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A* A * J£* A»P.O. Box 100
A-1400, VIENNA
AUSTRIA
DIRETOR JOHN MILNE ALBUQUERQUE FORMAM
SUPERINTENDÊNCIA GERAL DE ENGENHARIA MINERAL
SUPERINTENDÊNCIA DE ENGENHARIA
PROJETO LAGOA REAL
ESTUDO PRELIMINAR DE LAVRA
ANOMALIA N9 0 3
A u t o r e s : SANDOVAL CARNEIRO DE ALMEIDA ALDO FERREIRA LCPES FILHO FIRMINO MORAES SANT'AMA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE LAVRA AGOSTO/81
RESUMO
O p r o j e t o Lagoa Real encontra-se em fase intensiva de pesquisa pela SUPPM de suas diversas anomalias. A An-03 j í tem realizada uma ma-lha de sondagens de vulto adequado para s e r v i r de base aos trabalhos de traçagem de uma mina, 0 presente estudo s e r á , necessariamente, seguido pelos estudes de reservas e otimização da ASAV.PM, nos quais se apoiara o projeto f i n * l da lavra.
0 estudo apresentado aborda fatores técnicoeconômicos, em n í -vel preliminar, visando a produção de 500t de U^Og/ano nos corpos que compõem a An-03, estabelecendo nétodos, quantidades, equipamentos e pes-soal requerido, no estágio atual das informações existentes. Como resul^ tado, foram obtidos um custo operacional de Cr$ 593,00/t de ROM extraído, britado e transportado até a unidade industrial e uma estimativa dos i n
-vestimentos totalizando Cr$ 1.279,10 x 10 , base junho/81. Esses valo-res são compatTveis com níveis de empreendimentos semelhantes para lavra de jazidas subverticais e para produção em "Corte e Enchimento", ao ritmo de 1.500t/dia de minério.
- - .-- - -r
i . '
ÍNDICE PG.
I INTRODUÇÃO 01
II DESCRIÇÃO GERAL DA AREA 07
1 . Descrição Geográfica 07
. Localização 07
. Acesso 07
2. Geografia Física 09
3. Dados Geoeconõmicos 10
4. Geologia 12
. Geologia Regional 12
. Geologia Local 13
III RESERVAS EM URÂNIO 18
IV MINERAÇÃO 20
1 . Método de Lavra 20
1.1 Lavra Mixta 20
1.2 Lavra Subterrânea 30
1.3 0 Método de Lavra por "Corte e Enchimento" 33
2. De ter mi nação de taxa de produção 35
3. Trabalhos de Preparação para a Lavra 36
4. Lavra do Minério 41
5. Estimativa do Custo Operacional da Mina da An-03 47
•
1 . Custos Diretos 47 2. Custos Indiretos 49 3. Custo Operacional Final 49
4. Preparação e Manuseio do Minério 50
1
I - INTRODUÇÃO
Os trabalhos de pesquisa, que vêm sendo realizados na An-03 de Lagoa Real pelo EBHO.PM, j ã se encontram em estagio muito avançado de »xe cução. Compreendem sondagens, amostragens,análises, mapas, perfis e ava-liação de reservas na base de teor limite de lOOppm. Estes dados são ex-celentes como base para a traçagera, ou perfuração em subsolo dos poços,ga lerias e chaminés que darão suporte adequado a lavra do minério.
As seções verticais transversais foram feitas segundo as linhas de sondagem, espaçadas de 40 metros. As seções horizontais foram, igual-mente, espaçadas de 40 metros segundo a v e r t i c a l , tendo sido desenhadas as seções 1.000, 960, 920 e 880, como mostram as figuras 1 , 2 , 3 e 4.
0 espaçamento vertical de 40m, adotado pelo EBHO.PM, coincide com o escolhido pelo DENL.EM para d i v i d i r a mina em fatias iguais para lavra, cada f a t i a servida por um sistema de galerias, cuja base e o "horizonte" correspondente. A adoção deste espaçamento de 40 metros entre horizontes e pratica muito usual na lavra de minas subverticais.
Nas seções distingue-se, ã primeira vista, um corpo predominante, que ê o que fica mais a oeste, que é um filão-camada com mergulho 50°-60°W e que será chamado Corp1. Limitando a faixa mineralizada para leste o-corre um outro corpo menor e que será denominado de Corpo-2. Entre os dois existem varias lentes menores, que somente serão bloqueadas durante a lavra.
A An-03 tem 800 metros de extensão e foi sondada até 360 metros de profundidade. 0 EBHO.PM, em sua avaliação do começo deste ano, calcu-lou as seguintes reservas, em toneladas de U30g:
Teor médio Medidas Indicadas Inferidas Totais 1.450 ppm 4.250 2.960 3.000 10.210 Em reunião OENL.EM/ASAV.PM foi feito um programa de avaliação de
2
reservas, incluindo UM estudo de otimização (Q-AT), para chegar as melho-res condições de melho-reserva/teor para a lavra.
J l havia sido constatado, e os estudos do OENL.EN confirmaram, que o teor limite de lOOppm inclui uma faixa bastante ampla de minério
com menos de 300ppm. £ muito provável que um teor limite nos níveis do último citado, promova uma substancial diminuição das reservas de minério, com uma igualmente substancial melhoria no teor. Com certeza a ASAV.PM chegará a melhor solução. Em conseqOência deste f a t o , o presente estudo enfocará,com preferência,o método de lavra e a traçagem ou preparação pa-ra lavpa-ra, a quantificação apresentada servindo mais papa-ra indicar a escala das operações.
f-y* 3+.1 t>L^
I I - DESCRIÇÃO GERAL DA AREA
1 . Descrição Geográfica . Localização
2
Latitude S13°30'
13°30'
K°15'
14°15'
A jazida está localizada dentro de um polígono regular com 4.540 fc»*" que engloba as diversas anomalias regionais, tendo as seguintes coor-denadas: Vertice Longitude W A 42°30' B 42°00 C 42°00 D 42°30Em anexo apresenta-se a planta da ,~ , Figura 5, onde estão localizadas as diversas anomalias regionais.
A anomalia 03 situa-se na folha Itanagé* SD-23-X-D-VI-IBGE, era es-cala 1:100.000* região centro sul do estado da Bahia, no município de Cac-t i Cac-t i , a 40 km a NordesCac-te da sede desCac-ta cidade. Abrange uma área de aproxi madamente 0,16 km , em superfície, com distribuição alongada e direção prin eipal Noroeste-Sudeste.
. Acesso
A cidade mais próxima e Caetite que dista, aproximadamente, 40 km, por estrada de terra.
As ligações rodoviárias cem os principais polos econômicos são as seguintes:
SALVADOR - 750 km pela rodovia BR 030, passando por 8 rumado, Vi to ria Ò3 Conquista e Feira da Santana. Oestes, 600 km são em asfalto e 150 em estrada de terra batida.
BELO HORIZONTE - 840 km pela rodovia BR 122 que interliga
Guanam-bi, Urandi, Espinosa e Montes Claros, com um trecho de 420 km em asfalto
e 420 km em estrada de terra batida.
De Belo Horizonte pode-se também chegar a Caetitê via Vitoria da
Conquista num percurso de 1.150 km, sendo 1.000 km em asfalto e 150 km em
estrada de terra batida.
Por \ . aérea pode-se alcançar Caetitê utilizando táxi aéreo, de£
cendo no campo de pouso local com prefixo SNCK. A pista éencascalhada com
1.200m de extensão por 150 de largura, possuindo ainda um Rádio-Farol
SRF-0200, freqüência de 415 KH
Z, fabricado pela TECNASA e instalado pela Nucle
brãs.
Guanambi é a cidade mais próxima que dispõe de linha aérea
comer-cial, com conexão diária para Salvador, Vitória da Conquista, Montes
Cla-ros e Belo Horizonte. A Nordeste Linhas Aéreas, utilizando aeronaves tipo
Bandeirante e Islander, e a companhia que opera na região.
Atualmente a pista de Guanambi está em fase de asfaltamento.
0 apoio logístico deverá ser todo montado junto a cidade de Caeti
té, que possui as seguintes características municipais.
Area - 2.905 km
2Distritos - 5
População - Rural: 33.498 habitantes
Vilas e povoados: 2.836 habitantes.
2. Geografia Física
A região caracteriza-se por um clima anual variando de semi-úmido
a semi-árido, com temperaturas médias de 25°C no verão, 18 C no inverno e
22°C anual, com período chuvoso de março a outubro apresentando índice plu
viomêtrico médio neste período, de 900 mm.
I f
A vegetação predominante é o tipo Caatinga. Nas regiões mais a]^ tas observam-se cerrados e campos com um mínimo de vegetação sendo a maio ria do tipo rasteiro.
0 relevo é ondulado colinoso com altitudes variando de 850 m a 1.000 m.
A área do projeto não possui água em grandes vazões. Os riachos mais próximos são intermitentes nas épocas de verão.
0 rio São Pedro, rio do Peixe, rio São João e riacho Fundo são os que apresentam maiores vazões e portanto mais interessantes ao projeto mí-nero-industrial e se situam na faixa de 10 a 15 km da An 03. 0 riacho do Espigão e riacho do Morro, afluentes do rio São Pedro, distantes entre 3 a 6 km da An 03, talvez possam atender ã demanda d*água de uma usina p i l o t o , necessitando um naior detalhamento de suas características, vazões médias, profundidades, capacidades de barraraento e t c , antes de serem cogitados no projeto.
3. Dados Geoeconómicos
0 município desenvolve atividades agrícolas, pecuárias, mineração de ametista e manganês e produção de carvão vegetal.
Exporta, principalmente, ametistas, aguardente de cana, manganês, carvão vegetal, farinha de mandioca e gado, e importa a maioria dos gêner ros alimentícios básicos.
. Na área operam os bancos do Brasil e BRA0ESC0.
. 0 serviço medico e razoável contando com um hospital e matemi^ dade e a 15- Diretoria Regional de Saúde - DIRES.
0 nível escolar mais elevado, passível de se a t i n g i r na região é o 29 grau, através do Instituto de Educação Anísio Teixeira, com cursos profissionalizantes em Agropecuária, Contabilidade, Enfermagem e Magisté-r i o .
1 1
. A estação meteorológica de Caetité está equipada com os
seguin-tes instru»entos registradoras e medidores:
registradores
Barógrafo, pluviôgrafo, termo-higrõgrafo, anemõgrafo,heliõgrafo
e actinôgrafo.
medidores
Barõmetro, termômetro de máxima e mínima, termômetro úmido e se
co, termômetro d'água, evaporímetro, tanque de evaporação, anemômetro,
ba-teria de geotermômetro com 7 termômetros de profundidade e pluviômetro.
Os instrumentos são de marca FUTSS (Alemanha) e foram
instala-dos a partir de 1972.
. A energia é proveniente da Usina Hidroelétrica de Correntina
a 300 km de Caetité. A voltagem é de 220 e 380 V com 60 ciclos.
Os distritos de Lagoa Real e Maniaçu estão sendo integrados ao
sistema de Caetité.
Está em estudos um projeto de incorporação da região ao s i s t e
-ma de energia proveniente de Sobradinho - CHESF - Cia. Hidroelétrica do
São Francisco.
- - 3
. A água da cidade é tratada, e a vazão é de 150 m /h.
. 0 sistema de comunicação é bastante amplo contando com:
. telefone - DDD/DÜI;
. televisão - 2 canais (Aratu e Itapoan);
. radio - ondas médias, 1.510 KH ;
. rádio - FAROL NDB, 415 KH
2(Aeroporto);
. rádio de comunicação da estação meteorológica;
. correios e telégrafos.
}
12
4. Geologia (Base - EBHO - SUPPM)
. Geologia Regional
Na região centro-sul da Bahia afloram rochas metamõVficas pré-cam bri anas cobertas por sedinentos terei ãrios e quaternários.
Como rochas arqueanas destacam-se granitos, gnaisses, migmatitos e plutonitos.
Trabalhos desenvolvidos por geólogos da NUCLEBRflS revelaram a e-xistência de rochas metamórficas cataclasadas e metassomatizadas constitu-indo uma faixa alongada de direção geral NE-SW, desde o sul de Caetitè" ate a planície de Paramirim.
Como representantes do Proterozõico Inferior destacam-se os Com-plexos Metamõrficos, constituídos por anfibolitos, quartzitos, formações ferríferas, gonditos, mármores, micaxistos e paragnaisses.
Representam o Proterozõico Médio, na região de interesse, as ro-chas do Super Grupo Espinhaço, notadamente metavulcânicas ácidas, f i l i t o s , metassiltitos, ardõsias, xistos, quartzitos e metaconglomerados.
0 Proterozõico Superior è* representado por metassiltitos, diamic-t i diamic-t o s , mediamic-tarcõsios e mediamic-tagrauvacas do Super Grupo São Francisco.
Toda a região apresenta coberturas arenosas detríticas terei árias e quaternárias.
Segundo a classificação dos Domínios GeocronolÕgicos - Inda e Bar bosa (1978) - a região faz parte do "Sistema de Dobramentos do Espinhaço", constituindo "entidades tectõnicas ensiãticas no era ton do São Francisco, com características inequívocas de um regime evolutivo de antigas paraplata formas".
13
Moutinho da Costa et a l i i (1976) postularam a existência de um geoanti cl i nal ou de um Alto do Pa rami rim entre os cratons ou anted ises do São Francisco e Lençóis e a conseqüente formação de duas fossas marg£ nais: a bacia Espinhaço Setentrional e a bacia Chapada Diamantina.
A zona do Espinhaço Setentrional é caracterizada por uma l i n e a -ridade regional muito f o r t e , constituindo uma cordilheira intensamente do brada, com indícios de metamorfismo crescente de norte para sul e dos estratos superiores para os inferiores.
A faixa ocidental da Chapada Diamantina caracteriza-se pela pre sença de movimentos verticais sinsedimentares mais atenuados com dobra-mentos menos intensos do que os do Espinhaço Setentrional e uma boa con-tinuidade e regularidade na geometria da sedimentação.
0 padrão estrutural nas rochas do ProterozÕico I n f e r i o r e cara£ terizado principalmente por uma fase dominante NS obliterando um s i s t e -ma defor-mativo anterior E-W.
Inda e Barbosa (1978) concluíram pela existência de pelo menos três ciclos de deformação na região: deformações mesoproterozõicas, de-formação regional trans amazônica e deformações regionais mais antigas, estas posteriores a formação dos complexos vulcano-sedimentares.
Os grandes falhamentos são de direção geral NS, correspondendo ã direção geral do Espinhaço. Os dobramentos são visíveis, em grande eis cala, nos metassedimentos proterozõicos.
. Geologia Local
Aspectos Petrográficos
Na área de interesse predominam rochas metamõrfico-metassomãti-cas, notadamente a l b i t i t o s , microclinitos, rochas de transição albita-mj_ croclina e albita-epidoto, epidositos, anfibolitos e bi o t i t i tos.
I t
Os albititos são rochas constituídas por albita em porcentagem
igual ou superior a 70%. Podem ser caracterizados em função da r e l a t i
-va abundância de constituintes -varietais, considerando-se, neste caso.
uma porcentagem mínima de 5% para cada varietal. Ado tan -se este
cri-tério, são caracterizados os piroxênio albititos, anfibõlio albititos,
granada albititos, epidoto albititos, magnetita albititos, hetnatita a l
-bititos e carbonato al-bititos.
As variedades piroxênio-granada albitito, granada-pir>xênio al^
b i t i t o , granada-epidoto albitito, e t c , referem-se aos albititos nos
quais ocorrem dois constituintes varietais, predominando, no caso, o
primeiro sobre o segundo.
Os contatos entre os diversos tipos de albititos são, via de
regra, transicíonais.
Os microclinitos são rochas constituídas por microclina em po£
centagem igual ou superior a 70%. Sua ocorrência ê bastante restrita na
área.
As rochas de transição albita-microclina, como os albita-micro
clina-quartzo metassomatitos e os microclina-albita-quartzo
metassoma-titos, são largamente distribuídas nas áreas anômalas e constituem as
"encaixantes" de albititos e microclinitos.
Tais rochas contêm, em proporções variáveis, microclina e albí.
ta, sendo que nenhum desses constituintes perfaz 70% da rocha. Quartzo
geralmente está presente nessas rochas em porcentagem entre 10% e 30%.
Embora de ocorrência restrita, merecem menção as rochas de
transição albita-epidoto, que representam estágios intermediários entre
albititos e epidositos, sendo designadas como albita-epidoto
metassoma-titos e epidoto-albita metas soma ti tos.
Ocorrem ainda na área, embora de modo restrito, epidositos, an
fibolitos e biotititos. Nessas rochas os máficos, constituintes
essen-I S
ciais, representam p^rcentualmente mais de 605. Freqüentemente são encon
tradas porcentagens variáveis de albita e/ou microclina.
Os contatos entre a l b i t i t o s , metassomatitos, microclinitos e epi^
dositos são, via de regra, de caráter gradacional.
São freqüentes as inclusões de piroxênio, granada, f l u o r i t a ,
an-f i b õ l i o , b i o t i t a e opacos em cristais de a l b i t a , microclina e quartzo.
A passagem gradacional de rochas predominantemente albTticas a
predominantemente microclTnicas é visível em escala de afloramento e ã
vista desarmada.
São freqüentemente observadas inclusões do piroxênio, epidoto,
calcita e anfibõlio em cristais de albita.
Em algumas amostras foi determinada a presença de oligoclãsio,
geralmente em cristais angulosos de núcleo mais calcico do que a borda.
São freqüentes as inclusões, entre outras, de quartzo, plagioclji
sio e b i o t i t a , em cristais de microclina.
A porcentagem de quartzo nos a l b i t i t o s ê geralmente i n f e r i o r a
5%, podendo atingir a 30% nas rochas de transição microclina-albita e nos
microclinitos.
Os constituintes varietais mais importantes são: piroxênio,
gra-nada, anfibõlio, epidoto, biotita e magnetita.
0 piroxênio é do tipo asgi r i na-cogita om cristais xenoblásticos,
alongados, geralmente com inclusões de quartzo, opacos, granada, epidoto,
calcita, t i t a n i t a e uraninita. Freqüentemente 5 observada a substituição
de piroxênio por anfibõlio, granada e mais raramente por b i o t i t a c
epido-to.
1ft
Geralmente é substituída por magnetita e epidoto e mais esporadicamente
por hematita.
A b i o t i t a , as vezes cloritizada, é um dos minerais máficos mais
frequentes nos a i b i t i tos ordinários e nas rochas de transição.
Os minerais acessórios mais importantes são: apática, t i t a n i t a ,
zirconita, f l u o r i t a , baríta, cal cita» p i r i t a e uraninita.
Aspectos Estruturais
Os a l b i t i t o s apresentam-se sob a forma de numerosos corpos tabjj
lares, intercalados, alongados segundo a direção geral da foiiação, ori^
entados "grosso modo" subme r i diariamente.
Sua extensão varia desde alguns metros até quilômetros. A
es-pessura é variável entre centímetros até uma centena de metros. A
con-tinuidade dos a l b i t i t o s foi constatada em 350 metros ao longo do
mergu-lho.
Os microclinitos constituem corpos alongados, posicionados para
lelamente aos a l b i t i t o s .
Os a l b i t i t o s e mi croclinitos têm como "encaixantes" rochas de
transição microclina-albita, também orientadas submeridianamente.
Os albititos se distribuem basicamente segundo dois
alinhamen-tos principais, em forma de arco, com "trend" variando de NE, na extreme
dade meridional, para NW, na extremidade setentrional da área de interest
se.
As estruturas predominantes são grandes falhas de direção NS,
paralelas ã direção geral do Espinhaço, visível somente em fotografias a£
reas e obliteradas pela cataclase, recristalização ou neomineralização.
Os processos construtivos de neomineralização ou
cataclasi-17
tos. protomiTonitos, biastomilonitos e ultramilonitos são freqüentemente encontrados.
As diaclases têm direções predominantes N20°-30°W, NS, N70°E e EU. Os mergulhos variam desde 30° até 9 0 ° , ocorrendo localmente fratu-ras subhorizontais.
A foliação de origem cata clãs t i ca e a estrutura planar mais im-portante, sendo mais evidente nos a l b i t i t o s . A direção é variável, des-de N40°E até N30°H, com mergulhos des-de 35° ate 90°.
0 mergulho é geralmente para W (NW ou SW), ã excessão dos dois depósitos uraníferos situados n3 extremidade setentrional, nos quais fo-ram medidos mergulhos para E, nos albititos situados na parte central da area.
13
I I I - RESERVAS EM URftlIO
Trabalhos recentemente desenvolvidos no EBHO.PM estabeleceram os números expressos no quadro "Características Físicas das Anomalias do Pro-j e t o Lagoa Real"» anexo.
As reservas em urânio t o t a l i z a m 7.150t medidas, l l . l l O t indicadas e 30.000t i n f e r i d a s , sendo que as anomalias de números 3, 6 e 7 possuem ma iores detalhamentos de suas reservas.
Considera-se o conjunto formado pelas An n°s 0 3 , 0 4 , 05 e 06 ca-paz de atender uma programação de produção de 500t de u\0g/ano, cabendo as demais anomalias completar as 1.000 toneladas de U30g programadas
para Lagoa Real.
A tabela abaixo indica as quantidades d& reservas l a v r a v e i s , t o -mando-se 80% das indicadas e 50% das i n f e r i d a s nas anomalias 0 3 , 0 4 , 05 e 0 6 . ANOMALIA
03
04
05
06
TOTAL MEDIDA( t )
4.250
-1.200
5.450
INDICADA(t)
2.368
-824
1.424
4.616
INFERIDA ( t ) 1.500250
1.000750
3.500 TOTAL ( t ) 8.118250
1.824 3.374 13.566A disposição em que se encontra o minério e as espessuras e con-tínuidades das lentes mineralizadas poderão implicar numa redução da to nelacje.ji de ÜJOQ recuperável. Entretanto, a vida ú t i l da mina deverá u l -trapassar 10 anos de produção regular.
CAXACTEfttSTlCAS ftSlCAS OAS A H O M A U A S DO
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IV - MINERAÇÃO
1. Método de Lavra
Os corpos mineral izados em urânio da An 03, ai bi ti dos conpeten
tes, mostram inclinações acentuadas da ordem de 70S, com afloramentos
alongados de direção geral NW-SE em extensão media de 0,8 km, espessura
variável de faixas centimêtricas até 12 m, atingindo profundidades co
nhecidas de até 350 m.
A princípio o método subterrâneo apresenta-se como melhor o£
çao para o desenvolvimento da lavra do jazimento.
No escopo do presente trabalho apresenta-se uma análise da com
patibilizaçao entre uma Lavra Mixta, Céu Aberto/Subterrânea ou somente
subterrânea, de forma que se tenha ao final a possibilidade de tonada
de decisão do método a adotar.
A seguir serão abordados os diversos tipos de lavra passíveis
de aplicação no jazimento, suas características, custos, comparações téc
nicas e opções assumidas.
1.7 Lavra Mixta
Aplica-se o método de Lavra Mixta quando os trabalhos de extra
ção do bem mineral comportam duas fases distintas de lavra, uma a céu
aberto e outra subterrânea.
Foi realizado pelo Escritório Reg onal de Belo Horizonte, um
estudo preliminar da aplicação do método de lavra a céu aberto para a
anomalia no 3, dentro dos limites de altura possível da cava. Estes tra
balhos são resumidos a seguir, partindo de três limites para o pit, de
terminados pelos níveis 990, 980 e 960m.
A tabela contendo os parâmetros envolvidos pela lavra a céu
aberto e seções verticais na L.B. 10 NU nos diferentes níveis, na es_
cala 1:1000, são apresentadas a seguir.
NUCLEBftftS
SUMM-ESCRlTtfRIO REGIONAL DE ULO HORIZONTE PROJETO LAQCA REAL — RELAÇÍO CSTÍRIL / MINÉRIO
tEÇÍO LÍ/IONW— ANOMALIA 03 (AABlCHA)
I K / . I.LOOO COTA OA CAVA*. MOm
RA.et àtte RA-JI • 0 0 0 « M O -0«0 « • • o J I O M M O * M . - M . * f • * • •.«••« « M * * * M^Oj LB/IONW
voe. oe SOLO VOL. DC Mwtmo VOL oe ecrtab feio oi «jO, rcon ec V,(*>J VMt mS} .V,<«») MU») W,0#IM*I 1,1*0 « . » l l «> MO I I . I I » t l t
U t t f t S *
ftA.79
NUCLEBRÀS
SUPPM-ESCRlTO'RIO REGIONAL 0£ BELO HORIZONTE PROJETO LAOOA REAL RELAÇÃO ESTÉRIL / MiNÍRlO
SEÇÃO L8/I0NW — ANOMALIA 03 (RABICHA)
ESC. i:i.000 COTA OA CAVA'. 90Om
RA-ee
JS*!*8 RA.39
RA-19
LQ/lONW
VOL. De soco VOL. oe MWIRIO VOL OÍ e«ré*«. rcioocu,o, r i o * oe *t\.*<(3
VM( » » | V£tm»> H « t > U.O.<M«l V . / » _
V . ( m > ) t i
NUCLEBRAS
SVlMM-UCAtTdftlO RCQIONAL D£ 8CLO KOftttONTE JROWETO UAOOA REAL — RELAÇÃO CSTÍRIL / MINÉRIO
t : ç £ 0 LB/WNW—ANOMALIA 03 (RABlCHA)
E S C ; 1:1000 C O T A OA C A V A : t t o m
voi. 0*3010 voi. ot Mutmo VOL oe winn. Msootu,ot rcon or M i * t t o
PROJETO LAGOA REAL
RELAÇÃO ESTÉRIL/MINÉRIO (R » ^ ^ M )
• «ANOMALIA 03 - RABICHA
COTA DA
CAVA (m)
990
980 .
960
VOL.OS SOLO
VS (m
3)
108.127
175.639
246.411
VOL. DE MINÉRIO
VM (m
3)
79.951
157.127
322.173
VOL.DE ESTÉRIL
VE (m
3)
675.800
1.497.721
3.458.392
PESO DE U
3Og
P (kq)
272.095
556.990
1.176.767
TEOR
(ppm)
1.224
1.275
1.314
RELAÇÃO
V
V
M
8,5
9,5
10,7
OBSi 1 - Angulo do taluda individual a favor da foliaçãoi 57° (taluda final» 48,03°)
2 - Ângulo do taluda individual contra a foliação i 70° (taluda finals 58,45°)
3 - Angulo do taludcs no i o l o i 45°
4 - 0 valor do w
3cie solo acha-se Incluído no valor do m de estéril.
2S
Aplicando-se aos volumes encontrados os custos referentes aos tra balhos em execução na Hi na de Caldas - PC, referentes a junho/31, ob-ter-se-ão custos da produção em cada caso.
Fora* considerados para o cálculo os seguintes fatores: . densidade = 2,78 t / n3
. recuperação total do minério (não sendo considerada as perdas da lavra e/ou diluição do minério).
. Valor cambial do dólar em junho/81 = Cr$ 90,00
. Valor do custo de remoção de minério igual ao custo de remoção do e s t é r i l , independente da operação de controle de qualidade do minério que deverá onerá-lo.
. distancia de transporte para o depósito de estéril e entre a mi. na-usina da ordem de 500 m.
26
Caso a) Lavra a céu aberto até o nível 990 m.
3
Volume a remover de solo - 108.167 m
3
Volume a remover de estéril = 567.633 m
3
Volume a remover de minério = 79.951 m
Relação estéril/minério = 8,5
Custo da remoção do solo:
108.167 m
3 (CrS 60,7/m3 + Cr$ 2,064/m3transportado a uma distância entre 201 e 500m) =
Cr$ 6.788.993,60
Custo da remoção de e s t é r i l :
567.633 m
3 (Cr$ 329,41/m3 f Cr$ 2,064/m3transportado a uma distância entre 201 e 500m) =
Cr$ 188.155.581,04
Custo da remoção do minério:
79.951 m
3 (Cr$ 329,41/m3 + Cr$ 2,064/m3transportado a urna distância entre 201 e 500m) =
Cr$ 26.501.677,80
Custo total a céu aberto at» o nível 990 m =
Cr$ 221.446.252,44
Custo operacional a céu aberto até o nível 990 m =
CrS 2.769,77/m3 = Cr$ 996,32/t
US$ 11,07/t de R0H
27
Caso b) Lavra a céu aberto até o nível 980 m. 3 Volume a remover de solo = 175.639 m
3 Volume a remover de estéril =1.322.082 m
3 Volume a remover de minério = 157.127 m Relação estéril/minério = 9,5
Custo de remoção de solo:
175.639 m3 (Cr$ 60,7/m3 + Cr$ 2,064/m3
transportado a uma distancia entre 201 e 500m) = Cr$ 11.023.806,20
Custo da remoção de e s t é r i l :
1.322.082 m3 (Cr$ 329,41/m3 + Cr$ 2,064/m3
transportado a uma distancia entre 201 e 500 m) = Cr$ 438.235.808,87
Custo da remoção de minério:
157.127 m3 (Cr.$ 329,41/m3 + Cr$ 2,064/m3
transportado a uma distância entre 201 e 500 m) = Cr$ 52.083.515,20
Custo total a céu aberto até o nível 980 m = Cr$ 501.343.130,27
Custo operacional do minério a céu aberto até o nível 980m = CrS 3.190,69/m3 = CrS 1.147,73/t
Caso c) Lavra a céu aberto até o nível 960 m.
Volume a remover de solo Volume a remover de e s t é r i l Volume a remover de minério Relação e s t é r i l / m i n e r i o
Custo da remoção de solo:
246.411 m3 (Cr$ 60,7/m3 + Cr$ 2,064/m3
transportado a uma distância entre 201 e 500 m) = Cr$ 15.465.740,00
Custo da remoção de e s t é r i l :
3.211.981 m3 (Cr$ 329,41/m3 + Cr$ 2,064/m3
transportado a uma distância entre 201 e 500 m) Cr$ 1.064.688.190,00
Custo da remoção de minério:
322.173 m3 (Cr$ 329,41/m3 + Cr$ 2,064/m3
transportado a uma distância entre 201 e 500 m) Cr$ 106.791.973,00
Custo t o t a l a céu aberto até o nível 960 m =
Cr$ 1.186.945.903,00
Custo operacional de minério a céu aberto até o nível 960 m
Cr$ 3.684,19/m3 = Cr$ 1.325,25 US$ 14,73/t de ROM = 246.411 m3 = 3.211.981 m3 = 322.173 m3 10,7
2 9 TABEIA RESUMO NlVEL DE EXAUSTÃO DA CAVA (rn) 990 980 960 CUSTO DA PRODUÇÃO - US$/t DE ROH 11,07 12,75 14,73 RELAÇÃO DE MINERAÇÃO 8,5 9,5
10,7
Os cálculos acima foram efetuados tendo por base os custos de
mineração da Mina de Caldas, relativos a materiais de 1 - , 2- e 3-
catego-rias. Estes custos podem ser considerados como conservadores e portanto
satisfatórios para este estudo de lavra, de caráter preliminar.
Por esse motivo não fica descartada a possibilidade da parte mais
superficial da jazida ser lavra a céu aberto, muito embora nesse estudo dj;
fina-se um método subterrâneo para aplicação total na mesma, devido a se
1 *
1.2 Lavra Subterrânea
Para o estabelecimento de um método eficaz, compatível com o n í -vel de precisão do presente estudo, foram analisados os métodos consagra-dos de mineração subterrânea, suas possíveis aplicabilidades, vantagens e desvantagens, em relação ao depósito de Lagoa Real.
Os métodos clássicos referidos são: CUT AND FILL
SUBLEVEL STOPPING SUBLEVEL CAVIfíG OPEN STOPPING SHRINKAGE
Estes métodos são comumente utilizados em corpos mineralizados f i lonianos com mergulho acentuado, espessura variada e rocha competente.
Pode-se comparar as características de cada um deles, como mos-tra o quadro n° 1 , que f a c i l i t a a eleição do método a ser aplicado na ano_ malia n9 03, bastando para isso, recorrer as particularidades dessa ocor-rência mineral no tocante as suas características morfolÕgicas, geológi-cas e econômigeológi-cas. Ressaltando porem, que no geológi-caso particular de lavra de urânio, alguns fatores são decisivos para essa escolha, entre eles a d i -luição e a disponibilidade para um bom sistema de ventilação, aliada a traçagem exigida pelo método de lavra a ser executado.
Com o auxílio do quadro e l e t i v o , pode-se chegar as seguintes con cl usões:
. por ser composta de filões estreitos, a lavra da An n9 03 des_ carta a possibilidade de aplicação do método por "Open Stopp-ing", visto sua utilização restringir-se a filões potentes; . a rocha encaixante em Lagoa Real é bastante competente,
3 1
por "Sublevel Caving". Esse método também apresenta uma alta diluição no minério produzido, não podendo ser recomendado para minas subterrâneas de urânio;
. o método subterrâneo "Sublevel Stopping" oferece restrições quan do a irregularidade no contato minério/estéril. Sabe-se que esse contato ê irregular, pois a An n? 03 é composta por um cor) junto de corpos/lentes, havendo irregularidades nas aberturas e
fechamentos dos mesmos, nos níveis estudados. Esse método tam-bém apresenta unia diluição média a baixa, podendo em alguns ca-sos ser inconveniente nas minerações de urânio.
Resta examinar os métodos "Cut and F i l l " e "ShrinKage". A única diferença entre ambos é a probabilidade do "Shrinkage" v i r a ser inconveni^ ente quando o contato minério/estéril é irregular. Pois na aplicação des-se método, todo o minério dasmontado permanece "in situ" até des-se atingir o final do painel, e durante toda a operação só se recupera o empolamento, para que possa permitir o avanço do desmonte.
Esse fato implica também no fator "tempo" do empreendimento, ou seja, a preparação exige que a mina comece a operar muitos anos antes da usina, porque todo o minério desmontado permanece no seu i n t e r i o r até a exaustão dos painéis de lavra. E só a p a r t i r daí é que a produção (em es-cala industrial) fluirá normalmente pelos acessos e chutes abertos no nível inferior da traçagem. Com isso, pode-se perfeitamente abandonar es-se método de lavra.
0 item "produtividade (homem/turno) apresentado no referido qua-dro, foi preparado a partir de dados de minas no exterior, onde a minera-ção subterrânea atinge elevados índices de produminera-ção e , conseqüentemente, na relação de produtividade. No B r a s i l , onde a mineração subterrânea ain-da i pouco desenvolviain-da, comparando-a com a céu aberto, esse índice de pro dutividade não pode ser considerado no julgamento dos métodos de lavra pa-ra a An n9 03. Visto também o valor da mão-de-obpa-ra local d i f e r i r totalmein te do considerado nos outros países.
QUADRO N9 1 ~ ^ - - ^ K | TCCí»*j i £ l.<V.'.C;\ CRITtP.IOS ^ ^ " ^ ^ ^ ^ ^ A- Ca»act«rTsticas e confijuruíik-s do r.erpo r.-.in^ralizado Filão - e s t r e i t o - potente fergulho - suave - ctoderado - íngreme COEtpL»têncii do n i n c r i o - f r i â v e l - noderoco - cc".petente Competência da encai-xante - f r i â v e l - moderada - canpetcnte Contato R i n í r i o / e s t ê r i l - regular - i r r e g u l a r Combustão expontânea - i n f l u i - não i n f l u i Restrições de s u p e r f í -c i e e subsuperfí-cie - restringe - não r e s t r i n ge B- Fatores econcaiicos Ketal contido - a l t o - r.5dio - baixo Produtividade (homem/ turno) - a l t a - nsdia - baixa D i l u í d o - a l t a - nédia - b j i x a Cut y.ii 1 i l l X X 0 „ X(4S°) X X X X X X X X X X X X 0 0 0 0 X 0 (X) X StíL'lv.vol Sto|;i»irg X X 0 X(45°) X 0 (X) X 0 0 X ' X 0 X X X X 0 X X 0 0 X X Sul)K-*'el Caving X X 0 n X(4!>°) X 0 X X X X 0 X (X) X X X X 0 (X) X 0 X 0 0 Open Stopping 0 X X X X 0 (X) X 0 (X) X (X) X X X X X X X 0 0 X X Shritikaji» X X 0 n
X(«°)
X (X) X X 0 X X (X) X X X 0 0 0 0 X 0 X XConvenção: "X" - quando o método atende as características do deposito. "0" - na hipótese contrária.
33
Elege-se, pois, o método por Corte e Enchimento (Cut and F i l l )
como o de melhores condições para a lavra da An n? 03, pois a sua
concep-ção e operaconcep-ção não trará grandes sofisticações, nem exigira equipamentos
mais requintados e mão-de-obra altamente especializada nas operações de
lavra.
1.3 0 Método de Lavra por "Corte e Enchimento"
Quando se escolhe o método de lavra subterrâneo por "Corte e
En-chimento" é usual se i n i c i a r a aplicação do mesmo pelo nível considerado
mais inferior de extração, seguindo-se a explotação de maneira ascendente,
por sobre o enchimento, através de uma série de cortes ou arranques na h£
rizontal do corpo mineralizado, visando uma maior recuperação do minério.
A operação de enchimento e seqüencial, podendo ser realizada h i
-draulicarnente ou por meio de material estéril sico.
No tocante a Lagoa Real pode-se u t i l i z a r o próprio r e j e i t o da
usina para enchimento em subsolo, o que representa uma econemicidade ao
projeto, eliminando a acumulação em barragem de parte desse material e
seus custos inerentes. Esse r e j e i t o , em princípio, não traria quaisquer
problemas adicionais de contaminação ou de acréscimo da taxa de aeraçãona
mina, dado o seu teor abaixo de lOOppm de U^Og.
Também poder-se-á u t i l i z a r material de superfície ou o próprioe£
t é r í l da mina (nos estreitamentos da lente mineralizada) como enchimento.
Aparecem como vantagens desse método:
. bom controle da diluição (abaixo de 10$);
. o mergulho do corpo mineralizado não fornece problemas na l a
-vra, desde que não i n f e r i o r a 50°;
3 *
. adapta-se ã extração de minério <te media e a l t a competência con finado em rochas encaixantes fracas;
. a lavra pode ser bastante mecanizada.
Algumas desvantagens quanto ao método: . relativa baixa produtividade;
. durante o período de enchimento do nível não se pode produzir no local;
. operação de enchimento encarece o item "custo de lavra" (embora reduza, consideravelmente, os custos de acumulação de r e j e i t o s ) .
ss
2. Determinação da Taxa de Produção
Para se determinar a produção do minério necessário para o abas_
teciaento da usina, de modo a permitir o ritmo de 500 t de U,0g/ano, fo
ram considerados os seguintes fatores:
. 300 dias de trabalho por ano na mina.
. 852 de recuperação no processamento químico.
. 90S de recuperação na lavra.
0 teor médio considerado i de 1.450 ppm e pelas características
apresentadas pela anomalia nQ 3, espera-se que as flutuações no teor e a
diluição estabelecida no contato minério-estéril não venham a afetar subs_
tâncialmente a produção e a operação de controle de qualidade durante o
período de lavra.
Nesse trabalho considera-se como de 10% a influência da dilui^
ção no método de lavra escolhido, resultando num teor médio de 1.300ppm.
Considerando uma recuperação de 85% na usina, será necessária
uma alimentação de minério de:
1.500 t/dia ou 450.000 t/ano
Essa produção será atingida em 3 turnos de operação de 6 ho
ras, com um quanto turno, dedicado a manutenção e reparações de ordem ge
ral.
16
3. Trabalhos de Preparação para a Lavra
Será abordada nesse capítulo a preparação necessária para se atijn gir o corpo mineralizado e para fornecer condições para os trabalhos de ex-tração, transporte, ventilação e drenagea das frentes de l a v r a .
Os trabalhos de prospecção e pesquisa, até o presente desenvolvi^ dos,limitam na cota 880 m as interpretações provenientes dos furos de sonda gens executados na anomalia n° 03. Esse nível também será aqui fixado como o limite cm profundidade dos trabalhos mineiros nessa fase, embora saiba-se de antemão do prolcngan-ento da mineralização abaixo dessa cota.
0 prosseguimento da lavra não apresentará nenhuma dificuldade adi^ cional ao esquema proposto, desde que os trabalhos de desenvolvimento sejam mantidos bem i frente da lavra atual.
A descrição das operações envolvidas na lavra da jazida obedece a seqüência cronológica dos eventos e pode ser melhor compreendida com o auxí l i o das plantas baixas nos níveis 880, 920 e 960 m e do p e r f i l vertical na posição mediana do corpo, apresentadas em anexo, Figuras 2 , 3 , 4 e 6 .
. Acessos ao Minério - Traçagera Primária
Serão os seguintes os trabalhos a desenvolver:
Poço de extração - servindo, tanfcem, para ventilação, trânsito de pessoal e materiais e esgotamento de ãgu3s. Será v e r t i c a l , localizado f o -ra do corpo, numa posição equidistante dos extremos da j a z i d a , do lado les_ t e .
A seção do poço, compatível com o nível da produção e serviços ^ 2
auxiliares, devera ser da ordem de 20 m , com profundidade em torno de 120 m, na primeira fase da lavra. Este e um ponto a ser examinado com maior cau tela, pois é provável que seja mais econômico desenvolver o poço de uma só vez, até a profundidade pesquisada pela SUPPM, ou seja até 310 metros, devido aos problemas que podem ocorrer com seu aprofundamento com os primeiros 120 metros em operação de extração.
NUCLEBRA'S
I W M C t M HUCLCAKtf M A t U C l * * * ft.».'
SUPERINTENOÊNCIA QERAL OE ENGENHARIA MINERAL
•UttftlMTCNOtMClA OC i H t l H K A * ^ H « U « A •
PROJETO LAGOA ACAL PERFIL SEGUNDO O EiXO 00 POÇO OE
EXTRAÇÃO AN-03
s t
Galerias Mestras - as dimensões e disposição dessas galerias, es_ sencialnente, são determinadas a partir de:
• geometria do corpo a lavrar;
- condições geotécnicas das fomações a atravessar; - ventilação requerida;
- mininiização do transporte;
- facilidade de drenagem das águas.
Em Lagoa Real, muitos desses fatores ainda estão por ser d e f i n i -dos, durante os trabalhos mineiros de complement ação da pesquisa. Porém, uma seção de 3 x 3 m apresentase como opção favorável a ventilação e c i r -culação de pessoal e materiais.
A partir do poço de extração serão abertas 3 galerias mestras em direção ao corpo mineralizado, nos níveis de trabalho 960, 920 e 880m, res pectivãmente.
As extensões necessárias para cada galeria são 30, 65 e 105m, pa_ ra que encontrem as galerias principais de cada andar.
Galerias Principais - essas irão percorrer longitudinalmente to-da a extensão do corpo mineralizado, nos 3 níveis principais de trabalho. Se destinam a todo o escoamento do minério dos painéis, trânsito de pesso-al e materipesso-al e sistema de ventilação e drenagem. Totpesso-alizam 714, 708 e 705 m, por andar no sentido descendente dos níveis de operação.
Galerias Secundárias - servirão de ligação entre as principais e os painéis a lavrar. Essas galerias atravessarão as lentes mineralizadas
frontalmente, delimitando os painéis e trazendo subsídios ã pesquisa mine-r a l , quando do início da tmine-raçagem da ossatumine-ra da mina. Pomine-r andamine-r, temine-rão, comprimentos de 1.563 no nível 960 m, 1.507 no 920 m e 1.234 no 880 m. Por elas escoará toda a produção de minério dos painéis de )avrat quando ainda
3 9
Chaminés ás serviço - serão 10 chaminés de serviço dentro dos p r i n c i p a i s corpos que compõem a anomalia n° 0 3 . Terão, em média, uma pro fundidade de 40 metros entre horizontes con desenvolvimento t o t a l de 180 netros cada a p a r t i r do horizonte 880 a t é a s u p e r f í c i e , acompanhando a i n clinação do corpo mineralizado. Serão responsáveis pelo detalhamento das reservas dos diversos painéis e pela exaustão do a r que percorrerá as frentes de trabalho, cuja entrada e pelo poço de extração. Por e l a s se a t i n g i r á as frentes de l a v r a , tendo como p r i n c i p a l f i n a l i d a d e o de acesso imediato de todo o pessoal, peças e sobressai entes e material de enchi men to necessários aos trabalhos de arranque.
QUADRO RESUMO DESIGNAÇÃO Poço de Extração Chaminés de serviço Total Galerias mestras Galerias principais Galerias secundárias Total C0M>RIMEffr0 120 m 1.800 m 1.920 m 200 m 2.127 m 4.324 m 6.651 m
t o
. Investimento na traçagem
Os investimentos serão efetuados escalonadamente em duas etapas: - Uma primeira fase referente aos trabalhos de desenvolvimento pa_ ra delimitação do nível de produção 880 m.
Nessa etapa será construído:
- o poço de extração - Cr$ 24,00 x 10 - as chaminés de serviços - Cr$ 180,00 x 10 - traçagem do nível 880 - Cr$ 206,40 x IO6
Sub-total - Cr$ 410,40 x IO6
Esses trabalhos seriam realizados anteriormente a entrada em ope ração da unidade industrial.
- Uma outra fase, defasada em dois anos dessa primeira, prepara-ria os níveis 920 e 950, para a entrada em operação no decorrer dos traba-lhos de explotaçâo, a ser realizada durante a programação normal dos traba lhos de produção da mina.
Essa segunda fase engloba:
- traçagem do nível 920 - Cr': ^28,00 x IO6
- traçagem do nível 960 - Cr$ 230,70 x 10 Sub-total - Cr$ 458,70 x IO6
H I
4. Lavra do Mine r i o
Na descrição das operações relativas a lavra da jazida foram am siderados os seguintes aspectos, visando obter o dimensionamento dos equi-pamentos de operação:
. painéis com dimensão de 120 de comprimento x 60 de extensão ejrç tre horizontes e 5,4 m de largura no corpo 1 e 2,45 m de largura no corpo 2.
. densidade de 2,78t/m3.
. 50% de empolamento.
- - 3 0 ritmo de produção diário - 1.500t, equivalente a 540m , passa
a envolver o ciclo completo das operações de perfuração, detonação, carga 3
e transporte de minério para um volume real (empolado) de 810m / d i a . Para melhor conduzir os trabalhos subterrâneos em corte e enchi-mento adota-se 3 painéis em desmonte e 3 em enchienchi-mento. As Figu.as n°s 7,8 e 9 mostram o detalhe da operação.
- 3
Cada painel sera responsável por 180m da produção de minério "in 2
-s i t u " , o que -significa 60m de area de perfuração, corn altura de 3 m. Ne-cessita-se pois de um jumbo de perfuração com um martelo apenas para satis_ fazer a metragem necessária em cada painel.
0 carregamento do minério será feito por uma carregadeira fron-3
tal de Im de caçamba, o suficiente para manusear o material desmontado do 3
painel, ou seja 270 m de minério por painel/dia.
Todo o minério 5 despejado nos chutes de descarga e , por gravidai de, atingirá o horizonte de transporte para o poço de extração. Nesse an-dar, prevê-se o uso de locomotivas e vagonetas, que serão enchidas direta-mente pelas bicas colocadas no final de cada chute de descarga.
B L O C O CE R E V I S Ã O " • 1 ! • i * I m » j | »•?> f M *< WW [ Q «•«• M fir 1 - C M * « - * O « - CMUff « I ' M » 3« C*»*tA*»t<«T9 Ot » ' * • ' • _ J I I : ft N U C L E B R A S )
SUPERINTENDÊNCIA GEíttL DE ENGENHARIA MINERAL \
SUPERINTENDÊNCIA DE ENGENHARIA ) 1 1 - * : ç c M | i i a » ; À 9 • • < * • n o t t / » . « E O E M ESTAGIO DC I W M 00 CORTO) At «1 -*»'"»»• W l • * • ^ 1 M < W I M«'U« I ^»< VwUi ^ . . . - r ,
H5
cada avanço da frente de trabalho. Kesmo assim, a carregadeira fará a lim
peza da frente sozinha, visto o comprimento máximo do painel ser i n f e r i o r
a 120 m, distância situada dentro dos limites econômicos das unidades LHO
(Load, haul, dump).
Como no caso de operação de perfuração, dimensiona-se, também,
uma LHD para cada painel. Neste caso porque não é possível o transporte ejn
tre dois painéis, quando intercalados por um em fase de enchimento.
0 minério percorrerá galerias secundárias, primária e a mestrado
horizonte de produção considerado, e será recolhido num s i l o próximo ao po_
ço de extração de onde é conduzido para o skip.
0 poço e o skip terão capacidade suficiente para um transptrte
3
vertical de 60 m /h de minério, quando o poço tiver atingido uma
profundi-dade f i n a l .
Junto aos castelos de drenagem deverão localizar-se os sistemas
de coleta de água e de bombeamento. As águas da mina deverão convergir p£
ra a base do poço de extração em cada horizonte e daí, bombeadas para a sju
perfície pelo mesmo.
A ventilação vira a processar-se através das chaminés de serviço,
delimitadoras dos painéis de lavra e pelo poço de extração. Será f e i t a
por exaustão nas chaminés e atingirá níveis, para uma descontaminação
com-patível da ordem de 50 toneladas de ar para uma tonelada de minério extraí
do, enquanto não se pode dsterminar a aeração necessária nas frentes de
trabalho. A mesma se dará a partir dos trabalhos subterrâneos de traçagem,
quando se conhecerá os níveis de WL (Working Level) atingidos nas galerias
em minério.
As pequenas lentes de minério que existem n& anomalia n9 03 e
que serão bloqueadas pelos trabalhos de lavra poderão ser recuperadas, des_
de que haja economia da de. Nesse caso, todo o equipamento será em menor
escala, não havendo, entretanto, aumento significativo no investimento.
tfc
Investimentos com equipamentos
0 conjunto de equipamentos que atenda a lavra dos painéis acha-se apreacha-sentado na tabela abaixo:
EQUIPAMENTOS Perfuratrizes (jumbos) Carregadeira LHD Locomotivas Vagonetas Exaustor
Bombas para drenagem Instalações de apoio Materiais e acessórios Total N9 DE UNIDADES
3
3
5
50
3
-CUSTO (CR$) (IO3) 50.000 50.000 45.000 5.000 15.000 10.000 60.000 25.000 260.000S7
5. Estimativa de Custo Operacional na Mina - An 03
. Custos Diretos
Compreenderão as despesas com o quadro de pessoal diretamente en-volvido com as operações na iavra da An 03 e os gastos de suprimentos ine-rentes a mesma. TABELA DE ".AO-DE-OBRA CLASSIFICAÇÃO Supervisão Nível superior Supervisão Nível técnico Serviços auxiliares Operação Manutenção preventiva Manutenção corretiva Traçagem Efetivo geral NOMERO 5 6 20 89 27 22 16 185 CUSTO ANUAL ( I O3 C r $ ) 12.600 4.320 7.200 26.280 7.800 7.200 4.800 70.200
«••
O pessoal p r e v i s t o para o item "traçagem" s i g n i f i c a o necessário para os serviços de abertura do painel a desmontar, quando se r e a l i z a o-bras i n i c i a i s , em pequena e s c a l a , antes da entrada em operação dos equipa-mentos maiores.
Essa equipe também r e a l i z a os pequenos serviços de limpeza, cons_ trução dos chutes e controle da operação de enchimento.
Incidência direta da mão-de-obra - Cr$ 156,00/t de ROM.
TABELA DE SUPRIMENTOS CLASSIFICAÇÃO Sobressalentes e peças Lubrificantes Explosivos Energia E l é t r i c a TOTAL CUSTO ANUAL ( I O3 Cr$) 40.000 12.000 32.400 25.000 109.400
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. Custos Indiretos
No cálculo de custos indiretos foram considerados:
. fator de encargos sociais - 802 (area industrial)
. taxa de ínsalubridade - 40% (pessoal de fundo somente)
. adicional de hora. noturna- 10% (sobre manutenção preventiva)
Acrescentando essas incidências obter-se-á um valor de Cr$
72.492.000,00/ano, significando um acréscimo no custo da produção de Cr$
161,10 K de ROM.
. Custo Operacional Final
0 custo operacional do minério da An 03 de Lagoa Real será a so^
ma dcs custos anteriormente obtidos para o minério ROM.
Cr$ 560,22/t
Com relação a este custo, cabem as seguintes observações:
. Não foram consideradas possíveis operações no estéril, durani
re o desenrolar do ataque ao painel. 0 estreitamento das leji
tes poderá implicar numa operação desse tipo.
. 0 custo do controle geológico acha-se, de modo preliminar, im
butido no item "serviços auxiliares", não se tendo, até o pre
sente, a sistemática rigorosa do controle do desmonte do mine
rio.
. Não foram considerados alguns custos adicionais como o de se
gurança e higiene do trabalho, vigilância, apoio em geral, ad
ministrativos indiretos, que, todavia, não importam em
so
. Preparação e Manuseio de Minério
Após o desmonte e transporte»no interior da mina e através do
poço vertical (skip), todo o minério é recolhido num silo, próximo as
instalações do poço em superfície.
A partir daí, o minério será britado e conduzido,por meio de
correias transportadoras,para o parque indutrial (usina).
A localização dessa unidade industrial deverá atender as posi
ções relativas da An 03 e An 09 (ou 13),que juntas suprirão a produção
de 1.000 t de U
30
8/ano estabelecida.
Essa distância relativa é de 7 km,a ser vencida por correias
transportadoras.
0 investimento estimado para essa etapa é de Cr$ 150,00 x IO
6.
0 custo anual da produção da preparação e manuseio ê estimado
em 102 do valor total de investimento, significando uma incidência de
Cr$ 33,4/t de minério produzida.
SETOR MINA PREPARAÇÃO E MANUESI0 TOTAL INVESTIfCNTOS - 106Cr$ Cr$ 1.129,10 Cr$ 150,00 Cr$ 1.279,10 CUSTOSCr$ 560,22/t
Cr$ 33,40/t
Cr$ 593,62/t
Si
De posse das estimativas de investimentos na traçagem, da aquisi ção de equipamentos e do custo de produção, pode-se tentar distribuir esses valores ao longo dos ònos, como mostra a tõbela a seguir. Essa distribuição foi feito apenas para a anomalia n9 03, com produção de 500t de U30R/ano.
Para o con? 1 emento das l.OOOt de UjOg/ano do projeto, deverá ser computado os montantes necessários ao funcionamento de outra mina (anomalia) em para-lelo e, portanto, a duplicação dos valores aqui estimados.
106Cr$ ANOS 8? 83 84 85 66 87 88 89 90 91 92 93 94 95 INVESTIKENTOS TRAÇAGEM 100 100 150 210 -120 160 180 -«• -E Q U I P A K L N T O S _ 70 90 100 . -CUSTO OPERACIONAL ^, -286 286 286 286 286 286 285 286 286 286 TOTAL 100 170 240 310 286 286 406 446 466 286 285 286 286 286
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E aqui considerada uma vida útil de 10 anos para os equipamentos
dimensionados. A partir de 1995 deverá ser feita a troca dos mesmos» em
se considerando 20 anos de empreendimento.
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CONCLUSÕES
O elevado potencial em urânio, não so da anomalia n? 03 aqui es-tudada, como do conjunto de anomalias que compõem o projeto Lagoa Real e as condições verificadas de ocorrência da rocha mineralizada, que devem p e r m i t i r a aplicação de um métode convencional de lavra para cada una des-sas anomalias, conduzem à indicação que esdes-sas anomalias apresentam, empriri cTpio, «.ondições favoráveis para lavra a custos razoáveis.
A hipótese de se u t i l i z a r um sistema modular para a lavra das diferentes anomalias deverá ser analisada. A An-03, por exemplo, poderá
ser programada para alimentar uma usina com capacidade de produção
equiva-lente a 500t de U30g/ano. Assim, ã medida que a pesquisa mineral f o r
con-cluindo os trabalhos de cada anomalia, novas unidades mineiras serão inco£ poradas ao regime produtivo.