• Nenhum resultado encontrado

Trefilação O processo de trefilação é a deformação mecânica de um metal através da passagem do material por uma matriz de formato cônico, diminuindo

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Trefilação O processo de trefilação é a deformação mecânica de um metal através da passagem do material por uma matriz de formato cônico, diminuindo"

Copied!
48
0
0

Texto

(1)

• O processo de trefilação é a

deformação mecânica de um metal através da passagem do material por uma matriz de formato cônico,

diminuindo a seção do material, sem perda nem adição do metal.

• Ou seja os volumes são constantes,

durante a trefilação, ocasionando aumento de comprimento.

(2)

• É um dos processos de conformação

mecânica semelhante ao processo de extrusão onde um material é forçado a passar através de uma matriz para ter seu diâmetro reduzido e seu

comprimento aumentado.

• Neste caso o material é puxado e não

empurrado.

(3)

• A trefilação, também conhecida como

estiramento é normalmente realizada a frio.

• É um processo utilizado para a

fabricação de fios, arame e tubos (seções muito menores que o

comprimento).

(4)

• Os produtos são classificados em

barra, tubo e arame ou fio.

• As barras finas são denominadas de

arames ou fios.

• Em geral a denominação de arame é

para fins mecânicos e fio no caso de fins elétricos.

• A velocidade de trefilação pode variar

conforme o equipamento e tipo de material.

(5)

• No século XIV, Rudolph de Nuremberg desenvolveu

o primeiro equipamento mecânico industrial para trefilação.

• De 1850 a 1870 em razão da difusão do telégrafo e

a consequente demanda por fios condutores, a trefilação teve um grande avanço.

• Os produtos são fios, barras, tubos e perfis

diversos. Em geral, a trefilação é realizada a frio com pequenas reduções de seção por passe,

diminuição da ductilidade e aumento da resistência mecânica.

(6)

• A qualidade superficial e dimensional do

material trefilado é excelente com

propriedades mecânicas controladas por meio da redução de área, tratamentos térmicos e recozimento intermediários.

• Os principais fatores que influenciam o

processo são os esforços predominantes de compressão indireta, o atrito na fieira e a lubrificação.

(7)

• Durante a trefilação o material é submetido

à ação de esforços de compressão,

resultantes da reação do material metálico com as paredes da matriz, ou seja é um processo de compressão indireta.

• Durante esta compressão indireta ocorre o

“encruamento”, que é o afinamento e

alongamento dos grãos cristalinos do metal.

• Por consequência ocorre o aumento da

resistência mecânica.

(8)

• As propriedades mecânicas do

material aumentam durante a

trefilação, porem o material perderá dutilidade e gerará tensões internas, podendo chegar a ruptura, porque quanto maior a redução de área o

limite de escoamento aproxima-se da tensão de ruptura.

(9)

• Para que se possa dar continuidade a

deformação por trefilação poderá haver

necessidade de tratamentos térmicos, que promovem a recristalização do material e permitem novas deformações a frio.

(10)

• Durante a trefilação ocorre atrito entre fio e

fieira; entre fio e volantes; entre fio e polias guias, etc...

• O atrito é a resistência ao movimento

relativo de dois corpos em contato direto.

• O atrito gera aquecimento e desgaste das

superfícies, devido a influência da rugosidade inerente aos materiais.

(11)

• O atrito que ocorre na interface entre os

metais, quando ocorre o processo de

trefilação dependem de diversos fatores, entre eles:

• Geometria da Fieira

• Propriedades do lubrificante

• Características do material trefilado • Microestrutura dos materiais

• Eventuais reações químicas.

(12)

• Os esforços de trefilação podem ser

decompostos em:

• Tensão de tração no sentido do

deslocamento do material trefilado

• Tensões de compressão, exercidas no

sentido radial, devido a reação das

partes cônicas da fieira ao deslocamento do fio

• Tensões no sentido longitudinal devido

ao atrito entre o fio e as paredes da fieira.

(13)
(14)
(15)
(16)
(17)

• As máquinas atuais já são fornecidas

com a relação que deve ser usada entre as fieiras.

• Algumas máquinas variam a relação

nas etapas da trefilação.

• Portanto, é necessário conhecer o

equipamento para otimizar a

produtividade com o menor desgaste possível das fieiras e dos volantes.

(18)

• Também é importante verificar a

corrente absorvida pela máquina, para que não seja suplantado o limite

máximo dos motores.

• Para máquinas sem deslizamento é

importante otimizar ao máximo as reduções de área, tomando cuidado para não chegar a romper o fio.

(19)
(20)
(21)

A trefilação pode causar

defeitos no produto, porem

muitas vezes a causa é a

própria matéria prima.

São defeitos que podem ser

causados durante a fundição

ou laminação.

(22)

• Se a quebra ocorre durante a

trefilação as prováveis causa serão:

• Lubrificação insuficiente

• Lubrificante sujo, viscosidade errada. • Excesso de voltas no volante da trefila • Sulcos nos volantes

• Relação de diâmetros dos volantes

incorreta

• Jogo de fieiras com fieiras com

diâmetros excessivos

(23)

• Se o fio quebra, simplesmente, porque

foi ultrapassada a resistência à tração do material, devido a uma das causas anteriores as duas pontas das

extremidades quebradas,apresentam um estrangulamento perto da quebra, com aspecto irregular, conhecido como estricção.

(24)

• Inclusões ocorrem, normalmente

durante a laminação, ou mesmo durante a fusão do metal.

• Estas inclusões, diminuem a

resistência à tração e podem ocasionar quebras durante a trefilação.

• Se as quebras persistirem o melhor é

trocar a alimentação

(25)

• As inclusões podem ser devido ao

óxido de aluminio, que é arrastado da camada protetora do aluminio

enquanto líquido.

• As inclusões podem ser de elementos

de liga, tais como

Manganes,Magnésio,etc...

(26)

• Quebras em que o fio apresenta

abertura como “rachadura de bambú”, normalmente são devidas a problemas ocorridos na laminação do produto de alimentação.

• Estas falhas podem ocorrer na

laminação por concentração de óxidos, ou de elementos de liga ou até mesmo cilindros desgastados ou desajustados.

(27)

• Se a parte cilindrica (paralelo) da fieira

for muito curto ou se a redução de área for exagerada o fio de entrada poderá entrar na fieira num ângulo

não apropriado, causando defeitos no fio, e até mesmo a ruptura.

• Outra causa de o fio entrar em ângulo

não apropriado é a posição do porta fieira em relação ao volante de

trefilação.

(28)

• A entrada do fio em ângulo não

apropriado resultará numa deformação desproporcional de um dos lados do

fio,podendo ocasiona a ruptura do material que está sendo trefilado.

• A causa pode estar em fieiras

anteriores em relação à fieira onde ocorreu a quebra.

• O defeito é conhecido como pata de

corvo ou chevron.

(29)

• Deformações similares as anteriores podem

ser causadas por defeitos na fieira.

• A fieira poderá apresentar superfície

deteriorada, ou até mesmo estar quebrada na zona de redução,

• O material poderá acumular na parte

quebrada da fieira e apresentar defeitos tipo pata de corvo ou chevron, confundindo a

avaliação da causa.

(30)

• A deformação ao longo do fio, com aspecto

de “trepidação” poderá ser causada por

redução insuficiente em uma das fieiras do jogo.

• A fieira esta calculada errada (com baixa

redução de área) ou a fieira tem um ângulo excessivamente aberto na zona de

deformação.

• A ruptura poderá ocorrer nas fieiras

seguintes.

(31)

• As pontas quebradas devem ser analisadas. • Elas se apresentam, normalmente com um

furo central de um dos lados e

consequentemente com um cone do outro.

• São conhecidas como quebra tipo

“taça-cone”.

• Na prática, o cone aponta que a fieira

defeituosa é anterior onde ocorreu a quebra.

(32)

• Quando o fio apresenta aspecto “dentado”,

normalmente é devido ao acumulo de pó ou partículas do metal que está sendo trefilado, na entrada da fieira.

• Este acumulo de metal pode ser devido a: • Entrada da fieira comprido e estreito,

• Pó excessivo no lubrificante • Falta de polimento na fieira

• Material de entrada soltando pó.

(33)

• O pó do material que está sendo trefilado

pode desprender-se e ocasionar aspecto superficial liso em alguns trechos e

“dentados” em outros, dificultando a análise do processo.

• É importante verificar todas as fieiras do

jogo, ainda na máquina, analisando onde ocorre a existência do pó, ou até mesmo pequenas farpas.

(34)

• Os problemas de trefilação podem

ocorrer ao longo de todo o processo, envolvendo:

• Material sendo trefilado

• Sistema de desbobinamento

• “Caminho”do material a ser trefilado • Volantes com defeitos

• Jogo de fieiras incorreto • Recolhimento do material

(35)

• Alimentação “enrosca” durante

desbobinamento.

• Ranhuras nas polias onde passa o material

de alimentação.

• “Sulcos “ nos volantes.

• Lubrificação insufiente ou inadequada. • Diâmetro incorreto dos volantes de

trefilação.

• Jogo de fieiras mal calculado.

Problemas de Trefilação

Quebras de fios

(36)

• Ranhuras nos volantes

• Ranhuras nas guias de trefilação • Lubrificação insuficiente

• Fieira com incrustações • Alimentação defeituosa

Problemas de Trefilação

Riscos no produto

(37)

• Diâmetro incorreto • Diâmetro ovalizado • Polimento ruim

• Ângulos não condizentes com o material a ser

trefilado

• Fieiras com”anéis”

• Eixo da pedra fora do centro em relação a carcaça

da fieira

• Perfil da fieira incorreto

• Ângulo de saída muito fechado

Problemas de Trefilação

Fieiras

(38)

• Na trefilação o material a ser trefilado

entra em contato direto com a ferramenta de deformação.

• Este contato gera o atrito, que gera o

desgaste da ferramenta e danos ao material a ser trefilado.

(39)

• Para aliviar os efeitos do atrito

utiliza-se lubrificantes.

• A função básica do lubrificante é estar

entre a superfície do material a ser trefilado e a fieira, minimizando os efeitos do atrito.

• Outra função do lubrificante é o de

remover o calor gerado durante a trefilação.

(40)

• O lubrificante forma uma película

entre os materiais.

• Esta película dever ser forte o

suficiente para suportar o calor gerado e a pressão de trefilação.

• Na verdade é o lubrificante quem

trefila o material.

(41)

• Os lubrificantes emulsionáveis tem sido

utilizados em trefilação de fios finos e

podem ser de origem vegetal ou mineral.

• Estes lubrificantes são excelentes

removedores de calor.

• A vazão deve ser elevada e as fieiras devem

ser controlados, frequentemente, quanto ao desgaste.

• Quanto a concentração, cada caso deve ser

estudado para obter melhor custo/benefício.

(42)

• A escolha do lubrificante depende: • Do equipamento a ser usado

• Do sistema de filtragem • Do tipo de fieira • Do diâmetro desejado • Da velocidade de trefilação • Do sistema de arrefecimento

Lubrificantes

(43)

• Todo processo de trefilação gera, em

maior ou menor quantidade, diminutas partículas derivadas do material que

está sendo trefilado e de óxidos provenientes do mesmo.

• Estas partículas e/ou óxidos devem ser

retirados, dentro do possível, do lubrificante.

(44)

• Estas partículas/óxidos tendem a

aumentar continuamente e podem gerar problemas, tais como:

• Riscos no material

• Desgaste prematuro das fieiras • Obstrução na entrada da fieira

• Incrustações no produto trefilado • Vida útil do lubrificante

(45)

• É muito importante reduzir a

concentração destas impurezas no lubrificante.

• Elas causam perdas, tais como: • Redução de velocidade

• Aumento de quebras • Vida útil do lubrificante • Vida útil das fieiras

• Vida útil dos volantes

(46)

• Defeitos por tratamento térmico pode

vir a ocorrer, por exemplo, se a

temperatura de recozimento for muito alta os grãos podem crescer

exageradamente e o material tornar-se frágil, quebradiço.

• Para tratamentos de ligas é necessário

especial atenção na temperatura e tempo, para obtenção de bons

resultados

(47)

• Conformação Plástica dos metais. Prof. Willy Ank de Morais –

Engenharia de Produção e Mecânica da UNISANTA.

• Conformação Mecânica – Prof. André Itman Filho –

Engenharia Metalurgia e Materiais da IFES.

• Processos Mecânicos e metalurgicos de Fabricação – Prof.

Vinicius Torre Lima – Engenharia Mecânica – FESURV.

• Trefilação de Aluminio e suas Ligas – Afrânio F. da Silva. • Technical Conform- Dalian Konform Techical Co. Ltda • Instituto Federal de Santa Catarina

• Esteves S.A. – Fabricante de Fieiras

Bibliografia

(48)

Contato: Eng. Maurício Sant’Ana

Tel.: 0xx11 996516413

E-mail: [email protected]

Referências

Documentos relacionados

Neste presente estudo foi aplicado um questionário sobre a aceitação de um dos seus detergentes comparado a dois concorrentes utilizando a escala ideal , além

Em consonância com esta perspectiva, o Observatório História & Saúde e o Observatório dos Técnicos em Saúde, estações de trabalho da Rede Observatório de Recursos

Aos jesuítas deve-se imputar a iniciativa pioneira de intercâmbio entre esses universos da medicina, já que eles também absorviam o saber dos físicos, cirurgiões e

Em 1902, Oswaldo Cruz passou a dirigir o Instituto Soroterápico Federal e, no ano seguinte, o Departamento-Geral de Saúde Pública, de onde combateu a peste bubônica, a varíola e a

Além do relatório Neiva-Penna, outro veículo importante de difusão da imagem pública da doença de Chagas como bandeira da campanha pelo sa- neamento rural foram os artigos de

No entanto, maiores lucros com publicidade e um crescimento no uso da plataforma em smartphones e tablets não serão suficientes para o mercado se a maior rede social do mundo

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam