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Questoes Desenvolv Hab Tab e Graf 07 jun 2017 aluno

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Academic year: 2021

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Questões para o desenvolvimento de habilidades de

raciocínio lógico e de leitura e interpretação de

textos, imagens, gráficos e tabelas.

Material do Aluno

Cartaz do primeiro episódio de Scooby-Doo, Where Are You! - What a Night for a Knight. Hanna-Barbera Productions, Inc. Copyright, 1969. Disponível em <https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=1410216>. Acesso em 8 mai. 2017.

Profª. Drª. Christiane Mazur Doi

Profª. Drª. Fabíola Mariana Aguiar Ribeiro

Profª. Ms. Tânia Sandroni

(2)

APRESENTAÇÃO

As questões apresentadas neste caderno têm como base o respeito aos Direitos Humanos e visam ao desenvolvimento da prática reflexiva do estudante por meio do uso do raciocínio lógico, da articulação de conhecimentos, da análise de enunciados contextualizados, da avaliação crítica de situações, da comparação de possibilidades e da interpretação de dados.

Nas questões, há comentários a respeito de enunciados, afirmativas, asserções e alternativas que ajudam na elucidação dos problemas propostos e no esclarecimento de dúvidas. As explicações presentes em cada questão guiam o leitor no sentido de desenvolver as habilidades e competências requeridas pelos exercícios, tais como:

 ler e interpretar textos de diversos formatos com clareza e coerência;

 compreender representações simbólicas, pictóricas, tabulares, gráficas e numéricas;

 formular argumentos consistentes para determinada situação;

 comparar as ideias contidas em dois ou mais textos;

 diferenciar conceitos;

 distinguir dados absolutos e dados relativos;

 realizar cálculos e análises envolvendo percentuais;

 estabelecer relações de causa e efeito;

 avaliar consequências e propor soluções para a resolução de problemas.

Diversos são os assuntos e temas abordados nas questões, como meio ambiente, saúde, comportamento, violência, educação, direito à livre expressão, serviços sociassistenciais, economia, distribuição de renda, política internacional, processos migratórios, índices de desenvolvimento, ética, cidadania, tecnologia, redes sociais, inclusão digital, transportes, mobilidade urbana, manifestações artísticas, cultura, relações de gênero, relações de trabalho, relações étnico-raciais e responsabilidade social.

Esperamos, assim, que a utilização deste material amplie a compreensão do leitor quanto às questões apresentadas em diversos exames de alcance nacional, com destaque para o Enade (Exame Nacional de Desempenho do Estudante), que avalia cursos de Ensino Superior do país, e quanto aos saberes que cada tipo de questão demanda do estudante.

(3)

CURRÍCULOS RESUMIDOS DOS AUTORES

Christiane Mazur Doi

Doutora em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Mestre em Ciências - Tecnologia Nuclear, Engenheira Química e Licenciada em Matemática, com Aperfeiçoamento em Tópicos de Estatística. Professora titular da Universidade Paulista.

Fabíola Mariana Aguiar Ribeiro

Doutora em Astronomia e Bacharela em Física, com Habilitação em Astronomia. Professora titular da Universidade Paulista.

Tânia Sandroni

Mestre em Ciências da Comunicação, Bacharela em Comunicação Social (Jornalismo) e Licenciada em Letras/Português. Professora adjunta da Universidade Paulista.

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Questão 1.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o anúncio a seguir, obtido de uma campanha publicitária de uma rede de supermercados.

Com base na leitura, analise as asserções.

Pelas condições da promoção, se o cliente comprar duas unidades do produto anunciado, ele pagará o valor total de R$28,94.

PORQUE

De acordo com o anúncio, o desconto percentual total na aquisição de duas unidades do produto é de 25%.

Assinale a alternativa correta.

A. A primeira asserção é falsa e a segunda asserção é verdadeira. B. A primeira asserção é verdadeira e a segunda asserção é falsa.

C. As duas asserções são verdadeiras e a segunda asserção justifica a primeira. D. As duas asserções são verdadeiras e a segunda asserção não justifica a primeira. E. As duas asserções são falsas.

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Questão 2.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2016) Leia o texto a seguir.

O plágio é daqueles fenômenos da vida acadêmica a respeito dos quais todo escritor conhece um caso, sobre os quais há rumores permanentes entre as conmunidades de pesquisa e com os quais o jovem estudante é confrontado em seus primeiros escritos.

Trata-se de uma apropriação indevida de criação literária, que viola o direito de reconhecimento do autor e a expectativa de ineditismo do leitor. Como regra, o plágio desrespeita a norma de atribuição de autoria na comunidade científica, viola essencialmente a identidade da autoria e o direito individual de ser publicamente reconhecido por uma criação. Por isso, apresenta-se como uma ofensa à honestidade intelectual e deve ser uma prática enfrentada no campo da ética.

Na comunidade científica, o pastiche é a forma mais ardilosa de plágio, aquela que se autodenuncia pela tentativa de encobrimento da cópia. O copista é alguém que repete literalmente o que admira. O pasticheiro, por sua vez, é um enganador, aquele que se debruça diante de uma obra e a adultera para, perversamente, aprisioná-la em sua pretensa autoria. Como o copista, o pasticheiro não tem voz própria, mas dissimula as vozes de suas influências para fazê-las parecer suas.

DINIZ, D.; MUNHOZ, A.T.M. Cópia e pastiche: plágio na comunicação científica. Argumentum, Vitória (ES), ano 3, v.1, n.3, pp.11-28, jan/jun.2011 (com adaptações).

Considerando o texto apresentado, assinale a opção correta.

A. O plágio é uma espécie de crime e, portanto, deve ser enfrentado judicialmente pela comunidade acadêmica.

B. A expectativa de que todo escritor acadêmico reconheça a anterioridade criativa de suas fontes é rompida na prática do plágio.

C. A transcrição de textos acadêmicos, caso não seja autorizada pelo autor, evidencia desonestidade intelectual.

D. Pesquisadores e escritores acadêmicos devem ser capazes de construir, sozinhos, sua voz autoral, a fim de evitar a imitação e a repetição, que caracterizam o plágio.

E. O pastiche caracteriza-se por modificações vocabulares em textos acadêmicos, desde que preservadas suas ideias originais, bem como sua autoria.

(6)

Questão 3.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o artigo de Leão Serva e a charge.

No Dia do Índio, nada a comemorar, só razões para protestar

Índios brasileiros e apoiadores britânicos fazem protesto diante da Embaixada do Brasil em Londres em 19 de abril, Dia do Índio. Vão dizer que as populações tradicionais não têm nada que comemorar no dia consagrado a elas. E tentarão atrair a atenção de quem compra produtos brasileiros no exterior para o sangue indígena que mancha nossas commodities agropecuárias e minerais.

É irônico que, em um regime democrático, protestos desse tipo aconteçam na capital britânica como ocorriam antes, durante a Ditadura Militar, a cada visita de presidente ou representantes do regime. No entanto, chamar a atenção dos países que podem influenciar o Brasil, sempre tão cioso de sua imagem externa, é a única ação que restou diante dos ataques à proteção ambiental e aos direitos indígenas pela atual administração federal com amplo apoio no Congresso.

(...) O protesto na sede da representação diplomática brasileira tem o apoio, em Londres, da organização Survival International. Na semana passada, outra entidade, o Observatório do Clima, que reúne cerca de 40 organizações ambientalistas, criticou as medidas do Executivo Federal que apressam a desmontagem dos dispositivos consagrados na Constituição de 1988. Chama atenção para a coincidência entre esses ataques às leis de proteção ambiental no momento em que cresce a desmoralização da elite política do país, sob acusações de corrupção.

(...) Entre as medidas tomadas pelo Congresso, exatamente quando crescem as denúncias contra legisladores, estão leis que reduzem as áreas de preservação ambiental: "Na última terça-feira (11/4), uma comissão do Congresso Nacional retalhou um conjunto de unidades de conservação na Amazônia e na Mata Atlântica, liberando para grilagem 660 mil hectares de terras públicas que haviam sido ilegalmente ocupadas e vêm sendo desmatadas (...). Na quarta-feira (12/4), em sete minutos, outra comissão especial do Congresso aprovou a Medida Provisória 758, que reduz outros 442 mil hectares de unidades de conservação na Amazônia – em dois dias, 1,1 milhão de hectares". Os ataques à legislação de proteção dos índios e do ambiente coincidem também com o aumento vertiginoso na devastação das florestas: a devastação cresceu 60% nos últimos dois anos, pondo em risco a meta brasileira de chegar a 2020 com redução de 80% na taxa, lançando dúvidas sobre a seriedade do compromisso do governo brasileiro com o Acordo de Paris.

Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/leaoserva/2017/04/1876433-no-dia-do-indio-nada-a-comemorar-so-razoes-para-protestar.shtml >. Acesso em 19 abr. 2017 (com adaptações).

Disponível em <http://www.diariodecanoas.com.br/_conteudo/2015/04/noticias/regiao/152582-sustentando-partidos-e-os-indios-de-ontem-e-de-hoje-nas-charges-dos-jornais-de-quarta-feira.html>. Acesso em 19 abr. 2017.

Com base na leitura, analise as afirmativas.

I. O objetivo da charge é mostrar que, apesar de os índios perderem recursos naturais, houve, para eles, a compensação do acesso à tecnologia.

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II. De acordo com o texto, o protesto em Londres tem por objetivo denunciar ao mundo medidas do governo contra a proteção ambiental e contra os direitos indígenas.

III. Os índios brasileiros, como mostra a charge, têm sido submetidos a um processo de aculturação, que lhes traz piores condições de vida.

IV. Segundo o texto, o Brasil tem hoje 1,1 milhão de hectares de áreas devastadas. Está correto o que se afirma somente em

A. I, II e III. B. II, III e IV. C. II e IV. D. I e III. E. II e III.

Justificativa.

Questão 4.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2016 – com adaptações). Analise o gráfico a seguir.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Entidades de Assistência Social Privadas sem Fins Lucrativos 2014-2015. Nota: Uma mesma unidade pode declarar mais de uma forma de chegada do usuário em um ou mais serviços

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Com base nas informações do gráfico, foram feitas as seguintes afirmativas.

I. 51,9% das unidades privadas prestadoras do serviço de proteção social básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas relatam chegada de usuários de forma ativa.

II. 81,6% das entidades privadas, sem fins lucrativos executoras do serviço de proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias relatam acesso por demanda espontânea.

III. 40,1% das entidades privadas que atuam no serviço especializado para pessoas em situação de rua indicam busca ativa como modalidade de acesso.

IV. 82,4% das unidades privadas que desenvolvem serviço de convivência e fortalecimento de vínculos indicam que usuários buscam o serviço de forma espontânea.

V. Em 81,6% das unidades da rede privada que realizam acolhimento institucional, a chegada de usuários deu-se por encaminhamento.

É correto apenas o que se afirma em

A. I, II e III. B. I, II e V. C. II, IV e V. D. I, III e IV. E. III, IV e V.

Justificativa.

Questão 5.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2016 – com adaptações) Leia os textos a seguir.

Na colonização brasileira, as mulheres indígenas eram tidas como “de sexo bom para fornicar, de braço bom de trabalhar, de ventre fecundo para prenhar”.

RIBEIRO, D. O Povo Brasileiro: formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

“[...] a história social da casa-grande é a história íntima de quase todo brasileiro: da sua vida doméstica, conjugal, sob o patriarcalismo escravocrata e polígamo. [...] Nas casas-grandes foi até hoje onde melhor se exprimiu o caráter brasileiro: a nossa continuidade social”.

FREYRE, G. Casa-grande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo: Global, 2006. A figura a segui ilustra a organização da família patriarcal brasileira.

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Disponível em <www.oridesmjr.blogspot.com.br>. Acesso em 30 jun. 2016. Considerando os textos e a imagem apresentados, avalie as afirmativas.

I. A violência contra a mulher ocorre nas diversas classes sociais, por isso ela não é uma expressão da questão social.

II. As raízes das relações sociais patriarcais e racistas são estruturantes históricas da violência contra a mulher na formação social brasileira.

III. A violência contra a mulher ocorre comumente em âmbito doméstico, portanto, por ser uma ocorrência de ordem privada, extrapola as competências de intervenção do Estado.

É correto o que se afirma em

A. I, apenas. B. II, apenas. C. I e III, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.

Justificativa.

Questão 6.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2016) A figura a seguir ilustra a apresentação do teatro de bonecos do grupo Riso do Povo, do mestre Zé Divina, de Pernambuco. Esse tipo de teatro, denominado mamulengo, está intimamente ligado ao contexto histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo da região Nordeste do Brasil.

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Apresentado em praças, feiras e ruas, em linguagem provocativa e irreverente, com repertórios inspirados diretamente nos fatos do cotidiano popular, o mamulengo ganha existência nos palcos por meio do movimento das mãos dos atores que manipulam os bonecos, narram as histórias e transcendem a realidade, metamorfoseando o real em momentos de magia e sedução.

Disponível em <www.wikipedia.com.br>. Acesso em 22 ago. 2016. A partir dessas informações, avalie as afirmativas.

I. O mamulengo dá vida ao objeto e à matéria e permite jogo cênico divertido em que os atores de carne e osso cedem às formas animadas o lugar central da comunicação teatral.

II. No mamulengo, os bonecos são os próprios agentes da ação dramática, e não simples adereços cenográficos.

III. No mamulengo, os atores interagem com o público de forma a transportá-lo para a mágica representação cênica.

É correto o que se afirma em

A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.

(11)

Questão 7.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2016) A Lei Nº 8.213/1991 assegura a contratação de pessoas com deficiência tanto no serviço público quanto em empresas privadas que empreguem cem trabalhadores ou mais. Todavia, ainda não é tão simples a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, como ilustra a figura.

Disponível em <www.multiplicandocidadania.com.br>. Acesso em 30 jul. 2016.

A respeito da inserção, no mercado de trabalho, de pessoas com deficiência, avalie as afirmativas. I. Assegurada por lei, a contratação de profissionais com deficiência é cada vez mais frequente

no serviço público, contudo a regulamentação de cotas para esses profissionais não abrange as empresas privadas.

II. As pessoas com deficiência passaram a ter mais chances de inserção no mercado de trabalho, mas, em geral, elas ainda enfrentam preconceito nos locais de trabalho.

III. Um dos maiores empecilhos para a inserção de profissionais com deficiência no mercado de trabalho é de natureza cultural e envolve estereótipos e discriminação.

É correto o que se afirma em

A. I, apenas. B. II, apenas. C. I e III, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.

(12)

Questão 8.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2016) Leia o texto a seguir.

A articulação indígena e quilombola vem-se consolidando em Oriximiná, no Pará, desde 2012, com o objetivo de incentivar a parceria entre índios e quilombolas frente a novos desafios comuns. A aliança possibilitou, em 2015, a reaproximação entre índios da Terra Indígena Kaxuyana - Tunayana e os quilombolas da Terra Quilombola Cachoeira Porteira, cujas relações, no processo de regularização de suas terras, haviam assumido ares de conflito. Reunidos no Quilombo Abuí, escolhido como local neutro e livre de influências externas, em maio de 2015, lideranças indígenas e quilombolas de ambas as terras, com a mediação de lideranças quilombolas de outras comunidades, acordaram os limites territoriais para fins de regularização fundiária. O acordo foi oficializado junto ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual.

Disponível em <www.quilombo.com.br>. Acesso em 29 ago. 2016 (com adaptações). A análise dessa situação evidencia a importância da

A. autodeterminação dos povos tradicionais na definição de seus limites territoriais.

B. intervenção prévia do Estado em situações de potencial conflito entre povos tradicionais.

C. urgência de regularização das terras quilombolas e indígenas, priorizando-se áreas isentas de conflitos.

D. definição, por atores externos, dos desafios comuns a serem enfrentados pelos povos tradicionais.

E. participação do Ministério Público nas negociações de limites territoriais entre quilombolas e indígenas.

Justificativa.

Questão 9.

Assunto e tema:____________________________________________________________

(Enade 2015 – com adaptações) Com base na leitura da letra da canção Guerra Santa, de Gilberto Gil, analise as afirmativas.

(13)

I. Com as metáforas “barraqueiro” (v.3) e “limões”, o autor procura situar, respectivamente, religiosos e produtos religiosos, em contexto de pluralidade, tolerância e cidadania.

II. Infere-se do trecho “só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz/deixa o outro vender limões” (v,3-4) que a paz entre as religiões depende da não concorrência econômica pela venda de produtos religiosos.

III. A despeito de o autor da canção utilizar nomes de divindades e personagens divinizadas mais conhecidas, a expressão “e tantos mais” (v.10) evidencia a referência a qualquer representação do divino em qualquer religião.

É correto apenas o que se afirma em

A. I. B. II e III. C. II. D. I e II. E. I e III.

(14)

Questão 10.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Considere o gráfico e analise as afirmativas a seguir.

ONU, International Migration Report 2015. Disponível em

<http://www.un.org/en/development/desa/population/migration/publications/migrationreport/docs/ MigrationReport2015_Highlights.pdf>. Acesso em 20 jun. 2016 (com adaptações).

I. A Ásia é o lugar de destino que, em 2015, apresentou a maior diferença entre o número de homens e o de mulheres imigrantes.

II. O número de mulheres com destino à Europa cresceu mais no período de 2000 a 2010 do que no período de 2010 a 2015.

III. O número de imigrantes que chegaram à Europa em 2015 foi de 35 milhões. É correto o que se afirma em

A. I, II e III. B. I e II, apenas. C. II e III, apenas. D. I e III, apenas. E. I, apenas.

(15)

Questão 11.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Os quadrinhos a seguir mostram um problema na disseminação de informações via rede.

Disponível em

<http://1.bp.blogspot.com/_H8nf5IO7N14/S_gmofyVXzI/AAAAAAAABnE/8G9RIpN1Ts0/s1600/a_era_das_incertezas_quadrinhos.gif>. Acesso em 19 jul. 2015.

Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções.

I. As facilidades de propagação de informações na sociedade em rede possibilitam a divulgação de textos sem a correta referência, o que invalida a internet como forma de obtenção de conhecimento.

PORQUE

II. As redes sociais permitem o compartilhamento de textos sem a checagem de fontes, o que provoca, muitas vezes, a disseminação de informações incorretas.

Assinale a alternativa correta.

A. As duas asserções são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. B. As duas asserções são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. C. A asserção I é verdadeira e a II é falsa.

D. A asserção I é falsa e a II é verdadeira. E. As duas asserções são falsas.

(16)

Questão 12.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia a charge a seguir.

Disponível em <http://www.jornaldebrasilia.com.br/charges/685/erro-de-diagnostico-medico>. Acesso em 26 jan. 2016. Com base na leitura, analise as afirmativas.

I. A charge é uma crítica ao programa “Mais Médicos”, do governo federal.

II. O médico da charge representa um profissional que não adota procedimentos adequados para chegar a um diagnóstico.

III. A charge sugere que os erros de diagnóstico são comumente realizados pelos médicos em nosso país, mas culpa os pacientes por esse problema, pois eles não sabem relatar com exatidão o que estão sentindo.

Está correto o que se afirma somente em

A. II. B. II e III. C. I e II. D. I e III. E. I.

(17)

Questão 13.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia os quadrinhos a seguir.

Disponível em <http://www.quadrinhosacidos.com.br/2015/07/89-e-mais-facil-descartar.html?m=1>. Acesso em 17 dez. 2015. Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I. O objetivo dos quadrinhos é criticar o discurso da descartabilidade da sociedade contemporânea, na qual os objetos e as relações pessoais tendem à efemeridade.

II. Os quadrinhos enaltecem a sociedade contemporânea, na qual problemas são resolvidos rapidamente com a substituição de produtos.

III. A crítica dos quadrinhos concentra-se no machismo, uma vez que os homens esperam que as mulheres resolvam seus problemas cotidianos.

A. Apenas as afirmativas I e II são corretas. B. Apenas as afirmativas I e III são corretas. C. Apenas a afirmativa I é correta. D. Apenas a afirmativa II é correta.

(18)

Justificativa.

Questão 14.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o texto e analise as afirmativas que seguem.

A selva amazônica alimenta as torneiras em São Paulo Desmatamento da Amazônia reduz chuvas até em Buenos Aires.

Nos últimos dois anos, muitos dos habitantes da Grande São Paulo (20 milhões de pessoas) começaram a se acostumar a captar água da chuva com baldes, a esfregar o chão com água da máquina de lavar roupas e a se levantar de madrugada, antes que as torneiras ficassem secas novamente, para encher as bacias e ter água para o dia seguinte. O estado mais rico do Brasil ficou imerso por uma crise hídrica que não previu ou não soube prevenir e observou como suas reservas foram secando paulatina e perigosamente diante de uma queda inesperada de precipitações. Os estados próximos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, seguiram os passos do vizinho e muitos de seus habitantes também sofreram com o desabastecimento de água durante dias.

No Nordeste do país, uma região maior, embora menos populosa, a seca não é nenhuma novidade, e, em épocas mais severas, multiplicam-se as imagens de famílias inteiras percorrendo dezenas de quilômetros em busca de algum poço de qualidade questionável ou esperando com a vista voltada às ruas, completamente dependentes da chegada de um caminhão-pipa. O problema explica-se pela falta de infraestrutura, de previsão e de uma cultura de consumo responsável. E, também, claro, pela falta de chuvas, um fenômeno que os especialistas associam ao desmatamento do maior tesouro do Brasil (e do Planeta): a selva amazônica.

As mordidas constantes do homem sobre a selva amazônica, um ecossistema único que mantém o ar úmido por até 3.000 quilômetros continente adentro, podem equiparar-se, em termos ambientais, a acabar com a nascente de um gigantesco rio. Calcula-se, por exemplo, que 19% das chuvas da Bacia da Prata têm sua origem na umidade que a selva amazônica gera, e que voa para o sul. As secas foram acompanhadas nos últimos anos de outros fenômenos climáticos extremos, como inundações, especialmente no sul do país, o que reforça a teoria dos especialistas sobre o papel da selva no equilíbrio climático da região.

Com esse panorama, em que até o Rio de Janeiro terá que investir em obras que garantam o abastecimento, o Brasil tem uma má notícia a dar: o desmatamento na Amazônia aumentou 16% este ano (2015) e chegou a 5.841 quilômetros quadrados, uma área equivalente à metade do território de Porto Rico.

Por outro lado, a boa notícia é que o Brasil já esteve pior: em 2004, foram destruídos 27.772 quilômetros quadrados. O objetivo para 2020 é não superar os 4.000km². O desafio é enorme. Contra ele, estão principalmente os interesses da pecuária e dos agricultores. Os estados que concentram os maiores aumentos do desmatamento (Amazonas, Rondônia e Mato Grosso) beneficiaram-se, paradoxalmente, de recursos do Fundo Amazônia, nutrido pelo investimento estrangeiro e idealizado, precisamente, para reduzi-lo.

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<http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/29/politica/1448831631_311610.html?id_externo_promo=ep-ob&prm=ep-I. A seca na região nordeste, provocada pelo desmatamento da Amazônia, representa o maior problema para o país em termos demográficos, já que a área afetada é maior do que a no sudeste, além de o problema ser mais antigo.

II. O desmatamento da Amazônia tem diminuído especialmente nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas, graças à ajuda de investimento estrangeiro.

III. Embora o desmatamento na Amazônia ainda aconteça em níveis preocupantes, diminuiu se compararmos 2015 a 2004.

Está correto apenas o que se afirma em

A. I e II. B. II e III. C. I e III. D. II. E. III.

Justificativa.

Questão 15.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Considere a figura e o texto a seguir.

Disponível em <http://coletivodar.org/wp-content/uploads/2014/08/parede.jpg>. Acesso em 04 mar. 2015.

Se pensarmos nas características que dão identidade ao ato de pichar e de grafitar, veremos que ambos os segmentos se comunicam muito mais do que se imagina ou que, intencionalmente, por meio de alguns veículos de comunicação e poder (parte da mídia e Estado), se faz acreditar. A

(20)

prática de pintar e escrever em paredes está presente na história da humanidade desde a chamada pré-história. De lá para cá, essa prática esteve inserida e foi influenciada por diferentes contextos históricos, culturais e geográficos. Vivemos ainda hoje num contexto de uma sociedade capitalista que impõe a uma grande parcela da população a situação de carência em diferentes aspectos. Muito nos chama a atenção a carência de recursos econômicos, mas, atrelada a ela, está a carência de bens simbólicos, de produção de representações e cultura. Os grafites e as pichações atuais nascem da necessidade humana da produção de representações que lhes é negada. Essa é uma característica comum a ambos e que leva a outras inevitáveis. São elas a transgressão - o grafite e as pichações devem transgredir o espaço urbano em sua estética e forma de organização e, assim, devem ser realizados sem autorização. Serem públicos - as pichações e os grafites têm que estar em público, por isso são feitos nas ruas, apropriando-se de qualquer suporte que a cidade ofereça. Isso ocorre pelo objetivo de proporcionar o acesso à arte ao maior número de pessoas, independentemente de etnia, gênero ou classe social. Também pela necessidade que os pichadores e os grafiteiros têm de serem vistos, serem reconhecidos pelo seu meio social e pela sociedade como um todo, ainda que, em alguns casos, de forma negativa, sanando assim, em parte, a invisibilidade a que muitas vezes estão submetidos por pertencerem, em geral, às camadas economicamente mais pobres da sociedade. Efemeridade - grafite e pichações, por ocuparem as ruas, os muros, estão sujeitos a todos os tipos de intervenção que se faça no mesmo espaço. Assim, são manifestações que tendem a permanecer pouco tempo onde estão.

Thiago Santa Rosa, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, em entrevista ao Diário de Pernambuco.

Disponível em <http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/10/19/interna_vidaurbana,604348/pesquisador-estuda-o-universo-da-pichacao-e-da-grafitagem-no-recife.shtml>. Acesso em 15 mar. 2016.

I. A figura sugere que a pichação é uma forma de expressão popular, que dá voz àqueles que não dispõem dos meios de comunicação socialmente legitimados, o que também se confirma no texto.

II. De acordo com o texto, pichação e grafite são manifestações transgressoras, realizadas em lugares proibidos, e, por isso, degradam o patrimônio público.

III. Segundo o texto, os pichadores buscam reconhecimento, na tentativa de compensar a invisibilidade social a que estão submetidos.

Está correto o que se afirma somente em

A. I. B. II. C. III. D. I e III. E. I e II.

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Questão 16.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia a charge a seguir.

Disponível em <http://pensadoranonimo.com.br/artista-russo-cria-desenhos-sarcasticos-que-farao-voce-pensar/>. Acesso em 25 fev. 2016.

Com base na leitura, analise as asserções e a relação proposta entre elas.

Ao ilustrar a selfie como a ponta do iceberg, a charge metaforiza o fato de que as imagens postadas nas redes sociais mais escondem do que revelam.

PORQUE

A charge ilustra o comportamento do indivíduo contemporâneo que expõe recortes de situações em busca da aprovação dos amigos virtuais.

Assinale a alternativa correta.

A. As duas asserções são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. B. As duas asserções são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. C. A primeira asserção é verdadeira e a segunda é falsa.

D. A primeira asserção é falsa e a segunda é verdadeira. E. As duas asserções são falsas.

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Questão 17.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia os quadrinhos e um trecho do artigo “Por quem rosna o Brasil”, de Eliane Brum.

Disponível em <http://paraalemdocerebro.blogspot.com.br/2015/04/armandinho-e-raiva-hodrofoba-de.html>. Acesso em 25 jul. 2015. Inventar inimigos para a população culpar tem se mostrado um grande negócio nesse momento do país. Se as pessoas sentem-se acuadas por uma violência de causas complexas, por que não dar a elas um culpado fácil de odiar, como “menores” violentos, os pretos e pobres de sempre, e, assim, abrir espaço para a construção de presídios ou unidades de internação? Se os “empreendimentos” comprovadamente não representam redução de criminalidade, certamente rendem muito dinheiro para aqueles que vão construí-los e também para aqueles que vão fazer a engrenagem se mover para lugar nenhum. Depois, o passo seguinte pode ser aumentar a pressão sobre o debate da privatização do sistema prisional, que para ser lucrativo precisa do crescimento do número já apavorante de encarcerados.

Se há tantos que se sentem humilhados e diminuídos por uma vida de gado, por que não convencê-los de que são melhores do que os outros pelo menos em algum quesito? Que tal dizer a eles que são superiores porque têm a família “certa”, aquela “formada por um homem e por uma mulher? (...) Fabricar “cidadãos de bem” numa tábua de discriminações e preconceitos tem se mostrado uma fórmula de sucesso no mercado da fé.

A invenção de inimigos dá lucro e mantém tudo como está, porque, para os profetas do ódio, o Brasil está ótimo e rendendo dinheiro como nunca. Ou que emprego teriam estes apresentadores, se

não tiverem mais corpos mortos para ofertar no altar da TV? (...)

O Brasil do futuro não chegará ao presente sem fazer seu acerto com o passado. Entre tantas realidades simultâneas, este é o país que lincha pessoas; que maltrata imigrantes africanos, haitianos e bolivianos; que assassina parte da juventude negra sem que a maioria se importe; que massacra povos indígenas para liberar suas terras, preferindo mantê-los como gravuras num livro de história a conviver com eles; em que as pessoas rosnam umas para as outras nas ruas, nos balcões das padarias, nas repartições públicas; em que os discursos de ódio se impõem nas redes sociais sobre todos os outros; em que proclamar a própria ignorância é motivo de orgulho na internet; em que a ausência de “catástrofes naturais”, sempre vista como uma espécie de “bênção divina” para um povo eleito, já deixou de ser um fato há muito; em que as paisagens “paradisíacas” são borradas pelo inferno da contaminação ambiental e a Amazônia, “pulmão do mundo”, vai virando soja, gado e

favela – quando não hidrelétricas comoBelo Monte, Jirau e Santo Antônio.

Disponível em <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/07/20/opinion/1437400644_460041.html>. Acesso em 25 jul. 2015. Com base na leitura, analise as afirmativas.

I. A associação do sentimento da raiva com a doença que ataca os animais, nos quadrinhos, indica que os focos contagiosos da raiva devem ser exterminados com medidas sanitaristas, isto é, com a eliminação dos seus agentes.

II. De acordo com Brum, a invenção de culpados a serem odiados interessa a um setor socialmente privilegiado.

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III. A cultura do ódio, disseminada nas redes sociais, é importante, na visão de Brum, porque contribui para a liberdade de expressão.

IV. Os quadrinhos e o texto colocam os meios de comunicação como disseminadores da cultura do ódio e procuram alertar para o caráter maléfico dela.

Está correto o que se afirma apenas em

A. I, II e IV. B. II, III e IV. C. II e IV. D. I e IV. E. I e II.

Justificativa.

Questão 18.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o texto a seguir.

O processo de transição demográfica ou transição vital é uma das principais transformações pelas quais vem passando a sociedade moderna. Ele caracteriza-se pela passagem de um regime com altas taxas de mortalidade e fecundidade/natalidade para outro regime em que ambas as taxas situam-se em níveis relativamente mais baixos. Além de alterar as taxas de crescimento da população, a transição demográfica acarreta alteração da estrutura etária, quando diminui a proporção de crianças ao mesmo tempo em que há elevação no percentual de idosos da população. A partir do século XVIII, a revolução industrial e a modernização das sociedades europeias, assim como os avanços científicos, urbanísticos e os ganhos em qualidade de vida de um modo geral, dão início ao processo de transição. Na América Latina, a transição se dá mais tardiamente, exceção feita ao Uruguai e à Argentina, que iniciaram esse processo a partir do início do século XX. No Brasil, seus efeitos passam a ser notados de maneira mais marcante a partir de meados do século passado e se deram de forma bastante rápida, com as populações sofrendo mudanças bruscas em curtos períodos de tempo. Esse comportamento vem provocando mudanças significativas na estrutura etária da população, com importantes implicações para indivíduos, famílias e sociedade.

No processo de transição demográfica brasileira, o Brasil praticamente reduziu pela metade sua taxa de mortalidade em apenas 20 anos (de 20,0‰ em 1940 para 12,6‰ em 1960), enquanto os países desenvolvidos levaram, para o mesmo feito, aproximadamente 100 anos. O conjunto de causas de morte formado pelas doenças infecciosas, respiratórias e parasitárias começa, paulatinamente, a perder importância frente a outro conjunto formado por doenças que se relacionam com a degeneração do organismo através do envelhecimento, como o câncer, as doenças cardiorrespiratórias, entre outros. Por outro lado, a partir de meados dos anos 1980, as mortes associadas às causas externas ou violentas (que incluem os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc.) passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino. Para ilustrar, a figura mostra a participação dos homicídios no total de mortes de adultos entre 15 e 20 anos nas diferentes regiões brasileiras entre 2002 e 2012, em comparação ao número de homicídios na população total.

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* Mortos entre 15 e 20 anos.

Disponível em <https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2015/05/15/estudo-metodologico-sobre-mudanca-demografica-e-projecoes-de-populacao/>. Acesso em 20 jan. 2016 (com adaptações).

Com base na leitura, assinale a alternativa correta.

A. No Brasil, o número de mortes em 1960 foi praticamente a metade do registrado em 1940. B. Na região Norte, no período de 2002 a 2012, o número de jovens entre 15 e 20 anos

assassinados praticamente dobrou.

C. A região Sudeste é a única região do país na qual foi observada queda contínua no número absoluto de homicídios de jovens entre 15 e 20 anos de idade no período de 2002 a 2012.

D. Em 2012, a taxa de homicídios de jovens entre 15 e 20 anos na região norte foi aproximadamente igual à na região sul.

E. Nos países em processo de transição demográfica, a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade são equivalentes.

(25)

Questão 19.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o artigo de Mônica Sousa, filha do desenhista Mauricio de Sousa e inspiradora da personagem Mônica das histórias em quadrinhos. Em seguida, observe a tirinha.

Somos todas donas da rua 08/03/2016

No começo, a Turminha era formada só de meninos: Franjinha, Cebolinha, Chico Bento. Até que começaram a perguntar para o meu pai: "Cadê as meninas?". Mauricio conhecia mais o universo dos garotos. Foi aí que ele começou a olhar em volta e percebeu que poderia se inspirar nas filhas. Em 1963, Mônica estreou na tirinha do Cebolinha e encantou todo mundo com um jeito que não era considerado exatamente feminino para a época. Ela era forte, decidida, dona da rua. Eu era também.

Meu pai sempre me deixou ser do meu jeito, sem me limitar por ser menina. Para ele, minha autenticidade (e de todos nós, seus dez filhos) sempre foi importante. É só ver, nos gibis, as peculiaridades de cada personagem baseado em nós.

Quando uma menina ou mulher é mais, digamos, assertiva, logo leva a fama de mandona. Mas, para mim, o que a Mônica sempre teve foi uma autoconfiança enorme, além de um grande sentimento de responsabilidade em relação a seus amigos.

Meninas em todo o Brasil e em vários países do mundo se identificam com a dentucinha, cuja força maior não é a física: é a força de quem acredita em seus sonhos e capacidades.

Na época em que a personagem nasceu, os anos 1960, as mulheres começavam a ganhar mais espaço no mercado de trabalho. No ano de publicação da primeira tirinha em que a Mônica aparece, a russa Valentina Tereshkova foi a primeira mulher a viajar ao espaço. Mas o caminho foi longo. Fazia pouco menos de três décadas que as brasileiras haviam conquistado o direito ao voto.

Em 1964, foi criada a Magali, mais delicada, conciliadora (além de comilona, claro!). Mais alguns anos e chegou a Rosinha e tantas outras. Cada uma com seu jeito. Os meninos e meninas da Turma são diferentes? Com certeza. Mas brincam de casinha, de futebol, de viagem espacial, do que quiserem brincar. Juntos.

E, como a Mônica nunca foi limitada pelo fato de ser menina, elas e eles também não são. Têm os mesmos direitos e oportunidades. São iguais na diferença. Como são, naturalmente, as crianças. Ou como deveriam ser. Mas as crianças, também naturalmente, seguem os exemplos dos adultos, não é? Por isso precisamos ser bons exemplos para eles.

Pois é, em pleno século 21, ainda há muito a conquistar. Como diretora executiva de uma grande empresa, sou, do mesmo modo que a Mônica das historinhas, uma exceção. No Brasil, as mulheres ocupam apenas 5% das vagas nos conselhos das empresas e entre 8% e 16% dos cargos de alta liderança.

Já temos uma mulher na Presidência, mas, no Congresso, são apenas 13 senadoras para um total de 81 vagas e 51 deputadas para 513 cadeiras na Câmara Federal.

A nova geração tem a oportunidade de mudar esse quadro, com a nossa ajuda. A violência contra mulheres e meninas tem raízes na discriminação e na desigualdade e começa cedo, portanto, a prevenção precisa acompanhar esse fator desde a educação de meninos e meninas, a fim de promover relações de gênero mais respeitosas.

Desde 2007, a Mônica é embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas pela Infância), emprestando sua força para defender os direitos das crianças e adolescentes. Neste ano de 2016, a Mauricio de Sousa Produções tem o orgulho de se tornar signatária dos princípios do ONU Mulheres. Fundamentada na visão de igualdade consagrada na Carta das Nações Unidas, a ONU Mulheres, entre outras questões, trabalha para a eliminação da discriminação contra as mulheres e meninas e a realização da igualdade entre mulheres e homens como parceiros e beneficiários do desenvolvimento, direitos humanos, ação humanitária e paz e segurança.

Neste dia 8 de março, queremos mais que homenagens. Queremos respeito. Como a Mônica, as meninas podem ser as donas da rua e do mundo.

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Disponível em <http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/a-menininha-do-vestido-vermelho-e-do-coelhinho-de-pelucia-conquistou-o-seu-lugar>. Acesso em 17 mar. 2016.

Com base na leitura, analise as afirmativas.

I. De acordo com o texto, a personagem Mônica representou, na época da sua criação, uma expressão das conquistas das mulheres na nossa sociedade patriarcal.

II. Segundo o texto, apesar dos avanços em relação à participação das mulheres na política, elas ocupam cerca de 11% das vagas do Congresso Nacional.

III. Os quadrinhos contradizem o que é exposto no texto sobre os papéis e as características dos personagens, uma vez que o Cebolinha defende a divisão de tarefas de acordo com o sexo. Está correto o que se afirma em

A. I, II e III. B. I e II, apenas. C. II e III, apenas. D. I e III, apenas. E. I, apenas.

Justificativa.

Questão 20.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o texto a seguir.

Ética de princípios Rubem Alves

As duas éticas: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos – a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre as estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe...

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Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo.

O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: "Doutor, será que eu escapo desta?"

Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer?

Se o médico for um adepto da ética estelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: "Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer..." Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade.

Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: "Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - "A senhora breve estará curada...'-, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?" E ele dirá:

"Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer..." Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ...- sobre a morte que os dois haverão de enfrentar. Como sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade.

Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem.

Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: "Qual delas está mais a serviço do amor?”

Disponível em <http://cronicasbrasil.blogspot.com.br/2008/03/tica-de-princpios-rubem-alves.html>. Acesso em 20 jan. 2016. Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I. A ética de princípios julga a ação com base naquilo que está antes, o princípio, a norma, independentemente da situação vivenciada. A ética contextual, por sua vez, julga a ação com base naquilo que vem depois, isto é, com base nos efeitos da ação.

II. Segundo o texto, os fundamentos teóricos que embasam os preceitos éticos universais não são plenamente compreendidos pelo cidadão comum. Como consequência, cada cidadão é responsável por inventar os seus próprios preceitos.

III. Segundo o autor, a ética de princípios deve ser abolida, pois vai contra o bem-estar da população.

IV. Por “estrelas perfeitas, imutáveis e mortas”, entendem-se os valores dos nossos antepassados. A. Apenas as afirmativas I e II estão corretas.

B. Apenas as afirmativas I e IV estão corretas. C. Apenas a afirmativa I está correta.

D. Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. E. Todas as afirmativas estão corretas.

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Justificativa.

Questão 21.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Analise o gráfico, com o levantamento da renda familiar no Brasil em 2013, e as afirmativas a seguir. Considere que o salário mínimo na época da pesquisa era de R$678.

Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 22 mar. 2016. I. Em 2013, a renda de 66% das famílias era de 3 salários mínimos.

II. O fato de a soma dos percentuais indicados na pirâmide resultar em 96% mostra que o levantamento da renda mensal familiar foi incompleto.

III. Pouco mais de um terço das famílias, em 2013, tinha renda mensal entre 2 e 5 salários mínimos.

Está correto o que se afirma em

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Justificativa.

Questão 22.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia a charge a seguir.

Disponível em <http://www.otempo.com.br/polopoly_fs/1.750919.1385255548!image/image.jpg_gen/derivatives/main-charges-resize_620/image.jpg>. Acesso em 11 jan. 2016.

I. O objetivo central da charge é criticar a incapacidade tecnológica de distinguir, mesmo no futuro, as características sociais, étnicas e culturais de uma pessoa morta, usando exclusivamente seus ossos.

II. A charge indica que somente a morte consegue provar que as diferenças de gênero, étnicas, políticas e culturais não fazem parte da vida real das pessoas.

III. A charge sugere que, apesar das diferenças que existem entre as pessoas, todas são essencialmente iguais.

Está correto o que se afirma somente em

(30)

Justificativa.

Questão 23.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia a charge e o texto a seguir.

Disponível em <http://mitnoticias.blogspot.com.br/2012/11/a-visao-da-empresa-e-mais-importante.html>. Acesso em 09 jan. 2016.

Responsabilidade social empresarial e diminuição das desigualdades sociais Anna Flávia Camilli Oliveira

Torna-se flagrante a mudança de paradigma na forma de atuação empresarial, ampliando seus objetivos para além da mera obtenção do lucro, dando espaço à atuação socialmente responsável. Esse novo posicionamento é necessário à garantia da continuidade dos negócios e à promoção da sustentabilidade, que passa pela diminuição das desigualdades sociais. Carlos Nelson dos Reis e Luiz Edgard Medeiros, a esse respeito, ensinam:

“Em uma realidade mundial caracterizada por vigorosas e profundas transformações societárias, as empresas ocupam, inequivocamente, o lugar de agentes especiais de promoção do desenvolvimento econômico e social. Para tanto, suas ações devem ser direcionadas para a busca de uma efetiva articulação das relações sociais voltadas para o bem-estar da humanidade nos níveis local, regional e internacional. É nesta perspectiva que elas podem, e têm força para tanto, consolidar níveis de equidade social tão esperados pelas populações que vivem sob o manto da desigualdade.

A existência de uma consciência empresarial responsável é fundamental para que haja possibilidade de engajamento de todos no processo de desenvolvimento, objetivando a preservação do meio ambiente, do patrimônio cultural, a promoção dos direitos humanos e a construção de uma sociedade economicamente próspera e socialmente justa”.

REIS, C. N. dos; MEDEIROS, L. E. Responsabilidade social das empresas e balanço social: meios propulsores do desenvolvimento econômico e social. São Paulo: Atlas, 2009.

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Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções e assinale a alternativa correta. A charge critica a hipocrisia de empresas que adotam discursos que disfarçam seu real objetivo de obter lucro.

PORQUE

De acordo com o texto, a atuação empresarial socialmente responsável é peça fundamental para o desenvolvimento, para a solução de problemas sociais e para a preservação do meio ambiente. A. As duas asserções são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.

B. As duas asserções são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. C. A primeira asserção é verdadeira e a segunda é falsa.

D. A primeira asserção é falsa e a segunda é verdadeira. E. As duas asserções são falsas.

Justificativa.

Questão 24.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia a charge e o texto a seguir.

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A moral e a ética no desenvolvimento das crianças A imposição moral e ética

Assis Ribeiro

Yves de La Taille, psicólogo especializado em desenvolvimento moral, fala sobre como, apesar da crise por que passam, sobretudo na família e na escola, a moral e a ética continuam a ser pontos fundamentais na educação e desenvolvimento das crianças. Educar. Palavra de apenas seis letras que traz consigo um amplo leque de responsabilidades que deixa qualquer pai ou educador que se proponha à árdua tarefa de ensinar uma criança a trilhar os caminhos do mundo inseguro. A violência, a falta de respeito e o individualismo — algumas das marcas registradas dos dias atuais — levantam questões sobre como andam e como transmitir dois conceitos fundamentais da boa educação e do convívio social: a moral e a ética.

Para La Taille, a situação do mundo hoje é paradoxal. “De um lado, verificamos um avanço da democracia e do respeito aos direitos humanos. Mas, de outro, tem-se a impressão de que as relações interpessoais estão mais violentas, instrumentais, pautadas num individualismo primário, num hedonismo também primário, numa busca desesperada de emoções fortes, mesmo que provenham da desgraça alheia”, afirma... Segundo ele, a crise moral e ética atinge tanto a escola quanto as famílias, e uma empurra a responsabilidade da educação das crianças para a outra. “Muitos professores acusam os pais de não darem, por exemplo, limites a seus filhos, e muitos pais acusam a escola de não ter autoridade e de não impor a disciplina”, diz. Mas completa que tanto uma quanto a outra têm grande responsabilidade no desenvolvimento moral e ético das crianças. Em sua entrevista, coloca que a definição de moral e ética é muito discutida atualmente... moral é o conjunto de deveres derivados da necessidade de respeitar as pessoas, nos seus direitos e na sua dignidade. Logo, a moral pertence à dimensão da obrigatoriedade, da restrição de liberdade, e a pergunta que a resume é: “Como devo agir?”. Ética é a reflexão sobre a felicidade e sua busca, a procura de viver uma vida significativa, uma “boa vida”. Assim definida, a pergunta que a resume é: “Que vida quero viver?”. É importante atentar para o fato de essa pergunta implicar outra: “Quem eu quero ser?”. Do ponto de vista psicológico, moral e ética, assim definidas, são complementares. É possível vivermos sem moral e ética? A situação parece-me de certa forma paradoxal. De um lado, pelo menos no mundo ocidental, verificamos um avanço da democracia e do respeito aos direitos humanos. Logo, desse ponto de vista, saudosismo é perigoso. Assim, penso que, neste clima pós-moderno, há avanços e crise. É como se as dimensões política e jurídica estivessem cada vez melhores, e a dimensão interpessoal, cada vez pior. Agora, como não podemos viver sem respostas morais e éticas, urge nos debruçarmos sobre esses temas. De modo geral, penso que as pessoas estão em crise ética (que vida vale a pena viver?), e essa crise tem reflexos nos comportamentos morais. A imoralidade não deixa de ser tradução de falta de projetos, de desespero existencial ou de mediocridade dos sentidos dados à vida....

Disponível em <http://http://jornalggn.com.br/noticia/a-moral-e-a-etica-no-desenvolvimento-das-criancas>. Acesso em 26 jan. 2016. Com base na leitura, analise as asserções e assinale a alternativa correta.

Ao mostrar que os estudantes chegam à escola sem noções de ética e de moral, a charge opõe-se ao texto, que afirma que tanto pais quanto professores são responsáveis pela formação da criança.

PORQUE

Segundo o texto, a moral refere-se a comportamentos socialmente preconizados e a ética relaciona-se à reflexão sobre o modo de viver.

A. As duas asserções são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. B. As duas asserções são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. C. A primeira asserção é verdadeira e a segunda é falsa.

D. A primeira asserção é falsa e a segunda é verdadeira. E. As duas asserções são falsas.

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Justificativa.

Questão 25.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o texto a seguir.

A descartabilidade das mercadorias e pessoas: consumo, obsolescência e relacionamentos humanos

Rita Alves

Recentemente, circulou pelas redes sociais digitais uma pequena história na qual um casal de idosos, juntos há décadas, é interrogado sobre o segredo de se manter um relacionamento tão longo; respondem que na época em que se casaram não se costumava jogar fora um aparelho quebrado, mas se buscava consertá-lo e, assim, seguia-se a vida por muitos anos com os mesmos equipamentos. O casal estava dizendo, em outras palavras, que a longevidade de seu relacionamento se baseava na capacidade de “consertar” as fissuras da relação em vez de descartá-la quando os problemas aparecem.

Os relacionamentos, assim como as mercadorias, passam por um período de intensa descartabilidade. O cientista social polonês Zygmunt Bauman já apontou a íntima relação entre as práticas de consumo contemporâneas e a fragilidade dos laços humanos na atualidade.

O consumo é pautado pela obsolescência planejada e pelo desejo intenso por novidades, mudanças e, principalmente, novos desejos. Para ele, a satisfação dos desejos é angustiante na medida em que nos obriga a eleger um novo objeto de desejo; aponta que atualmente “o desejo não deseja a satisfação; o desejo deseja o desejo”. Daí a sensação constante de angústia e a incessante busca por novos desejos e realizações. O mesmo acontece com os relacionamentos atuais. As relações amorosas, as amizades, os contratos de trabalho e até mesmo os laços familiares são afetados por essa lógica da descartabilidade e da efemeridade do consumo, ou melhor, do consumismo.

Segundo o antropólogo David Harvey, trata-se da lógica do capitalismo implementada após a Segunda Guerra Mundial, que trouxe a alteração das nossas noções de tempo e espaço a partir da aceleração do tempo de giro das mercadorias. Os bens materiais passaram a ser produzidos, distribuídos, consumidos e descartados com maior velocidade. Com essa compressão do tempo, passamos a valorizar a velocidade e a aceleração, que se transformaram em valores inquestionáveis, como se o veloz fosse, necessariamente, o bom e o desejável.

A partir daí, nosso cotidiano passou a ser pautado pela efemeridade, pela volatilidade, pela instantaneidade, pela simultaneidade e, no limite, pela descartabilidade. Para Bauman, neste mundo líquido, flexível e mutável em que vivemos, a única coisa sólida e perene que nos sobra é o lixo, que se amplia, acumula e permanece como um dos maiores problemas do planeta.

O desejo de mudança já está interiorizado e presente nas nossas ações. Desejamos mudar os cabelos, a cor das paredes das nossas casas, nossos corpos, automóveis. “Mude a sua sala de estar mudando apenas a mesinha de centro”, dizia o anúncio de uma revista de decoração.

“Mude, seja outra pessoa”, sugere a cultura contemporânea. Os reality shows de intervenção trocam todo o guarda-roupa dos participantes e jogam no lixo toda sua história, todas as suas lembranças e

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memórias impregnadas nas roupas; trocam todos os móveis da casa por outros novos e alinhados com as tendências contemporâneas, mas que, sabe-se, não durarão mais que cinco ou seis anos em boas condições, posto que são feitos apenas para atender à moda do momento. Essas práticas de consumo envolvem não só a qualidade das mercadorias adquiridas, mas também a quantidade, nunca tivemos tantos objetos.

É esse o cenário que envolve também os relacionamentos humanos, dos matrimônios às amizades, da sexualidade aos circuitos familiares. As relações amorosas, por exemplo, entram na mesma lógica quantitativa e efêmera que desenvolvemos com os objetos, especialmente entre os jovens, que não escondem a valorização dos “ficantes” nas suas baladas noturnas; numa mesma noite “fica-se” com vários parceiros efêmeros e passageiros, às vezes nem mesmo perguntam-se os nomes e já partem para outra conquista rápida; ao final da noite, uma contabilidade geral indica o status de cada um. Mesmo quando a relação é duradoura, o tempo entre o namoro, o casamento e a separação pode ser de alguns anos, às vezes meses. A angústia do compromisso duradouro está na base dessa volatilidade amorosa; “será que estou perdendo algo melhor?”; o medo da descartabilidade aflige as duas partes: ou seremos descartados ou descartaremos nosso par. Entre as amizades juvenis, acontece quase o mesmo; troca-se de turma, incorporam-se novos amigos; as redes sociais digitais registram a intensidade do relacionamento, “adorei te conhecer!”, e, depois de alguns dias de exposição das afinidades e afetos, deixa-se que a nova amizade esfrie até que seja substituída por outra mais nova ainda. No âmbito de trabalho, antigamente dedicava-se à mesma empresa por 30 ou 40 anos; hoje em dia, dizem os especialistas em gestão de carreiras que não se deve permanecer num mesmo emprego por mais de cinco anos, que isso pode parecer acomodação e falta de ousadia profissional. Busca-se descartar o emprego antes de ser descartado pelo patrão.

De certa forma, as redes sociais digitais vieram contribuir para essa situação, provocando o aumento dos relacionamentos superficiais e passageiros, as conversas fragmentadas e teatralizadas, o excesso de “amigos” e convites para eventos aos quais não conseguimos dar muita atenção.

As vozes pessimistas consideram que as tecnologias digitais estão contribuindo para o isolamento, a separação e a superficialidade das relações humanas. Isso pode ser verdadeiro em muitas situações, mas existem outros lados dessa questão. As redes online também resgatam antigas amizades e recuperam, mesmo que pontualmente, relações deixadas no passado; recuperam-se fotografias antigas, marcam-se encontros de turmas do colégio, apresentam-se os filhos e maridos ou esposas. Com a recente entrada dos idosos nas redes sociais, temos presenciado interessantes alterações nas dinâmicas familiares, com a criação de novos canais de comunicação entre avós e netos, por exemplo, ou ainda entre parentes há muito separados pela distância ou dificuldades de locomoção; as separações geográficas e geracionais no âmbito familiar estão sendo reconfiguradas de forma interessante e contribuindo positivamente para o resgate da socialização dos idosos.

Apesar do quadro desalentador que envolve o consumo exacerbado e os relacionamentos humanos, temos observado práticas alternativas que vão na contramão dessa situação. Espalha-se pelo mundo o Movimento Slow, que questiona a velocidade e a descartabilidade das mercadorias e relações, propondo um retorno às práticas desaceleradas de tempos atrás. A vertente mais conhecida desse movimento é o slow food, que propõe que voltemos a preparar a comida lentamente, que conversemos com o açougueiro, o padeiro e o verdureiro; que convivamos com nossos amigos na beira do fogão enquanto preparamos a comida lentamente. Na contramão do fast food, o slow food busca resgatar os rituais de alimentação que sempre estruturaram as relações familiares e de amizades. Vemos ainda a emergência de grupos que questionam o consumo excessivo e inconsequente, propondo o consumo consciente no qual se buscam informações sobre as práticas sociais das empresas produtoras, questionam-se as embalagens, aponta-se a possibilidade de reutilizar e reciclar embalagens e objetos.

Existe ainda o recente consumo colaborativo, no qual os sujeitos partilham equipamentos como máquinas de cortar grama, furadeiras elétricas e até automóveis, considerando que individualmente estão subutilizados e que com os usos partilhados e coletivos pode-se otimizar os recursos. Do ponto de vista das relações humanas, temos observado nas grandes cidades o surgimento de grupos que propõem o resgate das relações de vizinhança, a ocupação e revitalização das praças públicas, a produção de hortas urbanas comunitárias, piqueniques coletivos e o resgate da convivência comunitária nos bairros. Na base desses movimentos está uma consciência ecológica renovada, que vai além dos discursos de preservação da natureza e que se volta à transformação dos cotidianos e das relações interpessoais. Para além da descartabilidade das mercadorias e pessoas, continuamos

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com a certeza de que a base da humanidade não está no avanço da tecnologia ou no acúmulo de riquezas, mas na força dos relacionamentos humanos; foram eles que ergueram o edifício da sociedade e da cultura e, seguramente, não serão descartados com tanta facilidade.

Disponível em <http://www.sescsp.org.br/online/artigo/6687_OBSOLESCENCIA+PROGRAMADA#/tagcloud=lista>. Acesso em 15 dez. 2015.

Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I. O foco do texto é valorizar o mundo atual, em que os produtos são efêmeros e o consumo é possível, pois há liberdade de mercado.

II. Segundo o texto, apesar do consumismo desenfreado da sociedade atual, surgiram movimentos contrários a essa tendência, que propõem a desaceleração das atividades cotidianas e questionam a descartabilidade de objetos e relacionamentos.

III. Para o sociólogo Bauman, vivemos na época das relações líquidas e qualquer mudança é negativa.

IV. A autora posiciona-se contra o fim dos matrimônios, que deveriam ser indissolúveis como antigamente.

A. Apenas as afirmativas I e II são corretas. B. Apenas a afirmativa II é correta.

C. Apenas as afirmativas II e III são corretas. D. Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas. E. Nenhuma afirmativa é correta.

Justificativa.

Questão 26.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o trecho a seguir, do poeta e produtor cultural Sérgio Vaz, um dos idealizadores da Cooperifa, que semanalmente reúne centenas de pessoas na periferia da zona sul da capital paulista para a leitura de poemas.

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Lugar de criança é presa na escola

Sou a favor do aumento da maioridade escolar.

Isso mesmo, lugar de criança é presa na escola (das 8h às 17h) e sendo torturada por aulas de Matemática, Português, Ciência, Música, Teatro, Geografia, Química, Física… Ou tomando banho de sol enquanto fazem Educação Física.

Quando elas começarem a criar asas, trancá-las na biblioteca para aprenderem a lapidar sonhos. Nessa cadeia, os professores com super salários, super treinamento, super motivados não deixarão nada, nem ninguém escapar do castigo da sabedoria. Serão tempos difíceis para a ignorância.

Depois de cumprirem pena e se tornarem cidadãos, terão liberdade assistida… Pelos pais orgulhosos.

Com base na leitura, analise as afirmativas.

I. O poeta opõe a expressão “aumento da maioridade escolar” à redução da maioridade penal e propõe a educação como base para a construção da cidadania.

II. O autor considera a escola um lugar de tortura, em que os alunos ficam presos e não aprendem verdadeiramente a viver.

III. De acordo com o texto, as crianças não podem almejar a liberdade, e o conhecimento aprisiona as mentes.

Está correto o que se afirma somente em

A. I. B. II. C. III. D. I e II. E. II e III.

Justificativa.

Questão 27.

Assunto e tema:____________________________________________________________

Leia o texto e a charge a seguir.

ONU diz que polícia brasileira mata 5 por dia; maioria é afrodescendente Genebra (10/03/2016)

Segundo a ONU, a polícia brasileira matou 2.000 pessoas em 2015

A Organização das Nações Unidas (ONU) acusa a polícia brasileira de ser a responsável por cinco mortes a cada dia no país, totalizando apenas em 2015 cerca de 2.000 casos. O alerta foi feito nesta quinta-feira (10) pelo Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Bin Hussein.

Essa é a segunda denúncia que as Nações Unidas apresentam sobre a violência policial no Brasil em apenas uma semana.

Nesta quinta-feira, Zeid fez seu balanço anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo. Entre os cerca de 30 países citados pelo alto comissário, a situação brasileira teve seu destaque ao tratar do racismo contra pessoas afrodescendentes.

Referências

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