UNIVERSIDADE
FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
-UFSC
cENTRo
DE
c|ÊNc|As
DA SAÚDE
-ccs
DEPARTAMENTO
DE
ENFERMAGEM
-NFR
ADOLESCER
OU
RENASCER?
UMA
PROPOSTA
DE
ATENDIMENTO
ÀS
NECESSIDADES
HUMANAS
BASICAS
DO
ADOLESCENTE ATRAVES DA RELAÇAO PESSOA A
PESSOA.
da
UFSC
Trabalhode
conclusão
do
curso
de
Graduação
em
Enfermagem
Elaboração:
Dayse
UlianoRodrigues
Orientação: Tania
Mara
XavierScoz
Supervisão: Elaine Pauly
Femandes
Eliane B. Pereira
de Jesus
Mm _w V é
M
C C S um O d aa
S Emuo _¿®UUw_m_ Uwhš __×_m em NE: H Êäâfle DO $Um2OU< aê;D
aäg _$___wEv3_ uO;< as š/E U%"_D QOF ____fl_õ_Z my nm
_m rW
H C S C d 3 d _lM
8 S H 0 D__ S C rm
O c 7 3m
ao 3W
W
ny OcmW_M
8m
C HW
q C S H O C Sm
a 6 1 _ E _m 3E
_¿m as KZH UWLD Un: :ivo“ Tente de alguma maneira fazer alguém feliz.
Aperte a mão, dê
um
abraço,um
passoem
sua direção.Aproxime-se
sem
cerimônia.Dê
um
pouco de calor de seu coração. Assente-sebem
perto e deixe ficar, muitotempo, ou pouco
tempo.
Não
conte o tempo de se dar. Deixe o sorriso acontecer.E
não se espante se a pessoa mais feliz for você."“
CONVITE
Pois
fica
decretado a
partirde
hojeque
terapeuta é gentetambém
Sofre e chora,
Ama
e sente,e as
vezes
precisa falar
O
olhar atento ,O
ouvido
abertoescutando a
tristeza
do
outroQuando
a
tristezamaior
está dentrodo
seu
peito.Quanto
amim
, Fico triste efico
alegreE
sinto raivatambém
Sou
de
came
esou
de
osso
E
quero
que
você
saiba issode
mim
E
agora
que
sabe
que sou
gente
quer
falarde você
pramim."
Clara
Feldmam
Miranda
AGRADECIMENTOS
Aos
adolescentesque
se dispuseram
a participardesse
projetocom
toda
sua
energia eboa
vontade, permitindoo
estabelecimentoda
relaçãopessoa
a pessoa.À
Tânia,minha
orientadora pelashoras de
descanso
que
dedicou
contribuindo ativamente
na
elaboração econclusão desse
trabalho.E
também
pela relaçãopessoa pessoa
que
estabeleceucomigo enquanto
Dayse.
Aos
meus
pais pelo carinho e apoio financeiro.Ao
Álvaro peloamor,
incentivo e
compreensão nos
momentos
de
estudo.Ao
pessoaldo programa
do
adolescente pelocoleguismo e
espíritode
equipe
que fizeram
com
que
eu
me
sentisse"em
casa
Ao
pessoaldo
colégio Bela Vista especialmente a Claudia (orientadora educacional), pelo apoio e disponibilidade para discutiro
trabalho.RESUMO
Este trabalho retrata
uma
vivênciade conclusão
de
curso,experenciado
pela
acadêmica na
aplicacaçãode
um
projeto assistencialque
visa atenderas necessidades
humanas
básicasdo
adolescente atravésda
relaçãopessoa
apessoa
preconizadapor
TRAVELBEE
(1979).O
mesmo
teve conífofreferencial teórico
a
ReleituradasNecessiades
Humanas
Básicas feitapor
PAULA(1993).
Considera
a adolescênciaum
renascimento, vistoque o
adolescentepassa
na
sua
existênciapor
dois nascimentos,o
primeiroquando
o
serse
destaca
do
organismo
matemo
eafinna-se
como
organismo
distinto, e posterionnentequando
se
arrancaemocionalmente desse
organismo
emocional e afirma-se
como
pessoa.A
adolescêmcia
seriaum
segundo
nascimento
ou
um
renascer.Esse
renascer émarcado
poruma
sériede
conflitos.
Buscando
atendero
adolescenteem
suas necessidades
afetadasforam
desenvolvidas consultasde
enfermagem
atravésdo
estabelecimentoda
relaçãopessoa
a pessoa.E nos
depoimentos
dos
adolescentesna
consultade
enfermagem
pode-se
comprovar
o que
a
bibliografia relata a cercados
conflitoscom
os
pais,o
despertar
da
sexualidade,as
mudanças
anatomofisiológicas,enfim
características
que
marcam
esse
renascer.O
curso
de
enfennagem
colocou-me
frentea
frentecom
uma
proposta
de
assistir
o
serhumano
atravésdo
reconhecimento
edas
manifestações
de
suas
necessidades,bem
como,
me
permitiu atravésda
relaçãopessoa
a
pessoa
instrumentalizaressa
assistência.su|v|ÁR|o
P9
1.lntroduzindo
o
trabalho
... _. 1A
-Mas, por
falarem
adolescente
... ..3
B.-
Saber
teórico
ou
Marco
conceitual
... ..8C.-
Como
trabalhar
com
o
adolescente
... ..10D.-
Onde
trabalhar
com
o
adolescente
... ..162.Resultados
... ..213.Resultados
alcançados e
não
traçados
... ..474.Considerações
finais ... ..43
5.Bibliografia
... .Sff 6.Anexos..,
... ..51I.
INTRODUZINDO
O
TRABALHO
O
presente trabalho constituio
relatório das atividades desenvolvidas apartir
do
projeto de conclusãodo Curso de Graduação
em
Enfermagem
na
Universidade Federal de Santa Catarina,
no Programa
Integral ao Adolescente,na
Policlínica de Referência III (antigoINPS)
àRua
Esteves Jímior n°302
-6°Andar, Centro, Fpolis e
no
colégio Estadual Bela Vista , Bairro Bela Vista II ,São
José.~
O
interesseda acadêmica
pelaEducaçao
em
saúde, sua identificação eafinidade
com
as peculiaridadesque
definem
os adolescentes, aliadosao
desafio
de buscar respostas para questionamentos relacionados a primeiratransa, aborto , drogas , relacionamento pais e filhos, auto
imagem,
emétodos
anticoncepcionais entre outros é
que
direcionararn a realização desse trabalho parao
processodo
Adolescer.Uma
vez definida a área deu-se inícioao
estudo bibliográfico afim
de
clarear a
forma
de atuação. Procurou-seno
primeiromomento
definir, conceituar a adolescência deforma
a garantir acomunhão
das aspiraçõesda
acadêmica
com
asdo
ser adolescente.Meio
a revisão bibliográfica deparou-secom
um
questionamentoque
nortearia entãoo
desenvolvimentodo
projetoque
ora é relatado. Adolescer
ou
renascer?«z
O
Dicionáriodo
Bem
Estar Social refereque o
homem
nasceao
menos
duas vezes:
A
primeiraquando
se destacado
organismomatemo
,vem
á luz eafirma-se
como
organismo distinto.Uma
vez
vindo aomundo
porém,
ele continua envolvidonum
seio afetivo,num
organismo emocional. Adolescersignifica arrancar-se a esse organismo emocional e afirmar-se
como
pessoa,dando
inicio aum
segundo
nascimento, aum
renascer.Adolescer é, portanto,
o
processo de renascimento,o
renascer.Para Margaret Mahler(l972),o desenvolvimento
do
indivíduo se traduznuma
sucessão
de
experiências psíquicasno
sentidodo
desligamento,que
consistenum
processode
separação e individualizaçãoem
busca
da
identidade.Esse processo
de
adolescer émarcado
poruma
sériede
conflitos que exigedo
adolescente
tomadas
de decisõesque
nem
sempre refletem o
encontro realdo
necessário à satisfaçãode
sua necessidade.Como
a cada necessidade correspondeum
único necessário capazde
atendê-la,o
adolescenteque busca
resolver seus conflitos , depara-se muitas vezescom
outros conflitos, pois
o
necessário encontrado para a resolução desses conflitosnão
conseguem
suprir a real necessidade afetada.Assim
éque
acontece porexemplo quando o
adolescente tenta suprir a falta de diálogo (necessidadeafetada - comunicação; necessário -
mensagem)
com
o
uso de drogas.Esse trabalho mostra
uma
pequena
parcelado que
aEnfermagem pode
fazer para atender as necessidadeshumanas
básicas desse adolescente, crítico,transformador, incompreendido, carente, grávido, cidadão e
PESSOA.
A.
MAS,
POR
FALAR
EM
ADOLESCENTE
Adolescente é o ser
hmnano
que no
seu processo de vida passa poruma
transformação,
um
renascimento biopsicosocial,em
que
arrancando-sedo
seio afetivono
qual vinha sendo envolvido desdeo
nascimento, afirma-secomo
pessoa.
1.
Com
que
idade
ocorre 0 adolescer?É
muito dificil delimitar a faixa etária que corresponde à adolescência.Algims
autores
afirmam
que
a adolescência inicia após apuberdade (aproximadamente
aos l4 anos) e termina
com
a maioridade 18 anos. Outrosdizem que
só terminacom
a maioridade absoluta,ou
seja 21 anos. Outros ainda delimitam aadolescência entre
o
inícioda puberdade
eo
términoda
maturidade somáticacompreendida
entre 12 e 14 anos.Segtmdo
aOMS
a adolescênciacompreende
a faixa etária de 10 a 19 anos e llmeses, entendimento adotado pela
acadêmica
nesse trabalho.2.
QUE
CARACTERÍSTICAS
MARCAM
O
RENASCER?
A
criançatem
como
matriz de identidadeo
núcleo familiar. Ela incorporao
pai, a
mãe,
os irmãos,o
clima afetivo e tudoque
a cerca.Os
programas
sociais~
sao os
mesmos
dos pais e irmãos.O
adolescentetem
necessidade de se relacionarcom
outras pessoas,promover
encontros e festascom
outros adolescentes.E
isso contribui para aformação
da
“turma”.
A
turma são adolescentesque
em
geral estãono
mesmo
momento
existencial.
Na
turma os adolescentes são tnrifonnemente originais.Falam
efazem
coisascomuns
a eles,como
as roupas, as gírias e as atividades.Na
turma
ele troca experiências, nela os problemas pessoais sãotambém
osda
turma.
Segundo
Mohana
(1979),na
criança os acontecirnentos são centradosno
impulso
de
autoconservação.Na
adolescênciachega
a vez dos outros impulsos.O
indivíduo precisa equipar-se para os diversos frondsda
vida, e anatureza parece
que
escolheu adolescência parao
tempo
do
noviciado.Consegue
isso fazendo eclodir naquele organismoo
espantoso reinado dasadolescência
com
os motores de suas glândulas, de sua fisiologia afoita.Um
conjunto de
fenômenos
hormonais, anatômicos, fisiológicos, psicológicos,espirituais e sociais,
tomando
o indivíduoo
palco daquiloque
costluna rotular: a crise
da
adolescência.O
adolescente senteque
estáficando
diferente. Diferentena
voz, diferenteno
localdo
bigode, diferentena
região pubiana, diferentena
silhuetados
braços,
do
tronco, daspemas,
diferenteno
rosto, diferenteno
cérebro, diferenteno
coração. Diferente por issona
maneirade
olhar os outros,no
modo
de
reagir
ao
mundo. Daí
ser diferente a maneirado
adolescente encararo
mundo,
a família, a sociedade.
Não
porque tudo isso tenhamudado.
É
quemudou
o
menino
no
adolescente. Esse processode
mudanças
écompreendido
gradativamente pelo adolescente e enquanto isso ele se pergtmta:
_Será
que sou
normal?
O
que
caracteriza,o que
PAULA
(1993)chama,
necessidadede
auto-imagem
afetada.0
Os
processosde
mudança
no
adolescente são as vezes contraditórios,o
que
gerano
adolescente ambivalência existencial, típicada famosa
crise. Ele próprionão
se compreende. Esse feixe mutativode
fenômenos
inaugurano
adolescenteuma
espécie de circo biológico, de parque psicológico, repletos de novidades vitais, que, aomesmo
tempo, assustam-no eno.
O
fascínio suplantao
susto, e o adolescente revela-seum
narcisista.Passa a ter então,
como
narcisista, duasmedidas
de julgamento.Uma
parase julgar a si e outra para julgar os outros.
A
si ele se julga por seus sonhos,por suas aspirações, por seus devaneios, por seus objetivos de grandeza.
E
os outros ele julga pelo
que
realizaram, pela rotinacom
que arrastaram a vida.Assim
o
saldotem
necessariamentede
ser favorável aos sonhosdo
adolescente, para
quem
“amãe
é quadrada,o
pai é otário “_ Por isso é fácilver adolescentes certos de
que
são superiores a parentes,de que
sabem
mais
do que
os adultos, convicçõesno
narcisistaque
senteo sonho
como
realidade.
Os
adolescentes apresentamuma
grandegama
deemoções
quasediariamente.
Em
um
momento
podem
mostrar grande alegria;como
resultadode
uma
mudança
no
ambiente ,ou
dealguma
interferência de seus planos,podem
passar a expressar grande raiva.Outra característica importante é
o
desenvolvimentoda
sexualidade.O
desenvolvimento sexual se
dá
em
três etapas:Na
primeira ocorreo
despertardo
interesse sexual, devido ao estímulo dassecreções hormonais e
o aumento
dos androgênios e estrogênios - faseonde
Na
segunda fase, há a experimentação decomportamentos
sociais,onde
iniciam os relacionamentosamorosos
com
o sexo oposto,como
“o
rolo “,o
namoro
e “o ficar “.Na
terceira fase acontece a escolhado
par sexual:Amadurecimento da
relaçãoafetiva, identificação
do
papel sexual, prática das relações sexuaisque
osajudem
aaprofimdar
os aspectos de feminilidade e masculinidade.3.
QUEM
E
A
ADOLESCENTE
GRÁVIDA?
É uma
pessoa passando por dois processosde
transformação,o
da
adolescência e
uma
das fasesda
sexualidade femininaque
constitui amaternidade.
A
atividade sexualna
adolescência é gerahnente omitida dos pais e outros adultosem
funçãoda
falta de diálogo entre pais e filhos.A
gravidez significauma
confirmação
deque
a adolescente iniciou sua prática sexual.Essa
confinnação
leva ao constrangimento e aomedo
da
reação dos pais.A
gravidezna
adolescência é consideradaum
problema
epidêmico.No
Brasilconfonne o
senso 1980,700
mil mulherescom
menos
de
19 anos jáeram
mães, representandoum
aumento
de63%
em
relação a 1970.B
SABER
TEÓRICO
OU
MARCO
CONCEITUAL?
Acreditando que o adolescer é
um
processo de renascimento,em
que o
organismo
emocionalque
até então envolvidonum
seio afetivo, renasce eafirma-se
como
pessoa;que
nesse processo de adolescer várias crises sefazem
presentes, exigindo
do
adolescente decisõesque
nem
sempre refletem o
encontro real
do
necessário à satisfaçãoda
necessidade, é que busqueireferendar essas questões a luz de
um
marco
preconizado porPAULA
quando
da
Relertura das NecessidadesHumanas
básicas.segundo
PAULA(199o)z
Necessidades
Humanas
Básicas:São
conjuntos de entesdo
serhumano
cujas funçõespodem
ser representadas pela buscado
necessário.As
necessidades são identificáveisem
qualquer estadoque o
indivíduo se encontra.A
necessidade éo
caráterdo que
é necessário.A
cada necessidade corresponde
um
único necessário,mas
váriasnecessidades
podem
tero
mesmo
necessário.A
Necessidade érepresentada pela
busca
do
necessário.Necessários:
São
manifestações correspondentes às necessidades, e são estados de tensão conscientesou
inconscientes resultantes dasOs
necessários estãono
universo e se apresentam sob diversas formas. Existem objetosque contém
muitos necessários.Ser
humano:
É
o
sujeitoque
dispõe dos necessáriosque o
outro precisa:É
vistocomo
um
todo dinâmicoque
segueo
princípioda
unicidade bio-psico-social.
Enfermeiro:
É
o
serda
naturezaque contém
os necessários qualificados,que
são colocados à disposiçãodo
cliente.Segundo
TRAVELBE
(1979):Relação pessoa
a
pessoa:É um
processo interpessoal pelo qualo
enfermeiro ajuda
uma
pessoa, familiaou
comunidade,com
o
objetivode
promover
a saúde mental, prevenirou
enfrentar a experiênciada
doença
edo sofiimento
mental e, se necessário, contribui paradescobrir
um
sentido a esta experiência.É
uma
relação de ajuda.~
Pressuposto
da
relaçaopessoa
a
pessoa:Somente
se estabeleceuma
relaçãoquando
cada participante percebeo
outrocomo
serhumano
único.0
O
estabelecimento,manutenção
e témrinodo
relacionamentopessoa à pessoa constituem atividades
que
seencontram
dentrodo
campo
de práticada
Enfermagem.
0
O
exercício deaprendizagem
mais importanteque o
curso de
Enfermagem
proporciona é de oferecer ao estudanteoportunidade de estabelecer, manter e terminar a relação pessoa a pessoa.
C.
COMO
TRABALHAR
COM
O
ADOLESCENTE
HORTA
define 0
Processode
Enfermagem
como
a dinâmica das ações sistematizadas e inter- relacionadas, visando a assistência ao serhumano.
Caracteriza-se pelo inter-relacionamento edinamismo
de suas fases e passos.PAULA
(1984) dizque o
Processo deEnfermagem
deve ser reconhecidocomo
único e específico “ferramental”ou
instrumento terapêutico, a disposição dosenfermeiros.
Dessa
forma
esse trabalho será desenvolvido seguindo as etapasdo
processode
enfermagem
preconizado porHORTA,
ratificados porPAULA
(1990)com
as alterações conceituais estabelecidas pelo
mesmo,
como:
Históricode
Prescrição
de Enfermagem, Evolução
deEnfermagem
e Prognósticode
Enfermagem.
A1. Histórico
de
Enfermagem
Segundo
HORTA,
Histórico deEnfermagem
éo
roteiro sistematizadopara levantamento de
dados do
serhumano
(significativos parao
enfermeiro),que
tomam
possível a identificação de seus problemas.Os
professoresde
Enfermagem
que
participaramda
proposta dos docentes deEnfermagem
Psiquiátrica
de
Santa Catarina (1993), ao indicarem omodelo
proposto porHORTA
como
aqueleque deve
ser seguido, acreditamque o
mesmo,
além de
um
instrumento para levantamento dedados
significativos parao
enfermeiro,deve ser igualmente significativo para
o
cliente. Portanto cabe ao profissional enfermeiro explicar ao cliente os objetivos, finalidades e utilizaçãodos dados
coletados.O
Histórico deenfermagem,
a partirda
operacionalização proposta porHORTA
tem
as seguintes finalidades:Serve para a identificação de problemas
do
cliente edocumentar
a relaçãop€SSOa 8 pCSSOa.
~
Como
documento
de ensino permite, ao reconstituira
relaçao, aidentificação das dificuldades
do
enfenneiro edo
clienteno
relacionamento interpessoal.
Aponta
as necessidadesque foram
atendidas duranteo
relacionamentobem
como
osmanejos
inadequados.O
Histórico deEnfermagem
é ainda: 0A
base parao
planejamentode
futuras intervenções0
O
instrumentode
consultade
Enfermagem
0
Um
método
terapêutico, pois duranteo
levantamentode
dados,presta-se assistência
de enfermagem.
Quanto
a técnica de aplicaçãodo
histórico admite-se a consulta informal,bem
como
outras técnicas de observação e interação.2. Diagnóstico
de
Enfermagem
Segundo
HORTA
Diagnóstico deEnfermagem
é a identificação dasnecessidades básicas
do
SerHumano
que
precisade
atendimento e adetemrinação, pelo enfermeiro,
do
graude
dependênciadäte
atendimento, natureza e extensão.Ou
seja, a identificação das necessidades básicas afetadas e a incapacidadepermanente ou
temporáriaque
a pessoatem
ou
terá para provero
auto cuidado, representam osproblemas de enfermagem.
A
visão centrada exclusivamente sobre problemastem
sidomodificada,
haja vistaque não
éincomum
na
práticade
enfermagem
psiquiátrica, virem aprocura
do
enfermeiro, clientes para saber se precisamou não
de assistência especializada.Por
outro lado, é freqüente, principalmentena enfermagem
em
puericultura, verificar
o
estado de saúde das crianças a partirda
consultade
enfermagem.
Assim
o
enfermeiro fazna
consulta deenfermagem
o diagnósticodas necessidades atendidas
ou
não. Frente a essas reflexões, Paula,apud
VOLPATO
(1988), propõe:O
Diagnóstico deenfermagem
, a partirda
Tangenciamento da
Teoria de Horta, é a determinaçãodo
estadode
atendimento das Necessidades
Humanas
Básicas deuma
pessoa.Dessa forma
,o diagnóstico deenfermagem
é a determinação deum
estado de saúde onde, eventualmente,o
clientepode
apresentar necessidades afetadasou
não. Issonão
quer dizerque
frente aum
diagnóstico de necessidades atendidas,o
clientede
enfermagem
teoricamentenão
necessita de assistência, postoque
pordefinição, a
enfemiagem
entre outros,mantém
estados de suficiência e previne estados de insuficiência.Assim
o
enfermeiro fazna
consultade
enfermagem, o
diagnóstico das necessidades atendidas
ou
não.Hipótese diagnóstica:
Na
prática dos docentes deenfennagem
psiquiátricaem
Santa Catarina, foi observado a falta de conceitos específicos
que
definam
cada
necessidade, principalmente nas áreas psicossocial e psicoespiritual e
o não
detalhamento e
exemplificação
de sinais e sintomas destas caracterizam aimpraticidade
do
processo deenfermagem.
Frente a esse impasse propõe-se a formulação de hipóteses diagnósticas
que
são
projeçõesdos
estados almejáveis,ao
estadoque
0 indivíduo se encontra.Deste
modo
quando
um
diagnóstico deum
problema
gerar dúvidas pelacomplexidade
do
mesmo,
é aconselhávelque
se relacione as necessidadesaparentemente envolvidas e a cada
uma
seformulem
as prescriçõesde
enfermagem.
Essa
prática possibilita, pelaimplementação do
plano aconfinnação ou
rejeiçãoda ou
das hipóteses edo
diagnóstico definitivo.3.
Problema
de
enfermagem
Segundo
PAULA
são situaçõesou
condições decorrentesdo
desequilíbriodas necessidades finitas
ou
infinitas, presentes, passadasou
futuras, identificadas pelo indivíduoque
as apresenta (ouque o
representa),ou
enfermeiro, cuja solução , aportedo
necessário,depende
deuma
relaçãode
4. Prescrição
de
Enfermagem
É
a determinação pelo enfermeiro, a partirdo
diagnósticode
enfennagem, da
qualidade e quantidade dos necessáriosque
devem
seroferecidos
ou
administrados ao cliente.5.
Evolução de
Enfermagem
É
tuna avaliação globaldo
plano de cuidadosque
possibilitacomparar
aqualquer
momento
os estados das bases de necessidades passadascom
o
estado atual.
A
evolução permite aindacomparar
as variaçõesda
auto- suficiência e auto-insuficiênciado
clienteno
atendimento de suas necessidadesbásicas.
6. Prognóstico
de
Enfermagem
É
a estimativada
capacidadedo
serhumano
em
atender as suasnecessidades básicas após a implementação
do
plano assistencial e à luz dosdados
fornecidos pela evoluçãode enfermagem.
O
prognóstico é feito a partir dos prmcípios de auto-suficiência e auto- insuficiência.Quando
o
estadodo
cliente evolui para auto-suficiência ,o prognóstico ébom.
Quando
o estadodo
cliente evolui para auto-insuficiênciao
prognóstico é ruim.
D.
ONDE TRABALHAR
COM
O
ADOLESCENTE
A
Policlínica foi inauguradaem
27/ l 1/73,quando
pertencia ao InstitutoNacional
da
Previdência Social (INPS),passando
a seguir, ao InstitutoNacional de Assistência
Médica
da
Previdência Social(INAMPS)
e,posteriormente ao Sistema
Unificado
Descentralizadode Saúde (SUDS).
A
partir
da nova
constituição (1988), a1t.98,que
criao
SistemaÚnico de Saúde
(SUS), e
da
lei 8.080 ( 19/09/90), charnada Lei Orgânica de Saúde, esse órgão passou a pertencer aoSUS
e foichamado
Policlínica de Referência Regional III.O
programa do
adolescente está inseridono
Prograrnade
Saúde do
Adolescente
(PROSAD),
que
pertence à Secretariado
Estadoda Saúde
(SES).O
PROSAD
tem
sedeem
Florianópolis e écoordenado
pela enfermeira LeilaDuarte Lacerda. Foi criado pela portaria n.0ll/90,
em
27/03/90,abrangendo
dezoito municípios
do
Estado - Sedes de micro-regionais.O
PROSAD
tem
pelos órgãos
que
integram o SUS,'transformandoo
enfoquede
uma
assistênciabaseada
em
visão unilateral, quasesempre
voltada para a patologia, pormn
modelo
de assistência holística.” ~O
Ambulatóriodo
Adolescenteda
Policlínica de Referência III, servede
referência para os
programas
de micro-regionais de saúdedo
adolescenteem
Santa Catarina.
Segundo o documento “Base do
Ambulatório deAtenção
Integraldo
adolescente”, a proposta de atendimento ao adolescente
na
atual policlínica, através deum
ambulatório específico, surgiudo
interesse deum
grupo de
profissionais
composto
poruma
assistente social,um
pediatra euma
enfermeira,
em
Abril de 1986.Em
Agosto
de1986
iniciaramo
trabalhocom
um
ciclo de palestrasnos
colégios
do
Centro de Florianópolis.Enquanto
isso foi elaboradoum
projetode atendimento ambulatorial.
Com
o
intuito de conhecer a realidade sobre a assistência ao adolescentena
Grande
Florianópolis e integrar os trabalhos nessa área, foi realizadoem
Abril'de 1987,
um
Encontro para estabelecero
perfildo
profissional para trabalharcom
o
adolescente,onde
foi criadauma
comissão objetivando apromoção
do
Programa
de atenção ao adolescente. Participaramdo
encontro cincorepresentantes
da
FUCABEM,
seisda
UFSC,
um
do
DASP,
um
daLBA,
doisda
PMF,
e seisdo
INAMPS.
A
comissãoque
se reuniu teve dificuldades paraatingir seus objetivos propostos, pois seus integrantes
não
tinhampoder de
decisão. Isso contribuiu para
o
desestímulo dos profissionais voluntários.A
inauguraçãodo
ambulatório ocorreuem
Junho
de 1987(com
um
psicólogo,
um
clínico e Luna enfermeirana
equipe).O
espaço físico era divididocom
o Programa de
Puericulturano
subsoloda
Policlínica.Por
essemotivo o
atendimento era oferecidoem
apenasum
período.Em
Abrilde
1989,o
trabalho deixou de ser voluntário epassou
afimcionar o
Ambulatório Pilotono
Estado,com
a coordenação e supervisãodo
PROSAD.
Em
Junho
de1990
constituiu-se oficiahnenteo
Ambulatório deAtenção
hitegral ao Adolescente,
com
reuniões regularesda
equipe para elaborar adocumentação do
ambulatório.Nessa época
a equipe Multidisciplinar eracomposta
por dois pediatras,um
médico homeopata,
um
gineco/obstetra, trêsenfermeiros, dois assistentes sociais, dois pedagogos, e contava
com
a
colaboração de
um
ortopedistacom
atendimento semanal eum
psiquiatraque
removidos
da equipe porproblemas
pessoais e falta de liberação dos órgãosde
origem, constituindo assim
mn
déficitno
atendimento.Atuahnente o espaço fisico é específico para o ambulatório
do
adolescente.Apresenta
uma
áreaampla
eadequada que
contém:Uma
sala de espera, cinco consultórios para atendimento individual (serviço social, ch'nica, ginecologia,pedagogia, e enfermagem),
uma
sala para atividadesem
grupo,uma
sala parareuniões,
uma
copa,um
banheiro para funcionários e dois banheiros paraclientes.
O
quadro de recursoshumanos
écomposto
por: 3 enfermeiras,2
gineco- obstetras, 2 pedagogos, 2 assistentes sociais, 2 clínicos, 1 socióloga e 3secretárias.
A
população alvo é constitída por pessoasna
faixa etária de 10a
19 anose ll meses.
O
programa
do
adolescentetem
como
objetivos:0
Promover
e recuperar a saúde, considerando-se os aspectosbiológicos, psicoespirituais e socioculturais
do
adolescente.0 Desenvolver atividades educativas através de orientação individual e grupal.
0 Desenvolver atividades de ensino e pesquisa.
Como
continuidade das atividades desenvolvidasno Programa do
Adolescenteestendeu-se
o
projeto ao colégio Estadual Bela Vistaque
funcionano
BairroBela Vista II,
no
município deSão
José,na
Grande
Florianópolis.Tem
no
seuquadro organizacional
uma
administração constituída porum
diretor geral,um
diretor adjunto, duas administradoras escolares e três secretárias.Fazem
partedo
corpo pedagógico , dois orientadores educacionais,uma
supervisorapedagógica e sessenta e oito professores.
É
um
colégio depequeno
porte,contendo
865
alunos matriculados, sendo259
do
turno noturno.A
população
alvo desse trabalho é de 35 alunos matriculados
na
l°sériedo
2°grau.O
espaço fisicocompreende
10 salasde
aula, l bibliotecapequena(equivalente a duas salas de aula), 2
W.C.
para alimos, cozinha, 1 sala para depósito de materiais esportivos, 1 salada
direçãoda
escola, l sala deadministração escolar, l sala de supervisão pedagógica, l sala de orientação educacional, l sala
de
professores, 2W.C.
para professores e l secretaria.O
colégionão
possui telefone exclusivo, utilizandoo
telefone público.O
acesso a escola sedá
por dois portões e alguns “buracosno
muro”.O
serviçode
Os
funcionários de segurança e limpeza, são 2 vigias e 5 serventes.II.
RESULTADOS
1 -
Associando-se
pelo
pensamento
e
sentimento
ao
trabalho
desenvolvido
no
programa
do
adolescente
(Policlínica
de
Referência
III).O
atendimento realizadono
Programa do
Adolescenteobedece ao
seguinte
fluxograma:
O
adolescentechega
no programa
porencaminhamento
de escolas de outros profissionais
que
conhecem
o programa
, pordemanda
espontânea,
ou
por referência de outros adolescentes .Na
recepção éagendado
uma
consultacom
a assistente socialque o
encaminha
para o clínico e posteriormente para a enfermeiraque
fará a sua inscrição nos diversos gruposoferecidos pelo programa.
Conforme
cronograma na
primeirasemana
aacadêmica
familiarizar-se-iacom
o campo, na
segundasemana
acompanharia
as consultas deenfermagem
ea partir
da
quartasemana
iniciaria as suas próprias consultas.No
entantona
primeira
semana
aacadêmica
iniciou as consultas deenfermagem,
jáque
ainteração cliente ,acadêmica e supervisora, se estabelecera
de forma
harmônica
e empática.As
consultas deenfermagem
desenvolvidasno programa do
adolescente são realizadas através de entrevista informal,onde
são discutidos os assuntos levantados pelo clientena
primeira consulta.Todos
os profissionais utilizamo
sistemaWEED
(prontuário voltado parao
problema) registrando suas ações sob
forma de
SOAP.
Os
registrosficam
no
prontuáriodo
paciente.(ANEXO
1 )Existem seis grupos de adolescentes desenvolvidos pelo programa:
Grupo
Corpo:É
o
grupoformado
por adolescentes de 10 a 14 anosreunidos quinzenahnente, às quartas feiras, das 8:30 às 10:00 hs, sob a coordenação
da
Enfenneira Eliane, para discutirem sobre os órgãose sistemas
do
corpohumano,
visandoum
trabalho preventivo, atravésde
uma
abordagem
psicosocial;onde
os adolescentesem
tornode
12por grupo,
aprendem
sentindoo
próprio corpo.A
acadêmica
em
dois encontros manteve-secomo membro
participantedo
grupo eem
um
encontro
coordenou
as atividadesda
oficina sobre aparelhoGrupo
Educativo:É
constituído por adolescentes de 14 a20
anos, funciona quinzenahnente, às quartas feiras, das 8:30 às 10:00 hs, sob a orientaçãoda
enfenneira Elaine, apresentauma
média de
15 adolescentes .Nesse
grupo são realizadas oficinas sobretemas
sugeridos pelos adolescentes
no
primeiro encontro taiscomo:
namoro,
drogas,DST,
AIDS,
amizade, racismo entre outros.A
acadêmica
acompanhou
as oficinasque
versararn sobre ostemas
amizade
e confiança.Grupo
Ap0io( 14 a20
anos) : Funciona quinzenalmente, às segundasfeiras, das 15:30 às 16:00 hs,
com uma
média
de30
adolescentes, soba orientação
da
enfermeira Angela.Nesse
grupo são trabalhadas asemoções.
A
acadêmica
acompanhou
o
grupo sobre acontecimentosdolorosos
como
membro
participante.É
consideradoum
grupoeducativo
mas
segundo
as características dos gruposque
sãoapresentados
em
bibliografia esse grupo se enquadraem
grupoterapêutico
Por
outro lado aabordagem
utilizada na qual aenfermeira mostra a sua percepção
do
problema, caracterizaum
grupo social.
Grupo
Educativo ( 10 a 14 anos ): Funciona quinzenahnente nasquartas feiras, das 15:30 as 16:00 hs , sob a orientação da enfermeira
Angela,
com
aproximadamente 20
adolescentes.Nesse
grupo sãorealizadas palestras participativas sobre assuntos sugeridos pelos adolescentes e pela enfermeira
no
primeiro diado
grupo.Além
dos
assuntos
do
grupo corpo são trabalhados assuntos educativoscomo:
AIDS,
DST,
higiene, primeiros socorros...A
acadêmica
participoudo
grupocoordenando
uma
oficina sobre aparelho cardiocirculatório, utilizando a
abordagem do
grupo corpo.Grupo
Educativo ( 14 a20
anos): Funciona quinzenalmente nasquartas feiras, das 15:30 às 16:00 hs
,com aproximadamente 25
adolescentes, sob a orientação
da
enfermeira Angela. Funciona a base de palestras participativascom
temas
como:
sexualidade, drogas, relacionamento entre pais e filhos..., sugeridos pelos adolescentes e enfermeira.A
acadêmica
realizou nesse grupouma
oficina sobre necessidadehumana
básica : gregária.Grupo
sexualidade (14 a20
anos) :Funciona
quinzenalmente, nasadolescentes, orientado pela enfermeira Angela.
Em
funçãodo
grande
número
de atividades aacadêmica não
participou dessegmpo.
2
-Desenvolver
consultas
de
enfermagem
no
Programa
do
adolescente
aplicando
o processo de enfermagem.
Foram
desenvolvidas25
consultas deenfermagem no programa do
adolescente e transcritos 7 processos de
enfermagem.(ANEXO
2)Conforme
bibliografias,uma
das característicasdo
adolescente é abusca
da
identidade,
em
que
os pais são referenciais.70%
dos adolescentes atendidosem
consultade enfermagem,
são filhos de pais separados, nesse caso ocorreo
conflito porque os referenciais se duplicam,em
pai,mãe
padrasto e madrasta. Esse aspecto seconfirma
quando
os clientes falamda
dificuldade de relacionamento.
O
adolescer émarcado
poruma
série demudanças
biopsicosociais,o que
afeta a
auto-imagem
( eume
sinto tão feio...), auto-estima ( eunão
gosto dessaminha
timidez.).No
aspecto sexualidade, a gravidezna
adolescênciaé
o problema
mais evidente.As
adolescentes grávidaspassam
por duassituações
no
mesmo
momento,
a maternidadeque
constituiuma
faseda
sexualidade feminina e a adolescência
que
constituium
renascimentobiopsicosocial.
Quanto
aos rapazes,o que
evidenciao
renascerno
aspecto sexual é apreocupação
com
a primeira relação,bem
como
aimagem
que
a parceira teráProcessso de
Enfermagem
Histórico
de
enfermagem
Wander,
19 anos,mora
com
amãe, o
padrasto eo
irmão.Não
conhece
seu pai ,sua
mãe
era solteira e seu pai tendo outra família,não
quiz assumi-los.Por
issosua
mãe
foimorar
em
Curitiba.Quando
elecompletou
três anos voltarampara /florianópolis, ele e a mãe. Foi então
que
elaconheceu
seu atual padrasto.Até
os dez anos ele tinhauma
boa
relaçãocom
o
padrasto.Agora
eletem
diversos conflitos
com
o
padrasto,que não
penniteque
ele saiacom
osamigos.
Além
dissoocorrem
brigas entre o padrasto e amãe
eo
Wander toma
as dores
da
mãe. Estavaagendado
para consulta deenfermagem
com
aenfermeira eliane,
mas
como
amesma
não
compareceu
por motivo de doença,foi atendido pela
acadêmica
emarcou
retornocom
amesma.
PROBLEMA
DE
ENFERMAGEM
NECESSIDADE
AFETADA
PRESCRIÇÃO
ENFERMAGEM
DE
l.”Eu
acho que
sou cheiode problemas. Aliás eu tenho certeza.”
1
.Auto-imagem
l.Que
tipo de problemas?2.”Eu detesto
o
meu
padrasto. Ele só
paga
no
meu
pé,não
quer deixareu sair,
fica
me
reprimendo, coisa
que
amãe
nunca
fez.”2.Liberdade, espaço,
imagem,
estima, auto-imagem
2.0 que
teu padrastofaz?(trabalho)
E
a tuamãe
Ela sabeque
tu te sentes assim?3.”
Meu
paicomeçou
anamorar
com
minha mãe,
mas
ele era casado etinha filhos. Então
quando
aminha
mãe
engravidou ele
não
quiz assumir.A
família delatambém
não
aceitou a gravidez e ela foi para Curitiba eficou
lá até eu completar três anos.”3 .Gregária,
aceitação,imagem,auto-
imagem.
3.Quem
é teu pai?O
que
ele faz?
O
que
ele4.”Eu
tôdesempregado
e esses dias eu fui procuraremprego emprego
paraauxiliar de marcineiro
quando
me
falaram onome
do
caraque
ia sermeu
patrão, adivinhaquem
era?O
meu
pai.Eu
reconheci sóo
nome
que
amãe
tinhame
falado.”4.Gregária,
imagem,
4. Ouvir.E
o que
tu fez?auto-imagem.
Como
te sentiu?5.”Eu
não
consigome
soltar.
Quando
tônuma
roda
de amigos eu
não
falo nada.”
5 .Gregária, auto-imagem,
auto-estima.
5.Quando
começou
isso?O
que
significa se soltar?6.”Eu acho que é timidez”.
6.Percepção 6.
O
que
é timidez?Discutir timidez
na
adolescência.(folheto
em
anexo)
3
-Realizar
operação
salade
espera
no
Programa do
Adolescente.
Foram
realizadas 55 operações sala de espera, das quais 16com
aplicação
do
processo deenfermagem
,39
acolhimentos feitosem
fomia
de recreação e 10 operações sala de espera
com
mães
que
acompanhavam
os adolescentes, sendo
que
uma
dasmães
foi atendidacom
aplicaçaodo
processo de
enfermagem
.No
trabalho de sala de espera aacadêmica pode
partilharcom
osadolescentes as suas ansiedades frente ao
temor da
primeira consulta,bem
como
pelademora
de atendimento, sendoque
em
muitosmomentos
os atrasoschegavam
a atingiro
limite deuma
hora.Muitos
históricos deenfermagem
desse trabalhoforam
colhidosna
salade
espera, pois essa operação propiciava o início
da
relação pessoa a pessoa eo agendamento
para consultade enfermagem.
Convém
aqui diferenciaruma
relação terapêutica deuma
relação social.Na
relação social são compartilhadas experiências eum
apresenta sua opinião pessoal acercada
experiênciado
outro, discutindo e sugerindo.A
relação terapêuticatem
por objetivo a auto-suficiência .Em
que
uma
das partesprocura
promover na
outrao
crescimento, desenvolvimento,uma
maior
capacidade de enfrentar a vida.
Essa
partepode
ser representada pelo terapeutaou
pelogmpo
terapêutico.Na
operação sala de espera proposta nesse trabalho foi trabalhado a relaçãoterapêutica, pois a relação social já existe nas salas de espera de médicos, odontólogos e até
de
repartições públicas.Tem
várias“comadres”
com
respostasna
“pontada
lingua”para osproblemas
dos outros.Além
dos adolescentesuma
clientela importante são os pais.A
primeira operação sala de espera desenvolvida nesse trabalho foicom
uma
mãe, que
discutiracom
a filhana
portado
consultório deenfermagem
pois a
mesma
não
permitira a sua participaçãona
consulta.A
mãe
argumentou
dizendoque
talvez elanão
fosse tão arnigada
filha quantopensava, já
que
ela guardava segredosda
mãe.A
acadêmica
imediatamenteestabeleceu a relação pessoa a pessoa necessária
no momento.
4
-Formar grupos de
gestantes
lniciahnente foi verificado
com
as supeivisoras a possibilidade e interessena
implantação deum
grupocom
gestantes. Formalizadoo
interesse partiu-se para a sensibilização dos
demais
elementosque
compõem
o
programa. Foi contatadocom
a ginecologista que gostouda
idéia e sugeriu que a
acadêmica
entrevistasse as gestantes após suas consultas.Foi elaborado
um
instrumento(ANEXO
4) e feitoo
sugerido pela ginecologista paraque o
instrumento fosse aplicado.O
processo estavasendo
demorado
jáque o
número
de gestantes atendidas era reduzido e~
algumas nao
ficavam
para entrevista.O
instrumentocomeçou
a ser aplicado entãona
salade
espera, e osprimeiros resultados
começaram
a aparecer aindaque de forma
muito lenta. Surgiu então tunanova
possibilidadede
ação.Um
grupo de gestantes carentesdo
bairro Coloninha solicitouo
auxíliodo programa
para a realização de palestras para as gestantes adolescentes.objetivo específico a ser atingido jtmto as gestantes. Foi
agendado
e realizadouma
oficina sobre planejamento familiar assimcomo
divulgadoo
programa do
adolescente.Após
a oficina as gestantespediram
paraconversar.
Como
a sedetem
um
horário limitado para o grupo, aacadêmica
agendou
consultas deenfermagem
para todas as gestantes interessadas.Após
as consultasforam
aplicadosquinze instrumentosque
após analisadosdeterminou
como
melhor
horário para funcionamentodo
grupo, as sextas-feiras, das 8:30 às 10:00 hs.
O
primeiro encontro realizou-seno
dia 2de
Junho
do
corrente ano.Nesse
encontro após a apresentação dascomponentes do
grupo, através de troca de experiências, abordou-seassimtos
como
: Gravidezna
adolescência, gemelaridade , e aparelhoreprodutor. Esse encontro contou
com
a participação de quatro gestantessendo
duas delasgêmeas
ecom
amesma
idade gestacional.Havia
Lunacerta ansiedade por parte
da acadêmica
devido aonúmero
reduzidode
gestantes.
O
segundo
encontro (09/06) foi orientado pela enfermeiraOlga Regina
Zigelli Garcia
(UFSC), que
realizouuma
palestra participativa sobreatividade sexual
na
gravidez e planejamento familiar. Esse encontro contoucom
a participação de seis gestantes.O
número
de participantesmelhorou
no segundo
encontro,mas
as gestanteschegaram
com
quasemeia
horade
atraso.
No
terceiro encontro(16/06) foi realizadauma
visita à maternidadeCarmela
Dutra,
onde
as gestantes tiveram a oportunidadede
conhecer a salade
parto,o
berçário eo
alojamento conjunto.Compareceram
duas gestantes. Foi muito válido apezardo
número
reduzido de gestantes. Foi possívelque
as adolescentes assistissem a run parto e
segundo
a análiseda acadêmica
elas ficararn muito tranquilas e satisfeitas.
O
quarto encontro(23/06) foi orientado pelas acadêmicas Daniela,Georgeana
e Giseledo
projeto:“Cuidando da mulher
enquanto gestante enutriz”,
que
realizaramuma
palestra participativa sobre desenvolvimentoembrionário e sintomas
do
parto. Esse encontro contoucom
a participaçãode cinco gestantes.
No
quinto encontro(30/06) foi estabelecidoo
términoda
relação pessoa a pessoacom
urna confraternizaçãoda
qual participaram 5 gestantes.Neste
encontro estabeleceu-se a continuidade dos trabalhos
com
o
grupoque
serácoordenado
pela enfermeira Elainedo
programa.O
grupo de gestantes foi muito válido , as adolescentes pediramque
5
-Divulgar
o
programa
do
adolescente
nos
demais
serviços
da
policlínica.
A
acadêmica
atravésda
divulgaçãode
uma
palestra sobreDoença
-uma
abordagem
psicossocial ministrada pelo psicoterapeuta Pedro Soares, aconvite
do
programa,expôs
deforma
individual eno
contato corpo a corpo a divulgação dos serviços prestados peloprograma
no
qual desenvolvia seuestágio.
Nessa
ocasião,com
a permissão daschefias
dos setores, foianexados
cartazes sobre a palestra referida
bem
como
sobre oprograma
do
adolescente criado pela
acadêmica(ANEXO
4).6
-Divulgar
o programa
do
adolescente
no
Colégio
Estadual Bela
Vista.
Após
contato mantidocom
a direçãodo
Colégio Estadual Bela Vistaforam
afixados
cartazes referentes aoprograma
do
adolescenteem
todas as salasde aula
bem
como
mantido contatocom
os altmosda
turmas de 5° a 8°séries e 2°grau7-
Propor
um
programa de
atendimento
aos
adolescentes
matriculados
de
5°
a
8°
séries
no
Colégio
Estadual Bela
Vista.
A
acadêmica
realiza atividadescomo
professora substitutana
disciplinade
Biologia
no
referido colégio.Devido
a dificuldade demanutenção da
disciplina
em
classecom
atrnma
da
1°sérieA
do
2° grau,conforme
discussãocom
a orientadora, ao invés de ser trabalhado as turmasde
5° a8° séries
do
l°grau, foi desenvolvidoo
presentecom
a l°sériedo
2°grau.alvo .
O
trabalho inicioucom
a operação pátio escolar,onde na
horado
recreio
eram
realizadas dinâmicas de descontraçãocom
os adolescentes a firn de interagircom
elesnão
como
professora,mas
como
GENTE.
Aos
poucos
os adolescentesprocuravam não
tãosomente
a professoramas
também
aacadêmica
para conversar sobre suas experiências particularesos
demais
professores.Aos
poucos
estabeleceu-se a relação pessoa a pessoa esperada para o desenvolvimentodo
trabalho.lniciaram-se as consultas de
enfermagem que eram
realizadassempre
assegundas e terças feiras à noite.
Foram
desenvolvidos sete processosde
enfermagem
com
adolescentes eum
com
uma
professorado
colégio.Através das consultas de
enfermagem
realizadastomou-se
evidente a questão apresentadana
bibliografia quanto a admiraçãoque o
(a)adolescente
tem
pelo(a) professor(a).Admiração
essa muitas vezesconfundida
com
amor.No
processo de busca de identidade,o
adolescente se deparacom
várias figuras, as quais eletem
como
referencial. Essas figuras sãoo
pai, amãe,
algtun artista predileto e atémesmo
o
professor.Por
falarbem,
saberde
muitas coisas interessantes, essa
figura
é vistacomo
apaixonante.Os
professores sendo pessoas aomenos
cronologicamente adultas, são responsáveis pelaimagem
que
os alunostem
deles enquanto mestres.Por
isso
devem
compreender
essa característicada
adolescência etomar
claroo
significado
da
relação professor-aluno.Foi sugerido pela
acadêmica na
reunião pedagógica realizadano
colégio, adiscussão
do
tema:“Pedagogicamente
oque
significa a relação professor- aluno”, vistoque
nas consultas deenfermagem
realizadasum
dosproblemas
apontados foi a falta de ética profissional de algims colegas ao se
envolverem
emocionalmente
com
alunos.Embora
a discussão tivesse semantido mais a nível
do
relacionamento formal, pedagógico,o
objetivode
trazer a luz
da
razão discussõesque favoreçam o
entendimentodo
verdadeiro papel
do
professor foi alcançado.8-
Realizar
oficinas
educativas
segundo temas
levantados
em
instrumentos
de
sondagem
diagnóstica.
Primeiramente foi elaborado
um
instrumento(ANÉXO
5) e aplicadoem
todos os alimos
da
1° sérieA
do
2°grau.A
sondagem
diagnóstica realizadaANÁLISE
DO
INSTRUMENTO
APLICADO
COM
OS
ALUNOS
DA
1°
SÉRIE
A
DO
2°GRAU
DO
COLÉGIO ESTADUAL BELA
VISTA
PERGUNTAS
RESPOSTAS
QUE
MAIS
ÍNDICE
DE
APARECERAM
ocoRRÊNc1A
1.1
O
quemudou
em
você? -Meu corpo e minha mente15%
-Meu corpo e meus pensamentos
17%
-Minha maneira de pensar e ver omundo.
12%
-Mudou
várias coisas`
12%
Na
adolescência ocorre mudança de estatura, aparecimento de pelos, aumento daatividade das glândulas endócrinas e sudoríparas, menarca nas meninas e primeira
ereção nos meninos. As transformações fisicas interferem diretamente na auto imagem
do adolescente. Embora não seja a única coisa, ficou comprovado que a aparência
fisica conta e muito para os adolescentes.
1.2.
Como
te sentes? -Mais responsável50%
-Me
sintobem
-Com
dúvidas12%
A
bibliografia não falaem
responsabilidade ebem
estar nessa fase.Mas
em
impulsividade e irresponsabilidade. l.
TRANSAR2
SIM
OUN
1 -Querer ÃO. -Amor2 l
O
que é -Terbom
relacionamentopreciso para essa resposta sim?
que -Usar camisinha
seja -Consciência -Gostar do outro
13%
9%
9%
7%
7%
7%
Na
puberdade, o adolescente está fisicamente apto para a atividade sexual, masemocionalmente ele não está estruturado. Aí
vem
as dúvidas pela própria busca daidentidade: - Será que ele vai
me
deixar? Será que voume
arrepender.2.2.
E
depois o -Gravidez48%
que pode -Aids
8%
acontecer? -Arrependimento(se é
4%
virgem)
4%
-Ele ir embora.
Os
rapazes valorizam mais a genitalidade. As meninas já se envolvem maisemocionalmente. Isso foi comprovado
com
os instrumentos, pois foi unânime a resposta “querer” entre os rapazes.2.3.
Que
faço para --Camisinha44%
não engravi-dar? -Anticoncepcional
25%
O
desenvolvimento das técnicas anticoncepcionais proporcionam ao adolescente aliberdade para explorar a sensualidade sem o propósito de trazer ao
mundo
uma
criançamental.
2.4. Aids pega no
beijo?
-Não
63%
-Não sei
15%
3.
Meus
pais nãome
entendem.Voce Ja se
deparou
com
essaafirmação?
--Não
20%
-Sim
60%
-Eles não
me
entendem e3%
nunca vão
me
entenderRaramente o adolescente identifica-se
com
os pais, revoltando-se contra o dominidecorre da necessidade de separar sua identidade da de seus pais
exercido por eles, seus valores e sua imtroniissão
em
sua vida particular Essa oposição3.1.
Como
são -Legaisteus pais? -Pouco liberais
47%
7%
3.2.
Como
anda-Bom
teu papo
com
-Somente assuntoseles? superficiais v -Con que 1
1%
-Não 11%
erso quando tem
conversar. anda