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GABINETE DO PRIMEIRO MINISTRO

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Academic year: 2021

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GABINETE DO PRIMEIRO MINISTRO

(Unidade – Disciplina – Trabalho)

REGIME JURIDICO DOS PASSAPORTES ORDINÁRIOS E TEMPORÁRIOS O   Regime   jurídico   dos   estrangeiros,   veio   regulamentar   o   controlo   de   entrada,   as  condições de permanência e saída dos cidadãos estrangeiros no território santomense,  através da aferição de competência aos Serviços de Migração e Fronteiras no âmbito do  controlo   fronteiriço,   emissão   de   vistos,   pareceres   solicitados   pelas   representações  consulares e diplomáticas, certificado de residência ou as respectivas renovações ou  prorrogações como igualmente a execução da expulsão dos cidadãos estrangeiros.

Tornando­se   necessário   enquadrar   juridicamente   a   adopção   do   novo   modelo   de  passaporte que se ajuste, quer no suporte físico, quer no âmbito das novas tecnologias  de informação, aos requisitos internacionais definidos em matéria de segurança; Considerando que os Decretos 22/75, 40/93 e Decreto­lei 25/75 não se enquadram com  as exigências referentes no parágrafo anterior; Considerando ainda que na ausência de uma legislação clara e precisa sobre a emissão e  concessão de passaporte ordinário e temporário;

Tornando­se   necessário   introduzir   maior   rigor   e   melhor   critério   na   emissão   dos  passaportes ordinários e temporários, assim  como ajustar os custos decorrentes  dos  expedientes administrativos relacionados com os mesmos; Tornando­se ainda necessário rever a concessão e o enquadramento jurídico dos novos  passaportes;   Considerando a necessidade imperiosa de se garantir uma maior fidelidade documental  em matéria de passaportes com o respectivo enquadramento jurídico e de acordo com as  recomendações de diversas instituições internacionais vocacionadas para o efeito;   Nestes   termos,   no   uso   das   faculdades   conferida   pela   alínea   c)   do   Artigo   111º   da  Constituição da República, o Governo da República Democrática de S. Tomé e Príncipe  decreta e eu promulgo o seguinte:

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CAPÍTULO I Disposições Gerais Artigo 1º Princípios Gerais 1­ O Passaporte ordinário é um documento de viagem individual destinado aos  indivíduos de nacionalidade são­tomense, originária ou adquirida residente ou não em  território nacional, que pretendam deslocar – se a outro ou outros países, cuja concessão  é obrigatória logo após o nascimento de qualquer cidadão nacional interessado.  2 ­ Quanto ao pedido de passaporte feito pelos indivíduos menores de 18 anos,  não emancipados, o mesmo só deverá ser emitido ou concedido depois de se provar,  documentalmente, que está legalmente autorizado por quem exerça o poder tutelar sobre  o   respectivo   interessado,   estando   a   assinatura   da   dita   autorização   reconhecida   por  notário ou pela prova do exercício do pátrio poder.      3 ­ Passaporte Temporário é o documento de viagem individual que permite a  circulação do respectivo titular de e para fora do território nacional durante um  período de tempo limitado.    4 ­ O passaporte temporário observa, naquilo que lhe é subsidiariamente aplicável,  as mesmas condições e os mesmos princípios e requisitos do passaporte comum.    5 ­ Os modelos do passaporte ordinário bio­métrico e passaporte temporário vão  anexados ao presente diploma.    Artigo 2º Identificação 1­ O passaporte ordinário bio­métrico são­tomense e de leitura óptica é constituído  por um caderno contendo 32 páginas, incluindo a página biográfica, numeradas, sendo  identificado: a) Por conjunto alfanumérico constituído por uma letra e seis algarismos; b) Impressos a contra capa anterior e gravado na página biográfica;  c) Perfurado nas restantes páginas e na contra capa posterior; d) Por ser de capa castanha, simbolizada pela insígnia da República Democrática  de S. Tomé e Príncipe.

2   ­O   passaporte   temporário   é   constituído   por   um   caderno   com   oito   páginas  numeradas, identificado:

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a) Pela impressão de uma letra e de um número composto por seis algarismos, a ser  aposto na primeira página e na página biográfica; b) Pela combinação perfurada nas restantes páginas incluindo a contra capa. c) Por ser de capa azul, simbolizada pela insígnia da República Democrática de S.  Tomé e Príncipe. 3­ O passaporte temporário só é válido se todos os espaços destinados à inscrição  estiverem devidamente preenchidos ou inutilizados não sendo consentidas emendas,  rasuras ou estrelinhas de qualquer natureza. 4­ O passaporte temporário é autenticado pela aposição de selo branco da entidade  emitente sobre a fotografia do titular. 5­ Do passaporte temporário deve, igualmente, constar a assinatura do seu titular,  salvo se, no local indicado, a entidade emitente fizer menção de que o mesmo não  pode assinar. 6­ A página que contém os dados pessoais do requerente é protegida pela aposição  de uma película adesiva. Artigo 3º Emissão

1­ As   condições   de   emissão   de   passaporte   ordinário   dependem   da   prova   de  identidade mediante a apresentação do respectivo Bilhete de Identidade válido,  passado pelo Centro de identificação Civil e Criminal e/ou fotocópia do assento  de nascimento devidamente autenticada.

2­ As   condições   de   emissão   do   passaporte   temporário,   que   revestem   sempre  carácter excepcional, devem ser devidamente fundamentadas designadamente  nos   casos   em   que   se   verifique   comprovada   urgência   na   emissão   de   um  documento de viagem individual e se verifique:

a) Uma   indisponibilidade   momentânea   do   sistema   de   concessão   dos  passaportes; b) A circunstância de a entidade competente não se encontrar acreditada como  centro emissor de passaporte. Artigo 4º Pedido e Concessão 1­ A concessão dos passaportes ordinários e temporários é da competência  do   Director   do   Serviço   de   Migração   e   Fronteiras   e   autoridades  diplomáticas   são­tomenses   declaradas   competentes   para   o   efeito   pelo  Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades

2­ A concepção do passaporte ordinário obtém­se por via de requerimento  presencial   do   requerente,   que   deverá   conter   todos   os   elementos   de  identificação do interessado no qual deverá constar a assinatura, salvo se, 

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no local indicado, entidade emitente fizer menção de que o mesmo não  pode assinar e aposição das respectivas impressões digitais dos dedos  indicadores de ambas as mãos.

a) A concessão de passaportes ordinários para menores, interdito ou inabilitado  é requerida por quem nos termos da lei exerce o poder paternal ou a tutela  mediante   exibição   pelo   respectivo   representante   dos   documentos  comprovativos dessa qualidade legal. b) Na ausência desses elementos recorrer­se­á a outros dados biográficos ou  documentos passível de identificação, nos termos legais.           3­ O pedido de concessão do passaporte temporário é instruído com os  seguintes elementos: a) Duas fotografias do rosto do requerente, tipo passe, iguais, obtidas a  menos de um ano, a cores e a fundo liso, com boas condições de  identificação e medidas adequadas a modelo de passaporte;

b) Impresso   do   requerimento   de   passaporte   temporário   devidamente  preenchido;

c) Documento comprovativo do exercício do poder paternal ou da tutela,  no caso de o passaporte temporário se destinar a menor, interdito ou  inabilitado;  

d) Documento justificativo do carácter urgente e excepcional do pedido,  quando   os   fundamentos   para   a   emissão   do   passaporte   temporário  resultem de factos imputáveis ao requerente.

Artigo 5º

Passaporte para menores

1­ Os menores, quando não forem acompanhados por quem exerça poder  paternal,   só   podem   entrar   e   sair   do   território   nacional   exibindo  autorização para o efeito.

2­ A   autorização   a   que   se   refere   o   número   anterior   deve   constar   de  documento escrito, datado e com a assinatura de quem exerce o poder  paternal   legalmente   certificada,   conferindo   ainda   poderes   de  acompanhamento por parte de terceiros, devidamente identificados. 3­ A autorização pode ser utilizada um número ilimitado de vezes dentro do 

prazo de validade que o documento mencionar, a qual, no entanto, não  poderá exceder o período de um ano civil.

4­ Se   não   for   mencionado   outro   prazo,   a   autorização   é   valida   por   seis  meses, contados da respectiva data.

Artigo 6º

Validade dos passaportes de modelo anterior

1­ Todos os passaportes de modelo anterior mantêm a sua validade até à data de  expiração constante do documento.

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2­ Os passaportes com averbamento de menor mantêm­se válidos até à data de  expiração. 3­ A prorrogação do passaporte ordinário do modelo anterior só é possível quando  existir espaço para o efeito, com uma validade não superior a 180 dias nas  seguintes condições: a) em situação de comprovada emergência;  b) até entrada em vigor do passaporte temporário. Artigo 7º Validade e substituição 1­ O passaporte ordinário é válido pelo período de sete anos. No caso de menores  inferiores a seis anos de idade a validade de passaporte é de dois anos e pode ser  utilizado em número ilimitado de viagens, não podendo, contudo ser prorrogado.  2­ A validade máxima do passaporte temporário é de doze meses.

3­   É   facultado   ao   titular   de   um   passaporte   ordinário   a   possibilidade   de   obter   a  substituição do anterior passaporte se constatar que o mesmo tem as páginas totalmente  preenchidas devendo este ficar arquivado no respectivo processo. 4­ No caso a que se refere o número anterior o novo passaporte manterá o prazo de  validade do primeiro. 5­ O passaporte temporário deve ser substituído por um passaporte ordinário logo que  possível ainda que dentro do prazo de validade.  Artigo 8º Custo de emissão 1­   O custo de emissão de passaporte será fixado por despacho conjunto do Ministro de  Plano e Finanças e do Ministro da Defesa e Ordem Interna. 2­  Os produtos das receitas cobradas pela emissão de passaporte revertem a favor do  Tesouro Público.  CAPÍTULO II Disposições Sancionatórias  Artigo 9º Violações        As violações das normas relativas a presente diploma de concessão e emissão de  passaporte, (artigo 3º e 4º), são punidas com multa correspondente a trinta por cento do  custo da emissão do passaporte. Artigo 10º Uso indevido do passaporte

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1­  O uso indevido do passaporte substituído ou  de segundo passaporte, constitui  contra­ordenação punível com multa de sessenta por cento do custo de passaporte. 2­  Em processo de contra­ordenação instaurado em qualquer dos casos previsto no  número anterior pode ainda ser aplicada a sanção acessória de apreensão do passaporte. Artigo 11º Passaportes desconformes Os passaportes que se encontrem em desconformidade com a lei são apreendidos pelas  autoridades competentes. Artigo 12º Obtenção e utilização fraudulenta de documento

A  prestação  de  falsas  declarações   para  a  obtenção  de  passaporte,  a  falsificação  de  passaporte ou dos respectivos impressos próprios e o uso de passaporte falsificado, bem  como o uso de passaporte alheio são considerados crimes sujeitos a punição penal. Artigo 13º Competência para a aplicação das multas 1­ A aplicação das multas previstas no presente diploma é da competência  do Director do Serviço de Migração e Fronteiras, que a pode delegar. 2­ O Serviço de Migração e Fronteiras deverá ter um registo processual  para os efeitos do presente artigo. Artigo 14º Destino das Multas

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1­ O produto das multas aplicadas nos termos do presente diploma reverte a favor do  Tesouro Público. 2­ Em condições excepcionais e em função da programação financeira do Sector, será  determinada, por despacho conjunto do Ministro de Plano e Finanças e do Ministro da  Defesa e Ordem Interna, uma percentagem do produto das multas para efeito do seu  financiamento.       CAPÍTULO III        Disposições Finais        Artigo 15º       Omissões       Os casos omissos no presente regime jurídico serão preenchidos por Despachos do  Ministro da Defesa e Ordem Interna.  Artigo 16º Revogação        São revogados todos os diplomas que contrariem o disposto no presente diploma. Artigo 17º  Entrada em Vigor O presente Decreto­lei entra imediatamente em vigor  Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 17 de Janeiro de 2008 Promulgado em  ____ de   ____________ de 2008

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         Publique­se 

      O Presidente da República

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