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CEPRA - Ferramentas Manuais

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Academic year: 2021

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Colecção

Formação Modular Automóvel

FERRAMENTAS

MANUAIS

FERRAMENTAS

MANUAIS

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Colecção Formação Modular Automóvel

Título do Módulo Ferramentas Manuais

Coordenação Técnico-Pedagógica CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel

Departamento Técnico Pedagógico Direcção Editorial CEPRA – Direcção

Autor CEPRA – Desenvolvimento Curricular

Maquetagem CEPRA – Núcleo de Apoio Gráfico

Propriedade Instituto de Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 - 1000 Lisboa

1ª Edição Portugal, Lisboa, Fevereiro de 2000

Depósito Legal 148217/00

“Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego, cofinanciado pelo Estado Português, e pela União Europeia, através do FSE”

“Ministério de Trabalho e da Solidariedade – Secretaria de Estado do Emprego e Formação”

© Copyright, 2000 Todos os direitos reservados

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ÍNDICE

DOCUMENTOS DE ENTRADA

OBJECTIVOS GERAIS ... E.1 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS... E.1 PRÉ-REQUISITOS ... E.2

CORPO DO MÓDULO

0 - INTRODUÇÃO... 0.1 1 - FERRAMENTAS MANUAIS ... 1.1 1.1 - FERRAMENTAS FIXAS ... 1.1 1.1.1 - CHAVES DE FENDAS... 1.2 1.1.2 - BUSCA-PÓLOS ... 1.4 1.1.3 - CHAVES DE CAIXA ... 1.5 1.1.4 - CHAVES DE CAIXA ARTICULADA DUPLA ... 1.7 1.1.5 - CHAVES DE BOCAS... 1.7 1.1.6 - CHAVES DE LUNETA ... 1.8 1.1.7 - CHAVES MISTAS... 1.9 1.1.8 - CHAVES CRESCENTES... 1.9 1.1.9 - CHAVES PARA SEXTAVADO INTERIOR... 1.10 1.1.10 - CHAVES TUBULARES... 1.10 1.1.11 - CHAVES TUBULARES CURVAS ... 1.11 1.1.12 - CHAVES DE VELAS... 1.12 1.1.13 - MARTELOS ... 1.13 1.1.14 - MARTELO DE PLÁSTICO ... 1.14 1.1.15 - PUNÇÕES ... 1.14 1.1.16 - TALHADEIRA ... 1.15 1.1.17 - CHAVES PARA FILTROS DE ÓLEO ... 1.15 1.1.18 - CHAVES PARA BUJÕES DE ÓLEO ... 1.16

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1.2 - FERRAMENTAS ARTICULADAS... 1.16

1.2.1 - ALICATES... 1.16 1.2.2 - ALICATE DE CORTE ... 1.17 1.2.3 - ALICATES DE PRESSÃO ... 1.18 1.2.4 - ALICATES PARA FREIOS... 1.18 1.2.5 - ALICATES DE REBITAR ... 1.19 1.2.6 - ALICATES PARA ANÉIS DE SEGMENTO... 1.19 1.2.7 - NAVALHAS... 1.20 1.2.8 - TESOURAS ... 1.20 1.3 - FERRAMENTAS COMPLEMENTARES... 1.20 1.3.1 - CHAVES DE IMPACTO... 1.20 1.3.2 - CHAVES DINAMOMÉTRICAS ... 1.21 1.3.3 - EXTRACTORES... 1.22 1.3.4 - CINTAS COMPRESSORAS DE SEGMENTOS ... 1.24 1.3.5 - ARCO DE SERRA ... 1.24 1.3.6 - GAMBIARRAS ... 1.25 1.3.7 - CAIXAS DE FERRAMENTAS... 1.25 1.3.8 - CARROS DE FERRAMENTAS ... 1.26

1.4 - RISCOS E CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS... 1.27

1.4.1 - SELECCIONAR E CUIDAR DAS FERRAMENTAS... 1.27 1.4.2 - EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO... 1.27 1.4.3 - CORRECTO MANUSEAMENTO DAS FERRAMENTAS ... 1.27

BIBLIOGRAFIA ...C.1

DOCUMENTOS DE SAÍDA

PÓS-TESTE... S.1 CORRIGENDA E TABELA DE COTAÇÃO DO PÓS-TESTE... S.4

ANEXOS

EXERCÍCIOS PRÁTICOS ...A.1 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS...A.2

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OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

No final deste módulo, o formando deverá ser capaz de:

OBJECTIVO GERAL DO MÓDULO

Distinguir os grupos de ferramentas, descrever as principais ferramen-tas fixas, descrever as principais ferramenferramen-tas articuladas e identificar a sua correcta utilização na mecânica automóvel e enunciar os cuidados a ter na utilização das ferramentas manuais.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

1. Escolher e utilizar correctamente as ferramentas de montagem e desmontagem fixas, articuladas e complementares, na reparação automóvel.

2. Enunciar os cuidados a ter no manuseamento das ferramentas fixas.

3. Enunciar os cuidados a ter na utilização das ferramentas articula-das.

4. Enunciar os cuidados a ter na utilização das ferramentas comple-mentares.

5. Aplicar as regras de segurança na utilização das ferramentas manuais

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COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL C i r c. I nt eg r ad o s, M i cr o co nt r o l ad o r es e M icr o p r o cessad o r es R ed e d e A r C o mp . e M anut enção d e F er r ament as Pneumát i cas Si st emas Elect r ó nico s D iesel C ar act er í st icas e F unci o nament o d o s M o t o r es F o cag em d e F ar ó is Lâmp ad as, F ar ó is e F ar o l ins Sist emas d e A r r ef eci ment o So b r eal iment ação

R ed e Eléct r i ca e M anut enção d e F er r ament as El éct r icas Sist emas d e Inf o r mação Sist emas d e Seg ur ança Passi va Sist emas d e D ir ecção M ecâni ca e A ssi st i d a Sist emas d e T r ansmi ssão Sist emas d e C o nf o r t o e Seg ur ança Emb r aiag em e C ai xas d e V el o ci d ad es Sist emas d e Injecção M ecâni ca D iag nó st ico e R ep ar ação em Si st emas M ecânico s D i ag nó st i co e R ep . d e A var ias no Sist ema d e Susp ensão U nid ad es Elect r ó nicas d e C o mand o , Senso r es e A ct uad o r es N o çõ es B ási cas d e So l d ad ur a M et r o l o g ia Ór g ão s d a Susp ensão e seu

F unci o nament o G eo met r i a d e

D ir ecção

OUTROS MÓDULOS A ESTUDAR

A nál ise d e Gases d e Escap e e O p acid ad e Pr o cesso s d e F ur ação , M and r i lag em e R o scag em G ases C ar b ur ant es e C o mb ust ão N o çõ es d e M ecâni ca A ut o mó vel p ar a GPL C o nst i t ui ção e F unci o nament o d o Eq ui p ament o C o n-ver so r p ar a GPL Leg i sl ação Esp ecí f i ca so b r e GPL D iag nó st ico e R ep ar ação em Sist emas co m G est ão El ect r ó ni ca D iag nó sico e R ep ar ação em Si st emas Eléct r i co s C o nvencio nai s R o d as e Pneus F er r ament as M anuai s T er mo d i nâmica M anut enção Pr o g r amad a Pr o cesso s d e T r açag em e Puncio nament o Pr o cesso s d e C o r t e e D esb ast e Emi ssõ es Po l uent es e D isp o si t i vo s d e C o nt r o lo d e Emi ssõ es Sist emas d e Seg ur ança A ct iva

Sist emas d e T r avag em A nt i b lo q ueio Sist emas d e I nj ecção Elect r ó nica V ent il ação F o r çad a e A r C o nd i ci o nad o Sist emas d e T r avag em Hid r ául ico s M ag net ismo e

El ect r o mag net ism o - M o t o r es e Ger ad o r es Sist emas d e C ar g a e A r r anq ue C o nst r ução d a Inst alação El éct r ica Lub r if i cação d e M o t o r es e T r ansmi ssão A li ment ação D iesel Sist emas d e A l iment ação p o r C ar b ur ad o r Lei t ur a e I nt er p r et ação d e Esq uemas El éct r ico s A ut o D ist r ib uição C o mp o nent es d o Si st ema El éct r ico e sua Simb o lo g i a El ect r icid ad e B ási ca Sist emas d e A viso A cúst i co s e Lumi no so s Sist emas d e I g ni ção Sist emas d e C o muni cação T ecno l o g i a d o s Semi C o nd ut o r es -C o mp o nent es C álcul o s e C ur vas C ar act er í st icas d o M o t o r Sist emas d e A d missão e d e Escap e T ip o s d e B at er ias

e sua M anut enção

O r g aniz ação Of i ci nal LEGEN D A Módulo em estudo Pré-Requisito I nt r o d ução ao

A ut o mó vel D esenho T écni co

M at emát ica ( cál culo )

F í si ca, Quí mi ca e M at er i ai s

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1 - FERRAMENTAS DE MANUAIS

Os técnicos da reparação automóvel deverão dispor de um conjunto de ferramentas para efectuar os trabalhos de reparação de veículos automóveis.

Estas ferramentas geralmente estão em caixas de ferramentas que contém todas as ferramentas necessárias para trabalhar com eficiência.

Existem ainda nas oficinas armários ou painéis de ferramentas, mais completos do que os conjun-tos individuais de cada mecânico, destinados, por exemplo: para as ferramentas para sistemas de travagem, sistemas de ignição, etc, designadas também como ferramentas especiais.

1.1 – FERRAMENTAS FIXAS

São consideradas ferramentas fixas, as ferramentas compostas por elementos que podem ser agrupados de maneira a formar um conjunto rígido.

Entre as ferramentas fixas podemos citar:

Chaves de fendas Busca-pólos Chaves de caixa

Chaves de caixa articulada dupla Chaves de bocas

Chaves de lunetas Chaves mistas Chaves crescentes

Chaves para sextavado interior Chaves tubulares

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Chaves tubulares curvas Chaves de velas Martelos Martelo de plástico Punções Talhadeira

Chaves para filtros de óleo Chaves para bujões de óleo

1.1.1 - CHAVES DE FENDAS

Chave de fendas ou chave de parafusos são os nomes genéricos da ferramenta utilizada principal-mente para apertar e desapertar parafusos com cabeça entalhada. Pode ainda ser utilizada, sem abusos, para uma série de trabalhos complementares, tais como a extracção de componentes por alavanca.

Existem muitos formatos e modelos de chaves de fendas, dependendo do tipo de ponta da chave e do correspondente entalhe da cabeça do parafuso. Os tipos mais correntes são as de fenda direita e a de “Phillips”, “Pozidriv” também conhecidas como chaves de cruz, e “Torx”, também conhecida como chave de estrela. Estes formatos estão indicados na figura 1.1.

Fig. 1.1 – Formatos de entalhes das chaves de fenda

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Uma chave de fendas é composta pelas seguintes partes:

Punho – parte destinada a ser agarrada pela mão. Deve ter um formato ergonómico para permitir aplicar um esforço, sem ferir a mão do utilizador. É conveniente que o cabo seja de material que garanta um bom isolamento eléctrico.

Haste – é a parte que sai do punho, feita em aço temperado. Deve ser capaz de resistir aos esforços a que está sujeita esta ferramenta. Algumas chaves apresentam um sextavado na haste, permitindo que seja aplicada uma maior torção por meio de uma chave de bocas.

Ponta – é a extremidade da haste, adequada a encaixar na cabeça do parafuso, podendo ter vários formatos.

Fig. 1.2 - Constituição da chave de fendas

Existem jogos em que, numa chave, podem ser aplicados vários tipos de pon-teiras, aumentando a versatilidade da ferramenta e reduzindo o número de chaves a transportar. As chaves de fen-das podem ainda ter a haste com forma-tos curvos para aplicações especiais. Existem ainda chaves curtas, como mos-trado na figura 1.3, vulgarmente chama-das “cotos”, bem como chaves de fenchama-das angulares, como mostrado na figura 1.4, para manobras em zonas de difícil aces-so.

As chaves de fendas são referenciadas pela largura e espessura da lâmina. As chaves Phillips e Pozidriv são referenciadas por números, sendo geralmente utilizados os números de 0 (zero), cor-respondente à chave menor até 4, corcor-respondente à chave maior. As chaves Torx são referencia-das por números de 6, correspondente à chave menor até 60, correspondente à chave maior.

Fenda

Phillips

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Para uma correcta aplicação, aplicar a chave de formato e tamanho adequado, que é sempre aquela que encaixa perfeitamente na ranhura do parafuso. Se a ponta da chave não se ajustar perfeitamente na ranhura do parafuso, pode danificar a fenda ou a ranhura do parafuso.

As pontas das chaves devem apresentar-se sempre afiadas e conservar planas as faces da fenda. Não utilizar a chave de fendas como alavanca, escopro ou punção. Não bater no cabo da chave com o martelo. Não deixar os dedos junto à ponta da lâmina durante o trabalho, pois esta pode resvalar e ferir os dedos. Apenas as chaves de fendas em que o topo do cabo tenha um reforço específico e que a haste atravesse o cabo, podem receber ligeiras pancadas para desbloquear parafusos calcinados.

1.1.2 -

BUSCA-PÓLOS

O busca-pólos é uma variante da chave de fendas. Os busca-pólos são utlizados para verificar cir-cuitos eléctricos de baixa tensão e corrente contínua, utilizados nos automóveis sendo compostos por uma pequena chave de fendas com um terminal, onde é aplicado um fio que tem na extremida-de uma pinça extremida-de “crocodilo”, conforme mostrado na figura 1.5. Uma lâmpada acenextremida-de no interior do busca-pólos quando a ponta estabelece o circuito eléctrico entre o elemento sob tensão e a pinça.

Fig. 1.5 - Busca-pólos

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1.1.3 - CHAVES DE CAIXA

As chaves de caixa são chaves de formato cilíndrico. Num topo possuem 6 ou 12 faces internas, como mostrado na figura 1.6, para trabalhar em parafusos de cabeça sextavada exterior. No outro topo têm um quadrado interior onde encaixam as extensões e os punhos que vão transmitir o esforço.

As medidas padrão destas chaves são medidas métricas, tais como 10 mm, 11 mm, 13 mm e 17 mm, ou em polega-das tais como 3/8”, 7/16 ½” e 9/16”.

Devem ser usadas chaves métricas em parafusos com medidas métricas, e chaves em polegadas para parafusos com medidas em polegadas.

As chaves de caixa de 12 faces assentam nas extremidades do sextavado do parafuso. São utili-zadas no serviço geral, dado que permitem trabalhar com a ferramenta em pequenos espaços. As chaves de caixa de 6 faces são utilizadas para a transmissão de maiores esforços, ou para parafusos e porcas com muito desgaste, dado que assentam em todo o sextavado do parafuso. As chaves de caixa permitem uma grande versatilidade de utilizações.

Os principais constituintes de um conjunto de chaves de caixa, como mostrados na figura 1.7, são:

EXTENSÕES: ligam o cabo em T ou punho às chaves, são construídos em vários comprimentos, de forma a poder ser escolhido o mais adequado a cada tarefa.

ROQUETE: de acordo com o sentido de rotação aperta ou desaperta parafusos rapidamente, por impulsos, sem necessidade de tirar a chave do parafuso. Permitem um aperto rápido, sendo eficazes na desblocagem de parafusos calcinados ou colados.

CARDAN: para utilizar as chaves e extensões em locais de difícil acesso, permitindo um ângulo entre a chave e o punho sem prejudicar a transmis-são dos esforços.

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CABO ARTICULADO: para zonas com pouco espaço em frente ao parafu-so.

CABO EM T: para aplicação de maiores esforços.

MANIVELA: para dar voltas rapidamente a um parafuso, de maneira contí-nua.

PONTEIRAS: fazem a ligação entre os acessórios deste conjunto e a cabe-ça de parafusos com entalhes, como a fenda, o Phillips, Pozidriv, o sextava-do interior, também conhecisextava-do como Umbrako ou Allen, o Torx e entalhes específicos de vários fabricantes de automóveis e equipamento.

Os roquetes devem ser lubrificados com frequência.

Nunca utilizar chaves de caixa manuais numa chave pneumática ou de impactos, dado que as cha-ves de caixa manuais podem não ter o tratamento térmico adequado para resistirem ao choque. Uti-lizar apenas as extensões previstas, não aplicando sobrecargas com tubos ou pancadas, pois pode-rão danificar as chaves.

Este tipo de chaves pode ser utilizada, por exemplo, na desmontagem dos componentes da suspen-são dos automóveis.

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1.1.4 - CHAVES DE CAIXA ARTICULADA DUPLA

As chaves de caixa articulada duplas, como mostrado na figura 1.7, apresentam duas medidas de chaves de caixa num mesmo cabo o que, com a possibilidade de articulação, vai permitir trabalhar em condições de acessibilidade limitada.

1.1.5 - CHAVES DE BOCAS

Também conhecidas como chaves de duas bocas. Cada chave possui duas bocas com medidas diferentes, com uma inclinação em relação ao cabo para permitir trabalhos em locais de difícil acesso. Como mostrado na figura 1.9, trazem gravado no cabo um número que representa a medi-da medi-da abertura. Assim, uma chave com o número 17 serve para trabalhar num parafuso com cabe-ça sextavada exterior de 17 milímetros. O comprimento da chave está geralmente relacionado com a medida da boca, permitindo uma correcta aplicação do binário de aperto.

Fig. 1.9 – Chave de bocas Fig. 1.8 - Chave de caixa articulada dupla

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Utilizar sempre a chave correspondente à dimensão da cabeça do parafuso, e nunca aplicar chaves com medidas em milímetros em parafusos de polegadas, nem utilizar chaves com medidas superio-res às da cabeça do parafuso.

Fig. 1.10 – Correcta utilização da chave de bocas

As chaves de bocas são utilizadas, por exemplo, na afinação do tirante da correia do alternador.

1.1.6 - CHAVES DE LUNETA

São utilizadas quando é necessário aplicar esforços maiores, devido ao seu encaixe em anel envol-ver toda a cabeça do parafuso, permitindo uma maior rigidez do conjunto. As aberturas possuem geralmente 12 faces, o que permite soltar a chave e voltar a rodar o sextavado do parafuso em locais com pouco espaço. Como mostrado na figura 1.11, as chaves de lunetas apresentam medi-das diferentes nas duas extremidades e o anel geralmente está fora do plano da barra, de modo a

facilitar o manusea- mento.

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As chaves de luneta são utilizadas, por exemplo, nas suspensões tipo “MacPherson”, na porca superior do amortecedor.

1.1.7 - CHAVES MISTAS

Também conhecidas como “chaves combinadas”, possuem uma extremidade aberta e outra fecha-da, como mostrado na figura 1.12, juntando as vantagens da chave de bocas e da chave de lunetas numa só ferramenta. Neste tipo de chaves o anel e a boca têm a mesma medida.

A extremidade fechada é utilizada para soltar parafusos apertados e para dar o aperto final, enquan-to a extremidade aberta é usada para dar voltas sucessivas ao parafuso.

1.1.8 - CHAVES CRESCENTES

As chaves crescentes são uma espécie de chave de boca, com abertura regulável. A figura 1.13, mostra uma chave crescente, que também é conhecida como chave inglesa. Tem actualmente uma utilização directa limitada na mecânica automóvel, mas continua presente em todas as caixas de ferrramentas, pois permite ao utilizador ter muitas medidas apenas com uma chave, funcionando como ferramenta de apoio quando são necessárias duas chaves com a mesma medida. É utilizada em recurso, na falta da chave adequada.

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A variação da medida da abertura da chave crescente faz-se pela rotação com os dedos, de um veio

roscado que efectua a

aber-tura ou o fecho da boca.

1.1.9 - CHAVES PARA SEXTAVADO INTERIOR

São chaves utilizadas em parafusos cuja cabeça tem um encaixe sextavado interior, permitindo a sua utilização em locais com pouco espaço de mano-bra. As chaves para sexta-vado interior, mostradas na figura 1.14, podem ter medidas métricas ou medidas em polegadas.

1.1.10 - CHAVES TUBULARES

As chaves tubulares são tubos de aço especial, com um sextavado interior em cada ponta. Como mostrado na figura 1.16 são accionadas por um cabo corrediço que passa por um furo existente no tubo, ou por uma chave de bocas. Permitem trabalhar em parafusos situados em locais pouco

aces-Fig. 1.14 - Chaves para sextavado interior Fig. 1.13 – Chave crescente

Veio roscado

Boca Cabo

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São utilizadas tam-bém em parafusaria gasta ou moída devido ao seu encaixe de seis faces ajustar-se per-feitamente na porca ou parafuso.

O seu manuseio é seguro, mas necessitam algum espaço de manobra junto ao parafuso para a movimentação do cabo corrediço ou da chave de bocas.

Fig. 1.16 – Manuseamento da chave tubular

1.1.11 - CHAVES TUBULARES CURVAS

A figura 1.17 apresenta uma chave tubular curva, também conhecida como “chave de cachimbo”. Estas chaves têm as mesmas características das chaves tubulares.

Fig. 1.17 - Chave tubular curva

Fig. 1.15 - Chave tubular

Tubo Furo

Furo Sextavado

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Quando manuseadas pela extremidade livre, o binário de aperto é aplicado directamente na chave, como por exemplo, nos trabalhos em porcas sobre veios roscados compridos.

Podem ainda ser manuseadas por um cabo corrediço, que facilita a aplicação do binário de aperto quando existe pouco espaço livre junto ao parafuso. O manuseamento das chaves tubulares curvas é mostrado na figura 1.18.

Fig. 1.18 – Aplicações da chave tubular curva

1.1.12 - CHAVES DE VELAS

São utilizadas para aplicar ou retirar as velas de ignição dos motores. Consiste numa chave de caixa comprida, com uma extensão e desandador em “T”. A chave deve adaptar-se ao corpo da vela sem tocar no isolador e a extensão deve ter o comprimento adequado. Em alguns casos é necessário uti-lizar um cardan para permitir a manobra da chave no espaço disponível.

Manuseamento pela

Manuseamento com

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1.1.13 - MARTELOS

Consistem numa peça, a cabeça, em aço especial, com duas faces onde está fixado um cabo, geralmente em madeira. Os martelos utilizados na mecânica automóvel têm uma face plana e a outra em forma de bola ou de pena, conforme mostrado na figura 1.20.

Existem vários pesos de martelos, em função da variação do seu tama-nho. Um martelo pode ser: leve, médio ou pesado. O cabo deve ser bem ajustado ao olhal e, nos cabos em madeira ou derivados, ser apli-cada uma cunha de travamento. A face plana é utilizada sobre super-fícies planas ou para dar pancadas em objectos salientes, como por exemplo, cavilhas elásticas ou em ferramentas como punções e talha-deiras.

A face em forma de bola é utilizada em superfícies côncavas, geralmente para desempenar com-ponentes em chapa.

A face em forma de pena é utilizada na dobragem de chapas ou barras finas, para dar a forma da curva pelo interior.

Conforme mostrado na figura 1.21, a pancada deve ser dada com o martelo alinhado com a superfície, de forma a que a face bata por inteiro. Não bater com um martelo inclinado, nem pegar muito junto à cabeça, o que pode dar origem ao martelo bater com as bordas da face, podendo danificar as mesmas.

Fig. 1.21 – Manuseamento correcto e incorrecto do martelo

Correcto Incorrecto Martelo de pena Martelo de bola Fig. 1.20 - Martelos Face plana

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1.1.14 - MARTELO DE PLÁSTICO

São martelos especiais, mostrados na figura 1.22, com as faces protegi-das por troços de materiais plásticos, ou também por cobre, latão, borra-cha ou couro. Quando utilizados cor-rectamente, não deixam marcas nas superfícies onde bateram, servindo para desempenar e alinhar materiais mais sensíveis, tais como veios ros-cados ou peças em cobre, que não poderiam ser corrigidos com um martelo de aço pois danificariam estas peças.

1.1.15 - PUNÇÕES

Os punções, mostrados na figura 1.23, são constituídos por troços cilíndricos ou em barra, de aço espe-cial, e que contêm um punho, um topo ou cabeça destinados a bater com um martelo, uma haste e uma ponta. A haste pode ser cilíndrica ou cónica, e a ponta pode ser direita ou afiada em bico. Os punções de pon-ta direipon-ta são utilizados para colocar e retirar cavilhas, veios e demais peças mantidas sob pressão, e tam-bém para rebater rebites. Os pun-ções de bico servem para marcar centros de peças e pontos para ini-ciar a furação com uma broca.

Não utilizar um punção como alavanca.

Fig. 1.22 - Martelos de plástico

Punção para cavilhas

Punção para rebites

Punção de bico

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1.1.16 – TALHADEIRA

Uma talhadeira consiste numa barra curta de aço especial, com secção rectangular, uma extremi-dade forjada e afiada em cunha e outra extremiextremi-dade recta, como mostrado na figura 1.24. A talha-deira é uma ferramenta de corte, que pode ser utilizada por exemplo, para cortar um rebite, rece-bendo as pancadas de um martelo.

1.1.17 - CHAVES PARA FILTROS DE ÓLEO

Esta chave, mostrada na figura 1. 25, é utilizada para retirar os filtros de óleo. Podem ter a trans-missão do esforço por correia, por corrente, ou por encaixe adequado a cada tipo de filtros.

Fig. 1.25 – Chave de correia para filtros de óleo Fig. 1.24 - Talhadeiras

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1.1.18 - CHAVES PARA BUJÕES DE ÓLEO

São utilizadas para retirar e aplicar os bujões, durante a mudança do óleo lubrificante. Estas chaves podem ser apli-cadas aos bujões pelo interior ou pelo exterior.

1.2 – FERRAMENTAS ARTICULADAS

1.2.1 -

ALICATES

Os alicates são ferramentas utilizadas para fixar peças de várias formas, dobrar, torcer, cortar fios e arames.

O mais conhecido é o alicate universal. Este tem duas zona de fixação, uma pla-na com denteado fino e outra arredonda-da com denteado grosso. Tem ainarredonda-da uma zona de corte junto à articulação. Os ali-cates podem ter ou não os cabos reco-bertos com material isolante, permitindo trabalhar sob tensão e melhorando o con-tacto com as mãos durante a aplicação de esforços.

Como mostrado na figura 1.28, além do alicate universal existem ainda os alicates de pontas cha-tas e os alicates de poncha-tas curvas. Servem para segurar ou apertar peças macias, podendo ser utilizado em locais de difícil acesso, onde sejam necessárias pontas compridas.

Os alicates de pontas redondas servem para fazer olhais de fixação nas extremidades dos fios condutores.

Aplicada pelo interior

Aplicada pelo exterior

Fig. 1.26 - Chaves para bujões de óleo interior e exterior

Denteado fino

Denteado grosso Zona de corte

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Não devem ser utilizados alicates, em vez da chave adequada, para apertar porcas ou parafusos, pois danificam a ferramenta e as porcas ou parafusos.

Um alicate nunca deve ser usado como martelo.

1.2.2 - ALICATE DE CORTE

O alicate de corte, mostrado na figura 1.29, serve para cortar fios, cabos e arames, preparar as pontas das ligações eléctricas e descarnar fios condutores. É utilizado para retirar troços ou chave-tas, cortando as de material macio.

Devem ser utilizados alicates de corte, adequados ao diâmetro e dureza do arame a cortar. Deve-mos dar preferência a cortar junto à articulação do alicate, em vez de cortar junto às pontas, para não esforçar o alicate.

Fig. 1.28 - Alicates de pontas chatas, de pontas curvas e de pontas redondas

Pontas chata Pontas curvas Pontas Redondas

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1.2.3 - ALICATES DE PRESSÃO

São ferramentas polivalentes na reparação automóvel, como ferra-menta de apoio. Funcionam com o princípio do auto-aperto, multiplican-do a força muscular multiplican-do operamultiplican-dor e mantendo a força sobre o material a apertar, até que seja destravado o ali-cate. São geralmente utilizados para fixar peças ou em parafusaria muito gasta, em que não é possível utilizar chaves de medidas fixas.

As maxilas deste alicate apresentam um serrilhado, que pode deixar marcas ao apertar um mate-rial macio. Um alicate de pressão não deve ser utilizado para prender peças de forma permanente. Estas podem vir a soltar-se com impactos ou vibrações. Não devem também ser utilizados em ope-rações de levantamento de motores ou caixas de velocidades.

1.2.4 - ALICATES PARA FREIOS

Podem ser direitos ou curvos, interiores ou exteriores. Servem para aplicar ou extrair freios metáli-cos. Alguns possuem um parafuso regulador que limita a deformação aplicada ao freio.

Fig. 1.30 - Alicate de pressão

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Os alicates para freios devem ser escolhidos em função do tamanho dos freios a utilizar.

CUIDADOS: na colocação de freios devemos apertar o mínimo necessário para efectuar o traba-lho, de maneira a não deformar o freio. Ao aplicar um freio, devemos sempre utilizar óculos de pro-tecçãos, porque o freio pode escapar e saltar com grande velocidade.

1.2.5 - ALICATE DE REBITAR

Têm especial aplicação na reparação das carroçarias, na aplicação dos elementos de acabamento e na fixação de compo-nentes de pequeno peso. Cravam rebites de alumínio, com haste em aço e outras combinações. A figura 1.33 mostra um ali-cate de rebitar

1.2.6 - ALICATE PARA ANÉIS DE SEGMENTO

São alicates destinados a expandir os anéis de seg-mento até ao ponto suficien-te para passarem pela cabeça dos êmbolos e serem aplicados nas ranhu-ras. A figura 1.34 mostra um alicate para anéis de seg-mento.

Fig.1.33 – Alicate de rebitar

Fig. 1.34- Alicate para aneis de segmento Fig.1.32 – Alicate para freio exteriores

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1.2.7 -

NAVALHAS

São compostas por uma ou duas lâminas de aço e um cabo. Devem estar sempre presentes numa caixa de ferramentas para cortar materiais macios, raspar pequenas superfícies e retirar o isolamento de fios condu-tores. A figura 1.35 mostra uma navalha.

1.2.8 -

TESOURAS

Existe uma grande variedade de tesouras, sendo de escolher para o mecânico de automóveis um modelo robusto e de tamanho médio. A tesoura, como a mostrada na figura 1. 36, efectua o corte de materiais macios tais como papel, plásticos, borracha e cartão de juntas. As tesouras não devem ser utilizadas para cortar arames.

1.3 – FERRAMENTAS COMPLEMENTARES

1.3.1 - CHAVES DE IMPACTO

As chaves de impacto, também conhecidas como chaves de pancada, permitem apertar e desa-pertar com segurança porcas e parafusos muito apertados ou gripados. Como mostrado na figura 1.37, as chaves de impacto recebem a pancada de um martelo e, através de um sistema

mecâni-Fig.1.35 – Navalha

(33)

co, a transmitem ao parafuso sob a forma de uma rotação brusca. São compostas por um cabo e um encavador quadrado para aplicar uma chave de caixa ou ponteiras de fenda, Philips, Torx, etc.

Fig. 1.37 - Chave de Impacto

Algumas pancadas com um martelo pesado na cabeça da chave provocam a rotação da ponteira no sentido de aperto ou de desaperto.

As chaves de impacto podem funcionar com chaves de caixa adequadas a este tipo de trabalho. Estas chaves têm sempre um acabamento superficial preto, sem cromados.

1.3.2 - CHAVES DINAMOMÉTRICAS

As chaves dinamométricas têm como finalidade aplicar um binário de aperto controlado, por um valor previamente ajustado, a uma porca ou parafuso. Este ponto de afinação pode ser lido direc-tamente numa escala ou transmitido ao operador por um estalido durante o aperto.

São constituídas por um punho ou braço de alavanca, uma mola graduada e uma escala, como mostrado na figura 1.38.

(34)

As chaves dinamométricas são utilizadas, por exemplo, no aperto dos parafusos da cabeça dos motores.

As principais porcas e parafusos de um automóvel têm um binário de aperto definido pelo constru-tor. Selecciona-se o valor de aperto desejado e ajustam-se todos os parafusos na sequência indi-cada pelo fabricante do equipamento. Seguidamente faz-se outra volta a dar o aperto final, não esforçando para além do binário de aperto recomendado.

As chaves dinamométricas devem estar permanentemente limpas, de forma a não entrar sujidade no mecanismo de leitura. Devem ser manuseadas suavemente e evitar a sua queda. Ao fim do tra-balho, o posicionamento da escala deve voltar ao zero, para não deformar a mola, o que poderia alterar os valores.

1.3.3 -

EXTRACTORES

São utilizados na extracção de componentes mecânicos, montados sob pressão na posição de funcionamento, tais como rolamentos e polias. São constituídos por garras que vão fixar o extractor ao componente a retirar, e por uma rosca ou um elemento hidráulico que exerce a força de extrac-ção.

A utilização de um extractor pelo interior ou pelo exterior é determinada pelo espaço existente para a aplicação das garras do extractor, junto à peça a extrair.

Aplicam-se os braços de acordo com a forma do componente a extrair, pelo interior ou pelo exte-rior. Monta-se o extractor e move-se gradualmente o sextavado da rosca ou o parafuso do elemen-to hidráulico, até a extracção do componente.

Rosca

Garras

(35)

Fig. 1.40 – Extractores de três braços

Lubrificar bem a rosca e os pontos de passagem dos componentes a extrair. Não bater nas peças a extrair nem nos extractores. Verificar o correcto alinhamento dos braços e que estejam bem pre-sos, pois em trabalho esta ferramenta armazena tensões de várias toneladas. Nunca exceder a capacidade de um extractor.

Fig.1.41 – Extractor de dois braços com elemento hirráulico Extractor

Parafuso do elemento hidráulico

Elemento hidráulico Rosca

(36)

1.3.4 - CINTAS COMPRESSORAS DE SEGMENTOS

Destinam-se a comprimir os anéis de segmento junto ao êmbolo, para que este possa ser introdu-zido no cilindro com mais facilidade e sem partir os segmentos.

Fig. 1.42 – Cintas compressoras de segmentos

1.3.5 – ARCO DE SERRA

O arco de serra, também conhecido como serrote, consiste num arco metálico, que tem a função de manter esticada uma lâmina de serra substituível, servindo como empunhadura e para guiar o corte. Utiliza-se para cortar materiais de várias durezas, tais como plásticos, alumínio, cobre, cha-pas e tubos de aço, etc. A figura 1.43 mostra um arco de serra.

Fig. 1.43 – Arco de serra

Arco da serra Folha de serrote

(37)

O número de dentes que contactam com a superfície é importante, sendo fabricadas lâminas entre os 14 e os 32 dentes por polegada, não devendo estar menos de 3 dentes em contacto com o material a cortar. Em materiais macios devemos utilizar lâminas de serra com poucos dentes por polegada, resultando em dentes grandes. Por outro lado, em materiais duros devemos usar lâmi-nas de serra com muitos dentes por polegada, resultando em dentes pequenos.

Montar sempre a lâmina de serra com o lado recto dos dentes apontado para a frente, de modo a cortar quando empurrada. A tensão com que a lâmina é esticada deve ser adequada. Uma lâmina solta deixa fugir o corte, enquanto uma lâmina muito esticada pode partir bruscamente.

1.3.6 -

GAMBIARRAS

Na oficina mecânica devem ser sempre utilizadas tensões até 36V, de forma a evitar o choque eléctrico em caso de rompimento de algum fio. Existem mode-los para lâmpadas incandescentes, como mostrado na figura 1.44 e modelos para lâmpadas fluorescentes.

1.3.7 - CAIXAS DE FERRAMENTAS

As caixas de ferramentas permitem arrumar um conjunto de ferramentas adequadas à maior par-te dos trabalhos de reparação efectuados numa oficina mecânica. Geralmenpar-te têm divisões supe-riores com vários espaços para ferramentas pequenas, e uma divisão inferior de maior tamanho, para ferramentas grandes.

O critério de distribuição das caixas de ferramentas varia em cada oficina: pode ser distribuída uma caixa para cada mecânico, ou haver caixas completas com as ferramentas destinadas a activi-dades específicas numa oficina. A figu-ra 1.45 mostfigu-ra uma caixa de ferfigu-ramen- ferramen-tas.

Fig. 1.44 – Gambiarra para lâmpada incandescente

(38)

Não transporte caixas de ferramentas muito pesadas, pois pode magoar as costas. A caixa de ferramentas não é uma escada, não deve subir na caixa de ferramentas.

Não arrume as ferramentas cortantes ou pontudas desordenadamente, pois pode dar origem a ferir as mãos na próxima vez que for buscar ferramentas.

1.3.8 - CARROS DE FERRAMENTAS

Os carros de ferramentas contém o conjunto de ferramentas de um posto de trabalho, que trans-portam para junto da viatura a reparar. O tampo superior pode servir como bancada, tendo a altura adequada para o trabalho em pé. Podem dispor de gavetas para melhor arrumação ou de espaços abertos para a melhor visualização das ferramentas disponíveis. Dipõem de rodas de forma a des-locar-se pela oficina. As ferramentas bem arrumadas encontram-se com maior facilidade e rapidez, aumentando a eficiência do trabalho.

Fig. 1.46 - Carros de ferramentas

Devem ser mantidas sobre a bancada do carro, apenas as ferramentas e os materiais necessários à tarefa que se tem de executar.

Não abrir várias gavetas carregadas ao mesmo tempo, pois podem fazer virar o carro de ferramen-tas.

Respeitar os limites de carga do carro e das gavetas. Travar o carro quando parado.

(39)

Fechar sempre as gavetas durante as deslocações.

Não deslocar o carro com objectos colocados em desequilíbrio.

1.4 – RISCOS E CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS

1.4.1 - SELECCIONAR E CUIDAR DAS FERRAMENTAS

Cada ferramenta foi concebida para uma função própria. Não utilizar uma ferramenta para uma função que não seja a de origem. Só a ferramenta certa oferece a segurança, o conforto em ser-viço e a produtividade desejados.

Não altere as características das ferramentas por esmerilagem, soldadura, aquecimento excessi-vo, dobragem, etc. Isso modifica as suas características, podendo levar à ruptura em serviço. Não utilizar as ferramentas para além das suas capacidades, por meio de extensões ou panca-das. Não martelar numa chave que não seja construída para esta finalidade: só as ferramentas desenvolvidas para este efeito podem receber pancadas.

Manter limpas as ferramentas para evitar que escorreguem por estarem sujas ou engorduradas, tornando-se assim mais seguras.

Inspeccione sempre as ferramentas antes de as utilizar. Não devem apresentar desgastes, trin-cas, rebarbas, punhos partidos, nem estar mal encabadas.

1.4.2 - EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO

Usar sempre óculos de protecção em todos os trabalhos em que haja limalhas ou projecção de aparas.

Usar sempre luvas adequadas nos trabalhos em que haja risco de corte, queimaduras ou cho-ques eléctricos.

1.4.3 – CORRECTO MANUSEAMENTO DAS FERRAMENTAS

Garantir um bom equilíbrio, sobretudo nos trabalhos de força. Nas operações de levantamento de componentes pesados, deve-se manter as costas direitas e flectir as pernas.

(40)
(41)

BIBLIOGRAFIA

HAZET – Catálogo Técnico

CRAFTSMAN – Catálogo Técnico

FACOM – Catálogo Técnico

INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO – Mecânica de Automóveis

RS COMPONENTS – Catálogo Técnico

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(44)
(45)

PÓS-TESTE

Assinale com X a resposta correcta. Apenas existe uma resposta correcta para cada questão.

1 – Na extracção de um parafuso muito comprido, aplicado em profundidade, e com pouco espaço à volta, devemos utilizar:

a) Uma chave de lunetas………..………..……...……….

b) Um martelo……….……..……....…………

c) Uma chave de bocas………...…………...……….…

d) Uma chave de caixa com extensão, movida por roquete ou manivela. .…...

2 - No aperto de um parafuso com cabeça medida em milímetros devemos:

a) Utilizar um alicate universal...………..………...

b) Utilizar chave com medida em polegadas e não aplicar sobrecargas……..…

c) Aplicar um cano à chave para dar mais aperto………….………..………...

(46)

3 – Um alicate de pressão não deve ser utilizado:

a) Para fixar peças durante uma furação………..…...………..……

b) Para prender peças de forma permanente………….…………...……

c) Em parafusos com cabeça muito gasta………..………...……

d) Para extrair cavilhas………..…….…...………...………

4 – As chaves dinamométricas permitem aplicar um aperto controlado a um para-fuso. Com estas ferramentas devemos ter os seguintes cuidados:

a) Devem estar limpas, ser manuseadas com suavidade e voltar a escala ao zero no final do trabalho……...………..…...

b) Devem estar sujas e ser manuseadas com cuidado…..…...…...

c) Devem trabalhar sempre na vertical………...…...….……...

(47)

5 – Cada ferramenta tem uma função própria, concebida na origem. Em serviço devemos:

a) Alterar a abertura das ferramentas por esmerilagem, permitindo apertar parafusos de medidas superiores………...……..…..………...

b) Dobrar com aquecimento o cabo das ferramentas, de forma a torná-las mais ergo-nómicas………..………....……...

c) Respeitar as suas características, no sentido de garantir segurança, conforto em serviço e produtividade………..……….…...

(48)

CORRIGENDA E TABELA DE COTAÇÃO

DO PÓS-TESTE

Questão Nº

Corrigenda

Cotação

1

D

4

2

D

4

3

B

4

4

A

4

5

C

4

Total

20

(49)
(50)
(51)

EXERCÍCIOS PRÁTICOS

EXERCÍCIO N.º 1 - APERTO COM BINÁRIO CONTROLADO, UTILIZANDO UMA CHAVE DINAMOMÉTRICA

-

APERTO COM BINÁRIO CONTROLADO, UTILIZANDO UMA CHAVE DINAMO-MÉTRICA, REALIZANDO AS TAREFAS INDICADAS EM SEGUIDA, TENDO EM CONTA OS CUIDADOS DE HIGIENE E SEGURANÇA.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

- VEÍCULO COM PARAFUSOS A APERTAR

- MANUAL DO FABRICANTE COM OS VALORES DO BINÁRIO DE APERTO - CHAVE DINAMOMÉTRICA AJUSTÁVEL

- CHAVE DE CAIXA E EXTENSÃO

TAREFAS A EXECUTAR

1 - VERIFIQUE O VALOR DE APERTO NO MANUAL.

2 - AJUSTE, NA CHAVE DINAMOMÉTRICA, O VALOR DE APERTO.

3 - CONSULTE NO MANUAL A SEQUÊNCIA DE APERTO DOS PARAFUSOS. 4 - ENCOSTE TODOS OS PARAFUSOS.

5 - EFECTUE O APERTO NA SEQUÊNCIA INDICADA ATÉ A CHAVE DINAMOMÉ-TRICA INDICAR O VALOR DE APERTO AJUSTADO.

6 - COLOQUE A MOLA DA CHAVE SEM TENSÃO.

Exemplos de exercícios práticos a desenvolver no seu posto de trabalho e de acordo com a matéria constante no presente módulo.

(52)

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS

EXERCÍCIOS PRÁTICOS

EXERCÍCIO PRÁTICO Nº 1 – APERTO COM BINÁRIO CONTROLADO, UTILIZANDO UMA CHAVE DINAMOMÉTRICA.

TAREFAS A EXECUTAR NÍVEL DE EXECUÇÃO GUIA DE AVALIAÇÃO Verificar o valor de aperto no manual. 4

Ajustar o valor do aperto na chave dina-mométrica.

5

Consultar no manual a sequência de aperto dos parafusos.

3

Encostar todos os parafusos. 2

Efectuar o aperto na sequência indicada até a chave dinamométrica indicar o valor de aperto ajustado.

4

colocar a mola da sem tensão. 2

Referências

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