PHA 3203
Engenharia Civil e
Meio Ambiente
AULA 6
MISTURA DE POLUENTES EM CORPOS HÍDRICOS E
SANEAMENTO BÁSICO
Abastecimento de
Água
A água potável pode ser definida como a
água própria para consumo, ou seja, livre
de substâncias e organismos que possam
trazer doenças, sem cor, gosto, ou cheiro.
Para que uma água seja considerada
potável, devemos, verificar
suas características físicas, químicas e
biológicas. (critério de potabilidade)
PORTARIA Nº 2914, DE 12 DE
DEZEMBRO DE 2011 MINISTÉRIO DA
Abastecimento de água
Residencial 73% Comercial 8% Industrial 2% Público 3% Atacado 14% Volume faturado por categoria (SABESP, 2011)
Consumo per capita (L/hab.dia):
Abastecimento de água
Curso de água Rede de
Distribuição Reservatório Captação Estação de Tratamento de Água Adutora de água tratada Adutora de água bruta Estação elevatória de água bruta Curso de água Cidade Reservatório Estação de Tratamento de Água Adutora de água tratada
Adutora de águ a tra tada Aduto ra de água b ruta Estação elevatória de água bruta
Abastecimento de água
Abastecimento de água
Abastecimento de água
Perdas no Brasil: 20 a 70%!
0 50 100 150 200 250 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 A D A ( A M ) C A E M A ( M A ) C O M P E S A ( P E ) C E D A E ( R J ) A G E S P IS A ( P I) C A S A L ( A L ) S A A E ( S P ) A G ( M S ) S A A E B ( P A ) C A E R N ( R N ) D E S O ( S E ) C A G E P A ( P B ) D M A E ( R S ) S A N E A G O ( G O ) C E S A N ( E S ) E M B A S A ( B A ) S A B E S P ( S P ) C O P A S A ( M G ) C A S A N ( S C ) C A G E C E ( C E ) C O R S A N ( R S ) S A N E A T IN S ( T O ) C A E S B ( D F ) S A N E P A R ( P R ) S A N A S A ( S P ) Con s um o m é di o pe r c a pi ta ( L/ ha b/ di a ) Ín d ic e s d e m ic ro m e d iç ã o e p e rd a s (% )IN022 - Consumo médio per capita de água (L/hab/dia)
IN010 - Índice de micromedição relativo ao volume disponibilizado (%)
Abastecimento de água
Perdas em outros países
Tratamento de Água
Adequação ao padrão para consumo humano:
Portaria MS 518/2004; MS 2914/2011
Art 5º , II:
“- água
potável
: água que atenda ao padrão de
potabilidade estabelecido nesta Portaria e que não ofereça
riscos à saúde
Tratamento de Água
AERAÇÃO MISTURA RÁPIDA FLOCULAÇÃO DECANTAÇÃO FILTRAÇÃO DESINFECÇÃO FLUORETAÇÃO Tratamento convencional Lodo Água de lavagem+Correção do pH
Tratamento de Água
Tratamento de Água
Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D Desinfecção + correção do pHDesinfecção + correção do pH + decantação e/ou filtração
Coagulação seguida ou não de decantação + filtração rápida + desinfecção + correção do pH
Tratamento do Tipo C + tratamento complementar específico
Tratamento depende da qualidade da água bruta
Polu
iç
ã
o
d
o m
a
n
a
n
c
ia
l
Tratamento avançadoTratamento de Água
Tratamento avançado
Adsorção
Coleta e
Tratamento
de Esgoto
Coleta de esgoto
Esgoto sanitário:
Brasil: Sistema Separador Absoluto
Composição: 99,9% água
Esgoto doméstico: grande quantidade, composição relativamente uniforme Esgoto industrial: menor quantidade, composição específica para cada caso
Esgoto doméstico
Esgoto
industrial Águas de infiltração
Águas
Coleta de esgoto
Partes constituintes:
Rede coletora Interceptor Emissário
Estação Elevatória (EEE) Sifão invertido
Estação de Tratamento (ETE) Lançamento
Corpo receptor Emissário submarino
Tratamento de esgoto
Tratamento é feito através da combinação de uma ampla gama de unidades
que podem ser:
Físico-químicas: para separações físicas como gradeamento e sedimentação, e reações químicas de precipitação
Biológicas: uso de microrganismos mantidos em altas concentrações para eliminar os poluentes, em tanques denominados reatores biológicos
Tratamento de esgoto
Remoção de sólidos grosseiros/gorduras Gradeamento/caixa de areia Tratamento preliminar Tratamento primário Tratamento secundário Tratamento terciário
Remoção de sólidos sedimentáveis Decantador/flotador/digestor de lodo
Remoção de matéria orgânica Reatores biológicos/Lagoas
Remoção de nutrientes/orgânicos complexos
Reúso da
Água
Reúso
Crescente escassez de água:
Necessidade de disciplinar o uso
Reúso: Grau depende do uso anterior
REÚSO POTÁVEL DIRETO
REÚSO POTÁVEL INDIRETO
Esgoto recuperado por meio de tratamento avançado é injetado diretamente no sistema de água potável
Muito arriscado
descarga no ambiente e depois captação e tratamento mananciais, poços e recargas de aquiferos
Reúso
REÚSO NÃO POTÁVEL
Fins agrícolas
Fins recreacionais: lagos, paisagismo, parques, campos esportivos
Fins industriais
Fins domésticos: descargas sanitárias, jardins, lavagens
Manutenção de vazões de cursos de água: diluição de cargas poluidoras, manutenção de vazões mínimas na estiagem
Aqüicultura
Recarga de aquiferos: evitar rebaixamento, intrusão de água do mar, armazenamento de esgoto tratado
Reúso
Premissas básicas
Reúso não potável mais seguro que reúso potável Reúso indireto mais seguro que reúso direto
USO
Padrão de Qualidade
USO
Qualidade excessiva
para determinado uso DESPERDÍCIO DE RECURSOS
Reúso não
potável indireto potável diretoReúso não Reúso potável indireto Reúso potável direto
Reúso na construção civil
Reúso de água na construção civil
Ex: água para mistura no concreto e cura 100 L água/m3 concreto (Mehta, 2001)
É realmente necessário o uso de água potável e nobre para esse fim?
Desde que não seja prejudicial ao concreto produzido: REÚSO
Texto recomendado:
Mehta, P.K. Reducing the environmental impact of concrete. Concrete
Recarga artificial de aquíferos
Funções:
Tratamento adicional
Aumento da disponibilidade do aquífero Reservatório futuro
Prevenção de subsidências
Prevenção de intrusão de cunha salina
Exemplo: Israel
Águas pluviais, de cheias e residuárias Recarga no inverno e uso no verãoRecarga artificial de aquíferos
Metodologias:
Poços de injeção: altos custos de construção
Infiltração superficial: bacias ou canais de infiltração
Tratamento é realizado também pelo solo TSA: Tratamento Solo-Aquífero
Desvantagens:
Parte da água não é recuperada
Grandes áreas para bacias de infiltração Contaminação do aquífero
Assistam os filmes sobre:
Tratamento convencional da água:
Tratamento avançado;
Tratamento de esgoto;
Reuso de água: Projeto aquapolo.
https://www.youtube.com/watch?v=P2ShcHsEGts
https://www.youtube.com/watch?v=haqOO0SEf6E
https://www.youtube.com/watch?v=OwTZCoRR0LI
Bibliografia aulas 4, 5 e 6
Livro-texto da disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental
Capítulo 8: O meio aquático, p. 73 a 124
Portaria MS 518/2004
http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2004/GM/GM-518.htm
Portaria MS 2914/2011
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2914_12_12_2011.html
Texto complementar:
Mehta, P.K. Reducing the environmental impact of concrete. Concrete