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Tem um animal de estimação? É obrigatório registá-lo na plataforma SIAC.

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Tem um animal de estimação?

É obrigatório registá-lo na plataforma SIAC.

Nota: A leitura desta informação, não implica a não consulta da Legislação em vigor sobre a matéria. Este é apenas um documento que sintetiza de forma célere a informação básica, sobre a as obrigações, de ter um animal de companhia.

Ter um animal de estimação obriga ao processo de registo dos animais no

Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC).

O registo dos animais de estimação é obrigatório. Quem não cumprir a lei está

sujeito ao pagamento de coimas definidas por lei.

Está disponível no endereço siac.vet e é uma plataforma para registo de animais

de estimação. Agora existe uma base de dados única dos animais de companhia

– o SIAC. Esta plataforma integra as bases de dados de outros organizamos.

Se tem um gato, cão ou furão, além do microchip, este tipo de animais tem de

ser registado nesta plataforma. Pode ver tudo o que tem de fazer no seguinte

vídeo. O registo dos animais é pago e a taxa definida por lei é de 2,5 euros.

As coimas, para pessoas singulares, vão desde os 50 euros aos 3740 euros. Para

pessoas coletivas o valor pode chegar aos 44 890 euros. Há também algumas

exceções.

Se o cão pertencer às forças de segurança e aos serviços de segurança, desde

que estejam marcados e existam registos equivalentes naquelas entidades, não

necessitam de ser registados.

Os cães continuam a ser registados e licenciados pela junta de Freguesia?

Sim. Continua em vigor o licenciamento obrigatório nas Juntas de Freguesia.

Lei n.º 2/2020, de 31/03/2020, OE para 2020. O art.º 425.º deste diploma

introduz alterações ao regime do Decreto-Lei n.º 82/2019, de 27 de junho,

que estabelece as regras de identificação dos animais de companhia.

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• Cão potencialmente perigoso ou perigoso (Cat. G e H)

– Para a posse e registo de animais perigosos ou potencialmente perigosos, são exigidas condições de alojamento, (termo de responsabilidade) segurança e a documentação seguinte: – Boletim Sanitário das vacinas, actualizadas;

– Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão; – Número de Contribuinte;

– Registo Criminal, do detentor;

– Seguro de responsabilidade civil, do animal;

– Certificado de Registo no Livro de Origens Português (LOP) ou declaração veterinária comprovativa de castração ou esterilização do animal.

– Ficha de Registo de Identificação Electrónica para lançamento no SICAFE.

Notas:

– O licenciamento é obrigatório e é sujeito a renovações anuais, sob pena de caducar. – A Taxa de registo é cobrada apenas na primeira vez em que se realiza o registo. A taxa de licenciamento é anual.

Coleira ou peitoral

É obrigatório o uso por todos os cães e gatos que circulam na via ou lugares públicos de coleira ou peitoral, no qual deve estar colocado, o nome e a morada ou telefone do detentor.

Açaimo e trela

É proibida a presença na via ou lugar públicos de cães sem estarem acompanhados pelo detentor, e sem açaimo funcional, excepto quando conduzidos à trela, em provas e treinos ou, tratando-se de animais utilizados na caça, durante os actos venatórios.

Alojamento de cães e gatos

O alojamento de cães e gatos em prédios urbanos rústicos ou mistos, fica sempre condicionado à existência de boas condições do mesmo e ausência de riscos higio-sanitários relativamente à conspurcação ambiental e doenças transmissíveis ao homem.

Nos prédios urbanos podem ser alojados até três cães ou quatro gatos por cada fogo não podendo no total ser excedido o número de quatro animais, salvo raras excepções.

Cães vadios e abandonados

Os cães e gatos encontrados na via ou lugares públicos sem estarem acompanhados pelo seu detentor, serão considerados vadios ou errantes e sujeitos a serem capturados.

Considera-se abandono de animais a não prestação de cuidados no alojamento, bem como a remoção efectuada pelos seus detentores para fora do domicílio ou dos locais onde costumam estar mantidos, com vista a pôr termo à sua detenção.

Cães perigosos

Os cães são considerados perigosos, quando:

– Tenham atacado o corpo ou a saúde de uma pessoa;

– Tenham ferido gravemente ou morto, outro animal fora da propriedade do detentor; – Sejam considerados voluntariamente pelo seu detentor;

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Categoria G – Potencialmente Perigoso

(Portaria 422/2004 – Cão de Fila Brasileiro, Dogue Argentino, Pit Bull Terrier, Rotweiller, Staffordshire Bull Terrier e Tosa Inu, bem como cruzamento das mesmas raças), (DL n.º 315/2009, de 29 de Outubro):

1 – A detenção de cães perigosos ou potencialmente perigosos, enquanto animais de companhia, carece de licença emitida pela junta de freguesia da área de residência do detentor, entre os 3 e os 6 meses de idade do animal, atribuída após comprovação da idoneidade do detentor.

2 – Para efeitos do disposto no número anterior, o detentor entrega na junta de freguesia respetiva os seguintes elementos, além dos exigidos nas normas vigentes em matéria de identificação de cães e gatos:

a) Termo de responsabilidade, conforme modelo constante do anexo ao presente decreto-lei, do qual faz parte integrante;

b) Certificado do registo criminal, constituindo indício de falta de idoneidade o facto de o detentor ter sido condenado, por sentença transitada em julgado, por qualquer dos crimes previstos no presente decreto-lei, por crime de homicídio por negligência, por crime doloso contra a vida, a integridade física, a liberdade pessoal, a liberdade e autodeterminação sexual, a saúde pública ou a paz pública, tráfico de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, tráfico de pessoas, tráfico de armas, crimes contra animais de companhia, ou por outro crime doloso cometido com uso de violência;

c) Documento que certifique a formalização de um seguro de responsabilidade civil, nos termos do disposto no artigo 10.º;

d) Comprovativo da esterilização, quando aplicável;

e) Boletim sanitário atualizado, que comprove, em especial, a vacinação antirrábica;

f) Comprovativo de aprovação em formação para a detenção de cães perigosos ou potencialmente perigosos.

3 – A licença pode ser solicitada pela autoridade competente, a qualquer momento, devendo o detentor, aquando de qualquer deslocação dos cães perigosos ou potencialmente perigosos, estar sempre acompanhado da mesma.

4 – Os nacionais de outros países que permaneçam temporariamente em território nacional acompanhados dos cães perigosos e potencialmente perigosos de que sejam detentores, sem qualquer fim comercial, devem proceder do seguinte modo:

a) Quando a permanência em território nacional seja de duração inferior a quatro meses, à entrada em território nacional, devem apresentar comprovativo do registo no país de origem e subscrever

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um termo de responsabilidade, de modelo a divulgar no sítio da Internet da DGAV, do qual constem:

i) Nome e morada do detentor do animal ou animais;

ii) Identificação constante do passaporte ou documento equivalente do animal ou animais; iii) Indicação do local de permanência do animal ou animais;

iv) Que a estada terá uma duração inferior a quatro meses, indicando a data de partida;

b) Quando a permanência em território nacional seja de duração igual ou superior a quatro meses, o detentor do animal ou animais deve:

i) Apresentar-se ao veterinário municipal da área em que se encontra, o qual procede ao registo do animal ou animais no Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de dezembro, alterado pela Lei n.º 49/2007, de 31 de agosto; ii) Sem prejuízo do disposto no n.º 3 do artigo 19.º, proceder à esterilização do animal ou animais, no prazo de 15 dias, remetendo o comprovativo daquela intervenção à direção de serviços veterinários da respetiva área, no prazo máximo de 15 dias após a realização da mesma, a qual dá conhecimento ao médico veterinário do ponto de entrada.

Categoria H – Cão Perigoso (que já tenha sido alvo de queixa por agressão)

– Declaração de responsabilidade; – Registo criminal do dono; – Comprovativo de formalização de um seguro de responsabilidade civil em relação ao mesmo e comprovativo de pagamento; – Comprovativo de esterilização (modelo 718-DGV emitido pelo veterinário, que obriga a um registo prévio do chip na junta de freguesia).

Alterações ao registo

Artigo 13. º (Decreto-Lei 82/2019)

1 — As alterações aos registos do SIAC só podem ser efetuadas pelas entidades com acesso ao sistema, de acordo com o respetivo perfil atribuído pela DGAV.

2 — A pessoa que figure como titular do animal de companhia no SIAC deve informar o SIAC, direta ou indiretamente, sempre que ocorra uma das seguintes situações:

a) Transmissão da titularidade do animal para novo titular; b) Alteração da residência do titular;

c) Alteração do local de alojamento do animal; d) Desaparecimento e/ou recuperação do animal;

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e) Morte do animal.

3 — As alterações referidas no número anterior devem ser comunicadas diretamente ao SIAC, pelo titular do animal, caso tenha solicitado acesso ao SIAC, ou por via de qualquer entidade que tenha acesso ao sistema, nomeadamente o médico veterinário acreditado no SIAC, por pessoa acreditada perante o SIAC, pela junta de freguesia ou pela câmara municipal, no prazo de 15 dias. 4 — A transferência de titularidade pode operar de forma desmaterializada se a transmissão for registada pelo titular do animal de companhia no SIAC, efetivando -se quando o novo titular validar a transferência no sistema. 5 — Aquele que tenha recebido o animal de companhia por herança, legado ou na sequência de partilha deve promover o registo da nova titularidade no SIAC, por médico veterinário acreditado, por pessoa acreditada perante o SIAC, pela junta de freguesia ou pela câmara municipal. 6 — Sempre que uma entidade promova uma alteração do registo de um animal de companhia no SIAC, deve assegurar a emissão e a entrega ao seu titular de um novo DIAC e a atualização do PAC.

Obrigações dos Detentores de Cães e Gatos

(Decreto-Lei nº 314/2003)

(art. 7º) Obrigatoriedade do uso de coleira ou peitoral e açaimo ou trela: 1 — É obrigatório o uso por todos os cães e gatos que circulem na via ou lugar públicos de coleira ou peitoral, no qual deve estar colocada, por qualquer forma, o nome e morada ou telefone do detentor; 2 — É proibida a presença na via ou lugar públicos de cães sem estarem acompanhados pelo detentor, e sem açaimo funcional, exceto quando conduzidos à trela, em provas e treinos ou, tratando-se de animais utilizados na caça, durante os atos venatórios; 3 — No caso de cães perigosos ou potencialmente perigosos, para além do açaime previsto no número anterior, os animais devem ainda circular com os meios de contenção que forem determinados por legislação especial; 4 — As câmaras municipais, no âmbito das suas competências, podem criar zonas ou locais próprios para a permanência e circulação de cães e gatos, estabelecendo as condições em que esta se pode fazer sem os meios de contenção previstos neste artigo.

Cumprimento da obrigação de identificação

Artigo 13. º (Decreto-Lei 82/2019)

1 — A identificação dos animais de companhia, pela sua marcação e registo no SIAC, deve ser realizada até 120 dias após o seu nascimento.

2 — Na impossibilidade de determinar a data de nascimento exata, para efeitos de contagem do prazo referido no número anterior, a identificação deve ser efetuada até à perda dos dentes incisivos de leite.

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3 — Sem prejuízo dos números anteriores, e relativamente aos cães, gatos e furões que sejam cedidos e ou comercializados a partir de um criador ou de um estabelecimento autorizado para a detenção de animais de companhia, nomeadamente os centros de hospedagem com ou sem fins lucrativos e os centros de recolha oficiais, deve ser assegurada a sua marcação e registo no SIAC antes de abandonarem a instalação de nascimento ou de alojamento, independentemente da sua idade.

4 — Sempre que seja declarada a obrigatoriedade de proceder à vacinação antirrábica ou a outros atos de profilaxia médica, a execução dos mesmos só pode ser realizada em animais identificados e, caso o não estejam, o médico veterinário deve assegurar a sua prévia identificação, marcando-os e registando-os no SIAC.

Licenciamento

A detenção de cães, enquanto animais de companhia, carece de licença emitida pela junta de freguesia da área de residência do detentor, até aos 12 meses de idade do animal.

O registo de canídeos (SIAC) é obrigatório, e deverá ser realizado até aos 120 dias após o nascimento.

Registo

Primeira vez/licenciamento anual no balcão de atendimento da secretaria da Junta de Freguesia

Período

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Coimas

Contraordenações

Artigo 21º (Decreto-Lei n.º 82/2019 de 27 junho)

1 — Constitui contraordenação punível com coima cujo montante mínimo é de € 50 e máximo de € 3740 ou € 44 890, consoante o agente seja pessoa singular ou coletiva:

a) A posse ou detenção de animal por qualquer pessoa, que não se encontre identificado nos termos do artigo 5.º ou que não disponha de DIAC, PAC ou Boletim Sanitário nas suas deslocações, nos termos do n.º 1 do artigo 14.º;

b) O registo de informação no SIAC por parte de médico veterinário acreditado, das entidades autorizadas, ou do titular de animal de companhia, que não esteja em

conformidade com as normas constantes do Manual de Procedimentos SIAC, previsto no n.º 4 do artigo 8.º;

c) O incumprimento, pelo titular, da obrigação de alteração do registo e de atualização do DIAC e do PAC, nos termos do artigo 13.º;

d) O incumprimento dos deveres previstos no artigo 16.º;

e) O incumprimento por parte do médico veterinário, das obrigações previstas: i) No n.º 4 do artigo 5.º, relativa à obrigatoriedade de assegurar a prévia identificação aquando da vacinação antirrábica ou outros atos de profilaxia médica;

ii) No artigo 6.º ou no n.º 3 do artigo 7.º, relativas à marcação dos animais; iii) Nos n.os 1, 2, 3 e 4 do artigo 9.º, relativos ao dever de registo no SIAC; iv) Na não disponibilização do DIAC ao titular em incumprimento do artigo 10.º; v) No incumprimento no artigo 12.º, relativo ao registo de profilaxias médicas e outras disposições;

vi) No artigo 15.º, relativa aos deveres específicos;

f) A colocação, disponibilização ou comercialização de transponders por entidade não autorizada, em incumprimento do disposto no artigo 7.º;

g) O incumprimento, por qualquer entidade, das obrigações previstas no n.º 6 do artigo 13.º;

h) O incumprimento das normas constantes nos artigos 5.º, 6.º, 9.º, 10.º, 14.º, 33.º e 34.º do Regulamento (UE) n.º 576/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12

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de junho de 2013, relativo à circulação sem caráter comercial de animais de companhia, por parte dos titulares ou qualquer detentor dos animais de companhia;

i) O incumprimento das normas constantes nos artigos 22.º e 29.º do Regulamento (UE) n.º 576/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativo à circulação sem caráter comercial de animais de companhia, por parte dos médicos veterinários autorizados a emitir documentos de identificação referidos como PAC. 2 — A tentativa e a negligência são puníveis.

Controlo da reprodução de cães perigosos ou potencialmente

perigosos Conforme o

Despacho n.º 10819 de 14 de Abril de 2008

, todos os

animais perigosos ou potencialmente perigosos e que não estão inscritos no

Livro de Origens Português (LOP) têm que ser obrigatoriamente castrados ou

esterilizados num prazo de 4 meses (até 15 de Agosto de 2008). O não

cumprimento constitui contraordenação punível com coima cujo montante

mínimo é de € 500 e máximo de € 3.740 ou € 44.890, consoante se trate de

pessoas singulares ou coletivas.

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Referências

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