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Rev. adm. empres. vol.33 número3

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

"O desafio tfa mudança organizacional estd em tornar coeren1es desejos, sentimentos e raziio- o que garante a

estabilidade-sem se esquecer do cliente -o que garante a competitividade."

A

contribuição dada nos anos 50 e 60 por Forrester

e

seus colaboradores do MIT-

MJIIJ5/Ichussetts

/nstitute

o

f

Teclmnlógy

-,estudando, caracteri-zando e modelando aquilo que veio a se chamar DinâmiO> lndus·

trial, levou à compreensão de que o comportam<>nto de rodo sístema eronô--mico ou administ!ativo é resultante da conjugação da suhsístemas de deci· são, da ação e de íniormação, num processo permanente de fív:d.Jxu:k looping.

Assim, roda agregação de valor a produtos e servi<;os de uma organiza·

ção passa por uma enorme rede da decisões, ações e infonnações. O subsis-tema de decisão, composto por um conjunto de valores, critérios e normas de decisão, define as ações ョセ@ que são executadas pelo hardware res-ponsável pelo subsistema da ação1 cujos resultados são processados pelo subsistema de íniormação que gera elementos para novas decisões, repetin· do um novo ciclo dccisâo--açâ()-informação.

Os flabalhos de Forrester concentraram-se principahnente em dem<lll&-trar como a falta de sincronia entre estes três subsicitemas, em termos de ve-locidade da cole!a

e

imnsmissão da dados da ação para a decisão

e

da deci· são pai• a ação subseqüente, leva a

iÚiii!JS

ou atrasos que se fladuzern em

de-fasagem

oo tempo entre o

que se

faz e o

que

é demaodado. Em sistemas ero-nômi<os, isto significa acumular ..roques quando já não mais é preciso e faltar quando mais se precisa. Ou seja. o atraso na resposta dos subsisW!las

aos estimulos recebidos mutuamente provoca "flutuações" no エZッューッイエ。セ@ mento dos mESmOS, traduzidas em termos e<onômicos por estoques ・ク」・ウウゥセ@

vos ou por custos da oportunklade pela falta destes.

Esta descoberta de Forrester P'""' explicar não apenas o romportamen·

to de sistemas econômicos ou administrativos, mas o comportamento geral dos sistemas, constituindo-se num importante arquétipo paia a compreen-são tanto da natureza dos negócios em Economia, quanto dos processos or· ganizacionais em Adminístesção, quanto dos fenômenos bíológícos ou de

impactos ambtemais e sociais.

lls\e arquétipo-decisão, ação e uilonnação-está presente nos sistemas organimcionais sob a forma do pensar, do agir

e

do sentir. A falta da síncro· nia entre a daisão, a ação e a informação que leva, nos sistemas econômicos, a faltar ou a acumular estoques, leva, nos sistemas organizacionais, à falta de

coerênda entre o que é desejado, o que é realizado e o que é pel'('ebido. Nenhuma organização pode ser considerada sadia se o que se quer, o que se faz e o que se sente não for congruente. Vamos encontrar ッイァ。ョゥコ。セ@ ções em que o subsistema da decisão1 sendo mais desenvohdrlo do que os outros é capaz de gerar planos mas não concretizá-los. Vamos encontrar organizações em que o subsistema de ação é msis desenvolvido, impedindo quaisquer planos de mudança n.,; seus re;ultados operacionais. F'malmente, vamos encontrar organizalões em que o subsistema da ínionnação é mais desenvolvido, e, embora a organização seja extremamente consdente de seus problemas, nada é possível fazer pela inércia dos subsistemas de deci· são ou de ação.

1Í praticamente impossível encontrar uma OrganizaÇão em que estes セ@ subsistemas não esrejam desartkulados. O que não é comum - e Forrester não se preocupou com isto -é enconflar organizações capazes de perceber que os fatores responsáveis por estas desartirulações muitas vezes estão

intemalizados na própria estrutura de seus sistemas de dedsão-ação--íniormação. Atribuem estas delestabilizações a fatores externos à estrutma de seus. siste:rnas, "racionalizando" e "projetando", na mais pura acepção

Freudi!llla. São argumentos fortes que mascaram quaisquer causas mais

profundas, decisivas para a obtenção dé vantagens competitivas. Saem à

busca de soluções e modismos "externos", estranhos à cultura

e

à

competência organizacionais, antes di' resolverem questões primárias de compatibilí7.ação entre papéis exeltidos na decisão, ação e inlormação.

Assim como a saúde deve resultar da capacidade de se "viver mais" e "servir melhor" -não apenas da ausência de doenças - uma organização

sadia deve resultar da capacidade de autodiagnose e de resolução das

desarticulações entre seus subsistemas internos. Inovação, flexibilidade, disponibilidade, qualidade e custos competitivos somente são possíveis em

ambientes organizadonais como este. Só assim é possível reverter esta tendência de "externalizar" ou socializar prejuizos, concentrando--se no atendimento à prillle'ira razão de ser de toda organização: o cliente, A qualidade de vida e o aprimoramento oontinuu

vem

por aroi&:imo.

Prol. Maril- Alves Gonçalves

Diretor e Editor da RAE

VOLUME :li NÚMER03 MAIJJUN. t

RAEARTIGOS

NOVA RfC!JLAMENTAÇÃO DA

TRANSFEJIENCIA DE

6

TECNOLOGIA NO BRASIL ,... Carloa ... ri • Walter Der-.

Uma análise das modificações recenter11ente estabelecidas na atuação da GovernQ na área de transterên<:ia de tecnologia.

FLEXIBILIDADE NOS

22

SISTEMAS DE PRODUÇÃO Henrl .. ue Luis Corraa

A pesquisa demonstra que é possive! combinarf!eÃibilidade nos sistemas de produção e o chamado 'JEO! leve!" (Just Enough DesiraJJle Inventai)'},

opoOO;rse à idéia absoluta de "estoque コ・イッセ@ a todo custo.

O DESAFIO DA EQtíiDADE

38

NO SETOR SAÚDE

A necessária ret!exão sobre o principia âa eqüidade na estruturação de sistemas públicos de saúde, o que amda nào ocorreu no BrasiL

COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: UM BALANÇO DOS

RESULTADOS f DESAROS

QUE CERCAM ESSA

52

TRADIÇÃO DE PESQUISA

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