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LIVRO - Maconaria Carbonaria

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Academic year: 2021

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Índice

Maçonaria:

Origem ………. 3

Princípios ………. 5

Símbolos……… 6

Maçonaria Portuguesa ………. 8

Influência a nível Mundial ……… 9

Carbonária:

Origem ………. 12

Princípios ………. 13

Símbolos ……… 14

Carbonária Portuguesa ……… 15

Semelhanças entre a Maçonaria e a Carbonária ... 16

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Origem da Maçonaria

A origem da Maçonaria divide-se por três fases distintas:

 Maçonaria Primitiva

 Maçonaria Operativa

 Maçonaria Especulativa

Maçonaria Primitiva:

Este período é aquele que abrange todo o conhecimento dos antepassados. Existe muitas dúvidas tanto à data exacta da origem da Maçonaria, há quem diga que poderá ter nascido logo nas primeiras civilizações, outros tentam procurar explicação na magia, no ocultismo e nas crenças primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário. Porém, a tese mais aceite pelos historiadores, é a de que a Maçonaria Moderna é herdada dos antigos construtores das igrejas e catedrais, corporações sobre forte influência da igreja na altura da Idade Média.

Devido à imprecisão dos dados obtidos relativamente ao seu nascimento, surge uma série de especulações, nomeadamente, aqueles que acreditam que tenha nascido na Mesopotâmia e até há quem afirme que o Templo de Salomão tem assinatura maçónica. Toda esta especulação leva a que a Maçonaria

tenha, desde logo, começado a envolver-se em misticismo.

O que, de facto, existe é a adopção de princípios e filosofias milenares, que viriam a ser adoptados por instituições como as “Guildas” (Inglaterra), Compagnonnage (França) e Steinmetzen (Alemanha).

Maçonaria Operativa:

Depois de o declínio do Império Romano, a nobreza afastou-se das grandes cidades e levaram consigo camponeses que serviriam de protecção sobre os bárbaros. Iniciando-se assim um sistema feudal, na qual o sistema de produção era baseado na contratação servil Nobre-Povo.

Quando instalados na terra, os senhores feudais necessitavam de construir castelos e fortificações de modo a proteger o seu feudo. Esta construção, obviamente, não era exercida pela nobreza, teria de advir do povo, dando início a uma nova classe: os construtores.

As guildas dos pedreiros necessitavam-se mover para a construção de estradas e de novas fortificações (direito este que não era concedido às outras classes do povo). Havia um grande secretismo sobre as suas construções, até porque se estas se tornassem de conhecimento público

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as regalias concedidas a esta categoria acabavam. Não havia interesse em desvalorizar e popularizar esta profissão, uma vez que os vassalos deveriam dedicar-se a actividades agropecuárias.

É nesta conjuntura que a Igreja Católica Apostólica Romana encontra um ambiente favorável para o seu desenvolvimento.

Maçonaria Especulativa:

Este período corresponde à segunda fase, que utiliza os modelos da organização dos maçons operativas juntamente com ideais iluministas, ruptura

com a Igreja Romana e a reconstrução da cidade de Londres (berço da Maçonaria regular).

Ao longo do tempo, as construções eram cada vez menos frequentes. O mercantilismo substituiu o feudalismo, tendo como consequência o enfraquecimento da igreja romana.

O Iluminismo iniciado no século XVIII surgiu, depois da peste negra - esta que matou milhares de pessoas em todo o Mundo, sobretudo na Europa - que defendia e tinha como princípio a razão.

A Maçonaria Especulativa regular nasceu em Inglaterra, durante a reconstrução da cidade de Londres, esta que tinha sofrido um incêndio de grande escala. Para a sua reconstrução foram usados muitos pedreiros.

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Os princípios da Maçonaria

Os maçons reconhecem-se entre si através de sinais, palavras, apertos de mão e outros tipos de código que são mudados com alguma frequência para que o secretismo se mantenha. Qualquer membro de uma loja maçónica pode visitar outra loja, em qualquer parte do mundo desde que a sua loja de origem e a que visita se reconheçam. No interior das Lojas Maçónicas todos os maçons se consideram iguais. Como regra geral, com o fim de manter a harmonia interna das lojas maçónicas, todos os problemas pessoais, bem como as diferentes opiniões sobre a religião, nações ou política do Estado são deixados de fora de modo a evitar problemas.

A Maçonaria tem vários princípios como honrar o trabalho honesto. Para se entrar na maçonaria têm que se fazer vários rituais de iniciação. A Maçonaria, desde a sua origem que proclama a existência de um princípio criador, pode ser acessível a todos os homens com diferentes religiões e opiniões políticas.

Os ensinamentos maçónicos, realizados através de símbolos e de alegorias universais, induzem os seus adeptos a dedicarem-se à felicidade e a fins semelhantes, não porque a razão e a justiça lhe imponha esse dever, mas porque o sentimento de solidariedade é qualidade inata, faz os filhos do universo e amigos de todos os homens.

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Símbolos da Maçonaria

A Maçonaria é rodeada de uma simbologia bastante rica. Abaixo deixamos alguns dos principais símbolos que a constituem.

Avental - Símbolo do trabalho maçónico.

Esquadro e Compasso: O esquadro e o compasso são

ferramentas essenciais a um pedreiro, pelo que se tornaram o principal símbolo da franco-maçonaria. A sua união é vista como uma ajuda para criar melhores cidadãos.

Delta: O triângulo é a figura geométrica que dá origem à

pirâmide, e ambos são parte da simbologia maçónica. Representa a presença de Deus, demonstrando a sua omnisciência. Também denominado “Triângulo Fulgurante”, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência.

Estrela de 5 pontas: Também chamada de “pentagrama”, é o

Canon do número de ouro, ou seja, é o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade pleno entre Pai e Filho, o Homem nos seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual, o Homem de braços abertos mas sem virilidade porque dominou as suas paixões e emoções.

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Luvas: As luvas têm sido usadas pelos maçons como

marca de distinção e pureza. Depois da sua recepção, o Aprendiz recebe dois pares de luvas brancas, dos quais um se destina a ele e o outro “à dama que mais ele amasse”.

Malhete: Pequeno martelo, emblema da vontade

activa, do trabalho e da força material. Instrumento de direcção, poder e autoridade.

Nível: Símbolo da igualdade social básica e da

serenidade imparcial do juízo. Representa também a justiça para com os semelhantes.

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Maçonaria em Portugal

A primeira organização genuinamente maçónica aparece em Portugal no dealbar do século XIX. A difusão das ideias da Revolução Francesa transformou-se num mito hegemónico que é amiúde retrospectivamente projectado para a realidade histórica. Foi exactamente isso que ocorreu com a maçonaria portuguesa, na fase de transição de regime, sendo-lhe frequentemente atribuído um poder e uma capacidade de actuação que parecem pouco plausíveis. A maçonaria portuguesa, nas duas primeiras décadas do século, tem poucos membros e uma estrutura organizativa muito fraca. Esta sociedade foi uma das muitas sociedades do pensamento que se difundiram no século XVIII. Podemos evidenciar duas linhas de influência diferentes: a inglesa, que dá mais relevância à tolerância, e a francesa, que dá mais tolerância ao pensamento. No inicio da sua criação, o mais importante é o acto individual em si, visto que a adesão a esta sociedade tem um carácter mais cultural que político. Porém, com a instauração do liberalismo, esta realidade muda completamente: é criado um espaço político em redor da maçonaria, que é devido principalmente à posição que

esta defende perante uma sociedade liberal ou absolutista. Esta mudança fez com que a maçonaria adquirisse um papel político e social que nunca antes tivera. Em 1851 a maçonaria passa de uma realidade pulverizada em múltiplos grupos para um só. Manteve-se, então, como uma sociedade de pensamento onde coabitavam várias correntes do movimento liberal, abrangendo mesmo o republicanismo.

A questão política crucial passa a ser a natureza do regime, e esta passa pela maçonaria com a mesma subtileza com que atravessa a sociedade. As tensões internas eram fortes, mas à morte de D. Carlos, a maçonaria era maioritariamente republicana. Os conflitos que a agitam entre 1912 e 1914, data da sua maior cisão, relacionam-se com o conflito entre moderados e radicais no quadro do novo regime. A Maçonaria viveu desorganizada e cindida durante os dezasseis anos da República. Com o 28 de Maio sofre uma violenta perseguição e durante quarenta e oito anos manteve-se ligada à oposição democrática existente no regime do Estado Novo. Recuperou a sua legalidade e os bens que lhe tinham retirado com o 25 de Abril de 1974.

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A influência da Maçonaria nos grandes

acontecimentos históricos

Ao longo da nossa pesquisa fomos percebendo que a intervenção de sociedades secretas, nomeadamente a Maçonaria, nos grandes acontecimentos históricos e na vida política é mais activa do que pensávamos.

Podemos assim dizer que a Maçonaria foi uma sociedade secreta iniciada por um conjunto de pedreiros e carpinteiros acerca de 300 anos, estes estabeleciam uma colisão bastante forte através da criação de normas dentro da própria sociedade exigindo o cumprimento destas a todos os membros, bem como um ritual de iniciação de modo a assegurar a fidelidade destes tal como a manutenção do sigilo. Acerca do seu funcionamento interno conseguimos verificar a forte cumplicidade, bem como a sua forte comunicação e interacção entre os seus membros, estes que se encontravam numa fase inicial em locais pré-definidos, normalmente locais de difícil acesso de modo a assegurar o sigilo até mais tarde com a incremento da sua reputação aos olhos da população em geral, instalam casas maçónicas designadas como lojas com o objectivo de manter um local seguro para os seus encontros embora com a sua expansão e pressão por parte dos seus oponentes

sentiram a necessidade de multiplicarem as suas denominadas lojas para evitar os seus encontros num local fixo.

A Maçonaria, actualmente, representa a maior sociedade secreta do mundo, com cerca de 5 milhões de elementos distribuídos mundialmente, apesar do seu número e reputação esta sociedade continua a manter inúmeros segredos devido a uma grande organização interna que resulta também da posição social dos seus elementos como o exemplo dos 14 presidentes maçons nos Estados Unidos da América que organizados formam uma classe de alto controlo que lhes permite uma gestão das diversas áreas como o campo político, judicial e financeiro.

Esta capacidade organizacional e gestora permitiu-lhes ao longo do tempo ter a possibilidade de aplicar decisões com o fim de criar ou alterar situações de grande importância e influência na história, daí a relação com o simbolismo do olho de Osíris ou “olho que tudo vê” na Maçonaria, revelando a posição que estes vêem o mundo.

Na história, acontecimentos desde assassinatos a personalidades de alta patente como o procedimento da

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1ª e 2ª Guerra Mundial, Revolução Francesa e Independência do Brasil, entre muitos outros, tiveram fortemente a intervenção da Maçonaria devendo-se principalmente à defesa de interesses que apenas resultariam se estas situações fossem provocadas. Estas situações remontam às suas necessidades enquanto grupo mas tem principalmente o seu fim relacionado com a ascensão social e financeira que no mundo em que vivemos se converge em poder, e poder é o que estes necessitam para impor os seus desejos para o mundo.

Toda a sua intervenção tem sido fundamental no decorrer da história, mas é possível verificar que ao passar do tempo, cada vez mais devido a sua expansão e ascensão de poder, o impacto da Maçonaria é superior em todo o mundo pois se compararmos um dos inúmeros assassinatos a oponentes que poderiam intervir nos seus planos e continuidade com a autogestão de conflitos diplomáticos como a 2ª Guerra Mundial em que a morte de milhares de pessoas tinha como principal objectivo a supremacia monetária, tecnológica e militar ou com a autodestruição das torres gémeas (World Trade Center) que teve um enorme impacto no cariz social num objectivo cujo propósito era estimular a ideia do terrorismo como forma de desviar as atenções da população para o inimigo, visto que a propaganda contra a guerra estava a aumentar e o conhecimento da corrupção se estava a aprofundar, este foi idealizado para prosseguir na ocupação nas terras

islâmicas, neste caso terras afegãs com produção petrolífera com apenas fins lucrativos e terras produtoras de papoilas com vista o controlo na distribuição dos seus derivados como fins lucrativos.

Através destes três dos vários acontecimentos planeados pelos maçons, conseguimos verificar o tal aumento gradual do impacto no mundo de que estas situações provocaram e quais os seus objectivos, daí podemos reconhecer a inteligência que estes detêm nos seus planos, pois procuram sempre planos que afastem as atenções através da sua organização e sigilo, com objectivos bem definidos e estudados (antecedências e consequências) e com recursos que garantem a concretização do objectivo, podemos designa-los então como uns excelentes estrategas, daí a nunca obtenção de confirmações nem negações por parte dos maçons, pois quando assumem a sua presença apenas abordam temas superficiais obrigando assim a montar uma imagem superficial acerca da Maçonaria de forma a manter a sua instalação superior às especulações das populações

Actualmente, os objectivos da Maçonaria é a sua permanência que já é praticamente garantida através da sua forte colisão e posição juntamente com o objectivo de se expandir ainda mais, com vista à universalização desta sociedade visto que estes defendem que ser maçom é ser um cidadão cumpridor de valores a nível

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primariamente individual como a nível social, deste modo a incentivar a inserção nesta sociedade. Assim podemos dizer que a Maçonaria teve um grande impacto em acontecimentos históricos a nível mundial apesar de desviarem a sua presença, além que através da sua globalização cada vez mais irá impor a sua presença de forma mais dinâmica. Concluímos com a

realização deste trabalho na disciplina de Área de Projecto que a implementação e expansão da Maçonaria é real e influente na história mundial embora os membros desta sociedade não se exponham de forma transparente, apenas comprovam a sua existência e caracterizam-na de forma superficial dificultando a obtenção de informação correcta e factual.

Retrato de George Washington. Nota de 1 dólar.

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Origem da Carbonária

A Carbonária é uma sociedade secreta de carácter político-religioso. Exerceu a sua principal actividade desde o fim do século XVIII, data onde nasceu, até meados do século XIX. A sua actividade foi exercida principalmente em França, Itália e Portugal. Os seus membros chamavam-se carbonari

(carvoeiros), tratavam-se por “primos” e usavam expressões próprias para comunicar. A sua acção era de combate à Igreja Católica e à tirania, e tinha como objectivos conquistar a liberdade e a perfectibilidade humana. Os seus filiados eram obrigados a possuir uma arma com cartuchos. Nesta sociedade, os membros estavam organizados por hierarquia. As suas reuniões eram em lugares denominados choças, barracas e vendas (e estão aqui representados por ordem crescente conforme a sua importância).

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Princípios da Carbonária

1. A Carbonária é uma associação independente que procura intervir directamente na defesa dos interesses económicos, sociais e culturais dos indivíduos.

2. A prática desta aliança baseia-se nos problemas concretos e nos interesses imediatos dos indivíduos. A sua acção visa simultaneamente, a melhoria do quadro do sistema social vigente, das condições de vida de todos os explorados e a emancipação dos indivíduos.

3. A Carbonária pratica e defende a união livre e solidária dos indivíduos. 4. A utilização do método da acção directa e o recurso à arma da solidariedade constituem dois aspectos essenciais da prática da Carbonária. 5. A Carbonária é uma associação internacional, defende a existência de uma solidariedade prática entre os indivíduos e povos de todo o mundo. 6. Na Carbonária não existem funções deliberativas ou executivas, nem representantes eleitos ou cargos remunerados. Existem sim órgãos com funções de relacionamento e

organização que são revogáveis a qualquer momento. 7. A Carbonária baseia-se nos princípios do federalismo anarquista e rejeita qualquer tipo de coacção ou imposição. 8. A Carbonária não tem qualquer ajuda financeira de entidades exteriores. As suas receitas são donativos dos seus membros ou aderentes.

9. A Carbonária baseia-se no princípio da responsabilidade individual. 10. A Carbonária procura estabelecer alianças com outras organizações revolucionárias, indivíduos e colectivos afins, com o intuito de levar a cabo acções nacionais e internacionais. 11. A Carbonária dá especial atenção à defesa dos interesses das camadas pobres e discriminadas da sociedade sejam: minorias étnicas, deficientes, presos, idosos, transexuais e outros grupos que não encaixem no status e estereótipos vigentes. 12. A Carbonária defende a igualdade social, a diversidade, a solidariedade e a cooperação voluntária ou a união pelo livre acordo. Para a Carbonária a liberdade é insubstituível.

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Símbolos da Carbonária

Bandeira da Carbonária de Portugal.

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Carbonária Portuguesa

A Carbonária em Portugal instalou-se nos anos de 1822/1823, devido aos oficiais italianos procurarem, através das sociedades secretas, revolucionar a Europa meridional. Foi até ao ano de 1864 que a sua política de intervenção se fez sentir em vários momentos críticos da vida nacional, porém esta viria a desaparecer. Existiram diversas actividades relevantes da Carbonária, porém sempre sem qualquer sucesso, até ao ano de 1896, ano em que reapareceu com rituais, processos de combates e com uma organização muito modificada quando comparada com a do passado. O fundador e grão-mestre foi Artur Duarte Luz de Almeida. A partir desta altura, a Carbonária viria a desempenhar um papel crucial na Implantação da I República em 1910. Começou por participar intensivamente

em todos os acontecimentos de cariz político-social realizados em Portugal, incluindo naqueles que defendiam as liberdades públicas e combatiam o congregarismo e os abusos do clero. Depois do ultimato inglês em 1890 e da revolta de 31 de Janeiro de 1891, muitos estudantes ingressaram nas sociedades secretas. Responsável pela queda da Monarquia (com participação no regicídio) e pelas constantes mobilizações para a instauração da I República. Após concretizar todos os seus objectivos, viria o Partido Republicano, partido do qual muitos dos seus membros faziam parte, a desmembrar-se, devido a conflitos internos, o que resultou também na extinção da Carbonária Portuguesa. Houve tentativas de voltar com a Carbonária Portuguesa, mas isso nunca deu frutos.

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Semelhanças entre a Maçonaria e a Carbonária

Duas Sociedades tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais. Tanto a Maçonaria como a Carbonária desempenharam um papel crucial na história do nosso país. Descubra abaixo as suas semelhanças.

- Ambas eram uma sociedade secreta;

- Os membros das sociedades utilizavam uma linguagem codificada;

- Ambas as sociedades possuíam espaços secretos para se reunirem;

- Tinham objectivos em comum, e por vezes actuam em conjunto;

- Ambas desempenharam um papel fundamental na implementação da República Portuguesa;

- Ambas possuíam rituais semelhantes;

- Tanto a Carbonária como a Maçonaria tinham um Grão-Mestre;

- Ambas tinham símbolos;

- As reuniões, destas duas sociedades Maçonaria e Carbonária, eram fechadas;

- Estas duas sociedades tinham vestuário próprio;

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Coluna de Opinião

Abaixo deixamos uma coluna de opinião redigida pelo aluno Pedro Cardoso, que decidiu desenvolver o tema “Será que a inexistência da Carbonária iria alterar o rumo da I

República?”.

Antes de começar a reflectir e a analisar esta questão, gostaria de deixar claro que isto trata-se somente de um texto de opinião e por essa mesma razão reflecte somente a opinião do autor.

A I República foi implantada a 5 de Outubro de 1910 e foi, certamente, um marco histórico para o desenvolvimento de Portugal, chegando ao fim de centenas de anos de escravatura à abertura da liberdade de expressão (apesar de esta ser um pouco restrita), República esta que foi impulsionada através de sociedades secretas (tais como a Carbonária e a Maçonaria), pelo Partido Republicano e através do povo que já estava saturado de ser explorado até à exaustão.

A Carbonária foi deveras importante para o eclodir da revolução, até porque estes tiveram acção directa no regicídio e consequentemente na revolução. Porém, e respondendo à questão inicial, acho que apesar de serem, efectivamente, uma organização que teve a sua quota-parte de responsabilidade na implantação do regime democrático, se esta não tivesse existido, na minha opinião, não iria impedir a vitória da democracia, podia haver uma certa dificultação do processo revolucionário, mas não

impediria a implantação da I República. Primeiro, se não houvesse esta organização podia haver outra ou até mesmo somente a Maçonaria iria atingir um papel deveras mais preponderante na preparação da revolução ou até mesmo a vontade do povo, que ao fim de centenas de anos a ser explorado por um indivíduo que é rei por vontade divina, já estava cansado e saturado, então a força do povo poderia ser suficiente para fazer derrubar um regime.

Concluindo, acho que a consagração da República teve vários factores envolventes, incluindo a acção da Carbonária, isso é factual. No entanto, e fazendo uma suposição, acho que uma possível não existência desta sociedade secreta não iria influenciar o objectivo final que era a queda do regime monárquico e consequente implantação da República.

“Se esta não tivesse

existido (...) não iria impedir

a vitória da democracia.”

Referências

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