atual Papa reme- te para a eclesiologia do Vaticano II tanto em suas atitudes como em suas palavras. Está viva a Igreja povo de Deus, a Igreja dos pobres, a Igreja servidora, misericordiosa e dia- logal. O Concílio tem fornecido, de fato, a direção das refor- mas enfrentadas com coragem pelo Papa a partir da Cúria Romana.

Esse contexto de revisão é animador e permite falar de novo do último Concílio como um marco histórico funda- mental para o presente e o futuro da Igreja. É tempo de ba- lanço e reflexão sobre o significado desse marco. Os títulos ora publicados pretendem participar dessa empreitada com simplicidade, coragem e convicção. Cada autor perfila a pro- cissão dos convictos da importância das decisões conciliares para os nossos dias, mesmo sendo o mundo de hoje em muitos

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aspectos radicalmente diferente daquele visto, pensado e enfrentado pelos padres conciliares na década de 1960.

O espírito e a postura fundamental do Vaticano II perma- necem não somente válidos, mas normativos no marco da grande tradição católica. Mas, sobretudo, continua um espí- rito vivo, na medida em que convida e impulsiona a Igreja para o diálogo com as diferenças – cada vez mais visíveis e cidadãs em nossos dias – e para o serviço desinteressado a toda a humanidade, particularmente aos mais necessitados.

Este volume dedicado ao tema O Vaticano II e a política procura discutir essa questão tão importante para a Igreja como para os cristãos. Entre os diversos temas tratados pelo Concílio Vaticano II, a política foi aquele em que as intuições dos padres conciliares apresentaram elementos novos e de- safiadores, tendo em vista o propósito fundamental de colo- car a Igreja na rota de confluência com a sociedade moderna.

A atitude de diálogo, inaugurada pelo Concílio e tão res- saltada como uma de suas marcas, se estendeu também ao âmbito da política. Como reflexo da sua perda de hegemo- nia e de sua negação das reivindicações da modernidade, a partir do final do século XIX, a Igreja católica assumiu uma atitude de rejeição do mundo da política. A política passa a ser vista como algo mau a ser combatido, em nome de uma concepção de fundo teocrático que reproduzia o velho re- gime e que, de fato, havia, por séculos, deixado a Igreja em uma zona de conforto. O Concílio avança para além desse saudosismo e dessa atitude negativa. Para os padres conci- liares a política é, de fato, lugar do exercício da justiça e da construção do bem comum: “A comunidade política existe, portanto, em vista do bem comum; nele encontra a sua com- pleta justificação e significado, e dele deriva o seu direito natural e próprio” (GS 74).

Sob a luz do Vaticano II, a política será vista como um instrumento para a transformação do mundo na direção dos

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valores do Reino de Deus. Os cristãos têm a obrigação de inserir-se politicamente em suas realidades em nome dessa fé e na esperança de que o Reino de justiça e paz se faça cada vez mais presente na história humana. No período de recepção conciliar, a política esteve presente nas pautas das igrejas locais como uma das frentes de exercício da própria missão da Igreja e, muito logo, como um dos eixos funda- mentais da reflexão teológica. A relação entre fé e cidada- nia ocupou, desde então, um lugar fundamental na vida dos cristãos e possibilitou a inserção de muitos na vida política, bem como instigou a criação de cursos e escolas dedicadas à questão.

Já não vivemos mais o mesmo entusiasmo pela causa política. Não somente as orientações conciliares se rotiniza- ram, mas também a própria utopia de uma nova etapa para a humanidade, particularmente para as regiões pobres do planeta. Contudo, as orientações conciliares continuam ne- cessárias para se pensar o mundo atual com suas conjuntu- ras políticas na perspectiva da fé, sem reduzir-se ao indivi- dualismo hoje reinante e sem ceder ao desânimo perante a ausência de utopias sociais mais claras que permitam pro- jetar o novo.

Embora “a justa ordem da sociedade e do Estado seja de- ver central da política”, a Igreja “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça”. Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor. É disso mesmo que se trata, pois o pensa- mento social da Igreja é primariamente positivo e construtivo, orienta uma ação transformadora... (Papa Francisco, Evange- lii Gaudium 183).

João Décio Passos Wagner Lopes Sanchez Coordenadores

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INTRODUÇÃO

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relação entre o Concílio Vaticano II e o agir cristão na política ou no próprio processo político tem a ver com vários pontos, todos eles históricos. Se é verdade que o pro- cesso político existe desde que as famílias, clãs ou tribos constituíram os primeiros núcleos urbanos, a política assu- me um caráter muito diferente, muito mais abrangente, com a busca da conquista da hegemonia por parte da burguesia em ascensão na Europa. E, quando sua visão de mundo e sua hegemonia são estabelecidas, o processo político passa a ser muito mais complexo e ao mesmo tempo universal, no sentido de abarcar todos e todas.

Por um lado, havia pouco tempo, e as insanidades absur- das consubstanciadas em visões de Auschwitz questionavam a racionalidade tão decantada do humano e da ciência. Por outro lado, o Concílio acontece num momento histórico de grandes consequências para o futuro da humanidade, no qual ques- tionamentos de classes e culturais, inimagináveis nos tempos anteriores, buscam trazer mudanças. Um misto de incertezas e ufanismos caracterizava o sentir humano naquele tempo.

Será que os cristãos ainda têm o que fazer? Será que a utopia cristã pode dialogar com as utopias que aí estão em disputa?

João XXIII tem a convicção de que os cristãos e os cató- licos têm muito a contribuir com esse estado de coisas. Talvez seja necessário um retorno à própria Palavra de Deus, à fonte primeira do ser cristão para entendermos qual é nossa função nesse caldo cultural em que até Deus parece estar ausente.

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Muito embora existam muitos católicos que tenham posições e visões críticas ao Concílio Vaticano II e ao Papa que o convocou, João XIII, temos que nos distanciar dessas posições, dada a importância e o valor desse evento para a Igreja, neste momento histórico.

Enquanto os demais concílios foram chamados para de- finir conceitos, estabelecer regras, denunciar e excomungar, o Vaticano II foi chamado para dialogar, segundo as palavras daquele que o convocou. E, ao mesmo tempo, para agir nas estruturas do mundo e nelas se inserir, que é o significado da palavra aggiornamento, usada pelo Papa ao definir o evento que convocara e que, de certa forma, foi utilizada pelo Papa Francisco quando, em sua Exortação Evangelii Gaudium, in- sistiu em que temos que ser “uma Igreja em saída”.

Enquanto nos dois concílios anteriores a Igreja se co- locava contra tudo o que acontecia, a partir de uma posição defensiva (Trento e Vaticano I), no Vaticano II ela se coloca como alguém que vê valores e também problemas, mas que está pronto para o diálogo, até o ponto de acreditar ser pos- sível receber contribuições daqueles que o criticam.

Entretanto, o que o Concílio tem a dizer, cinquenta anos depois, num momento histórico de fim das utopias, de he- gemonia do capital, principalmente em sua face financeira?

Como podemos trazer de lá para cá as intuições e constru- ções estabelecidas a partir de outro momento, de outros ho- mens e mulheres que lutavam e sonhavam?

O Vaticano II tem muito a dizer ao homem e à mulher de hoje e, mais do que isso, àqueles que buscam a constru- ção do amanhã que contradiz o hoje. Em termos teológicos, assim como o Vaticano II atentou para os sinais dos tempos, ele também insiste em que fiquemos também voltados para o que o Espírito nos diz no nosso hoje. E, assim como o Con- cílio desenvolve algumas respostas para o seu tempo em de- zesseis documentos, também hoje esses documentos podem servir-nos como holofotes na nossa caminhada.

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