FORMAÇÃO DOS GESTORES ESCOLARES EM DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA NO
ÂMBITO DA COVID-19
CAPACITACIÓN DE LOS GERENTES DE LA ESCUELA EN HABILIDADES DE LIDERAZGO DENTRO DEL COVID-19
Resumo:
O presente artigo resultada de uma formação de gestores escolares realizada no âmbito da prevenção contra a pandemia da COVID-19, na província da Huíla - Angola. A formação objetivou partilhar os procedimentos administrativos e pedagógicos, sensibilizar a comunidade escolar e desenvolver um amplo plano de ação para a prevenção e para a aprendizagem significativa dos alunos no âmbito da pandemia da COVID-19. Fez-se uso dos métodos de chuva de ideias, técnicas de liderança participativa, trabalhos práticos de campo, seminários de curta duração e relatos do cotidiano dos gestores escolares. Apoiou-se o enfoque quantitativo e algumas técnicas qualitativas na recolha e tratamento de dados. A amostra foi de 168 gestores. Os resultados revelam que é imperioso formar os gestores em técnicas de liderança e gestão de pessoas em situações de prevenção contra os eventuais casos da COVID-19.
Palavras-chave: Covid-19. Liderança escolar. Formação dos gestores.
Competências em habilidades da gestão escola.
Resumen:
Este artículo es el resultado de una formación de directores escolares llevada a cabo en el contexto de la prevención pandémica de COVID-19, en la provincia de Huíla - Angola. La formación tenía por objeto compartir procedimientos administrativos y pedagógicos, sensibilizar a la comunidad escolar y elaborar un plan de acción integral para la prevención y el aprendizaje significativo de los alumnos en la pandemia COVID-19. Utilizamos los métodos de lluvia de ideas, técnicas de liderazgo participativo, trabajo práctico de campo, seminarios a corto plazo e informes de la vida cotidiana de los directores escolares. Se apoyó el enfoque cuantitativo y algunas técnicas cualitativas en la recopilación y el procesamiento de datos. La muestra consistió en 168 gerentes. Los resultados revelan que es imperativo capacitar a los gerentes en técnicas de liderazgo y gestión de personas en situaciones de prevención contra posibles casos de COVID-19.
Palabras clave: Covid-19. Liderazgo escolar. Formación de gerentes.
Habilidades escolar.
Introdução
COVID-19 é o nome atribuído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), à pandemia também conhecida por pandemia de coronavírus, uma doença respiratória aguda provocada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-COV-2), tem obrigado os “países em todo o mundo tomarem amplas medidas sociais e de saúde pública (MSSP),
incluindo o fechamento de escolas para evitar-se a propagação do vírus SARS-COV-2” (UNICEF, 2020, p. 1). A denominação deriva da junção das palavras Corona + Vírus + Doença uma doença que se transmite por contato próximo com pessoas infectadas, através das superfícies e objetos contaminados. Aos 24 de Janeiro de 2020 a província de Wuhan na China decretou a primeira quarentena. No dia 11 de Março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma pandemia mundial, proclamada pelo seu Diretor Geral Tedros Adhanom Ghebreyesus. Como consequências dia 21 de Março de 2020 Angola registou os seus 2 (dois) primeiros casos positivos da COVID-19 na cidade capital Luanda, importados de Lisboa - Portugal. Dia 27 de Março de 2020 o Governo angolano decretou o Estado de Emergência, depois do Presidente da República ter consultado o Conselho da República e a Assembleia Nacional e consequentemente a suspensão de todas as atividades letivas presenciais no Ensino Pré-escolar, Ensino Primário, Secundário e Ensino Superior para todo o país.
Liderança da escola na época da pandemia da COVID-19
(CANGUE, 2020, p. 5), citando (Hunter, 2006) define a liderança como “a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força de carácter”. Ainda de acordo com (CANGUE2, 2018, p. 34), citando os estudiosos,
“TEDDLIE; REYNOLDS (2000); LEITHWOOD, et al. (2003) a liderança como sendo a força promotora do desenvolvimento organizacional das escolas, capaz de impulsionar, obter e melhorar os seus recursos e criar estruturas facilitadoras de uma cultura de colaboração e desenvolvimento profissional. LEITHWOOD; RIEHL (2009); BERNAL-GUERRERO et al., (2013), BERNAL-GUERRERO; CANGUE, (2018), são de opinião de que, a liderança se apresenta como trabalho de mobilizar e influenciar os outros para articular e procurar alcançar metas escolares por meio de trocas de ideias”.
Segundo (CANGUE, 2018, p. 38), existem várias definições sobre o conceito liderança. “A palavra líder deriva do inglês (leader), (BERNAL et al., 2013)”. ROBINSON; HOHEPA; LLOYD (2009) definem a liderança educativa como sendo aquela influência que os outros esperam para melhorar os resultados da aprendizagem dos estudantes. Segundo TEDDLIE; REYNOLDS (2000); LEITHWOOD et al. (2003); DAY et al. (2009); CANGUE (2018) a liderança é a força promotora do desenvolvimento organizacional das escolas, capaz de impulsionar e melhorar os seus recursos e criar estruturas facilitadoras de uma cultura de colaboração e desenvolvimento profissional. LEITHWOOD; RIEHL (2009); BERNAL et al. (2013); BERNAL-GUERRERO; CANGUE (2018), são de opinião de que a liderança se apresenta como trabalho de mobilizar e influenciar os outros para articular e procurar alcançar metas escolares por meio de trocas de ideias. Para (AVOLIO et al. 2009), citados por (CANGUE, 2018, p. 39), “os líderes não são inatos, certos líderes certamente, tiveram desde a idade infantil, experiências de vida que contribuíram de forma positiva para que desenvolvessem certas competências, atitudes e habilidades pessoais para a liderança”. Na visão de Gaudêncio, (2009), citado por (CANGUE, 2018, p.39) “liderança é uma habilidade que as pessoas podem desenvolver em si mesmas, desde que aprendam a lidar com suas próprias emoções de forma
madura”. Os líderes surgem em comunidades e em contextos específicos… (YÁÑEZ; PERERA; RODRÍGUEZ, 2014; BERNAL-GUERRERO; CANGUE, 2018). “[...] as organizações [...] precisam de pessoas motivadas e com um melhor desempenho, sendo assim surge à necessidade da liderança nas organizações.”, (MARQUES; SOUZA; MORI, 2015, p.143). A liderança não nasce com a pessoa humana, qualquer pessoa pode desenvolver estas características através da prática diária, através da entrega ao compromisso público.
Formação dos gestores escolares na província da Huíla, no âmbito da COVID-19 (FOPED)
O Governo da província da Huíla realizou a Formação de Gestores Escolares no âmbito da pandemia da COVID-19 (FOGESP-2020), com apoio da UNICEF nos 14 municípios de 12 de Novembro à 02 de Dezembro de 2020. A formação foi assegurada por três equipas de formadores constituídas por três integrantes cada grupo. O artigo apresenta os resultados da formação dos diretores dos municípios dos Gambos, Chibia, Humpata e Lubango. A formação nos quatro municípios foi assegurada pela equipa número três. Uma equipa que teve como formador o autor do presente artigo, um supervisor e um administrativo. A FOGESP-2020 teve como objetivos conhecer os procedimentos administrativos legais da sensibilização da comunidade escolar e da gestão de turmas em situação da pandemia da COVID-19. Sensibilizar os pais, encarregados de educação e a comunidade escolar sobre a necessidade da garantia do direito à educação em situação da pandemia da COVID-19. Desenvolver um plano de ação com ferramentas e instrumentos disponíveis de apoio ao gestor escolar em caso da COVID-19 na escola. Orientar os professores a organizarem as atividades em salas de aulas no contexto da pandemia da COVID-19.
Foram programados três módulos que foram partilhados presencialmente nos 14 municípios da província da Huíla. O primeiro módulo tratou sobre a estratégia de apoio ao gestor escolar em caso da COVID-19 na escola num ano considerado historicamente desafiador, assim o módulo foi planificado para orientar os gestores escolares em tomar decisões assertivas, de modo a evitar-se o pior nas escolas bem como o asseguramento da aprendizagem dos alunos conforme a previsão do currículo. A base legal serviu de instrumento de suporte das orientações para serem cumpridas nas escolas públicas e privadas de Angola, assim o Decreto nº 17/20, de 27 de Outubro foi útil nos seu capítulo II, artigos 4º, 5º e 6º sobre as competências das direções escolares, dos pais, encarregados de educação e das direções municipais da educação. O decreto Executivo nº 16/20 de 01 de Outubro que orienta a retoma das aulas presenciais e as tarefas a serem cumpridas pelas direções municipais da educação e das escolas e o Decreto Executivo nº 18/20, de 03 de Novembro que orienta o processo de avaliações das aprendizagens no ensino primário e secundário, regular e de adultos no âmbito da pandemia da COVID-19.
Tabela 1. Plano de ação sobre a estratégia de apoio ao gestor escolar em caso de COVID-19 na escola º Prioridade Ação Respn
Sável Público alvo Data Resultado 1
Biossegurança Materiais físicos Diagnóstico Prevenção Gestor escolar Alunos, professores, pais, encarregados de educação Quinze nal Gestor informado sobre os materiais necessários, como produzi-los, diagnosticar e prevenir os casos da
COVID-19
2
Comissão da
COVID-19 Grupo sensibilização de Grupo de intervenção Grupo de intervenção
Gestor
escolar Alunos, professores, pais, encarregados de educação
Quinze
nal Criada a comissão de prevenção e luta contra a COVID-19 3 Canais de comunicação Físico Digital Gestor escolar Alunos, professores, pais, encarregados de educação Quinze nal Canais de comunicação sigilosas e de confiança criadas 4 Instrumentos
orientadores Normativo (dispensa) Gestor escolar Alunos, professores, pais, encarregados de educação
Quinze
nal Diplomas do Governo Fonte: FOGESP-2020
O segundo módulo visou a sensibilização e motivação dos encarregados de educação e comunidade para enviarem os alunos à escola na época da covi-19, numa altura de medo e de incertezas para todos (os diretores, professores, pais e encarregados de educação). Neste módulo fez a partilha de ideias em torno de saberes sobre a necessidade de construírem sempre um plano de ação que pode servir do guia das atividades, este plano deve ser construído com a participação de todos os membros dentro de um espírito de liderança democrática e participativa.
Tabela 2. Plano de ação para a sensibilização dos pais e encarregados de educação para mandarem os filhos à escola, com garantia do cumprimento das regras de biossegurança e distanciamento regulamentado pelo Ministério da Saúde de Angola e pelos Decretos Executivos do Ministério da Educação
N
º Prioridade Ação Respon Sável Público alvo Data Resultado 1 Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos (Educação 2030, 2016, iii).
Plano de sensibilização dos encarregados de educação
Levar a escola ao aluno ...
Comissão de
sensibilização. Pais, de educação, alunos, encarregados
professores. Semanal Todos atores do processo educativo envolvidos em garantir o direito à educação de qualidade e inclusiva. 2 Atividades complementares com as famílias. Relacionar conteúdos do currículo com com as atividades diárias; Sensibilizar os pais da necessidade do valor social das aulas presenciais com garantia da obediência das regras de biossegurança.
Grupo de
sensibilização. Pais, de educação, alunos, encarregados professores. Três ou dois dias por semana Famílias e a comunidade envolvidas. 3 Transformar a sociedade civil em agentes de sensibilização Igrejas Associações Autoridades tradicionais Comissão de
sensibilização Pais, de educação, alunos, encarregados professores.
Uma vez por
semana Comunidade prevenida e transformada em agente de sensibilização. Fonte: FOGESP-2020
O terceiro módulo sobre a gestão de turmas no âmbito da COVID-19, o gestor precisa de manter a equipa unida apelando sempre ao cumprimento da regras de biossegurança, no distanciamento e adotar métodos híbridos que possam preservar a vida do aluno, do professor e de toda a comunidade educativa. O Decreto Executivo 16/20, de 01 de Outubro ajuda na compreensão e minimização dos riscos de contaminação coletiva.
A colaboração de todos e antecipada entre a escola e a comunidade (incluindo, mas não se limitando a líderes comunitários e religiosos, sindicatos de professores, organizações comunitárias, organizações de mulheres e associações de jovens) é base para se desenvolver e implementar as medidas necessárias (UNICEF, et al, 2029).
Por isso é importante trabalhar com um plano de ação produzido, executado e avaliado pelo coletivo com a supervisão do gestor e os membros da equipe.
COVID-19.
N º
Prioridade Ação Responsável Público alvo Data Resultado
1 Planificação quinzenal das atividades letivas
Reflexões a partir das tele-aulas; Roteiros de estudos... Comissão de intervenção Pais, encarregados de educação alunos,
professores. Sema nal
Todos os professores informados sobre os materiais necessários para a condução da aprendizagem significativa dos alunos e o cumprimento da prevenção contra a COVID-19. 2 Flexibilização pedagógica Conteúdos curriculares; Experiências do cotidiano ... Comissão de intervenção Pais, encarregados de educação, alunos, professores. Sema nal Atividades pedagógicas ministradas e a prevenção de luta contra a COVID-19 cumprida. 3 Disponibilidade de conteúdo Escrito; Oral; Misto ... Comissão de intervenção Pais, encarregados de educação, alunos, professores. Sema nal Conteúdos disponibilizados e acessíveis para todos os professores e alunos.
Fonte: FOGESP-2020
Desenvolvimento das competências em habilidades de liderança em gestão no âmbito da COVID-19
Competência consiste em saber usar corretamente os conhecimentos adquiridos na academia e ao longo da vida porque existe uma perfeita interação entre rotinas organizacionais e competências individuais (FRIGOTTI; FERNANDES, 2014). Competência “é um conceito bastante polémico pode ser interpretada como a capacidade de mobilizar saberes (desenvolvidos ao longo da vida social, escolar e laboral) para agir em situações concretas de trabalho” (GOMES; SARAGOÇA; DOMINGUES, 2011, p. 2). Pode significar a capacidade de mobilizar saberes orientados para ação. Esta habilidade promove a união dentro da organização escolar rumo a conquista dos objetivos traçados. A persuasão como habilidade de promover as suas ideias ganhar adeptos, convencer os apoiantes pode ser útil quando bem utilizada para buscar os resultados da promoção da aprendizagem dos alunos, da prática dos professores no uso correto dos materiais didáticos e de prevenção contra a COVID-19.
Metodologia
A metodologia usada neste artigo é quantitativa fundamentalmente, com uso de técnicas qualitativas. O enfoque quantitativo permitiu obter parâmetros estatísticos que nos facilitaram em compreender e descrever o comportamento dos gestores e formularmos visões futuristas que podem ajudar na prevenção e proteção da população escolar nos municípios estudados. Fez-se uso de um inquérito por questionário para os gestores escolares com a finalidade de conhecer-se: Dados referentes ao gestor; Caraterísticas da escola que dirige; Condições de biossegurança; Organização pedagógica; Lista de diagnóstico. O inquérito por questionário define-se como uma interrogação particular acerca de uma situação que englobe os indivíduos, com o objetivo de generalizar [...]” (VILELAS, 2009, p. 288). O inquérito por questionário foi elaborado pelo pesquisador e aprovado pela equipa de formadores do Gabinete Provincial da Educação, constituída por 5 (cinco) técnicos e por 2 (dois) Supervisores da UNICEF com a experiência comprovada em formação de professores através da Supervisão
e Práticas Pedagógicas. O questionário com 31 itens de respostas mistas que permitem a marcação com um X ou fazer comentários ao critério do interlocutor, foram respondidas por 168 gestores dos municípios dos Gambos, Chibia, Humpata e Lubango no período de 14 de Novembro a 02 de Dezembro de 2020, nos locais de formação com a observância das condições de biossegurança e distanciamento recomentado.
Resultados e discussão
Os dados foram levantados por intermédio de um inquérito por questionário e tratados por intermédio de tratamento estatístico. Os resultados indicam que a maioria dos gestores do Ensino Primário e Secundário dos três municípios Gambos, Chibia e Humpata precisam de melhorar o seu perfil acadêmico e profissional, para melhor contribuírem para a melhoria da qualidade da liderança e gestão escolar. Os dados abaixo indicam que muitos gestores não são professores de profissão, não têm o curso de agregação pedagógica e possuem apenas a 12ª classe de formação geral como indicam as tabelas nº 4, 5 e 6.
Tabela 4. Dados referente aos gestores do município do Gambos
Número do item do
questionário Formulação do item
Dados referentes ao gestor escolar
1
Grau de escolarização Tempo de
serviço Tempo cargo no Escola onde é gestor Técnico Médio/Formação Geral 32 De 15 a 5 anos De 14 a 2 anos Ensino Primário Licenciado 08 De 28 a 15
anos De 10 a 1 anos Ensino primário e Secundário
Mestre - - - -
Doutor - - - -
Fonte: Elaboração própria
Tabela 5. Dados referente aos gestores do município do Chibia
Número do item do
questionário Dados referentes ao gestor escolar Formulação do item
1
Grau de escolarização Tempo de
serviço Tempo cargo no Escola onde é gestor Técnico
Médio/Formação
Geral 09 De 11 a 20 anos De 01 a 15 anos Ensino Primário Licenciado 17 De 11 a 20
anos
De 01 a 15 anos
Ensino primário e Secundário
Mestre - - - -
Doutor - - - -
Fonte: Elaboração própria
Tabela 6. Dados referente aos gestores do município do Humpata
Número do item do
questionário Dados referentes ao gestor escolar Formulação do item
1
Grau de escolarização Tempo de serviço
Tempo no cargo
Escola onde é gestor Técnico
Médio/Formação
Geral 30
De 11 a 20
anos De 02 a 09 anos Ensino Primário Licenciado 17 De 11 a 20
anos De 02 a 09 anos Ensino primário e Secundário Mestre 1 De 11 a 20
anos De 06 a 09 anos Ensino Primário
Doutor - - -
Fonte: Elaboração própria
O município do Lubango apresenta um equilíbrio por ser a capital da província, na tabela nº 7, onde é notável que 34 gestores do Ensino Primário e Secundário são licenciados em educação, 4 mestres em ciências da educação pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), 10 formados pelas Escolas de Formação de Professores do Ensino Médio e apenas 6 técnicos Médios da Formação Geral, sem agregação Pedagógica.
Tabela 7. Dados referentes aos gestores do município do Lubango
questionário Dados referentes ao gestor escolar
1
Grau de escolarização Tempo de
serviço Tempo cargo no Escola onde é gestor Técnico
Médio Escola Formação de de Professores 10
De 15 a 5 anos De 12 a 8
anos Ensino Primário Formação Geral 6 De 20 a 15 anos De 10 a 3
anos Ensino Primário Licenciado 34
4
De 30 a 22 anos De 10 a 2
anos Ensino Secundário primário e Mestre 4 De 29 a 15 anos De 12 a 3
anos Ensino Secundário Primário e
Doutor - - - -
Fonte: Elaboração própria
Tabela 8. Lista de alguns itens do inquérito por questionário aplicado aos gestores escolares
Número do item do
questionário Formulação do item
11 Quais são as condições de biossegurança que a sua escola possui?
12 Desde o início da COVID-19 beneficiou-se de alguma formação relativa a prevenção e combate a pandemia?
21 Quais são os procedimentos administrativos que usam na escola para a prevenção e para a aprendizagem significativa dos alunos na sala de aula neste momento difícil da pandemia da COVID-19?
26
Têm sensibilizado os pais, encarregados de educação e toda comunidade escolar sobre a necessidade da garantia do direito à educação em situação da pandemia da COVID-19?
29
Os professores estão orientados de modo a organizarem as atividades em sala de aula no contexto da pandemia da COVID-19?
31 A escola possui um plano de ação de domínio de toda comunidade escolar que serve de apoio ao gestor escolar em caso da COVID-19 na escola? Fonte: Elaboração própria.
Os gestores participantes da investigação, 90% respondeu ao item nº 11, tabela 8 e afirmaram que já têm em posse o álcool em gel, os termômetros para a medição da temperatura fornecidos pelos governo, mas contudo 50% afirmou ter falta de água canalizada. Da amostra que respondeu ao questionário do item nº 12, tabela 8, 100% afirmou ter participado já de um a três seminários relacionados com a COVID-19, e possuem alguma informação. O maior problema consiste na falta de preparação técnica e pedagógica de 60% de gestores que não conseguem interpretar as teorias e usá-las na prática para a gestão e liderança escolar. Sobre o item nº 21, tabela 8, 2% apresentou a preocupação de que os pais não estavam a mandar os filhos para a escola. 98% afirmou ter os alunos nas instituições a assistirem as aulas presenciais obedecendo as regras de biossegurança, de acordo com as orientações do Decreto Executivo do Ministério da Educação. O item nº 26 os gestores responderam que tiveram reuniões de mobilização e sensibilização dos pais para enviarem os filhos a escola, demonstrado o valor social que a escola representa na vida das crianças e jovens, sendo 98% das escolas representadas pelos seus gestores na formação haviam cumprido com a orientação e tiveram sucesso. 2% recebeu o treinamento baseado na criação do plano de ação partilhado com os membros da comunidade e as comissões de apoio. Sobre o item nº 26, tabela nº 8, os gestores inquiridos, 100% respondeu sim, embora que todos estão inseguros porque ainda muitas escolas dispõem de infraestrura rudimentar e sem agua canalizada. No item nº 31, tabela nº 8, 100% da amostra respondeu que não tinham o conhecimento e foi útil a formação porque aprenderam uma nova estratégia que pode ajudar na as equipas escolares em trabalhar na prevenção com segurança. Um dos maiores problemas que atravessam as escolas é a falta de autonomia financeira, “vários países do mundo defendem uma proposta de gestão com mais autonomia financeira e pedagógica, especialmente, na busca por
metodologias alternativas”. (PERES, 2020, p. 23). Em função disso, o Governo de Angola está implementar um programa de intervenção nos 164 municípios do país denominado por Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) com objetivo de materializar o Plano de Investimento Público (PIP), de Despesas de Apoio ao Desenvolvimento (DAD) e de Atividades Básicas (Act) com estas ações o Governo pretende impedir o êxodo rural e promover um crescimento econômico e social equilibrado entre a cidade e campo. Este programa tem dado soluções visíveis no âmbito de reabilitação e construção das escolas, vias de acesso e na promoção geral da vida dos cidadãos em vários domínios da saúde, agricultura e pecuária procurando cumprir com o quarto pilar da Agenda da Educação 2030.
Conclusões
Os gestores escolares precisam de formação contínua, apoio emocional e material no âmbito da prevenção contra o vírus SARS-COV-2. O período atual e pós pandemia da COVID-19, exige “novas competências profissionais que implicam na disponibilidade e no interesse da formação em serviço, além da formação inicial diferenciada.” (PERES, 2020, p. 23). Os gestores precisam de desenvolver a experiência, o planeamento e perspicácia como afirmaram (KAYE; GIULIONI, 2015), mostrar aos professores a sua experiência acumulada, ajuda-os a olhar para trás e para dentro de si próprios afim de determinar quem são, de onde vieram, de que gostam e onde são mais competentes.
Referências
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