Desenvolvimento pedagógico-didáctico
• Operacionalização específica das competências gerais, 2
• Competências específicas das Ciências Físico-Químicas e
Naturais, 6
• Currículo das Ciências Físico-Químicas e Naturais do
3.º Ciclo, 21
• Os Temas A e B e a gestão do tempo, 27
• Planificação didáctica, 29
• Avaliação, 72
• Projecto para visita de estudo a um Planetário, 80
• Projecto para visita de estudo a um Museu Interactivo de
Ciências, 81
• Elaboração de um trabalho de pesquisa, 83
• Bases para transparências, 85
• Teste global: soluções, 108
• Avalia os teus conhecimentos: soluções, 109
• Banco de questões de escolha múltipla para avaliação
formativa, 121
• Testes formativos: soluções, 144
FQ
Terra no Espaço
Terra em transformação
Guia Prático
Guia Pr átic o Edições 1 .
Mobilizar saberes cultur
ais, científ
icos e tecnológicos
par
a compreender a realidade e par
a abordar
situações e problemas do quotidiano.
Competências ger ais Oper acionalização específ ica > Usar e int er pr et
ar a linguagem simbólica da Física e da Química:
• gr
andezas físicas, unidades e sua r
epr
esent
ação simbólica;
• símbolos, fórmulas e equações químicas.
> Int er pr et ar o signif
icado de símbolos de perigo e dos sinais de aviso com caráct
er univer
sal.
>
Pr
oporcionar condições par
a os alunos se e xpr essar em e comunicar em utilizando dif er ent
linguagens e meios diver
sos, incluindo as novas t
ecnologias da inf ormação e da comunicação .
Desen
vol
vimento pedagógico-didác
tico >
Operacionalização específ
ica das com
petências gerais
> Desenvolver os cont eúdos par tindo de situações pr oblema. > Confr ont ar os alunos com os f enómenos científicos e a sua compr
eensão
.
>
Discutir causas e ef
eitos que conduzem à int
er pr et ação e compr eensão de leis. >
Utilizar modelos int
er pr et ativos da r ealidade, aler tando sempr e par a o f
acto de eles não
repr
esent
ar
em a r
ealidade, apenas a int
er pr et ar em. > Pr
oporcionar actividades de campo com vist
a à obser
vação do meio envolvent
e,
recolha/or
ganização de mat
erial adequado ao estudo de um pr
oblema.
>
Realizar actividades e
xperiment
ais criando a opor
tunidade de usar dif
er
ent
es instrumentos
de obser
vação e medida.
2. Usar adequadamente linguagens das dif
erentes
áreas do saber cultur
al, científ
ico e tecnológico
par
a se expressar
Edições
3. Usar correct
amente a língua por
tuguesa par
a
comunicar adequadamente e par
a estrutur ar o pensamento próprio. > Incentivar a leitur a e a r ef le xão sobr e: • ar tigos da actualidade r
elacionados com a ciência, publicados em jornais, r
evist
as e outr
• r
elatos de descober
tas científ
icas que evidenciem sucessos e fr
acassos. > Usar adequadament e a língua por tuguesa na int er venção em debat es e na discussão de result ados de e xperiências e de pesquisas. > Usar adequadament e a língua mat erna par a pr oduzir : • t extos/car tazes que tr aduzam os r esult ados da pesquisa; • r elatórios de e xperiências; • questionários e inquéritos.
4. Usar línguas estr
angeir
as par
a comunicar
adequa
damente em situações do quotidiano
e par a apropriação de inf ormação. > Pr ever o r ecur so a mat
eriais pedagógicos em língua estr
angeir a, como: • manuais estr angeir os; • r evist as de outr os países. > Par ticipar em pr
ojectos nos quais seja necessário utilizar a língua estr
angeir
a.
>
Par
ticipar em actividades de int
ercâmbio com alunos estr
angeir os, r ecorr endo a mensagens por car ta ou às novas t ecnologias da comunicação . 5. Adopt ar metodologias personalizadas de tr abalho
e de aprendizagem adequadas a objectivos visados.
> Adopt ar estr atégias diver sif icadas. > Pr oceder de f
orma adequada às necessidades de apr
endizagem individuais, nomeadament
• identif icar as f inalidades das t ar ef as a e xecut ar ; • planif icar actividades; • identif
icar dúvidas ou dif
iculdades; • auto-r egular o desempenho e xigido em cada t ar ef a; • gerir adequadament e o t empo na r ealização de t ar ef as. > Recorr er a actividades cooper ativas de apr endizagem.
Guia Pr átic o Edições Competências ger ais Oper acionalização específ ica 6. P esquisar
, seleccionar e organizar inf
ormação par a a tr ansf ormar em conhecimento. – Pr omover , na sala de aula e f or
a dela, a pesquisa sobr
e:
• o impacto da ciência na sociedade e no ambient
e; • o uso descontr olado de mat eriais pr oduzidos ar tif icialment
e e que originam lixos poluent
• a utilização desmedida de matérias-primas e de f
ont
es de ener
gia, com vist
a à mudança de
atitudes no dia-a-dia.
– Utilizar de f
orma adequada nas diver
sas situações dif
er ent es tipos de supor tes: • manuais, jornais, r evist
as, enciclopédias, casset
es de vídeo , gr avações de emissões tele visivas, CD-R OM e Int ernet. – Or ganizar e avaliar os pr
odutos das pesquisas.
7. Adopt
ar estr
atégias adequadas à resolução
de problemas e à tomada de decisões.
– Pr
opor pr
oblemas que e
xijam pesquisa de meios de r
esolução , r ef le xão e descober ta. – P ermitir a opor tunidade de: • ef
ectuar a análise do enunciado de pr
oblemas;
• elabor
ar uma r
esolução possível;
• discutir as soluções encontr
adas e o pr
ocesso de r
esolução
Edições 8. Realizar actividades de f orma autónoma, responsáv el e criativa. – Pr ever a r
ealização de actividades por iniciativa do aluno
, como:
• investigação par
a apr
ofundamento de assuntos que o motivar
am; • planif icação de actividades e xperiment ais; • r ealização de actividades e xperiment ais; • r ealização de tr abalhos de campo . 9. Cooper ar com outros em t aref as e projectos comuns. > Pr
oporcionar momentos de planif
icação e r
ealização de actividades individuais, em par
es, em grupos e colectivas. > Pr omover a r ealização de e xperiências em grupo . > Incentivar a apr esent ação/discussão/avaliação de r esult ados e xperiment
ais de modo a que
os alunos apr endam a cooper ar e a ajudar -se mutuament e. > Foment ar a tr oca de inf ormações e o debat e. 10.
Relacionar harmoniosamente o cor
po com o
espaço, numa perspectiva pessoal e inter
pessoal
promotor
a da saúde e da qualidade de vida.
> Sensibilizar par
a o conhecimento e a impor
tância de normas de condut
a na escola e f
or
a dela.
>
Or
ganizar o espaço da sala de aula de f
orma funcional. > Or ganizar os mat eriais de tr abalho , gar
antindo o seu uso em segur
ança.
>
Pr
omover a actuação de acordo com normas de tr
abalho em segur
ança e com higiene.
> Pr oporcionar um clima de tr abalho agr adável, t endo em at
B
66 Edições ASACompetências específicas das
Ciências Físico-Químicas e
Naturais
O papel das Ciências no currículo
do Ensino Básico
Ao longo dos últimos anos tem sido con-sensual a ideia de que há uma disparidade crescente entre a educação nas nossas es-colas e as necessidades e os interesses dos alunos. Apesar de custar admitir, sabe-se também que a educação não prepara os jo-vens para empregos seguros e duradouros. A mudança tecnológica acelerada e a glo-balização do mercado exigem indivíduos com educação abrangente em diversas áreas, que demonstrem flexibilidade, capacidade de comunicação, e uma capacidade de apren-der ao longo da vida. Estas competências não se coadunam com um ensino em que as ciências são apresentadas de forma com-partimentada, com conteúdos desligados da realidade, sem uma verdadeira dimen-são global e integrada.
A maior parte das pessoas interessa-se por temáticas como a vida e os seres vivos, a matéria, o Universo, a comunicação. As ex-plicações que lhes são inerentes são mais vezes fornecidas pelos media do que pela escola. A Ciência transformou não só o am-biente natural, mas também o modo como pensamos sobre nós próprios e sobre o mundo que habitamos. Os processos que utiliza – como o inquérito, baseado em evi-dência e raciocínio, a resolução de proble-mas ou o projecto, em que a argumentação e a comunicação são situações inerentes –
são um valioso contributo para o desenvol-vimento do indivíduo.
Interligando diferentes áreas do saber, foram produzidos, numa espantosa variedade, ar-tefactos e produtos – desde motores eléctri-cos a antibiótieléctri-cos, de satélites artificiais aos clones – que transformaram o nosso estilo de vida quando comparado com o das ge-rações anteriores. Os jovens têm de apren-der a relacionar-se com a natureza diferente deste conhecimento – tanto com as diver-sas descobertas científicas e os processos tecnológicos, como com as suas implica-ções sociais. O papel da Ciência e da Tec-nologia no nosso dia-a-dia exige uma po-pulação com conhecimento e compreensão suficientes para entender e seguir debates sobre temas científicos e tecnológicos e en-volver-se em questões que estes temas colo-cam, quer para eles como indivíduos quer para a sociedade como um todo.
Os alunos não adquirem o conhecimento científico simplesmente pela vivência de si-tuações quotidianas. Há necessidade de uma intervenção planeada do professor, a quem cabe a responsabilidade de sistematizar o conhecimento, de acordo com o nível etário dos alunos e dos contextos escolares.
Atendendo às razões expostas, advoga-se o ensino da Ciência como fundamental. Este, na educação básica corresponde a uma pre-paração inicial (a ser aprofundada, no Ensino Secundário, apenas por uma mino-ria) e visa proporcionar aos alunos possibi-lidades de:
• despertar a curiosidade acerca do mundo natural à sua volta e criar um sentimento de admiração, entusiasmo e interesse pela Ciência;
B
77Edições ASA
• adquirir uma compreensão geral e alargada das ideias importantes e das estruturas ex-plicativas da Ciência, bem como dos pro-cedimentos da investigação científica, de modo a sentir confiança na abordagem de questões científicas e tecnológicas;
• questionar o comportamento humano pe-rante o mundo, bem como o impacto da Ciência e da Tecnologia no nosso ambiente e na nossa cultura em geral.
Ao longo da escolaridade básica, ao estu-darem ciências, é importante que os alunos procurem explicações fiáveis sobre o mundo e eles próprios. Para isso será necessário:
• analisar, interpretar e avaliar evidência re-colhida, quer directamente quer a partir de fontes secundárias;
• conhecer relatos de como ideias importan-tes se divulgaram e foram aceiimportan-tes e desen-volvidas, ou foram rejeitadas e substituídas;
• reconhecer que o conhecimento científico está em evolução permanente, sendo um conhecimento inacabado;
• aprender a construir argumentos persuasi-vos a partir de evidências;
• discutir sobre um conjunto de questões per-tinentes envolvendo aplicações da Ciência e das ideias científicas a problemas impor-tantes para a vida na Terra;
• planear e realizar trabalhos ou projectos que exijam a participação de áreas cientí-ficas diversas, tradicionalmente mantidas isoladas.
Contributo das Ciências
Físico--Químicas e Naturais para
o desenvolvimento das
competências gerais
No ponto anterior justificou-se o papel re-levante das Ciências Físico-Químicas e Na-turais no Ensino Básico, na perspectiva de uma compreensão global, não comparti-mentada. Realça-se aqui como estas contri-buem para o desenvolvimento das compe-tências gerais, apresentando, a título exem-plificativo, um projecto sobre o estudo da água que toma um carácter interdisciplinar nos diferentes ciclos de escolaridade.
Os alunos podem envolver-se no projecto “A água no meu concelho”, abordando di-ferentes vertentes: proveniência da água; a água como suporte de vida; consumo per
capita e evolução do consumo num
pe-ríodo de tempo; necessidades locais da água em termos de utilização e tratamento; importância dos cursos de água para o pro-gresso do concelho (perspectivas histórica, médica e social); histórias populares, lendas, poemas, monumentos (sentidos histórico e estético); poluição hídrica, consequências para a saúde e vida das populações, inter-venção individual e comunitária para a pre-venção e solução de problemas detectados; do concelho ao mundo (ligação a outras civilizações, questões religiosas e outros há-bitos; perspectiva global em termos de pas-sado, de presente e de futuro). O desenrolar do projecto, nas suas diferentes fases e perspectivas, interliga-se com as competên-cias gerais, salientando-se o seguinte:
B
88 Edições ASA• mobilização e utilização de saberes científi-cos – exploração conceptual e processual de aspectos físicos, químicos, geológicos e bio-lógicos, ambientes naturais e formas de vida que deles dependem; considerar, por exem-plo, as cadeias alimentares num rio, numa lagoa, os efeitos sistémicos de poluentes (derrames, pesticidas, fertilizantes) nessas cadeias, a preservação dos lençóis freáticos;
• mobilização e utilização de saberes tecno-lógicos – tratamento da água: processos físicos e químicos, casos especiais de tra-tamento de água (como em hemodiálise), transporte de água, mecanismos de renta-bilização em casa, na agricultura, na jardi-nagem e na indústria;
• mobilização e utilização de saberes sociais e culturais (questionamento da realidade envolvente numa perspectiva ampla), assim como os do senso comum (as histórias lo-cais, as metáforas, as concepções popu-lares) – na apreciação da água como um bem comum e como um recurso extrema-mente valioso;
• pesquisa, selecção e organização de infor-mação de modo a compreender as diferen-tes vertendiferen-tes da situação problemática (recurso a múltiplas fontes de informação – jornais, livros, inscrições locais em monu-mentos, habitantes da região, responsáveis autárquicos, Internet); apresentação dos re-sultados, mobilizando conhecimentos da língua portuguesa, das línguas estrangeiras (na consulta de fontes noutras línguas, num possível intercâmbio com alunos de escolas de outros países), e de outras áreas do sa-ber, nomeadamente da geografia, da histó-ria, da matemática e das áreas de expressão artística, recorrendo às tecnologias;
• adopção de metodologias personalizadas de trabalho e de aprendizagem, assim como na cooperação com outros, visando a par-ticipação nas diferentes fases das tarefas (individualmente e em grupo), desde a de-finição dos subproblemas até à comuni-cação;
• resolução dos problemas e tomadas de decisão para uma intervenção individual e comunitária, conducente à gestão susten-tável da água (regras individuais em casa e na escola, relativamente ao consumo e à manutenção da qualidade da água); adop-ção de hábitos de vida saudáveis (higiene e lazer; prevenção da poluição e não utili-zação de águas contaminadas para con-sumo e agricultura) e de responsabilização quanto à segurança individual e comuni-tária (normas de segurança nas praias e nas piscinas; avaliação da contribuição in-dividual e dos outros para a qualidade da água e do ambiente).
Ao participar num projecto como este, o alu-no tem ocasião para desenvolver princípios e valores como o respeito pelo saber e pelos outros, pelo património natural e cultural, conducente à consciencialização ecológica e social, à construção da sua própria iden-tidade e à intervenção cívica de forma res-ponsável, solidária e crítica.
Experiências de Aprendizagem em
Ciência
Para os conhecimentos científicos serem compreendidos pelos alunos em estreita re-lação com a realidade que os rodeia, conside-ra-se fundamental a vivência de experiências
B
99Edições ASA
de aprendizagem como as que a seguir se indicam:
• observar o meio envolvente. Para isso, pla-nificar saídas de campo; elaborar roteiros de observação, instrumentos simples de registo de informação, diários de campo; usar instrumentos (como bússola, lupa, cronómetro, termómetro, martelo de geó-logo, sensores);
• recolher e organizar material, classifican-do-o por categorias ou temas. Atente-se a que sempre que se trate de material natu-ral é preciso não danificar o meio, reco-lhendo só uma pequena amostra ou regis-tando apenas por decalque, fotografia ou filme. Sugere-se a construção de um p o
rt-folio onde se registam todas as etapas, da
recolha à classificação;
• planificar e desenvolver pesquisas diver-sas. Situações de resolução de problemas, por implicarem diferentes formas de pes-quisar, recolher, analisar e organizar a in-formação, são fundamentais para a com-preensão da Ciência;
• conceber projectos, prevendo todas as eta-pas, desde a definição de um problema até à comunicação de resultados e inter-venção no meio, se for esse o caso. Os alu-nos têm de constituir parte integrante do projecto e ser envolvidos nele desde a sua concepção.
• realizar actividade experimental e ter opor-tunidade de usar diferentes instrumentos de observação e medida. No 1.º Ciclo co-meçar com experiências simples a partir de curiosidade ou de questões que preocu-pem os alunos. Mesmo nos 1.º e 3.º Ciclos a
actividade experimental deve ser planeada com os alunos, decorrendo de problemas que se pretende investigar e não consti-tuam a simples aplicação de um receituário. Em qualquer dos ciclos deve haver lugar para a formulação de hipóteses e previsão de resultados, observação e explicação;
• analisar e criticar notícias de jornais e tele-visão, aplicando conhecimentos científicos na abordagem de situações da vida quoti-diana;
• realizar debates sobre temas polémicos e actuais, onde os alunos tenham de forne-cer argumentos e tomar decisões, o que estimula a capacidade de argumentação e incentiva o respeito pelos pontos de vista diferentes dos seus;
• comunicar resultados de pesquisas e de projectos, expondo as suas ideias e as do seu grupo, utilizando meios audiovisuais, modelos ou as novas tecnologias da infor-mação e comunicação;
• realizar trabalho cooperativo em diferen-tes situações (em projectos extracurricu-lares, em situação de aula, por exemplo, na resolução de problemas) e trabalho in-dependente.
É importante reconhecer o papel da avalia-ção, ajudando os professores, como cons-trutores de currículo, a tornarem claros os seus objectivos. Ao responderem à questão “O que devem saber os alunos quando completarem o estudo deste currículo?” concretizam ideias, muitas vezes implícitas, e determinam a ênfase no currículo imple-mentado na sala de aula.
B
1100 Edições ASACompetências específicas para
a literacia científica dos alunos
no final do Ensino Básico
Preconiza-se o desenvolvimento de compe-tências específicas em diferentes domínios como o do conhecimento (substantivo, pro-cessual ou metodológico, epistemológico), do raciocínio, da comunicação e das atitu-des. Tal exige o envolvimento dos alunos no processo ensino-aprendizagem, através de experiências educativas diferenciadas que a escola lhes proporciona. Estas, por um lado, vão de encontro aos seus interesses pessoais e, por outro, estão em conformidade com o que se passa à sua volta.
De salientar que os domínios que a seguir se mencionam não são compartimentos estan-ques ou isolados, nem as sugestões apresen-tadas esgotam um determinado domínio e nem existe sequencialidade e hierarquização entre eles. As competências não devem ser entendidas cada uma por si, mas no seu con-junto. Desenvolvem-se em simultâneo e de uma forma transversal, na exploração das ex-periências educativas, com graus de profun-didade diferente nos três ciclos de escolari-dade, atendendo ao nível etário dos alunos.
Conhecimento
Conhecimento substantivo– sugere-se a aná-lise e discussão de evidências, situações pro-blemáticas, que permitam ao aluno adquirir conhecimento científico apropriado, de modo a interpretar e compreender leis e modelos científicos, reconhecendo as limitações da Ciência e da Tecnologia na resolução de pro-blemas pessoais, sociais e ambientais. Conhecimento processual– pode ser viven-ciado através da realização de pesquisa biblio-gráfica, observação, execução de experiências,
individualmente ou em equipa, avaliação dos resultados obtidos, planeamento e realização de investigações, elaboração e interpreta-ção de representações gráficas onde os alunos utilizem dados estatísticos e matemáticos. Conhecimento epistemológico– propõe-se a análise e debate de relatos de descobertas científicas, nos quais se evidenciem êxitos e fracassos, persistência e formas de trabalho de diferentes cientistas, influências da so-ciedade sobre a Ciência, possibilitando ao aluno confrontar, por um lado, as explica-ções científicas com as do senso comum, por outro, a ciência, a arte e a religião.
Raciocínio
Sugerem-se, sempre que possível, situações de aprendizagem centradas na resolução de problemas, com interpretação de dados, for-mulação de problemas e de hipóteses, pla-neamento de investigações, previsão e ava-liação de resultados, estabelecimento de comparações, realização de inferências, ge-neralização e dedução. Tais situações devem promover o pensamento de uma forma cria-tiva e crítica, relacionando evidências e ex-plicações, confrontando diferentes perspecti-vas de interpretação científica, construindo e analisando situações alternativas que exi-jam a proposta e a utilização de estratégias cognitivas diversificadas.
Comunicação
Propõem-se experiências educativas que in-cluem uso da linguagem científica, mediante a interpretação de fontes de informação di-versas com distinção entre o essencial e o acessório, a utilização de modos diferentes de representar essa informação, a vivência de situações de debate que permitam o desen-volvimento das capacidades de exposição de ideias, defesa e argumentação, o poder de
B
1111 Edições ASA CIÊNCIA Terra Mundo material Mundo vivo Agente ecológico Sujeito biológico Ser humano Saúde e segurança Qualidade de vida Terra no Espaço Terra em Transformação Sustentabilidade na TerraViver melhor na Terra
TECNOL
OGIA
SOCIED
ADE
AMBIENTE Fig. 1– Esquema organizador dos quatro temas
análise e de síntese e a produção de textos es-critos e/ou orais onde se evidencie a estrutura lógica do texto em função da abordagem do assunto. Sugere-se que estas experiências edu-cativas contemplem também a cooperação na partilha de informação, a apresentação dos resultados de pesquisa, utilizando, para o efeito, meios diversos, incluindo as novas tec-nologias de informação e comunicação.
Atitudes
Apela-se para a implementação de experiências educativas onde o aluno desenvolva atitudes inerentes ao trabalho em Ciência, como sejam a curiosidade, a perseverança e a seriedade no trabalho, respeitando e questionando os resul-tados obtidos, a reflexão crítica sobre o traba-lho efectuado, a flexibilidade para aceitar o erro e a incerteza, a reformulação do seu trabalho, o desenvolvimento do sentido estético, de modo a apreciar a beleza dos objectos e dos fenóme-nos físico-naturais, respeitando a ética e a sen-sibilidade para trabalhar em Ciência, avaliando o seu impacto na sociedade e no ambiente.
Para o desenvolvimento das competências definidas propõe-se a organização do en-sino das Ciências nos três ciclos do Enen-sino Básicoem torno de quatro temas organiza-dores:
• Terra no Espaço
• Terra em Transformação • Sustentabilidade na Terra • Viver melhor na Terra
A coerência conceptual e metodológica dos quatro temas gerais tem subjacente a ideia estruturante que a seguir se apresenta e que consta da figura 1.
Viver melhor no planeta Terra pressupõe uma in-tervenção humana crítica e reflectida, visando um desenvolvimento sustentável que, tendo em consi-deração a interacção Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente, se fundamente em opções de ordem social e ética e em conhecimento científico esclare-cido sobre a dinâmica das relações sistémicas que caracterizam o mundo natural e sobre a influência dessas relações na saúde individual e comunitária.
B
1122 Edições ASAO esquema organizador da figura 1 salienta a importância de explorar os temas numa perspectiva interdisciplinar, em que a inte-racção Ciência-Tecnologia-Sociedade-Am-biente deverá constituir uma vertente inte-gradora e globalizante da organização e da aquisição dos saberes científicos. Esta ver-tente assume um sentido duplo no contexto da aprendizagem científica ao nível da esco-laridade básica e obrigatória. Por um lado, possibilita o alargar dos horizontes da apren-dizagem, proporcionando aos alunos não só o acesso aos produtos da Ciência mas também aos seus processos, através da com-preensão das potencialidades e limites da Ciência e das suas aplicações tecnológicas na Sociedade. Por outro lado, permite uma tomada de consciência quanto ao signifi-cado científico, tecnológico e social da in-tervenção humana na Terra, o que poderá constituir uma dimensão importante em termos de uma desejável educação para a cidadania.
Atente-se a que qualquer dos temas envolve as componentes científica, tecnológica, so-cial e ambiental, embora seja diferente a ênfase a dar na exploração destas compo-nentes em cada um. Outro aspecto a sa-lientar tem a ver com a articulação dos te-mas. Com a sequência sugerida pretende-se que, após terem compreendido conceitos relacionados com a estrutura e funciona-mento do sistema Terra, os alunos sejam capazes de os aplicar em situações que con-templam a intervenção humana na Terra e a resolução de problemas daí resultantes, visando a sustentabilidade na Terra.
Terra no Espaço
O primeiro tema – Terra no Espaço – foca a localização do planeta Terra no Universo e sua inter-relação com este sistema mais amplo, bem como a compreensão de fenó-menos relacionados com os movimentos da Terra e sua influência na vida do planeta. Considera-se fundamental que as experiên-cias de aprendizagem no âmbito deste tema possibilitem aos alunos, no final do Ensino Básico, o desenvolvimento das seguintes competências:
• compreensão global da constituição e da caracterização do Universo e do Sistema Solar e da posição que a Terra ocupa nes-ses sistemas;
• reconhecimento de que fenómenos que ocorrem na Terra resultam da interacção no sistema Sol, Terra e Lua;
• reconhecimento da importância de se in-terrogar sobre as características do Uni-verso e sobre as explicações da Ciência e da Tecnologia relativamente aos fenóme-nos que lhes estão associados;
• compreensão de que o conhecimento so-bre o Universo se deve a sucessivas teorias científicas, muitas vezes contraditórias e polémicas.
Ao longo dos três ciclos do Ensino o tema desenvolve-se de acordo com o esquema or-ganizador representado na figura 2.
B
1133Edições ASA
Competências a desenvolver
no 3.º Ciclo:
• compreensão de que os seres vivos estão integrados no sistema Terra, partici-pando nos fluxos de energia e nas trocas de matéria;
• reconhecimento da necessidade de traba-lhar com unidades específicas, tendo em conta as distâncias do Universo;
• conhecimento sobre a caracterização do Universo e a interacção sistémica entre componentes;
• utilização de escalas adequadas para a re-presentação do Sistema Solar;
• identificação de causas e de consequências dos movimentos dos corpos celestes;
• discussão sobre a importância do avanço do conhecimento científico e tecnológico no conhecimento sobre o Universo, o Sis-tema Solar e a Terra;
• reconhecimento de que novas ideias geral-mente encontram oposição de outros in-divíduos e grupos por razões sociais, polí-ticas ou religiosas.
Distâncias Caracterização Forma Constituição
Origem Caracterização
Constituição Orientação Dimensão
Movimentos e forças Satélites Características Universo Terra no Espaço Planeta Terra
Sistema Solar Terra no Sistema Solar
B
1144 Edições ASATendo em conta as Orientações Curriculares para o 3.º Ciclo do Ensino Básico, sugere-se aos professores a abordagem dos problemas rela-cionados com fenómenos que os alunos obser-vam ou conhecem, criando oportunidade de le-varem a cabo pequenas investigações, indivi-dual ou colaborativamente, onde esteja pre-sente a história da Ciência, tão rica nestes as-suntos. A comparação de teorias, as viagens es-paciais, a queda de meteoritos, a exploração de documentos diversos (textos antigos, docu-mentários, sites na Internet) pode proporcionar momentos de discussão em aula sobre o avanço da Ciência e da Tecnologia e sobre a im-portância e as implicações para a melhoria das condições de vida da humanidade.
Terra em Transformação
Com o segundo tema – Terra em Transforma-ção – pretende-se que os alunos adquiram co-nhecimentos relacionados com os elementos constituintes da Terra e com os fenómenos que nela ocorrem. No âmbito deste tema é essen-cial que as experiências de aprendizagem
possi-bilitem aos alunos no final do Ensino Básico desenvolvimento das seguintes competências: • reconhecimento de que a diversidade de
ma-teriais, seres vivos e fenómenos existentes na Terra é essencial para a vida no planeta; • reconhecimento de unidades estruturais
co-muns, apesar da diversidade de caracterís-ticas e propriedades existentes no mundo natural;
• compreensão da importância das medições, classificações e representações como for-ma de olhar para o mundo perante a sua diversidade e complexidade;
• compreensão das transformações que contri-buem para a dinâmica da Terra e das suas consequências a nível ambiental e social; • reconhecimento do contributo da Ciência
para a compreensão da diversidade e das transformações que ocorrem na Terra. Ao longo dos três ciclosdo Ensino Básico o tratamento deste tema está organizado de acordo com o esquema da figura 3.
Mundo vivo
Mundo natural
Dinâmica interna Dinâmica externa Mundo material
Energia
Complexidade
Diversidade
O que existe na Terra
Equilíbrio dinâmico Dinâmica
Fenómenos
Terra em Transformação
B
1155Edições ASA
Competências a desenvolver
no 3.º Ciclo
• reconhecimento de que na Terra ocorrem transformações de materiais por acção física, química, biológica e geológica, in-dispensáveis para a manutenção da vida na Terra;
• classificação dos materiais existentes na Terra, utilizando critérios diversificados.
• compreensão de que, apesar da diversidade de materiais e de seres vivos, existem unida-des estruturais;
• utilização de símbolos e de modelos na re-presentação de estruturas, sistemas e suas transformações;
• explicação de alguns fenómenos biológicos e geológicos, atendendo a processos físicos e químicos;
• apresentação de explicações científicas que vão para além dos dados, não emergindo simplesmente a partir deles, mas envol-vendo pensamento criativo.
• identificação de modelos subjacentes a explicações científicas correspondendo ao que pensamos que pode estar a acontecer no nível não observado directamente.
Atendendo às Orientações Curriculares para o 3.º Ciclo do Ensino Básico, sugere-se partir de um contexto familiar aos alunos para a abordagem dos conteúdos científicos. Sem-pre que possível, recorrer a situações do quotidiano e aos conhecimentos que os alu-nos já têm sobre fenómealu-nos de transforma-ção de materiais e relações energéticas. Os assuntos tratados neste tema proporcionam oportunidade de realização de actividade
experimental, levando os alunos ao desen-volvimento de capacidades manipulativas e técnicas. Sugere-se a discussão de teorias e conceitos científicos, criando situações de re-solução de problemas de modo a promover a compreensão sobre a natureza da Ciência.
A utilização de convenções matemáticas e científicas e a explicação da sua utilização revestem-se de pertinência, pois é neste tema que os alunos são postos perante a diversi-dade de materiais e de fenómenos existen-tes no nosso planeta. Sugere-se que os alu-nos confrontem as explicações dadas pela Ciência para a dinâmica interna da Terra com as evidências e os dados obtidos pelo estudo desses fenómenos. Podem propor-cionar-se situações de análise de documen-tos, de argumentos científicos, de factos conhecidos e de debate de situações da his-tória da descoberta científica, para a com-preensão da História da Terra.
Será importante proporcionar situações di-versificadas onde o aluno interprete textos, tabelas e diagramas, analise informação cien-tífica, coloque questões e conduza peque-nas investigações. Será também estimulante proporcionar a realização de projectos, quer na aula, quer noutros espaços, fomentan-do-se, assim, o debate de ideias e a comu-nicação de resultados das pesquisas realiza-das, utilizando meios também diversos (car-tazes, p o rtfolios, jornal da escola, Internet...).
Sustentabilidade na Terra
No terceiro tema – Sustentabilidade na Terra – pretende-se que os alunos tomem consciência da importância de actuar ao nível do sistema Terra, de forma a não provocar desequilíbrios, contribuindo para uma gestão regrada dos re-cursos existentes. Para um desenvolvimento
B
1166 Edições ASAsustentável, a Educação em Ciência deverá ter em conta a diversidade de ambientes físicos, biológicos, sociais, económicos e éticos. No âmbito deste tema é essencial que os alunos vivenciem experiências de aprendizagem de forma activa e contextualizada, numa perspec-tiva global e interdisciplinar, visando no final do Ensino Básico o desenvolvimento das se-guintes competências:
• reconhecimento da necessidade humana de apropriação dos recursos existentes na Terra para os transformar e, posteriormente, os utilizar;
• reconhecimento do papel da Ciência e da Tecnologia na transformação e utilização dos recursos existentes na Terra;
• reconhecimento de situações de desenvol-vimento sustentável em diversas regiões; • reconhecimento que a intervenção humana
na Terra afecta os indivíduos, a sociedade e o ambiente e que coloca questões de na-tureza social e ética;
• compreensão das consequências que a utili-zação dos recursos existentes na Terra tem para os indivíduos, a sociedade e o ambiente; • compreensão da importância do conheci-mento científico e tecnológico na explicação e resolução de situações que contribuam para a sustentabilidade da vida na Terra. Ao longo dos três ciclos do Ensino Básico, o tratamento deste tema desenvolve-se de acordo com o esquema organizador apre-sentado na figura 4. Política Ética Científico--tecnológica Económica Ecossistemas Exploração Tempo atmosférico Transformação
Música Novos materiais
Telecomunicações Diagnóstico médico
Aplicação
Sociedade
Gestão sustentável
Recursos
Sustentabilidade na Terra Intervenção com implicação Custos, benefícios e riscos
Mudança global
Fig. 4– Esquema organizador do tema Sustentabili-dade na Terra
B
1177Edições ASA
Competências a desenvolver
no 3.º Ciclo
• reconhecimento de que a intervenção hu-mana na Terra, ao nível da exploração, trans-formação e gestão sustentável dos recursos, exige conhecimento científico e tecnológico em diferentes áreas;
• discussão sobre as implicações do pro-gresso científico e tecnológico na rentabi-lização dos recursos;
• compreensão de que a dinâmica dos ecossis-temas resulta de uma interdependência entre seres vivos, materiais e processos;
• compreensão de que o funcionamento dos ecossistemas depende de fenómenos en-volvidos, de ciclos de matéria, de fluxos de energia e de actividade de seres vivos, em equilíbrio dinâmico;
• reconhecimento da necessidade de trata-mento de materiais residuais, para evitar a sua acumulação, considerando as dimensões económicas, ambientais, políticas e éticas;
• conhecimento das aplicações da tecnologia na música, nas telecomunicações, na pes-quisa de novos materiais e no diagnóstico médico;
• pesquisa sobre custos, benefícios e riscos das inovações científicas e tecnológicas para os indivíduos, para a sociedade e para o ambiente;
• reconhecimento da importância da criação de parques naturais e protecção das pai-sagens e da conservação da variabilidade de espécies para a manutenção da quali-dade ambiental;
• tomada de decisão face a assuntos que preo-cupam as sociedades, tendo em conta facto-res ambientais, económicos e sociais;
• divulgação de medidas que contribuam para a sustentabilidade na Terra.
Nesta temática, considerando as Orienta-ções Curriculares para o 3.º Ciclo, os alu-nos poderão investigar o tratamento que é dado aos recursos na sua região e, nomea-damente, aos problemas sociais emergen-tes do tratamento dos materiais residuais. Sugere-se a realização de actividades expe-rimentais de vários tipos: (i) investigativas, partindo de uma questão ou problema, ava-liando as soluções encontradas; (ii) ilustra-tivas de leis científicas; (iii) aquisição de técnicas. Divulgar, na sua região ou cidade, as consequências possíveis para as gera-ções vindouras do uso indiscriminado dos recursos existentes na Terra, é outra activi-dade. Os alunos poderão intervir localmente com o fim de consciencializar as pessoas para a necessidade de actuar na protecção do ambiente e da preservação do patrimó-nio e do equilíbrio entre natureza e socie-dade. No que diz respeito a actividades de pesquisa e discussão sobre os custos, be-nefícios e riscos de determinadas situações, bem como sobre questões de desenvolvi-mento sustentável atingido em determinadas regiões, sugere-se que os professores de Ciências Naturais, de Ciências Físico-Quí-micas e de Geografia planifiquem, em con-junto, actividades para os seus alunos: por exemplo, problemas relativos à utilização da água ou da energia, ao tratamento de lixos, à limpeza de cursos de água, à pre-servação dos espaços naturais, à melhoria da qualidade do ar. A constituição de um grupo de discussão na Internet entre alunos
B
1188 Edições ASAde diferentes países possibilita a comuni-cação dos resultados obtidos.
Viver melhor na Terra
O quarto tema – Viver melhor na Terra – visa a compreensão de que a qualidade de vida implica saúde e segurança numa perspectiva individual e colectiva. A biotecnologia, área relevante na sociedade científica e tecnoló-gica em que vivemos, será um conhecimento essencial para a qualidade de vida. Para o estudo deste tema, as experiências de apren-dizagem que se propõem visam, no final do Ensino Básico, o desenvolvimento das seguin-tes competências:
• reconhecimento da necessidade de de-senvolver hábitos de vida saudáveis e de segurança, numa perspectiva biológica, psicológica e social;
• reconhecimento da necessidade de uma análise crítica face às questões éticas de algumas das aplicações científicas e tec-nológicas;
• conhecimento das normas de segurança e de higiene na utilização de materiais e equipamentos de laboratório e de uso comum, bem como respeito pelo seu cum-primento;
• reconhecimento de que a tomada de de-cisão relativa a comportamentos associados à saúde e segurança global é influenciada por aspectos sociais, culturais e económicos; • compreensão de como a Ciência e a Tecno-logia têm contribuído para a melhoria da qualidade de vida;
• compreensão do modo como a sociedade pode condicionar, e tem condicionado, o rumo dos avanços científicos e tecnológi-cos na área da saúde e segurança global;
• compreensão dos conceitos essenciais lacionados com a saúde, utilização de re-cursos e protecção ambiental que devem fundamentar a acção humana no plano in-dividual e comunitário;
• valorização de atitudes de segurança e de prevenção como condição essencial em di-versos aspectos relacionados com a quali-dade de vida.
Ao longo dos três ciclos do Ensino Básico o tratamento deste tema desenvolve-se de acordo com o esquema organizador da fi-gura 5.
B
1199 Edições ASA Identidade do corpo Sistemas Função Estrutura Electrónica Electricidade Estrutura Propriedades Comunitária Individual Riscos Equilíbrio natural Prevenção Novos materiaisViver melhor na Terra
Organismo humano Controlo e regulação
Saúde e segurança Materiais
Qualidade de vida Fig. 5– Esquema organizador do tema Viver melhor na Terra
B
2200 Edições ASACompetências a desenvolver
no 3.º Ciclo
• discussão sobre a importância da aquisi-ção de hábitos individuais e comunitários que contribuam para a qualidade de vida;
• discussão de assuntos polémicos nas socie-dades actuais sobre os quais os cidadãos devem ter uma opinião fundamentada;
• compreensão de que o organismo humano está organizado segundo uma hierarquia de níveis que funcionam de modo integrado e desempenham funções específicas;
• avaliação de aspectos de segurança associa-dos quer à utilização de aparelhos e equipa-mentos quer a infra-estruturas e trânsito;
• reconhecimento da contribuição da Quí-mica para a qualidade de vida, quer na ex-plicação das propriedades dos materiais que nos rodeiam quer na produção de no-vos materiais;
• avaliação e gestão de riscos e tomada de decisão face a assuntos que preocupam as sociedades, tendo em conta factores am-bientais, económicos e sociais.
Este tema constitui o culminar do desenvol-vimento das aprendizagens anteriores e tem
como finalidade capacitar o aluno para a importância da sua intervenção individual e colectiva no equilíbrio da Terra, quer to-mando medidas de prevenção quer inter-vindo na correcção dos desequilíbrios. Ten-do em conta as Orientações Curriculares para o 3.º Ciclo do Ensino Básico, é importante investigar problemáticas do ponto de vista da saúde individual (o corpo humano, seu funcionamento e equilíbrio), do ponto de vista da segurança e saúde globais, em inte-racção com os outros e o meio. O termo “saúde” é entendido aqui como qualidade de vida para a qual contribui um modo de estar no mundo, atendendo ao que cada um pode fazer e à compreensão das medi-das sociais e políticas para o garante dessa qualidade. A identificação de comporta-mentos de risco pode desencadear a pes-quisa, a resolução de problemas, o debate e a comunicação, com vista à intervenção e à proposta de soluções. A análise de posi-ções científicas controversas, o levantamen-to de problemas na escola (elaboração de listas de situações de perigo no dia-a-dia), a discussão de temas actuais no mundo po-dem conduzir à tomada de consciência so-bre a importância de cada um não se alhear dos problemas e respectivas soluções, iden-tificando os contributos da Ciência e da Tec-nologia na resolução desses problemas.
B
2211 Edições ASA Disciplina C. Naturais C. Físico-Químicas Tempos lectivos 7.° ano 90 min. 90 min. 8.° ano 90 min. 90 min. 9.° ano 90 min. 90 min. + 45 min.* * 45 min a gerir pelas 2 disciplinasCurrículo das Ciências
Físico--Químicas e Naturais do 3.
oCiclo
Ciências-Físico-Químicas e Ciências
Naturais
Com a actual Reorganização Curricular: • As Ciências Físico-Químicas e as Ciências
Naturais iniciam-se no 7.° ano de escolari-dade e continuam até ao 9.° ano de esco-laridade;
• Não há uma distribuição rígida dos tem-pos lectivos por cada uma das disciplinas
ao longo dos três anos, no entanto a ne-nhuma delas deve ser atribuída uma carga horária semanal inferior a 90 minutos em cada ano;
• As aulas são organizadas em blocos de 90 minutos, havendo no 9.° ano mais 45 mi-nutos a gerir pelas duas disciplinas. • Está previsto o desdobramento das turmas
nos blocos de 90 minutos de modo a per-mitir a realização de trabalho prático/ex-perimental;
Assim, as duas disciplinas poderão estar dis-tribuídas pelos três anos do 3.° Ciclo como mostra o quadro:
B
2222 Edições ASA CIÊNCIA Terra Mundo material Mundo vivo Agente ecológico Sujeito biológico Ser humano Saúde e segurança Qualidade de vida Terra no Espaço Terra em Transformação Sustentabilidade na TerraViver melhor na Terra
TECNOL
OGIA
SOCIED
ADE
AMBIENTE
Cada um dos temas dá lugar a dois conjuntos de conteúdos:
Um diz respeito às Ciências Naturais e o ou-tro ás Ciências Físico-Químicas.
Pretende-se que cada tema seja explorado pelos dois conjuntos de conteúdos numa perspectiva interdisciplinar, sem que haja
repetições, tendo em conta a interacção Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente. As duas disciplinas fazem parte da área
dis-ciplinar Ciências Físicas e Naturais e tratam conjuntamente ao longo dos 7.°, 8.° e 9.° anos do Ensino Básico quatro temas:
Terra no Espaço
Terra em Transformação Sustentabilidade na Terra Viver melhor na Terra
Os quatro temas estão articulados de acordo com o seguinte esquema organizador:
Temas e características gerais do programa
B
2233Edições ASA
Os quatro temas
Tema A – Terra no Espaço
Este tema foca:
• a localização do planeta Terra no Universo e suas inter-relações;
• a compreensão de fenómenos relaciona-dos com os movimentos da Terra e a sua
influência na existência de vida;
Os conteúdos deste tema são distribuídos pelas Ciências Naturais e pelas Ciências Físico-Químicas do seguinte modo:
CIÊNCIA PORQUÊ?
Terra – Um planeta com vida
• Condições da Terra que permitem a existência da vida
• A Terra como um sistema
Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente • Ciência, produto da actividade humana • Ciência e conhecimento do Universo
Universo
• O que existe no Universo • Distâncias no Universo Sistema Solar
• Astros do Sistema Solar • Características dos planetas Planeta Terra
• Terra e Sistema Solar • Movimentos e forças
Ciências Naturais Ciências Físico-Químicas
O QUE CONHECEMOS HOJE ACERCA DO UNIVERSO?
O QUE FAZ DA TERRA UM PLANETA COM VIDA? COMO SE TORNA POSSÍVEL O CONHECIMENTO DO UNIVERSO?
CIÊNCIA COMO?
CIÊNCIA PARA QUE?
B
2244 Edições ASA• Este tema – Terra em Transformação – trata da constituição da Terra e fenóme-nos que nela ocorrem.
A distribuição dos conteúdos pelas Ciências Naturais e pelas Ciências Físico-Químicas deste tema é a seguinte:
A Terra conta a sua história
• Os fósseis e a sua importância para a reconstituição da história da Terra
• Grandes etapas na história da Terra Dinâmica interna da Terra
• Deriva dos continentes e tectónica de placas • Ocorrência de falhas e dobras
Consequências da dinâmica interna da Terra • Actividade vulcânica; riscos e benefícios da
actividade vulcânica
• Actividade sísmica; riscos e protecção das populações Estrutura interna da Terra
• Contributo da ciência e da tecnologia para o estudo da estrutura interna da Terra • Modelos propostos
Dinâmica externa da Terra
• Rochas, testemunhos da actividade da Terra • Rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas:
génese e constituição; ciclo das rochas • Paisagens geológicas
Materiais
• Constituição do mundo material • Substâncias e misturas de substâncias • Propriedades físicas e químicas dos materiais • Separação das substâncias de uma mistura • Transformações físicas e transformações químicas Energia
• Fontes e formas de energia • Transferências de energia
Ciências Naturais Ciências Físico-Químicas
QUE TESTEMUNHOS EVIDENCIAM A DINÂMICA DA TERRA? A TERRA, UM SISTEMA EM EQUILÍBRIO DINÂMICO? COMO É CONSTITUÍDO O MUNDO MATERIAL?
ONDE ESTÁ A ESCRITA DA HISTÓRIA DA TERRA?
COMO ESTUDAR A DINÂMICA ENERGÉTICA DA TERRA?
COMO SE OBSERVA O DINAMISMO DO MUNDO MATERIAL?
B
2255Edições ASA
Ciências Naturais Ecossistemas
• Interacções seres vivos-ambiente • Fluxo de energia e ciclo de matéria • Perturbações no equilíbrio dos ecossistemas
Ciências Físico-Químicas Som e luz
• Produção e transmissão do som
• Características, comportamento e aplicações da luz Reacções químicas
• Tipos de reacções químicas • Velocidade das reacções químicas
• Explicação e representação das reacções químicas Mudança global
• Previsão e descrição do tempo atmosférico • Influência da actividade humana na atmosfera
terrestre e no clima
Gestão sustentável dos recursos
• recursos naturais – utilização e consequências • protecção e conservação da natureza – custos, benefícios
e riscos das inovações científicas e tecnológicas
• Este tema gira em torno da importância da utilização regrada dos recursos naturais de modo a não provocar desequilíbrios no Sistema Terra. É necessário começar por
conhecer esses recursos para depois saber rentabilizar a sua utilização.
Os conteúdos a desenvolver neste tema estão assim distribuídos pelas duas disciplinas:
COMO PODEMOS CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE NA TERRA? QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS PARA A TERRA QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS PARA A TERRA DA UTILIZAÇÃO DESREGRADA DOS RECURSOS NATURAIS?
POR QUE ESTÃO OS SISTEMAS EM EQUILÍBRIO DINÂMICO?
DE QUE MODO A HUMANIDADE TEM CONTRIBUÍDO PARA A MUDANÇA
GLOBAL?
DE QUE MODO A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA RENTABILIZAM A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS
B
2266 Edições ASA• Este tema tem por objectivo a compreensão de que a qualidade de vida se relaciona com a saúde e a segurança quer individual quer colectiva.
Os conteúdos a desenvolver neste tema es-tão distribuídos pelas duas disciplinas, do modo seguinte:
Ciências Naturais Saúde individual e comunitária
• Indicadores do estado de saúde de uma população • Medidas de acção para a promoção da saúde Transmissão da vida
• Bases fisiológicas da reprodução • Noções básicas de hereditariedade O organismo humano em equilíbrio • Sistemas neuro-hormonal,
cárdio--respiratório, digestivo e excretor em interacção • Opções que interferem no equilíbrio do organismo
(tabaco, álcool, higiene, droga, actividade física, alimentação)
Ciência e Tecnologia e qualidade de vida
(Ciência e Tecnologia na resolução de problemas da saúde individual e comunitária. Avaliação e gestão de riscos)
Ciências Físico-Químicas Em trânsito
• Segurança e prevenção • Movimento e forças
Sistemas eléctricos e electrónicos • Circuitos eléctricos
• Electromagnetismo
• Circuitos electrónicos e aplicações da electrónica Classificação dos materiais
• Propriedades dos materiais e Tabela Periódica • Estrutura atómica
• Ligação química
O QUE SIGNIFICA QUALIDADE
DE VIDA?
QUE HÁBITOS INDIVIDUAIS CONTRIBUEM PARA UMA VIDA SAUDÁVEL?
DE QUE MODO QUALIDADE DE VIDA IMPLICA SEGURANÇA E PREVENÇÃO COMO SE CONTROLAM E REGULAM
OS SISTEMAS?
Tema D – Viver melhor na Terra
DE QUE MODO A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA PODEM CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA? COMO SE PROCESA A CONTINUIDADE E A VARIABILIDADE DOS SISTEMAS?
B
2277Edições ASA
Os temas A e B e a gestão do tempo
No manual são explorados os dois primeiros temas de Ciências Físico-Químicas para o 3.°Ciclo do Ensino Básico: Terra no Espaço e Terra em Transformação.Os conteúdos destes temas estão distribuí-dos por capítulos e subcapítulos como a se-guir se indica. Tema A Terra no Espaço B Terra em Transformação Capítulos I – O Universo Subcapítulos
1. O que existe no Universo 2. Distâncias no Universo
II – O Sistema Solar 1. Astros do Sistema Solar 2. Características dos planetas
III – Planeta Terra 1. Terra, Sol e Lua 2. Movimentos e forças
I – Materiais
1. Constituição do mundo material 2. Propriedades físicas e químicas
das substâncias
3. Separação dos componentes de misturas
II – Transformações da matéria
1. Transformações físicas e transformações químicas 2. Como uma substância se
transforma noutras
III – Energia
1. Fontes e formas de energia 2. Transferências de energia
Não é fácil a gestão do tempo para a lecciona-ção destes conteúdos.
Como sabemos:
• não se trata de transmitir conhecimento, mas de criar situações que permitam aos alunos compreender e construir esse con-hecimento;
• cada aluno tem o seu próprio ritmo de aprendizagem;
• é necessário ter em conta as concepções alternativas dos alunos;
B
2288 Edições ASAHá alguns conteúdos que podem vir a ser tratados na Área de Projecto.
O Estudo Acompanhado tem também um papel importante na implementação de ta-refas de remediação.
– No 7.º ano, as Ciências Físico-Químicas dispõem de um bloco semanal de 90 mi-nutos com a turma dividida em 2 turnos. Admitindo que um ano corresponde em média a 32 semanas de aulas e que há disponíveis para a leccionação dos
temas A e B, no 7.º ano, 32 blocos de 90 mi-nutos, apresentamos a seguinte gestão dos tempos lectivos.
Temas
Tempos lectivos – unidade = 90 minutos
Totais Leccionação Actividade prá-tica/ experimental Avaliação formativa Avaliação sumativa 16 A Terra no Espaço 10 3 3 x 1/2 3 x 1/2 16 B Terra em Transformação 10 3 3 x 1/2 3 x 1/2
B
2299Edições ASA
Planificação didáctica
No manual cada tema está organizado por capítulos, e cada um deles por subcapítulos, divididos nos diferentes conteúdos a abor-dar. A planificação está estruturada tam-bém deste modo.
Assim, para cada subcapítulo é sugerida uma questão central, a que os alunos sabe-rão responder no final, e uma actividade de motivação.
Depois, para cada conteúdo do capítulo são indicadas as competências a desenvolver nos alunos e estratégias/actividades possíveis.
Há sempre actividades práticas a realizar pelos alunos na aula, individualmente, em paresou em grupos. Estas actividades vêm referidas no manual logo após o desenvol-vimento de cada conteúdo.
Muitas vezes são sugeridas actividades expe-rimentais a realizar pelos alunos em grupo que vêm no Caderno de Actividades. Em cada caso são indicadas as competências a desen-volver através da preparação/realização da actividade e da reflexão crítica sobre o tra-balho desenvolvido. É conveniente fazer notar aos alunos que o procedimento sugerido é apenas uma das maneirasde dar resposta à questão proposta no início da experiência. Por vezes, aconselha-se que cada grupo de alunos realize um trabalho ligeiramente dife-rente, com vista a proporcionar momentos de comunicaçãode resultados a toda a turma, seguida de reflexão e discussão alargada.
São ainda sugeridas actividades de campo e de pesquisa com elaboração de textos, ou cartazes, etc., a realizar em grupo.
Trata-se, nestes dois casos, de sugestões de actividades, das quais os professores terão que seleccionar apenas as mais significativas e adequadas a cada tipo de turma.
Estas actividades aparecem no manual no final de cada capítulo.
Termina-se com a indicação das questões destinadas à auto-avaliação dos alunos que, no nosso entender, devem realizar sozinhos como trabalho de casa.
Estas questões fazem parte de Avalia os teus conhecimentos/aprendizagens no Caderno de Actividades.
Guia Pr átic o Edições Capítulo Conteúdos Competências O aluno dev
e ser capaz de:
Estr
atégias/actividades
Recur
sos educativos
TEMA A – TERRA NO ESP
AÇO
I
O
UNIVERSO
1
. O que existe no Univ
erso
1
.1
As galáxias e a formação do Univer
so • Distinguir estr elas de planet as. • Descr ever o movimento apar ent e do Sol. • Orient ar
-se pelo Sol e
pela sombr a de uma var a dur ant e o dia. • Descr ever sumariament e
a constituição e a formação do Univer
so . • Car act erizar a Via Láct ea
e o Grupo Local. • Distinguir os modelos geocêntrico
, heliocêntrico e actual par a o Univeso • Descr ever sumariament e a t eoria do Big-Bang. Questão centr al O q
ue sabemos hoje acer
ca d o U n iv er so ? Motivação • Visit a ao Planetário ,
ou • Diálogo baseado nas imagens da base de transparências n
.
o 1.
• Par
tir do que se obser
va no céu, à noit e e dur ant e o dia, par a lembr ar : – a dif er ença entr e estr elas e planet as;
– o movimento diurno do Sol; – os pontos cardeais.
• Recorr er a imagens da base de tr ansparência n . o 2 , a imagens d o manual ou de outr os livr os par a: – dar a conhecer as gr andes estrutur as do Univer so; – r ef
erir os movimentos de todas as
estrutur as; – abordar a t eoria do Big-Bang e as dúvidas
que ela levant
a.
•
Recorr
er a imagens dos modelos
geocêntrico e heliocêntrico como por exemplo
, as do desdobrável, par
a f
azer
uma leve abordagem da evolução das ideias sobr
e a constituição do Univer so . • Realizar individualment e as actividades da página 17 . – T ransparência n . o 1 – Retr opr ojector – T ransparência n . o 2 – Retr opr ojector – Livr os de divulgação científ ica sobr e o Univer so
Edições 1 .2 As estr elas 1 .3 As const elações e a
sua localização no céu – Caderno de Actividades – Caderno de Actividades – T
ransparência n. o 3 – Retr opr ojector
– Manual – Caderno de Actividades
• Realizar , em grupo , a actividade experiment al Exp 1 , da página 5 do
Caderno de Actividades • Resolver
, em casa, as questões 1 a 6, das
páginas 21 a 23 do Caderno de Actividades. • Par
tir de uma br
eve discussão sobr
e a
possibilidade de o Sol acabar um dia, par
a abordar o f
acto de t
ambém par
a
as estr
elas ser possível f
alar em
nascimento
, vida e mor
te.
• Recorr
er a imagens como as da base
de tr ansparência n . o 3 par a: – descr ever , sumariament e, o nascimento e mor te das estr elas; – e xplicar de onde pr ovém o brilho das estr elas; – r
elacionar a cor do brilho com a temper
atur a das estr elas. • Realizar , em par es, as actividades da
página 22. • Resolver em casa as questões 7 a 10 da página
2 3 d o Caderno de Actividades • Dialogar sobr e a variação de posição do Sol e da L
ua em cada dia, par
a
reconhecer a
necessidade de
coordenadas que nos ajudem
a
localizar os astr
os.
• Aplicar conhecimentos sobr
e o movimento
apar
ent
e do Sol.
• Relacionar a posição do Sol com a posição da sombr
a dos objectos.
•
Orient
ar
-se pela sombr
a
dos objectos dur
ant e o dia. • I dentif icar os acont ecimentos q u e descr evem o nascimento , a vida e a mor te das estr elas. • R econhecer a necessidade d e r ecorr er à altur a e ao azimut e p ar a localizar um astr o no céu.
Guia Pr átic o Edições Capítulo Conteúdos Competências O aluno dev
e ser capaz de:
Estr
atégias/actividades
Recur
sos educativos
TEMA A – TERRA NO ESP
AÇO – T ransparência n . o 4 – Retr opr ojector – Astr olábio – Supor te com car ta ce-lest e e mapas celest es – T ransparência n. ° 4 – Manual • Apr esent ar o signif icado de altur a e azimut e de um astr o r ecorr endo
a esquemas como os da base de transparências n
. o 4 e, se possível, a um astr olábio . • Descr
ever algumas const
elações
a par
tir da obser
vação de uma car
ta o u de um mapa celest e distribuído em fotocópia. É im p o rt an te fazer r ef erência à dif er ença entr e a posição e m que vemos as estr elas e a sua posição r eal. • Mostr ar em tr ansparência, base n . o 4, algumas const elações e a posição r el at iv a d a Ur sa Maior e da Ur sa Menor , n o céu. • Ref erir a impor tância da Estr ela P olar par a a orient
ação no hemisfério Nor
te. • Ensinar e pr aticar a utilização de mapas celest es. • Realizar , em par es, as actividades da página 29. • Descr eve o signif icado e impor tância das const elações. • Orient ar
-se pelas estr
elas dur ant e a noit e. • Obser var o céu, recorr endo a mapas celest es.
Edições • Realizar , em grupos, a actividade experiment al Exp 2 , página 7 do
Caderno Actividades • Resolver
, em casa, as questões 11 a 15
das páginas 24 e 25 do Caderno de Actividades Questão centr
al – Serão o metro e o q uilómetro unidades adeq uadas par a medir distâncias no U n iv erso? Motivação Escr ever no quadr o ou numa tr ansparência valor es de distância como , por e xemplo , entr
e duas cidades, entr
e
dois países, entr
e a T err a e a L ua, entr e a T err a e o Sol e entr e os ex tr emos da Via Láct
ea, todos em quilómetr
os.
Dialogar sobr
e a necessidade de adequar
a unidade em que se e
xprimem as
distâncias aos valor
es das distâncias. • Apr esent ar o signif icado de unidade astr
onómica e o seu valor em km.
• Par
tir de uma t
abela com os valor
es
das distâncias dos planet
as ao Sol em km par a concluir que a U A é a unidade adequada par a as distâncias no Sist ema Solar .
• Realizar em pequenos grupos as actividades da página 34 do manual. • Resolver em casa a questão 16, da página 25 do Caderno de Actividades – Caderno de Actividades – Caderno de Actividades – Quadr
o – Retr opr ojector – T ransparência e canet – Fotocópia com a T abela I
– Manual – Caderno de Actividades
• Construir um astr olábio . • Utilizar um astr olábio . •
Aplicar em situações concr
et as o signif icado de altur a e azimut e. • Ef ectuar medições da altur a e do azimut e de astr os. • Identif icar o signif icado de unidade astr onómica, reconhecer a U A como adequada par a e xprimir distâncias no Sist ema Solar . 2. Distâncias no Univ erso 2. 1 Unidades astr onómica
Guia Pr átic o Edições Capítulo Conteúdos Competências O aluno dev
e ser capaz de:
Estr
atégias/actividades
Recur
sos educativos
TEMA A – TERRA NO ESP
AÇO 2.2 Ano-luz e par sec • Identif icar o signif icado
de ano-luz e seus submúltiplos. • Reconhecer o ano-luz e o par
sec como unidades
adequadas par
a e
xprimir
distâncias além do Sist
ema Solar . • Apr esent ar o signif icado de ano-luz e o
seu valor em quilómetr
os.
Em função do tipo de turma
poderá,
ou não
, ser e
xplicado como se obtém
o valor em quilómetr
os.
• Ref
erir os submúltiplos segundo-luz,
minuto-luz e hor
a-luz, r
elacionando-os
entr
e si a par
tir do valor do segundo-luz.
• Ref erir o par sec e a sua r elação com o ano-luz. • Apr esent ar valor es de algumas
distâncias além do Sist
ema Solar em
km par
a concluir que a.l. e pc serão
,
nest
e caso
, as unidades adequadas.
• Resolver com os alunos algumas questões de convenção de unidades. • Realizar
, em pequenos grupos, as
actividades
práticas da página 38 do
manual. • Resolver
, em casa, as questões 17 a 20
das páginas 25 e 26 do Caderno de Actividades – Manual – Caderno de Actividades