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I. NOTA FISCAL ELETRÔNICA e DANFE

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Academic year: 2022

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MÓDULO IV

CAPÍTULO I - DOCUMENTÁRIO FISCAL

I. NOTA FISCAL ELETRÔNICA e DANFE

O projeto brasileiro de Nota Fiscal Eletrônica foi inspirado num modelo chileno. O Chile adota, desde 2003, a fatura eletrônica para negócios entre empresas. No Brasil, o projeto teve início em abril de 2005, no Encontro Nacional dos Administradores Tributários Estaduais (Encat).

Após o Ajuste SINIEF 07/05, e Ato COTEPE 72/05, que estabeleceram as definições técnicas para a NFE em dezembro de 2005, o projeto foi lançado oficialmente em março deste ano.

Em abril, foi iniciada a recepção das notas fiscais eletrônicas em fase pré-operacional.

1. Objetivos

O Projeto NFE tem como objetivo a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico que venha substituir a sistemática atual de emissão do documento fiscal em papel, com validade jurídica garantida pela assinatura digital do remetente, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco.

A implantação da NFE constitui grande avanço para facilitar a vida do contribuinte e as atividades de fiscalização sobre operações e prestações tributadas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

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Num momento inicial, a NFE seria emitida apenas por grandes contribuintes em substituição aos modelos, em papel, tipo 1 e 1A.

Detalhamento das Etapas do Modelo Operacional.

O processo de emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) será constituído das seguintes etapas:

Etapa 1 - Habilitação do contribuinte como emissor de NF-e;

Etapa 2 – Emissão e Transmissão da NF-e;

Etapa 3 – Consulta da NF-e;

Etapa 4 – Envio da NF-e a Receita Federal e a Secretaria de Fazenda do destino;

Etapa 5 – Confirmação de Recebimento da NF-e pelo destinatário.

Obrigatoriedade

Dando cumprimento ao ato de implantação do novo documento, o Regulamento do ICMS/RS, aprovado pelo Decreto nº 37.699/97, Livro II, art. 26-A, determina que será emitida a Nota Fiscal Eletrônica, sendo obrigatória sua emissão para os seguintes contribuintes:

I - em substituição à NF, modelo 1 ou 1 - A, obrigatoriamente;

II - em substituição à Nota Fiscal de Produtor, modelo 04, obrigatoriamente:

NOTA 01 - O produtor rural poderá emitir NF-e avulsa no

"site" da Secretaria da Fazenda http://fazenda.rs.gov.br. 

NOTA 02 - No caso de impossibilidade técnica para a emissão de NF-e no local de início da operação, deverá ser emitida Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, para acobertar o trânsito

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da mercadoria ate o local em que for possível a emissão dc NF- e.

NOTA 03 - As vias da Nota Fiscal de Produtor emitida nos termos da nota 02 deverão ser juntadas à 2a via do talão, contendo a informação: "Substituída pela NF-e n°...".

NOTA 04 - A obrigatoriedade prevista neste inciso não se aplica às operações realizadas fora do estabelecimento relativas às saídas de mercadorias sem destinatário certo, desde que seja utilizada NF-e para documentar a saída das mercadorias do estabelecimento e o retorno das não entregues. 

SEFAZ RS:

 O produtor rural poderá emitir NF-e avulsa no "site" da Secretaria da Fazenda :

http://fazenda.rs.gov.br. 

PRODUTOR RURAL

NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)

Emissão de Nota Fiscal Eletrônica Avulsa (NFA-e) para contribuinte de Produção Primária (Pessoa Física)

Descrição do serviço

Emissão de Nota Fiscal Eletrônica de modo simplificado destinado exclusivamente a contribuintes de Produção Primária, em substituição a nota fiscal modelo 4.

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Está disponível para todos os produtores Pessoa Física e é obrigatória nos casos previstos no Decreto n.º 37.699/97 (Regulamento do ICMS), Livro II, Art. 26-A, Inciso II (clique aqui).

Usuário

Titular ou participante inscrito no CGCTE vinculado a CPF.

 Prazo para realização do serviço Imediato.

 

Forma de prestação do serviço

Internet – Portal e-CAC da Receita Estadual para Nota Fiscal Eletrônica Avulsa, utilizando certificado digital, cartão do Banrisul com chip ou CPF e senha de autoatendimento.

Para acessar o passo a passo para emissão da NF-e, (clique aqui).

Se forem necessárias novas orientações sobre a NFA-e, entre em contato com o Plantão Fiscal Virtual, (clique aqui)

a) nas hipóteses do art. 35, III;

NOTA 01 - Esta obrigatoriedade somente se aplica

aos produtores rurais inscritos no CNPJ e credenciados à emissão de NF-e.

NOTA 02 - A NF-c prevista neste inciso deverá indicar, no quadro "GRUPO DE INFORMAÇÃO DO DOCUMENTO FISCAL REFERENCIADO", as informações relativas ao documento fiscal emitido pelo remetente.

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b) nas saídas interestaduais;

NOTA - O disposto nesta alínea não se aplica ao microprodutor rural, conforme definido na Lei

n° 10.045, de 29/12/93, exceto nas saídas de arroz em casca.

c) nas operações de comércio exterior;

d) nas saídas internas de arroz cm casca decorrentes de vendas.

NOTA - O disposto nesta alínea não se aplica ao microprodutor rural, conforme definido na Lei n° 10.045, de 29/12/93

e) (Revogado pelo art. 1º (Alteração 5137) do Decreto 54.849, de 01/11/19. (DOE 04/11/19) - Efeitos a partir de 04/11/19.)

f) a partir de 1° de dezembro de 2016, nas operações realizadas por produtor rural inscrito no CNPJ; 

g)(Revogado pelo art. 1º (Alteração 4841) do Decreto 53.469, de 20/03/17. (DOE 21/03/17) - Efeitos a partir de 01/04/17.)

h)a partir de 1º de janeiro de 2021, nas operações realizadas por estabelecimentos de produtor rural que tiveram valor adicionado, calculado conforme instruções baixadas pela Receita Estadual, superior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) no

ano-base de 2017.

  (Redação dada pelo art. 1º (Alteração 5233) do Decreto 55.090, de 02/03/20 (DOE 04/03/20) - Efeitos a partir de 01/03/20.)

i)(Revogado pelo art. 1º (Alteração 5233) do Decreto 55.090, de 02/03/20 (DOE 04/03/20) - Efeitos a partir de 01/03/20.)

A NF-e também será emitida obrigatoriamente pelos contribuintes que realizem operações destinadas à Administração Pública direta ou indireta, inclusive empresa pública c sociedade de

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economia mista, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

NOTA - Fica facultada ao contribuinte não emitente de NF-e a emissão de Cupom Fiscal, Nota Fiscal de Venda a Consumidor ou Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, desde que: (Transformada a Nota em Nota 01 pelo art. 1º (Alteração 5374) do Decreto 55.602, de 27/11/20. (DOE 30/11/20) - Efeitos a partir de 30/11/20.)

a)o destinatário possua inscrição estadual; 

b)a mercadoria seja destinada a uso ou consumo; 

c)o valor da operação não ultrapasse 1% (um por cento) do limite definido na alínea "a" do inciso II do "caput" do art. 23 da Lei Federal nº 8.666, de 21/06/93. 

NOTA 02 -O disposto neste parágrafo não se aplica ao produtor ou microprodutor rural não inscrito no CNPJ, que poderá emitir Nota Fiscal de Produtor. (Acrescentado pelo art. 1º (Alteração 5374) do Decreto 55.602, de 27/11/20. (DOE 30/11/20) - Efeitos a partir de 30/11/20.)

5.1 Estabelecimentos Dispensados da Obrigação

A obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal Eletrônica não se aplica:

a) às operações realizadas fora do estabelecimento relativas às saídas de mercadorias sem destinatário certo, desde que seja utilizada NF-e para documentar a saída das mercadorias do estabelecimento e o retorno das não entregues;

b) nas operações internas, para acobertar o trânsito de mercadorias, na hipótese de operação de coleta cm que o remetente esteja

dispensado da emissão de documento fiscal, desde que o documento fiscal relativo à efetiva entrada seja NF-e e referencie a respectiva

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NF, modelo 1 ou 1-A, emitida pelo destinatário para acompanhar o transporte das mercadorias desde o estabelecimento do remetente;

c) ao MEI. (Redação dada pelo art. 3º (Alteração 5470) do Decreto 55.777, de 02/03/21. (DOE 03/03/21) - Efeitos a partir de 03/03/21.)

6. Casos Particulares

6.1 Cancelamento de NF-e

Após ter sido recebida pela SEFAZ, uma NF-e não poderá sofrer qualquer alteração, podendo, dentro de certas condições, ser apenas objeto de cancelamento por pedido do emitente.

Somente poderá ser cancelada uma NF-e que tenha sido previamente autorizado o seu uso pelo Fisco (protocolo “Autorização de Uso”) e que não tenha ainda ocorrido o fato gerador, ou seja, a saída da mercadoria do estabelecimento.

O prazo de cancelamento a partir de 28 de julho de 2015 é de 7 (sete) dias, contados do momento em que foi concedida a respectiva Autorização de Uso da NF-e.

IN 45/98 TITULO I, CAPITULO XI, SEÇÃO 20.0, ITEM 20.4;

Para o cancelamento de uma NF-e, o emissor deverá comunicar-se com a SEFAZ, via tecnologia “web service”, enviando uma mensagem no formato XML (extensible markup language), com assinatura digital, solicitando o cancelamento de uma NF-e e identificando-a através da informação de sua respectiva chave de acesso.

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Se não houver restrição quanto ao pedido de cancelamento, a SEFAZ responderá ao contribuinte através de protocolo de transação com status “Cancelamento de NF-e”.

O protocolo de transação, com status “Cancelamento de NF-e”, conterá ainda, além de identificar este status: a identificação da NF- e, através de sua chave de acesso e o momento em que a NF-e teve

seu cancelamento registrado pela SEFAZ

(data/hora/minuto/segundo).

Ao se realizar uma consulta desta NF-e no site da SEFAZ, a mesma resultará com informação quanto ao seu cancelamento.

6.2 Nota Fiscal de Estorno

Caso tenha passado prazo de 7 dias do cancelamento, a

empresa deverá emitir uma Nota Fiscal de Estorno nos seguintes termos:

a) finalidade de emissão da NF-e (campo FinNFe) = "3 - NF-e de ajuste";

b) descrição da Natureza da Operação (campo natOp) = "999 - Estorno de NF-e não cancelada no prazo legal";

c) referenciar a chave de acesso da NF-e que está sendo estornada (campo refNFe);

d) dados de produtos/serviços e valores equivalentes aos da NF-e estornada;

e) códigos de CFOP inversos aos constantes na NF-e estornada;

f) informar a justificativa do estorno nas Informações Adicionais de Interesse do Fisco (campo infAdFisco).

6.3 Inutilização de número

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Ocorrendo a quebra na sequência da numeração da NF-e, o contribuinte deverá solicitar, mediante Pedido de Inutilização de Número da NF-e, até o 10º dia do mês subsequente, a inutilização dos números de NF-e não utilizados.

A transmissão do Pedido de Inutilização de Número da NF-e poderá ser realizada por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária.

O Pedido de Inutilização de Número da NF-e também deverá ser assinado pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, contendo o CNPJ do estabelecimento emitente ou da matriz, a fim de garantir a autoria do documento digital.

O contribuinte envia o pedido e obtém a resposta de imediato, não havendo a necessidade de consulta posterior ao seu requerimento. A cientificação do resultado do Pedido de Inutilização de Número da NF-e será feita mediante protocolo disponibilizado ao emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, os números das NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação.

A administração tributária da unidade federada do emitente deverá transmitir para a Receita Federal do Brasil as inutilizações de número de NF-e.

As notas canceladas não podem ser inutilizadas. Cada número/

série de NF-e poderá encontrar-se apenas em uma das seguintes situações: ter sido utilizado por uma NF-e, autorizada, cancelada, ou denegada, ou então ter sido inutilizado (ou ainda não ter sido utilizado pela empresa em nenhuma destas situações).

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Assim, após o número estar ocupado com uma NF-e, seja autorizada, cancelada ou denegada, não poderá mais ser inutilizado.

6.3.1 Escrituração do cancelamento e da inutilização

Deverão ser escrituradas no Livro Registro de Entradas ou no Livro Registro de Saídas, sem valores monetários e de acordo com a legislação pertinente, as informações relativas:

I - aos números de NF-e que tiverem sido inutilizados;

II - aos números de NF-e utilizados em arquivos digitais que tiveram a Autorização de Uso de NF-e denegada;

III - às NF-e emitidas e posteriormente canceladas.

6.4 Nota Fiscal Complementar

Uma NF-e autorizada pela SEFAZ não pode ser mais modificada, mesmo que seja para correção de erros de preenchimento. Eventual alteração posterior de conteúdo poderá invalidar a assinatura digital do documento e a respectiva autorização de uso.

Há possibilidade de emissão de NF-e complementar nas situações previstas na legislação, de acordo com o Livro II, Artigo 10 do RICMS/RS.

As hipóteses de emissão de NF complementar são:

I - reajustamento de preço, em virtude de contrato de que decorra acréscimo do valor da mercadoria ou do serviço, ou da base de cálculo do imposto inicialmente estimada, em virtude de sua fixação depender de fatos ou condições supervenientes à saída da mercadoria ou ao início da prestação do serviço;

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NOTA - Nesta hipótese, o documento fiscal será emitido dentro de 3 (três) dias da data em que se efetivou o reajustamento do preço ou se tornou conhecida a base de cálculo do imposto, e deverá conter, no seu corpo, a identificação do documento complementado.

II - regularização em virtude de:

NOTA - Quando a regularização não se efetuar no mesmo período de apuração do imposto em que tenha sido emitido o documento original, o contribuinte deverá recolher o imposto devido em guia de recolhimento em separado, lançando nela as especificações necessárias à regularização e nos documentos fiscais, original e de regularização, fixos ao bloco, o número e a data da referida guia.

a) diferença de preço ou correção do valor do imposto em virtude de erro de cálculo ou de classificação;

b) diferença de quantidade das mercadorias, quando se tratar de operação de circulação de mercadorias.

c) diferença de preço ou correção do valor do imposto motivada por erro de cálculo, de classificação ou por decisão judicial transitada em julgado.

6.5 NF-e Denegada

A SEFAZ A informa aos contribuintes emissores de NF-e que, visando uma adequação do seu sistema de autorização de notas fiscais eletrônicas ao que define o Manual de Integração do Contribuinte, está sendo dado tratamento de Denegação às notas fiscais emitidas nas quais o emitente do documento ou o destinatário

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da operação estejam com algum tipo de irregularidade cadastral na SEFAZ.

São situações da inscrição estadual que ensejam a denegação de uso da NF-e:

• I.E. Suspensa;

• I.E. Cancelada;

• I.E. Baixada;

• I.E. Em Processo de Baixa.

Inicialmente foi dado tratamento de retorno código "110 - Uso Denegado" para as notas fiscais na situação descrita acima.

Para melhor atender aos contribuintes do Estado e tornar mais claro o motivo da denegação, a SEFAZ está implantando os retornos 301 e 302, previstos no manual de integração e descritos abaixo:

• 301 - Uso Denegado: Irregularidade fiscal do emitente;

• 302 - Uso Denegado: Irregularidade fiscal do destinatário.

Para aqueles que receberam o retorno "110 - Uso Denegado", deve ser feita a verificação da situação das inscrições estaduais tanto do emitente como do destinatário.

Caso o código de retorno recebido após o envio da NF-e seja 301, o emitente do documento deve verificar se a sua inscrição estadual está em uma das situações listadas acima. No caso do erro 302, o emitente da NF-e deve orientar que o seu cliente procure verificar a situação da inscrição estadual junto à SEFAZ.

A consulta à situação atual de uma inscrição estadual pode ser feita pelos próprios contribuintes de duas formas distintas.

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A primeira delas é uma verificação manual através do site do SINTEGRA. A consulta no SINTEGRA exibe como resultados os termos "Habilitado" ou "Não Habilitado".

O resultado "Habilitado" é uma indicação de que não há qualquer restrição em relação à inscrição estadual consultada, enquanto o termo "Não Habilitado" indica que a inscrição estadual está em uma das quatro situações listadas acima no cadastro da Secretaria de Fazenda.

A outra forma de efetuar a consulta à situação atual de uma inscrição estadual é através do Web Service de Consulta Cadastro, disponível no endereço:

https://www.sefaz.rs.gov.br/Site/index.aspx

6.6 Número de itens e Série

Uma NF-e aceita até 990 itens de produto. Há também um limite de tamanho do arquivo que deve ser transmitido à SEFAZ para se obter a autorização de uso: os arquivos XML não poderão exceder a 500 Kbytes. 

Com relação ao DANFE, este poderá ser emitido em mais de uma folha, ou seja, um DANFE poderá ter tantas folhas quantas forem necessárias para discriminação das mercadorias. O contribuinte poderá utilizar também até 50% da área disponível no verso do DANFE, conforme especificado no capítulo específico do Manual de Integração - Contribuinte.

Importante:

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Cada NF-e possui apenas um DANFE correspondente, que pode ter uma ou mais folhas. Da mesma forma, cada DANFE corresponde a uma única NF-e;

A chave de acesso deve constar em todas as folhas do DANFE.

Se o DANFE for impresso em mais de uma página, cada página dele deverá ser numerada, descrevendo a página atual e o total de páginas do documento (ex.: folha 2/3).

O modelo da NF-e é o 55. A série abarca a numeração 001 a 999, sendo que as séries de número 890 a 899 de uso exclusivo para emissão de NF-e avulsa (quando permitida pela SEFAZ); e as séries de número 900 a 999 de uso exclusivo de NF-e emitidas em contingência e autorizadas no Sistema de Contingência do Ambiente Nacional - SCAN.

A numeração utilizada pela NF-e será distinta e independente da numeração utilizada pela nota fiscal em papel. Ressalte-se que a NF-e é uma nova espécie de documento fiscal: o modelo da NF-e é

"55" e os modelos das Notas Fiscais em papéis correspondentes são

"1, 1A ou 4". 

Independentemente do tipo de operação, a numeração da NF-e será sequencial de 1 a 999.999.999, por estabelecimento e por série, devendo ser reiniciada quando atingido este limite. 

O contribuinte poderá adotar séries distintas para a emissão da NF-e, mediante lavratura de termo no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência - RUDFTO (modelo 6).

7. Consulta Status de NF-e

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O emissor de NF-e terá a sua disposição, via tecnologia “web service”, um serviço de consulta ao status de uma NF-e.

O objetivo deste serviço é permitir ao emissor certificar-se da situação de uma NF-e que tenha emitido e enviado para a SEFAZ.

Esta consulta será feita através do envio para a SEFAZ de uma mensagem no formato XML, solicitando o status de uma NF-e, informando sua correspondente chave de acesso.

A SEFAZ responderá a consulta por intermédio de protocolo de transação, identificando a NF-e por sua chave de acesso e trazendo o histórico de status desta NF-e com o correspondente momento de registro (data/hora/minuto/segundo) na base de dados da SEFAZ.

8. Documento Auxiliar da NF-e (DANFE)

O DANF-e é um documento fiscal auxiliar impresso em papel com o objetivo de:

- acompanhar o trânsito físico das mercadorias;

- colher a firma do destinatário/tomador para comprovação de entrega das mercadorias ou prestação de serviços;

- auxiliar a escrituração da NF-e no destinatário não receptor de NF- e;

O DANF-e será impresso em papel comum e conterá as mesmas informações contidas nas atuais notas fiscais modelos 1 e 1A.

O DANFE poderá ser emitido em mais de uma folha, assim um DANFE poderá ter tantas folhas quantas forem necessárias para discriminação das mercadorias. O uso do verso da folha poderá ser usado até 50% de sua área total.

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O uso de formulário de segurança poderá ser adotado em situações de impossibilidade de envio da NF-e ou de ofício, para um contribuinte específico, a critério de cada Sefaz.

8.1 O Código de Barras do DANFE

O DANFE terá um código de barras unidimensional para facilitar a captura da chave de acesso da NF-e:

Quando o produto tiver código de barras o preenchimento dos campos EAN são obrigatórios, conforme o §6º da Cláusula Terceira do Ajuste SINIEF 07 de 2005:

“§ 6º A partir de 1º de julho de 2011, fica obrigatório o preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib da NF-e, quando o produto comercializado possuir código de barras com GTIN (Numeração Global de Item Comercial).”

Este ajuste entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União, produzindo efeitos a partir de 1º de julho de 2011.

9. Preenchimento pelo Simples Nacional

A empresa optante pelo Simples Nacional deve emitir Nota Fiscal, devendo obedecer a algumas regras específicas uma vez que não é tributada pela circulação, mas sim pelo faturamento.

A Resolução CGSN nº 140 de 22 de maio de 2018, regulamenta os documentos fiscais do optante Simples. Portanto, as empresas optantes pelo Simples Nacional, que estejam no âmbito da obrigatoriedade, devem utilizar apenas NF-e e estão obrigadas ao

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cumprimento das obrigações relativas ao SPED, incluindo-se aqui os emissores voluntários.

O preenchimento dos campos de tributação deve seguir algumas disposições específicas. Quanto aos Códigos de Situação Tributária das contribuições ao PIS e a Cofins, o emissor deve atender o disposto na Nota Técnica 2009/004 e no Ajuste SINIEF n.

03 de 2010:

PIS E COFINS

Grupo de tributos de PIS

Informar o valor “99” (“outras operações”) no campo CST.

Exemplo de XML:

<PISOutr>

<CST>99</CST>

<qBCProd>0.0000</qBCProd>

<vAliqProd>0.0000</vAliqProd>

<vPIS>0.00</vPIS>

</PISOutr>

Grupo de tributos de COFINS

Informar o valor “99” (“outras operações”) no campo CST.

Exemplo de XML:

<COFINSOutr>

<CST>99</CST>

<qBCProd>0.0000</qBCProd>

<vAliqProd>0.0000</vAliqProd>

<vCOFINS>0.00</vCOFINS>

</COFINSOutr>

Quanto ao ICMS a empresa deve observar o Ajuste SINIEF n.

03 de 2010:

(18)

ICMS

TABELA A - Código de Regime Tributário - CRT 1 - Simples Nacional

2 - Simples Nacional - excesso de sublimite da receita bruta 3 - Regime Normal

 

NOTAS EXPLICATIVAS:

O código 1 será preenchido pelo contribuinte quando for optante pelo Simples Nacional.

O código 2 será preenchido pelo contribuinte optante pelo Simples Nacional mas que tiver ultrapassado o sublimite de receita bruta fixado pelo estado/DF e estiver impedido de recolher o ICMS/ISS por esse regime, conforme arts. 19 e 20 da LC 123/06.

O código 3 será preenchido pelo contribuinte que não estiver na situação 1 ou 2.

TABELA B - Código de Situação da Operação no Simples Nacional - CSOSN

101 - Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito - Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido no Simples Nacional e o valor do crédito correspondente.

102 - Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito - Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900.

(19)

103 - Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção concedida para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006.

201 - Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária

- Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

202 - Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária

- Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900, e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

203 - Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006, e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

300 - Imune

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contempladas com imunidade do ICMS.

400 - Não tributada pelo Simples Nacional

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional não sujeitas à tributação pelo ICMS dentro do Simples Nacional.

500 - ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação

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- Classificam-se neste código as operações sujeitas exclusivamente ao regime de substituição tributária na condição de substituído tributário ou no caso de antecipações.

900 - Outros

- Classificam-se neste código as demais operações que não se enquadrem nos códigos 101, 102, 103, 201, 202, 203, 300, 400 e 500.

11. Carta de correção eletrônica

A Carta de Correção Eletrônica já implementada pela legislação, e no programa gratuito. Conforme o caso e o que necessitar ser corrigido, o contribuinte poderá utilizar-se da Carta de Correção eletrônica contratando uma empresa que desenvolva o seu layout. Após instalada a CC-e, o emitente poderá sanar erros em campos específicos da NF-e devidamente autorizada mediante transmissão à Secretaria da Fazenda.

Fica permitida a utilização de carta de correção para a regularização de erro ocorrido na emissão de documento fiscal, desde que o erro não esteja relacionado com (Ajuste SINIEF-01/07):

1 - as variáveis que determinam o valor do imposto tais como base de cálculo, alíquota, diferença de preço, quantidade, valor da operação ou da prestação;

2 - a correção de dados cadastrais que implique mudança do emitente, tomador, remetente ou do destinatário;

3 - a data de emissão ou de saída

A CC-e obedece às disposições do AJUSTE SINIEF 01/07. Com o leiaute da CC-e, o contribuinte poderá sanar erros na Nota Fiscal e enviar pelo programa emissor a referida carta para que a operação seja corrigida, nos casos em que é possível a correção, conforme vimos acima.

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A CC-e também será emitida através do certificado digital. A cientificação da recepção da CC-e será feita mediante protocolo disponibilizado ao emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, a "chave de acesso", o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária e o número do protocolo.

Havendo mais de uma CC-e para a mesma NF-e, o emitente deverá consolidar na última todas as informações anteriormente retificadas.

A administração tributária que recebeu a CC-e deverá transmiti-la às administrações tributárias e às demais entidades interessadas. A Nota Técnica n. 2011.003 publica a Carta de Correção eletrônica.

12. Manifesto de Eventos

Este conjunto de eventos, como o próprio nome já sugere, permite que o destinatário da NF-e possa se manifestar sobre a sua participação comercial descrita na NF-e, confirmando as informações prestadas pelo seu fornecedor e emissor do respectivo documento fiscal. Este processo é composto de quatro eventos:

1. Confirmação da operação

2. Registro de operação não realizada 3. Desconhecimento da operação

O destinatário poderá enviar uma única mensagem de Confirmação da Operação, Desconhecimento da Operação ou Operação não Realizada, valendo apenas a última mensagem registrada.

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EXEMPLO

O destinatário pode desconhecer uma operação que havia confirmado inicialmente ou confirmar uma operação que havia desconhecido inicialmente.

As empresas deverão adotar a manifestação do destinatário pelas razões abaixo que beneficiam o próprio destinatário das mercadorias:

- Para saber quais são as NF-e que foram emitidas, em todo o país, tendo a empresa como destinatária.

- Para evitar o uso indevido de sua Inscrição Estadual, por parte de emitentes de NF-e que utilizam inscrições estaduais idôneas para acobertar operações fraudulentas de remessas de mercadorias para destinatário diverso do indicado na documentação fiscal

- Para poder obter o XML das NF-e, que não tenham sido transmitidas pelo respectivo emitente

- Para obter segurança jurídica no uso do crédito fiscal correspondente, pois uma nota confirmada não poderá ser cancelada pelo seu emitente.

- Para registrar junto aos seus fornecedores que a mercadoria foi recebida e constituir formalmente o vínculo comercial que resguarda juridicamente as faturas comerciais, sem a necessidade de assinatura no canhoto impresso no DANFE.

Nos termos da IN 45/98, Título I, Capítulo XI, Seção 20.11, a partir de 1º de julho de 2013 o destinatário fica obrigado ao registro de evento relativo a operação com valor superior a R$

100.000,00 (cem mil reais), nos termos do Manual de Orientação do Contribuinte. A obrigatoriedade do registro de evento prevista acima

(23)

não se aplica nas operações realizadas entre estabelecimentos da mesma empresa.

Os eventos que deverão ser registrados são:

a) confirmação da operação: manifestação do destinatário

confirmando que a operação descrita na NF-e ocorreu exatamente como expresso neste documento fiscal;

b) operação não realizada: manifestação do destinatário

reconhecendo sua participação na operação descrita na NF-e, mas que esta operação não ocorreu ou não se efetivou da maneira expressa no documento fiscal;

c) desconhecimento da operação: manifestação do destinatário declarando que a operação descrita da NF-e não foi por ele solicitada.

O registro de evento deverá ser realizado nos prazos abaixo descritos, contados da data de autorização de uso da NF-e:

a) nas operações internas:

EVENTO PRAZO (em dias)

Confirmação da operação 20

Operação não realizada 20

Desconhecimento da operação 10

b) nas operações interestaduais:

EVENTO PRAZO (em dias)

Confirmação da operação 35

Operação não realizada 35

Desconhecimento da operação 15

(24)

Anexo II – Modelo de DANFE –

(25)

II. NOTA FISCAL DE CONSUMIDOR ELETRÔNICA (RICMS, Livro II, art. 8°, “j” e “k”)

(26)

Conforme prevê o Livro II, Art. 26-C do RICMS/RS, em substituição à Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, e ao Cupom Fiscal emitido por ECF, poderá ser emitida a NFC-e, sendo obrigatória sua emissão conforme calendário previsto no Apêndice XLIV do RICMS/RS e deverá também obedecer ao disposto:

a) no Ajuste SINIEF 07/05;

b) no Manual de Orientação do Contribuinte, disponível no site http://www.nfe.fazenda.gov.br;

c) em Notas Técnicas publicadas no Portal Nacional da NF-e, disponíveis no site http://www.nfe.fazenda.gov.br.

Nas operações de saída a varejo em substituição aos documentos referidos no "caput" deste artigo, fica facultada a emissão de NF-e.

O contribuinte sujeito a obrigatoriedade prevista no "caput"

deste artigo poderá:

a) emitir Cupom Fiscal ou Nota Fiscal de Venda a Consumidor, por ECF que já possua autorização de uso, pelo prazo de 2 (dois) anos a contar das respectivas datas de início da obrigatoriedade prevista no Apêndice XLIV, limitado a 31 de dezembro de 2022; (Redação dada pelo art. 1º (Alteração 5427) do Decreto 55.695, de 30/12/20. (DOE 30/12/20, 2ª ed.) - Efeitos a partir de 01/01/21.)

b) converter equipamentos ECF para viabilizar a sua utilização para a impressão do DANFE-NFC-e;

c) emitir Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, para documentar as operações realizadas fora do estabelecimento, relativas às saídas de mercadorias sem destinatário certo, desde que

(27)

seja utilizada NF-e para documentar a saída das mercadorias do estabelecimento e o retorno das não entregues.

FiscoNet - Ver emissão de documento fiscal nas saídas de mercadorias para realização de vendas fora do estabelecimento, arts. 26-A, § 1°, "b", 34, § 4° e 60, I.

A NFC-e que documentar operação de venda realizada por estabelecimento que promova operações de comércio atacadista e varejista deverá conter o nome e o número de inscrição do destinatário no CNPJ ou no CPF.

A NFC-e que documentar as operações realizadas pelo estabelecimento a consumidor final deverá conter o seu número de inscrição no CPF.

FiscoNet 01 - Ver outras obrigações do contribuinte, art. 212, XIII.

FiscoNet 02 - O estabelecimento fica dispensado de incluir o CPF no documento fiscal, caso o consumidor não queira informá-lo, exceto nas operações de venda realizadas por estabelecimento que promova operações de comercio atacadista e varejista.

O empreendedor individual ou o microempreendedor individual, que atendam ao disposto da Resolução CGSN 140/2018, do Comitê Gestor do Simples Nacional, ficam dispensados da emissão da NFC-e:

a) nas operações com venda de mercadorias ou prestações de serviços para consumidor final pessoa física;

b) nas operações com venda de mercadorias para pessoa jurídica, desde que o destinatário emita nota fiscal relativa à entrada.

1. Contingência

(28)

Serão admitidas as seguintes alternativas de operação em contingência:

a) transmitir a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica para o Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (SCAN) ou para o Sistema de Sefaz Virtual de Contingência (SVC), nos termos das cláusulas quarta, quinta e sexta do Ajuste SINIEF 07/05;

b) contingência com geração prévia da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica e autorização posterior, com prazo máximo de envio de até 24 horas, conforme definições constantes no Manual de Orientação do Contribuinte;

c) imprimir o Documento Auxiliar da NFC-e em Formulário de Segurança (FS), observado o disposto na cláusula décima sétima-A do Ajuste SINIEF 07/05 e definições constantes no Manual de Orientação do Contribuinte.

2. Calendário de Obrigatoriedade de Emissão da NFC-e

Para fins da definição do limite de faturamento previsto neste

Apêndice considera-se:

a) a soma do faturamento de todos os estabelecimentos do contribuinte localizados neste Estado, no ano imediatamente anterior;

b) para o contribuinte que iniciou suas atividades no ano imediatamente anterior, os valores previstos serão reduzidos, proporcionalmente, ao número de meses correspondentes ao período de atividade no referido ano.

A redução do faturamento em ano civil posterior não desobriga o contribuinte da emissão da NFC-e.

ITEM CONTRIBUINTES DATA DE INÍCIO DA OBRIGATORIEDADE I Contribuintes enquadrados na

modalidade geral que promovam 01/09/2014

(29)

operações de comércio atacadista e varejista (ATACAREJO)

II Contribuintes com faturamento

superior a R$ 10.800.000,00 01/11/2014 III Contribuintes com faturamento

superior a R$ 7.200.000,00 01/06/2015 IV Contribuintes com faturamento

superior a R$ 3.600.000,00 e

estabelecimentos que iniciarem suas atividades a partir de 1º de janeiro de 2016

01/01/2016

V Contribuintes com faturamento

superior a R$ 1.800.000,00 01/07/2016 VI Contribuintes com faturamento

superior a R$ 360.000,00 01/01/2017 VII Contribuintes com faturamento igual

ou inferior a R$ 360.000,00 e superior a R$ 120.000,00

01/01/2019

VIII Contribuintes que promovam

operações de comércio varejista de combustíveis

01/01/2017

IX Demais contribuintes que promovam

operações de comércio varejista 01/01/2022

(Redação dada ao item IX pelo art. 1º (Alteração 5428) do Decreto 55.695, de 30/12/20. (DOE 30/12/20, 2ª ed.) - Efeitos a partir de 01/01/21.)

3. Cancelamento

O Estado do Rio Grande do Sul alterou a partir do dia 29/04/2019 o prazo de cancelamento da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e).

O prazo, que antes era de 24 horas, passa a ser de apenas 30 minutos após sua emissão. A alteração está de acordo com o Ajuste SINIEF 07/2018 publicado em 5 de julho de 2018.

O cancelamento da NFC-e deve observar as mesmas condições do cancelamento da NF-e.

(30)

Contudo, para realizar o procedimento será necessário acessar o Web Service de eventos, para, então, pedir a autorização à Secretaria da Fazenda.

Sobre esse pedido, convém destacar que deve ser feito de acordo com o leiaute próprio estabelecido na legislação.

III. DOCUMENTOS FISCAIS PARA EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL

O art.60, da Resolução CGSN nº 140 de 2018, prevê que a utilização dos documentos fiscais fica condicionada à inutilização dos campos destinados à base de cálculo e ao imposto destacado, de obrigação própria, sem prejuízo do disposto na Resolução CGSN, constando, no campo destinado às informações complementares ou, em sua falta, no corpo do documento, por qualquer meio gráfico indelével, a expressão:

"DOCUMENTO EMITIDO POR ME OU EPP OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL"; "NÃO GERA DIREITO A CRÉDITO FISCAL DE IPI".

Caso o estabelecimento adquirente faça jus ao crédito do ICMS transferido pela empresa optante do Simples Nacional, no documento fiscal também deverá constar nas “Informações Complementares” a seguinte observação:

"PERMITE O APROVEITAMENTO DO CRÉDITO DE ICMS NO VALOR DE R$...; CORRESPONDENTE À ALÍQUOTA DE ...%, NOS TERMOS DO ART. 23 DA LC 123".

Na hipótese de emissão de NF-e, o valor correspondente ao crédito e à alíquota referida no caput deste artigo deverão ser

(31)

informados nos campos próprios do documento fiscal, conforme estabelecido em manual de especificações e critérios técnicos da NF- e, nos termos do Ajuste SINIEF que instituiu o referido documento eletrônico, conforme o Artigo 60, §5º da Resolução CGSN nº 140, de 2018.

1. Nota Fiscal com isenção

Já na hipótese de empresas isentas do ICMS, no campo destinado as "Informações Complementares” da Nota Fiscal, declarar: “ICMS isento, art. 2º, I, Lei 13036/08”.

2. Devolução de mercadorias

Na hipótese de devolução de mercadoria a contribuinte não optante pelo Simples Nacional, a ME ou EPP fará a indicação no campo

“Informações Complementares”, ou no corpo da Nota Fiscal Modelo 1, 1-A, ou Avulsa, da base de cálculo, do imposto destacado, e do número da nota fiscal de compra da mercadoria devolvida, observado o disposto no art. 67. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 26, inciso I e § 4º)

Na hipótese de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, não se aplicará o disposto nos §§ 5º a 8º, e a base de cálculo e o ICMS porventura devido devem ser indicados nos campos próprios, conforme estabelecido em manual de especificações e critérios técnicos da NF-e, baixado nos termos do Ajuste SINIEF que instituiu o referido documento eletrônico. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 26, inciso I e § 4º) (Redação dada pelo(a) Resolução CGSN nº 142, de 21 de agosto de 2018)

(32)

3. Livros fiscais

O Art. 63 da Resolução CGSN nº 140 de 2018, determina que as ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional deverão adotar para os registros e controles das operações e prestações por elas realizadas:

(...)

II - Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término de cada ano-calendário, quando

contribuinte do ICMS;

III - Livro Registro de Entradas, modelo 1 ou 1-A, destinado à escrituração dos documentos fiscais relativos às entradas de mercadorias ou bens e às aquisições de serviços de transporte e de comunicação efetuadas a qualquer título pelo estabelecimento, quando contribuinte do ICMS.

3.1 Livro Registro de Entradas

Os lançamentos serão feitos, documento por documento, desdobrados em tantas linhas quantas forem as naturezas das operações ou prestações segundo o CFOP (Apêndice VI), nas colunas próprias, da seguinte forma, Livro II, art.153:

I - coluna "DATA DE ENTRADA": data da entrada efetiva da mercadoria no estabelecimento, da utilização do serviço ou, na hipótese do art. 151, parágrafo único, data da aquisição ou do desembaraço aduaneiro da mercadoria, ou, ainda, data da emissão do documento fiscal;

(33)

Fisconet - É dispensado o registro, quando utilizado o livro modelo 1-A, desde que seja informado, nesta coluna, pelo menos uma vez, o mês a que corresponderem os lançamentos.

II - coluna sob o título "DOCUMENTO FISCAL": espécie, série e subsérie, número e data do documento fiscal correspondente à operação ou prestação e o nome do respectivo emitente, dispensado o registro, nas colunas próprias, dos números de inscrição no CGC/TE e no CNPJ/MF;

III - coluna "PROCEDÊNCIA": sigla da unidade da Federação onde se localizar o estabelecimento emitente;

IV - coluna "VALOR CONTÁBIL": valor total constante do documento fiscal;

V - coluna sob o título "CODIFICAÇÃO":

a) coluna "CÓDIGO CONTÁBIL": o mesmo que o contribuinte eventualmente utilizar no seu plano de contas contábil, dispensado o registro na hipótese de utilização do livro modelo 1-A;

b) coluna "CÓDIGO FISCAL": o constante do Apêndice VI;

VI - colunas sob os títulos “ICMS - VALORES FISCAIS” e

“OPERAÇÕES OU PRESTAÇÕES COM CRÉDITO DE IMPOSTO”:

a) coluna "BASE DE CÁLCULO": valor sobre o qual foi calculado o imposto;

b) coluna "ALÍQUOTA": alíquota do imposto que foi aplicada sobre a base de cálculo indicada na alínea anterior;

c) coluna "IMPOSTO CREDITADO": valor do crédito fiscal destacado no documento;

VII - colunas sob os títulos "ICMS - VALORES FISCAIS" e

"OPERAÇÕES OU PRESTAÇÕES SEM CRÉDITO DO IMPOSTO":

(34)

Fisconet - Na hipótese de estar consignada no documento fiscal a parcela do IPI, esta deverá ser deduzida por ocasião da escrituração.

a) coluna "ISENTA OU NÃO-TRIBUTADA": valor da operação ou prestação, quando se tratar de entrada de mercadorias cuja saída do estabelecimento remetente tenha sido beneficiada com isenção do imposto ou esteja ao abrigo da não-incidência, bem como o valor da parcela correspondente à redução da base de cálculo;

b) coluna "OUTRAS": valor da operação ou da prestação, quando se tratar de entrada de mercadorias ou de utilização de serviços que não confira ao estabelecimento destinatário crédito fiscal ou cuja saída ou prestação do estabelecimento emitente tenha sido beneficiada com suspensão ou diferimento do pagamento do imposto, ou, ainda, quando se tratar das hipóteses em que o ICMS incidente tenha sido retido por substituto tributário;

NOTA 01 -Nas hipóteses de diferimento parcial previstas na Seção II do Capítulo I do Título I do Livro III, deverá constar nesta coluna apenas a parcela do valor da operação correspondente ao diferimento, considerando-se a redução de base de cálculo, se houver. (Redação dada pelo art. 4º (Alteração 5501) do Decreto 55.797, de 17/03/21. (DOE 19/03/21) - Efeitos a partir de 01/04/21.) NOTA 02 -Na hipótese de suspensão parcial do diferimento prevista no Ap. II, S. I, item II, nota 02, deverá constar nesta coluna apenas a parcela do valor da operação correspondente ao diferimento, considerando-se a redução de base de cálculo, se houver. (Acrescentado pelo art. 1º (Alteração 5309) do Decreto 55.360, de 10/07/20. (DOE 13/07/20) - Efeitos a partir de 13/07/20.) VIII - coluna "OBSERVAÇÕES":

a) a indicação: "compra para recebimento futuro" na hipótese de Nota Fiscal para simples faturamento referida no § 1º, "a", e, na hipótese de Nota Fiscal relativa à efetiva entrada de mercadoria referida, no § 1º, "b", a indicação: "referente NF nº ... (indicar o

(35)

número da Nota Fiscal emitida para simples faturamento), registrada em ... (data do registro)";

b) o valor do imposto retido, se a Nota Fiscal se referir à operação sujeita ao regime de substituição tributária;

Fisconet - Quando a mesma Nota Fiscal documentar operação interestadual com mercadoria tributada e não-tributada, o valor do imposto relativo a cada situação tributária será registrado separadamente.

c) outros créditos fiscais que não corresponderem a entradas efetivas de mercadorias;

IX - demais colunas: conforme dispuser a legislação federal própria.

As Notas Fiscais emitidas relativamente à entrada de mercadorias, com o mesmo CFOP, poderão ser registradas pelos totais diários.

Na hipótese de documentos relativos à utilização de serviço de transporte, exceto se usuário de sistema eletrônico de processamento de dados, estes poderão ser escriturados englobadamente, pelo total mensal, desde que emitida Nota Fiscal conforme previsto no art. 26, III do Livro II.

Os estabelecimentos prestadores de serviços de transporte que, nos termos previstos no Livro I, arts. 24, I, ou 32, XXI e XXII, optarem pelo benefício fiscal condicionado ao não aproveitamento de créditos fiscais, poderão escriturar os documentos totalizando-os segundo a natureza da operação e a alíquota aplicada, para efeito de lançamento global no último dia do período de apuração.

Ao final do período de apuração, deverão ser totalizadas e acumuladas as operações e prestações escrituradas nas colunas

(36)

"VALOR CONTÁBIL", "BASE DE CÁLCULO", e "OBSERVAÇÕES", por unidade da Federação de origem das mercadorias ou de início da prestação do serviço.

A totalização da coluna "OBSERVAÇÕES" será efetuada exclusivamente em relação ao valor do imposto pago por substituição tributária.

4. DeSTDA

A Instrução Normativa 68/2015 regulamentou no estado do Rio Grande do Sul a Declaração de substituição tributária, diferencial de alíquota e antecipação chamada DeSTDA.

A DeSTDA deverá obedecer ao disposto nesta Seção e:

a) em Resoluções do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN);

b) no Ajuste SINIEF 12/2015;

c) no Ato COTEPE ICMS 47/2015;

d) em outras orientações baixadas pela Receita Estadual.

A RECEITA ESTADUAL informa que, conforme o art. 174-A, II do Decreto 37.699/97 (RICMS), os contribuintes optantes pelo Simples Nacional estão obrigados à entrega da DeSTDA – Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e Antecipação, instituída pelo Ajuste SINIEF nº 12/15, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2016.

Será informado na DeSTDA o ICMS devido relativo à Substituição Tributária Interna e Interestadual, Antecipação Tributária sem encerramento e Diferencial de Alíquotas. A declaração é nacional e deverá ser entregue mensalmente, ainda que o estabelecimento não tenha realizado qualquer operação sujeita ao imposto.

(37)

A DeSTDA será apresentada relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 2016, pelos contribuintes optantes pelo Simples Nacional, exceto os Microempreendedores Individuais - MEI, para informar o valor do imposto apurado referente a:

a) ICMS retido como Substituto Tributário (operações antecedentes, concomitantes e subsequentes);

b) ICMS devido em operações com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto, nas aquisições em outros Estados e Distrito Federal;

c) ICMS devido em aquisições em outros Estados e no Distrito Federal de bens ou mercadorias, não sujeitas ao regime de

antecipação do recolhimento do imposto, relativo à diferença entre a alíquota interna e a interestadual;

4.1 Aplicativo para envio

O aplicativo para geração e transmissão da DeSTDA estará disponível para download, gratuitamente, em sistema específico, na página da SEFAZ/RS

4.2 Prazo de envio

O arquivo digital da DeSTDA deverá ser enviado até o dia 28 (vinte) do mês subsequente ao encerramento do período de apuração, ou quando for o caso, até o primeiro dia útil imediatamente seguinte.

4.3 Pagamento do Imposto

- O pagamento do imposto declarado na DeSTDA deverá ser efetuado até o dia 23 do segundo mês subsequente, tomando se por referência o mês da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, por meio de GA, preenchida conforme instruções contidas no Título III, Capítulo I, ou de GNRE, preenchida conforme instruções contidas no Título III, Capítulo III, observando, ainda, o que segue:

(38)

ITEM OPERAÇÕES/PRESTAÇÕES BASE

LEGAL CAMPO

DeSTDA CÓDIG

O GA CÓDIG O GNRE I Entrada de mercadoria ou

utilização de serviço, provenientes de outra unidade da Federação, e que não estejam vinculados à operação ou prestação

subsequente

RICMS, Livro I, arts.

4º, IX, e 5º, V, e Ap. III, S. I, XII

Diferencial

de alíquota 379 10002-1

II Entrada de mercadoria, exceto as relacionadas no Apêndice II, Seções II e III, proveniente de outra unidade da Federação

RICMS, Livro I, art.

46, § 4º, "b"

Antecipaçã o sem encerrame nto

379 10002-1

III Entrada de mercadoria

relacionada no Apêndice II, Seções II e III, proveniente de outra unidade da Federação, sem substituição tributária

RICMS, Livro III, art. 53-A, e Ap. III, S. II, IX

 

Antecipaçã o com encerrame nto

(varejistas)/

ST interna (demais)

270 10004-8

IV Entrada de mercadoria

relacionada no Apêndice II, Seções II e III, sem substituição tributária, nas hipóteses em que a

responsabilidade pelo pagamento do imposto seja do destinatário

RICMS, Livro I, art.

46, § 5º, "b", Livro III, art. 9º, e Ap. III, S. II, IX

Antecipaçã o com encerrame nto

(varejistas)/

ST interna (demais)

270 10004-8

V

  Saída de mercadoria relacionada no Apêndice II, Seções II e III, realizada por substituto tributário estabelecido neste Estado

RICMS, Livro III, art. 9º, e Ap. III, S. II, IX

ST interna 270 10004-8

VI Saída interestadual de mercadoria relacionada no Apêndice II, Seção III, realizada por substituto

tributário estabelecido em outra unidade da Federação, inscrito no CGC/TE, com destino a

contribuinte deste Estado

RICMS, Livro III, art. 34, e Ap. III, S. II, IX

ST

interestadu al

224 10004-8

(Redação dada pela IN RE 081/16, de 29/12/16. (DOE 30/12/16, retificado em 09/01/17) - Efeitos a partir de 01/01/17.)

4.4 GIA-SN

A GIA-SN continuará disponível para fatos geradores iguais ou anteriores a 31/12/2015, e para eventuais retificações a serem feitas.

5. CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO – CTE

(39)

O Conhecimento de Transporte Eletrônico tem como objetivo a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico para a substituição da sistemática atual de emissão dos documentos fiscais em papel que atualmente acobertam os serviços de transporte interestadual e intermunicipal, reduzindo custos, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco.

Considera-se CT-e o documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar prestações de serviço de transporte de cargas, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso pela administração tributária da unidade federada do contribuinte, antes da ocorrência do fato gerador;

Base legal: RICMS, Livro II, art. 8º, II, "ab" e "ac":

ab) Conhecimento de Transporte Eletrônico, modelo 57, art.

108-A;

ac) Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico, art. 108-B.

De acordo com o Livro II, Art. 108-B do RICMS/RS, a emissão do Conhecimento de Transporte Eletrônico - CT-e, em substituição aos documentos citados no artigo 108-A, é obrigatória a todos os contribuintes transportadores de cargas;

O Conhecimento de Transporte Eletrônico - CT-e, modelo 57, que poderá ser utilizado pelos contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS em substituição aos seguintes documentos:”;

I - Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;

II - Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;

III - Conhecimento Aéreo, modelo 10;

(40)

IV - Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11;

V - Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 27;

 VI - Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando utilizada em transporte de cargas.”;

VII - Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas - CTMC, modelo 26.

A obrigatoriedade de uso do CT-e aplica-se a todas as prestações efetuadas por todos os estabelecimentos do contribuinte.

A emissão do CT-e é obrigatória, sendo assim, o tomador do serviço deverá exigir sua emissão, vedada a aceitação de qualquer outro documento em sua substituição.

O MEI está dispensado de emitir CTE conforme LIVRO II, Artigo 108-B, Nota 03:

O disposto neste artigo não se aplica ao Microempreendedor Individual - MEI.

O contribuinte usuário de Conhecimento de Transporte Eletrônico, para acompanhar a carga durante o transporte ou para facilitar a consulta do CT-e, deverá emitir o Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico - DACTE.

Somente poderá ser cancelado um CT-e que tenha sido previamente autorizado o seu uso pelo Fisco e desde que não tenha ainda ocorrido o fato gerador, ou seja, em regra, ainda não tenha ocorrido o inicio da prestação de serviço de transporte. Caso tenha sido emitida Carta de Correção Eletrônica relativa a determinado CT-e, nos termos da cláusula décima sexta, este não poderá ser cancelado.

O prazo para o cancelamento do CT-e é de 168 horas.

Para proceder o cancelamento, o emitente deverá fazer um pedido específico gerando um arquivo XML para isso. Da mesma forma que efetuou a emissão de um CT-e, o pedido de cancelamento também deverá ser autorizado pela SEFAZ. O Layout do arquivo de solicitação de cancelamento poderá ser consultado no Manual de Integração do Contribuinte.

(41)

O status de um CT-e (autorizado, cancelado, etc) sempre poderá ser consultado no site da Secretaria da Fazenda do Estado da empresa emitente.

ANULAÇÃO DE VALORES:

Conforme o AJUSTE SINIEF 9/2007 na cláusula décima sétima, determina as regras para anulação de valores do CTE quando já passou o prazo de cancelar;

AJUSTE SINIEF 9/2007;

Cláusula décima sétima Para a anulação de valores relativos à prestação de serviço de transporte, em virtude de erro devidamente comprovado como exigido em cada unidade federada, e desde que não descaracterize a prestação, deverá ser observado:

I - na hipótese do tomador de serviço ser contribuinte do ICMS:

a) o tomador deverá emitir documento fiscal próprio, pelos valores totais do serviço e do tributo, consignando como natureza da operação "Anulação de valor relativo à aquisição de serviço de transporte", informando o número do CT-e emitido com erro, os valores anulados e o motivo, podendo consolidar as informações de um mesmo período de apuração em um único documento fiscal, devendo a primeira via do documento ser enviada ao transportador;

b) após receber o documento referido na alínea "a", o transportador deverá emitir um CT-e substituto, referenciando o CT- e emitido com erro e consignando a expressão "Este documento substitui o CT-e número e data em virtude de (especificar o motivo do erro)";

6. MANIFESTO ELETRÔNICO DOCUMENTOS FISCAIS (MDF- e)

CONCEITO DO MDF-e

Conforme o RICMS/RS, Livro II, Artigo 108-D, Nota 01, o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), modelo 58, é o documento fiscal eletrônico, de existência apenas digital, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e

(42)

pela autorização de uso concedida pela Receita Estadual. Atualmente a legislação nacional permite que o MDF-e substitua o Manifesto de Carga, modelo 25.

CONTRIBUINTES OBRIGADOS AO MDF-e

Fica instituído o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais - MDF-e -, modelo 58, que deverá ser utilizado pelos contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, em substituição ao Manifesto de Carga, modelo 25.

MDF-e é o documento fiscal eletrônico, de existência apenas digital, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e Autorização de Uso de MDF-e pela administração tributária da unidade federada do contribuinte.

 HIPÓTESES DE EMISSÃO DO MDF-e

O Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais - MDF-e, modelo 58, conforme disciplinado pelo artigo 108-D do Livro II  do RICMS/RS, será emitido:

a) pelo transportador emitente de CT-e, nas seguintes situações:

1 - no serviço de transporte intermunicipal ou interestadual de carga fracionada, assim entendida a que corresponda a mais de um conhecimento de transporte;

2 - no transporte de carga lotação, assim entendida a que corresponda a um único conhecimento de transporte;

b) pelos contribuinte emitentes de NF-e no transporte de bens ou mercadorias, realizado em veículos próprios ou arrendados, ou mediante contratação de transportador autônomo de cargas.

Caso a carga transportada seja destinada a mais de uma unidade federada, o transportador deverá emitir tantos MDF-e distintos quantas forem as unidades federadas de descarregamento, agregando, por MDF-e, os documentos destinados a cada uma delas

(43)

Na hipótese de opção pela emissão de MDF-e, sempre que haja transbordo, redespacho, subcontratação ou substituição do veículo, do motorista ou de contêiner, ou inclusão de novas  mercadorias ou documentos fiscais, bem como na hipótese de retenção imprevista de parte da carga transportada, deverá ser emitido o correspondente MDF-e.

IV - para o emitente de CT-e, no transporte intermunicipal de carga, e para o emitente de NF-e, no transporte intermunicipal de bens ou mercadorias, realizado em veículos próprios ou arrendados, ou mediante contratação de transportador autônomo de cargas, a partir de:

a) 1º de março de 2017, para os contribuintes não optantes pelo regime do Simples Nacional;

b) 1º de setembro de 2017, para os contribuintes optantes pelo regime do Simples Nacional

Art. 108-E - O contribuinte emitente de Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, para acompanhar a carga durante o transporte ou para facilitar a consulta do MDF-e, deverá emitir o Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais - DAMDFE.

Estão habilitados a emitir o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais os contribuintes emissores de Nota Fiscal Eletrônica ou de Conhecimento de Transporte Eletrônico.

DOCUMENTO AUXILIAR DO MANIFESTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS FISCAIS – DAMPDFE

O contribuinte emitente de Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, para acompanhar a carga durante o transporte ou para facilitar a consulta do MDF-e, deverá emitir o Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais – DAMDFE.

No caso de ocorrer a troca de motorista, qual o procedimento que deberá ser feito:

é possível realizar a inclusão ou substituição de condutores no manifesto eletrônico após iniciado o transporte, e esta operação deverá ser feita através do evento “Inclusão de Condutor”, antes do evento de “Encerramento do MDF-e”, através do seu  SISTEMA EMISSOR DE MDF-E

Cabe salientar que durante a emissão do MDFe, poderão ser informados até 10 condutores em cada manifesto.

(44)

Conforme AJUSTE SINIEF 21, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2010 (...)

Cláusula décima quarta-A Sempre que houver troca, substituição ou inclusão de motorista deverá ser registrado o evento de inclusão de motorista, conforme disposto no Manual de Orientação do Contribuinte - MDF-e.

Parágrafo único. Incluído o motorista, a administração tributária que autorizou o evento deverá disponibilizá-lo às unidades federadas envolvidas.

Referências

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