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DIÁRIO DE UM

PALEONTÓLOGO

IV SIMPÓSIO BRASILEIRO

DE

PALEOINVERTEBRADOS -

IV SBPI 2018: O MUSEU

NACIONAL VIVE

Por Sandro Scheffler et al.

PALEO RJ/ES 2018

Por Antonio Carlos S. Fernandes Por Taissa Rodrigues

O SERVIÇO GEOLÓGICO

DA ÍNDIA E O PRIMEIRO

SELO POSTAL COM

RECONSTITUIÇÃO DE

ANIMAIS

PRÉ-HISTÓRICOS

PRIMEIRA EXPOSIÇÃO

PÓS INCÊNDIO DO MUSEU

NACIONAL

PALEONTOLOGIA NA

ANTÁRTICA

Por Alexander Kellner

APRESENTAÇÃO

DIA DO PALEONTÓLOGO

2019

Por Hermínio I. Araújo Júnior et al..

Foto de Hermínio Araújo-Júnior Foto de Lucas Henrique M. da Silva

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Núcleo RJ/ES Rio de Janeiro

Sociedade Brasileira de Paleontologia Biênio 2018-2020

Out de 2018 - Mar de 2019 ISSN 2318-7298

Paleonotícias On-line nº 23

UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro

ANM - Agência Nacional de Mineração

Fernando Henrique de Souza Barbosa

UFRJ- Universidade Federal do Rio de Janeiro

UNIRIO- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Hermínio Ismael de Araújo-Júnior

Edição e Diagramação

Web: https://sites.google.com/site/paleonoticiasonline/ Museu Nacional- Universidade Federal do Rio de Janeiro

Antonio Carlos Sequeira Fernandes

E-mail: [email protected]

Dimila Mothé

UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Rafael Costa da Silva

CPRM- Serviço Geológico do Brasil

Corpo Editorial

UFES- Universidade Federal do Espírito Santo

Com colaboração de:

Márcia A. dos Reis Polck Lílian Paglarelli Bergqvist

Rodrigo Giesta Figueiredo

SUMÁRIO

EXPEDIENTE

IV SIMPÓSIO BRASILEIRO

DE

PALEOINVERTEBRADOS -

IV SBPI 2018: O MUSEU

NACIONAL VIVE

PALEO RJ/ES 2018

Por Taissa Rodrigues

Por Antonio Carlos S. Fernandes

APRESENTAÇÃO

PRIMEIRA EXPOSIÇÃO PÓS

INCÊNDIO DO MUSEU

NACIONAL

PALEONTOLOGIA NA

ANTÁRTICA

Por Alexander Kellner

Por Hermínio I. Araújo Júnior et al

DIÁRIO DE UM

PALEONTÓLOGO

DIA DO PALEONTÓLOGO

2019

O SERVIÇO GEOLÓGICO

DA ÍNDIA E O PRIMEIRO

SELO POSTAL COM

RECONSTITUIÇÃ0 DE

ANIMAIS PRÉ-HISTÓRICOS

Por Sandro Schefler et al. 3

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EVENTOS

35º Congresso Brasileiro de Espeleologia De 19 a 22 de Junho de 2019

Bonito - MS

http://www.cavernas.org.br/35cbe/

V Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico De 14 a 19 de Outubro de 2019 Crato - CE 16º Geosudeste De 20 a 23 de Outubro de 2019 Campinas - SP http://geosudeste.com.br/

XXVI Congresso Brasileiro de Paleontologia De 21 a 25 de Outubro

Uberlândia - MG Presidente do Núcleo RJ/ES da Sociedade

Brasileira de Paleontologia

Esse número traz consigo a celebração de novos dias na Paleontologia dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, explicitando a capacidade das instituições científicas desses estados na superação de perdas e na celebração da pesquisa científica que desenvolvem. A revitalização do Museu Nacional, a PALEO RJ/ES 2018, o IV SBPI e a celebração do Dia do Paleontólogo 2019 são alguns dos temas abordados nesta publicação.

O paleontólogo Antonio Carlos S. Fernandes, pesquisador do Museu Nacional, demonstra aqui a sua paixão pela história da Paleontologia e a filatelia. Brilhantemente, ele descreve uma passagem importante dos inúmeros encontros entre Paleontologia e Filatelia: a publicação do primeiro selo postal com animais pré-históricos. Stegodon ganesa, um mastodonte, é o primeiro animal pré-histórico a ressurgir do passado e marcar um selo na Índia.

Pesquisadores e alunos, encabeçados pelo paleontólogo Sandro Marcelo Scheffler, descreveram a experiência de realizar um evento científico nacional logo após a tragédia que se abateu sobre o Museu Nacional. O IV SBPI, realizado no Horto Botânico do Museu, ocorreu entre os dias 8 e 10 de outubro de 2018, a b r i g a n d o t a m b é m a I I R e u n i ã o d e Ostracodólogos do Brasil. O evento teve palestras, apresentações de trabalhos orais e em paineis, minicursos, mesa-redonda e confraternização. Ao todo, participaram 95 pessoas entre profissionais, estudantes de pós-graduação e graduação de 35 instituições de todas as regiões do Brasil. Em sua nota, a equipe da Comissão Organizadora do IV SBPI descreve que o evento foi considerado um sucesso. Foi a edição com o maior número de inscritos e com o maior número de trabalhos apresentados”.

Uma fênix renasce das cinzas: assim é o Museu Nacional. Alexander Kellner, Diretor do Museu Nacional, detalha a realização da primeira exposição pós-incêndio: “Quando nem tudo era gelo - novas descobertas do continente antártico”. A exposição, que ocorreu no Centro Cultural Casa da Moeda, revela não somente a belíssima A PALEO RJ/ES 2018, aqui comentada pela paleontóloga Taissa Rodrigues (UFES), contou com 82 participantes, incluindo pesquisadores e alunos da educação básica, graduação e pós-graduação dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Além dos temas tradicionalmente abordados, Taissa ressaltou o aumento da quantidade de trabalhos relacionados ao patrimônio geopaleontológico e à geodiversidade.

Por Hermínio Ismael de Araújo-Júnior

Dia do Paleontólogo 2019: a Diretoria do Núcleo RJ/ES da SBP descreve a realização do evento comemorativo ao nosso dia. Desta vez o evento ocorreu na Faculdade de Geologia (FGEL) da UERJ. A celebração contou com a presença de 65 participantes, incluindo pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação de diversas instituições de ensino e pesquisa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Além das palestras, um dos pontos altos do evento foi a entrega da Medalha “Cândido Simões Ferreira” – honraria concedida pelo Núcleo RJ/ES da SBP a paleontólogos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo que se destacaram por sua contribuição à Paleontologia regional e nacional. No evento, Taissa Rodrigues, paleontóloga da UFES, foi condecorada com a medalha por sua atuação no ensino, pesquisa e extensão e, principalmente, por sua participação ativa na discussão a respeito do papel feminino na ciência, especialmente na Paleontologia.

Rafael C. da Silva, pesquisador do Museu de Ciências da Terra (CPRM), conta a respeito da realização da exposição “Dinossauros e G e o p a r q u e s : u m c a m i n h o p a r a a geoconservação”, a qual integrou a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia”. A exposição teve como objetivo apresentar ao público o conceito de geoparques e discutir a importância dos fósseis, especialmente os dinossauros e suas pegadas, como elemento de fomento à criação de geoparques, tendo como base a proposta do Geoparque Rio do Peixe, elaborada pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM.

Desejamos a todos uma excelente leitura! paleobiodiversidade da Antártica, mas também a força de uma instituição. O Museu Nacional Vive!

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Na solenidade de abertura, apresentada pelo Dr. Antonio Carlos S. Fernandes, destacou-se a importância desse evento no Museu Nacional, que fez parte do calendário oficial das comemorações dos 200 anos desta casa. O Museu Nacional foi um dos berços da paleontologia brasileira, em especial da paleontologia de invertebrados com seus patronos Charles Frederick Hartt e Orville Adelbert Derby, e abriga o mais antigo Departamento de Geologia e Paleontologia do Brasil, com 176 anos. Além disto, esta instituição possuía, até antes da tragédia de 2 de setembro de 2018, uma das maiores coleções de fósseis de invertebrados do Brasil, coletados ao longo dos últimos 180 anos e com cerca de 25.000 exemplares. Estes fósseis são provenientes de diversas partes do Brasil e do mundo, inclusive da Antártida!

Entre os dias 8 e 10 de outubro de 2018, apenas pouco mais de um mês depois do incêndio que consumiu o palácio, o Horto Botânico do Museu Nacional sediou o IV Simpósio Brasileiro de Paleoinvertebrados (IV SBPI) e a II Reunião de Ostracodólogos do Brasil (II ROB). A organização, que contou com pesquisadores, professores e alunos do Museu Nacional (MN/UFRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Universidade de Caxias do Sul (UCS), optou por manter o evento na data e local programado para mostrar que a instituição Museu Nacional ainda estava viva e ativa. Sediar um evento nacional teve uma grande simbologia naquele momento, em especial para nós pesquisadores e alunos desta grande casa de ciência.

O evento teve palestras, apresentações de trabalhos orais e em painéis, minicursos, mesa redonda e confraternização. Ao todo, participaram 95 pessoas entre profissionais, estudantes de pós-graduação e graduação de 35 instituições de todas as regiões do Brasil.

Ainda na manhã do primeiro dia, Elvio Pinto Bosetti (UEPG) e Rita de Cássia Tardin Cassab (ANM/RJ) receberam um troféu

Ao longo dos três dias foram apresentadas quatro palestras vinculadas ao IV SBPI e quatro vinculadas ao II ROB. A primeira, ministrada por Elvio Bosetti (UEPG), com o título “Tafonomia Estratigráfica: Controles em mares epíricos” e posteriormente Juliana Leme (USP) falou sobre as possíveis origens dos invertebrados, em sua palestra intitulada “A explosão Cambriana da vida e a origem dos invertebrados marinhos”.

confeccionado pelo paleoartista Maurílio Oliveira (MN/UFRJ), em homenagem às suas grandes contribuições para a paleontologia de invertebrados.

As atividades do dia 9 foram abertas com uma palestra sobre ostracodes marinhos e de ambientes transicionais, proferida por Gerson Fauth (UNISINOS) e intitulada “Novos impulsos aos estudos bioestratigráficos com ostracodes de ambientes marinhos e transicionais no Cretáceo das bacias marginais brasileiras”. Na parte da tarde foi a vez de Daniel Sedorko (UNISINOS) discursar sobre icnofósseis na sua palestra intitulada “Os paleoinvertebrados que a gente não vê: ampliando a diversidade a partir da Icnologia”.

Concomitante às apresentações orais do IV SBPI, na tarde do dia 9, ocorreram palestras vinculadas à II ROB intituladas: “The portal on Ostracoda from Brazil: a leap toward the integration of brazilian ostracology information”, apresentada por Dermeval Aparecido do Carmo (UnB); “Proposal for a "Register of Ostracoda from Brazil", apresentada por Simone Brandão (UFRN);

IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PALEOINVERTEBRADOS - SBPI

2019: O MUSEU NACIONAL VIVE

Por Sandro Marcelo Scheffler;Antonio Carlos S. Fernandes; Maria Izabel Manes; Roberto V. Santos; Dionízio Angelo de M. Júnior; Mariana Batista da Silva; Rafael Costa da Silva; Hermínio Ismael de Araújo Júnior; Claudia P. Machado

Parte da Comissão do IV SBPI e da II ROB. Foto de Ivys Souza (PPGZoo/MN/UFRJ)

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Foto de Márcia Polck

Foto de Márcia Polck

Foto de Márcia Polck (3)

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“Ostracodes na Petrobras, do Recôncavo ao Pré Sal”, apresentada por João Queiroz Neto (PETROBRAS); e “Taxonomia vs. evolução de bacias sedimentares: uma discussão com base nos ostracodes do Neógeno da Amazônia”, apresentada por Maria Inês Feijó Ramos (MPEG).

A última palestra do evento ocorreu no dia 10, na qual Wagner Souza Lima (Fundação Paleontológica Phoenix) falou sobre reconstrução paleoambiental do Cretáceo em sua palestra intitulada “Reconstrução paleoambiental da implantação do proto-oceano Atlântico Sul com base na análise da biota continental e marinha do intervalo Aptiano-Turoniano”.

Mesa de Abertura do IV SBPI/II ROB. Da esquerda para direita, Renato Pirani Ghilardi (presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia - SBP); Sandro Marcelo Scheffler (presidente do IV SBPI); Alexander Wilhelm Armin Kellner (Diretor do Museu Nacional); Hermínio Ismael de Araújo Júnior (presidente do Núcleo RJ/ES da SBP); e Cláudia Pinto Machado (presidente da II ROB).

Participantes da II ROB.

Como é tradição nas edições dos simpósios brasileiros de paleoinvertebrados, todos os trabalhos de alunos são avaliados no concurso Paleo-Lesma e os que se destacam recebem uma premiação de acordo com quatro categorias (primeiro e segundo lugar): Apresentação Oral

Categoria Apresentação em Pôster Graduação - “Classificação de Discinídeos (Devoniano Médio), da Bacia do Parnaíba no estado de TO” de Yasmin de Souza Oliveira (aluna premiada), Renato Pirani Ghilardi e Jeanninny Carla Comniskey 2 (1º lugar) e “Um século de contribuições paleoentomológicas brasileiras ao Paleozoico da América do Sul” de Lucas Vinicius Gritten (aluno premiado), Drelli Peyerl, João Henrique Zahdi Ricetti e Luiz Carlos Weinschütz (2º lugar).

Categoria Apresentação Oral Graduação - “Análise quantitativa de moluscos pensilvanianos do dolomito Mocambo, Formação Piauí (Bacia do Paraníba), José de Freitas – Piauí, Brasil” de Jairo Gabriel da Silva Nascimento (aluno premiado), Ítalo Vitor Monção da Silva, Sara Cristina Memória Campelo, Érico Rodrigues Gomes e Luiz Eduardo Anelli (1º Lugar) e “Ninhos de Insetos Sociais na Planície Costeira do Litoral Sul (Rio Grande do Sul): um estudo neoicnológico” de Kimberly Silva Ramos (aluna premiada), Renata Guimarães Netto e Daniel Sedorko (2º Lugar).

Graduação e Pós-Graduação e Apresentação em Pôster Graduação e Pós-Graduação. Os dois vencedores da apresentação oral receberam um troféu elaborado por Maurílio Oliveira. Os trabalhos premiados foram:

Categoria Apresentação Oral Pós-Graduação - “Devonian Zoophycos from Ponta G r o s s a F o r m a t i o n : p a l e o c o l o g i c a l , p a l e o b i o l o g i c a l , s e d i m e n t o l o g i c a l a n d paleobiogeographic insights” de Daniel Sedorko (aluno premiado), Renata Guimarães Netto e Rodrigo Scalise Horodyski (1º lugar) e “Macroescavações permianas como micro-habitat para colonização por organismos da meio-fauna” de Jorge Villegas-Martín (aluno premiado) e Renata G. Netto (2º lugar).

Apresentações de trabalhos. Foto de Thompson Pereira

Foto de Thompson Pereira Foto de Thompson Pereira

Foto de Thompson Pereira Foto de Thompson Pereira

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Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub Apresentações de trabalhos.

O IV SBPI/II ROB ainda contou com uma exposição de paleoarte comandada por Maurílio Oliveira e com o lançamento de dois e-books: “Atlas de Paleontologia: Fósseis da região norte do Ceará” cuja organizadora é Maria Somália Viana (UVA/CE) e “Glossário de Icnologia: Entendendo o significado dos rastros”, cuja organizadora é Sônia Maria Agostinho (UFPE), além do sorteio de livros e réplicas de paleoinvertebrados durante as sessões de pôsteres.

Ao longo dos três dias, ocorreram dois minicursos: “Fundamentos teóricos e práticos de Sistemática Filogenética” ministrado por Giovane Cidade (USP) e “Introdução à paleontomologia” ministrado por Dionízio A. Moura Jr. (MN/UFRJ).

Conforme Antonio Carlos S. Fernandes disse na cerimônia de abertura: “O Museu Nacional foi duramente atingido pelo terrível sinistro, mas continuará forte e cada vez mais Finalizando as atividades acadêmicas no dia 10 ocorreu uma mesa redonda sobre “Curadoria na paleontologia de invertebrados: problemas e desafios”. Participaram da mesa Sandro Marcelo Scheffler (presidente do IV SBPI), Ismar de Souza Carvalho (IGEO/UFRJ) e Maria Inês Feijó Ramos (MPEG).

Mesmo com toda a situação envolvendo a tragédia de 2 de setembro de 2018 que assolou o Museu Nacional e a falta de patrocínio, o evento foi considerado um sucesso. Foi a edição com o maior número de inscritos e com o maior número de trabalhos apresentados. Tal sucesso se reflete inclusive na intenção dos participantes da ROB estarem novamente vinculados ao próximo SBPI. Importante registrar também que graças à grande quantidade de inscritos ainda sobrou recurso financeiro, que foi doado para os organizadores do próximo SBPI.

Foto de Thompson Pereira Foto de Thompson Pereira

empenhado no estudo das ciências naturais e da paleontologia nacional. O Museu Nacional Vive; aliás, de fato, ele nunca morreu”.

Por fim, o V SBPI e a III ROB ocorrerão em 2020, organizados por paleontólogos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Nos vemos no Recife!

Premiação Paleo-Lesma. A – premiação da categoria Apresentação Oral Pós-Graduação, entregue por Hermínio I. de Araújo Jr. para Daniel Sedorko; B – premiação da categoria Apresentação Oral Graduação, entregue por Dermeval do Carmo para Jairo Gabriel da Silva Nascimento.

Foto de Thompson Pereira Foto de Thompson Pereira

Foto de Thompson Pereira A

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Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub

A - exposição de Paleoarte (Maurílio Oliveira); B - lançamento dos e-books (Maria Somália Viana).

Fotografia de encerramento do IV SBPI.

Mesa Redonda “Curadoria na paleontologia de invertebrados: problemas e desafios”. Da esquerda para a direita Ismar de Souza Carvalho (IGEO/UFRJ), Sandro Marcelo Scheffler (presidente do IV SBPI), e Maria Inês Feijó

Ramos (MPEG). Foto de Thompson Pereira

Foto de Thompson Pereira

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PALEO RJ/ES 2018

No final de novembro, comemoramos o encerramento de mais um ano com a organização da Paleo RJ/ES em Vitória, marcando o retorno da reunião ao estado do Espírito Santo após sete longos anos.

A reunião contou com a presença de 82 participantes, incluindo um aluno de ensino fundamental às vésperas de completer 14 anos, vários graduandos do curso de Ciências Biológicas (que trocaram a aula convencional da disciplina de Paleontologia por apresentações com temas mais variados), mestrandos e doutorandos, e professores na ativa e aposentados. Foram publicados 21 resumos e apresentados 18 trabalhos, a maioria deles por alunos de graduação e pós-graduação dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, mostrando a resiliência da pesquisa feita em instituições como a UERJ, recém-saída de uma grave crise financeira, e o Museu Nacional, destruído em um grave incêndio menos de três meses antes do evento. Não deixamos de notar que a Paleo RJ/ES seguiu uma tendência já forte nos eventos paleontológicos brasileiros em ter uma proporção muito mais significativa de alunos do que de professores.

Trabalhos sobre patrimônio paleontológico e geodiversidade continuam marcando cada vez mais sua presença, além dos temas mais tradicionais (tafonomia, curadoria, ensino,

Em 2011, o evento foi organizado na cidade de Alegre, no sul do estado. Desta vez, o Laboratório de Paleontologia levou o evento à capital, nos dias 29 e 30 de novembro, ao aprazível campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo. O logotipo do evento, elaborado pela graduanda Yasmin Costa Madureira, trouxe o mapa do estado e um dos seus raros macrofósseis já encontrados: uma preguiça-gigante.

Por Taissa Rodrigues

UFES - Universidade Federal do Espírito Santo

i c n o f ó s s e i s , p a l e o i n v e r t e b r a d o s , paleovertebrados… só faltou a paleobotânica!).

Além disso, foram ministradas duas palestras. A professora Ariadne Marra de Souza, da UFES, é geóloga e fez seu doutorado na UERJ. Ela apresentou o tema Geodiversidade e Geoturismo. Já o professor Renato Pirani Ghilardi, da UNESP de Bauru e presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia, discutiu a complicada questão do ordenamento jurídico brasileiro para fósseis.

A Comissão Organizadora agradece a todos pela participação… e nos vemos em Outubro, em Uberlândia, para o Congresso Brasileiro de Paleontologia!

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Foto de Taissa Rodrigues

Foto de Taissa Rodrigues Foto de Taissa Rodrigues

Foto de Taissa Rodrigues Foto de Taissa Rodrigues Foto de Taissa Rodrigues Foto de Taissa Rodrigues

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(8) Em março de 1951, o Serviço Geológico da Índia (Geological Survey of India - GSI) comemorava os seus 100 anos de existência. Estabelecido em 5 de março de 1851, o serviço geológico indiano teve como seu primeiro diretor o geólogo canadense Thomas Oldham e, assim como ele, seu staff era formado por geólogos estrangeiros, quadro que somente começou a mudar em 1873 com a inclusão de Ram Singh, primeiro indiano a compor a equipe. A partir daí, outros indianos passaram a participar dos quadros da instituição como o geólogo e paleontólogo Darashaw Nosherwan Wadia, reconhecido pela comunidade geológica indiana por seus estudos sobre a estratigrafia do Himalaia. Entretanto, curiosamente, foi somente em 1951, ano de seu centenário, que o Serviço Geológico teve seu p r i m e i r o d i r e t o r i n d i a n o , o g e ó l o g o Maharajapuram Seetharaman Krishnan. No mesmo ano, na esteira das festividades do centenário da instituição, o serviço postal indiano e m i t i u u m s e l o c o m e m o ra t i vo c o m a reconstituição de dois mastodontes.

O selo foi emitido em 13 de janeiro, previamente à data de comemoração do centenário, tendo como imagem de face a reconstituição de dois mastodontes. A ilustração é composta por uma moldura em vermelho contendo internamente os animais desenhados por pontos em preto; o valor facial é de 2 Anas, antiga moeda da Índia cunhada até 1956, e o selo é classificado com numeração 31 no catálogo Yvert-Tellier. No selo, os dois mastodontes são identificados como pertencentes à espécie

Stegodon “ganesa”, atualmente conhecida como S. ganesha, e sua imagem foi baseada em uma

ilustração publicada pelo geólogo e paleontólogo norte-americano Henry Fairfield Osborn em 1942. Mas, por que essa espécie de estegodonte foi escolhida para ilustrar o selo comemorativo dos 100 anos de existência do serviço geológico indiano?

Os estegodontes compreendem um grupo de proboscídeos extintos caracterizados, em geral, pelo grande tamanho e longas defesas que viveram na Ásia durante o Plioceno e o Pleistoceno. Encontram-se representados por

Cabe ressaltar que Wadia, por seu pioneirismo e importância no estudo da geologia indiana, também foi homenageado em 1984 pelo Serviço Postal indiano com um selo comemorativo pelo centenário de seu nascimento.[Apoio: CNPq]

Paleophilatelie. 2018. Centenary of Geological Survey of India. D i s p o n í v e l e m :

http://www.paleophilatelie.eu/description/stamps/india_195 1.html, consultado em 03/07/2018.

Osborn, H.F. 1942. Proboscidea. A monograph of the discovery, evolution, migration and extinction of the mastodonts and elephants of the world. Vol. 2, Stegodontoidea, Elephantoidea. New York: American Museum Press.

Stubblefield, C.J. 1970. Darashaw Nosherwan Wadia. Biogr. Mems Fell. R. Soc., 16: 543-562.

Bibliografia

cerca de 13 espécies, incluindo S. ganesa Faloner e Cautley, 1946 e S. florensis Hooijer, 1957, sendo esta última espécie restrita à ilha de Flores na Indonésia e representada por animais com características anãs e correspondentes aos últimos do gênero a serem extintos há 12.000 anos atrás. Uma defesa e fragmentos de crânio foram descobertos no sopé do Himalaia a seis milhas ao norte de Jammu por D. N. Wadia, que os descreveu em 1925, quando já se encontrava no Serviço Geológico indiano. Na ocasião, Wadia atribuiu-os à S. “ganesa”, uma espécie, portanto, representativa de proboscídeos fósseis asiáticos. Dessa forma, o selo com S. “ganesa”, além de comemorar o centenário do Serviço Geológico indiano com um importante proboscídeo fóssil descoberto na Índia por um de seus membros, corresponde ao primeiro selo postal com a ilustração de um animal pré-histórico, dando início à divulgação da paleontologia através da Filatelia.

O SERVIÇO GEOLÓGICO DA ÍNDIA E O PRIMEIRO SELO POSTAL

COM RECONSTITUIÇÃO DE ANIMAIS PRÉ-HISTÓRICOS

Museu Nacional/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro Por Antonio Carlos Sequeira Fernandes

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Porém, graças aos esforços dos servidores do Museu e de diversos parceiros que se apresentaram para ajudar, foi possível a organização da mostra - Quando nem tudo era gelo - novas descobertas do continente antártico. Esta exposição estava originalmente planejada para outubro de 2018. A proposta era apresentar os resultados obtidos pelo projeto PALEOANTAR, coordenado pelo Museu Nacional e com a participação de outras instituições que estiveram no continente gelado por diversas vezes nesses últimos anos. Assim, à época do incêndio, peças já se encontravam em confecção, muito material havia sido adquirido e muitos itens que integrariam a mostra já haviam sido separados. Com a tragédia, tudo se perdeu.

Quem diria que em apenas quatro meses após a tragédia que atingiu o Museu Nacional, a instituição faria a sua primeira exposição! Após o domingo, 2 de setembro de 2018, quando o Brasil perdeu grande parte do acervo de sua instituição museal mais antiga, houve muita dor para todos que atuam na área científica e cultural, tanto no país como fora dele. Quem teve acesso ao palácio logo após o incêndio viu uma imagem desoladora: vigas, retorcidas pelo calor intenso, suspensas no ar; ferros entrelaçados, expostos devido ao desabamento de pisos; paredes tingidas pelo negro da fuligem resultante do fogo... Salas com ricas exposições, gabinetes de pesquisadores e recintos onde se ensinava ciência de qualidade, formando novos pesquisadores, transformados em escombros e destroços.

Poucos dias após o incêndio, os profissionais da Seção de Museologia (SEMU) fizeram um pedido à direção: tentar viabilizar a exposição. Diante da situação, a promessa foi feita, mas sem muita perspectiva de concretização. Material para a exposição existia, pois havia fósseis da Antártica no anexo do palácio, que não foi atingido pelo fogo. Mas não havia mais espaço físico onde as peças poderiam ser expostas.

Então veio uma sugestão: a de realizar a exposição na Casa da Moeda. Talvez poucos saibam, mas a primeira sede do Museu Nacional foi justamente a edificação onde se encontra essa instituição. Apesar das dificuldades, pois também a Casa da Moeda não dispunha de recursos necessários para fazer frente à mostra, com a união de servidores das duas instituições e o empréstimo de diversos itens do Programa Antártico Brasileiro pela Estação de Apoio Antártico (ESANTAR-RIO), a exposição foi inaugurada em 16 de janeiro de 2019.

Foto de Alexander Kellner

PALEONTOLOGIA NA ANTÁRTICA

Museu Nacional - UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro Por Alexander W. A. Kellner

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A mostra reúne acervo coletado nas ilhas James Ross, Vega e Snow. Nas duas primeiras foram coletados pela equipe do PALEOANTAR muitos fósseis procedentes de rochas do período Cretáceo Superior (ca. 80-70 milhões de anos atrás). Os principais e mais numerosos se compõem de invertebrados e troncos fossilizados, inclusive a primeira pinha fóssil procedente de James Ross. O destaque para os invertebrados são os amonitas e restos de lagostas extintas que representam novas espécies para a região. Também são apresentados restos de vertebrados, em especial de répteis marinhos como plesiossauros, além de um fragmento de uma falange alar do primeiro pterossauro registrado nessa ilha. A própria história de como esse osso foi coletado já daria um texto por si só. Da ilha Snow, cujos depósitos são mais antigos (Cretáceo Inferior, ca. 120-130 milhões de anos atrás), são apresentadas diversas plantas fósseis que, aliás, é tudo o que foi encontrado na região até agora. A excepcional preservação de muitos exemplares traz um toque especial à exposição. Por sugestão do presidente da Casa da Moeda, algumas peças resgatadas do palácio após o incêndio, como troncos fossilizados e rochas, foram incorporados à mostra.

Uma boa notícia é que as atividades de pesquisa no continente gelado estão garantidas. O projeto PALEOANTAR foi renovado em sua terceira e d i ç ã o p e l o C o n s e l h o N a c i o n a l d e Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), através do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Sendo assim, será dada continuidade às pesquisas com o objetivo central de apresentar novos dados sobre a evolução da vida na Antártica ao longo do tempo profundo. Além disso, parte das coleções que foram perdidas na tragédia que atingiu o Museu Nacional poderá ser substituída com material similar.

Fica aqui o convite para que todos conheçam a exposição. A entrada é franca e o visitante pode tirar fotos com reconstituições de criaturas extintas em tamanho real, como um tubarão, um plesiossauro e um mosassauro, e subir em um quadriciclo, o principal meio de transporte na Antártica. Esperamos que, com esse esforço coletivo, o público continue apoiando as iniciativas do Museu Nacional. Mais informações podem ser obtidas no sítio da instituição (http://www.museunacional.ufrj.br/) e da Associação Amigos do Museu Nacional (https://www.samn.org.br).

Foto de Alexander Kellner

Foto de Alexander Kellner Foto de Alexander Kellner Foto de Alexander Kellner

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Por Hermínio I. de Araújo Júnior, Lílian P. Bergqvist, Dimila Mothé, Antonio Carlos S. Fernandes, Fernando Henrique de S. Barbosa, Rodrigo G. Figueiredo & Márcia A. dos Reis Polck (Diretoria do Núcleo RJ/ES da Sociedade Brasileira de Paleontologia - gestão 2018-2020)

Visto que o último ano foi motivo de alegrias e de tristezas no cenário paleontológico nacional, o Núcleo convidou o paleontólogo Alexander Wilhelm Armin Kellner, Diretor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ), para ministrar a palestra “Museu Nacional/UFRJ: Iniciativas para a reconstrução da instituição científica mais antiga d o B r a s i l ”. A l e x K e l l n e r d e s c r e v e u emocionadamente a tragédia que se abateu sobre o Museu Nacional no dia 2 de setembro de 2018 – quando o Museu foi atingido por um incêndio de grande magnitude – e focou nas estratégias montadas pela equipe de pesquisadores e alunos da instituição para revitalizar a mais antiga casa da ciência no Brasil. De modo enfático e a s s e g u r a d o r, K e l l n e r m o s t r o u q u e o # M u s e u N a c i o n a l V i v e ! A l é m d a s interessantíssimas exposições que o Museu está realizando no Centro Cultural Banco do Brasil e no Centro Cultural da Casa da Moeda, ambos no Centro do Rio, a equipe do Museu Nacional tem trabalhado arduamente no resgate de espécimes de suas coleções no interior do Palácio de São Cristóvão.

A comemoração do Dia do Paleontólogo 2019, tradicionalmente realizada pelo Núcleo RJ/ES da Sociedade Brasileira de Paleontologia, foi realizada na tarde de 13 de março de 2019 no Auditório Pedro de Césero, da Faculdade de Geologia (FGEL) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O evento contou com a presença de 65 participantes, incluindo pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação de diversas instituições de ensino e pesquisa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Um dos pontos altos do evento foi a entrega da Medalha “Cândido Simões Ferreira”. A honraria é concedida pelo Núcleo RJ/ES da SBP a paleontólogos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo que se destacaram por sua contribuição à Paleontologia regional e nacional. Antes da entrega da medalha, o paleontólogo Antonio Carlos Sequeira Fernandes, 2º secretário do Núcleo e pesquisador do Museu Nacional, enalteceu a pessoa do Prof. Cândido Ferreira, o

Foto de Lucas Henrique M. da Silva

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Foto de Lucas Henrique M. da Silva

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No evento, o Núcleo RJ/ES da SBP condecorou Taíssa Rodrigues, paleontóloga da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com a Medalha “Cândido Simões Ferreira”. A escolha do nome da pesquisadora foi unânime entre os membros do Núcleo após indicações realizadas pelos associados da SBP dos estados do RJ e ES. Taíssa merece destaque por sua atuação no ensino, pesquisa e extensão e, principalmente, por sua participação ativa na discussão a respeito do papel feminino na ciência, especialmente na Paleontologia. Em retribuição, Taíssa brindou os participantes com a palestra “Mulheres nas Geociências”, onde discutiu os diferentes aspectos – participação, limitações, desafios, avanços, assédio – relacionados à atuação feminina nas Geociências. Assertivamente, Taíssa mostrou o potencial feminino na pesquisa paleontológica e explicitou as limitações que são impostas à participação feminina na ciência. Sem dúvida, pessoas como Taíssa são fundamentais para o rompimento de barreiras impostas à carreira das mulheres na ciência. Seu empenho nesse processo merece muito destaque, o que levou o Núcleo a escolhê-la como a nossa paleontóloga do ano.

Candinho, destacando a sua contribuição para a Paleontologia brasileira. Antonio Carlos concedeu uma bela palestra, demonstrando as virtudes que fizeram de Candinho um profissional tão querido e admirado pela comunidade paleontológica carioca. Embora tenha sido instituída na época de elaboração do estatuto do Núcleo, a medalha nunca havia sido entregue, cabendo, portanto, a esta gestão a efetivação da homenagem dupla: ao Candinho e à paleontóloga homenageada.

O Núcleo RJ/ES da Sociedade Brasileira de Paleontologia agradece a participação de todos no evento e, especialmente, externamos nossos agradecimentos à UERJ e à Faculdade de Geologia pela cessão do espaço, bem como às paleontólogas Maria Antonieta da Conceição Rodrigues e Lélia Maria de Araújo Kalil Thiago, ambas da UERJ, pelo auxílio na realização do Dia do Paleontólogo 2019. Por fim, mais uma vez, deseja a todos os paleontólogos um Feliz Dia do Paleontólogo! Que na próxima comemoração possamos celebrar o nosso dia com mais alegrias e homenagens.

Foto de Lucas Henrique M. da Silva Foto de Lucas Henrique M. da Silva

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Foto de Lucas Henrique M. da Silva

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Exposição no Museu de Ciências da Terra

DIÁRIO DE UM PALEONTÓLOGO

Museu de Ciências da Terra

Dinossauros e Geoparques

Por Rafael Costa da Silva

Serviço Geológico do Brasil – CPRM

O tema da SNCT 2018 foi “Ciência para a R e d u ç ã o d a s D e s i g u a l d a d e s ”, o q u e imediatamente nos fez pensar no Projeto Geoparques, criado pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM em 2006. Este projeto tem como premissa básica a identificação, levantamento, descrição, inventário, diagnóstico e ampla No último mês de outubro foi realizada a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - SNCT 2018 que, de acordo com os organizadores, “tem o objetivo de aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País”. O Museu de Ciências da Terra – CPRM tem participado ativamente das últimas edições e neste ano tive a oportunidade de colaborar com o desenvolvimento de uma exposição temporária para o evento.

divulgação de áreas com potencial para futuros geoparques no território nacional, com um importante papel indutor na criação de geoparques no Brasil.

Um geoparque, segundo a UNESCO, é uma área geográfica onde sítios do patrimônio geológico são partes de um conceito integrado de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Um geoparque deve gerar atividade econômica, notadamente através do turismo, e envolve um número de geossítios ou sítios geológicos de importância científica, raridade ou beleza, incluindo formas de relevo e suas paisagens. Aspectos arqueológicos, ecológicos, históricos ou culturais podem representar importantes componentes de um geoparque.

O Brasil, com sua rica geodiversidade, contendo testemunhos de praticamente todas as eras geológicas e aliada à sua imensa extensão territorial, possui grande potencial para a proposição de geoparques. Registros importantes dessa história, alguns de caráter único, representam parte do patrimônio natural da nação. A existência de registros do patrimônio geológico é condição essencial, mas não é suficiente para a proposição de um geoparque, na concepção da Rede Global de Geoparques. É

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A exposição intitulada “Dinossauros e necessário envolver uma iniciativa inovadora destinada a proteger e gerir o patrimônio geológico de forma sustentável, maximizando o geoturismo em benefício da economia local e ajudando as pessoas a compreender a evolução de sua paisagem. O Brasil tem somente um geoparque integrado na Rede Global de Geoparques, o Geoparque Araripe (2006), o primeiro das Américas e, até o momento, o segundo geoparque latino-americano.

Nesse sentido, a área proposta para a criação do Geoparque Rio do Peixe atende aos requisitos necessários, já que apresenta uma extensão suficientemente grande, possui uma variedade de sítios com relevância geológica e paleontológica, uma fauna e flora do bioma caatinga e aspectos antropológicos e culturais, a exemplo de pinturas rupestres encontradas na área, o que agregam ainda mais valor à proposta. Essa área é conhecida mundialmente por suas ocorrências de pegadas fósseis e atualmente conta com um sítio aberto à visitação, o Monumento Natural Vale dos Dinossauros. Outros sítios com pegadas de dinossauros, além de sítios geológicos e cênicos, foram levantados e inventariados pelo Projeto Geoparques, mostrando o potencial da região para o g e o t u r i s m o . A s f e i ç õ e s g e o l ó g i c a s e Em 2012, a CPRM publicou o primeiro volume do livro sobre propostas de geoparques. A iniciativa de apresentar estas propostas tem tido uma excelente receptividade nos meios acadêmicos, órgãos governamentais de âmbitos federal, estadual e municipal, iniciativa privada, assim como nas populações locais. Esses fatos permitem prever em futuro próximo a implantação de novos geoparques no Brasil. Ações nesse sentido já podem ser observadas em diversas áreas do país.

Algumas dessas propostas, além do Geopark Araripe, têm fósseis como tema principal. Alguns tipos de fósseis, em especial as pegadas fossilizadas, apresentam um maior potencial para a conservação in situ, uma vez que sua resistência às intempéries é a mesma da rocha que o contém, diferentemente de ossos e conchas. Isso, aliado às condições climáticas apropriadas, à conservação e ao apelo popular relacionado aos dinossauros, tornam os sítios com pegadas de dinossauros particularmente atrativos no contexto dos geoparques, permitindo a visitação no local com um mínimo de intervenção. G e o p a r q u e s : u m c a m i n h o p a r a a geoconservação” foi organizada pelo Museu de Ciências da Terra para a SNCT – 2018 com o objetivo de apresentar ao público o conceito de geoparques e discutir a importância dos fósseis, notadamente dinossauros e suas pegadas, como elemento indutor da criação de geoparques, usando como exemplo a proposta do Geoparque Rio do Peixe elaborada pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM.

Exposição “Dinossauros e Geoparques: um caminho para a geoconservação”

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Mini-curso

Estande Museu Nacional Excursão

Painéis

Comissão Organizadora

Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub

Foto de Ian Scheibub

principalmente os icnofósseis encontrados na Bacia do Rio do Peixe, junto aos demais atributos levantados na área estudada, justificam a criação de um geoparque nos moldes preconizados por um Geoparque Global da UNESCO.

Pegadas de dinossauros são conhecidas ao menos desde a década de 1990 no município de A exposição foi baseada em uma estrutura de painéis dobráveis planejada para facilitar o transporte e montagem, visto tratar-se de uma exposição itinerante. Fotos impressas em 3d lenticular permitiram aos visitantes observar os objetos e cenários em três dimensões sem uso de óculos especiais, adicionando um elemento visual atrativo e informativo. Réplicas de pegadas fósseis em resina e poliuretano também foram confeccionadas e fixadas aos painéis, acompanhadas de etiquetas em braile, e puderam ser tocadas pelos visitantes, adicionando um elemento tátil à mostra. Montada no Museu de Astronomia, no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, a exposição foi um sucesso, especialmente entre as crianças que adoraram conhecer de perto as pegadas de dinossauros.

O caso das pegadas de Sousa é ímpar e sua conservação é grandemente influenciada pelo clima árido da região. Desde que isoladas do efeito direto das águas do rio, os icnofósseis tem um grande potencial de conservação. Prova disso é que algumas das ocorrências, como o próprio Monumento Natural Vale dos Dinossauros, são conhecidas há mais de um século como “as pegadas do boi e da ema”. Outras ocorrências em áreas com propostas de geoparques não têm tanta sorte.

Nioaque, no Mato Grosso do Sul, nas margens do rio homônimo, em arenitos cretácicos da Formação Botucatu. Tive oportunidade de estudá-las em 2007, juntamente com o prof. Sandro Scheffler (Museu Nacional/UFRJ), quando fizemos um registro completo do sítio e molde da pegada mais completa. Na ocasião, a prefeitura demonstrou enorme interesse na conservação do sítio e a pegada foi mantida no local desde então. Nesse meio tempo houve a criação do Geoparque Bodoquena - Pantanal, que acabou incluindo o geossítio do município de Nioaque no roteiro geoturístico. A pegada continua conservada no local como responsabilidade da administração pública, mas vem sofrendo deterioração a cada ano. Com as cheias dos rios na época de chuvas, as pegadas chegam a ficar submersas.

Em longo prazo, a conservação é grandemente afetada com essas condições e soluções precisam ser propostas pelos responsáveis. Hoje dispomos de moldes, réplicas, fotos e modelos digitais destas pegadas, o que garante a conservação da informação para fins científicos, logo o que está em jogo é o potencial para uso do geossítio no desenvolvimento sustentável da região. Da parte da Paleontologia, uma importante contribuição é a continuidade das pesquisas, o que pode revelar novos atrativos potenciais na região, o que de fato vêm ocorrendo. Outros icnofósseis, incluindo uma paleotoca, já foram encontrados desde então em Nioaque e municípios vizinhos, mas a transformação disso em atrativos requer sinergia entre a pesquisa, poder público e sociedade. Os caminhos para isso, no entanto, não são tão claros quanto os caminhos dos dinossauros.

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Sociedade Brasileira de Paleontologia Núcleo RJ/ES

Dimila Mothé Biênio 2018-2020

Lílian Paglarelli Bergqvist Vice-presidente

UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro Presidente

Hermínio Ismael de Araújo-Júnior

UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro

1ª Secretária

UNIRIO- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

2º Secretário

Antonio Carlos Sequeira Fernandes

1º Tesoureiro

UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro Museu Nacional- Universidade Federal do Rio de Janeiro

2º Tesoureiro

Rodrigo Giesta Figueiredo

Fernando Henrique de Souza Barbosa

UFES - Universidade Federal do Espírito Santo Diretora de Publicações

Márcia A. dos Reis Polck

ANM - Agência Nacional de Mineração

Referências

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