Minuta de Anteprojeto de Lei
Cria o Sistema Estadual de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, Conservação, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal (REDD+) no Estado de Mato Grosso e dá outras providências.
Considerando que ...
CAPÍTULO I
Do Sistema Estadual de REDD+
Art. 1º Fica criado o Sistema Estadual de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, Conservação, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal – REDD+, que será regido por esta Lei e seu Regulamento e abrangerá todos os biomas existentes no território do Estado de Mato Grosso.
Art. 2º Para os efeitos desta lei considera-se:
Colocar contextualização
Contribuição da Agricultura Familiar no Estado, falta de acesso aos recursos para AF
Contribuição na luta contra o desmatamento
Art. 2º Causa estrutural do desmatamento = modelo do Agronegócio
I - REDD+: Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, Conservação, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal;
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II - Emissões: liberação de gases de efeito estufa, aerossóis e/ou seus precursores na atmosfera, e em área específica e período determinado;
III - Desmatamento: supressão total da vegetação nativa em uma determinada área visando a sua conversão permanente para um uso alternativo do solo;
IV - Degradação florestal: destruição parcial da vegetação nativaem uma determinada área devido a atividades humanas ou agentes naturais;
V - Conservação: manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção e a utilização sustentável do ambiente e dos recursos naturais, em uma determinada área de vegetação nativa, estando ela ou não sob ameaça de desmatamento ou degradação florestal;
VI - Manejo Florestal Sustentável: administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentabilidade do ecossistema objeto do manejo, e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplos produtos e subprodutos madeireiros e não madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços de natureza florestal; VII - Estoque de carbono florestal: quantidade de carbono armazenado na vegetação nativa, presente nos seguintes compartimentos: biomassa viva acima do solo, nos troncos, galhos e folhas; biomassa viva subterrânea, nas raízes; resíduos lenhosos, nos troncos caídos e galhos quebrados; e liteira, nas folhas e outros restos de vegetação morta;
VIII - Aumento dos estoques de carbono florestal: ações de recuperação, restauração e enriquecimento da vegetação nativa em uma determinada área, que resultem no incremento dos estoques de carbono florestal;
IX - Povos e comunidades tradicionais: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição;
X - Agricultor familiar e empreendedor familiar rural: aquele que pratica atividades no meio rural, atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos:
Comment [AF2]: Substituir "populações tradiconais para comunidades locais" => Vítor (observatório do REDD)
Comment [LRV3]: necessidade de incluir uma definição da Agricultura Familiar atraves de um parágrafo específico. A definição utilizada pelo MDA pode ser uma boa opção. Comment [AT4]: No Brasil, a agricultura familiar foi assim definida na Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006:[3]
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I - não detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais; II - utilize predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; III - tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento; IV - dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.
IX -
Populações locais: achar uma definiçãoç ver com o Vítor
X -XI - Ações de REDD+: programas governamentais e projetos desenvolvidos por agentes públicos e privados que, comprovadamente, promovam resultados de REDD+.
XI -XII - Nível de referência: quantidade de emissões ou de remoções de gases de efeito estufa que ocorreriam sem as ações de REDD+, considerada como base para o cálculo da adicionalidade das ações de REDD+;
XII -XIII - Adicionalidade: redução das emissões ou aumento de remoções de gases de efeito estufa que são adicionais ao que teria ocorrido sem as ações de REDD+;
XIII -XIV - Vazamento: aumento de emissões por desmatamento ou degradação florestal resultante de uma determinada ação de REDD+, ocorrendo fora da área de abrangência dessa ação;
XIV -XV - Permanência: longevidade de um reservatório de carbono e estabilidade de seus estoques;
XV -XVI - Certificado de REDD+: certificado emitido pelo Estado de Mato Grosso comprovando que determinada redução de emissões ou aumento de remoções de gases de efeito estufa, ou manutenção dos estoques de carbono florestal, resultante de uma ação de REDD+, correspondente a uma tonelada equivalente de dióxido de carbono, foi efetivamente mensurada e verificada no âmbito do Sistema Estadual de REDD+.
Seção I - Das Diretrizes, Princípios e Objetivos
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Art. 3º São diretrizes do Sistema Estadual de REDD+:
I – Tratar de forma efetiva e sustentável as causas estruturais do desmatamento e da degradação florestal referidas no artigo...X;
II – Promover a conservação e a restauração dos ecossistemas naturais e valorizar seus serviços;
III – Promover a recuperação das áreas degradadas;
IV – Promover a adoção de práticas sustentáveis de uso do solo nas áreas já antropizadas;
V – Promover o desenvolvimento socioeconômico regional bem como a melhoria da qualidade de vida das populações locais, incluindo os povos e comunidades tradicionais;
VI – Garantir a coerência e integração dos objetivos, normas, metodologias e ações de REDD+ entre as iniciativas de níveis internacional, nacional, estadual, municipal e de projeto;
VI – Assegurar o monitoramento e a transparência de informações sobre as emissões do desmatamento e da degradação florestal e as ações destinadas a reduzi-las.
Art. 4º São princípios do Sistema Estadual de REDD+:
I – A compatibilidade das ações de REDD+ com a conservação de ambientes naturais e da diversidade biológica, assegurando que essas ações não impliquem na conversão de vegetação nativa;
II - A complementaridade e consistência das ações de REDD+ com as políticas florestais, de mudanças climáticas, de prevenção e controle do desmatamento e de conservação da biodiversidade existentes em nível estadual e federal, bem como com os instrumentos e acordos internacionais dos quais o Brasil seja signatário; III - A participação plena e efetiva nas ações de REDD+ e na gestão do Sistema Estadual de REDD+ dos diferentes segmentos da sociedade que possam contribuem ir com os objetivos do sistema, sendo eles povos e comunidades tradicionais, populações indígenas e agricultores familiares que exerçam um papel relevante na
Comment [LRV5]: estabelecer de forma mais clara na linha 70 quais são as causas estruturais do desmatamento ou de linkar o art.3 com o conteúdo do PPCDQ-MT.
conservação dos ecossistemas naturais ou que possam ser afetados pelas ações de REDD+;
IV - A garantia da justa e equitativa repartição dos benefícios oriundos das ações de REDD+;
V - O respeito aos direitos dos povos e comunidades tradicionais que habitem ou façam uso das áreas onde forem implementadas ações de REDD+;
VI - O consentimento livre, prévio e informado de todos os participantes das ações de REDD+;
VII - A transparência e publicidade das informações.
Art. 5º O Sistema tem por objetivo geral promover a redução progressiva, consistente e permanente das emissões de gases de efeito estufa decorrentes de desmatamento e degradação florestal, bem como a conservação, o manejo florestal sustentável e a manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal, com vistas ao alcance das metas do Plano Estadual de Prevenção e Combate dos Desmatamentos e Queimadas e da Política Estadual de Mudanças Climáticas.
Parágrafo único. As metas de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal serão definidas por decreto com base no Plano e na Política referidos no
caput deste artigo, ouvido o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, devendo ser
revista a cada três anos, ouvido previamente o Fórum. Art. 6º O Sistema Estadual tem por objetivos específicos:
I - Fomento a projetos e desenvolvimento de programas de REDD+ que possam contribuir com populações locais, povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, com base na identificação dos vetores de desmatamento e degradação florestal e dos fatores que contribuem para sua contenção;
II - Estabelecimento de estruturas de governança para gerir e monitorar de forma participativa e transparente os programas e projetos de REDD+;
III - Estabelecimento de instrumentos que viabilizem e disciplinem o desenvolvimento e execução de ações de REDD+, garantindo sua consistência com as políticas estaduais relevantes, seu cumprimento com os requisitos técnicos e
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socioambientais aplicáveis, bem como a permanência e a efetividade das reduções de emissões a eles associadas, levando em conta os possíveis vazamentos;
IV - Estabelecimento de instrumentos e métodos que permitam medir e monitorar os estoques de carbono existentes nas diferentes formações vegetais do estado e as emissões de carbono por desmatamento e degradação florestal, bem como quantificar e contabilizar as reduções dessas emissões, assegurando transparência, comparabilidade e rastreabilidade.
Seção II - Da Estrutura do Sistema
Art. 7º Integram o Sistema Estadual de REDD+: I – O Conselho gestor;
II – O Comitê científico, vinculado ao Conselho gestor; III – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente;
IV – O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas; V – O Fundo Estadual de Mudanças Climáticas.
VI- Os Fóruns regionais de REDD+
Art. 8º O conselho gestor será composto pelos seguinte representantes: Governo Federal Governo Estadual Sociedade Civil FUNAI -INCRA -IBAMA -SEMA-MT -SEDRAF -INTERMAT -AMM - MPE
- 1 titular e 1 suplente das
regionais Comment [LRV7]: O papel da Agricultura familiar no conselho gestor não está muito claro, sendo necessário precisa-lo;
A forma de nomear/eleger os representantes de cada setor que participarão ao Conselho gestor não está claramente colocada
Se o Comitê científico for nomeado pelo presidente do conselho, precisa se estabelecer quem será o presidente do Conselho Gestor. A estrutura do Conselho precisa ser melhor detalhada
Comment [J6]: Acrescentar representantes de órgãos federais (FUNAI, IBAMA, INCRA) e Associação Matogrossense dos Municípios (AMM).
Também é necessário estabelecer um limite de instituições para garantir um bom
funcionamento
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Art. 8º O conselho gestorparitário, com funções consultivas e deliberativas,
composto por representantes dos órgãos estaduais competentes para as ações previstas no Sistema, sociedade civil organizada, povos indígenas, comunidades extrativistas e tradicionais, produtores rurais e representantes do setor industrial, e
terá as seguintes atribuições:
I – deliberar sobre os níveis de referência de emissões do desmatamento e degradação florestal, bem como a metodologia para sua determinação, considerando as metodologias estabelecidas em nível federal para os diferentes biomas, ouvido o comitê científico;
II – deliberar sobre os sistemas e métodos de monitoramento e verificação das reduções de emissões do desmatamento e degradação florestal e aumentos de remoções, ouvido o comitê científico;
III – deliberar sobre as normas técnicas para o registro e monitoramento de programas e projetos de REDD+, ouvido o comitê científico;
IV – avaliar e aprovar a criação de programas regionais ou setoriais visando implementar os objetivos e metas do Sistema Estadual de REDD+;
V – definir critérios para a aprovação das ações de REDD+ e sua previsão de alocação de reduções de emissões e de CREDD+ de que trata o inciso II do Art. 20º; VI – definir critérios para a alocação das reduções de emissões e dos CREDD + de que trata o inciso IV do Art. 20º;
VII – apreciar os resultados de auditorias independentes do Sistema Estadual de REDD+ e recomendar o seu permanente aperfeiçoamento;
VIII – apreciar os relatórios de monitoramento dos programas e projetos de REDD+ e deliberar sobre os encaminhamentos a serem dados;
IX – deliberar sobre normas para processos de consultas públicas relacionadas aos programas e projetos de REDD+ na sua região de influência;
X – avaliar e aprovar a gestão e a aplicação de recursos financeiros relacionados a REDD+ do Fundo Estadual de Mudanças Climáticas.
Comment [AF8]: No artigo 8 que detalha a composição do conselho gestor, os participantes da oficina consideraram que faltava inserir a Agricultura Familiar no Conselho, uma vez que a formulação atual não a citava. Também foi colocada a necessidade de reservar um assento dentro do conselho para o Ministério Publico. De forma geral, foi levantada a falta de definição de como são escolhidos os membros de conselho. Os participantes da oficina avaliaram que esse ponto precisa ser detalhado com mais precisão.
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Art. 9º O Comitê científico, órgão consultivo vinculado ao conselho gestor, tem por finalidade de propor e emitir pareceres, notas técnicas e recomendações a respeito dos métodos, parâmetros e critérios técnicos e científicos adotados no âmbito do Sistema Estadual de REDD+.
Paragrafo único O Comitê científico será composto por pesquisadores, técnicos e especialistas reconhecidos, convidados pelo presidente do conselho gestor, com a anuência do conselho.
Art. 10º Os Fóruns regionais de REDD+ serão constituidos a partir dos colegiados territoriais já existentes ou serão criados a partir das organizações de base local nos seguintes territórios:
Araguaia Baixada cuiabana Alto Paraguai Grande Cáceres Noroeste Portal da Amazônia
Art. 11º Os Fóruns regionais de REDD+ terão a seguinte composição: 70% de sociedade civil
30% de governo
Art. 12º Os Fóruns regionais terão as seguintes atribuições
I- definir critérios para a aprovação das ações de REDD+ e sua previsão de alocação de reduções de emissões e de CREDD+ de que trata o inciso II do Art. 23ºArt. 20º;
II– definir critérios para a alocação das reduções de emissões e dos CREDD + de que trata o inciso IV do Art. 23ºArt. 20º;
VIII – apreciar os relatórios de monitoramento dos programas e projetos de REDD+ e deliberar sobre os encaminhamentos a serem dados;
Comment [AF9]:
Foi indicado que a nomeação pela Presidência do Conselho dos especialistas que irão compor o Comitê Científico fragiliza a legitimidade desse comitê. Foi acrescentado que não está detalhado na lei quem assumirá a presidência do Conselho gestor.
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IXV – deliberar sobre normas para processos de consultas públicas relacionadas aos programas e projetos de REDD+ na sua região de influência;
Art. 10ºArt. 13º A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) exercerá o papel de órgão executor, responsável pela implementação do Sistema Estadual de REDD+, competindo-lhe:
I – Conduzir o desenvolvimento de estratégias e programas regionais e setoriais de REDD+, zelando pela participação ativa das partes interessadas e populações potencialmente envolvidas e/ ou afetadas;
II – Implantar e manter o cadastro atualizado das ações de REDD+;
III – Monitorar os programas e projetos de REDD+, submetendo os respectivos relatórios à apreciação do conselho gestor;
IV – Aprovar as ações de REDD+ e determinar a alocação de CREDD+, conforme incisos II e IV do Art. 23ºArt. 20º, ad referendum do conselho gestor;
V – Administrar o registro das reduções de emissões do desmatamento e da degradação florestal e dos aumentos de remoções;
VI – Dar ampla publicidade às informações relevantes do Sistema Estadual de REDD+, com periodicidade adequada, incluindo informações sobre os métodos e critérios utilizados, o cadastro de ações de REDD+, a alocação de CREDD+, o monitoramento das ações de REDD+, o monitoramento das emissões do desmatamento e degradação florestal, e a contabilidade das reduções de emissões e dos aumentos de remoções;
VII – Convocar e realizar consultas públicas, conjuntamente com o Fórum Mato-grossense de Mudanças Climáticas e o Conselho gestor, sobre as estratégias e programas de REDD+ e, quando solicitado pelo Fórum, sobre as propostas de normas para o Sistema Estadual de REDD+;
VIII – Exercer a função de secretaria executiva do Conselho gestor do Sistema. Art. 11ºArt. 14º Ao Fórum Estadual de Mudanças Climáticas compete mobilizar e promover a participação das partes interessadas visando à implantação e ao
Comment [LRV11]: A SEMA precisará da criação de um departamento exclusivo de REDD.
Comment [J10]: Inserir que a SEMA precisa de uma estrutura específica para o Sistema Estadual de REDD+
Comment [AF12]: No artigo 10, a Secretária Estadual de Meio Ambiente (SEMA-MT) está designada como órgão executor responsável pela implementação do sistema. Foi consenso entre os participantes que a instituição não possui estrutura para gestão e execução das atividades propostas. Por isso, foi suggerido confiar aimplementação do sistema a uma outra instituição.
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desenvolvimento do Sistema Estadual de REDD+, considerando seus objetivos específicos instituídos pela Lei 9.111 de 15 de abril de 2009.
Parágrafo único. O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas deverá ser informado e consultado sobre a criação e alteração de normas pertinentes ao Sistema Estadual de REDD+, a definição de aspectos metodológicos relevantes ao Sistema e a implantação de programas de REDD+.
Art. 12ºArt. 15º O Fundo Estadual de Mudanças Climáticas receberá e aplicará recursos para a governança do Sistema Estadual de REDD+ e a implementação de ações de REDD+.
Parágrafo único. Os recursos que constituem o Fundo, provenientes de dotações orçamentárias, doações, investimentos, parcerias, entre outras fontes, que visem à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal e ao aumento de remoções, bem como os recursos obtidos junto aos mercados de carbono florestal, deverão ser aplicados exclusivamente no desenvolvimento e implementação de ações de REDD+ e na estrutura necessária ao funcionamento do Sistema Estadual de REDD+.
Seção III - Dos Instrumentos
Art. 13ºArt. 16º São instrumentos do Sistema Estadual de REDD+: I – O Registro de REDD+;
II – A reserva de segurança do sistema de REDD+; II – Os Certificados de REDD+ (CREDD+); III – Os Programas e Projetos de REDD+; IV – O Cadastro de ações de REDD+.
Subseção I – Do Registro de REDD+
Comment [AF13]: Os participantes da oficina destacaram que a atual estrutura do Fórum não atende as expectativas do setor da Agricultura Familiar, pois não consegue ser um canal de consulta satisfatório. O Fórum precisaria assumir uma estrutura descentralizada, com representações regionais e poderes deliberativos. As atribuições de deliberação incluiría critérios de distribuição do Fundo Estadual de Mudanças climáticas observando assim as particularidades e necessidades regionais. De forma geral, foi avaliado que o papel do Fórum está aquém do necessário na atual versão da minuta de lei.
Comment [LRV14]: Falta clareza sobre gestão financeira do fundo. Não está aqui detalhado quem será responsável pelo Fundo e de quais amarações institucionais esse fundo depende. Não é possível aprovar essa minuta sem essas definições estabelecidas Comment [AF15]: Não está suficientemente claro e detalhado como será feita a gestão desse fundo. Falta assim maiores esclarecimentos sobre o gestor e a definição dos critérios de repartição dos recursos. Os participantes ressaltaram que o Conselho Estadual de Meio Ambiente não possui legitimidade e representatividade do setor da agricultura familiar para assumir o papel de gestor desse Fundo.
Comment [J16]: De forma geral sobre os instrumentos estabelecidos pelo sistema. Foi sugerido para que o GT REDD trabalhasse sobre como facilitar o acesso dos
assentamentos ao mecanismo em termos de: • Regularização fundiária;
• Investimentos para atividades de redução do desmatamento;
• Metodologia para atuar dentro dos assentamentos;
Entre os caminhos apontados para enfrentar tal situação estão o fortalecimento das políticas públicas voltadas à agricultura alem do fortalecimento e capacitação de organizações e associações
Comment [AF17]: De maneira geral, o conjunto de instrumentos estabelecidos no artigo 13 foi considerado como
demasiadamente complexo e burocrático. Para permitir o acesso da Agricultura Familiar ao mecanismo de REDD+ será necessário decomplexifica-lo, e assegurar que as instituições encarregadas de validar e monitorar os projetos estejam amparadas para dar conta da tarefa. Na proposta atual, os participantes destacaram um risco burocrático importante.
Foi sugerido incluir dentro da minuta mecanismos de apoio à agricultura familiar como escritórios descentralizados, disponibilização de recurso para ajudar a cumprir com a parte administrativa de apresentação de projetos.
Surgiu também a proposta de criar no artigo 13 um conjunto de fundos regionais que permitiriá um acesso facilitado e privilegiado para agricultura familiar, além de criar mais enfase para as necessidades de cada região. Nesse ... [1]
Art. 14ºArt. 17º O registro de REDD+ é o mecanismo de contabilização das reduções de emissões do desmatamento e da degradação florestal e dos aumentos de remoções ocorridos no território do estado.
Parágrafo único. O registro também contabilizará os CREDD+ e manterá o registro permanente das transações desses certificados.
Art. 15ºArt. 18º A quantidade total de reduções de emissões do desmatamento e da degradação florestal e de aumentos de remoções ocorridas no território estadual, expressa em toneladas de CO2 equivalente, será mensurada, verificada,
comunicada e contabilizada anualmente no registro de REDD+.
§ 1º A mensuração de que trata o caput será realizada pela SEMA com base no inventário estadual de emissões e na estimativa anual de emissões oriundas do desmatamento e da degradação florestal, comparada com o nível de referência. § 2º A verificação de que trata o caput será feita por uma terceira parte independente, contratada para essa finalidade.
§ 3º A comunicação de que trata o caput consiste na ampla divulgação dos métodos, dados e resultados das mensurações e verificações e será realizada pela SEMA.
§ 4º As reduções de emissões da degradação florestal serão contabilizadas separadamente das reduções de emissões do desmatamento no sistema de registro. § 5º Fica estipulada a data de 29 de outubro de 2009, data do lançamento do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Estado de Mato Grosso – PPCDQMT, para início da contabilização das reduções de emissões e aumentos de remoções no âmbito do Sistema Estadual de REDD+.
Subseção II - Dos Certificados de REDD+
Art. 16ºArt. 19º As reduções de emissões do desmatamento e da degradação florestal e os aumentos de estoques de carbono florestal mensurados e verificados no âmbito do Sistema Estadual de REDD+ gerarão Certificados de REDD+ (CREDD+), a serem alocados a programas e projetos de REDD+ e à reserva de
Comment [J18]: Participantes revelaram preocupações em relação ao papel técnico da SEMA e se haveria recursos humanos e financeiros da secretaria para acompanhar as ações de REDD.
Comment [LRV19]: Foi colocado que a instituição não possui a necessária agilidade para cumprir com essa tarefa. Por isso, foi sugerido confiar isso a uma empresa privada.
Comment [J20]: Houve dúvidas sobre a validade dos certificados de REDD+, se eles poderão se comercializados qualquer momento ou se há prazo de validade para transações. A minuta precisa estabelecer isso.
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segurança do sistema, ou usados para obter recursos financeiros visando viabilizar investimentos e ações que contribuam com os objetivos do Sistema Estadual de REDD+.
§ 1º Cada CREDD+ equivale a uma tonelada de dióxido de carbono (CO2),
§ 2º A quantidade total de CREDD+ a ser alocada a ações de REDD+ e à reserva de segurança do sistema será definida anualmente pelo conselho gestor, considerando as ações de REDD+ existentes e seus resultados, e a meta de reserva de segurança.
§ 3º A alocação de CREDD+ às ações de REDD+ será feita em função da quantidade de reduções de emissões ou aumento de remoções mensuradas, verificadas e comunicadas de cada ação de REDD+, de acordo com critérios a serem definidos pelo conselho gestor.
§ 4º A alocação de CREDD+ às ações de REDD+ será contabilizada no sistema de registro, de forma a eliminar a possibilidade de dupla contagem de redução de emissões ou aumento de remoções.
§ 5º Os CREDD+ não alocados a ações de REDD+ ou à reserva de segurança do sistema poderão ser usados pelo Estado para obter recursos financeiros de fontes nacionais ou internacionais, oriundos de doação, de mecanismos de pagamento por performance ou, ainda, de mercados de carbono, visando viabilizar investimentos e ações que contribuam com os objetivos do Sistema Estadual de REDD+.
§ 6º Os recursos financeiros referidos no parágrafo 5º deste artigo serão aplicados no Fundo Estadual de Mudanças Climáticas.
§ 7º Os proponentes de ações de REDD+ que receberem CREDD+ do Estado poderão usar os mesmos para obter recursos financeiros das mesmas fontes referidas no parágrafo 5º deste artigo.
Subseção III – Da Reserva de Segurança do Sistema
Art. 17ºArt. 20º Fica instituída a Reserva de Segurança do Sistema Estadual de REDD+, constituída por parte dos CREDD+ gerados, visando assegurar o
Comment [LRV21]: Os participantes consideraram que seria necessário definir já na minuta de lei critérios claros. Por exemplo, poderia se pensar em obter CREDD para recuperação de Reserva Legal uma vez comprovado o esforço de recuperação de 50% do passivo.
funcionamento do sistema caso as emissões do desmatamento e da degradação florestal excedam o nível de referência ou os CREDD+ gerados sejam insuficientes para alocação aos projetos e programas de REDD+.
§ 1º O conselho gestor estabelecerá a quantidade mínima de CREDD+ a ser mantida permanentemente na reserva de segurança do sistema, conforme critérios a serem estabelecidos em regulamento.
§ 2º A reserva de segurança será constituída com parte dos CREDD+ que não forem alocados para ações de REDD+ no ano da verificação.
§ 3º Os CREDD+ gerados entre a data do início da contabilização e a regulamentação desta lei serão alocados à reserva de segurança do sistema, podendo também ser alocados, retroativamente, a ações de REDD+, cumpridas as etapas previstas no Art. 23ºArt. 20º.
§ 4º Eventuais aumentos de emissões do desmatamento ou da degradação florestal com relação ao nível de referência serão compensados utilizando CREDD+ da reserva de segurança do sistema, nos dez anos subsequentes à sua geração.
§ 5º Os CREDD+ da reserva de segurança do sistema poderão ser alocados a programas e projetos de REDD+, por decisão do conselho gestor, nos dez anos subsequentes à sua constituição, caso seja verificada, em um determinado ano, um aumento de emissões do desmatamento ou da degradação florestal, ou uma redução menor que os compromissos assumidos perante financiadores de ações de REDD+.
Sendo que
Subseção III - Dos programas e projetos de REDD+
Art. 18ºArt. 21º Podem constituir ações de REDD+ projetos e programas que, de forma mensurável, verificável e comunicável, contribuam para:
I - reduzir o desmatamento e a degradação florestal e as emissões de gases de efeito estufa associadas;
II - garantir a conservação de áreas de vegetação nativa;
Comment [LRV22]: Foi colocado a necessidade de se ter mecanismos para dar vantagens para a Agricultura Familiar na alocação dos CREDD+, estabelecendo por exemplo um limite para os grandes produtores.
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III - estimular o manejo sustentável de florestas nativas, madeireiro ou não madeireiro; e
IV - promover o aumento dos estoques de carbono florestal, mediante atividades de silvicultura tropical, incluindo a recuperação, a restauração e o enriquecimento de áreas com espécies florestais nativas, e excluindo o plantio de espécies exóticas e a conversão de formações vegetais nativas.
§1º As ações de REDD+ devem demonstrar adicionalidade em termos de reduções de emissões ou aumento de remoções de gases de efeito estufa.
§2º As ações de REDD+ devem respeitar os seguintes critérios, além de outros que venham ser estabelecidos em regulamento desta lei:
I – Transparência sobre a destinação dos benefícios públicos e privados recebidos; II – Emprego de métodos aprovados pelo conselho gestor para definição de níveis de referência e mensuração, verificação e comunicação dos resultados;
III – Permanência das reduções de emissões ou aumentos de remoções efetivados, de acordo com período definido no referido programa ou projeto;
IV – Justiça e equidade na repartição dos benefícios econômicos e sociais;
V – Previsão de uma estrutura de gestão que assegure condições adequadas de governança;
VI – Existência de salvaguardas consistentes para prevenir e mitigar eventuais impactos socioambientais negativos;
VII – Conformidade e coerência com os Planos Estaduais e Nacionais de Prevenção e Combate aos Desmatamentos e Queimadas e de Mudanças Climáticas, o Zoneamento Socioeconômico-Ecológico, a Política Florestal do Estado e demais normas e políticas nacionais e estaduais aplicáveis à matéria.
§3 º A criação ou utilização de instrumentos econômicos, fiscais, administrativos e creditícios para fomento e desenvolvimento de atividades compatíveis com os objetivos do sistema estadual de REDD+ poderá constituir ações de REDD+, ressalvados os demais critérios acima.
Comment [LRV23]: excluir a monocultura;
Comment [AF24]: Restrição para projetos de monocultivo
Comment [LRV25]: faz falta uma referência direta a necessidade de sustentabilidade econômica que as ações de REDD+ devem fornecer como benefícios para as famílias da Agricultura Familiar.
Comment [LRV26]: é necessário definir melhor quais são as condições de justiça e equidade na repartição, detalhando princípios mais concretos dessas repartição. Números podem ser útis;
Comment [AF27]: o critério de Justiça e equidade precisa de maiores definições e esclarecimentos. Para mitigar a subjetividade desses termos, foi sugerido estabelecer criterios do que seria justo e equitativo, com, por exemplo, o uso de cotas e percentuais. Comment [LRV28]: a redação foi considerada muito vaga, e precisa ser melhorada;
Comment [LRV29]: é necessário fazer referência aos Princípios e Critérios socio-ambientais de REDD+;
Comment [AF30]: , foi colocada, além da validação, a necessidade de monitoramento e acompanhamento da implementação dessas salvaguardas.
Subseção IV - Do cadastro de ações de REDD+
Art. 19ºArt. 22º Todas as ações de REDD+ com abrangência total ou parcial no território do Estado de Mato Grosso deverão ser cadastradas no Sistema Estadual de REDD+.
Art. 20ºArt. 23º O desenvolvimento de uma ação de REDD+ consiste das seguintes etapas:
I – apresentação de documento de concepção do programa ou projeto, conforme requisitos e padrões definidos pelo conselho gestor;
II – análise e aprovação, incluindo uma previsão de alocação de CREDD+;
III – implementação das atividades e mensuração, comunicação e verificação dos seus resultados;
IV – alocação e registro de CREDD+ de acordo com os resultados aferidos.
§1º A aprovação das ações de REDD+, realizada pelo conselho gestor, é o processo responsável por atestar o atendimento aos princípios e critérios para ações de REDD+ estabelecidos nesta Lei.
§2º A previsão de alocação de CREDD+ será feita considerando os resultados esperados da ação de REDD+ e as metas de redução do desmatamento e degradação florestal do Estado para o período correspondente, visando permitir o planejamento e viabilizar a captação de recursos para as ações de REDD+.
§3º Os documentos apresentados e gerados nas diferentes etapas previstas no caput integram o cadastro da ação de REDD+.
Art. 21ºArt. 24º As informações contidas no cadastro e no registro estadual de REDD+ são de natureza pública e serão encaminhadas ao governo federal para fins de integração no sistema nacional de REDD+.
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Art. 22ºArt. 25º Para os efeitos desta Lei, são elegíveis para ações de REDD+ áreas de vegetação nativa ou áreas destinadas à recuperação dessa vegetação situadas em:
I – terras indígenas;
II – unidades de conservação legalmente instituídas no âmbito dos sistemas nacional, estaduais ou municipais de unidades de conservação;
III – áreas legitimamente ocupadas por populações tradicionais; IV – territórios quilombolas;
V – assentamentos rurais da reforma agrária;
VI – propriedades privadas, desde que se enquadre na Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006 incluindo áreas de reserva legal, preservação permanente e de servidão ambiental, conforme legislação vigente;
VII – outros imóveis de domínio da União, de estados ou de municípios.
§ 1º Áreas públicas ocupadas por populações tradicionais, quilombolas e povos indígenas que ainda não obtiveram reconhecimento de direitos à terra poderão ser elegíveis para ações de REDD+, mediante concessão de direito real de uso ou outra forma admitida em lei, dispensada licitação, nos termos do art. 6º, § 3º, da Lei nº 11.284, de 2006.
§ 2º O desenvolvimento de ações de REDD+ em propriedades e posses rurais, incluindo assentamentos da reforma agrária, está condicionado ao seu cadastramento no Sistema de Licenciamento Ambiental da Propriedade Rural e comprovação da regularidade fundiária do imóvel ou imóveis nos quais a ação será desenvolvida, conforme documentação estabelecida em regulamento.
§ 3º A aprovação de uma ação de REDD+ e a alocação de CREDD+ não constituem provas de posse ou propriedade da terra.
§ 4ºA elegibilidade das áreas de que trata o caput condiciona-se à comprovação de vínculo da área à ação de REDD+ por período compatível com a permanência dos estoques de carbono florestal e respectivo efeito benéfico ao sistema climático, conforme critérios a serem definidos pelo Conselho gestor.
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Comment [AF31]: Só na linha das propriedades privadas é incluido esse itens
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Formatted: Font: Portuguese (Brazil) Comment [AF32]: Foi avaliado que ia beneficiar quem desmatou na propriedade e está compensando em outro local e fomentar uma política de compensações ; desmistificar a questão de RL como reserva intocada; Comment [J33]: O segundo parágrafo do artigo 22 que exige a comprovação da regularidade fundiária do imóvel irá limitar o acesso dos agricultores familiares ao REDD. Uma sugestão seria de o sistema aceitar que a propriedade que está fazendo o CAR é elegível a projetos de REDD desde que esses projetos contemplem a regularização fundiária. O terceiro parágrafo do artigo 22 entra em conflito com o parágrafo anterior ao não especificar em quais condições o CREDD+ não constitui prova de titularidade da terra.
Art. 23ºArt. 26º Podem ser proponentes legítimos de ações de REDD+: I – O estado e os municípios, na abrangência de seus respectivos territórios;
II – Os proprietários ou possuidores legítimos de áreas rurais, individual ou coletivamente, dentro dos limites de suas propriedades e posses, que
desenvolverem atividades econômicas que promovam a recuperação ou a
conservação dos ecosistemas em suas características originais geradoras de reduções de emissões ou manutenção e aumento de estoques de carbono florestal;e de conservação ambiental geradoras de reduções de emissões ou manutenção e aumento de estoques de carbono florestalque promovam a recuperação ou a conservação dos ecosistemas em suas características originais;
III – Os detentores de direitos de uso ou usufruto de áreas rurais ou de recursos florestais, dentro dos limites das áreas objeto desse direito, que desenvolverem atividades econômicas que promovam a recuperação ou a conservação dos ecosistemas em suas características originaise de conservação ambiental geradoras de reduções de emissões ou manutenção e aumento de estoques de carbono florestal, desde que o instrumento legal que estabelecer esses direitos não contenha disposições em contrário.
Parágrafo único. No caso de ações de REDD+ propostas pelo estado ou municípios, os proprietários ou possuidores legítimos de áreas rurais e os detentores de direitos de uso ou usufruto de áreas rurais ou de recursos florestais têm a prerrogativa de aceitar ou não a implementação da ação proposta em suas respectivas áreas e de participar da definição da repartição dos benefícios a serem auferidos como resultado da ação de REDD+.
Art. 27º Nas ações de REDD+ desenvolvidas por atores privados e sociedade civil em unidades de conservação de domínio público e terras indígenas, pelo menos 70% (setenta por cento) dos recursos auferidos com essas ações de REDD+ devem ser aplicados na respectiva área do projeto, priorizando a sua regularização fundiária e ambiental, quando aplicável, e as atividades de proteção ambiental e de desenvolvimento social e econômico sustentável voltadas à população legalmente residente, quando existente.
Art. 24ºArt. 28º Nas ações de REDD+ desenvolvidas pelo governo, pelo menos 90% (noventa por cento) dos recursos auferidos com essas ações de REDD+
Comment [J34]: Foi proposto que o INCRA e o INTERMAT possam ser proponentes de projeto de REDD em assentamentos.
Comment [AF35]: o termo estava muito generalizado e poseria causar diferentes interpretações
Comment [AF36]: o termo estava muito generalizado e poseria causar diferentes interpretações
Comment [AF37]: o termo estava muito generalizado e poseria causar diferentes interpretações
Comment [AF38]:
Proponentes - privados/ sociedade civil - 70% Proponentes - governo - 90%
75% do recurso aplicado na área... O governo já possui uma estrutura que deve ser apenas reforçada
Comment [AF39]: Definir o que são "populações legalmente residentes" no caso de assentamentos
Comment [AF40]:
Proponentes - privados/ sociedade civil - 70% Proponentes - governo - 90%
75% do recurso aplicado na área... O governo já possui uma estrutura que deve ser apenas reforçada
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devem ser aplicados na respectiva área do projeto, priorizando a sua regularização fundiária e ambiental, quando aplicável, e as atividades de proteção ambiental e de desenvolvimento social e econômico sustentável voltadas à população legalmente residente, quando existente.
§ 1º Os recursos não aplicados na área do projeto devem ser destinados exclusivamente ao desenvolvimento e implementação do projeto ou ao cumprimento dos demais objetivos do Sistema Estadual de REDD+.
§ 2º Ações de REDD+ desenvolvidas em unidades de conservação deverão ter o acompanhamento do respectivo órgão gestor, com o intuito de assegurar os objetivos de conservação da unidade e a proteção e a promoção dos direitos das populações tradicionais legalmente residentes, quando existentes.
§ 3º Ações de REDD+ desenvolvidas em terras indígenas deverão ter o acompanhamento do órgão federal responsável, com o intuito de assegurar a proteção e a promoção dos direitos dos povos indígenas.
Art. 29º Nas ações de REDD+ desenvolvidas nas áreas referidas nos incisos I, III e IV do Art. 25ºArt. 22º, deve ser garantida a participação das populações legalmente residentes em todas as etapas e processos de tomada de decisão, incluindo os referentes à definição, negociação e repartição dos benefícios estabelecidos, mediante termo de consentimento livre, prévio e informado, obtido em assembleia ou consulta pública convocada especificamente para esse fim.
Art. 25º Para àreas pertencendo aos Estados ou à União porém com posse individual, as ações de REDD+ não necessitarão obrigatoriamente ser desenvolvidas com todos os moradores, podendo apenas contemplar as familias interessadas.
Parágrafo único. As ações de REDD+ referidas no caput devem obedecer aos princ[ipios e criterios socioambientais de REDD+ contribuindor para a proteção e recuperação ambiental e para a redução da pobreza, a promoção de alternativas econômicas sustentáveis, a inclusão social e a melhoria das condições de vida das pessoas que vivem nas áreas de aplicação e de influência destes, vedada a utilização dos recursos auferidos para finalidades distintas desses objetivos.
Comment [AF41]: Definir o que são "populações legalmente residentes" no caso de assentamentos
Comment [AF42]: É necessário priorizar os projetos de REDD que beneficiarem um maior número de beneficiários diretos por unidade de área (pensando nos objetivos do PLUS: além da proteção e recuperação ambiental, redução da pobreza, alternativas econômicas sustentáveis, inclusão social, melhoria das condições de vida...)
A distribuição de beneficíos deve levar em conta as famílias que dependem diretamente dos recursos naturais
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Comment [AF43]: Definir as referências para esses termos. Sugestão - texto dos princípios e critérios
Art. 26ºArt. 30º Ações de REDD+ desenvolvidas em assentamentos rurais devem obedecer às regras previstas no caput dos Art. 27ºArt. 24º e Art. 29ºArt. 25º, enquanto não ocorrer sua emancipação.
Parágrafo único. Após a emancipação do assentamento rural, os moradores envolvidos assentados diretamente na proposta poderão definir diretamente a forma de repartição da totalidade de benefícios provenientes da ação de REDD+, considerando os títulos recebidos, que poderão ser individuais ou coletivos dependendo da modalidade de assentamento rural.
Art. 27ºArt. 31º Ações de REDD+ em propriedades privadas devem respeitar eventuais normas de permissão de acesso de populações tradicionais, devendo também assegurar a participação desses grupos no processo de construção e implementação e nos benefícios gerados pelas referidas ações de REDD+.
Art. 28ºArt. 32º No caso de ações de REDD+ em propriedades privadas, a transmissão inter vivos ou causa mortis do imóvel não elimina nem altera o vínculo com a ação de REDD+.
Parágrafo único. Ações de REDD+ em propriedades privadas deverão ser registradas à margem da matrícula dos referidos imóveis.
CAPÍTULO III - DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 29ºArt. 33º O Estado de Mato Grosso poderá desenvolver termos de cooperação com o governo federal, com os governos estaduais amazônicos e de outros países para implementação das ações do Sistema Estadual de REDD+ visando ao alcance das metas de redução de emissões estabelecidas.
Art. 30ºArt. 34º Deverá ser contratada, periodicamente, auditoria externa independente para avaliar a eficácia, a eficiência e os impactos socioambientais e econômicos da implementação do Sistema Estadual de REDD+, à qual será dada ampla divulgação e plena transparência.
Art. 31ºArt. 35º O regulamento desta lei estabelecerá os preços públicos a serem cobrados para os atos referentes às diferentes etapas do cadastro e registro de ações
Comment [AF44]: Especificar as diferentes condições dos PA´s
- Os projetos devem ser por núcleos de interesse dentro do PA. Se pensar em assentamento como unidade territorial não vai rolar, vai travar como o antigo processo de LAU ou como uso de RL, nunca há 100% de consenso.
Comment [J45]: as linhas 447 e 448 precisam de uma redação melhor pois dão a entender que assentamentos podem ter titulação individual ou coletiva. Deveria especificar em quais condições uma titulação pode ser coletiva.
Comment [AF46]: Como garantir que isso não prejudique o acesso das populações à recursos não previstos em lei (castanha, copaíba, sementes, etc)
Se for citado as populações à benefício do projeto eles devem se envolver diretamente na proposta e na repartição dos benefícios Comment [J47]: acrescentar depois de populações tradicionais: “e assentados” ou “grupos extrativistas organizados”. Comment [S48]: ?
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de REDD+, dentre outros necessários à implementação do Sistema Estadual de REDD+.
Art. 32ºArt. 36º As transações de CREDD+ serão isentas de tributação estadual. Art. 33ºArt. 37º As ações de REDD+ já existentes ou em desenvolvimento na data de publicação desta lei deverão efetuar seu Cadastro conforme o disposto no
Art. 23ºArt. 20ºno prazo de 180 dias a partir da regulamentação desta lei para integrarem o Sistema Estadual de REDD+.
Page 10: [1] Comment [AF17] Alta Floresta 29-Aug-11 13:40:00
De maneira geral, o conjunto de instrumentos estabelecidos no artigo 13 foi considerado como demasiadamente complexo e burocrático. Para permitir o acesso da Agricultura Familiar ao mecanismo de REDD+ será necessário decomplexifica-lo, e assegurar que as instituições encarregadas de validar e monitorar os projetos estejam amparadas para dar conta da tarefa. Na proposta atual, os participantes destacaram um risco burocrático importante.
Foi sugerido incluir dentro da minuta mecanismos de apoio à agricultura familiar como escritórios descentralizados, disponibilização de recurso para ajudar a cumprir com a parte administrativa de apresentação de projetos.
Surgiu também a proposta de criar no artigo 13 um conjunto de fundos regionais que permitiriá um acesso facilitado e privilegiado para agricultura familiar, além de criar mais enfase para as necessidades de cada região. Nesse sentido, é necessário pensar a recuperação de areas degradadas como uma prioridade para o Estado.