Introdução
“Conheça-te a ti mesmo”Definimos que a auto-magia, bruxaria ou ocultismo é definitivamente o conhecimento de si mesmo; propriamente não podemos associar tais práticas à coisas negativas, rituais macabros ou satanismo, pois não nos ligamos a nenhuma denominação, igrejas ou reuniões, apenas buscamos o autoconhecimento, procuramos em cada doutrina o conhecimento e as coisas boas dessas mesmas doutrinas e nelas encontramos coisas escondidas aquelas que as pessoas não costumam enxergar, ver nas “entrelinhas”.
Um dos ensinamentos mais belos e preciosos da auto-magia é a doutrima da liberdade, pois a liberdade é essência da magia. Ao começar ler esta apostila, sinta-se livre para se entreter nos assuntos nela discutidas. Queremos atentar que nessa apostila não estão tratados assuntos que não consideramos relevantes à nossa prática, nem menos estão registrados todos os tipos de rituais, objetos, incensos, chás e ervas, pois se fôssemos tratar de todos os assuntos não caberiam em apostilas; há um número infinito de assuntos. Aqui estão os tópicos mais importantes, então, sinta-se livre.
Nascimento: o início de tudo Infância: momento onde o indivíduo cria suas próprias bases Maturidade: fase da comunhão com as outras pessoas
Velhice: fase de reflexão, momento de maior sabedoria Morte: tempo do término para um novo início
PONTA 1 - ESPÍRITO: representa os criadores , a Deusa e o Deus, pois eles guiam a nossa vida e nos ajudam na realização dos ritos e trabalhos mágicos. O Deus e a Deusa são
Espírito
Água
Fogo
Terra
detentores dos 4 elementos e estes elementos são as outras 4 pontas.
PONTA 2 - TERRA: representa as forças telúricas e os poderes dos elementais da terra, os Gnomos. É a ponta que simboliza os mistérios, o lado invisível da vida, a força da fertilização e do crescimento.
PONTA 3 - AR: representa as forças aéreas e os poderes dos Silfos. Corresponde à inteligência , ao poder do saber, a força da comunicação e da criatividade.
PONTA 4 - FOGO: representa a energia, a vontade e o poder das Salamandras. Corresponde às mudanças, às transformações. É a força da ativação e da agilidade. PONTA 5 - ÁGUA: representa as forças aquáticas e aos poderes das Ondinas. Está ligada às emoções, ao entardecer, ao inconsciente. Corresponde às forças da mobilidade e adaptabilidade. Portanto, o Bruxo que detém conhecimento sobre os elementos usa o Pentagrama como símbolo de domínio e poder sobre os mesmos.
Ocultismo
Formada basicamente de fé e misticismo, podemos compreender que religião e ocultismo estão interconectados. Dessa forma, concluímos que ocultismo é o conhecimento secreto das religiões, que pode ser acessível apenas aos membros mais elevados na hierarquia de determinadas ordens.
O ocultismo envolve outros segmentos não religiosos também. E há um momento em que se deve colocar até nossas próprias religiões dentro de uma gaveta de um guarda roupa e tentar ver o ocultismo sem o envolvimento de religião alguma.
Ocultismo Prático
Ocultistas esperam pôr o conhecimento que buscam, ao longo do tempo, em prática, enquanto os ocultistas já praticam rituais e exercícios, fazendo de tais práticas, parte da própria rotina.Grandes iniciados, do quilate de Lévi e Papus, por exemplo, tinham suas percepções extra-sensoriais despertas e, além de escreverem sobre A GRANDE OBRA, criavam seus próprios sistemas, incluindo muitas passagens experimentais em seus grimórios. Todos começamos uma maratona com um passo. Os politeístas iniciam-se e praticam os rituais de acordo com a RODA DO ANO, os teúrgos confeccionam seus selos a fim de invocar uma egrégora apropriada ao que aspiram, alguns jogam o Tabuleiro Oui-ja, os médiuns consagram a água e abrem palestras para grupos de estudo. E tudo faz sentido.
O que você procura é a vivência do ocultismo, como se fosse na época dos grandes mestres. Nos dias de hoje, existem poucas escolas de ocultismo, assim como existem poucos ocultistas que vão pesquisar e efetuar suas vivências porque os tempos mudaram.
Não há mais uma disciplina austera e comprometida ou mesmo um tempo para se vivenciar as coisas como antes. A vida moderna empurra a todos para uma competição dentro e fora da vida mundana. Além de consumir o tempo precioso para a vida do dia a dia ao invés de um tempo maior para o aprendizado e para a pratica do dia a dia. Vejamos um caso típico, do grande mestre ocultista, Stanislas de Guaita. Tinha um tempo que ele vivia
em Paris, em busca por alfarrábios em sebos parisienses. Aonde se unia com amigos para estudar e vivenciar o ocultismo, de modo integral.
E em outro tempo ia para sua chácara no campo. E estabelecia uma outra rotina mais ou menos semelhante. Existe hoje, somente a opção de um caminho solitário e nada mais. Mais penoso, mais difícil e mais lento. Porém com o tempo ajustado a necessidade de cada um. Não se trata de um tempo desejável mais de um tempo quase aceitável consumido por cada pessoa.
É isso... Boa Sorte na sua procura!
Centros de Poder no Corpo Humano
O corpo humano possui vários centros de poder. No nível físico, esses centros funcionam para manter o corpo e seus órgãos. Também conhecidos como “chackras”, os pontos de poder ativam certas áreas de nosso corpo astral e, aprendendo a trabalhar com eles, podemos explorar melhor a nossa natureza humana.
1. Centro de Energia
Também chamado de Centro do Fogo ou Centro da Serpente, esse é o assento de poder onde residem energias vitais concentradas e energias psíquicas. É um ponto de transmissão ligado ao plano astral, como se fosse uma espécie de portal. Como todos os centros psíquicos, ele é influenciado pela Lua. O próprio Centro da serpente é influenciado pela Lua Nova, cuja energia é procriativa, potencial e latente.
2. Centro Pessoal
É receptivo e transmissivo. Sua função é lidar com a condensação e a manifestação das energias astrais. É um dos muitos portais que a alma deixa para sair do corpo físico. Grandes quantidades de energia podem ser atraídas e enviadas por essa área, que é bastante usada em práticas xamânicas.
3. Centro de Poder
Também é transmissivo e receptivo e lida com as energias vitais. Através dele nós alimentamos o nosso corpo físico e astral. É um centro ligado è energia da Lua Cheia, o que o torna mais poderoso. É o Fogo Sagrado dos alquimistas, que transforma tanto a matéria quanto o espírito.
4. Centro Emocional
É essencialmente receptivo, mas também transmite. Este centro lida com os sentimentos e a ética dos humanos. É associado ao elemento criativo da Água e nos permite sentir outra pessoa em um nível emocional.
5. Centro Vibracional
É transmissivo e trata da causa das ações e das reações. Apesar de todos os centros não serem físicos, este é o mais ligado á realidade física que os outros. Está associado ao elemento criativo do Ar. O Ar é o meio que transporta as vibrações e influi em sua eficácia. 6. Centro Psíquico
É receptivo, mas também funciona de modo transmissivo. É também chamado de Terceira Visão ou Centro da Pureza. É um centro muito ativo e ponto de saída para o plano astral. Também é associado ao elemento Ar.
7. Centro Divino
É receptivo e transmissivo. É o nosso self mais elevado e ponto de nossa união com a Criação. Ele dá vida aos outros centros e faz conexão com a luz divina. Podemos ver a aura do corpo como um campo de energia formado pelas emanações de cada centro de poder sob influência do nível divino.
Os 4 elementos
Tudo que existe é uma personificação dos quatro elementos. O próprio corpo humano tem, em si, todos os elementos: terra (nossos ossos), água (sangue), ar (que respiramos) e fogo (nossa energia). Devemos aprender como mantê-los em harmonia.
Os elementos são representações de padrões de energia e, a partir de seu estudo, podemos chegar a várias conclusões e até mesmo soluções para problemas tanto básicos quanto mais complicados. As bruxas e bruxos acreditam que, além do quarto elemento, existe um quinto, que é o equilíbrio. É o chamado Éter, que também é conhecido como Espírito. Trata-se de um ponto de equilíbrio que só alcançamos quando os outro quatro elementos estão relacionados de maneira harmoniosa.
A Natureza sempre nos mostrou como atingir o equilíbrio. Vemos o nascer, o crescer e o morrer e todos os seres vivos interagindo com o ambiente onde vivem tecendo uma verdadeira teia que nos engloba todos. Com o passar das gerações, a humanidade foi se afastando cada vez mais da vida natural e se aglomerando em cidades de concreto, o que fez os humanos se desligarem quase completamente da Natureza.
Os quatro elementos são maravilhosamente simples, mas absolutamente complexos. Vamos analisar todos os conceitos simples pois, a partir deles, chegaremos ao complexo.
O corpo humano e os 4 elementos
Temos em nosso corpo os quatro elementos: Terra – estrutura do corpo físico e as sensações Água – bioquímica, emoções e sentimentos Fogo – energia e intuição
As terapias também podem ser consideradas em termos dos quatro elementos: Terra – terapias físicas como massagem, reflexologia, ajuste de ossos
Ar – aconselhamento e outras terapias da mente
Fogo – terapias energéticas como curas por cristais e a acupuntura
Água – terapias que agem diretamente na bioquímica do corpo, como nutrição e ervas
Entre os povos antigos, as terapias que provavelmente eram usadas eram massagens, nutrição, ervas, cura, aconselhamento e até ajustamento de ossos. Os celtas eram povos guerreiros e técnicas de sobrevivência e exercícios físicos melhoram a qualidade de nossa saúde e fortificam nossos quatro elementos.
Cada elemento está relacionado a um órgão específico do corpo humano: Terra: rins
Ar: pulmões e intestino grosso Fogo: fígado e vesícula
Água: coração e intestino delgado Éter: baço, pâncreas e estômago
Éter é o quinto elemento, o equilíbrio. Este ponto deve ser encontrado em todos os níveis para que possamos alcançar a verdadeira paz e felicidade. Esses níveis são:
Terra: físico Água: emocional Fogo: destino Ar: mental Éter: espiritual
Apenas atingindo o equilíbrio em cada um dos elementos chegaremos ao equilíbrio total, que é representado pelo Éter. É por isso que encontrar o equilíbrio é uma parte fundamental da Magia. É impossível praticar Magia se não estamos verdadeiramente equilibrados.
As doenças se manifestam em nosso corpo quando há o desequilíbrio de algum elemento dentro de nós. Por exemplo: pessoas muito distraídas (excesso de elemento Ar) ou pessoas com problemas mentais (fraqueza do elemento Ar). Pessoas que não se expressam e usam drogas e bebidas para tentar se esconder de sua própria dor geralmente têm problemas de fígado (fraqueza do elemento Fogo).
Os elementos também estão relacionados aos orifícios do corpo humano: Ar: nariz
Fogo: olhos Água: ouvidos
Terra: ouvido interno Éter: boca
Da mesma forma, também há relações entre os elementos e os tecidos internos do corpo: Terra: ossos
Fogo: músculos e tendões
Água: sistema circulatório e vasos sangüíneos Éter: carne e sangue
Energia e Poder
O universo está inteiramente associado. Isso quer dizer que, ao realizarmos uma ação, esta atingirá todas as coisas. Acender uma vela traz uma luz, mas também projeta uma sombra. Quando falamos em energia, logo pensamos em êxtase. O poder na Bruxaria não é o poder sobre os outros, mas o poder pessoal, que nos faz sentir nosso corpo como sagrados. “Energia é amor e amor é magia”.
A energia é um dos conceitos mais simples e naturais da Magia. Nós podemos sentir o poder fluir em nossos corpos assim como podemos sentir o poder no ar ou em uma canção. São energias sutis e nós sempre trabalhamos com elas, pois são essas energias que movem o mundo. A Magia define-se, então, como a Arte de moldar e direcionar tais
energias.
A Magia faz parte da Natureza e não contraria as leis naturais. Apenas pela observação e pelo estudo da Natureza que podemos entender como funciona a realidade. Algumas observações a respeito da energia e do poder
- A energia está em constante movimento e não pode ser interrompida; não há como. As Bruxas simplesmente aprender a se concentrar para fluir junto com as energias.
- A energia move-se em uma espiral; seu movimento é sempre circular. A Lua é um bom exemplo: seu ciclo nasce, cresce, chega ao auge, mingua e nasce novamente.
- Essa noção cíclica da energia nos traz ao conceito de polaridades. Uma energia, estando sempre em movimento, e este movimento sendo cíclico, sempre passará por diversos momentos. Assim, da mesma forma que uma energia tem seu auge, tem também seu período de decadência. A atividade é contrabalanceada pela passividade. Reconhecer essas alternâncias nos ajuda a manter um certo equilíbrio.
- Nunca mude uma coisa sequer sem antes saber que tipo de reações, positivas e negativas, tal coisa acarretará. Sempre afeta a todos, de alguma maneira. É por isso que não podemos usar o termo “feitiço não-manipulativo”, porque todo feitiço trabalha com a manipulação das energias.
- As fontes de energia são infinitas e ilimitadas. Por isso, para gerar energia, devemos dar energia. Não há ganho sem esforço; não há limites na alternância das energias. Mais uma vez: não há mudança sem conseqüências.
Consagrando seus Instrumentos Mágicos
Você deve consagrar todos os seus instrumentos de acordo com os Quatro Elementos da Natureza. Carregar um objeto quer dizer que você o está imbuindo com sua energia para que se torne efetivamente seu. Para isso, você vai precisar de um pires com sal (representando o elemento terra), um incenso de cravo (representando o elemento ar), uma
vela vermelha (representando o elemento fogo) e um copo de água (representando o elemento água). Organize seu altar de acordo com a correspondência de elementos. O padrão é: norte (terra), sul (fogo), leste (ar) e oeste (água). Coloque o pentáculo (pentagrama inscrito num círculo) no centro. Acenda o incenso e a vela.
Você não precisa lançar o círculo mágico se não desejar. Se quiser um meio-termo, sente-se e visualize um círculo de luz azul ao seu redor. Quando achar que estiver bom, diga:
Eu invoco a Deusa e o Deus para que abençoem os instrumentos que consagrarei
neste rito.
Eu os dedicarei ao trabalho com a Arte.
Eu invoco os espíritos dos quatro elementos da Natureza para que estejam presentes
neste rito, trazendo sua força e proteção.
Abençoados sejam!
Segure o instrumento que deseja consagrar e toque-o no pires com sal, dizendo:
Eu consagro este instrumento pelos poderes da Terra.
Que toda a sua memória seja anulada, pois de agora em diante você está dedicado
aos trabalhados sagrados da Magia. Que assim seja e que assim se faça, para o bem
de todos.
Passe agora o instrumento na fumaça do incenso e diga:Eu consagro este instrumento pelos poderes do Ar.
Que toda a sua memória seja anulada, pois de agora em diante você está dedicado
aos trabalhados sagrados da Magia. Que assim seja e que assim se faça, para o bem
de todos.
Passe agora o instrumento na chama da vela e repita:Eu consagro este instrumento pelos poderes do Fogo.
Que toda a sua memória seja anulada, pois de agora em diante você está dedicado
aos trabalhados sagrados da Magia. Que assim seja e que assim se faça, para o bem
de todos.
Respingue um pouco de água no instrumento e diga:Eu consagro este instrumento pelos poderes da Água.
Que toda a sua memória seja anulada, pois de agora em diante você está dedicado
aos trabalhados sagrados da Magia. Que assim seja e que assim se faça, para o bem
de todos.
Eleve o seu instrumento e diga:Pelos poderes dos céus e da luz eu o consagro e o dedico à Arte da Grande Mãe!
Toque o seu instrumento no chão e diga:Pelos poderes do submundo e das trevas eu o consagro e o dedico à Arte da Grande
Mãe!
Pelo meu próprio poder eu o consagro e dou vida com este sopro para que você
responda apenas a mim, me ajude e me proteja. Que assim seja e que assim se faça,
pelo bem de todos.
Desfaça o círculo de maneira habitual ou, se você apenas visualizou-o, feche novamente os olhos e veja-o se dissipando lentamente. Diga:
O círculo de luz e poder está aberto, mas não foi quebrado.
Eu agradeço á Deusa e ao deus por suas bênçãos,
Eu agradeço aos espíritos dos elementos que trouxeram as suas bênçãos.
Vão em paz.
Agora o seu rito acabou e o seu instrumento já está carregado. Guarde-o com cuidado ou coloque-o junto aos outros em seu altar. Se outras pessoas por acaso tocarem em seus instrumentos, você deverá reconsagrá-los.
Vassoura
As bruxas e bruxos não usam suas vassouras para voar nem seus caldeirões para fazer cozidos de dragão ou sopa de sapo, mas estes instrumentos são utilizados nos rituais e feitiços, além do seu uso comum no dia a dia. A vassoura doméstica original era feita com um punhado de planta amarrado ao redor de um cabo. A vassoura está presente na sabedoria folclórica de diversos países e culturas, dos romanos aos chineses. A constante aparição possuía na verdade um significado fálico. Coisas que são símbolos de sexo são símbolos de vida e coisas boas, por isso muitas vezes a vassoura é utilizada para afastar o mau-olhado ou pessoas indesejadas.
Um termo de gíria de antigamente para um pênis artificial era um “cabo de vassoura”, e as genitais femininas eram conhecidas vulgarmente como “a vassoura” “Dar uma escovada” era o mesmo que ter relações sexuais.
A vassoura pode ser vista como nada mais nada menos que a própria representação do rito sexual, com o cabo (pênis) ligado ao tufo (vagina). Essa definição provavelmente é muito antiga, especialmente se analisarmos o mito de “bruxas voando em vassouras”. Há uma teoria bastante provável de que as bruxas, para abençoar as colheitas (em um ritual de fertilidade), pulavam sobre vassouras à noite nos campos. Quanto mais alto se pulasse, maior a bênçãos da fertilidade. Além de tudo, era mais divertido.
Uma teoria como essa pode ser ou não verdade, mas o fato é que faz bastante sentido. Algumas pessoas devem ter visto essa cena se repetir e espalhou-se que as bruxas “voavam” em suas vassouras. Todo o rito de fertilidade, o simbolismo sexual da vassoura, os festivais da colheita e as bruxas. É muito mais razoável do que simplesmente dizer que elas voavam mesmo em vassouras.
Com o passar do tempo, os cabos das vassouras passaram a ser feitos com materiais mais duráveis, e a combinação comum era de galhos de bétula para a escova, estaca cinzenta
para o cabo e salgueiro de vime para amarrar. Mas isso variava bastante de região para região. Em outros lugares, as madeiras tradicionais são os ramos de carvalho para os galhos, nogueira para o cabo e bétula para amarrar. Todas essas plantas e árvores são cheias de significados mágicos e sagrados, aparecendo inclusive no alfabeto das árvores druidas (Ogham). Claro que isso é uma mistura total de culturas, mas os bruxos modernos têm todas essas informações disponíveis e podem usá-las em suas práticas, se seguirem uma linha mais eclética.
Uma forma muito simples de usar sua vassoura magicamente é varrendo uma área cantando algo sobre purificação e visualizando a limpeza astral do lugar. Isso irá purificar todo o espaço e trazer tranqüilidade ao ambiente.
Fazendo a sua Própria Vassoura
O festival celta de Imbolc é um período de purificação e é a época ideal para confeccionarmos uma vassoura, mas você pode confeccioná-la quando quiser. Ela servirá para varrermos tanto fisicamente como energeticamente as energias do local ritual, além, é claro, de varrer a sua casa.
Salgueiro é “a árvore sagrada dos celtas” e é tradicionalmente a madeira usada para se fazer a vassoura. No entanto, qualquer madeira que lhe tenha um significado especial pode ser usada. Além do cabo da vassoura, você precisará de:
- ramos e folhagens (pode ser também de salgueiro, ou de algumas ervas como arruda); - pincel e tintas coloridas;
- fitas coloridas;
Pinte o cabo da vassoura da maneira que quiser. Seja criativo (a); utilize cores e símbolos da maneira que achar melhor para você. Você pode pintar o cabo nas cores branca, preta e vermelha, que são as cores que representam as três faces da Deusa. Deixe um dia secando. Faça uma trança com as fitas que você escolheu. No dia seguinte, amarre as folhas ou folhagens em uma das pontas do cabo e prenda-as com as cordas trançadas. Depois que a vassoura estiver pronta, você deve consagrá-la. Para isso, acenda um incenso de sua preferência e passe toda a vassoura pela fumaça, dizendo:
Eu te consagro pelo elemento ar.
Em seguida, passe a vassoura pelas chamas de uma vela vermelha e diga:
Eu te consagro pelo elemento fogo.
Respingue um pouco de água na vassoura e diga:
Eu te consagro pelo elemento água.
Toque o cabo da vassoura em um pires de sal, dizendo:
Sua vassoura está consagrada e pronta para ser usada. Para limpar os lugares apenas energeticamente, varra a casa sem encostar a vassoura no chão, apenas simbolicamente, enquanto mentaliza todas as energias ruins sendo varridas de sua vida. Você também pode repetir este procedimento dentro do círculo ritual. A vassoura pode ser usada para proteger a sua casa, bastando colocá-la atrás da porta principal.
Como Criar um Círculo Mágico
Este é um ritual básico usado para instaurarmos o nosso templo. Se estiver realizando o ritual sozinho, pode fazer em seu quarto ou em uma sala com os móveis recuados. Se tiver um aposento cujo espaço seja exclusivo para a prática da Magia, você tem muita sorte. Qualquer que seja o local utilizado para realizar o ritual, criar e banir o círculo é essencial. Geralmente, o modo como você lança o círculo é igual na maioria dos rituais. Você pode desejar modificar uma coisinha aqui e outra ali de acordo com o objetivo do ritual, mas no geral é tudo bastante parecido.
A primeira coisa a se fazer é preparar o local do ritual. Tire tudo o que estiver obstruindo o lugar do círculo e coloque seu altar no ponto norte da circunferência (alguns bruxos preferem instalar o altar na ponta leste – é uma preferência pessoal). Em cada quadrante você deve colocar uma vela da cor correspondente ao elemento. O padrão é: azul (água), amarelo (ar), vermelho (fogo) e verde (terra), mas você pode alterar se usar correspondências diferentes. Essas velas devem ser acesas durante o ritual de lançamento do círculo e ficarão acesas durante todo o ritual.
Você também pode querer usar música durante os seus rituais. É muito recomendável o uso de fitas-cassete ao invés de CDs, por exemplo. As fitas-cassete são mais dinâmicas e você pode gravar músicas cantadas por você, repetir faixas, etc. Você pode gravar suas fitas de acordo com a seqüência do ritual, para que não comece a tocar uma música de tambores durante o período de relaxamento, por exemplo. Tire o telefone do gancho, acenda o incenso e as velas, ligue a música e você estará pronto para começar.
Lançando o Círculo Mágico
Ande pelo perímetro do círculo três vezes em sentido horário, visualizando uma luz azul que o contorna. Quando terminar as três voltas, pare no quadrante que deseja começar (geralmente é o leste), e faça uma invocação aos guardiões como a seguinte:
Eu saúdo os guardiões das torres de observação do Leste, os poderes do Ar, e
agradeço por estarem comigo neste ritual de hoje.
É claro que você pode elaborar novas invocações ou pegar outras já existentes, mas esta é a base. Faça o mesmo com todos os outros quadrantes, no sentido horário. Assim, o próximo quadrante a ser saudado é o quadrante Sul. Após o término das saudações dos guardiões, invoque a Deusa e o Deus (ou as divindades com as quais se identifica) a estarem presentes em seu ritual. Segure o seu athame ou o seu bastão com as mãos erguidas para o céu para fazer a invocação.
Como os deuses pagãos são imanentes (estão em todas as coisas), pode até parecer redundante chamá-los para estarem com você (pois é claro que eles estarão). No entanto, é
bastante humilde e honroso de sua parte mostrar o quão importante eles são e o quanto você está feliz por sua presença. Assim, uma invocação aos deuses pode ser como a seguinte:
Eu invoco a Deusa e o Deus para estarem comigo neste ritual. Que todos sejamos
abençoados! Sejam bem-vindos!
Visualize uma luz branca azulada ao seu redor, formando o círculo desde o chão até o fechamento sobre sua cabeça. O círculo está lançado e você está entre os mundos.
Banindo o círculo
Sempre que se lança um círculo mágico, ele deve ser banido. É quando encerramos o poder e agradecemos aos deuses e poderes dos elementos pela sua presença e força. Basicamente, banir o círculo é realizar o seu ritual de lançamento de forma contrária. Eleve seu athame da mesma forma como foi dito no lançamento do círculo. Rodeie três vezes a área ritual em sentido anti-horário e, um por um, agradeça aos quadrantes por sua presença. Pode ser algo do tipo:
Eu agradeço aos guardiões do Leste, poderes do Ar, por terem estado comigo hoje
neste ritual. Sigam em paz!
Repita o mesmo procedimento, só que desta vez no sentido anti-horário. Assim, o próximo será o ponto cardeal Norte. O que é bastante importante (e muitos acabam esquecendo) é de que devemos sempre fazer pedidos de paz para o mundo. Comece desejando isso aos quadrantes, e você verá como você mesma estará em paz após o término
do ritual.
Agradeça aos deuses de forma semelhante. É importante ser espontâneo, de certo modo, e dizer tudo com bastante sinceridade em seu coração. Diga tudo o que achar que deve dizer, em agradecimento. Ao final, diga algo do tipo:
O círculo está aberto, mas não foi quebrado. O amor dos deuses está dentro de mim.
Altar
Os rituais pagãos sempre são celebrados com a presença de um altar. Geralmente, o altar é organizado com representações dos quatro elementos (água, ar, terra e fogo) e das divindades, mas isso não é obrigatório e muitas vezes fazemos rituais com o que temos no momento.
Qual o objetivo se ter um altar?
Basicamente, ter uma representação física das energias sutis com as quais trabalhamos. Dispondo de certos utensílios à nossa frente, em um ritual, nos conectamos mais facilmente à inspiração que nos levou até ali. É o nosso apoio e onde focalizamos as energias invocadas e criadas no decorrer de um ritual.
Você pode estabelecer um altar em cima de uma pequena mesa, escrivaninha ou até mesmo no chão. O importante não é o lugar, mas as suas intenções. Se você o fizer com amor e carinho, levando em conta algumas diretrizes básicas, estará tudo certo. Se você tiver um local exclusivamente dedicado à sua prática religiosa na sua casa, você é um (a) sortudo (a) e pode instalar o seu altar lá sem problemas. No entanto, se por qualquer motivo você não pode fazê-lo, você pode colocá-lo em qualquer outro lugar da casa.
Se você não pode, em hipótese alguma, manter um altar fixo em sua casa, então você pode ter apenas um altar ritual mesmo. Trata-se de um altar que você montará no lugar onde realizará o ritual e, ao término deste, desmontará e guardará no lugar onde preferir. Não há problema nenhum nisso. De qualquer forma, pense seriamente na possibilidade de manter um altar fixo na sua casa. Será o seu cantinho espiritual e um lugar para uma conexão praticamente diária com as divindades. Analise as possibilidades!
Como montar um altar
O primeiro passo é adquirir uma representação física para os quatro elementos mais a quintessência, o espírito. Depois, basta distribuí-los no altar mediante a correspondência com os pontos cardeais:
Ar: relacionado ao Leste Fogo: relacionado ao Sul Água: relacionado ao Oeste Terra: relacionado ao Norte Espírito: no centro do círculo
Há divergências da escolha dos pontos cardeais e vários autores fazem de forma diferente. Veja o que for mais coerente com você. Você deve escolher para que ponto irá voltar o seu altar. Tradicionalmente, ele é virado para o Norte, o ponto relacionado ao elemento Terra, mas muitas bruxas o viram para o Leste, ponto onde o Sol nasce, representando novos ares. Além da representação dos elementos, há a representação das divindades no altar. O lado esquerdo representa as energias femininas, enquanto que o lado direito representa as energias masculinas, porém não há obrigatoriedade.
Alguns utensílios que podem ser adicionados ao seu altar, de acordo com esta representação:
Elemento Terra: Pentagrama, pires com sal, cristais, pedras, plantas, flores, vela marrom ou verde, chifres, símbolo ou desenho de animais das florestas, como os cervos.
Elemento Ar: Athame, sino, penas, incensos, vela amarela ou branca, símbolo ou desenho de aves, como a águia.
Elemento Fogo: Bastão, lamparinas, pedras de vulcão, vela vermelha ou laranja, símbolo ou desenhos de animais relacionados ao fogo, como uma serpente.
Elemento Água: Cálice, conchas, areia do mar, plantas aquáticas, símbolo ou desenho de peixes ou outros animais aquáticos.
Elemento Éter: Caldeirão, vela roxa ou violeta, espiral.
Sagrado feminino: Conchas, runa Berkana, Lua, cisne, gato, cavalo, pedra furada, pedra achatada, pedra da Lua, triskle, cálice, caldeirão, guirlanda de flores, símbolo das três fases
da Lua, ankh, maçã, bracelete, imagens de antigas deusas, vela preta, azul ou prateada, castiçal com a figura da Lua.
Sagrado masculino: pedra pontuda, chifres, topázio, runa Sowilo, bolota, Sol, athame, bastão, serpente, cervo, touro, carneiro, guirlanda de folhas, triângulo com o vértice para cima, estaca, imagens de deuses antigos, vela branca, verde ou marrom, castiçal com a figura do Sol.
Além desses existem muitos outros utensílios que podem ser adicionados. Aos poucos você irá fazendo relações pessoais de itens mágicos e acrescentando-os ao seu altar. Desnecessário dizer também que você não precisa (e nem deve) usar todos esses utensílios ao mesmo tempo. Tendo apenas uma representação de cada elemento e divindade, o seu altar já estará completo. Assim, se você não tiver dinheiro para comprar utensílios, isso não é desculpa, pois você pode usar, por exemplo, um incenso (ar), uma vela (fogo), um pires com sal (terra), um copo com água (água) e um desenho da Deusa e do Deus.
Nunca se esqueça de que o altar é o seu ponto de poder, por isso ele deve permanecer limpo e em ordem, já que ele é usado em todos os rituais. O altar é o seu ponto de conexão com os deuses e com a Natureza; trate-o de acordo.
Outros instrumentos que você deve ter sempre em seu altar durante os rituais: - velas sobressalentes
- fósforos
- suprimento de incensos - incensário
- um pequeno pote com água - um pequeno pires com sal - sua faca de cabo branco
- uma tigela com bolos ou bolachas - bebidas
Para que serve um altar?
Um altar é muito importante para qualquer religião, para falar a verdade. Com as bruxas não é diferente. Trata-se de um “centro espiritual” na sua casa; o lugar onde você pode ir todos os dias meditar, refletir, acender velas e incensos, dispor objetos que são especiais para você e referentes aos deuses. Os rituais pagãos, na maioria das vezes, são realizados na presença de um altar, que podem ser extremamente simples ou totalmente rebuscados. Tradicionalmente, o altar é organizado com representações dos quatro elementos na Natureza mais a quintessência, que é o espírito, além de representações das divindades.
O objetivo básico de um altar é o de se ter uma representação física das energias sutis com as quais trabalhamos. Dispondo de certos utensílios à nossa frente, em um ritual, nos conectamos mais facilmente à inspiração que nos levou até ali. É o nosso apoio e onde focalizamos as energias invocadas e criadas no decorrer de um ritual.
Já parou para pensar na simbologia do altar? Imagine que você irá disponibilizar os objetos em seu altar de acordo com os elementos e seus pontos cardeais. Assim, podemos ter:
Oeste – Água: um copo com água Leste – Ar: um incenso queimando
Norte – Terra: uma pedra ou um vaso com plantas Sul – Fogo: uma vela
No centro, coloque uma imagem de um pentagrama (feita por você – desenhe em um papel), uma imagem da Deusa e do Deus. Procure você mesmo desenhar. Não importa se você é uma negação no desenho; desenhe simplesmente, com o coração. O que importa é o que significa para você. Dessa forma, você tem um altar absolutamente simples, mas que não perde em nada para qualquer altar cheio de castiçais prateados e toalhas com estampas lindas. Vá aos poucos.
Cálice
O cálice (taça) é colocado no altar para representar o sagrado feminino e o elemento Água, ficando tradicionalmente no ponto Oeste. Você pode colocar dois cálices no altar (um com água e outro com vinho), se assim desejar. O cálice e o athame são utilizados atualmente para realizar o Grande Rito simbólico, representando a união do sagrado feminino com o sagrado masculino.
O cálice ritual pode ser feito com qualquer tipo de material: cristal, prata, vidro, cerâmica e alguns outros metais (cuidado com metais que oxidam com água). Você também pode ter cálices de vários tipos para utilizar nos rituais, variando conforme o objetivo do ritual.
Bastão
O bastão representa, para a maioria das tradições, o elemento Fogo. Isto porque seu material padrão é a madeira, e madeira alimenta o fogo. Bastões de outros materiais podem ser relacionados a outros elementos, assim como o próprio bastão de madeira. Depende da sua tradição e da sua visão. O bastão também está relacionado ao sagrado masculino, pois é um instrumento essencialmente fálico, assim como um athame ou uma espada.
Para que serve?
O bastão pode ser utilizado para o lançamento do círculo e para o direcionamento das energias na realização de feitiços e encantamentos. O athame é originalmente usado para lançar o círculo, mas muitas bruxas preferem fazer isso usando o bastão.
Como fazer um bastão
Você pode comprar um bastão pronto ou fazer um, mas é claro que um feito por você mesmo terá a sua energia contida nele desde o início. Para fazer um, o ideal é que você encontre um galho de árvore caído ou arranje um cano de cobre. Depende do material que irá utilizar. Não use materiais “artificiais”, como plástico e alumínio, por exemplo. É sempre mais adequado ter seus instrumentos de trabalho feitos com materiais naturais. De qualquer forma, o material mais tradicional para o bastão ainda é a madeira.
Meditação para conexão
Você pode fazer esta meditação durante a consagração do bastão ou quando achar necessário. Segure o bastão com sua mão projetiva (a que você usa para escrever) e respire profundamente. Sinta o poder do elemento Fogo, a energia que existe dentro de seu corpo. Esteja consciente de si mesmo como um canal de energia. Isso porque você tem o poder de transformar espírito em matéria, idéia em realidade, conceito em forma.
Sinta o seu próprio poder para criar as coisas, para realizar as mudanças. Perceba qual é a sua verdade, o que é verdadeiro para você. Sinta o que deve ser feito, o poder de traçar uma meta e trabalhar para conquistá-la. Deixe todo esse seu poder e vontade fluírem para o bastão.
Athame
O athame é uma faca de cabo preto tradicional das bruxas. Ele é utilizado para lançar o círculo mágico, para traçar emblemas mágicos no ar, para direcionar a energia e para controlar e banir espíritos. A faca atualmente também é utilizada para representar o aspecto masculino da divindade e como um símbolo da vontade. Algumas bruxas só usam as suas facas em rituais e feitiços, mas outras acreditam que, quanto mais for usada a faca (mesmo em situações cotidianas), mais poderosa ela se torna. A escolha é pessoal.
Athame Tradicional de Cabo Preto
O uso de uma faca sagrada em ritos pagãos é bastante antigo. Há um desenho de um vaso grego datado de aproximadamente 200 a.C. que mostra duas bruxas nuas tentando invocar os poderes da Lua para a sua magia. Uma delas está segurando uma varinha e a outra segura uma pequena espada. Em uma jóia da Roma Antiga, há a figura de Hécate na forma tripla, onde seus três pares de braços seguram os símbolos de uma tocha acesa, um açoite e uma adaga mágica. Uma xilogravura que ilustra a história de Gentibus Septenbrionalibus de Olaus Magnus, publicada em Roma em 1555, mostra uma bruxa controlando alguns fantasmas, brandindo um athame em uma mão e um punhado de ervas mágicas na outra. O mais curioso é como o uso do athame tem sido encontrado em mitos de lugares tão distantes.
As origens da palavra athame foram perdidas na história. Alguns dizem que possa ter vindo de ‘A Chave de Salomão’ (1572) que se refere à faca como arthana, enquanto outros afirmam que athame vem da palavra árabe al-adhamme (“letra de sangue”), que se refere a
uma faca sagrada usada na tradição mourisca. Em qualquer um dos casos, há manuscritos datados do século XI que abordam o uso de facas rituais na Magia.
Mas não tenho um athame para lançar o círculo!
Improvise. É claro que ter o athame é algo importante, pois existe toda a simbologia do instrumento. Mas você pode usar uma faca (previamente limpa e purificada para uso mágico, apenas), seu bastão ou mesmo o seu dedo. Não se limite apenas porque não tem os instrumentos, mas lembre-se de que isso é provisório, até você conseguir ter tudo.
Você pode comprar pela Internet ou em lojas esotéricas os instrumentos para o seu uso mágico e pessoal. E outra: use a sua criatividade. Há diversos lugares por aí que vendem esse tipo de coisa. É claro que você não vai encontrar um lugar chamado “Loja das Bruxas – Tudo o que você precisa está aqui”, porque não vivemos no mundo do Harry Potter. Mas você costuma encontrar velas, incensos, cálices, castiçais e muitos outros utensílios em lojas populares e até supermercados. Corra atrás! Não se limite quanto a isso.
Como deve ser o meu athame?
O athame geralmente tem cabo mais escuro, não necessariamente preto, e preferencialmente de madeira (por ser mais natural). A lâmina é dupla (dois cortes) e geralmente sem fio, pois ele serve para cortar energias. No entanto, o athame com corte deixa a simbologia ainda mais real (afinal, só algo que corte na realidade pode cortar no plano astral). Cabe a você decidir o que é mais correto em suas práticas pessoais, nesse sentido.
Historicamente, o athame tem o cabo preto para fins de segurar a energia, mas não há nenhuma regra para isso; o importante é você se identificar com ele. É necessária a empatia com o utensílio. Muitos bruxos afirmam que o athame é de uso exclusivo ritualístico e, para fins práticos (cortar ervas e demais materiais), devemos usar a bolline (faca de cabo branco). Outros autores ainda afirmam que o athame deve ser usado para ambos os fins. Mais uma vez, você escolhe, mas o tradicional é que ele seja usado apenas para fins ritualísticos.
Você deve escolher o que lhe for melhor. Se você seguir uma linha mais tradicional, faça o que for tradicional, para ter coerência. Depende das tradições, das vertentes, de você.
Rituais
Um ritual é uma ação simbólica formalizada e pré-determinada, normalmente praticada num ambiente particular de forma regular e periodicamente. As ações que compreende um ritual incluem na sua generalidade recitações, cânticos, grupos de processos, danças repetitivas, manipulação de objetos sagrados etc.
Normalmente os rituais têm por objetivo, invocações espirituais ou respostas a emoções pessoais. Também podem acontecer rituais de grupo, onde pessoas se unem num propósito para uma ação conjunta com o mesmo objetivo.
As velas de cores diferentes têm finalidades energéticas diferentes. Podem ser usadas também para representar a Deusa e o Deus, ou até mesmo os quatro quadrantes: (leste/oeste; Norte/sul; ar/água; terra/fogo). A Natureza é habitada por espíritos associados às plantas, aos animais, aos minerais, à água, ao fogo e ao próprio ar. Esses espíritos, também conhecidos como seres elementais, seriam a "alma" de tudo que existe: pedras, terra, o vento, fogo, plantas, etc...
Um dos mais poderosos elementos da natureza é o Fogo, que está associado, entre outros atributos, à transmutação e à purificação. Os espíritos do Fogo são as Salamandras. Estas são criaturas flamejantes, de cor vermelho-alaranjada. Não têm forma definida e medem de 70 a 90 centímetros de altura. Para você se valer da força das Salamandras, experimente recorrer às velas. Presentes em todos os ritos e nas mais diferentes liturgias, as velas associam dois fatores muito importantes: a força das salamandras e os poderes associados às cores.
Uso Mágico nos Rituais
Seja nos rituais mais simples, seja nos mais complexos, o uso das velas é praticamente indispensável. Todos os Rituale Excelsis e quase todos os Rituale Vulgaris fazem uso das velas nas suas operações. Na verdade, pode-se dizer que acender uma vela é o mais simples dos rituais.
formatos (cilíndricas, piramidais, quadradas, esféricas) usando as cores e essências que melhor lhe convierem. Entretanto, na correria do dia a dia, isto nem sempre é possível. Mas não se desespere, você poderá encontrá-las em qualquer loja do ramo, em todas cores, aromas e formatos.
No momento do ritual, (ou pouco antes) você poderá "prepará-las" à sua maneira e obterá os mesmos resultados, não duvide. Tenha sempre em mente que os tempos mudaram.Velhos grimórios (livro de conhecimento mágico, diário mágico) podem ser muito interessantes, mas a vida de hoje conta com certas comodidades que teriam parecido inexplicável magia aos nossos ancestrais.
Não se agarre a anacronismos e aprenda a mudar com o devir. Isso é prova de inteligência. Consagre a sua vela, transformando-a num instrumento mágico. Use a lua certa e seu "estado de espírito certo". A cor da vela é imprescindível ao êxito de determinados rituais, porque a vela estabelece um elo psíquico entre os vários "planos" do Ser, de forma que esse contato tem de ser feito corretamente, e a cor é um fator-chave. Você pode untar sua vela com óleos essenciais e gravar nelas seus desejos, runas de sorte, selos angélicos, pode ordenar ou formular desejos.Use sua intuição, ela será seu guia SEMPRE.
Sobre a Consagração do óleo
Esta parte é fundamental, pois, é a consagração que faz da vela um objeto mágico. Antes desta, ela não passa de um cilindro de parafina com um pavio, cuja única função será iluminar ambientes escuros. Contudo, consagração faz dela um instrumento de magia capaz de estabelecer contato direto com os planos sutis. A consagração deve ser feita com óleo, preferencialmente aquelas essências aromáticas à base de óleo. Essa prática é milenar e desde o Egito antigo encontram-se referências sobre os óleos aromáticos de consagração. No comércio especializado, você adquire (ou fabrica você mesmo) um vidro com essência à base de óleo.Pode ser canela, outras madeiras odoríficas, baunilha, violeta, almíscar, rosas, ou a que mais lhe agradar. Mas a condição sine qua non (“sem o qual não pode ser”) é que seja veiculada em óleo. Isso porque há muitos tipos de essência, mas nem todas a base de óleo, que nesse caso é fundamental.
Pegue o vidro de óleo e retire-se para um lugar sossegado, onde não vá ser interrompido. Sente-se e respire fundo algumas vezes, visualizando uma luz dourada e cintilante envolvendo o ambiente. Após alguns minutos, abra o vidro, ponha um pouco do óleo nas mãos, esfregue-as até aquecer. Neste ponto, pegue novamente o vidro (cuidado para não deixar cair) e vá passando as mãos nele, repetindo em voz baixa: “Em nome do
Poder Maior, eu te consagrado para que a partir deste momento sagrado, sejas elo
de ligação entre as coisas da Terra e a Divindade. Que possas ajudar-me em toda as
minhas obras e que exerças a força que te concedo. Que tudo seja sempre feito de
acordo com a vontade do Poder Maior, da qual compartilho”.
Isso deve ser repetido três vezes, com muita convicção, a fim de que o óleo seja impregnado. A consagração do óleo é feita de uma vez só, pois o vidro ficará impregnado com suas vibrações por um bom tempo. Se achar necessário, pode repetir a consagração sempre que achar adequado.
Consagração da(s) Vela(s)
Alguns místicos preferem chamar de "unção”. Pegue a vela (sendo muitas, deve ser feito a cada uma, para que a impregnação não seja diluída) e mergulhe seus dedos no óleo já consagrado. Visualize seu desejo com tanta convicção como se ele já estivesse realizado, visualize o ritual que irá executar como se seu objetivo já tivesse sido atingido. Se você deseja ATRAIR alguma coisa, esfregue os dedos com óleo na vela DE CIMA PARA BAIXO; se deseja AFASTAR algo, faça-o DE BAIXO PARA CIMA. Se desejar você também pode escrever na vela o que deseja ou o nome da pessoa a quem o ritual será dedicado: para escrever na vela use sempre uma ponta de aço. Depois de escrever, passe os dedos com óleo. Escrever na vela é opcional.
Enquanto visualiza e passa o óleo, vá repetindo a mesma consagração do óleo. Tenha em mente que a força do seu pensamento é que tornará a vela um objeto mágico, por isso a chave é a visualização. Agora faça uma oração, de acordo com a sua crença pessoal.
Conselhos Úteis
• Se precisar apagar uma vela que esteja sendo usada ritualisticamente JAMAIS o faça assoprando. Velas ritualísticas só devem ser apagadas com abafador ou com os dedos, nunca assopre uma destas velas.
É muito importante a escolha do lugar onde a vela será acesa. Deve estar fora das correntes de ar, do alcance de crianças e animais e afastadas de materiais combustíveis, tais como papel, cortinas e outros.
• A vela deve ser bem fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas, é importante fixá-las corretamente para que não caiam. Use sua própria cera para fixá-la, mesmo que esteja em candelabro. Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo de vidro refratário, COM UM POUQUINHO D'ÁGUA NO FUNDO, para que a parafina não fique irremediavelmente aderida.Havendo um pouquinho de água no fundo, o que sobrar da parafina sai inteirinha, sem grudar no fundo. De outra forma, você só vai conseguir limpar o copo se usar água fervendo. No comércio há vidros especiais para velas de sete dias e outros tipos de velas também. Escolha aqueles de sua preferência e necessidade.
• Pode acontecer com qualquer tipo de vela, que à medida em que vai se consumindo, a parte já queimada do pavio acumula-se junto à chama, fazendo com que esta fique cada vez mais forte e intensa. Isso fará com que se queime depressa demais e "esparrame" a vela inteira. Neste caso, é aconselhável cortar com uma tesoura a parte preta do pavio já queimado.
Por precaução, especialmente nas atividades que requeiram várias velas acesas simultaneamente, é recomendável que se disponha de meios para enfrentar uma possível emergência. Assim, aconselha-se que disponha uma reserva de água suficiente para alguma eventualidade, ou então, uma maneira rápida de abafar um eventual princípio de incêndio. Bruxaria sim, descuido jamais.
Sangue Menstrual
Sangue que é expelido todo mês do corpo das mulheres, indicando que esta pode gerar vida. O sangue menstrual é visto como sagrado justamente por este motivo.
A palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”. A primeira forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. A sincronia entre o ciclo lunar e o menstrual refletia o vínculo entre as mulheres, a Lua e as deusas da fertilidade. O poder da mulher vem de seu sangue, por isso ela não deve desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado. O sangue menstrual liga a mulher ao poder da Criação. Com o advento das sociedades patriarcais, o sangue menstrual passou a ser visto como sujo e maligno, o que não deixa de ser irônico, visto que o sangue menstrual é o maior indicativo da fertilidade de uma mulher.
“Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu
sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema
sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía a esse poder oracular
a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres
‘videntes’. E
assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as
superstições referentes ao sangue menstrual”.
“Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as
mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e
nutridoras da própria vida. Reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer
ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes,
incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!”
“Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação, a mulher moderna
deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas,
perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é
a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos ritos
de passagem e dos mistérios da mulher”.
É complicado para as mulheres que moram em grandes cidades se adaptar a esse ritmo. Nos afastamos tanto da Natureza que acabamos até mesmo ficando confusas com relação ao nosso corpo. Não deveríamos temer o natural, mas o que nos é imposto artificialmente.
Preocupamo-nos demais com consumismos e modismos e nos esquecemos de nosso poder como mulheres. Devemos retomar os antigos conhecimentos, estudar os antigos mitos lunares e reconhecer o poder mágico de nosso ventre. Desta forma, podemos nos reconectar à essência primordial de nossas vidas naturais.
Gravidez e Paganismo
Dicas para ter uma gravidez tranqüila dentro do modo de vida pagão:
• Seu objetivo durante as 40 semanas, ou 9 meses lunares, de gestação, será fortalecer os laços emocionais, mentais e espirituais com o seu filho. Tenha a postura correta.
Não veja a gravidez como indesejada etc. Mude já, caso tenha pensado em algo do tipo. Você está gerando um filho dentro de você.
• Dentro do possível, diminua o ritmo de atividade. A prioridade deve ser seu bem-estar físico, energético, psicológico e espiritual. Praticar yoga, tai-chi, atividades artísticas, passear em ambientes naturais, descobrir métodos de relaxamento, meditação, usar florais e aliviar a tensão são extremamente importantes.
• Estar em uma relação tranqüila com o pai do bebê é fundamental. Estando juntos ou separados, cultivar a boa convivência é rudimentar.
• É sempre importante prestar atenção nisso, mas na gravidez, atenha-se ainda mais a sonhos, intuições, imagens mentais e coincidências que aparecerem pelo caminho. Se puder fazer um diário disso, tanto melhor.
• Pesquise sobre cerimônias e rituais antigos de nascimento, para se inspirar.
• Realize um ritual de bênção pré-natal indo a algum lugar dentro da natureza (um bosque, à beira de um rio ou cachoeira), preparando um pequeno altar com itens naturais e algo que represente a fertilidade. Apresente-se aos elementais, aos guardiões dos quatro pontos, às divindades que desejar, e agradeça por esse momento, pedindo todas as bênçãos possíveis para o seu bebê que irá nascer. Cante, medite, relaxe. Siga seu coração. Deixe algo do altar como oferenda à natureza, mas atente para que seja algo natural também, que não polua o ambiente. Posso ser trigo, folhas, enfim, o que você achar melhor.
• Borde em suas roupas da maternidade símbolos de amor e proteção. O mesmo vale para as primeiras roupas do bebê.
• É costume comum levar um amuleto para o momento do parto. Você pode levar a imagem de alguma divindade protetora do parto (Ísis, Tauret, Bast). Também pode levar pedras de lápis-lazúli ou cerâmica azul reproduzindo o “Olho de Hórus” (contra mau-olhado), ou gatos e hipopótamos para atrair suas bênçãos. Um outro amuleto utilizado na Grécia e na Roma antigas era a imagem de uma folha de arruda gravada sobre madeira, bronze ou prata. Você pode colocar galhinhos de arruda ou manjericão no sutiã, para se proteger da inveja, e ter um pingente com uma figa em seu pescoço. No Mediterrâneo, o mais famoso amuleto tradicional era formado por três miniaturas presas por um cordão vermelho (pedaço de coral vermelho, representação de um gato preto e uma tesourinha que corte de verdade). Um dos mais conhecidos amuletos para se ter um bom parto é o uso de uma chave, que pode ser usada durante toda a gravidez até o momento do parto. Para consagrar seus amuletos, deixe-os tomando banho de lua cheia durante uma noite, antes de usá-los.
• Com a proximidade da data prevista para o parto, a gestante poderá montar um pequeno altar com imagens de deusas protetoras, uma taça com água, símbolos de proteção e fertilidade, incensos de rosas e lótus, objetos de poder da mãe, amuletos de proteção e o que mais a futura mãe quiser.
• Se quiser seguir uma antiga tradição, pode enterrar a placenta embaixo de uma árvore frutífera, onde futuramente também serão acrescentados o cordão umbilical, o cabelo e as unhas do primeiro corte.
• Antigamente, era comum plantar uma árvore para cada filho que nascia. Se você tiver essa possibilidade, não a desperdice.
“A criança entra no mundo e a mãe alcança um novo nível de consciência; nenhum
dos dois será o mesmo de antes”.
Dar à luz é como um ritual de iniciação. Não deixa de ser um importante rito de passagem: a futura mãe desce ao mundo das sombras (e da dor), entrega-se à morte (do seu eu anterior), nascimento (da criança) e renascimento (de si mesma como mãe).
O milagre do nascimento de um novo ser. A energia luminosa que transpira do corpo da mulher. O instinto materno. Tudo isso junto e chegando ao mesmo tempo para uma só pessoa: a nova mãe. Ela foi iniciada. Não é mais como as mulheres que não são mães. Apesar de todas as dores que ela sentiu, ela passaria por tudo novamente, por ter esta como a mais intensa e comovente vivência em sua vida. Tirando os casos onde se faz realmente necessária, a cirurgia cesariana muitas vezes vence pelo comodismo urbano, pelo afastamento da mulher da natureza, pela conveniência e pelas facilidades tecnológicas.
“Impede-se desta maneira artificial a metamorfose natural da mulher em mãe, que
deixa de experimentar o estágio da dilatação como a entrega total, sem reservas,
dissolvendo-se na dor até descer profundamente no próprio ventre da Terra, de onde
precisa voltar juntando todas as suas forças para o trabalho final e árduo de
empurrar a criança e alcançar o clímax orgásmico da vitória final”.
Dentro do possível, a mulher deve manter sua consciência e participação ativa no parto, para depois manter o contato físico com o bebê, acariciá-lo, sussurrar-lhe palavras carinhosas e dar-lhe o peito pela primeira vez.
Para uma mulher pagã, é inconcebível a idéia de “optar” por uma cesariana simplesmente porque “não quer sentir dor”. Para quem tem condições financeiras, há diversas casas de parto e doulas que fazem parto domiciliar. De qualquer forma, há o resgate do parto natural, e se você tiver condições de fazer isso, sem complicações na gravidez, por favor, faça – por você e pelo seu bebê. O parto é uma cerimônia sagrada de iniciação e transformação. Não deixe passar batido.
A maternidade Pagã
Desde o início dos tempos, a mulher é vista como sagrada, por ter o dom de dar à luz um novo ser humano. Hoje, apesar de a maioria das mulheres ter se distanciado da sua natureza, é comum as mulheres pagãs retomarem essa ligação, e a maternidade é um momento onde todos os sentimentos – inclusive essa ligação – ficam à flor da pele.
O ato de dar à luz ainda é considerado sagrado. Não deve ser visto como um momento de sofrimento e ansiedade. Você, que está grávida, veja seu corpo como uma dádiva da natureza. O fato de ser fértil e capaz de gerar uma vida dentro de você deve ser visto como algo maravilhoso, porque realmente é. E, por maior que seja a participação do pai da criança, a gravidez até o parto é uma transformação da mulher.
Desse ponto de vista, é chocante pensarmos em como hoje são as práticas obstetrícias: a imobilização forçada da gestante, a indução do parto, o uso de drogas que tiram a consciência da mãe, as intervenções cirúrgicas planejadas antecipadamente sem
necessidade, além do tratamento frio dado à mãe e ao recém-nascido.
Existe o consenso de que só uma mulher que pariu pode compreender e apoiar o sofrimento de outra mulher. Atualmente, há o resgate da prática de doulas, ainda que não seja algo difundido comumente. O Cristianismo transformou o ato de dar à luz em algo impuro, e que a mulher deveria sofrer pois estava pagando pelos seus pecados. O que era visto como sagrado, passou a ser visto como parâmetro para dor: “aquilo doeu mais do que a dor do parto” ou “não existe dor pior que a dor do parto” – conceitos que ficaram na mente de todas as mulheres e transformaram o momento do parto em algo temido e indesejado. O batismo servia para “purificar” aquele bebê. Dentro das crenças pagãs, sabemos como isso tudo é absurdo.
É necessário que as mulheres pagãs conheçam mais sobre a história da maternidade e reivindiquem seus direitos – resgatem rituais para reconsagrar seu corpo e sua alma.
Fundamental é ter em mente que uma concepção consciente implica sexo consciente. Não faz parte do respeito aos nossos corpos induzir uma gravidez sem que você e seu parceiro estejam de acordo. Também não é respeitoso com ele, muito menos com o seu bebê.
A Lua e a Gravidez
Mito ou realidade? O quanto a Lua influencia no parto? Uma mudança na fase da lua pode fazer uma criança nascer?
Não existe uma só publicação científica na área da Medicina que comprove a influência da lua nos partos. Entretanto, muitos médicos admitem que há um número maior de nascimentos nos dias de virada ou durante a fase da lua cheia. Uma coincidência inexplicável e quase mística tratada com desdém pela comunidade científica por causa da falta de comprovação.
Mas algo realmente inegável acontece, “uma ligação desconhecida entre a Lua e o nascimento”, concordam os ginecologista e obstetras. Há relatos médicos que dizem que conforme a transição lunar, o número de nascimentos nos hospitais chega a triplicar, fazendo inclusive com que alguns médicos programem o seu trabalho conforme o calendário lunar.
Na tentativa de uma explicação para o fenômeno, alguns profissionais da saúde dizem que, por tradição, os ciclos menstruais da mulher são contados pelo sistema do mês lunar, com apenas 28 dias. A gestação também obedece ao mesmo ciclo. Em média, são contados nove ciclos da lua — e não nove meses completos —, desde a fecundação até o momento previsto do parto.
Mesmo ainda sem comprovações sobre a influência da lua sobre o nascimento de bebês, é certo que o satélite é capaz de proporcionar mudanças em elementos da Terra. Os mais visíveis dizem respeito aos elementos fluidos, como a água das marés e os ventos atmosféricos.
Alguns pais entendem a data provável do parto como um momento “limite” a partir do qual a gravidez não pode prosseguir, quando afinal ela é meramente uma referência que permite, de forma aproximada, identificar o momento em que ocorrerá o parto. Por isso, é importante que compreenda como é determinada esta data, qual o seu significado e o que deve esperar em termos de vigilância e atitudes clínicas quando a sua gravidez ultrapassa essa data.
As nossas avós e as suas mães, numa época em que não era comum a vigilância médica da gravidez, utilizavam o ciclo lunar para predizer o momento aproximado do parto. Efetivamente, o ritmo de luz noturna determinada pela variação lunar regula os ritmos biológicos da mulher, particularmente as variações hormonais subjacentes ao seu ciclo menstrual. É por esse motivo que ainda hoje se considera que o ciclo menstrual da mulher tem a duração média de 28 dias – mês lunar. A comunidade científica considera atualmente que a duração média da gravidez é de 280 dias, ou 40 semanas, a contar do primeiro dia da última menstruação. Isto corresponde a aproximadamente nove meses no calendário regular ou a dez meses lunares – pelo que a «contagem das luas» das nossas avós estava bem próxima da verdade! Subjacente a este cálculo estão as premissas de que a mulher tem ciclos menstruais regulares de 28 dias, e que terá ovulado e, portanto, concebido ao 14º dia do seu ciclo. É aqui que começam as variações, já que a duração do ciclo menstrual normal pode ser bem diferente.
Se uma mulher tem ciclos de 35 dias, a sua ovulação ocorrerá provavelmente ao 21º dia do ciclo e essa diferença de sete dias (ou seja, uma semana) terá de ser acrescentada aos 280 dias de duração provável da gestação, já que a concepção, no seu caso, foi mais tardia! Talvez pareça confuso, mas pretende-se apenas que seja compreensível para si que a determinação da data provável do parto pode não ser fácil e que apenas cerca de 5% dos partos ocorrem na data esperada, considerando-se normal que ocorram até três semanas antes ou duas semanas depois da mesma, isto é, entre a 37ª e a 42ª semana de gravidez (período considerado como «gravidez de termo»).
Ritual de Proteção (objeto)
Ao amanhecer e ao entardecer, erga o objeto acima de sua cabeça e diga:
“Minha Deusa, por favor, abençoa este (diga o nome do objeto) com teu amor incondicional. Cobre-o com teu olhar sagrado e livra-o das impurezas deste ou do outro mundo. Que tua luz se faça agora sobre este (nome do objeto) assim como o Sol brilha de dia e a Lua brilha de noite. Que assim seja, que assim se faça!”
Respingue água de chuva ou água benta no objeto abençoando-o.
Ritual de Purificação
Fazer todo mês na Lua Minguante à noite passando em toda a casa. • Pires com sal;
• Incenso de patchuli ou olíbano; • Um talismã;
Pegar um punhado de sal na mão e cobrir com a mão esquerda pedindo bênçãos aos Deuses. Peça que lhe ajudem nesta limpeza espiritual.
Nisso, vai caminhando pela casa deixando com que o incenso envolva os cômodos e no final jogue um pouco de sal que está na sua mão em todos os cômodos (comece a jogar de onde você estiver até onde começou a fazer até acabar o sal da mão).Depois deixe o
incenso queimar até o final e as cinzas e o sal do pires jogue em um jardim ou em água corrente.
Ritual de Defesa: Olho de Hórus
Desenhando o olho de Hórus dizer: “O grande olho que tudo vê, que você possa se adiantar aos inimigos antes mesmo deles se adiantarem a nós”.
Depois coloque no ambiente do inimigo, onde ninguém possa achar.
Purificação do Corpo
A partir da meia-noite não coma nada e nem beba água. Caso estiver acordado (ou ao acordar) ofereça jejum aos Deuses. Peça para que seu corpo seja purificado de todas as impurezas e que seja limpo para receber influência dos Deuses e espíritos sobrenaturais.
Faça meditação ao longo do dia. O jejum acabará às 18:00.
Ritual de Invocação (à noite)
Desenhe numa cartolina preta o pentagrama. No centro dele coloque uma gota do seu sangue. Na ponta superior do pentagrama acenda uma vela comum. Sente no centro do pentagrama e medite. Quando estiver preparado diga:
“Om om om yogena chittasya padena vacham malan sharirasya cha vai dyakena yopakarottam pravaram muninam patanjalim pranjaliranato’smi abahu purusakaram shankha chakrasi dharinam sahasra shirasam svetam pranamani (diga seu nome) Hari om”
Volte a meditar (preste bastante atenção, pois poderá ouvir ou até ver algo). Não obtendo resultado, diga mais algumas vezes fazendo o ritual na mesma ordem (caso não aconteça, ao final diga as palavras abaixo).Obtendo resultado, diga:
“EU TE CONJURO, COMANDO E ORDENO QUE SE REVELE”. Volte a meditar.
Esse ritual invocará seu guardião. Lembre-se que mesmo não havendo resultado, o ritual já está feito.
Ritual de Iniciação
1º, 2º, 3º e 4º dia: Comer nada industrializado (doce, bolacha e refrigerante) e nenhum tipo de carne.
5º, 6º e 7º dia: Ao acordar: “Ó grande Mãe, me ofereço toda a voz em prova da minha entrega te dou meu coração. Entrego-te os meus sentidos e tudo que eu tenho quero que a voz pertença”.
Comer nada industrializado e de origem animal.
Tomar banho com chá-mate (no final do banho esfregue no corpo todo e tire o excesso debaixo do chuveiro sem passar a mão).
7º dia: Comer apenas frutas, verduras ou barra de cereais (sem chocolate).
Ritual de Proteção
Tenha consigo os seguintes materiais (serão utilizados na representação dos Elementais da Natureza).
- 1 cristal (para o elemento Terra)
- 1 cálice ou taça com água mineral até a borda (para o elemento Água) - 1 incenso de sua preferência (para o elemento Ar)
- 1 vela branca (para o elemento Fogo)
Faça uma cruz no chão, representando os pontos cardeais (dica: veja para que lado nasce o Sol e marque o Leste, pois terá que posicionar os pontos reais): Norte, Sul, Leste e Oeste. Coloque o cristal no ponto marcando Norte; o cálice com a água no ponto Oeste; o incenso (de preferência em um incensório) no ponto marcado por Leste e finalmente, no ponto Sul coloque a Vela Branca.
Faça uma oração qualquer (a que você mais goste), antes de começar a invocação. Primeiramente, pegue o cristal na mão e segure-o firmemente, dizendo:
"EU (seu nome) SAÚDO A TERRA, A NATUREZA, TODOS OS SEUS ELEMENTOS E A SUA FORÇA. EU AGRADEÇO POR TUDO QUE A TERRA ME PRESENTEIA TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA. PEÇO QUE A ENERGIA DA TERRA ESTEJA SEMPRE PRESENTE E ME TRAGA CORAGEM, ESTÍMULO, DISCIPLINA, CONFORTO, ESTABILIDADE E SAÚDE. EU PEÇO A TERRA QUE, REPRESENTADA POR ESTE CRISTAL, ME PROTEJA E ME AJUDE SEMPRE. ASSIM SEJA."
Coloque o cristal de volta no lugar. Em seguida, erga o cálice (ou taça) de água para o céu e diga:
"EU (seu nome) SAÚDO TODOS OS ELEMENTAIS E AS DEUSAS DA ÁGUA. AGRADEÇO À ÁGUA POR TODA A ÁGUA EXISTENTE NO PLANETA, PELA ÁGUA QUE BEBO E DE QUE NECESSITO PARA VIVER. PEÇO AO ELEMENTO ÁGUA INTUIÇÃO, CLAREZA, VISÃO, ENERGIA, FORÇA MÁGICA. EU PEÇO QUE A ÁGUA CONTIDA NESSA TAÇA ME PROTEJA E ME AJUDE SEMPRE. ASSIM SEJA."
Coloque a taça com a água no lugar. Depois, acenda o incenso e espalhe sua fumaça pelo ar, dizendo:
"EU (seu nome) SAÚDO E INVOCO TODOS OS ELEMENTAIS DO AR. AGRADEÇO PELO AR QUE RESPIRO, PELOS VENTOS, PELA INTELIGÊNCIA, PELA CRIATIVIDADE, PELAS MINHAS VIRTUDES RACIONAIS. PEÇO AO ELEMENTO AR CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO, CLAREZA DE IDÉIAS, CONDIÇÃO DE CRIAR E SER FELIZ. EU PEÇO QUE A FUMAÇA DESTE INCENSO QUE SE DESPRENDE NO AR ME PROTEJA E ME AJUDE SEMPRE. ASSIM SEJA."