• Nenhum resultado encontrado

CAPÍTULO I Das disposições preliminares

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "CAPÍTULO I Das disposições preliminares"

Copied!
9
0
0

Texto

(1)

Página 1 de 9

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO

CAMPUS CUIABÁ CEL. OCTAYDE JORGE DA SILVA

R

R

E

E

G

G

I

I

M

M

E

E

D

D

I

I

S

S

C

C

I

I

P

P

L

L

I

I

N

N

A

A

R

R

CAPÍTULO I

Das disposições preliminares

Art. 1º. O presente regulamento disciplinar do corpo discente do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - Campus Cuiabá Cel. Octayde Jorge da Silva tem por objetivo normatizar as disposições gerais, regulamento do regime e das medidas internas, além de:

I subsidiar o corpo discente para a observação da ordem, da disciplina, do respeito e da hierarquia, para o bom desenvolvimento das atividades educativas da Instituição; II realimentar o processo constante de orientação ao educando, esclarecendo-lhe os

seus direitos e deveres para o cumprimento efetivo das normas que regem a Instituição, baseados em princípios que preservem o respeito ao próximo e aos bens móveis e imóveis da Instituição.

CAPÍTULO II Do corpo discente

Art. 2º. O corpo discente é constituído por alunos regularmente matriculados ou registrados nos diversos cursos e programas oferecidos pela instituição.

SEÇÃO I Dos direitos Art. 3º. Constituem direitos do corpo discente:

I igualdade de condições para ingresso e permanência na instituição;

II frequentar as dependências do Instituto, observando as normas de acesso e permanência;

III receber educação de acordo com os princípios constitucionais e da legislação em vigor;

IV ser respeitado pela comunidade interna e externa, nas dependências da Instituição; V dar ciência em seus trabalhos, provas e atividades avaliativas devidamente corrigidos

nos prazos previstos na Organização Didática;

VI contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias superiores, via Protocolo;

(2)

Página 2 de 9 VII requerer transferência e trancamento de matrícula, de acordo com a Organização

Didática;

VIII organizar e participar de entidades estudantis, obedecendo o disposto no Art. 4;

IX ter assegurada sua dignidade e ser resguardado de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor;

X apresentar aos educadores, ou ao órgão da administração da Instituição, sugestões que visem ao bom andamento do ensino;

XI ter asseguradas as condições necessárias ao desempenho de suas potencialidades na escala social e individual;

XII receber orientação individual ou em grupo sempre que se fizer necessário;

XIII ter acesso às informações sobre as atividades desenvolvidas na Instituição, através de

murais ou qualquer outro veículo informativo;

XIV participar ativamente do processo pedagógico desenvolvido pela Instituição;

XV ter assistência médica, psicológica e social nos limites e possibilidades do IFMT -

Campus Cuiabá;

XVI solicitar às Áreas Educacionais, auxílio para a solução de problemas ou dificuldades no estudo;

XVII ter assegurado o direito às aulas previstas, conforme calendário acadêmico;

XVIII ter acesso à biblioteca, aos laboratórios, às instalações esportivas e demais unidades

da Instituição, desde que sem prejuízo dos trabalhos escolares, segundo normas e horários expressamente estabelecidos pela autoridade competente;

XIX organizar reuniões para execução de campanhas de cunho educativo e/ou social, de comum acordo com a Direção Geral do Campus;

XX promover e organizar eventos na Instituição com o devido deferimento das coordenações competentes;

XXI pleitear bolsas ofertadas pela Instituição;

XXII participar de associações de caráter cívico, esportivo, cultural e científico da

Instituição;

XXIII votar e ser votado para os cargos eletivos das entidades que lhe representa;

XXIV obter, junto aos órgãos competentes, os documentos pertinentes a sua vida

acadêmica;

XXV conhecer o registro de infração - Relatório Disciplinar - de eventual penalidade, tendo garantido o direito de defesa;

XXVI participar dos colegiados, quando eleito pelos seus pares;

XXVII ter acesso ao plano de ensino do professor.

Art. 4º. Os discentes podem se organizar democraticamente, em diferentes formas de representação, desde que devidamente regulamentada por meio de estatuto elaborado pelos discentes interessados.

Parágrafo único O estatuto previsto no caput é a regulamentação de uma entidade, que define suas formas de funcionamento, sua sede, a composição da diretoria, a quem cabe às

(3)

Página 3 de 9 decisões, de que forma pode ser tomada e quem representa a entidade.

SEÇÃO II Dos deveres Art. 5º. Constituem deveres do Corpo Discente:

I cumprir as normas estabelecidas neste Regime Disciplinar, no Regimento Interno do IFMT, na Organização Didática, nas instruções normativas e portarias emitidas pelos órgãos competentes da Reitoria e do Campus;

II tratar com urbanidade colegas, educadores e demais servidores do IFMT;

III usar uniforme, conforme portaria vigente, para acesso e permanência no Campus; IV manter a guarda e apresentar documento de identificação institucional, quando

solicitado;

V realizar todos os deveres e atividades escolares que lhes forem atribuídos;

VI zelar pela manutenção da limpeza nas dependências do Campus, em especial nas salas de aula, laboratórios e oficinas, bem como de suas máquinas e equipamentos;

VII frequentar com assiduidade e pontualidade as aulas, solenidades e demais atividades curriculares;

VIII guardar silêncio nas proximidades das salas de aula, laboratórios, biblioteca,

corredores e demais dependências da Instituição;

IX aguardar o docente em sala de aula, não permanecendo nas áreas de circulação; X solicitar a permissão do professor, havendo necessidade, para sair do laboratório ou

sala durante a aula;

XI solicitar a autorização do Departamento de lotação, havendo necessidade, para sair nos períodos de aula do Campus, consoante o disposto no Art. 6º;

XII frequentar as atividades curriculares munido de material didático específico;

XIII manter os celulares desligados, durante o horário de aula, conforme previsto no Art.

7º;

XIV obedecer aos prazos estabelecidos no calendário acadêmico do Campus;

XV comparecer, quando convocado, às reuniões de órgãos colegiados, Diretoria, Departamentos e Coordenações, para conhecimento e/ou deliberação de interesse da comunidade escolar;

XVI manter seus dados cadastrais atualizados;

XVII conferir e solicitar correção de seus documentos acadêmicos;

XVIII identificar todo o material de uso individual com dados pessoais;

XIX indenizar os prejuízos quando produzir danos à Instituição, competindo ao responsável legal quando menor de idade;

XX cumprir ordens advindas de servidores da Instituição, salvo as manifestamente ilegais;

XXI comunicar atos de ilegalidade, omissão e abuso de poder;

(4)

Página 4 de 9 aviso e outros meios de divulgação;

XXIII comunicar sua ausência por problemas de saúde ou por casos previstos e/ou

autorizados por lei à Coordenação de Cursos e de Áreas, via Protocolo, no prazo de 03 (três) dias úteis, anexando o atestado médico (problemas de saúde) ou documento comprobatório (casos previstos por lei);

XXIV receber cordialmente, sem qualquer tipo de constrangimento, os novos discentes;

XXV levar ao conhecimento de autoridade superior qualquer irregularidade que possa prejudicar a si próprio, demais pessoas ou a Instituição;

XXVI utilizar dos serviços de apoio ao ensino, quando encaminhado, observando horários e

normas;

XXVII zelar pelos bens móveis e imóveis da Instituição, utilizando-os de modo adequado.

Art. 6º. O discente menor de idade somente será autorizado a sair da Instituição com prévia anuência do seu responsável, conforme organização do Departamento.

Art. 7º. O uso de aparelhos celulares, tablets ou similares, somente será permitido com a autorização dos professores, para fins pedagógicos.

Art. 8º. Em caso de perda ou extravio do cartão de identificação, ficará o aluno obrigado a restituir aos cofres da União o valor equivalente ao cartão e sua emissão.

SEÇÃO III Das proibições Art. 9º. É vetado ao Corpo Discente:

I causar danos ao prédio, mobiliário, equipamentos ou materiais, ficando obrigado a indenizar a Instituição pelos eventuais prejuízos causados;

II incitar os colegas a atos de rebeldia e/ou condutas inadequadas que possam causar danos à estrutura física;

III faltar coletivamente ou comprometer o regular andamento das atividades educativas desenvolvidas no Campus;

IV empenhar-se em luta corporal, praticar atos turbulentos ou perigosos, participar de algazarras nas dependências da Instituição ou em suas proximidades;

V trajar vestuários inadequados ao ambiente acadêmico;

VI usar códigos e linguagens impróprios e praticar atos indecorosos inadequados ao convívio social ou que causem constrangimentos;

VII entrar com alimentos nos laboratórios, salas de aula ou outros ambientes laborais;

VIII utilizar-se de processo fraudulento na realização de trabalho escolar;

IX comparecer às aulas com atraso, tolerado somente em casos excepcionais;

X ausentar-se da sala de aula ou do local de trabalho escolar sem autorização do respectivo docente;

XI ausentar-se da Instituição, em horário de aula, mesmo que para visitas técnicas ou ações semelhantes, sem o devido acompanhamento de um docente ou de um servidor designado pela Instituição;

(5)

Página 5 de 9 XII permanecer na sala de aula ou no local de trabalho escolar após o término das

atividades escolares normais, sem autorização da Instituição;

XIII praticar jogos de azar ou quaisquer jogos que envolvam apostas nas dependências da

Instituição ou trajando uniforme escolar;

XIV usar, portar ou repassar drogas lícitas ou ilícitas, bem como apresentar-se sob efeito delas;

XV ocupar-se com atividades alheias às da Instituição dentro dos espaços acadêmicos do

Campus;

XVI portar ou introduzir na Instituição armas, de qualquer natureza, e materiais inflamáveis ou explosivos;

XVII utilizar indevidamente equipamentos de prevenção de acidentes e combate a

incêndios;

XVIII ignorar as convocações que receber;

XIX tentar ridicularizar pessoas novatas (aplicar “trote”) dentro ou fora das dependências da Instituição;

XX usar telefones celulares, aparelhos sonoros ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos, ainda que com fone de ouvido, que atrapalhem o desenvolvimento das atividades durante as aulas;

XXI praticar bullying;

XXII utilizar formas de representação que atestem, divulguem, envolvam ou defendam

princípios que afetem a moral; a ética; o direito de cidadania; o desrespeito às diferenças de pensamento, cor, etnia, classe social, gênero, religião e outras características de pessoas e/ou grupos no que se refere às suas origens e vivências sociais;

CAPÍTULO III

Das infrações e sanções disciplinares

Art. 10. No regime disciplinar do IFMT, Campus Cuiabá Cel. Octayde Jorge da Silva, a aplicação das sanções disciplinares dar-se-á de acordo com a gravidade, nas seguintes condições:

I primariedade do auto da infração; II dolo ou culpa;

III gravidade da infração;

IV valor moral, cultural ou material atingido; V direito humano fundamental violado.

Parágrafo único. Na aplicação das sanções disciplinares, será levado em consideração, além do rol trazido neste artigo, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do aluno.

Art. 11. Serão aplicadas, através de termo específico, ao discente que cometer infrações disciplinares ou transgredir os preceitos deste Regime Disciplinar Discente, as seguintes penalidades:

(6)

Página 6 de 9 II advertência por escrito;

III suspensão por tempo determinado; IV cancelamento de matrícula.

§ 1º São competentes para a aplicação das penalidades:

a) o Assistente de Alunos, para a infração disciplinar prevista no inciso I;

b) o Coordenador do Curso, para as infrações disciplinares prevista nos incisos I e II; c) o Chefe de Departamento, para as infrações disciplinares previstas nos incisos I, II e

III;

d) o Diretor de Ensino, para as infrações disciplinares previstas nos incisos I, II e III; e) o Diretor Geral do Campus, para as infrações disciplinares previstas nos incisos I, II, III

e IV.

§ 2º A ordem de aplicação das sanções disciplinares previstas neste artigo não está associada à sequência estabelecida no caput.

§ 3º Ao infrator disciplinar, será assegurado amplo direito de defesa.

Art. 12. As sanções serão aplicadas de acordo com as infrações disciplinares, observados, além do Art. 9º, os seguintes incisos:

I Advertência oral: será aplicada a sanção de advertência oral no caso do não cumprimento de um ou mais dos incisos III, VI, VIII, IX, XII, XIII, XVI, XVIII, XXVI, constantes no Art. 5º, ou na prática de um ou mais incisos V, VII, IX, X, XII, XV, XX, constantes no Art. 8º;

II Advertência por escrito: será aplicada a sanção de advertência por escrito no caso do não cumprimento de um ou mais dos incisos IV, V, VII, X, XI, XV, XIX, XX, XXV, XXVII, constantes no Art. 5º, ou na prática de um ou mais incisos II, III, VI, VIII, XI, XIII, XVIII, constantes no Art. 8º, bem como a prática culposa da conduta prevista no inciso I, do Art. 8º;

III Suspensão: será aplicada a sanção de suspensão no caso do não cumprimento do inciso III ou mais constante no Art. 5º, ou na prática de um ou mais incisos IV, XIV, XVII, XIX, constantes no Art. 8º, bem como a prática dolosa da conduta prevista no inciso I, do Art. 8º;

IV Cancelamento da matrícula: será aplicada a sanção de cancelamento de matrícula no caso do não cumprimento do inciso I ou mais constante no Art. 5º, ou na prática de um ou mais incisos XVI, XXI, XXII, constantes no Art. 8º;

§ 1º A reincidência do ato será caracterizada através do registro da ocorrência.

§ 2º Há possibilidade de aplicação de sanção diversa da prevista nos incisos citados acima (respeitado o Art. 10), visto que devem ser consideradas as circunstâncias previstas no Art. 9º. Desse modo, a autoridade competente para aplicação da sanção, entendendo que à conduta deve ser aplicada sanção diversa da prevista no presente artigo, poderá fazê-la e deverá fundamentar os motivos que agravaram ou atenuaram a aplicação da sanção.

Art. 13. Nas infrações que caracterizam advertência escrita, suspensão e cancelamento da matrícula, o discente menor de idade, quando convocado para tomar conhecimento, deve estar acompanhado pelos pais ou responsáveis, que também assinarão os termos.

(7)

Página 7 de 9 Art. 14. O registro das infrações e sanções disciplinares aplicadas a membro do corpo discente será feito em documento próprio, arquivado na pasta deste na Secretaria Geral de Documentação Escolar e no sistema de gestão escolar, não podendo constar no histórico escolar.

Parágrafo único. Nos casos em que a sanção aplicável é de advertência oral o registro deverá ser apenas no sistema de gestão escolar.

Art. 15. A aplicação das sanções disciplinares de advertência e suspensão dar-se-á imediatamente após a apuração dos fatos.

SEÇÃO I Da advertência oral

Art. 16. Será aplicada a advertência oral ao discente que praticar uma ou mais ações previstas no Art. 11, inciso I.

Parágrafo único. Fica a critério da autoridade competente aplicar a sanção de advertência oral quando se mostrar a medida adequada à conduta praticada, mesmo nos casos em que este Regime Disciplinar for omisso, observando sempre gravidade da infração, a existência de dolo ou culpa, bem como a primariedade do auto da infração

Art. 17. Para os alunos menores de idade, os pais serão comunicados através de e-mail e/ou contato telefônico.

Art. 18. Na reincidência das infrações disciplinares cometidas em que já tenha sido aplicada a sanção disciplinar de advertência oral, o aluno será advertido de forma escrita.

Parágrafo Único. Independente da conduta praticada punível com advertência oral, a terceira advertência será aplicada por escrito, mencionando as advertências orais aplicadas anteriormente que contribuíram para a evolução da sanção.

SEÇÃO II

Da advertência por escrito

Art. 19. Será aplicada a advertência por escrito ao discente que praticar uma ou mais ações previstas no Art. 11, inciso II.

Art. 20. Independente da conduta praticada punível com advertência por escrito, a segunda advertência será de suspensão.

SEÇÃO III

Da suspensão por tempo determinado

Art. 21. Será aplicada a sanção de suspensão ao discente que praticar uma ou mais ações previstas no art. 11, inciso III.

§ 1º A aplicação da sanção disciplinar de suspensão dar-se-á imediatamente após a apuração dos fatos, assegurada ao discente a ampla defesa, que poderá resultar em:

I arquivamento do processo de suspensão;

II aplicação de penalidade de suspensão de 03 (três) à 15 (quinze) dias; III instauração de processo administrativo disciplinar.

(8)

Página 8 de 9 § 2º Da aplicação da infração disciplinar de suspensão cabe recurso à Diretoria de Ensino, no prazo de 02 (dois) dias úteis, a contar da data de notificação.

§ 3º A aplicação de 03 (três) sanções disciplinares de suspensão implicará em cancelamento da matrícula do discente através de sindicância.

§ 4º A sanção de suspensão aplicada ao discente poderá ser transformada em desenvolvimento de atividade didático-pedagógica que deverá ser acompanhada por um docente, pedagogo, psicólogo, técnico em assuntos educacionais ou assistente social.

Art. 22. O discente suspenso fica impedido de permanecer nas dependências da Instituição, exceto quando estiver em atividade didático-pedagógica em substituição a sanção disciplinar recebida.

Art. 23. O discente que sofrer sanção disciplinar de suspensão não terá direito a reposição de aulas, entretanto, fica garantido o direito às avaliações perdidas no período em que esteve suspenso, após retorno às atividades.

SEÇÃO IV

Do cancelamento da matrícula

Art. 24. A sanção de cancelamento de matrícula será aplicada após a conclusão de processo administrativo disciplinar, garantindo o amplo direito de defesa ao discente.

Parágrafo único. O cancelamento da matrícula será de competência do Diretor Geral, mediante parecer da comissão, o qual publicará portaria, expedindo ex officio guia de transferência do discente.

Art. 25. Da aplicação das infrações disciplinares de cancelamento de matrícula cabe recurso ao Reitor, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, a contar da data de notificação.

CAPÍTULO IV Do processo disciplinar

Art. 26. O Processo Disciplinar buscará a comprovação da existência dos fatos ou de seus autores, bem como dos graus de responsabilidade na prática da infração punível com cancelamento de matrícula.

Art. 27. O Processo Disciplinar será conduzido pela comissão designada pela Direção através de uma portaria interna.

§ 1º A Comissão terá poder para convocar pessoas para esclarecimento dos fatos, bem como os pais ou responsáveis do aluno quando julgar necessário, a qual deverá estabelecer um prazo para a conclusão do processo disciplinar.

§ 2º As decisões deverão ser votadas com quorum mínimo de 50% (cinquenta por cento). A aprovação ocorrerá por maioria simples e o presidente tomará a decisão em caso de empate. Art. 28. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:

I instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;

II inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório; III julgamento.

(9)

Página 9 de 9 Art. 29. É assegurado ao aluno o direito de acompanhar o Processo Disciplinar, pessoalmente se maior de idade, por intermédio de seu responsável, se menor de idade, ou por procurador legalmente constituído.

Art. 30. Os depoimentos serão prestados oralmente e reduzidos a termo, não sendo lícito trazê-los por escrito.

Art. 31. Tipificada a infração, será formulada a indiciação do(s) aluno(s), com especificação dos fatos a ele(s) imputado(s) e das respectivas provas.

Art. 32. O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita no prazo de 05 (cinco) dias úteis, assegurando-lhe vistas ao processo na Instituição.

Art. 33. No Processo Disciplinar deve ser assegurada ampla defesa dos indiciados, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.

Art. 34. A comissão, antes de emitir o relatório final, poderá encaminhar o processo à Procuradoria Jurídica, para pronunciamento acerca dos aspectos processuais.

Art. 35. Após o julgamento o aluno terá 05 (cinco) dias úteis, a contar do dia da ciência da sanção para recorrer da decisão.

Art. 36. Do Processo Disciplinar poderá resultar: I arquivamento do processo;

II aplicação da sanção.

Art. 37. O prazo para a conclusão do Processo Disciplinar não excederá 45 (quarenta e cinco) dias corridos, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida uma única prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.

Art. 38. O aluno que estiver sob Processo Disciplinar somente poderá solicitar trancamento de matrícula, transferência ou participar de sua imposição de grau, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, se for o caso.

CAPÍTULO V Das disposições finais

Art. 39. Os casos omissos neste Regime Disciplinar serão resolvidos pelo Colegiado da Diretoria de Ensino, do Campus Cuiabá Cel. Octayde Jorge da Silva.

Art. 40. O presente Regime Disciplinar entra em vigor na data de aprovação.

Referências

Documentos relacionados

5 “A Teoria Pura do Direito é uma teoria do Direito positivo – do Direito positivo em geral, não de uma ordem jurídica especial” (KELSEN, Teoria pura do direito, p..

nesta nossa modesta obra O sonho e os sonhos analisa- mos o sono e sua importância para o corpo e sobretudo para a alma que, nas horas de repouso da matéria, liberta-se parcialmente

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

3.3 o Município tem caminhão da coleta seletiva, sendo orientado a providenciar a contratação direta da associação para o recolhimento dos resíduos recicláveis,

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

Desta forma, conforme Winnicott (2000), o bebê é sensível a estas projeções inicias através da linguagem não verbal expressa nas condutas de suas mães: a forma de a

Para devolver quantidade óssea na região posterior de maxila desenvolveu-se a técnica de eleva- ção do assoalho do seio maxilar, este procedimento envolve a colocação de

Neste estudo foram estipulados os seguintes objec- tivos: (a) identifi car as dimensões do desenvolvimento vocacional (convicção vocacional, cooperação vocacio- nal,