ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU
DEPARTAMENTO DE GESTÃO
LICENCIATURA EM GESTÃO
LICENCIATURA EM CONTABILIDADE
GESTÃO FINANCEIRA
3º Ano – 1º Semestre
O Financiamento de curto prazo
(2ª Parte)
Docentes:
Luis Fernandes Rodrigues
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU
O CRÉDITO BANCÁRIO
Crédito bancário de curto prazo O crédito bancário é uma operação através da qual
uma instituição bancária coloca à disposição do seu cliente um determinado montante por ele solicitado comprometendo-se, este último, a liquidá-lo em datas previamente fixadas e acrescido dos respetivos juros. O crédito bancário de curto prazo geralmente assume a forma de empréstimos de curto prazo ou contas correntes caucionadas.
Empréstimos de curto prazo são normalmente usados para financiar operações de prazo
reduzido, como sejam, por exemplo, necessidade momentâneas de tesouraria. Neste tipo de operação a instituição bancária disponibiliza ao seu cliente um determinado valor de capital comprometendo-se este a restituí-lo à instituição, no final do prazo que tenha sido acordado, acrescido dos respetivos juros à taxa praticada, à data, pela instituição bancária que concede o crédito.
Contas correntes caucionadas são operações de crédito pelas quais a entidade
financiadora coloca ao dispor do seu cliente um determinado volume de crédito contratado, que este pode utilizar até ao seu limite, podendo repor, quando entender, partes de capital por forma a reduzir o montante do seu débito. A taxa de juro deste tipo de operações, é preestabelecida, depende da avaliação do risco que a entidade financiadora fizer ao seu cliente, consta do contrato a celebrar com esta última, sendo os juros liquidados de acordo com o volume de crédito utilizado. Esta forma de financiamento possui a vantagem de permitir a utilização do crédito em função das necessidades da tesouraria da empresa.
Estas não devem ser confundidas com os mais tradicionais descobertos bancários, que são cada vez mais restringidos. Os descobertos bancários constituem "plafonds" (valor limite) de crédito que as entidades bancárias autorizam que as empresas movimentem, quase sempre por períodos muito curtos de tempo, para suprir dificuldades momentâneas de tesouraria. Este tipo de facilidade de crédito tem sido muito restringido pelos bancos. São hoje apenas concedidos a empresas que oferecem garantias de um determinado nível de saldos médios e com carácter transitório e têm custos normalmente superiores aos praticados para as restantes operações de crédito. Esta forma de crédito está diretamente associada à conta de depósitos à ordem, sobre a qual são feitos os movimentos de crédito. A conta fica autorizada a ter saldos negativos até ao montante fixado ("plafond" de crédito). Os juros são contados diariamente sobre o valor do saldo devedor.
Créditos documentários: Por ordem da empresa, uma instituição bancária assume a
responsabilidade de liquidar um determinado montante à empresa fornecedora, correspondente a um fornecimento concreto. O pagamento é feito à empresa fornecedora contra a entrega da documentação que prova a expedição da mercadoria por uma instituição bancária do país de origem da empresa fornecedora, que funciona como correspondente.
Uma operação de crédito documentário é concedida à empresa que o requer por um prazo determinado. Este instrumento garante a liquidação imediata do montante do fornecimento à empresa fornecedora, permitindo à empresa que solicitou a operação dispor, pouco tempo depois da data de satisfação da encomenda, do montante correspondente ao valor do fornecimento.
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PROGRAMAS DE PAPEL COMERCIAL
Papel comercial são os títulos de crédito de curto prazo emitidos por sociedades comerciais ou civis sob a forma comercial, de pessoas coletivas de direito público ou privado, destinados a financiar défices de tesouraria mediante a emissão de títulos nominativos, livremente negociáveis e domiciliados numa instituição financeira que preste o serviço da respetiva guarda.
Vantagens: Instrumento flexível, que permite a emissão de dívida à medida das
necessidades financeiras; Diversificação das fontes de financiamento, com aumento da base de investidores;
Não sujeição a Imposto do Selo sobre os juros nem sobre o montante utilizado, no caso de inexistência de garantia de bom pagamento.
Tipo de Solução: Emissão de valores mobiliários ao abrigo de programas elaborados
para o efeito, que constituem uma fonte de financiamento de curto prazo para a empresa emitente.
Montante: Até três vezes o somatório do capital realizado (deduzidas as ações próprias),
reservas, resultados transitados e ajustamentos em partes de capital em filiais e associadas.
Prazo: As emissões de Papel Comercial podem ser realizadas por prazos até 1 ano;
Habitualmente as emissões (simples, contínuas ou por séries) são realizadas ao abrigo de Programas de Emissão de Papel Comercial para os quais não há limite de prazo legalmente determinado.
Beneficiários: A legislação prevê que as entidades emitentes tenham que cumprir um dos
seguintes requisitos para a emissão de Papel Comercial (não aplicáveis para emissões cujo valor nominal unitário seja igual ou superior a € 50.000):
Capital próprio ou património líquido não inferior a € 5 milhões;
Notação de risco do programa de emissão ou notação de risco de curto prazo do emitente, atribuída por sociedade de notação de risco registada na CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários;
Obter, a favor dos detentores, garantia autónoma, à primeira solicitação, que assegure o cumprimento das obrigações decorrentes da emissão.
Financiamentos de Curto Prazo Factoring Letras e Livranças
Factoring, Letras e Livranças como financiamentos de curto prazo. O custo efetivo praticado pelas entidades bancárias é extremamente importante para a diferenciação de financiamentos. Letras e Livranças são títulos de crédito, ou seja, são documentos que representam o crédito que alguém tem sobre outrem.
A LIVRANÇA
A livrança titula um financiamento bancário, de curto prazo, em que o subscritor (o mutuário) se compromete, na data estipulada no título, a pagar ao banco o seu valor facial (nominal). O mutuário recebe o valor facial (nominal) da livrança menos o juro contado e outras despesas, antecipadamente, pois a livrança inclui no seu valor facial (nominal) tanto o capital como os juros e outras despesas.
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associados a este tipo de financiamento rondar entre os 7% a 40%. Sim é um financiamento de curto prazo bastante caro.
A LETRA
É um título à ordem em que intervêm 3 figuras jurídicas, o sacador que é o emitente do título, o sacado que é o banco, e o tomador o credor da dívida.
O saque da letra é quando o sacador dá ordem de pagamento ao sacado o pagamento do valor inscrito na letra, ao tomador.
Às taxas de juro acrescem comissões fixas/variáveis por operação, podendo os custos efetivos associados a este tipo de financiamento rondar entre os 7% a 25%.
Desconto: O desconto é a operação que visa a realização de fundos antes da data de
vencimento do título, por exemplo, desconto de uma letra comercial. Assim, o desconto comercial é a operação através da qual o banco adquire a propriedade de um título ou efeito comercial, antes do vencimento, ao portador do mesmo, deduzindo uma importância variável calculada em função do tempo que falta.
Dentro do desconto, costuma-se distinguir desconto por dentro e desconto por fora. O desconto é dado pela seguinte expressão:
D = VN - VO em que:
- VN - valor de fim (muitas vezes identificado com o valor nominal); - VO - valor de início (muitas vezes identificado com o valor atual).
O desconto de letras realiza-se nos bancos comerciais e consiste numa realização antecipada do seu valor, ou seja, possibilita ao portador realizar o valor da letra antes da data do seu vencimento, pagando-se, para tal, os juros e encargos relativos ao período compreendido entre a data da apresentação a desconto e a de vencimento. O desconto é designado na gíria por desconto por fora1.
a) Desconto por fora (baseado no capital do fim): Constitui o desconto que as instituições
utilizam para o desconto comercial. É o mais penalizante para as entidades devedoras. A fórmula é a seguinte:
VO = VN x (1- tx x N/360)
tx é a taxa aplicada (implicitamente pode conter várias componentes) e N o número de dias
A reforma consiste na substituição de uma letra, antes do seu vencimento, por outra ou outras, com vencimento posterior. Esta operação deve-se ao facto de o aceitante não poder liquidar, no todo ou em parte, o valor nominal da letra na data de vencimento.
O desconto é dado pela seguinte fórmula:
V0 = VN
[
1- [ i (n + 2)/360 + t] (1 + s)]
- D
1Desconto por dentro (baseado no capital de início): Constitui o desconto baseado na regra do
regime de juro simples. É utilizado por exemplo nos bilhetes do Tesouro. A fórmula é a seguinte: VO = VN / (1 + tx x N/360)
Desconto em regime de juro composto: É utilizado, por exemplo, nos processos de atualização:
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Em que:
VN = valor nominal da letra V0 = valor líquido do desconto i = taxa de juro praticada
n = prazo em dias que falta para o vencimento t = taxa de comissão de cobrança
s = imposto do selo D= outras despesas
O "FACTORING"
O Factoring ou a cessão financeira consiste na aquisição de créditos a curto prazo derivados da venda de produtos ou da prestação de serviços nos mercados interno e externo.
Consiste na tomada, pela empresa de factoring (factor), para fins de administração e cobrança, dos créditos de curto prazo, titulados por faturas, que determinada empresa (aderente) adquire sobre os seus clientes pelo fornecimento de bens e serviços. Na data de vencimento das faturas, os devedores liquidarão, à empresa de factoring, os valores em dívida.
Ainda de acordo com o Decreto-Lei n.º 171/95: Compreendem-se na atividade de factoring ações complementares de colaboração entre as Sociedades de Factoring e os seus clientes (os aderentes) designadamente de estudos dos riscos de crédito e de apoio jurídico comercial e contabilístico à boa gestão de créditos transacionados. Este tipo de financiamento de curtíssimo prazo obedece a alguns formalismos, nomeadamente um contrato entre o aderente e o factor, e consentimento do devedor.
O principal objetivo é o apoio à gestão de tesouraria das empresas através da conversão de créditos (faturas emitidas a clientes) em liquidez imediata. O emitente das faturas entrega-as ao banco que por sua vez, normalmente, adianta imediatamente uma percentagem que varia entre 70% a 90% do valor total das faturas. A empresa aderente poderá utilizar, antecipadamente, parte dos créditos cedidos à empresa de factoring, podendo assim encurtar o seu prazo de cobrança e, no limite, converter faturas em vendas a dinheiro.
O custo de um crédito através de uma operação de factoring é normalmente inferior às restantes operações de crédito já referidas e é constituído por uma comissão fixa (comissão de factoring) sobre o valor dos créditos cedidos, devida pelo serviço de cobrança e garantia do risco de crédito, a que se acresce uma taxa de juro aplicável ao montante adiantado à empresa aderente. O banco além de poder ficar uma parte do valor cativo, cobra um juro e comissões sobre a operação de financiamento.
As taxas de juro variam entre 4%-7%, e comissões fixas/variáveis por operação, podendo os custos efetivos associados a este tipo de financiamento rondar entre os 6% a 19%. Os bancos apresentam taxas de juro consideradas aceitáveis, mas as comissões bancárias encarecem o financiamento via Factoring, além de existir o valor que não é adiantado As vantagens mais relevantes do recurso ao factoring são essencialmente as seguintes: melhoria da liquidez da empresa aderente, redução do esforço de cobrança nas empresas
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU aderentes e disponibilidade do montante solicitado.
As dificuldades de acesso a esta forma de financiamento à tesouraria são normalmente as seguintes: utilização de critérios muito seletivos, por parte das empresas de factoring, na seleção das empresas aderentes e exigência de valores mínimos de crédito cedido.
TIPOS DE FACTORING
Um contrato de factoring inclui sempre a vertente do serviço de cobrança mas pode incluir igualmente, ou não, outros serviços como a gestão dos créditos tomados, a cobertura dos riscos de insolvência ou falência do devedor e o financiamento à empresa aderente. Assim, podem-se definir seis modalidades principais de factoring. A saber:
Factoring Com Recurso (ou com direito de regresso): Neste tipo de acordo entre a
sociedade de factoring e a empresa aderente, a primeira não assume o risco de crédito sobre os devedores. A factor simplesmente fornece um serviço de cobrança e de antecipação de fundos mas é a empresa aderente que é responsável pelos créditos. O Factor tem o direito de regresso sobre o Aderente, relativamente aos créditos tomados que não sejam pagos pelos Devedores nos respetivos prazos de pagamento.
Factoring Sem Recurso (ou sem direito de regresso) : Neste caso, a empresa Aderente
beneficia do serviço de gestão e cobrança dos créditos, bem como da cobertura dos riscos de insolvência e/ou incumprimento por parte dos Devedores, podendo ainda optar pela antecipação de fundos. Esta modalidade confere uma segurança acrescida nas vendas a crédito pois a sociedade de factoring assume o risco de insolvência ou de falência dos devedores. Se estes não pagarem o que devem, a factor não pode exigir esse montante à empresa aderente. Normalmente, o risco é assumido na totalidade pela sociedade de factoring mas são possíveis situações onde o risco é partilhado entre os dois intervenientes.
Bulk factoring: Este acordo de factoring, também chamado Invoice discout, é puramente
financeiro. A sociedade de factoring limita-se a antecipar os fundos cobrando posteriormente os créditos, consubstanciados nas dívidas dos clientes que se vencem a prazo. Assim, o bulk factoring é semelhante a um desconto de faturas.
“Confirming” ou “Reverse Factoring”: De entre as modalidades mais comuns
destacam-se, ainda, o “Confirming” ou “Reverse Factoring”, na qual o Factor efectua o pagamento aos fornecedores do seu cliente, podendo este pagamento também assumir a forma de adiantamento. Neste último caso, o fornecedor transformar-se-á em aderente de um contrato de factoring.
COMO SE ELABORA UM CONTRATO DE FACTORING
Proposta de adesão: Uma empresa que pretenda solicitar os serviços de uma sociedade
de factoring deve mostrar a esta última que tem uma boa capacidade económica e financeira. Para isso, deverá formular uma proposta de adesão a submeter à factor contendo o histórico da empresa e os elementos contabilísticos dos últimos anos. Num segundo momento, deverá apresentar igualmente a sua carteira de clientes indicando as condições de pagamento e o limite de crédito de cada um. A factor terá assim os elementos para tomar a decisão de assumir ou não o risco de crédito.
Entrevista: Nesta fase, a empresa que pretende solicitar os serviços de uma sociedade
de factoring vai receber a visita desta última, normalmente nas suas instalações. É no seguimento desta visita que a factor vai elaborar um relatório para avaliar o risco global do negócio e o risco particular de cada cliente. É importante, nesta altura, receber bem a sociedade de factoring facultando-lhe informações e demonstrando a seriedade da
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empresa. É também importante saber que a potencial fornecedora de serviços de factoring irá recolher outras informações por parte de outras entidades que recolhem e tratam informações empresariais.
Negociação: É em posse de todas estas informações que se desenrola a negociação entre
a empresa aderente e a sociedade de factoring. Esta fase é essencial já que será aqui que se vão decidir todas as modalidades do serviço de factoring a ser fornecido, em função, por um lado, das necessidades da empresa aderente e, por outro, do que a factor está disposta a oferecer e a que preço (comissão). Aqui serão discutidas várias variáveis do contrato, a saber:
factoring com ou sem recurso; factoring com ou sem antecipação; a taxa de juro e
a comissão de factoring.
Em relação a esta última é importante saber que ela vai depender de vários fatores, tais como:
o número de faturas e seu valor médio; o volume de negócios da empresa; o risco estimado dos devedores;
o a incorporação ou não da cobertura do risco de crédito.
Formalização do contrato: Uma vez finalizada a negociação procede-se à assinatura do
contrato entre a empresa aderente e a sociedade de factoring. Neste contrato ficarão definidos, além dos aspetos descritos anteriormente como:
tipo, a taxa de juro e a comissão: a duração do contrato;
a lista dos clientes aprovados;
a percentagem adiantável sobre os créditos cedidos;
a data de entrega da factor à empresa aderente dos valores cobrados na data; a periodicidade de envio de remessa dos créditos;
outros aspetos.
A factor deverá enviar para a empresa aderente, além do contrato assinado e em duplicado, um documento com as instruções sobre todos os procedimentos a seguir. Seguidamente, a sociedade de factoring deverá enviar aos devedores uma carta de notificação em papel timbrado da empresa aderente. Também a não esquecer é a ficha de assinaturas, documento da empresa aderente que identifica os responsáveis da empresa e quem tem autorização para assinar os vários documentos.
O PROCESSO DE FACTORING
1ª Etapa: Aprovação de novos devedores: Uma vez que o processo está a decorrer normalmente, a empresa aderente poderá pedir informação à sociedade de factoring sobre novos clientes potenciais. A factor dispõe, normalmente, de uma base de dados pormenorizada sobre o risco de variadas empresas e poderá aconselhar a aderente a aceitar ou não o cliente. Senão, será necessário recolher a informação junto de outras entidades, um trabalho que a factor efectua. Um estudo deste tipo poderá demorar cerca de uma semana a fazer. Uma vez passado esta fase, a empresa aderente preencherá uma proposta de adesão de novo devedor, um documento fornecido pela factor.
2ª Etapa: Envio da cessão de créditos: No decorrer do relacionamento normal entre a aderente e a factor, a primeira envia regularmente as cópias das faturas agrupadas num
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU documento. É a factor que vai proceder à análise dos créditos.
3ª Etapa: Adiantamento das faturas: O pedido, por parte da empresa aderente, de adiantamento das faturas à sociedade de factoring pode ser feito de várias formas: carta, fax, etc. O montante será o que foi inscrito no contrato mas convém não esquecer que será sempre retirado o montante que corresponde à provisão financeira, igualmente combinado aquando da assinatura do contrato.
4ª Etapa: Procedimento da cobrança: Para efectuar as cobranças, a sociedade de factoring designa um controlador de crédito, que será responsável pela gestão das várias contas. Ele terá a seu cargo os contactos com a empresa aderente e centralizará o processo. Por isso, a empresa aderente deve informá-lo de qualquer anomalia que suceda com qualquer remessa ou fatura.
LEGISLAÇÃO
Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de Dezembro – Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras [última alteração pelo Decreto-Lei n.º 190/2015, de 10 de Setembro]
Decreto-Lei n.º 171/95, de 18 de Julho – Regula as Sociedades de Factoring e o Contrato de Factoring [última alteração pelo Decreto-Lei n.º 100/2015, de 2 de Junho]
ANEXO - INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA
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Enquadramento Europeu do Factoring
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Caso 1.6
A GP, com base no orçamento de tesouraria referente ao corrente ano, prevê necessitar de um financiamento no valor de 10,000 Euros e durante os próximos 180 dias. Neste sentido, a empresa negociou com a devida antecedência diversas alternativas de financiamento, nas condições que em seguida se apresentam:
• Empréstimos de curto prazo titulados por livrança:
- plafond de 20,000 Euros renovável semestralmente (plafond utilizado = 0 Euros);
- taxa de juro: 5%, pagos antecipadamente - imposto de selo sobre juros: 4%;
• Conta Corrente Caucionada:
- plafond de 40,000Euros renovável anualmente (plafond utilizada = 10,000); - taxa de juro: 6%, juros sendo os juros liquidados no final de cada trimestre - imposto de selo sobre juros: 4%;
• Desconto de pronto-pagamento:
- empresa GP está ainda disposta a conceder um desconto de pronto-pagamento de 1% desde que os seus clientes liquidem as suas dívidas até 15 dias após a data da fatura. O prazo médio de recebimento é de 60 dias.
Pretende-se que selecione a forma de financiamento de menor custo. Caso 1.7
A empresa CASH, com base no orçamento de tesouraria referente ao corrente ano, prevê necessitar de um financiamento no valor de 100,000 Euros e durante os próximos 180 dias. Neste sentido, a empresa negociou com a devida antecedência diversas alternativas de financiamento, nas condições que em seguida se apresentam:
Descoberto Bancário:
- Plafond de 200.000 Euros renovável anualmente (Plafond utilizado = 100.000 Euros)
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU - Taxa de juro: Euribor a 1 mês + 4%
- Euribor a 1 mês situa-se atualmente em 1.25% - Imposto de selo sobre juros: 4%
- Imposto de selo de abertura de crédito: 0.04% mes sobre o saldo em divida.
Conta Corrente Caucionada:
- Plafond do, 100.000 Euros renovável anualmente (Plafond utilizado = 0) - Taxa de juro: Euribor a 3 meses + 3,75%
- Euribor a 3 meses situa-se atualmente em 1,75% - Imposto de selo sobre juros: 4,0%
- Imposto de selo de abertura de credito: 0,04% mês sobre o saldo em divida.
Factoring:
- Taxa de juro: Euribor a 2 meses + 4 %
- Euribor 2 meses situa-se atualmente em 1,5% - Comissão de cobrança: 0,5% flat
- A empresa MPN opera com um prazo médio de recebimentos de 2 meses - Imposto de selo sobre juros e comissões: 4,0%
Desconto de "Pronto Pagamento":
A Empresa MPN está ainda disposta a conceder um desconto de "Pronto Pagamento" de 0.65% desde que os seus clientes liquidem as suas dívidas ate 15 dias após a data da fatura. O prazo médio de recebimento e de 60 dias.
Pretende-se que seleccione a forma de financiamento de menor custo. Caso 1.8
Uma empresa OPT que opera com um prazo médio de recebimentos de 90 dias contactou uma empresa de factoring para antecipar o recebimento das fatura de um cliente importante. A empresa de factoring aceitou mediante as seguintes condições:
- Taxa de juro: 5,5 % - Comissão: 0,25% flat
- Imposto de selo sobre juros e comissões: 4,0%
Determine qual o desconto deve oferecer ao referido cliente para que, alternativamente ele antecipe o pagamento das suas faturas em 30 dias.