INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS CAMPUS CIDADE DE GOIÁS
DEPARTAMENTO DE ÁREAS ACADÊMICAS BACHARELADO EM CINEMA E AUDIOVISUAL
WEDER ALVES DA CRUZ
O meu primeiro sentimento de amor: realização de curta-metragem
Versão Corrigida
Goiás/GO 2019
INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS CAMPUS CIDADE DE GOIÁS
DEPARTAMENTO DE ÁREAS ACADÊMICAS BACHARELADO EM CINEMA E AUDIOVISUAL
O meu primeiro sentimento de amor: realização de curta-metragem
Projeto Experimental realizado por: WEDER ALVES DA CRUZ
Versão Corrigida
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Áreas Acadêmicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, Campus Cidade de Goiás, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Cinema e Audiovisual.
Orientador: Prof. Esp. Carlos Cipriano Gomes Jr.
Goiás/GO 2019
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Goiás – Campus Cidade de Goiás
306.85 S586c 791.632
C955m Cruz, Weder Alves da.
O meu primeiro sentimento de amor: realização de curta-metragem / Weder Alves da Cruz; orientador, Carlos Cipriano Gomes Júnior. – Cidade de Goiás, 2018.
23f.
Trabalho de conclusão de curso (graduação) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Cidade de Goiás, Departamento de Áreas Acadêmicas, Bacharelado em Cinema e Audiovisual.
1. Audiovisual. 2. Curta-metragem. 3. Ficção. I. Gomes Júnior, Carlos Cipriano, orientador. II. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. III. Título.
CRUZ, Weder Alves da. O meu primeiro sentimento de amor: realização de curta-metragem. 2018. 23f. Trabalho de Conclusão de Curso – Bacharelado em Cinema e Audiovisual – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, Cidade de Goiás, 2019.
Aprovado em: 11 de dezembro de 2018.
Banca Examinadora
Profa. Ms. Cristiane Moreira Ventura Instituição: IFG – Campus Cidade de Goiás Julgamento: APROVADO
Prof. Ms. Guilherme de Castro D. Martins Instituição: IFG – Campus Cidade de Goiás Julgamento: APROVADO
Prof. Esp. Carlos Cipriano Gomes Junior (Orientador)
Instituição: IFG – Campus Cidade de Goiás
Julgamento: APROVADO
Dedico este trabalho aos meus professores, amigos e colegas que me ajudaram a chegar até aqui na reta final do curso Bacharelado em Cinema Audiovisual.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a todos os meus professores, que me ajudaram a chegar até aqui nessa conclusão, que acreditaram em mim durante esses quatro anos de estudos, me ajudaram a superar todas as minhas dificuldades, viram meu esforço e me incentivaram em todo trajeto até aqui na reta final do curso de Cinema e Audiovisual. Nos anos de convivência, muito me ensinaram, contribuindo para meu crescimento cinematográfico.
Ao professor Carlos Cipriano pela atenção e apoio durante o processo de definição e orientação do projeto.
Ao Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Goiás, pela oportunidade de realização do curso.
RESUMO
O meu primeiro sentimento de amor: realização de curta-metragem
Em uma cidadezinha do interior, as adolescentes Clarissa e Daniela se apaixonam pelo mesmo garoto, recém-chegado à sua escola. As duas terão que escolher entre manter a amizade entre elas ou disputar o coração do garoto, que não parece muito se importar com o sentimento delas. Esse é o enredo básico do curta-metragem de ficção “O meu primeiro sentimento de amor”, realizado em 2018/2 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) por Weder Alves da Cruz, estudante formando do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual do IFG – Campus Cidade de Goiás.
ABSTRACT
My First Feeling of Love: short-film realization. 2018.
In a small country town, two teenagers, Clarissa e Daniela, fell in love for the same boy that has just arrived in the school. The two girls will have to choose between keeping their friendship or to dispute the boy’s heart, who seems to don´t care about their feelings. This is the basic plot of the short fiction film “O meu primeiro sentimento de amor”, produced in 2018/2 as a Conclusion Course Task by Weder Alves da Cruz, former student on the IFG’s, Campus Cidade de Goiás, Bachelor of Cinema and Audiovisual.
SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 8 2 OBJETIVOS DO PRODUTO ... 8 3 REFERENCIAL TEÓRICO ... 9 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ... 10 5 RESULTADOS ESPERADOS ... 14
6 PERCEPÇÃO DO AUTOR DO RELATÓRIO SOBRE O PROCESSO DE PRODUÇÃO E SUAS ATIVIDADES ESPECÍFICAS REALIZADAS EM TODO O PROCESSO DE PRODUÇÃO (MEMORIAL INDIVIDUAL) ... 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 15
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1. INTRODUÇÃO
O presente projeto experimental, realizado no segundo semestre de 2018 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), trata da produção do curta-metragem de ficção intitulado O meu primeiro sentimento de amor, com roteiro, direção e montagem de Weder Alves da Cruz, estudante concluinte do Bacharelado em Cinema e Audiovisual do IFG – Campus Cidade de Goiás.
O curta é ambientado uma cidadezinha do interior e tem como personagens protagonistas as adolescentes Clarissa e Daniela, que se apaixonam pelo mesmo garoto, recém-chegado à sua escola. As duas terão que escolher entre manter a amizade entre elas ou disputar o coração do garoto, que não parece muito se importar com o sentimento delas.
Acreditamos na realização cinematográfica em formato de curta-metragem como um esforço de síntese dos aprendizados adquiridos ao longo do curso, procurando exercitar a aplicação dos conhecimentos e habilidades desenvolvidos no período em que passei pelo IFG.
A seguir, apresentamos o relatório da execução deste projeto experimental.
2. OBJETIVOS DO PRODUTO
O objetivo geral do projeto experimental (TCC) é a realização do curta-metragem de ficção intitulado O meu primeiro sentimento de amor, roteirizado, dirigido e montado pelo estudante Weder Alves da Cruz, com duração de 8 minutos, finalizado em HD e visando a distribuição e exibição do produto final pelo circuito de festivais e mostras de cinema e audiovisual.
Entre os objetivos específicos que tenho para o primeiro curta-metragem dirigido por mim estão o de levá-lo para a estreia em festivais como a Mostra da Associação Brasileira de Documentaristas – Seção Goiás (mais conhecida como “Mostra da ABD”), que integra a programação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental da Cidade de Goiás (FICA). Logo em seguida, quero levar o curta para o festival universitário da Capital Federal, dentro do tradicional Festival de Cinema de Brasília.
Para iniciar a circulação vou começar a inscrição do curta pelos eventos que ocorrem nesses lugares. Depois, faremos a distribuição do curta-metragem por outros festivais, principalmente os eventos de caráter universitário, buscando dar visibilidade ao produto final do TCC, que é realizado por um estudante da 1ª turma de Cinema e Audiovisual do IFG.
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3. REFERENCIAL TEÓRICO
Para a realização deste trabalho / projeto experimental, adotamos como referencial de orientação dos processos de produção as principais publicações em língua portuguesa estudadas no ciclo de realização de obras de ficção do Bacharelado em Cinema e Audiovisual do IFG, localizado entre o 3º e o 6º períodos. O projeto envolveu, portanto, referências bibliográficas de disciplinas como Roteiro I e II, Metodologia de Produção de Obras de Ficção – Desenvolvimento de Projetos de Realização, Realização Cinematográfica II – Ficção, Edição e Montagem I e II, Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais, entre outras disciplinas do curso ministradas por diferentes professores.
A formatação do roteiro, desde o princípio, observou as regras ensinadas por Hugo Moss (2002), em seu pequeno guia de roteirização intitulado Como formatar o seu roteiro (Moss, 2002). As noções de conflito e dramaturgia que embasam a estruturação da narrativa de O meu primeiro sentimento de amor foram buscados no professor norte-americano Michael Rabiger, referência no ensino de metodologia de produção de obras ficcionais, autor do livro Direção de Cinema: técnicas e estéticas (Rabiger, 2007), cujos capítulos iniciais destinam-se ao processo de escrita de roteiros para cinema.
Para o desenvolvimento do projeto inicial, apresentado à banca do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Bacharelado em Cinema e Audiovisual do IFG, ainda ao término da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso I - Projeto, no 7º período, utilizei como referência o Guia de Elaboração de Projetos Audiovisuais: leis de incentivo e fundos de
financiamento, (Zenha, Nogueira, 2016).
Na etapa da produção propriamente dita do curta-metragem, já no andamento da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II – Realização, as referências bibliográficas retomadas foram, novamente, Michael Rabiger, que em Direção de Cinema orienta sobre as principais atribuições e tarefas do diretor na pré-produção e no set, além de explicar o funcionamento e o desenvolvimento de uma equipe de cinema, instruir sobre métodos, técnicas e processos de seleção de elenco (casting) e o próprio trabalho com atores e não-atores, buscando-se a solução de problemas relativos à atuação.
O início da produção também foi pautado pelo estudo das publicações do professor brasileiro Carlos Gerbase (2007, 2012), sobretudo os livros Cinema: primeiro filme (Gerbase, 2012) e Cinema: direção de atores (Gerbase, 2007), ambos destinados aos diretores e produtores iniciantes na realização de obras cinematográficas de ficção.
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4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
A realização audiovisual proposta neste projeto experimental teve início após a banca feita pelo Núcleo Docente Estruturante do BACINE ao término da disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. Foi observado que, no roteiro original do curta-metragem apresentado à banca, os diálogos femininos das personagens protagonistas imprimiam um tom machista ao roteiro. Fui orientado, portanto, a buscar a consultoria feminina para melhor compreender o universo das garotas representadas no filme. E ter mais segurança na hora de entrar em set para filmar.
Também após a banca de TCC I, ao fim do primeiro semestre, buscou-se saber a opinião dos professores do curso sobre o que poderia ser aperfeiçoado nos próximos tratamentos do roteiro. Após um prazo de um mês sem retorno da parte dos professores, recomeçamos os tratamentos com o objetivo de preparar a produção do curta.
Na quarta feira, dia 12 de setembro, ao meio-dia, estive com orientador onde nós estivemos dando seguimento no tratamento. Uma das dificuldades nesta etapa de desenvolvimento do roteiro esteve ligada aos diálogos dos filmes de romance, para os quais ainda não havíamos escrito cenas ou falas de personagens anteriormente. Sentimos que as experiências prévias do roteirista em situações românticas não eram suficientes para cobrir todo o espectro de emoções envolvidas nas situações descritas no roteiro, portanto, era preciso buscar referências em filmes e séries já realizados - considerando que o cinema imita a vida. Para tanto, fomos assistir os filmes Casa grande (Fellipe Barbosa, 2016) e o melodrama norte-americano A primeira vez (Jonathan Kasdan, 2012). Casa grande é um filme brasileiro sobre a vida afetiva e as descobertas sexuais de um adolescente classe média que vive nos dias atuais, enquanto a A primeira vez é sobre os desejos vividos na juventude e a primeira expediência sexual de estudantes norte-americanos. Também buscamos como referência para as situações e diálogos a primeira temporada de Elite (Ramón Salazar, 2018), que aborda a mesma faixa etária dos protagonistas, além da temática romântica, série que está disponível e foi acessada pelo estudante no Netflix.
Dando prosseguimento às tentativas de ajustar os diálogos, estivemos na banca de TCC I - Desenvolvimento de Roteiro de Longa-metragem – da colega de sala Yolanda Margarida de Barros – durante a qual chegamos ao entendimento das alterações que deveriam ser feitas no quinto tratamento do roteiro de O meu primeiro sentimento de amor - um curta de romance. A etapa que se seguiu (consistindo de novos tratamentos do roteiro, cuja versão
11 final se encontra nos apêndices deste relatório) teve duração de um mês, estendendo-se até meados de outubro de 2018. Paralelamente, fui formando a minha equipe, fazendo convite a estudantes do BACINE matriculados em turmas menos adiantadas do curso – incluindo em meu TCC alunos do 2º, do 4º e do 6º períodos do curso.
Desta forma, a equipe ficou constituída, nas funções principais, por mim, Weder Alves, na direção e na montagem; pelo diretor de fotografia Matheus Leandro Amorim, pela diretora de arte Vivane Goulart e pela diretora de produção Bianca Gonçalves (os três estudantes do 6º período). Integraram também os trabalhos deste projeto experimental os estudantes Gabriel Vicente e Thiago Procópio (4º período), na função de técnicos de captação de som direto; Laura Freitas, responsável pela maquiagem; João Batista, assistente de produção e arte; e Weyllan Lima, no making of (esses últimos, do 2º período). Importante mencionar o apoio de outros estudantes que atuaram na figuração e na produção do filme, entre alunos do ensino superior e do ensino médio do IFG – Campus Cidade de Goiás, aqui não nomeados por falta de espaço e, sem os quais, a realização deste trabalho não seria possível.
Após a finalização do último tratamento do roteiro, estive com o orientador e os integrantes da equipe do curta na segunda-feira, dia 22 de outubro, no NPD - Laboratório Desenvolvimento de Projetos. Lá nós fizemos uma reunião rápida onde falamos sobre a pré-produção, quando marcamos a data de filmagem que ficou para o período compreendido entre os dias 12 e 16 de novembro.
Enquanto eram feitos os últimos tratamentos do roteiro e formada a equipe, houve uma outra frente de trabalho que deveria cuidar da seleção do elenco do filme. No dia 26 de setembro tive orientação com o professor Carlos Cipriano junto ao meu assistente de direção, Diego Henrique (2º período), quanto estivemos tratando do formato para o casting, cuja primeira etapa foi realizada na terça feira, dia 2 de outubro. Além deste primeiro teste, amplamente divulgado no Campus do IFG na Cidade de Goiás, fizemos outro teste uma semana depois, ou seja, na terça-feira, dia 9 de outubro. Participaram desta etapa, além do diretor do curta, Weder Alves, o assistente de direção, Diego Henrique. Após a realização dos dois testes, foram escolhidos os atores Job Antônio (estudante do 2º período de Cinema e Audiovisual do IFG), e as atrizes Ingrid Amaral e Natália (ambas estudantes do 1º ano do curso técnico integrado em Produção de Áudio e Vídeo do IFG). Outros estudantes que se voluntariaram nos testes e que não foram selecionados para os papéis principais do curta vieram a ser convidados para atuar em papéis secundários, aceitando participar também do
12 elenco do filme. Os testes, portanto, mostraram-se importantes ao trabalho de realização do curta-metragem, revelando possibilidades de atores para os papéis menores e para figuração.
No dia 31 de outubro, quarta-feira, nos reunimos novamente para tratar da decupagem de direção do curta, onde eu, Weder Alves, meu orientador, o professor Cipriano e Diego Henrique, assistente de direção, demos o início a escolha dos planos que dariam “vida” ao roteiro. Fizemos visitas às locações que, em sua maioria, eram constituídas de espaços do próprio IFG – Campus Cidade de Goiás, dadas as facilidades de acesso e circulação da equipe e a adequação do espaço – que, no filme, serviria perfeitamente para ambientar a escola em que a ação principal ocorre.
Na tarde da quarta feira, dia 7 de novembro, nos reunimos com o elenco e a equipe principal (comparecendo apenas o departamento de arte e técnicos de som) no IFG, para tratamos dos assuntos mais urgentes da pré-produção. A respeito das ausências dos demais chefes de equipe, foi informado que o diretor de fotografia e a diretora de produção antes escalados não poderiam participar do set de filmagem, em função de outros compromissos na data da realização das gravações do filme. Aproveitando a presença do elenco principal, a reunião terminou priorizando a definição dos figurinos que cada personagem iria usar durante todo o os dias de filmagem, escolhendo-se as peças dos vestuários (a partir do guarda-roupa dos próprios atores) para cada dia da semana em que as respectivas cenas seriam gravadas. No dia seguinte, 8 de novembro, tivemos uma reunião com o orientador Calos Cipriano, para terminamos a decupagem do roteiro. Findada a decupagem da direção, no que dizia respeito à planificação das locações do IFG – Campus Cidade de Goiás, ficou agendada uma visita de locação ao Cineteatro São Joaquim e redondezas, onde seriam rodadas as cenas finais do roteiro do filme.
Depois de o estudante/diretor procurar, sem sucesso, estudantes do curso para cobrir as baixas em sua equipe, o professor orientador terminou por assumir as funções de produção e fotografia/câmera, de modo que o projeto experimental tivesse continuidade. A etapa da produção (filmagens propriamente ditas) teve um total de quatro diárias de meio período, divididas em três dias de filmagens no IFG – Campus Cidade de Goiás (12, 13 e 14 de novembro) e uma outra diária de filmagem só realizada duas semanas depois, no Cineteatro São Joaquim. A rotina dessas diárias começava no dia anterior, através de grupo de Whatsapp (equipe e elenco), quando o assistente de direção distribuía a ordem do dia das filmagens do dia seguinte; e terminava no NPD – Laboratório de Edição de Vídeos, fazendo-se o logger
13 dos arquivos de vídeo, som e das fotografias do making of, da qual participavam sempre o professor orientador, diretor, assistente de direção e a estudante responsável pelo makin of.
Nesse intervalo de duas semanas, o diretor pode experimentar a montagem de praticamente dois terços do filme, que já tinham sido gravados no Campus do IFG em Goiás. Foi importante assistir cada umda as tomadas dos planos realizados para escolher, pessoalmente, aquelas que seriam levadas à timeline do projeto de edição, principalmente porque não houve oportunidade de registro em boletim próprio no set, em função do ritmo de gravação acelerado que se impôs à equipe. Depois de definidas as tomadas válidas, o diretor/montador pode apresentar ao professor orientador um primeiro corte deste início do filme (ainda sem as cenas que seriam gravadas no cinema), que foi afinado em uma reunião ocorrida no Laboratório de Edição de Vídeos do NPD/IFG entre professor e orientando.
Os principais problemas técnicos ocorridos durante as filmagens aconteceram no departamento de som. Foi bastante difícil conseguir captar um som “limpo” e aproveitável, em função das diferentes fontes de ruído que cercavam as locações escolhidas como cenário do filme. Em vários momentos, a captação do som serviu mais para proporcionar um som guia, pois tanto o IFG – Campus Cidade de Goiás (uma escola de ensino médio, com aulas à tarde), como o Cineteatro São Joaquim (que cedeu um intervalo de pauta bastante concorrido, às vésperas do fim de ano, com equipe trabalhando o tempo todo na sala de cinema e no hall onde foram feitas as cenas finais), foram locações que resultaram em um som que precisa ser praticamente todo refeito, conforme as observações feitas pela banca final do TCC.
Outra dificuldade técnica ocorreu no processo de montagem do filme, depois das gravações das cenas finais realizadas no Cineteatro São Joaquim. Constatou-se, para grata surpresa do orientador e do estudante/diretor, que todo o primeiro corte realizado pelo aluno havia sido deletado e perdido na ilha (Imac) do Laboratório de Edição de Vídeos do NPD/IFG. A perda resultou em um processo de desgate às vésperas da banca, impossibilitando a apresentação do produto final em conformidade com o que era esperado. Assim, o curta-metragem, produto audiovisual com 10 minutos de duração, foi apresentado como resultado de um processo ainda não concluído, que carece de adequações na finalização e colorização de todas as cenas, além de um completo trabalho de desenho e mixagem de som, incluindo-se a necessidade de dublagem e foley para chegar a um resultado satisfatório e próximo ao profissional. Apesar de todas essas dificuldades, destacamos que os problemas principais e os pontos de dificuldade foram superados e contornados, chegando-se ao objetivo final que era apresentar um primeiro corte integral do curta-metragem à banca final de TCC.
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5. RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se, como resultado deste projeto experimental (TCC), que o curta-metragem realizado como produto final seja aceito pelos curadores e/ou programadores das mostras, festivais e demais eventos de cinema e audiovisual, principalmente aqueles que integram o circuito universitário, considerando que esta é uma obra de ficção realizada por uma equipe de estudantes do ensino superior ofertado pelo IFG na Cidade de Goiás.
6. PERCEPÇÃO DO AUTOR DO RELATÓRIO SOBRE O
PROCESSO
DE
PRODUÇÃO
E
SUAS
ATIVIDADES
ESPECÍFICAS REALIZADAS EM TODO O PROCESSO DE
PRODUÇÃO (MEMORIAL INDIVIDUAL)
A percepção que eu tenho do processo de produção do curta-metragem é a de que correu tudo muito tranquilo. Toda a equipe foi formada por colegas do curso, vindos de outras turmas (exceto o professor orientador, que teve que assumir a fotografia e a produção do filme), e houve empenho da parte de todos, que foram muito bons dentro de suas áreas. A equipe abraçou o projeto e realizamos muito bem, os atores e figurantes foram muito bem, ficaram muito à vontade durante o set. Nos divertimos muito durante toda a realização.
Pessoalmente, considero que a realização integral deste projeto experimental foi também uma oportunidade de aperfeiçoar o meu trabalho como roteirista. Eu já havia escrito o roteiro do curta-metragem Os melhores momentos de Maria Carolina, dentro das disciplinas de Roteiro I e II, ofertadas pelo curso, e pretendo inscrevê-lo como projeto de realização em futuros editais do Fundo de Arte e Cultura de Goiás – o que me proporcionará um segundo trabalho como diretor de obras de ficção. Pretendo seguir a carreira do cinema, tendo início por esses dois trabalhos que nasceram dentro do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual do IFG.
Para mim foi muito importante fazer a direção pela primeira vez nesse final de curso. Nesse projeto experimental, pude ter também mais contato com a edição e a montagem de obras de ficção, o que, somado ao aprendizado adquirido na área da roteirização, me proporcionou um acúmulo de maiores e diversas experiências para dirigir os meus próximos filmes.
15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GERBASE, Carlos. Cinema: direção de atores (antes de rodar, rodando, depois de rodar). Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2007.
_______________. Cinema: primeiro filme (descobrindo, fazendo, pensando). Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2012.
MOSS, Hugo. Como formatar o seu roteiro: um pequeno guia de máster scenes. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002.
RABIGER, Michael. Direção de cinema: técnicas e estética. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. ZENHA, Guilherme Fiuza; NOGUEIRA, Júlia. Guia de elaboração de projetos audiovisuais: leis de incentivo e fundos de financiamento. São Paulo: Autêntica, 2016.
16 APÊNDICE A – Roteiro de O meu primeiro sentimento de amor CENA 01. SALA DE AULA DO IFG / INT / DIA
CLARISSA, estudante de 18 anos, branca, cabelos lisos e olhos castanhos, desinibida, entra na sala de aula e chega até sua amiga DANIELA, também estudante, 17 anos, morena de cabelos cacheados e olhos castanhos, muito tímida. DANIELA está concentrada fazendo uma tarefa de matemática e é interrompida pela colega que acabou de chegar.
CLARISSA
Dani!… Dani!
CLARISSA se senta na carteira em frente a de DANIELA que, a princípio, tentava ignorar a amiga, mas logo desiste, levantando sua cabeça para ouvi-la.
CLARISSA
Cê viu esse novato que chegou no Câmpus? Ele é gatinho, né?
DANIELA
Ai, Clarissa, como cê é assanhada! Não perde tempo, né, miga? Mas não, não vi
ainda não, tava ocupada fazendo o trabalho de física.
CLARISSA
Nossa Daniela! Como cê é certinha! Esquece isso um pouco, tamo no
intervalo!
DANIELA
(faz gesto pedindo silêncio com o dedo na boca)
Psiu!…
LEONARDO, 19 anos, loiro, cabelos lisos e olhos castanhos, entra para pegar uma garrafa de água em sua carteira e é observado pelas duas, que ficam em silêncio. LEONARDO se encaminha para a porta da sala, passando perto das meninas. DANIELA está de cabeça baixa e não olha para ele, ao contrário de CLARISSA, que é só sorrisos para o moço.
17 LEONARDO
Oi, Dani, tudo bem?
Depois que LEONARDO se retira da sala DANIELA fica em silêncio, ainda olhando para baixo, sendo observada atentamente por CLARISSA.
CLARISSA
Ah! Então cêis já se conhecem, sua safadinha!… E eu que não perco tempo, né? Tô passada… Ainda tem a cara de pau
de falar que é B.V. até hoje!
DANIELA
Não é isso que cê tá pensando, Clarissa… É só que… tá todo mundo
falando nele…
CLARISSA
Aham, sei… Depois a gente se fala, tá, miga?!
CENA 02. CORREDOR DE SALAS DE AULA DO IFG / INT / DIA
CLARISSA sai da sala de aula com LEONARDO e caminha no corredor ao lado do rapaz. Ao passar por DANIELA, que observa os dois caminhando lado a lado no corredor, CLARISSA abaixa a cabeça, tentando esconder seus sentimentos, e não cumprimenta a amiga. DANIELA permanece parada, em silêncio, observando os dois se afastarem e dá um longo suspiro. Surge FABIANA, da mesma idade das duas e outra colega de sala, que toca o braço de DANIELA, chamando sua atenção.
FABIANA
Bora, amiga? O ônibus tá pra passar… Cê não vai?
DANIELA faz que sim com a cabeça e segue FABIANA na direção da entrada do bloco de salas de aula.
CENA 03. PÁTIO DO CAMPUS DO IFG / EXT / DIA
DANIELA vai até a mesa do pátio onde estão CLARISSA e LEONARDO juntos de outros quatro colegas, DUAS GAROTAS e DOIS GAROTOS, da mesma faixa etária. Estão todos sentados no chão, em roda,
18 para jogar "verdade ou consequência" com uma garrafa pet. DANIELA se aproxima e procura um lugar para sentar na roda, ficando de frente a LEONARDO.
No momento em que ela chega, uma das garotas, FABIANA, é desafiada a beijar um dos garotos. Os dois trocam um selinho curto. CLARISSA apanha a garrafa do chão e segura em uma das mãos enquanto fala.
CLARISSA
Dani, é sua vez! Pra você que nunca beijou na boca, a hora é agora.
DANIELA
Pro seu governo, miga, eu já beijei sim, mas foi só um selinho. Que meu
primeiro beijo eu quero que seja especial.
DANIELA olha para LEONARDO, que sorri para ela. DANIELA fica um pouco envergonhada e desvia o olhar do rapaz. CLARISSA entrega a garrafa para DANIELA, enquanto segura o ombro do garoto ao seu lado, chamado RONALDO.
CLARISSA
Então, miga, tá passando da hora de deixar de ser B.V. E tem o Ronaldo aqui, que além de ser um gatão é louco
por você, né não Ronaldo?
RONALDO olha para DANIELA com um sorriso largo de interesse pela garota. DANIELA não demonstra qualquer reação: apenas suspira e gira a garrafa.
CENA 04. PÁTIO DO CAMPUS DO IFG / EXT / DIA
LEONARDO está sozinho, sentado no banco ao lado do grafite da sereia, mexendo em seu celular. DANIELA desce a escada e passa por ele, sem percebe-lo, indo em direção a mureta, parando ao lado do forno de pizza. Ela fica distraída olhando para o horizonte, enquanto LEONARDO a observa de longe. FABIANA aparece, descendo pela mesma escada, segurando um saco de salgadinhos e um copo de refrigerante. FABIANA vai até DANIELA e oferece com um gesto o seu lanche para a colega.
DANIELA
19 FABIANA segue o caminho do corredor em direção aos laboratórios. Nesse momento, DANIELA percebe a presença de LEONARDO e que ele está olhando para ela. Surge CLARISSA, pela mesma escada de onde vieram suas amigas, também sem perceber a presença de LEONARDO.
CLARISSA
Dani! Quê que cê tá fazendo?
DANIELA
Nada, Clarissa. Tava esperando você pra gente ir pro laboratório... A Fabiana
já tá lá fazendo o trabalho do professor Guile... CLARISSA Bora então? DANIELA Bora.
CLARISSA sai na frente, caminhando pelo corredor em direção ao laboratório. DANIELA espera a amiga se afastar um pouco e volta a olhar na direção do banco, mas LEONARDO já não está sentado lá. DANIELA segue para o laboratório.
CENA 05. PÁTIO DO CAMPUS DO IFG / EXT / DIA
LEONARDO está no pátio sozinho. CLARISSA surge para conversar com ele.
CLARISSA
Oi, meu gato preferido!
Queria te falar uma coisa sobre nós.
LEONARDO
(mostrando uma caneta para Clarissa)
Então fala logo, Clarissa, que eu tenho que devolver a caneta da Daniela... ela
20 CLARISSA
Então, Leozinho, esquece aquela sonsa só um pouco e presta atenção aqui na gente... cê não acha que a gente dá um
belo casal?
LEONARDO
A gente? Junto? Não tem a gente, Clarissa...
CLARISSA (interrompendo-o)
Cê quer namorar comigo então, bebê?
LEONARDO (rindo)
Namorar? Cê tá doida que eu vou namorar por agora? E para de me chamar
assim que eu não gosto, cê sabe...
CLARISSA
(perdendo a paciência)
Você é muito sabonete mesmo... Vive fugindo de compromisso, né? Pode deixar
que eu vou abrir os olhos da minha amiga. A Dani não te merece! Merece um
cara de verdade!
CLARISSA se levanta e passa a mão na mesa derrubando os materiais de LEONARDO, saindo de cena.
CENA 06. PÁTIO DO CAMPUS DO IFG E CORREDOR / EXT / DIA
DANIELA está apoiada na mureta, olhando a paisagem como se olhasse para dentro de si mesma. De repente tem um leve sobressalto ao ouvir uma voz conhecida.
LEONARDO (Off)
Oi, minha gatinha preferida, tudo bem?
DANIELA se vira e vê LEONARDO, ficando meio sem graça de ter sido pega de surpresa.
21 LEONARDO
Aqui, Dani, sua caneta que você me emprestou pra fazer a prova. Lembra?
DANIELA
Ah, tá... Brigada.
LEONARDO
Quê que cê vai fazer hoje à noite? Tá sabendo do filme que vai rolar no São
Joaquim? Tá a fim de ir no cinema comigo?
DANIELA sorri, mas não consegue responder nada. DANIELA
(pensando em V.O.)
Ai... nossa... ele tá aqui na minha frente... Me chamando pra ir no cinema... Justo eu, que nunca fui no cinema... Diz que sim, Dani, diz que
sim.
LEONARDO
Fechou? Sete horas no Coreto, então?
DANIELA faz um sim com a cabeça, sorrindo. Olha no relógio. DANIELA
Aham... Fechou! A gente se fala mais tarde, então. Tô atrasada pra aula do
Guile.
LEONARDO segura DANIELA pelo braço e dá um beijo em seu rosto, antes de eles se separarem e saírem para lados opostos do corredor. À distância, CLARISSA observa o beijo que LEONARDO dá em DANIELA e aperta na mão um copo de plástico.
CENA 7. SALA DO CINETEATRO SÃO JOAQUIM / INT / NOITE
DANIELA e LEONARDO estão na sala de cinema, sentados lado a lado, assistindo um filme brasileiro de comédia. LEONARDO pega na mão de DANIELA, que sorri. LEONARDO solta a mão de DANIELA e pega o celular para olhar uma mensagem que acabou de
22 receber. Depois de ler a mensagem, LEONARDO abraça DANIELA e fala bem próximo do rosto dela.
LEONARDO
Vou ter que ir ali fora rapidão e daqui a pouco eu volto. Quer pipoca?
DANIELA
Aham.
DANIELA fica sentada assistindo o filme. Cenas deste filme são intercaladas com momentos que mostram DANIELA sozinha na sala (primeiro, rindo de uma passagem engraçada, depois, mais séria e, por fim, segurando a cabeça com uma das mãos, entediada). O tempo passa, ela olha no relógio, o garoto não volta com a pipoca. DANIELA confere o celular para ver se tem alguma mensagem dele e, ao perceber que ele poderá não voltar, levanta-se da cadeira e sai em direção à porta, antes de o filme acabar.
CENA 8. SAGUÃO DO SÃO JOAQUIM e RUA / INT e EXT / NOITE
DANIELA chega ao saguão de entrada do São Joaquim e para na porta ao perceber que LEONARDO está do outro lado da rua, conversando com uma GAROTA que ela nunca viu. Os dois estão bem próximos e, de repente, LEONARDO dá um beijo na boca da GAROTA. DANIELA se esconde nas divisórias da porta do cineteatro para não ser vista pelos dois, enquanto se recupera do susto de ver seu “crush” com outra. DANIELA se dirige então ao banheiro do cinema, para se esconder e chorar.
CENA 9. BANHEIRO FEMININO DO SÃO JOAQUIM / INT / NOITE
DANIELA entra chorando no banheiro, para em frente ao espelho e abre a torneira da pia para lavar o rosto. Enquanto ela se olha no espelho, CLARISSA, que também está no banheiro, abre a porta do lavabo e para ao lado da amiga para lavar as mãos.
CLARISSA
Oi, Dani. (irônica) Fiquei sabendo que cê tá namorando com o Leonardo...
DANIELA
Eu tô? (com raiva) O que fiquei
sabendo é que ele tinha namorada, mas que tinham terminado.
23 CLARISSA
(muda o tom ao perceber que sua amiga não está bem)
Ô, miga, claro que isso não é verdade, né? Ele fala isso pra todas as garotas
que ele fica.
DANIELA
Sim, eu acabei de descobri a mentira toda, miga...
CLARISSA
Que bom que você percebeu. Aquele cara mente pra todo mundo, só não vai conseguir mentir pra si mesmo... Migas
de novo, então?
DANIELA dá um sorriso, faz que sim com a cabeça e abraça CLARISSA. As duas saem juntas do banheiro.
CENA 10. ESCADAS DO SÃO JOAQUIM / INT / NOITE
DANIELA e CLARISSA descem as escadas e quase são “atropeladas” por LEONARDO, que sobe os degraus correndo com um saco de pipocas na mão.
LEONARDO
Oi, gata, onde cê tava? Eu voltei pro cinema pra te levar a pipoca, mas cê
não tava lá...
DANIELA
É? Então aproveita e entrega pra sua namorada, que agora eu vou ali na praça
com a minha amiga dar um rolê.
DANIELA e CLARISSA continuam a descer os degraus da escada, sorrindo. LEONARDO fica parada onde está, com o saco de pipocas na mão.
CENA 11. RUA / EXT / NOITE
DANIELA e CLARISSA caminham pela rua. Sobem os créditos. FIM