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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS HELMINTOS

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(1)

INTRODUÇÃO AO ESTUDO

DOS HELMINTOS

FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ

Disciplina de Parasitologia

(2)
(3)

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS HELMINTOS

Revisando....

HELMINTOS: do Grego: helmins, helminthos - verme. Alguns causam espoliação do hospedeiro;

Abrem portas de entrada à infecções secundárias; Alguns causam obstrução;

 Alguns são vermes intestinais;

 Podem levar a Compressão de órgãos – Ex: cisto hidático no fígado, cisticerco no cérebro.

 Filárias - ductos e gânglios linfáticos, levando ao acúmulo de linfa e edema dos tecidos.

(4)

PHYLUM PLATYHELMINTHES

Classe

TREMATODA CESTODA

Caracteristícas

 parasitas ou de vida livre  simetria bilateral

 achatados no sentido dorsoventral  não possuem cavidade geral

 maioria hermafroditas / há exceções.

(5)

CLASSE TREMATODA

do Grego: TREMA = depressão, cavidade (referente à ventosa); TODA = similar)

 Schistosoma mansoni, Fasciola hepatica 1. Morfologia externa

 corpo achatado – dorso-ventral  aspecto foliáceo

 tamanho variado (mm ou cm)  A maioria apresenta 2 ventosas:

 anterior ou oral

 posterior ,ventral ou acetabular

(6)

2. Revestimento músculo-cutâneo

 cutícula externa  sub-cutícula

 camada muscular interna (feixes longitudinais, transversais).

3. Morfologia interna:

Sistema circulatório e respiratório

 ausentes

(7)

3. Morfologia interna:

Sistema excretor

 células excretoras (solenócitos ou células flama).

Sistema nervoso

 rudimentar,

colar periesofagiano com filetes nervosos.

Sistema digestivo (incompleto

)  boca, ventosa oral, faringe, esôfago, 2 cecos

alongados, sem ânus.

(8)

3. Morfologia interna:

Sistema reprodutor:

 Masculino  2 ou + testículos, canais eferentes, canais

deferentes, bolsa do cirro,

vesícula seminal, gl. prostática, átrio genital, abertura uterina. Feminino 1 ovário, oviduto,

receptáculo seminal, oótipo, glândulas de Mehlis, glândulas vitelinas, útero.

masculino feminino

(9)
(10)

Reprodução

hermafroditas

autofecundação

ovos grandes e

elipsóides

ovíparos

ciclos heteroxenos

S. mansoni

F. hepatica

CLASSE TREMATODA

(11)

Ciclo

Evolutivo complexo: vários estágios evolutivos; Usam moluscos como hospedeiros intermediários.

Tipos de larvas:

miracídio, cercária metacercária, rédia, esporocisto.

Miracídio Cercária

Metacercária Rédias Esporocisto

(12)

SOBRE AS ESQUISTOSSOMOSES...

Ovos de Schistosoma em vísceras de múmias egípcias (1250 a. C) 1852 – Theodor Bilharz – vermes em veias mesentéricas.

1904 – Katsurada descreve S. japonicum

1907 – Sambon e Manson e 1908 – Pirajá da Silva, questionaram os trabalhos de Bilharz os quais compreendia duas espécies o S. haematobium e S. mansoni.

Descobertas mais 3 espécies: 1934 - S. Intercalatum

1978 – S. mekongi 1986 – S. malayensis

(13)

Schistosoma mansoni

Schistosoma mansoni

ASPECTOS MORFOLÓGICOS

DO PARASITO

(14)

Pesquisador Brasileiro Manoel Augusto Pirajá da Silva, que descobriu e Identificou o Schistosoma mansoni, agente etiológico da Esquistossomose mansoni Em 1908, no estado da Bahia.

Referência para estudo: Vigilância da esquistossomose mansoni – Diretrizes Técnicas, 4ª. Edição – Brasília/ DF – 2014.

(15)

Morfologia

• VERME ADULTO - Machos

- Tegumento com tubérculos - Corpo:

- extremidade anterior: ventosa oral e ventral - extremidade posterior: canal ginecóforo

(16)

VERMES ADULTOS - S. mansoni

(17)

•VERME ADULTO - FÊMEA

- Ventosa oral e ventosa ventral

- metade posterior: glândula vitelogênica

•OVOS

- Ausência de opérculo - Espículo

- Ovo maduro: presença de miracídio - Eliminados nas fezes.

ovo imaturo – 6 dias para maturação. ovo maduro – no hosp. até 20 dias.

(18)

•MIRACÍDIO

- Cílios: auxiliam na locomoção em meio aquático -Extremidade anterior: Possui glândulas

adesivas (auxiliam na penetração no molusco).

interior: numerosas células germinativas  origina o esporocisto.

Duração: dentro do ovo, sem exposição direta a luz – 5d./ Na água – após eclosão – 24 hs.

24 a 28º. C – 50% morre em 8 hs.

(19)

• ESPOROCISTO (interior do molusco)

- 1ª, 2ª (saco alongado com células germinativas,

- células germinativas  esporocistos filhos (primários), esporocistos secundários  cercárias

Esporocisto 2ario. 3 a 4 semanas de Duração até formar Cercárias.

Cada esporocisto 1ario. resulta em ~ 20-40 esporocistos 2ários.

(20)

•CERCÁRIA

- Cauda bifurcada

- Ventosa oral com glândulas de penetração - Ventosa ventral (acetábulo)

Fixação na pele do hospedeiro no processo de penetração

(15 min - pele) Perde a cauda

Horário de atividade: 10-16 horas Duração- até 2 dias na água.

(21)

- Cercárias ingeridas com água Estômago destruição pela ação do suco gástrico Penetração na mucosa bucal desenvolvimento

(22)

• ESQUISTOSSÔMULOS:

é a larva resultante após penetração das cercárias (sem cauda) migram pelos os vasos sanguíneos, chegam aos pulmões (14d), após podem ser vistos nos vasos do fígado.

Em 27 dias após penetrar a pele tornam-se vermes adultos. Postura de ovos começa no 30º. Dia.

(23)

VERMES ADULTOS

- Sistema porta intra-hepático

ACASALAMENTO E POSTURA – Plexo Hemorroidário.

40 dias após a penetração do P – encontram se ovos nas

fezes do hospedeiro.

(24)

Schistosoma mansoni

(shisto=fenda;

soma=corpo)

Biomphalaria sp.

Schistosoma mansoni

(shisto=fenda;

soma=corpo)

Biomphalaria sp.

ESQUISTOSSOMOSE

(25)

EPIDEMIOLOGIA DA ESQUISTOSSOMOSE

Ocorre em 54 países.

É a 2a. mais disseminada no mundo (OMS).

Destaque: África, Leste Mediterrâneo, América do Sul e Caribe. BRASIL – Maior área endêmica - vasta extensão - 19 unidades federadas.

ATUAL – distribuição quase toda a costa litorânea do NE, do RN em direção Sul: PB, PE, AL, SE, BA. Interior MG, e segue bacias

hidrográficas.

Baixa letalidade. Óbitos – nas formas clínicas graves.

É doença de notificação compulsória em Áreas não endêmicas (Conforme a Portaria nº 5, de 21 de fevereiro de 2006, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.)

(26)

BRASIL – FOCOS DE EXPANSÃO DETECTADOS

No Brasil, doença endêmica de grande importância na saúde pública, com cerca de

(27)

BRASIL – INQUÉRITOS COPROSCÓPICOS - S. mansoni - 2012

No Brasil, doença endêmica de grande importância na saúde pública, com cerca de

(28)

http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-62232016000200027

A esquistossomose é considerada endêmica em 69% dos 102 municípios de Alagoas, com estimativas de que aproximadamente 2,5 milhões de pessoas vivam sob o risco da doença nestas áreas endêmicas9,

(29)

VIGILÂNCIA E NOTIFICAÇÕES

ESQUISTOSSOMOSE - AL

(30)

- Clima tropical: condições adequadas para a transmissão; - Variedade de hábitats aquáticos;

- Altas temperaturas e luminosidade estímulos biológicos.

- Contaminação de criadouros de caramujos suscetíveis; - Condições sócio-ecônomicas

precárias;

- Migrações internas.

FATORES LIGADOS A PRESENÇA E EXPANSÃO DA

ESQUISTOSSOMOSE

(31)

Intimamente relacionada com PRESENÇA DO HI.

hospedeiro definitivo / hospedeiro intermediário;

B. glabrata B. straminea B. tenagophila

EPIDEMIOLOGIA

(32)

Infecção dos moluscos ocasiona inibição

na reprodução do planorbídeo

resultando na castração temporária

COM RELAÇÃO AOS HI – MOLUSCOS PLANORBÍDEOS

ASPECTOS BIOLÓGICOS

Biomphalaria glabrata

Planorbidae;

Principal HI de S. mansoni em 16 estados do Brasil.

Coleções de hídricas lênticas , Com presença de vegetação vertical ou flutuante.

(33)

MOLUSCOS PLANORBÍDEOS

ASPECTOS MORFOLÓGICOS

(34)

MOLUSCOS PLANORBÍDEOS

ASPECTOS MORFOLÓGICOS

(35)

MOLUSCOS PLANORBÍDEOS

ASPECTOS MORFOLÓGICOS

(36)

TRANSMISSÃO S.mansoni CICLO BIOLÓGICO

(37)

sistema porta (ramos intra hepáticos)

migram para os ramos das veias mesentéricas Acasalamento

Ovipostura

(400/dia)

maturação sexual

VERMES ADULTOS

(38)

- Penetração ativa das cercárias na pele e mucosa do homem. - Maior atividade entre 10 e 16hs quando a luz solar e

o calor são mais intensos

(39)

Período de Incubação: 1 a 2 meses após a infecção.

Período de Transmissibilidade: homem elimina ovos a partir de 5 semanas após a infecção e por um período de 6 a 10 anos...

Caramujos

Eliminam cercárias após 4 a 7 semanas do contato com os miracídios.

(40)

Antes de pensarmos na doença...

COMO EVITAR A ESQUISTOSSOMOSE?

MEDIDAS PARA CONTROLE:

- Controle dos portadores : identificação e tratamento da população - Saneamento básico

- Controle dos hospedeiros intermediários - combate ao caramujo, Pesquisa em coleções hídricas para avaliar o potencial de transmissão -Modificação permanente das condições de transmissão – Educação em saúde, mobilização comunitária e saneamento domiciliar e

(41)

FASES E FORMAS CLÍNICAS - ESQUISTOSSOMOSE mansoni

A evolução clínica depende:

- Resposta do H a invasão, ao desenvolvimento e à oviposição do verme.

- Classificação conforme Congresso da SBMT/2008:

1. Fase inicial

Formas agudas assintomáticas sintomáticas

2. Fase tardia. Formas crônicas de acordo com órgão mais acometido: a) hepatointestinal

b) hepática: fibrose periportal sem esplenomegalia

c) hepatoesplênica: fibrose periportal com esplenomegalia

d) formas complicadas: vasculopulmonar, glomerulopatia, neuro lógica, olho, pele, urogenital, etc; pseudoneoplásica, doença linfoproliferativa.

(42)

Resistência do HD ao parasitismo – S.mansoni

- 2 níveis que atuam em momentos diferentes do ciclo do P: 1o.  na pele : inibidores de proteinases

2o.  localizações diversas (migração dos esquistossômulos)

A) PROCESSOS INESPECÍFICOS DE DEFESA

Pele – inflamação local = dermatite cercariana

B) IMUNIDADE ADQUIRIDA

- Formas larvárias mais imunogênicas e mais sensíveis aos mecanismos imunológicos.

- Estudos de imunidade experimental (variação suscetibilidade H) - Ocorre tanto na presença do VA quanto da invasão por cercárias - Protege contra REINFECÇÕES - < valor sobre VA presentes

(43)

Imunopatologia

-Doença decorre da resposta inflamatória granulomatosa em torno dos ovos vivos do parasito.

- Antígenos secretados no interior do ovo maduro atravessam os tecidos e se disseminam.

(44)

PATOLOGIA - ESQUISTOSSOMOSE

FASE AGUDA (INICIAL) – Esquistossose aguda ou Febre de Katayama

- alterações cutâneas

- alterações gerais  forma toxêmica da esquistossomose

FASE CRÔNICA - formação de granulomas - fibrose periportal - hepatoesplenomegalia (ascite) - lesões cardiopulmonares - tumorações - lesões renais - lesões neurológicas

Ovos de S. mansoni (A) circundados por células epitelioides

(45)

Patogenia - Esquistossomose

- Cepa do parasito, carga parasitária, idade,

estado nutricional e imunológico do hospedeiro

- Cercária: dermatite cercariana coceiras,

erupção urticariforme, eritema, edema, pequenas pápulas e dor.

pulmões

2 semanas

Vasos do fígado

e sistema porta intra-hepático

Febre, aumento volumétrico do baço e problemas pulmonares

(46)

•VERMES ADULTOS

- apenas os vermes

mortos

podem provocar lesões

extensas;

(47)

• OVOS

- Pequenas quantidades conseguem atingir a luz intestinal

- Grandes quantidades podem provocar edemas da submucosa e fenômenos degenerativos, com formação de úlceras.

- Antígenos excretados pelos poros do ovo vivo reação inflamatória granulomatosa

Responsáveis pelas variações clínicas e pelas complicações digestivas

(48)

ESQUISTOSSOMOSE AGUDA

- Mal-estar com ou sem febre, problemas

pulmonares, dores musculares, desconforto

abdominal, hepatite aguda

Causada pelos produtos da destruição dos

esquistossômulos

- Lesões hepatoesplênicas

devido a

hipersensibilidade do hospedeiro

aos antígenos

secretados pelos ovos

(49)

ESQUISTOSSOMOSE CRÔNICA

• Intestino

- Diarréia mucossanguinolenta, dor abdominal e tenesmo

- Fibrose da alça intestinal retossigmóide

diminuição do peristaltismo e constipação constante.

• Fígado

- Aumento do volume e dor quando apalpado

- Ovos no espaço porta numerosos granulomas - Fibrose hepática obstrução dos ramos

intra-hepáticos.

• Esplenomegalia

(50)

Pacientes com esquistossomose na forma hepatoesplênica Fonte: acervo Dr. J. R. Lambertucci.

FASE CRÔNICA

Lesões intra hepáticas e transtornos na circulação sanguínea da veia porta.

(51)

• VARIZES ESOFAGIANAS

- Circulação colateral anormal intrahepática

- Anastomose do plexo hemorroidário, umbigo e esôfago.

Tentativa de compensar a circulação porta obstruída

Ascite (Barriga d´água): decorre das alterações hemodinâmicas.

OUTRAS LOCALIZAÇÕES:

- Pulmões: circulação venosa, ficando retidos, dificultando a

pequena circulação e causando o aumento do esforço cardíaco. - Circulação geral: encistamento dos ovos em vários órgãos.

Rompimento pode causar hemorragia fatal

(52)

DIAGNÓSTICO – ESQUISTOSSOMOSE

- Levar em consideração a fase da doença

- Anamnese – essencial uma boa avaliação para o diagnóstico.

• Caso suspeito:

Individuo residente e / ou procedente da área endêmica com Quadro clínico sugestivo das formas aguda, crônica ou

Assintomática, com HISTÓRIA DE CONTATO COM COLEÇÕES DE ÁGUAS COM CARAMUJOS.

(53)

DIAGNÓSTICO CLÍNICO:

Dados clínicos, epidemiológicos e de laboratório em pacientes com Suspeita de esquistossomose aguda grave:

- Histórico de contato com águas de região endêmica nos últimos 60d.

- Outras pessoas com quadro clínico semelhante – comportamento grupal. - Febre, diarréia mucossanguinolenta, dor abdominal, hepato e/ou

- Esplenomegalia; Tosse seca, urticária e edema facial. - Eosinofilia

- Elevação de enzimas hepáticas (fosfatase alcalina e transaminases)

- US de abdomen: hepatoesplenomegalia e linfonodos portais caracterís-ticos.

- Ovos de S. mansoni, viáveis nas fezes

- Biópsia hepática: granuloma na fase necrótico exsudativa

(54)

DIAGNÓSTICO

•Parasitológico

-Exame de fezes

- Sedimentação espontânea ou centrifugação (Lutz/ Hoffmann, Pons e Janer (HPJ): alta densidade dos ovos.

- Concentração (Kato-Katz);

- Técnica da eclosão de miracídios; - Biópsia ou raspagem da mucosa retal.

(55)

CONCENTRAÇÃO DE OVOS ATRAVÉS DE FILTRAÇÃO DAS

FEZES EM TELA METÁLICA OU DE NÁILON

Método de Kato-Katz

(56)

DIAGNÓSTICO

• MÉTODOS IMUNOLÓGICOS

Pouco usados nos serviços de rotina.

- Reações cruzadas

-Não permitem a certeza do parasitismo. Não é indicaçao para tratar.

- Reação intradérmica – pápula após 15 minutos. (1 - 1,2 cm) – Não recomendada atualmente.

- ELISA

- Reação periovular – doentes crônicos. Incubação dos ovos de S. mansoni com soro do paciente.

Reação de precipitação hialina ao redor da casca de formação globular ou alongada.

(57)

DIAGNÓSTICO

• MÉTODOS POR IMAGEM

•Ultrassonografia do abdomen (US)

•Tem comprovado valor na detecção da forma hepatoesplênica.

•Permite exclusão ou confirmação de outras doenças abdominais.

•- Radiografia do tórax em PA e perfil

- Endoscopia digestiva alta – varizes gastroesofágicas resultantes da hipertensão portal.

- Ressonância Magnética – em suspeita de mielopatia esquistosso...

(58)

DIAGNÓSTICO

• CASO CONFIRMADO:

Qualquer caso suspeito que apresente OVOS VIÁVEIS de S. mansoni nas fezes ou em tecido submetido a biópsia.

• DESCARTADO: Caso suspeito ou notificado sem confirmação laboratorial.

(59)

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ESQUISTOSSOMOSE:

Dermatite cercariana - Pode ser confundida com doenças exante-máticas .

Esquistossomose aguda - ≠ciar de febre tifóide, malária, hepatites virais A e B, estrongiloidíase, amebíase, mononucleose, tuberculose ancilostomíase, brucelose e Doença de Chagas aguda.

Esquistossomose crônica - ≠ciar de parasitoses intestinais, e de doenças do aparelho digestivo, que cursam com hepatoespleno-megalia: calazar, leucemia, linfomas, hepatoma, salmonelose, e a forma hiper-reativa da malária, cirrose.

(60)

TRATAMENTO

INDICAÇÃO PARA PACIENTES Com ovos viáveis nas fezes e mucosa retal usar:

OXAMNIQUINA (não é mais usado) PRAZIQUANTEL (escolha atual).

- Prever medidas visando os efeitos acumulativos das lesões.

A equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) é

responsável pelo acompanhamento do paciente após a

alta, para controle de cura ou detecção de complicações

(61)

TRATAMENTO

PRAZIQUANTEL

É o medicamento preferencial para o tratamento da esquistossomose em todas as suas formas clínicas, respeitados os casos de contra-indicação.

Comprimidos , V.O., D.U. de 50 mg/kg de peso para adultos e 60 mg/kg de peso para crianças.

Os efeitos colaterais são leves, não existindo evidências que provoque lesões tóxicas graves no fígado ou em outros órgãos.

Reações adversas - predominam diarréia e dor abdominal.

Recomenda-se que a pessoa permaneça em repouso por, pelo menos, três horas após a ingestão do medicamento, prevenindo assim o aparecimento de náuseas e tonturas, que podem incomodar o paciente, embora sejam sintomas

(62)

TRATAMENTO

CONTRA INDICAÇÕES:

Não adotar os medica/os da terapêutica nas seguintes condições:

-Durante gestação;

- Durante amamentação. Amamentar crianças só após 72 h do uso; - crianças < 2 anos;

- em insuficiência hepática grave;

(63)

TRATAMENTO

A distribuição dos medicamentos esquistossomicidas

é gratuita e repassada para as Secretarias de Estado

de Saúde (SES), pelo Programa de Vigilância e

Controle da Esquistossomose, estando disponível na

rede de atenção básica a saúde dos municípios

ou nas unidades de referência para tratamento da

esquistossomose.

(64)

TRATAMENTO e CONTROLE DE CURA

ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA

►Cura Clínica:

* Investigar o comportamento das manifestações clínicas.

►Cura parasitológica:

• Investigar o desaparecimento de ovos:

• - Realizar exames de fezes a cada 2 meses, durante 6 meses.

- Realizar 3 exames de fezes, no quarto mês após a medicação.

(65)

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA ESTUDO:

Livros: VERONESI REY AMATO http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/projeto-de-vacina-para-esquistossomose-deve-ganhar-financiamento-da-oms

(66)

G1 Grande Minas

03/05/2017 16h38 Atualizado 03/05/2017 20h04

(67)
(68)
(69)
(70)
(71)

HELMINTOS – sobre a importância...

SERIAM ELES UM PROBLEMA PARA A

SAÚDE PÚBLICA ?

Só em 2011 (último dado encontrado na literatura científica), a vigilância da esquistossomose e geohelmintíases receberam reforço financeiro de R$ 3,2 milhões, repassados pelo Ministério da Saúde aos municípios com prevalência acima de 10% para esquistossomose

e 20% para geohelmintíases, considerados como prioritários.

(72)

Fasciola hepatica

(73)

Fasciola hepatica Linneu, 1758

(CLASSE TREMATODA)

1. CONCEITO:

Zoonose cujo ciclo evolutivo tem como

HD:herbívoros (ovinos, caprinos,bovinos) e o homem (hospedeiro acidental).

(74)

Fasciola hepatica Linneu, 1758

(fasciolíase)

(75)

Fasciola hepatica

2. INTRODUÇÃO

 1º trematódeo parasita conhecido (Jean de Brie, 1739)  no homem - em 1760 (Pallas)

 foi o 1º ciclo biológico conhecido de um trematódeo.

Nome popular: baratinha do fígado.

(76)

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

3. EPIDEMIOLOGIA

encontrado em todo mundo em áreas alagadiças  Casos em humanos: acompanham a distribuição

da doença em animais.

Fonte de infecção para o homem:

 80% dos casos ocorrem por contaminação de agrião  criação extensiva de ovinos e bovinos em pastos e

(77)

Fasciola hepatica Linneu, 1758

(fasciolíase)

3. EPIDEMIOLOGIA

 ocorre em vários países: Chile, Cuba, Peru, Argentina, Uruguai...

 BRASIL – SC, RJ, RS, PR, SP, ES, MG, BA

Fasciolose animal em expansão – SP, MT, MG; anterior/e mais restrito a região Sul.

Em animais causa aborto, perda de produção de carne e leite, e  fertilidade.

(78)

Fasciola hepatica Linneu, 1758

(fasciolíase)

3.EPIDEMIOLOGIA

Longevidade no homem:

- verme adulto: 9 a 13 anos.

- Nº de ovos produzidos / fêmea = 4 a 50 mil / dia.

- Completa o desenvolvimento embrionário: 10-20dias, 15-25 graus C.

Homem: hospedeiro acidental o n° de formas presentes não costuma ser elevado porém causa alterações orgânicas.

(79)

Faringe Poro genital Ventosa oral Ventosa ventral útero ovário Canal deferente Testículo Gls. vitelínicas VERME ADULTO

4. MORFOLOGIA

Fasciola hepatica

(80)

Fasciola hepatica

Ovos: medem de 130 a 150 m de comprimento

por 65 a 90 m de largura. opérculo aberto Miracídio em formação opérculo fechado.

(81)

Animais: vesícula biliar e canais biliares mais calibrosos do hospedeiro (suinos, bovinos, caprinos)

No homem: vesícula biliar, canais

biliares e álveolos pulmonares. - Outras localizações ectópicas.

Fasciola hepatica

(82)

Miracídio Rédia

Cercária Metacercária

Tipos de larvas - Fasciola hepatica

(83)

Homem:

Ingestão de água ou verduras com metacercárias (agrião)

Animais:

Ingestão de vegetais (pasto) com metacecárias.

Hospedeiro intermediário:

TRANSMISSÃO

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

Lymnaea columella Lymnaea viatrix Lymnaea cubensis

(84)

HERBÍVOROS

(ocasionalmente o homem)

MOLUSCO (Lymnaea sp.)

Forma infectante Forma diagnóstica Metacercária forma encista-da sobre planta aquática Desencista-se no duodeno

CICLO BIOLÓGICO

Fasciola hepatica

(85)
(86)

7. PATOGENIA

È um processo inflamatório crônico do fígado e dos

ductos biliares.

Forma aguda: migração das formas imaturas no parênquima hepático com ajuda da ação enzimática.

Peritonite, inflamação da cápsula de Glisson do fígado (glissonite), hepatomegalia, microabcessos, necrose parcial ou total dos lóbulos hepáticos e infiltração leucocitária, destruição do parênquima hepático a medida que as formas migram.

Sinais Clínicos:

Dor : tipo cólica biliar no hipocôndrio direito ; Febre (destruição do parênquima).

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

(87)

Forma crônica:

Ação mecânica (adultos nos ductos biliares) - - espinhos cuticulares ulcerações e irritações do endotélio dos ductos (hiperplasia epitelial).

Hiperplasia: provocada por irritação (migração) e por substâncias excretadas (prolina e aminoácido que participam da formação de colágeno).

(88)

Processo patológico (Patogenia):

vermes adultos nos ductos  hiperplasia  reação cicatricial  fibrose e enrijecimento das paredes 

deposição de sais de Ca++   fluxo biliar  cirrose e

insuficiência hepática.

(89)

Complicações: intervenção cirúrgica em casos de colecistite aguda e obstrução do colédoco.

SINTOMAS DIGESTÓRIOS:

Síndrome dispéptica (intolerância a alimentos gordurosos flatulência, náuseas e vômitos, anorexia, constipação

alternada com diarréia). dor típica cólica biliar  icterícia

 febre (por destruição do parênquima hepático)  hepatomegalia

(90)

Fasciola hepatica

(91)

8. DIAGNÓSTICO:

 Clínico: difícil

 Laboratorial: 1. Métodos direto

- pesquisa de ovos nas fezes ou bile. 2. Métodos indiretos

- sorológicos: IEF, IF, RFC,ELISA, entre outros. - hemograma (leucocitose - anemia discreta).

Eosinofilia (80-85% casos).

- exames por imagem como: tomografia, cintilografia, e tomografia axial computadorizada;

- uso de contraste em casos suspeitos e de difícil resolução.

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

(92)

9. TRATAMENTO:

várias drogas para escolha porém deve ser prescrito com cuidado devido a toxidez de algumas delas.

Ex: Triclabendazol (anteriormente uso veterinário aprovado humanos em 1999),

Albendazol (10 mg/Kg) - DU

Diidroemetina (1 mg/kg/dia) - 10 dias. Bithionol (50mg/kg/dia) - 10 dias.

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

(93)

Tratamento em massa dos animais e pessoas infectadas;

 Isolamento dos pastos úmidos;

 Não beber água de alagadiços e córregos;

Não consumir agrião de regiões contaminadas;

Proteção individual - não comer agrião cru de procedência duvidosa, nem ingerir água não-potável;

Realizar controle e tratamento de animais infectados;

 Drenagem de pastagens;

Combate e controle populacional das liminéias (molusco), com sulfato de cobre.

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

(94)

Fasciola hepatica

(fasciolíase)

11

. REFERÊNCIAS PARA ESTUDO: NEVES, D. P. – Parasitologia Humana REY, L. – Parasitologia

VERONESI & FOCACCIA – Tratado de Moléstias Infecciosas

Referências

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