FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida- “O Império em apuros: FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida- “O Império em apuros: alteraçes ultramarinas e das pr!ticas pol"ticas no império colonial alteraçes ultramarinas e das pr!ticas pol"ticas no império colonial portu#u$s, séculos %&II e %&III'(
portu#u$s, séculos %&II e %&III'(
- as alterações que se concentram no atlântico a partir da segundo metade - as alterações que se concentram no atlântico a partir da segundo metade dos seiscentos não correspondem apenas a reações às reorientações da dos seiscentos não correspondem apenas a reações às reorientações da politica imperial portuguesa, a natureza dos discursos políticos dos súditos politica imperial portuguesa, a natureza dos discursos políticos dos súditos apresentam também sensíveis mutações- discurso da rebelião começaria a apresentam também sensíveis mutações- discurso da rebelião começaria a delinear um novo tipo de súdito
delinear um novo tipo de súdito
- suspeita de irredentismo reforçada pela comparação de aver na ação - suspeita de irredentismo reforçada pela comparação de aver na ação rebelde dos !uminenses inspiração na revolta da "ataluna, quando os rebelde dos !uminenses inspiração na revolta da "ataluna, quando os vassalos espan#is passaram a viver sob domínio franc$s
vassalos espan#is passaram a viver sob domínio franc$s
- oportunismo- ações contrastam com as manifestações de lealdade ao - oportunismo- ações contrastam com as manifestações de lealdade ao soberano que marca as primeiras a
soberano que marca as primeiras ações de protestoções de protesto
- ine%istindo condições ist#ricas para viabilizar um suposta independ$ncia - ine%istindo condições ist#ricas para viabilizar um suposta independ$ncia das col&nias, a
das col&nias, a intençintenção ão de de deslidesligar gar de de 'o'ortugal parecia sobrertugal parecia sobreviver apenasviver apenas no imagin(rio nativista
no imagin(rio nativista -
- resrestautauraçraç)o- )o- o*+o*+etietio o poposs"ss"el el indindepeepend$nd$ncncia- ia- utoutopiapia- - EaEaldoldo .a*ral de /ello .a*ral de /ello Fase p0s Restauraç)o Fase p0s Restauraç)o − − século )*++século )*++ −
− fafase se p#p#s-s-rereststauauraraçãção- o- inin!u!uenenciciadada a pepelas las idideiaeias s da da rresestataururaçação-
ão-problemas regionais problemas regionais
−
− rompimento com a spanarompimento com a spana −
− cultura política mestiçacultura política mestiça −
− conquistar o sertão na luta contra conquistar o sertão na luta contra os gentiosos gentios −
− perperíodo íodo segseguinuinte te à à resrestautauraçração- ão- marmarcadcado o por por gragrandendes s a!ia!içõeções s nono
império ultramarino- instabilidade e insegurança império ultramarino- instabilidade e insegurança
−
− queda do preço do açúcar, medo das invasões, impossibilidade daqueda do preço do açúcar, medo das invasões, impossibilidade da
coroa socorrer os colonos com auda .nanceira coroa socorrer os colonos com auda .nanceira
−
− amampaparadrados os na na idideoeologlogia ia prprododuzuzida ida papara ra a a rresestataururaçação- ão- cocolonlonosos
responderam aos preuízos que a centralização representava para sua responderam aos preuízos que a centralização representava para sua autonomia através da deposição e e%pulsão dos governadores e autonomia através da deposição e e%pulsão dos governadores e vice-reis
reis
−
− as as cocontntining$g$ncncias ias da da didiststanancicia, a, ao ao didiminminuíuírerem m as as cocondndiçõições es dede
representação politico dos vassalos unto ao rei, corroíam a natural representação politico dos vassalos unto ao rei, corroíam a natural voc
vocaçãação o parparticticipatipativa ancoriva ancorada na ada na pr#pr#pripria a noçnoção ão de de comcomuniunidaddadee política gestada em 'ortugal
política gestada em 'ortugal
−
− rresestataururaçação ão da da coconsnstititutuiçãição o popolitliticica a do do rereinino o parpareciecia a rerealalidaidadede
inalcanç(vel aos súditos moradores do ultramar inalcanç(vel aos súditos moradores do ultramar
− distancia do soberano- tornava os governadores presas f(ceis dos
colonos- súditos e%ploravam os limites de sua autonomia em reações politicas contra a centralização- monop#lio de contratadores, controle sobre o fornecimento de mão de obra e .scalidade
− consequ$ncias da ve%ação da e%ploração colonial e%plodia no colo
dos governadores
− crise revolucion(rio europeia de /012- esc#cia, "ataluna, 3(poles,
'ortugal- restituiu a dignidade a rebelião, .rmando lideranças empenadas na reforma politica e na independ$ncia, crentes no poder da ustiça e no equilíbrio politico e social
1ociedade i*érico-*arroca
− sociedade ibérico barroca na 4mérica
− conceituar o tempo ibério e barroco- 1 últimas décadas do )*++ e 5
últimas décadas do )*+++
− barroco- subetividade- imagin(rio- eito de ser na col&nia − "oroa- e%citar visualmente os colonos e outras coroas − sociedade de espet(culos
− tornar pública suas ierarquias − castigo- esquarteamento
− características barrocas
− forte conteúdo litúrgico- rituais coneciam uma obrigatoriedade
decisiva, pois pavimentavam o camino para o legalismo do alvoroço
− politica barroca- teoria da legitimidade da dissimulação- garantir a
estabilidade e a defesa da ordem- re!etia um pragmatismo advindo do temor, de inspiração coeva, de que a presença politica dos grandes promovesse a articulação de resist$ncias locais contra o governo central, em defesa da utilidade publica e do bem geral
/oimentos mission!rios
− padres- compania de esus- movimentos mission(rios no sertão
2uadro reolucion!rio
− o que é o quadro revolucion(rio colonial
− movimentos coloniais- 6germes7 dos movimentos de
independ$ncia-istoriogra.a separatista- não é o caso desse te%to
− conte%to de motim como um confronto entre grupos distintos − motins não são movimentos pré- independ$ncia
− pacto colonial- institucional e político- vassalos com deveres e
obrigações com o rei- tratados urídicos do rei com obrigações com seus vassalos- poder do rei destituído
− rebeliões- encaradas com pragmatismo- recomendava cautela e
sangue frio pro parte do soberano- tratas com bastante cuidado tudo aquilo que pudesse atrair o #dio dos vassalos contra os governantes
− reação em cadeia- e%ist$ncia de problemas comuns, certa coer$ncia
nas praticas politicas ativadas para superar situações de tensão e reauste
− instabilidade politica- marca dos novos tempos- úbilo e descon.ança − onda de e%pulsão dos governadores
− +mpacto da ideologia politica restauradora pesa para se compreender
a ocorr$ncia de tantas inquietações, concentradas em tão curto período de tempo, por diferentes partes do +mpério
− doutrina voltada para legitimar o rompimento com a
spana-redesena as bases das relações que estruturavam o poder real em 'ortugal
− primeiros impulsos da independ$ncia portuguesa- discurso politico de
uma restauração de car(ter constitucional- reintegrar, sob a noção de bem comum, as autonomias politicas e os privilégios dos grupos sociais, não tendo ainda o car(ter de uma restauração din(stica ou nacional- refunda as bases das concepções politicas da nação portuguesa europeia, peninsular e ultramarina, determinaria implicações centrais para esse debate
− reavivou o papel de equilíbrio entre a obedi$ncia 8atributo dos
súditos9 e a ustiça 8do soberano9 na reg$ncia do pacto que presidia a monarquia- o rei que governar com ustiça ser( devidamente obedecido, desde que respeito usos e costumes, o direito natural e as regras tradicionais- do contr(rio averia rebelião
− relações politicas- revolta contra os reis opressores
− fragilidade de segurança das praças diante do empeno dos inimigos:
irritação dos esuítas com a centralização metropolitana : insatisfação generalizada com a sobrecarga .scal: di.culdade de equilibrar os circuitos comerciais metropolitanos com os circuitos mercantis pr#prios desenvolvidos pelos grupos locais
− implementação de novas medidas administrativas- reações
inusitadas, mas plenamente legitimas contra as autoridades ali nomeadas
− natureza dos discursos políticos dos rebeldes coloniais iria oscilar em
perfeita sincronia com a densidade da politica centralizadora
− resposta das oligarquias instaladas nos domínios ultramarinos à
− -/002- revigoramento do pacto colonial, com a regulamentação da
circulação de bens e a intervenção da ordem na política local quando o reino .cou livre das ameaças das potencias europeias 8;olanda e spana9- recuo do império portugu$s na <sia, consumido pelas resist$ncias locais e devastadores ataques dos inimigos europeus
− essa operação torcera a vocação do império a favor da 4mérica e do
circuito atlântico
− e%pulsão dos governadores- conteúdo de critica à .gura dos
governadores encontra uma parceria inusitada- "onselo =ltramarino denunciava a preocupação em virtude da ocorr$ncia de epis#dios semelantes e simultâneos com o que acabara de se passar no rio na <sia e <frica
− rebeliões- mecanismos de negociação dos súditos com interesses
locais conspurcados pela politica colonial, encetada pelos administradores reais
− revolta de .dalgos ultramarinos- restabelece o plano do dialogo
politico com o soberano > manifestação da desordem foi um plano intermedi(rio entre o reino e as comunidades
− rebelião- garantir posições, interesses e privilégios- proclamar
obedi$ncia e .delidade ao soberano, e não o apelo à resist$ncia ao tirano
− a e%peri$ncia da coroa em lidar com as revoltas nos seus domínios
ultramarinos, inscritas na conuntura imediata à restauração, sistematizou um conunto de orientações marcado pelo pragmatismo com que tais alterações deveriam ser tratadas> re.nar suas ações no governo colonial em época de crise
L0#ico de Anti#o Re#ime
− movimentos de in.delidade ao rei- deveriam ser combatidos
− amotinados elaboravam sua legitimidade, o rei tratava de perdoar e o
governador atacado se encolia
− invenção de in.éis ao monarca- legitimação da .gura régia − ma%imizando a imagem do rei- deveria ser preservada
− serviços locais que os vassalos prestaram na demanda da monarquia
portuguesa
− marcado por uma l#gica especí.ca de 4ntigo ?egime- quando a .gura
do rei é colocada em %eque também est( inserido nessa l#gica
− por que naquele momento o monarca que ir( assumir 8@ABoão +*9 era
visto como alguém que estava rompendo com o controle entre vassalos e reiC
− ?ei- ameaça a subsist$ncia da capitania de D'- rei de D' e não rei
− ideia err&nea de separação
− rei perdoando- também se a.rma monarca − 4ntigo ?egime- l#gica coletivista
− @A Boão *- consolidar autoridade de monarca na 4mérica portuguesa − festa colonial- contraponto que evitava os perigos dos
motins-reabilitar o pacto
− capitão Fulliver- viagem a Gaputa- reino governado por um soberano
que adotava estranas atitudes com os súditos que se rebelavam ou recusavam pagar tributos ao rei- privar a cidade do sol e cuva: enormes pedras para quebrar os telados das casas: dei%ava a ila despencar sobre suas cabeças, causando destruição universal
− acreditavam que com administradores virtuosos a estabilidade
politica colonial estaria garantida
− 3a cultura politica do antigo regime era de certo modo natural a
converg$ncia entre as praticas politicas dos vassalos rebeldes e os pareceres e%arados pelo Hribunal =ltramarino na dura condenação dos governadores
− discurso metropolitano abandona a con.ança anterior-condenação da
pratica das e%pulsões e enunciava a percepção do signi.cado nocivo dessas atitudes no império
− cAuA- tentaria equilibrar o desassossego dos súditos oprimidos por
governadores
− percepção da possibilidade da critica ao governador e%travasar em
direção ao soberano
− domínios coloniais- discursos ali gerado vai reiterar a t#pica do mau
governo usti.cando dessa forma o ato e%tremo de constranger e atacar aqueles que representavam simbolicamente a pessoa do rei
− traição ao rei- lugar de destaque no discurso politico
− produzir a imagem do traidor- suspeitas pespegadas aos
governadores
− rei traído- comoção de gente- .dalguia ultramarina capitalizando as
emoções populares
− praticas politicas dos colonos- apelo à suspeita de conduta desleal à
coroa atirado contra as autoridades nomeadas serviu para mitigar os riscos políticos que implicavam tais atos
− capacidade dos colonos em instrumentalizar em seu favor as
fragilidades da defesa portuguesa em preservar seus domínios manifestou-se ainda na alegada ameaça de rompimento com a soberania da coroa portuguesa
− suspeita de uma possível troca de soberania demonstrava o
oportunismo de !ertar com um irredentismo impens(vel sob a cultura politica do antigo regime
− discurso dos vassalos- novas bases para alcançar suas demandas − pesou sobre os insurretos a descon.ança de que para manterem seus
direitos e suas conquistas estivessem buscando apoios e%ternos, como os dos espan#is no rio da 'rata e em Devila, e até o de olandeses
− colonos- instrumentalizar as fragilidades da relação
col&nia-metr#pole
− evitar uma punição e%emplar e violenta, contradizendo o universo
politico da época onde a gravidade do ato de insurreição para a ordem mon(rquica sugeria o emprego de uma viol$ncia imediata e e%emplar para os culpados
− súditos distantes do soberano cediam à sua natureza turbulenta e
indisciplinada
− repressão violenta deveria ser evitada entre .dalgos, pois colocava
em risco o equilíbrio das ierarquias, ameaçando as depend$ncias e as trocas clientelares, premissa fundamental no ultramar
− se assiste diante da repressão às rebeliões coloniais- recomendações
de dissimulação e segredo
− brandura era a melor arma- dissimulação é o meio mais seguro
entre a conservação do estado e a autoridade dos príncipes
− buscar impedir que o discurso evoluísse da critica ao governador para
a critica ao rei
− como encetar o bom governo sob as e%ig$ncias do mercantilismoC
Dinastia dos 3ra#ança
− conte%to dos motins- dinastia de Eragança se a.rma- rea.rma valores
de 4ntigo ?egime
− Eragança- l#gica do perdão e do castigo
Identidade re#ional
− pensar de maneira diferente cada motim- em que região est(
acontecendo- que identidade foi construída naquele espaço pelos colonos
− nativismo- associada à cultura política mestiça
- Eaia- /01/- vice-rei dom Borge Iascarenas, marques de Iontalvão, foi e%pulso sob suspeita de traição: Iacau-/010- @iogo Iascarenas foi trucidado por uma multidão furiosa
- Iarques de Iontalvão- primeiro a sofrer as ostilidades geradas pelo ambiente de dúvida que a restauração motivava- reúne de imediato os representantes eclesi(sticos, civis e militares locais para aclamar o novo soberano- rei manda instruções para o caso do vice rei resistir às ordens de submissão ao reino aclamado
- deposição do vice-rei- instrumentalizada por grupos locais com os quais se incompatibilizava- vertente da pratica politica dos súditos ultramarinos
- Guis Earbalo- empenado na e%pulsão do vice-rei- alvo de rebelião quando governava o rio de aneiro- programa de arroco .scal sobre os moradores- rigorosas medidas .scais para atender à despesa de presídios e forti.cações 8invasões olandesas9
- Guis Erabalo- sua maestade entristecida por não poder au%iliar os súditos- pesar do rei costurado à e%pectativa da antiga lealdade dos portugueses- Eaia sobrecarregada de tributos devido a guerra- dispor do cofre com a moeda cunada na capitania para enviar a outra, ameaçando o comercio da cidade, irritou a população local
- povo tenta tomar o cofre dos o.ciais da Jazenda- governador leva o cofre para sua resid$ncia- povo não se intimida
- @om @iogo "outino Iascarenas- ascensão iniciado no posto de capitão da fortaleza foi cercada de criticas pela população local devido as sucessivas derrotas que sofreu- nomeação para governador- atraso do pagamento do soldo precipitou uma sublevação castrense que atacou o governador e o senado da câmara de Iacau- população leal ao governador pegou em armas- guerra civil- assassinato do governador
- capitão general de "eilão- insegurança gerada pela invasão dos olandeses gerou insatisfação dos capitães e soldados- e%pulsam capitão-mor da ila- governador e seus parentes traíram 'ortugal vendendo conquistas para el rei de castela
- antipatia mútua entre rein#is e naturais da conquista em diferentes partes do império- conde de 4*idos- .dalgos dali mimosos e pouco disciplinados e menos obedientes
- insatisfação dos .dalgos- reúnem a população que gritava viva el rei dom Boão, morra o mau governo- vice rei acusado de castelano- conde de
Kbidos recebe ordem de prisão
-/002- rebelião no ?io de Baneiro- tensões de natureza .scal- depuseram o governador da capitania- rea.rmaram vossa maestade como seu rei e senor
- ?B- um dos principais polos econ&micos de todo império- grande produtora e e%portadora de açúcar, consumidora de escravos: comerciantes atuando intensivamente nas trocas no 4tlântico sul e no acesso às zonas espanolas na 4mérica através do ?io da 'rata- moradores viviam com pesadas ta%ações e eram obrigados a pagar para manutenção das tropas de
defesa-recursos com frequ$ncia desviados para outras .nalidades- tensão entre autoridades .scais e colonos
- Dalvador de D( e Eenevides- movimento pela sua deposição- despotismo, preencer altos postos da capitania com seus parentes, agir sem possuir urisdição em diversas esferas, coibir o direito que possuíam alguns colonos
de comunicação direta ao rei- politica de apro%imação do governador com a "ompania de Besus na defesa dos índios contra a escravidão, ferindo os interesses dos grupos econ&micos deseosos da utilização dessa fonte de mão-de-obra
- novo governo composto por representantes dos grupos privilegiados promoveu eleições para a câmara e aprovou uma constituição que reformava a administração da cidade- temor de um contra-ataque do governador deposto- entrada de Dalvador "orreia e retomada dos principais fortes da cidade- amotinados desmobilizados e o líder da revolta enforcado tendo sua cabeça e%posta do pelourino
- 'ernambuco- /000- governador Ber&nimo de Iendonça Jurtado deposto de ser acusado de inúmeros males ao bem comum- corrupção e praticas desp#ticas mediante prisões ilegais, e%ecução de dividas, apropriação de tributos reais, etc- governador é enviado para à metr#pole e a câmara organizou-se em Bunta 'rovis#ria
- alcança também a <frica
- 4ngola- Hristão da "una- interesses lesados e atos de tirania, nepotismo e venalidade- elegeram a câmara para cuidar da cidade até que seu reino tivesse outro governador
- "onde de Kbidos- .gura central 8acusado de castelano9 Ima#ens
− imagem de covarde- fracassos militares
− imagem de tirano- também aparece associada à noção de distancia
deles em relação ao soberano- falta de administração presencial-impossibilidade da concessão de merc$s e graças esperadas do soberano
− tirano- impuna pesada tributação, dilacerava o equilíbrio entre os
grupos de poder locais, suspendia privilégios costumeiros e rompia a cadeia de redes clientelares
− papeis bem de.nidos
− o direito e a ustiça, que em ultima analise legitimavam o bom
governo, se prestavam também como instrumento de acusação contra os tiranos e todos que estivessem a governar de forma desp#tica > ações dos .dalgos movimentando a ustiça local para fazer valer a ustiça dLel rei, como ocorre nos casos de Foa 8/0MN9, 'ernambuco 8/0009 e rio de aneiro 8/002-/00/9, quando o governador recebeu com alguma solenidade, a ordem de deposição das mãos da autoridade udiciaria local
− importância da ritualização se mostrava também nas reações dos
governadores perante as rebeliões, quando o desespero tomava a forma de pungente covardia, desapego e resignação, ou fúria, traduzida na vontade de reação
5as /inas de uma América 6ortu#uesa - con!itos em Iinas no século )*+++
- governador do rio se dirige par ao sertão de minas- sofre com a insol$ncia dos moradores- teve seu camino logrado pelas tropas emboabas lideradas por Ianuel 3unes *iana- é e%pulso de minas
- #dio dos sertanistas às intromissões reguladoras da metr#pole
- administrador geral das minas- dom ?odrigo de "astelo Eranco- quis se fazer de s#cio dos sertanistas nas descobertas das esmeraldas, prata e outro- é morto
- súditos das conquistas não contavam com melor sorte que os governadores
- re!e%o das mudanças que se operavam na politica colonial- metr#pole tantalizada pelo ouro e convencida do fracasso asi(tico, endurecia nas primeiras décadas dos setecentos as formas e intervenção real na américa, acelerando o processo que se vina arrastando desde a paz com a ;olanda - subtração das autonomias locais: controle da magistratura régia: tributação escorcante: transfer$ncia das despesas para os colonos, concentração de poder nos altos postos da administração real na col&nia, insegurança de ameaças e invasões por parte das potencias inimigas, coerção dos comerciantes coloniais a favor dos negociantes metropolitanos, falta de atenção as demandas dos súditos, opressões e ve%ações da ustiça, pobreza- ambiente de forte instabilidade interna
- /O2P-/O50- diversas rebeliões na américa- autoridade regia confrontada por moradores insatisfeitos
- prec(rio abastecimento de sal, m( repartição das terras ou minas produtivas, .scalidade, atrasos do pagamento das tropas, escravidão e fornecimento de mão-de-obra
- guerra dos emboabas como ponto de partida, seguido de con!itos em diversas (reas da américa
- contrastadas com as rebeliões do século anterior, nota-se as perman$ncias e continuidades no plano do discurso e pratica politica
- qualidade dos governadores conecia ainda papel de relevo na de!agração de instabilidades
- alterações pernambucanas- mascastes % açucarocracia- desgastes motivados pela ine%peri$ncia das autoridades em lidar com os poderes locais 8câmaras, pr#-omens, ordens religiosas9 que se combinou com o interesse de enriquecer à custa do e%ercício do cargo
- oportunismo através da instrumentalização das fragilidades do domínio luso diante das potencias concorrentes- ameaça de se colocarem a serviço de algum potencia estrangeira
- praticas politicas centradas na lealdade ao soberano > marcada por forte ritualização
- ativou-se com vigor desesperado os fundamentos em torno do zelo com a proteção real e os ideais de constituição, bom governo e ustiça, operando a critica as autoridades apro%imados da tirania contra o bem comum
- transformações substantivas nos discursos e nas praticas politicas na primeira metade do dezoito > no discurso dos súditos ultramarinos e nas respostas da metr#pole
- de um lado tendeu a concentrar as contestações no atlântico, de outro, a adensar suas pratica, averia no novo mundo impactos decisivos na e%peri$ncia politica sob o antigo regime
- e%peri$ncia de e%pulsar governadores dei%ou de se repetir- e%pulsões trocadas por negociações e concessões estabelecidas sob a preservação da autoridade regia
- pratica da luta politica de so.sticou- maneam com maestria os recursos urisdicionalistas e a ritualística do teatro da revolta
- critica ao quinto- revoltas de 'itangui e motins do sertão do rio são Jrancisco
- apro%imação da critica do soberano- desa.ava-se o rei as escâncaras
- desaparecimento dos .dalgos para dar lugar aos e%traordin(rios potentados
- novo padrão de lutas no império onde encoliam as conuras tramadas por uma aristocracia desenraizada para surgirem manifestações de descontentamento com ampla participação social lideradas pelos poderosos da terra com seu etos muito bem encrustado no imagin(rio da conquista da col&nia
- potentado dirigiu motim e a resist$ncia, organizando o poder local- senado apoia o protesto
- como pano de fundo a disputa pelo controle do mercado local de bens, de omens e de símbolos
- .%a categorias do reconecimento de direitos amparados na memoria de.nida pelo imagin(rio- elemento diferenciador dessa época- imagin(rio politico que leva as rebeliões > sublina a força que as condições coloniais alcançaram na fricção do discurso politico sob o antigo regime
- diversi.cação e conting$ncias
- constante presença de grupos empobrecidos e mestiços e, por outro lado, luta de súditos de uma mesma coroa- padrão diferenciado de enfrentamentos
- ulgamento sobre a natureza do súdito ultramarino se alterou > temor ante a possiblidade da insatisfação alcançar a monarquia
- liberdade descontrolada, e%cessiva mobilidade, qualidades potenciais para causar problemas, relutância ao serviço real
- depend$ncia das receitas do brasil - inconstância- g$nio dos naturais
- diferenciação das praticas politicas dos súditos e da metr#pole- novo paradigma
- e%ploravam os limites da autonomia que o padrão de governo impuna - anunciavam o aprofundamento das concepções politicas bloqueadas pelo corporativismo das estruturas do antigo regime
- conunturas de .dalgos na periferia do império tornava-se incon.d$ncias de potentados na col&nia sob um processo de progressivo e mutuo estranamento
- imagin(rio politico nas minas- novas formas de discurso- senso de identidade colonial
- senso de lugar, conquistas sociais e econ&micas , modelos fundamentais de comportamento e organização de uma sociedade civilizada, a ist#ria - identidade assumiram o colorido local sempre voltadas para reiterar as conquistas dLel rei, mas, doravante, traduzindo-se na e%pectativa de reconecimento de direitos
- resist$ncia de carcateristicas diversas a fase seiscentista- demarcada pela busca de uma alteração do papel da região diante das limitações politicas e econ&micas oferecidas através de mobilização sustentada por elementos identit(rios associados à memoria e ao imagin(rio das regiões coloniais que uni.cavam o grupo
- fundia a tradicional lealdade e a subordinação de súditos co novas usti.cativas sustentadas no empeno da conquista- fundamenta novo
- continuidade e enriecimento da politica colonizadora combinados com as e%peri$ncias de resistencias- Iinas como ameaça- emerg$ncia do imagin(rio nativista
- no fundo essencial, quem rompe o pacto colonial são os agentes metropolitanos, seus fundadores, pela pr#pria dinâmica d sistema colonial de base mercantilista
- unção da sobreviv$ncia da politica barroca, das praticas politicas de antigo regime e das identidades gestadas sob a condição colonial
- combinação do nativismo que emergia em diferentes partes da américa com os padrões ancestrais da cultura politica portuguesa > resist$ncia sediadas em Iinas geratriz