Microssistemas de RF
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João Paulo Carmo, PhD Investigador Principal Universidade do Minho
Departamento de Electrónica Industrial
Centro MicroElectroMechanical Systems (CMEMS) de I&D
Sumário
1 – Osciladores de cristal
3 – Osciladores controlados por tensão
2 – Osciladores em anel (ring oscillators)
(1) Características principais
Osciladores de cristal
- Faz com que seja muito usado como frequência de referência em PLLs
(a) precisão na frequência de oscilação (b) baixo ruído
(c) simplicidade de circuitos
(2) Oscilador de Pierce
(a) Inversor
(b) Resistência de realimentação RF
- Funciona como amplificador inversor
- ajuste DC do inversor na região de elevado ganho
(c) Frequência de oscilação
- Definida a partir das características do cristal
- Condensadores C1 e C2 (na gama 22-33 pF)
(d) Malha selectiva (passa-banda) em
:Osciladores de cristal
V
oV
iV
dd2
V
ddV
IHV
ILV
OLV
OH=V
ddM
1e M
2saturados
=V
OHV
OLCaracterística de funcionamento do inversor
Situação real de ≠ 0 (1) Transição menos abrupta na região de saturação de M1 e M2 (2) Pode funcionar como amplificador (3) Declive: (gm1+gm2)/(ro1//r02)
(1) Características electrónicas do cristal
Osciladores de cristal
(a) Depende da frequência natural de ressonância do objecto
- Forma do objecto
(b) A frequência natural depende de diversos factores
- Tamanho do objecto
- Elasticidade do material que compõe o objecto
- Velocidade de propagação do som no seio do material
(c) Foto de um cristal piezoeléctrico e símbolo e respectivo modelo eléctrico
Cp Cs Ls R s p s
Z
Z
jf
Z
(
)
//
]
)
2
(
2
)
2
[(
)
2
(
)
2
(
2
)
2
(
)
(
2 2 2 2 p s s p s s sf
j
L
R
f
j
f
j
fC
j
f
L
R
f
j
f
j
jf
Z
Cristais piezoeléctricos (continuação)
Osciladores de cristal
- Tomando como exemplo o cristal de uso genérico HC-49/U da Philips
(1) Frequências de ressonância num cristal Cp
Cs Ls Rs p s
Z
Z
jf
Z
(
)
//
(2) Obtenção do modelo de impedância de um cristal
= f0 (frequência de oscilação) s p p s s p s s p s p s s p
C
C
C
C
f
C
C
f
C
C
C
C
L
f
),
para
»
2
1
(
1
2
1
s s sC
L
f
2
1
- Os valores série (Rs, Ls e Cs) e paralelo (Cp) tiram-se do datasheet
(a) Para tal deve-se especificar o valor f0 de ressonância do oscilador (b) Procurar os 4 valores (TIPICOS) tendo em conta o f0
Resistência série Rs para 4 MHz
Osciladores de cristal
Rs56
Capacidade série Cs para 4 MHz
Osciladores de cristal
Cs14 fF 14 fF 1 2 0)
]
2
[(
s sf
C
L
Ls113 mH para f0=4 MHzCapacidade paralela Cp para 4 MHz
Osciladores de cristal
Cp3.9 pF como era de esperar Cp»Cs
Gráfico da impedância do cristal para 4 MHz
Osciladores de cristal
Cp3.9 pF Cs14 fF Ls113 mH Rs56 f14.0014 MHz f24.0086 MHz- Cristal para 20 MHz
Osciladores de cristal
Cp5.3 pF Cs23 fF Ls2.7 mH Rs10 f120.1964 MHz f220.24019 MHz - Simulação C1=C2=22 pFResultado da simulação
Resultado da simulação (FFT)
Resultado da simulação (zoom-in)
Osciladores de cristal
(1) Forma mais simples de o implementar
Osciladores em anel
- Controlando (interna ou externamente) uma destas variáveis consegue-se variar a frequência de oscilação
- Montar um anel fechado com um número impar de inversores
- Porque não é possível manter as saídas num estado estável
#1 #2 #n
n é impar
(2) As oscilações ocorrem em torno de um ponto meta-estável
R C R C R C
(3) As oscilações não dependem de elementos externos (será?!)
- Dependem da capacidade vista nos terminais de saída das células unitárias - Dependem da resistência interna vista nos terminais de saída das UCs
C
R
N
N
f
osc
.
.
c
.
1
te
(1) Implementação de um oscilador em anel com sinais em quadratura
Osciladores em anel
- Sinal em fase: xI(t)=cos(2f0t)
- Sinal em quadratura: xQ(t)=sen(2f0t)=cos(2f0t+/2)
- Requer um número par e múltiplo de 4 de células unitárias :-o
- Possível com células unitárias com entradas e saídas diferenciais
Vi3 Vi3 Vi4 Vi4 Vi2 Vi2 Vi1 Vi1 + -+ -+ -+ -Vo4 Vo4 + -Vo1 Vo1 + -Vo2 Vo2 + -Vo3 Vo3 + -] 1 , 0 [ , 1 2 k N N k k
x
Qx
I(1) Ruído em osciladores em anel
Osciladores em anel
-
=RC: constante de tempo equivalente- T: tempo médio de comutação
- Estes são claramente não-saturados 2
)
2
(
1
4
RC
f
T
kR
N
m
(2) Tipos de osciladores em anel
- Saturados
- Não-saturados
T
T
- N menor: T seja o menor e
o maior possível(3) Em termos de tempo de comutação
- Saturados: Menores tempos de comutação Menor ruído ! R C R C R C
(1) Oscilador em anel do tipo saturado
Osciladores em anel
1 in V Vin1 o u t V Vou t tu n in g V 2 in V Vin2 1 M 2 M 3 M 4 M 5 M M6 7 M M8 M1 M2 M3 M4 M5 M6 M7 M8 1 6.5 1 6.5 9 9 0.6 0.6 0.18 0.18 0.18 0.40 0.40 0.18 0.18 0.18 MOSFET W [ m] L [ m] Unitary cellof VCO Unitary cell of the VCO
- Exemplo de célula unitária (J.P.Carmo et al., 2009)
- Célula unitária diferencial
- UC com duas conexões cruzadas (M5/M7 e M6/M8) entre duas UCs inversoras
- Células unitárias inversoras: (M1/M4 e M2/M3)
- UCs inversoras forçam os inversores à saturação completa oscilação com
menor ruído
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 Fr eque nc y at the out put o f t he V C O [G H z]
Voltage control at the input of the VCO [V] 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 4000 4500 5000 5500 6000 6500 7000 Vtuning [V] Fr e q u e n c y a t th e o u tp u t o f th e V C O [ M H z ] KVCO=2.8 GHz/V
(1) Voltage-Controlled Oscillator (VCO)
Osciladores controlados por tensão
- Objectivo: gerar um sinal cuja frequência instantânea de oscilação fosc depende de uma tensão de comando Vin
fosc = f0 + KVCO.Vin
declive=KVCO
f0
fosc
Vin
- KVCO: constante de ganho do VCO,
usualmente medida na zona linear - f0: frequência instantânea para Vin=0 V
(2) De uma forma geral, os VCOs:
- São blocos imprescindíveis em PLLs
- Podem ser usados directamente para gerar sinais modulados em frequência
KVCO=876.6 MHz/V
(1) Tipos de osciladores tonais (relembrando)
Osciladores controlados por tensão
- Comutados (resistivos ou RC, também conhecidos por relaxados)
- sintonia numa gama larga de frequências, integrando um número mínimo de componentes externos
- menor ocupação de área por serem necessários simples blocos digitais - maior ruído de fase pois são muito sensíveis a factores ambientais
- adequados para aplicações de “relativa” baixa frequência
- Ressonantes (LC e do tipo cristal)
- Q crescente ruído de fase menor mais “puro” o sinal gerado
- Ruído de fase degrada-se em indutâncias integradas pois Q é baixo (10)
- Principais mecanismos de perdas em indutâncias integradas
- VCOs do tipo LC
Osciladores controlados por tensão
(1) A frequência instantânea fosc depende de dois parâmetros eléctricos
(1) Não é prático variar L continuamente (só discretamente com comutação)
LC
f
osc
2
1
(2) A variação de fosc faz-se variando ou L ou C ou ambos
(2) O uso de Varactors permite variar C de forma continua e eléctricamente comandavel por uma tensão de controlo Vcontrolo
(3) Varactors: junção PN contra-polarizada, cuja capacidade de junção Cj depende da tensão nos terminais
C0 L Vbias M1 M2 M3 M4 Vcontrolo D2 D1 V1 V2 Vcontrolo>V1 Vcontrolo>V2 Vcontrolo C0 M2 M3 Vbias M1 M4 L Uso de Varactors comerciais Uso de Varactors CMOS integrados
- VCOs do tipo LC
Osciladores controlados por tensão
(1) Genericamente, Cj depende da tensão VPN nos terminais do Varactor
m b PN j
V
C
C
)
1
(
0
(a) Díodo comercial m=0.6(b) CMOS m=[0.3, 0.5] 0 0 0
1
1
2
1
)
(
2
1
2
1
C
C
LC
C
C
L
LC
f
osc
(2) Supondo que C varia da seguinte forma: C=C0+C
(3) A frequência gerada pelo VCO é então:
- VCOs do tipo LC
Osciladores controlados por tensão
(1) Analisando ao detalhe a função
“horrível” e observando o seu gráfico
)
2
1
1
(
2
1
0 0C
C
LC
f
osc
C
v B v(2) Constata-se que para C«C0
C 0 C>0 C<0 -C0 0 1 1 C C 0 0
2
1
1
1
1
C
C
C
C
(3) Para pequenas variações de C
- Como 0 0
2
1
LC
f
- EntãoC
C
f
f
f
osc
0 0 02
1
- A constante de ganho é: min , max , max , min , 0 0(
)
(
)
2
1
PN PN PN PN VCOV
V
V
C
V
C
C
f
K
- VCOs em anel
Osciladores controlados por tensão
(1) A frequência instantânea depende do atraso e do número de inversores
(2) Controlando a corrente nos inversores, controla-se o atraso
Vbias Vin Vin Vcontrolo C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 M3 M4 Vbias Vin Vin Vcontrolo C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 M3 M4 Vbias Vin Vin Vcontrolo C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 M3 M4 Vbias Vin Vin Vcontrolo C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 M3 M4 Vbias Vin Vin Vcontrolo C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 M3 M4
1 )] )( ( [ p ox sg th sd sd V V L W C I V R
) )( )( ( sg th sd ox p sd V V V L W C I - VCOs em anelOsciladores controlados por tensão
- Controlo do atraso nos inversores
(a) Utilizar uma topologia que permita usar resistências variáveis (b) O problema fica resolvendo com MOSFETs operando em tríodo
Vbias Vin Vin C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 R R Vbias Vin Vin Vcontrolo C C Vout Vout -+ -+ M1 M2 M3 M4 (c) A resistência é controlo ox p th dd ox p osc
V
C
N
L
W
C
K
V
V
C
N
L
W
C
K
C
R
N
K
f
(
)
(
)
)
(
(d) Como Vsg=Vdd-Vcontrolo, a frequência de oscilação é
f
osc= f
0+ K
VCO.V
controloKVCO<0
- Exemplos de VCOs em anel
Osciladores controlados por tensão
- VCO para uma PLL a 2.4 Ghz
- Current-starved
ring oscillator
- Topologia diferencial Control Bias
In+ In -Out+ Out -Full range [0 - 1.8 V] Enable/disable 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 Fr eque nc y at the out put o f t he V C O [G H z]
Voltage control at the input of the VCO [V] 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 KVCO=876.6 MHz/V
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 4000 4500 5000 5500 6000 6500 7000 Vtuning [V] Fr e q u e n c y a t th e o u tp u t o f th e V C O [ M H z ] K VCO=2.8 GHz/V
- Exemplos de VCOs em anel
Osciladores controlados por tensão
- VCO para uma PLL a 5.7 Ghz
- Topologia diferencial - UCs saturadas 1 in V Vin1 o u t V Vou t tu n in g V 2 in V Vin2 1 M 2 M 3 M 4 M 5 M M6 7 M M8 M1 M2 M3 M4 M5 M6 M7 M8 1 6.5 1 6.5 9 9 0.6 0.6 0.18 0.18 0.18 0.40 0.40 0.18 0.18 0.18 MOSFET W [ m] L [ m] Unitary cell Unitary cell KVCO=2.8 GHz/V
Osciladores controlados por tensão
Osciladores controlados por tensão
Osciladores controlados por tensão
Resultados de simulação (zoom-in)
Osciladores controlados por tensão
Resultados de simulação (FFT)
ANTES
f5.25 GHz
Osciladores controlados por tensão
Resultados de simulação (FFT)
ANTES
f5.25 GHz