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Sismicidade em Baixa Grande (BA)

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Academic year: 2021

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CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA DEPARTAMENTO DE GEOFÍSICA

CURSO DE GEOFÍSICA

BRENNA CAROLLINE VARELA DA SILVA

SISMICIDADE EM BAIXA GRANDE (BA)

Relatório Nº 125

NATAL, RN 2019

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BRENNA CAROLLINE VARELA DA SILVA

SISMICIDADE EM BAIXA GRANDE (BA)

Relatório Graduação em Geofísica apresentado ao Curso de Geofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requerido para obtenção do título de Bacharel em Geofísica.

Orientador: Prof. Dr. Aderson Farias do Nascimento. Relatório Nº 125 NATAL, RN 2019

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SISMICIDADE EM BAIXA GRANDE (BA)

Relatório Graduação em Geofísica apresentado ao Curso de Geofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requerido para obtenção do título de Bacharel em Geofísica.

Aprovado em: 07/10/2019

Banca Examinadora

Prof. Dr. Aderson Farias do Nascimento (DGEF/UFRN) – Orientador

Bel. José Augusto Silva da Fonsêca (UFRN)

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Reitor(a) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Prof. Dr. José Daniel Diniz Melo

Vice-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Prof. Dr. ​Henio Ferreira de Miranda

Diretor(a) do Centro de Ciências Exatas e da Terra Profª. Drª. Jeanete Alves Moreira

Vice-diretor(a) do Centro de Ciências Exatas e da Terra Prof. Dr. ​Claudionor Gomes Bezerra

Chefe do Departamento de Geofísica Prof. Dr. ​Milton Morais Xavier Junior

Vice-chefe do Departamento de Geofísica Prof. Dr.​ Manilo Soares Marques

Coordenador do Curso de Geofísica Prof. Dr. ​Carlos Cesar Nascimento Da Silva Vice-coordenador(a) do Curso de Geofísica Profª. Dra.​ Rosangela Corrêa Maciel

Orientador(a)

Prof. Dr. Aderson Farias do Nascimento

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AGRADECIMENTOS

___________________________________________________________________

Agradeço a Deus por me conceder força física e psicológica durante toda a graduação e principalmente durante a elaboração desse trabalho.

Agradeço aos meus pais Dilma e Josineidson, minha irmã Brenda, meu namorado Arthur Lucas e seus pais Josileide e Artur pelo carinho, incentivo, apoio e compreensão.

Agradeço aos professores do Departamento de Geofísica por todo aprendizado.

Agradeço aos funcionários do Departamento de Geofísica por todo auxílio, principalmente ao secretário Geraldo Fernandes.

Agradeço em especial ao meu orientador Aderson Farias do Nascimento por toda sua dedicação mesmo em meio a tantos compromissos e por suas palavras de apoio durante todo o processo desse trabalho.

Sou muito grata ao mestrando José Augusto Silva da Fonsêca por toda disposição e paciência em me auxiliar, investindo em mim tanto do seu precioso tempo. Também sou grata ao mestrando Guilherme Weber Sampaio de Melo por também sempre se dispor a me ajudar e por cada palavra de ânimo.

Agradeço as minhas amigas Rayane Brito, Thayse Costa, Pâmella Fernandes e Anna Paula por todo o companheirismo, carinho e incentivo.

Agradeço ao Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN) pela infraestrutura, softwares e pelos dados utilizados nesse trabalho. Em especial, aos técnicos Eduardo, André, Tomaz, Rômulo, Marconi e Flauber porque durante todo esse trabalho estiveram dispostos a me ajudar.

Agradeço o Serviço Geológico do Brasil, a Rede Sismográfica Brasileira e Prefeitura Municipal de Baixa Grande (BA) pelo apoio ao LabSis/UFRN possibilitando esse trabalho.

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RESUMO

___________________________________________________________________

A atividade sísmica em Baixa Grande (BA) teve princípio em dezembro de 2017 com tremores registrados na Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Foi instalada a rede sismográfica de Baixa Grande em março de 2018 e entre os dias 23 de março e 05 de agosto do mesmo ano foram registrados 153 eventos, dos quais 127 apresentaram registro em ao menos 3 estações. A localização hipocentral foi realizada através do pacote SEISAN usando o programa HYPO71 com o modelo de velocidade de razão Vp/Vs=1,61 e Vp=5,3 km/s, no qual foi determinado pela equipe do Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN). Dos 127 eventos localizados, 42 ocorreram fora da rede sismográfica de Baixa Grande, o que causou localização não muito precisa. Considerando apenas os eventos ocorridos dentro da rede, a atividade sísmica foi maior durante os meses de março e abril, decaindo a partir do dia 16 de maio. O horário de maior concentração dos eventos da rede foi entre 22:00 e 02:00 h (UTC), com pico às 22:00 h com 8 eventos. O mapa de sismicidade foi elaborado considerando eventos com ao menos 10 observações e rms < 0,05 s para que pudesse ser relacionado com o mecanismo focal, totalizando em 58 eventos. Através do programa FOCMEC e do método da polaridade da onda P foi elaborado o mecanismo focal composto dos tremores, considerando que esses eventos resultam da mesma fonte. O mecanismo focal resultou em 125 possíveis soluções com padrão semelhante. A média dos parâmetros encontrados para a falha sismogênica foi strike=309º, dip=74º e rake= -75º, caracterizando uma falha normal. Essa falha sismogênica é recente, possui extensão aproximada de 170 m e, de forma geral, a profundidade dos eventos aumenta para SW, na direção do mergulho da falha.

Palavras-chave: Atividade sísmica. Sismicidade intraplaca. Localização hipocentral. Mecanismo focal. Falha Sismogênica.

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ABSTRACT

___________________________________________________________________

The seismic activity in Baixa Grande (BA) has begun in December 2017 with tremors registered by the Brazilian Seismographic Network (RSBR). In March 2018, the Baixa Grande seismographic network was installed and 153 events were registered between March 23th and August 8th of the same year, among the registered events, 127 of them were pointed out by at least 3 stations. The hypocenter location was determined through the pack SEISAN and HYPO71 using the speed model with Vp/Vs=1.61 and Vp=5.3 km/s ratio that was determined by the team of the Seismological Laboratory of UFRN (LabSis/UFRN). 42 events out of the 127 occurred outside the seismographic network, so they were not accurate. Considering exclusively the events that occurred inside the network, it was possible to notice seismic activity was more intense between april and march, decreasing on 16th march. The highest concentration of network events happened between 22:00 and 02:00 h (UTC), 22:00 h was the hour with more events, 8 events. the seismicity map was elaborated considering the events with 10 observations at least and rms < 0,05 s in order to connect them to the focal mechanism, 58 events were taken into account. Considering that this kind of events result from the same source, the focal mechanism was elaborated using the FOCMEC program applying the P-wave polarity method. The focal mechanism resulted in 125 possible solutions with similar standard. The averages of the parameters found for seismogenic failure were: Strike=309º, dip=74º and rake= -75º, characterizing a normal fault. This seismic fault is recent and it has 170 m long, with earthquakes deep increasing in SW direction (fault dip direction).

Keywords: Seismic activity. Intraplate seismicity. Localization of hypocenters. Focal mechanism. Seismogenic faults.

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LISTA DE FIGURAS

___________________________________________________________________ Figura 1.1 - Mapa de localização do município de Baixa Grande, BA.. ... 11 Figura 1.2 - Mapa litológico simplificado da região de Baixa Grande relacionado com os complexos Caraíba (CC), Mairi (CM), Saúde (CS) e Suite São José do Jacuípe (SSJJ), granito de Baixa Grande (GBG) e corpos granitóides (CG). ... 14 Figura 1.3 - Mapa da altitude da área de estudo com as estações sismográficas instaladas.. ... 16 Figura 1.4 - Deslocamento das partículas como resultado à propagação das ondas P (em a) e S (em b). ... 17 Figura 1.5 - Sismograma com as chegadas das ondas impulsivas P (IPg) e S (ISg) de um evento registrado nas estações BGLG e BGLD, respectivamente. ... 18 Figura 2.1 - Relação entre o plano auxiliar (em azul) e o de falha (em vermelho) com os quadrantes de empurrão (+) e puxão (-) em torno do epicentro, tendo seus respectivos sismogramas de componente vertical em acordo com o movimento. Em verde estão ilustrados os raios sísmicos. ... 22 Figura 2.2 - Ilustração dos principais tipos de falhas, suas respetivas direções de tensões e mecanismo focal. Nesse último, a parte preenchida com preto é o eixo de tensão e a preenchida com branco é o eixo de compressão. ... 23 Figura 2.3 – Representação do conceito de strike e dip. ... 24 Figura 3.1 - Sismograma do dia 26/03/2018 sem aplicação de filtro. ... 25 Figura 3.2 - Sismograma do dia 26/03/2018 com a identificação do sismo através da aplicação do filtro com faixa de frequência 15 a 25 Hz. ... 26 Figura 3.3 - Sismograma do dia 23/03/2018. O evento ocorrido neste dia está destacado em amarelo e em azul está destacado um ruído no dado. ... 27 Figura 3.4 - Sismograma do evento ocorrido no dia 23/03/2018 destacando a existência da onda P (marcada por IPg) e da onda S (ISg). ... 27 Figura 3.5 - Sismograma do dia 23/03/2018 com aplicação de ZOOM no ruído destacado na figura 3.3 em azul. Não há presença de onda P nem S. ... 28 Figura 3.6 - Aplicação do peso 1 à picagem na fase sísmica IPg em evento ocorrido no dia 23/03/2018 registrado na estação sismológica BGCQ. ... 29 Figura 3.7 - Aplicação do peso 2 à picagem na fase sísmica IPg em evento ocorrido no dia 27/03/2018 registrado na estação sismológica BGLD. ... 29

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Figura 3.8 - Aplicação do peso 3 à picagem na fase sísmica IPg em evento ocorrido no dia 17/07/2018 registrado na estação sismológica BGCQ. ... 30 Figura 3.9 - Sismogramas representando a picagem da polaridade, contendo em (a) a polaridade negativa na onda P representada pelo D de dilatação e em (b) a polaridade positiva na onda P representada pelo C de compressão. ... 31 Figura 3.10 - Exemplo de gráfico do tempo de percurso versus a distância epicentral para evento ocorrido no dia 26/03/2018 às 18:10:36 h UTC, sendo as curvas os tempos de percurso modelado e as cruzes os tempos observados. ... 32 Figura 3.11 - Exemplo de diagrama de Wadati elaborado para o mesmo evento da figura 3.10. ... 33 Figura 4.1 - Histograma da evolução temporal dos eventos identificados. ... 35 Figura 4.2 - Histograma para ilustrar a evolução temporal dos eventos localizados. ... 36 Figura 4.3 - Histograma da hora do dia em que ocorreram os sismos. ... 37 Figura 4.4 - Histograma da profundidade dos abalos ocorridos dentro da rede sismográfica de Baixa Grande (BA). ... 38 Figura 4.5 - Mapa de sismicidade e principais feições geológicas mapeadas destacando os eventos utilizados para o mecanismo focal. ... 39 Figura 4.6 - Mapa de sismicidade e principais feições geológicas mapeadas ...39 Figura 4.7 - Mapa de sismicidade com ZOOM próximo a BGLG e considerando a profundidade dos eventos. ... 40 Figura 4.8 - Mecanismo composto para os 58 eventos selecionados. Em T está o eixo de tensão, em P o eixo de compressão e PF é o plano da falha. ... 41 Figura 4.9 - Relação do mecanismo focal com o mapa de sismicidade. ... 42

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LISTA DE TABELAS

___________________________________________________________________ Tabela 1.1 - Códigos, coordenadas (º) e altitude (m) das estações da rede sismográfica instalada em Baixa Grande, BA. ... 15

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SUMÁRIO

___________________________________________________________________

1. INTRODUÇÃO ... 11

1.1 Apresentação, motivação e objetivos. ... 11

1.1.1Geologia local ... 13 1.2 Base de dados ... 15 1.3 Ferramentas ... 16 1.4 Fases sísmicas ... 17 2. METODOLOGIA ... 20 2.1 Localização hipocentral ... 20

2.2 Mecanismo focal com ondas P ... 21

3. PROCESSAMENTO DOS DADOS ... 25

3.1. Identificação dos eventos ... 25

3.2. Picagem ... 28

3.3 Parâmetros de qualidade ... 32

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ... 35

4.1 Histogramas ... 36

4.2 Mapa de sismicidade relacionado aos lineamentos ... 38

4.3 Análise comparativa do mecanismo focal com o mapa de sismicidade ... 41

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 43

REFERÊNCIAS ... 44

ANEXO A ... 46

ANEXO B ... 49

(12)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 1. INTRODUÇÃO

___________________________________________________________________

1.1 Apresentação, motivação e objetivos

O município de Baixa Grande (situado a 364 metros de altitude, com coordenadas geográficas 11º 57’ 18” Sul e 40º 9’ 58” Oeste) localiza-se na Região Centro Norte do Estado da Bahia (Figura 1.1), no nordeste do Brasil, e fica a 252 km da capital Salvador. Sua área é limitada pelos municípios de Ipirá, Macajuba, Mundo Novo, Mairi e Pintadas. Baixa Grande compreende, aproximadamente, a uma área de 967,514 km² (IBGE, 2018) com população estimada de 20.468 pessoas (IBGE, 2019).

Figura 1.1 - Mapa de localização do município de Baixa Grande, BA.

(13)

A Região Nordeste do Brasil está no contexto tectônico intraplaca, onde os abalos sísmicos podem ocorrer devido reativação de falhas geológicas pré-existentes (BEZERRA et al., 2007). Os hipocentros estão à profundidade rasa de até 12 km com a atividade sísmica que chega a durar de meses até vários anos (FERREIRA et al, 1998). No geral, os sismos intraplaca possuem magnitudes inferiores aos que ocorrem nas bordas das placas tectônicas, porém podem ser catastróficos devido sua proximidade com a população e baixa atenuação das ondas sísmicas na crosta continental (FERREIRA & ASSUMPÇÃO, 1983, BEZERRA et al., 2007).

Em dezembro de 2017 foi observada a atividade sísmica em Baixa Grande através de pequenos tremores sentidos pela comunidade do distrito de Lasca Gato e de registros de eventos pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) com as estações NBLA (Lagarto, SE) e BGPN (Ponto Novo, BA). Os dois eventos com maior intensidade ocorreram no dia 23/02/2018 às 16:32 e 16:39 h (UTC) com magnitudes calculadas, respectivamente, de 2.0 e 1.9 ML. Apesar das baixas

magnitudes, foram encontradas trincas em algumas residências na área epicentral. (LabSis/UFRN, 2018, no prelo).

O Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN) com o apoio do Serviço Geológico do Brasil – CPRM, Rede Sismográfica Brasileira – RSBR e Prefeitura Municipal de Baixa Grande (BA) instalou, em março de 2018, uma rede composta por seis estações sismográficas digitais que possibilitaram a obtenção de dados entre 23 de março e 08 de agosto de 2018. A equipe do LabSis determinou os hipocentros e o mecanismo focal do dia 23 de março a 02 de maio de 2018 usando o modelo de velocidade com razão Vp/Vs=1,61 e Vp=5,3 km/s encontrado através do diagrama de Wadati e variando vp sistematicamente de modo a obter os menores resíduos de tempo (rms) e incertezas hipocentrais (erh, erz). Utilizou-se os 23 melhores registros, os quais possuíam melhor qualidade de leitura em ao menos 5 estações, o tipo de falha encontrado foi transcorrente com dip entre 52 e 58º, strike aproximadamente E-W e rake entre 10 e 26º. As principais feições geológicas mapeadas não concordaram com o alinhamento dos hipocentros. (LabSis/UFRN, 2018, no prelo).

(14)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica

Como as estações sismográficas funcionaram até 08 de agosto de 2018, esse trabalho realizará as atividades de identificação dos eventos locais, determinação da localização hipocentral e elaboração do mecanismo focal utilizando os dados dos sismogramas de 23 de março de 2018 até 08 de agosto de 2018. O intuito é incrementar e melhorar a análise dos dados da área de estudo para observar a evolução da atividade sísmica ao longo do tempo e espaço.

1.1.1 Geologia local

O município de Baixa Grande (BA) está situado na porção central da bacia hidrográfica do rio Paraguaçu. A topografia é plana a suave ondulada, onde grande parte da área está recoberta por formações pouco espessas (CPRM, 2001).

O município é constituído de rochas cristalinas dos complexos Caraíba (CC), Mairi (CM), Saúde (CS) e Suite São José do Jacuípe (SSJJ). O Complexo Caraíba é constituído por ortognaisses. O Complexo Mairi é constituído por gnaisse kinzigítico e anfibolito. O Complexo saúde é constituído por ortognaisse migmatitico, tonalitico-trondhjemitico-granodiorítico. E a Suíte São José do Jacuípe é constituída por metanorito, metagabronorito, metapiroxenito, metaleucogabro e metaferrogabro granulíticos, toleíticos (RONDEAU et al., 2005).

Como ilustra Figura 1.2 a seguir, na porção oriental estão as rochas dos complexos Caraíba e Suíte São José do Jacuípe ocorrendo na direção NE-SW. Na porção ocidental predominam as rochas do Complexo Mairi e em menor proporção do Complexo Saúde. O granito de Baixa Grande (GBG) ocorre na parte central do município e corpos granitóides (CG) ocorrem na região SW.

(15)

Figura 1.2 - Mapa litológico simplificado da região de Baixa Grande relacionado com os complexos Caraíba (CC), Mairi (CM), Saúde (CS) e Suite São José do Jacuípe (SSJJ), granito de Baixa Grande (GBG) e corpos granitóides (CG).

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UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 1.2 Base de dados

A rede é composta por um sensor broad band (BB) e cinco sensores de período curto (SP), totalizando em seis estações sismográficas com amostragem do sinal a uma frequência de 500 Hz, logo a cada segundo são coletados 500 pontos. A tabela 1.1 a seguir mostra o código, coordenadas geográficas e altitude das mesmas e a figura 1.3 mostra a altitude da área de estudo e as seis estações sismográficas instaladas no local.

Tabela 1.1 - Códigos, coordenadas (º) e altitude (m) das estações da rede sismográfica instalada em Baixa Grande, BA.

(17)

Os dados foram adquiridos por meio de sismômetros, que são responsáveis por registrar os períodos e amplitudes dos movimentos do solo nas direções horizontais (E-W,N-S) e vertical (Z).

1.3 Ferramentas

Usou-se nesse trabalho os computadores do LabSis/UFRN e o software de análise sísmico SEISAN (HAVSKOV E OTTEMOLLER, 1999). Foi utilizado o programa HYPO71 (LEE e LAHR, 1975) para a localização hipocentral e o FOCMEC (SNOKE, 2003) na elaboração do mecanismo focal. O programa Excel (MICROSOFT, 2016) foi utilizado para a produção de histogramas e o QGIS (DEVELOPMENT TEAM, 2019) na produção dos mapas de sismicidade.

Figura 1.3 - Mapa da altitude da área de estudo com as estações sismográficas instaladas.

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UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 1.4 Fases sísmicas

Denominam-se ondas sísmicas o movimento vibratório de partículas de rochas transmitidas devido à liberação de energia. As fontes de energia podem ser falhas geológicas, impacto de meteoritos, explosões, furacões, vulcões e decorrentes da atividade humana. No entanto, os terremotos ocorrem principalmente em zonas de falhas devido maior acúmulo de deformações em um curto intervalo de tempo. Essas ondas são registradas pelos sismógrafos. Geralmente, as redes sismográficas locais registram os pequenos sismos e as redes globais registram os sismos maiores.

As principais ondas geradas em um evento sísmico são as ondas P (primárias) e S (secundárias). A onda P se propaga na mesma direção em que as partículas estão vibrando e por isso é a primeira registrada pelas estações sismográficas quando há um tremor de terra. Já a onda S, por se propagar de forma perpendicular, é registrada posteriormente. Essa última possui maior energia de movimento e caráter destrutivo se comparada à onda P. O tempo de chegada das ondas varia com a distância que o sismógrafo está do hipocentro e das características do meio. A resposta das partículas à passagem das ondas P e S é ilustrada na Figura 1.4 a seguir.

Figura 1.4 - Deslocamento das partículas como resultado à propagação das ondas P (em a) e S (em b).

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As ondas P e S podem sofrer reflexões e refrações nas descontinuidades do interior da Terra, podendo se polarizar em outras fases sísmicas. Mas, para eventos locais, os raios sísmicos não chegam a interceptar essas feições. À vista disso, nesse trabalho só serão utilizadas as fases Pg e Sg para a localização dos eventos, onde o g indica que são ondas diretas.

As ondas podem chegar aos sismógrafos de forma suave (emergentes) ou de forma abrupta (impulsivas). No geral, para sismos locais as ondas são impulsivas. A onda primária incide aproximadamente verticalmente, sendo melhor observada na componente vertical do sismograma (HHZ). Já a onda secundária é incidente aproximadamente na horizontal, sendo melhor identificada nas componentes horizontais (HHN, HHE). Um exemplo com a identificação das fases P e S está representado na figura 1.5 abaixo.

Figura 1.5 - Sismograma com as chegadas das ondas impulsivas P (IPg) e S (ISg) de um evento registrado nas estações BGLG e BGLD, respectivamente.

(20)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica

Através do intervalo de tempo entre a chegada das ondas P e S é possível calcular a distância epicentral utilizando a equação 1.1 a seguir

d=( )

(

)

(1.1) onde d é a distância epicentral, vp é a velocidade da onda P no meio, vs é a velocidade da onda S no meio, tp é o tempo de chegada da onda P e ts é o tempo de chegada da onda S.

Nesse trabalho, foram identificados apenas sismos locais, onde os intervalos de chegada das ondas estão na ordem de segundos.

Através da fase de onda P também pode ser observado o primeiro movimento no sismógrafo, se foi positivo ou negativo, para que se possa compreender qual movimento pode ter ocorrido na falha sismogênica.

(21)

2. METODOLOGIA

___________________________________________________________________

2.1 Localização hipocentral

Para localizar um evento é necessário definir o hipocentro (x,y,z) e o tempo de origem (t0) da ruptura (STEIM E WYSESSION, 2003; SHEARER, 2009).

No programa HYPO71 (LEE e LAHR, 1975) pode-se estabelecer esses parâmetros. Esse programa utiliza o método de Geiger para a determinação hipocentral.

O tempo de chegada calculado na estação i pode ser relacionado ao hipocentro e tempo de origem, para um meio homogêneo, a partir da equação 2.1 a seguir

ti = T+ t0 = t0 + [(x-xi)²+(y-yi)²+(z-zi)]¹/² / v (2.1)

sendo T o tempo de percurso em que a onda P e S chega até a estação. A latitude, longitude e profundidade para o evento é (x,y,z) e para a estação é (xi,yi,zi). A

velocidade da onda é v e o tempo de origem é t0. Dado que a equação possui 4

incógnitas, serão necessários no mínimo o mesmo número de observações de tempo de chegada para determinar o hipocentro e o tempo de origem. Quanto maior o número de observações, mais determinado será o sistema. A solução encontrada deve possuir intervalo entre os tempos observados e calculados (denominado de resíduos) próximo à zero. Para minimizar o resíduo se utiliza o método dos mínimos quadrados (e),

e = ∑(ti-tip)² (2.2)

onde ti é o tempo observado e tip é o tempo calculado. Para utilizar a equação 2.2 é

necessário linearizar a equação 2.1. Considerando pequenas perturbações em um local de destino

m= m0+ Δm (2.3)

em que m é um vetor composto pelos parâmetros necessários para realizar a localização (t0, x, y, z), m0 é a estimativa de melhor localização e Δm é uma pequena

variação próxima ao palpite (ajuste de localização), para minimizar o resíduo. (SHEARER, 2009)

(22)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica

Os tempos previstos em m podem ser aproximados usando o primeiro termo na expansão da série de Taylor, chegando a equação 2.4:

ri (m0) =

Δ i=1,2.., n ; j= 1,2,3,4 (2.4)

onde

as derivadas parciais do tempo calculado na estação i em relação a

latitude, longitude, profundidade e tempo de origem. Pode ser escrito em notação matricial como

r (m0) = G Δm (2.5)

sendo G a matriz de derivadas parciais. Assim, aplicando o método dos mínimos quadrados iremos obter o ajuste dos parâmetros (Δm) através da equação 2.6

(GTG)-1 (GTr) = Δm (2.6) Quanto maior o número de iterações, menor o resíduo e, consequentemente, a localização estimada será mais próxima ao modelo real. Portanto, o processo iterativo termina quando alcança valores de resíduos suficientemente pequenos e definindo algum critério de convergência satisfatório.

O modelo de velocidade da onda P utilizado nesse trabalho foi vp/vs=1,61 e vp= 5,3 km/s baseado no relatório (LabSis/UFRN, 2018, no prelo).

2.2 Mecanismo focal com ondas P

A litosfera está sujeita a esforços tectônicos podendo ter a energia resultante dos mesmos armazenada nas rochas na forma de deformação. Com o contínuo acúmulo da energia elástica será atingido o limite de ruptura, originando uma falha geológica ou movimentando uma falha geológica pré-existente (LOPES, 2008).

Os sismógrafos registram em suas componentes verticais o tipo de primeiro movimento ocorrido na falha sismogênica. Como as amplitudes e polaridades das ondas sísmicas variam com a direção, se pode utilizar desses parâmetros para obter o movimento. Utilizando apenas o método da polaridade, quando a onda P é registrada com polaridade positiva implica que o primeiro movimento está para cima (movimento de “empurrão”, eixos de tensão), mas quando a polaridade registrada é negativa significa que o primeiro movimento está para baixo (movimento de “puxão”, eixos de compressão), como ilustra a figura 2.1 a

(23)

seguir. Sendo o evento registrado em várias estações, poderão ser determinados os parâmetros do plano da falha e do plano auxiliar. (HAVSKOV & OTTEMÖLLER, 2010; LOPES, 2008).

As movimentações nos planos de falha podem ser representadas pelo diagrama denominado de beachballs, onde o plano de falha e o auxiliar divide a região que circunda a fonte sísmica em quatro quadrantes. Por convenção, os eixos de distensão (polaridade +) são pintados de preto, os eixos de compressão (polaridade -) são pintados de branco. Conhecendo-se o mecanismo focal se poderá conhecer o tipo de falha. A Figura 2.2 abaixo relaciona os tipos de falhas com seus respectivos beachballs.

Figura 2.1 - Relação entre o plano auxiliar (em azul) e o de falha (em vermelho) com os quadrantes de empurrão (+) e puxão (-) em torno do epicentro, tendo seus respectivos sismogramas de componente vertical em acordo com o movimento. Em verde estão ilustrados os raios sísmicos.

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UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica

O mecanismo focal é parametrizado pelo strike, dip e rake da falha. O strike varia de 0º a 360º e é a direção da falha medida a partir do Norte no sentido horário. O dip varia de 0 a 90º e representa o ângulo de mergulho da falha a partir da horizontal e o rake varia de -180 a 180º e é o ângulo de deslocamento entre o vetor deslocamento e a direção da falha. O strike e o dip estão ilustrados na figura 2.3 a seguir. O rake está ilustrado na figura anterior, onde se observa que quando positivo se tem uma falha inversa, quando negativo se tem uma falha normal e quando 0 se tem uma falha transcorrente.

Figura 2.2 - Ilustração dos principais tipos de falhas, suas respetivas direções de tensões e mecanismo focal. Nesse último, a parte preenchida com preto é o eixo de tensão e a preenchida com branco é o eixo de compressão.

(25)

A determinação do mecanismo focal se deu com o método da polaridade usando apenas o primeiro movimento da onda P. Utilizou-se o programa FOCMEC (SNOKE, 2003) com o modelo de duplo binário para realizar uma busca sistemática do strike, dip e rake reduzindo as diferenças entre as polaridades observadas e as polaridades teóricas para cada estação. Entretanto, há uma ambiguidade intrínseca com o uso desse modelo se tratando do plano de falha e do plano auxiliar devido a ortogonalidade, resultando no mesmo mecanismo focal. Para estabelecer o plano de falha foi observado o alinhamento dos hipocentros.

Foi utilizado o artifício de soluções compostas do mecanismo focal, o qual usa informações de sismos diferentes, com distribuição espacial e temporal próximas, para determinar um único mecanismo de falha para todos os sismos considerando que os eventos originaram da mesma fonte.

Figura 2.3 – Representação do conceito de strike e dip.

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UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica

3. PROCESSAMENTO DOS DADOS

___________________________________________________________________

3.1. Identificação dos eventos

Os eventos foram identificados visualmente por meio de sismogramas, no software SEISAN (HAVSKOV E OTTEMOLLER, 1999), com o auxílio de filtros de frequência a fim de colocá-los em evidência. A figura 3.1 ilustra o sismograma sem aplicação de filtro e a figura 3.2 com aplicação de filtro de frequência. A concentração de energia em sismos locais se encontra em valores intermediários a altos, assim foram utilizadas nesse trabalho as faixas de frequências 10 a 15 Hz e 15 a 25 Hz.

Figura 3.1 - Sismograma do dia 26/03/2018 sem aplicação de filtro.

(27)

Os sismogramas utilizados contêm traços de 1 hora. Através do mesmo se pode observar a data na parte superior, as seis estações sismográficas à esquerda, as componentes horizontais nas direções norte-sul (HNN) e leste-oeste (HHE) e a vertical (HHZ) também à esquerda e o tempo de registro na parte inferior.

Quando um sismo ocorre geralmente é possível observar um lineamento do sinal nas estações, como ilustra a figura 3.3 a seguir, em decorrência da alteração do sinal registrado. No entanto nem todo lineamento significa o registro de um evento, pois é necessária a existência da onda P e S. Nessa imagem o lineamento destacado em amarelo é um evento e o destacado em azul é um ruído. Sendo assim, para considerar a mudança no sinal como um sismo, procurou-se pela variação da onda P seguida da onda S, como ilustra a figura 3.4, a fim de não considerar como evento um ruído como ilustra a figura 3.5.

Figura 3.2 - Sismograma do dia 26/03/2018 com a identificação do sismo através da aplicação do filtro com faixa de frequência 15 a 25 Hz.

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Figura 3.3 - Sismograma do dia 23/03/2018. O evento ocorrido neste dia está destacado em amarelo e em azul está destacado um ruído no dado.

Fonte: Própria.

Figura 3.4 - Sismograma do evento ocorrido no dia 23/03/2018 destacando a existência da onda P (marcada por IPg) e da onda S (ISg).

(29)

3.2. Picagem

Após a identificação dos terremotos, os arquivos foram salvos e teve princípio o processo de picagem para determinar o tempo de origem, a localização hipocentral e o mecanismo focal dos eventos.

Para a localização hipocentral, o procedimento consiste na marcação das chegadas das ondas P (IPg) e das chegadas das ondas S (ISg), como ilustra a figura 3.4. A aplicação de uma ponderação é necessária, pois a melhor marcação de fases é realizada sem filtro de frequência para que não seja gerado deslocamento temporal do dado. Quando a fase sísmica foi identificada sem filtro e com facilidade, o peso atribuído foi 1. Para casos onde a fase sísmica pode ser identificada com alguma dificuldade e com aplicação de filtro, o peso atribuído foi 2. Para fases sísmicas mal identificadas mesmo com aplicação de filtro, o peso atribuído foi 3. A ponderação está ilustrada na figura 3.6, figura 3.7 e figura 3.8 a seguir.

Figura 3.5 - Sismograma do dia 23/03/2018 com aplicação de ZOOM no ruído destacado na figura 3.3 em azul. Não há presença de onda P nem S.

Fonte: Própria.

(30)

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Figura 3.6 - Aplicação do peso 1 à picagem na fase sísmica IPg em evento ocorrido no dia 23/03/2018 registrado na estação sismológica BGCQ.

Fonte: Própria.

Figura 3.7 - Aplicação do peso 2 à picagem na fase sísmica IPg em evento ocorrido no dia 27/03/2018 registrado na estação sismológica BGLD.

(31)

Com a picagem da onda P e S foi realizada simultaneamente a picagem da polaridade da onda P, ilustrada na figura 3.9, para tornar possível a elaboração do mecanismo focal. Só foram marcados os primeiros movimentos com boa qualidade de registro nas estações sismográficas, pois em casos semelhantes ao demonstrado na figura 3.8 não é possível distinguir com exatidão o primeiro movimento.

Figura 3.8 - Aplicação do peso 3 à picagem na fase sísmica IPg em evento ocorrido no dia 17/07/2018 registrado na estação sismológica BGCQ.

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Figura 3.9 - Sismogramas representando a picagem da polaridade, contendo em (a) a polaridade negativa na onda P representada pelo D de dilatação e em (b) a polaridade positiva na onda P representada pelo C de compressão.

(33)

3.3 Parâmetros de qualidade

Os parâmetros de qualidade determinarão se a localização dos eventos foi realizada de maneira adequada ou não. Os parâmetros utilizados nesse trabalho foram o gráfico tempo de percurso versus distância epicentral e o diagrama de Wadati.

Os tempos de percurso modelados pelo SEISAN utilizando o modelo de velocidade e os tempos observados para as ondas P e S em função da distância epicentral geram o gráfico tempo de percurso versus distância epicentral, apresentado um exemplo na figura 3.10 abaixo. Esse gráfico foi gerado para cada evento.

Figura 3.10 - Exemplo de gráfico do tempo de percurso versus a distância epicentral para evento ocorrido no dia 26/03/2018 às 18:10:36 h UTC, sendo as curvas os tempos de percurso modelado e as cruzes os tempos observados.

(34)

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A partir do gráfico tempo de percurso versus distância epicentral é possível obter a diferença entre o tempo de percurso modelado e o observado (e) e do número total de resíduos (n), podendo-se calcular o resíduo de tempo (rms) através da equação 3.1. Os eventos só foram selecionados para o mecanismo focal quando o rms foi inferior a 0,02 s no SEISAN.

rms = ( )1/2 (3.1) Utilizando o tempo de percurso e o tempo observado das ondas P e S se

pode encontrar vp/vs através do diagrama de Wadati, ilustrado na figura 3.11 abaixo.

Esse diagrama relaciona a diferença de tempo de chegada da onda P e S (ts-tp) com

o tempo de chegada da onda P, sendo obtido através da equação da reta 3.2 a seguir

Ts-tp= (vp/vs-1)(tp-t0) (3.2)

sendo tp, ts, vp e vs o tempo e velocidade para a onda P e S, respectivamente, e t0 é

o tempo de origem. Sendo assim, o valor de vp/vs é relacionado com o coeficiente

angular da reta gerada.

Figura 3.11 - Exemplo de diagrama de Wadati elaborado para o mesmo evento da figura 3.10.

(35)

Para a crosta superior o valor esperado da razão Vp/Vs é 1,74 e para a crosta inferior é 1,81 (CHRISTENSEN, 1996). Essa razão pode variar dependendo do percurso da onda P e S, assim para que os eventos fossem selecionados foi utilizado um range de 1,55 a 1,81.

(36)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

___________________________________________________________________ 4.1 Histogramas

Entre os dias 23 de março e 05 de agosto de 2018 foram identificados 153 eventos sísmicos, dos quais 127 foram localizados por possuírem registro em ao menos 3 estações da Rede sismográfica de Baixa Grande (BA). Dos eventos localizados, 42 estão fora da rede sismográfica. Na figura 4.1 está o histograma da evolução temporal dos eventos identificados. O catálogo sísmico dos eventos localizados está no anexo A.

Através do histograma acima é possível observar que entre os dias 23 de março e 06 de abril ocorreu ao menos 1 evento a cada dia, possuindo média de 3 eventos. A partir do dia 18 de maio o intervalo de dias entre os eventos aumentou e ocorreu um decréscimo, possuindo em média 1 evento.

Figura 4.1 - Histograma da evolução temporal dos eventos identificados.

(37)

Para analisar a quantidade de eventos localizados em função do dia em que ocorreram, hora e profundidade foram elaborados histogramas através do Excel (MICROSOFT, 2016) utilizando os 85 eventos ocorridos dentro da rede sismográfica de Baixa Grande (BA).

Através da figura 4.2 abaixo é possível observar que a maior concentração dos abalos sísmicos se deu entre os dias 23 de março e 16 de maio, onde posteriormente só foram localizados 1 evento no mês de junho e 4 eventos no mês de julho, ocorrendo o último evento localizado no dia 25 de julho de 2017.

Figura 4.2 - Histograma para ilustrar a evolução temporal dos eventos localizados.

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A concentração dos 85 eventos, ilustrada na figura 4.3 abaixo, se deu entre 22:00 e 02:00 h (UTC), tendo pico às 22:00 h com 8 eventos. O rms médio dos eventos foi 0,042 s. Como não há variação abrupta do número de eventos em decorrência do horário, esses sismos são provavelmente originados da falha geológica.

A figura 4.4 a seguir ilustra a quantidade de eventos por faixas de profundidade e a partir da mesma é notável que 98% dos eventos possuíram profundidade inferior a 1,8 km e a maior concentração foi de 45 eventos entre 1,08 e 1,43 km. O erro médio vertical (ERZ) na determinação da profundidade foi de 1,3 km e pode ser devido o modelo de velocidade ser inadequado. Esses eventos são rasos correspondendo à característica dos eventos intraplaca indicada por (FERREIRA et al., 1998).

Figura 4.3 - Histograma da hora de ocorrência dos sismos localizados dentro da Rede sismográfica de Baixa Grande (BA).

(39)

4.2 Mapa de sismicidade relacionado aos lineamentos

Foi elaborado o mapa de distribuição espacial dos eventos e lineamentos (figura 4.5) a partir do software QGIS (DEVELOPMENT TEAM, 2019). Considerou-se na elaboração apenas os 58 eventos que possuíam ao menos 10 obConsiderou-servações e resíduo temporal (rms) abaixo de 0,05 s, o ERH médio desses eventos é 0,15 km. Ao observar o mapa de sismicidade percebe-se que há uma concentração maior dos eventos próximo da estação BGLG e que não interceptam nenhuma falha geológica mapeada. Observa-se também que há falhas mapeadas na região com direção NE-SW e NW-SE. O mapa de sismicidade encontrado é semelhante ao elaborado pelo (LabSis/UFRN, 2018, no prelo), ilustrado na figura 4.6. A área epicentral está localizada na região de Lasca Gato. O catálogo com os eventos utilizados para o mecanismo focal está no Anexo B.

Figura 4.4 - Histograma da profundidade dos abalos ocorridos dentro da rede sismográfica de Baixa Grande (BA).

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Figura 4.5 - Mapa de sismicidade e principais feições geológicas mapeadas destacando os eventos utilizados para o mecanismo focal.

Fonte: Própria.

Figura 4.6 - Mapa de sismicidade e principais feições geológicas mapeadas.

(41)

Ao observar a figura 4.7 abaixo, percebe-se que os eventos estão alinhados em duas direções: NE-SW (direção preferencial) e NW-SE. A distribuição dos hipocentros possui extensão aproximada de 700 m. De forma geral, a concentração dos eventos com menor profundidade estão a NE e a concentração dos eventos com maior profundidade estão a SW, indicando o crescimento da profundidade dos eventos para a direção SW.

Figura 4.7 - Mapa de sismicidade com ZOOM próximo a BGLG e considerando a profundidade dos eventos.

(42)

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4.3 Análise comparativa do mecanismo focal com o mapa de sismicidade

Para o mecanismo focal foi considerado apenas os eventos com ao menos 10 observações e com resíduo de tempo menor que 0,05 s no HYPO71, totalizando em 58 sismos. Todos esses eventos ocorreram dentro da rede sismográfica de Baixa Grande (BA).

Utilizando o FOCMEC (SNOKE, 2003) para a elaboração do mecanismo focal, foi parametrizado o número máximo de erros na polaridade como sendo 1 e com grau de busca ao redor da esfera focal também sendo 1. A partir desses parâmetros foi possível encontrar 125 soluções com padrão semelhante, onde cada uma é um conjunto de valores de strike, dip e rake. As soluções do mecanismo focal estão no Anexo C.

A Figura 4.8 abaixo é o mecanismo focal encontrado. Os triângulos representam as polaridades negativas, correlacionando-se ao eixo de compressão; os círculos representam as polaridades positivas, correlacionando-se ao eixo de tensão. O plano de falha foi determinado a partir da distribuição dos hipocentros.

Figura 4.8 - Mecanismo composto para os 58 eventos selecionados. Em T está o eixo de tensão, em P o eixo de compressão e PF é o plano da falha.

Fonte: Própria.

T

P PF

(43)

A média dos parâmetros encontrados foi strike=309º, dip=74º e rake= -75º, típico de falha normal. A variação dos parâmetros considerando as 125 soluções foi de 5º para o strike, 7º para o dip e 11º para o rake. A variação considerando as 4 melhores soluções do mecanismo focal foi de 1º para o strike, dip e rake. Essa variação foi inferior a encontrada no mecanismo focal elaborado pelo (LabSis/UFRN, 2018, no prelo), em que as 3 soluções com menor número de discrepância variou 5º para o strike, 6º para o dip e 16º para o rake.

A Figura 4.9 a seguir foi elaborada correlacionando o resultado do mecanismo focal com o mapa de sismicidade considerando as profundidades encontradas. A falha sismogênica apresentada no trabalho é recente, possui extensão aproximada de 170 m. Percebe-se que a concentração dos eventos com profundidade menor está a NE e que a concentração dos eventos com profundidade maior está a SW. Sendo assim, de forma geral, a profundidade dos eventos aumenta na direção do mergulho da falha.

Figura 4.9 - Relação do mecanismo focal com o mapa de sismicidade.

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UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

___________________________________________________________________

Dado o exposto, a partir da rede sismográfica de Baixa Grande (BA) foram identificados 153 eventos sísmicos e localizados 127 tremores de terra considerando registro em ao menos 3 estações sismográficas.

Considerando apenas os 85 eventos ocorridos dentro da rede sismográfica, os meses de maior atividade sísmica foram março e abril e o número de eventos decaiu a partir do dia 16 de maio, ocorrendo o último evento localizado em 25 de julho de 2017. A área epicentral está localizada na região de Lasca Gato. O horário de maior concentração se deu entre 22:00 e 02:00 h (UTC), sendo o pico às 22 horas com 8 eventos. Quanto à profundidade, são eventos rasos que correspondem à característica de região intraplaca indicada por (FERREIRA et al., 1998).

Com o critério de ao menos 10 observações e com resíduo de tempo de chegada menor que 0,05 s, totalizando em 58 eventos, o mecanismo focal indicou 125 possíveis soluções com padrão semelhante. A média dos parâmetros encontrados foi strike=309º, dip=74º e rake= -75º, típico de falha normal. Essa falha sismogênica é recente, possui extensão aproximada de 170 m e, de forma geral, a profundidade dos eventos aumenta para SW, na direção do mergulho da falha.

O conhecimento da sismicidade na região de Baixa Grande (BA) pode ser melhorado com um estudo de maior detalhe para elaboração de um modelo de velocidade mais preciso. Também pode ser elaborado o mecanismo focal utilizando a razão entre amplitudes das ondas P e S e o mapeamento detalhado da região a fim de encontrar feições que possam estar associadas aos resultados obtidos.

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REFERÊNCIAS

___________________________________________________________________ IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Área territorial brasileira. Rio de Janeiro, 2018. Disponível em:

https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/15761-areas-dos-municipios.html?t=acesso-ao-produto&c=2902609. Acesso em: 10 jun. 2019.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria de pesquisas, coordenação de população e indicadores sociais, estimativas da

população residente, 2019. Disponível em: <

https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html?=&t=resultados >. Acesso em: 10 jun. 2019.

GeoSGB – SISTEMA DE GEOCIÊNCIAS DO SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. Disponível em : <http://geosgb.cprm.gov.br/>. Acesso em: 10 jun. 2019.

LabSis/UFRN – LABORATÓRIO SISMOLÓGICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Atividade sísmica em Baixa Grande (BA), 2018. No prelo.

TOPODATA – BANCO DE DADOS GEOMORFOMÉTRICOS DO BRASIL. Disponível em: <http://www.dsr.inpe.br/topodata/>. Acesso em: 10 jun. 2019.

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CHRISTENSEN, NI (1996). Poissons ratio and crustal seismology. J. Geophys. Res., 101, p. 3139-3156

BEZERRA, F. H. R., TAKEYA, M. K., Sousa, M. O. L., & do Nascimento, A. F. (2007). Coseismic reactivation of the Samambaia fault, Brazil. Tectonophysics, 430(1–4), 27–39. https://doi.org/10.1016/j.tecto.2006.10.007

FERREIRA, J. M., Oliveira, R. T., TAKEYA, M. K., & ASSUMPÇÃO, M. (1998). Superposition of local and regional stresses in northeast Brazil: evidence from focal mechanisms around the Potiguar marginal basin. Geophysical Journal International, 134(2), 341–355. https://doi.org/10.1046/j.1365-246X.1998.00563.x FERREIRA, JM and Assumpção, M, 1983. Sismicidade do Nordeste do Brasil. Rev. Bras. Geofís., 1: 67-88.

HAVSKOV, J., & Ottemöller, L. (2010). Routine Data Processing. https://doi.org/10.1007/978-90-481-8697-6

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RONDEAU, S., Silva, C., José, N., Moreira, H., Executivo, S., & Zimmermann, M. P. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea. BAHIA, 2005.

SHEARER, Peter M.. Introduction to seismology. 2nd ed. Cambridge New York: Cambridge University Press, 2009. xiv, 396 p. ISBN: 9780521882101

STEIN, Seth; WYSESSION, Michael. An introduction to seismology, earthquakes, and earth structure. Malden, MA: Blackwell Pub., 2003. x, 498 p. ISBN: 978086542078

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ANEXO A – CATÁLOGO SÍSMICO

Ano Mês Dia Hora Minutos

Segundos Latitude Longitude

Profundidade (km) Nº de estações RMS (s) ERH (km) ERZ (km) 2018 3 23 18 12 37 -11,871 -40,184 1,05 4 0,036 0.35 0.28 2018 3 24 16 8 44 -12,611 -41,316 1,08 4 0,041 4.17 57.30 2018 3 26 4 1 45 -11,873 -40,187 1,05 6 0,043 0.14 0.32 2018 3 26 8 10 36 -11,872 -40,187 1,11 5 0,042 0.20 0.33 2018 3 26 13 29 32 -11,874 -40,188 1,04 6 0,036 0.12 0.29 2018 3 26 18 5 53 -11,872 -40,187 1,01 6 0,04 0.13 0.30 2018 3 26 18 16 8 -11,655 -39,067 7,26 4 0,06 5.94 85.49 2018 3 26 23 6 11 -11,871 -40,186 1,07 6 0,035 0.11 0.23 2018 3 27 6 6 56 -11,872 -40,187 1,07 5 0,047 0.23 0.36 2018 3 27 15 40 50 -11,335 -40,219 1,82 3 0,052 3.06 39.52 2018 3 27 15 51 47 -11,942 -40,848 3,00 3 0,041 0.98 21.68 2018 3 27 17 54 47 -11,873 -40,188 1,30 5 0,041 0.15 0.90 2018 3 28 21 42 13 -11,873 -40,188 1,09 5 0,042 0.15 1.06 2018 3 28 21 55 10 -11,872 -40,187 1,36 5 0,038 0.13 0.77 2018 3 28 22 28 52 -11,872 -40,187 1,23 5 0,042 0.14 0.93 2018 3 29 1 39 6 -11,872 -40,187 1,17 5 0,044 0.16 1.05 2018 3 29 1 50 27 -11,872 -40,187 1,15 5 0,04 0.14 0.99 2018 3 29 1 50 44 -11,871 -40,187 1,36 5 0,044 0.15 0.90 2018 3 29 18 7 9 -10,437 -39,875 3,00 4 0,213 22.58 ***** 2018 3 30 10 38 17 -11,871 -40,187 1,13 5 0,043 0.15 1.04 2018 3 30 10 39 12 -11,880 -40,210 1,10 3 0,155 0.30 1.64 2018 3 30 14 8 30 -11,875 -40,195 1,13 3 0,061 0.73 2.99 2018 3 31 7 15 0 -11,873 -40,188 1,10 5 0,043 0.15 1.07 2018 3 31 8 4 10 -11,873 -40,188 1,57 5 0,038 0.14 0.70 2018 3 31 21 16 8 -11,873 -40,187 1,03 5 0,042 0.14 1.12 2018 4 1 6 13 14 -11,872 -40,186 0,84 5 0,041 0.14 1.35 2018 4 1 16 29 31 -11,872 -40,188 1,30 5 0,042 0.15 0.90 2018 4 1 17 18 57 -11,873 -40,188 1,31 5 0,047 0.16 1.03 2018 4 2 2 42 59 -11,872 -40,189 0,45 4 0,052 0.31 4.70 2018 4 2 4 36 11 -11,873 -40,188 1,30 5 0,048 0.17 1.06 2018 4 2 9 49 14 -11,875 -40,189 1,45 5 0,037 0.14 0.77 2018 4 2 17 21 9 -11,872 -40,186 0,92 5 0,04 0.13 1.19 2018 4 3 0 54 7 -11,875 -40,187 0,18 3 0,015 0.06 1.78 2018 4 4 6 24 31 -11,873 -40,187 1,49 5 0,046 0.16 0.90 2018 4 4 14 33 14 -11,872 -40,186 1,02 5 0,043 0.15 1.16 2018 4 4 16 39 27 -11,871 -40,186 1,38 4 0,042 0.23 1.03 2018 4 5 15 55 24 -12,452 -39,126 3,40 3 0,094 4.23 ***** 2018 4 5 18 7 53 -11,248 -38,907 3,00 4 0,06 5.92 84.51 2018 4 6 6 3 53 -11,610 -41,019 3,00 3 0,296 7.27 ***** 2018 4 8 20 21 25 -11,876 -40,188 0,07 3 0,011 0.10 18.79 2018 4 9 1 6 9 -12,463 -40,901 3,00 3 0,289 3.46 67.90 2018 4 9 1 10 16 -11,203 -40,172 3,00 3 0,135 2.76 23.55

(48)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 2018 4 9 13 38 8 -11,871 -40,186 1,49 4 0,047 0.29 1.32 2018 4 9 18 9 22 -12,232 -38,897 3,40 3 0,071 5.93 ***** 2018 4 11 20 3 51 -11,099 -40,344 2,60 3 0,058 2.77 45.77 2018 4 11 21 29 15 -10,466 -40,688 3,00 3 0,037 6.54 63.63 2018 4 11 23 4 7 -11,871 -40,185 1,29 5 0,043 0.15 0.94 2018 4 12 2 29 54 -11,879 -40,204 1,31 3 0,119 0.41 1.71 2018 4 12 11 3 3 -11,871 -40,185 1,09 5 0,042 0.14 1.04 2018 4 12 15 6 39 -11,940 -39,024 5,39 3 0,082 3.51 77.98 2018 4 13 0 52 39 -11,872 -40,187 1,09 5 0,046 0.16 1.17 2018 4 13 15 5 22 -11,033 -41,353 3,00 3 0,058 6.42 ***** 2018 4 14 6 18 9 -11,872 -40,185 1,20 5 0,036 0.13 0.86 2018 4 14 20 10 38 -11,871 -40,187 1,33 4 0,043 0.27 1.37 2018 4 14 23 40 51 -11,862 -40,186 7,10 4 0,052 0.50 0.51 2018 4 14 23 41 6 -11,871 -40,186 1,14 4 0,043 0.23 1.24 2018 4 14 23 41 44 -11,871 -40,186 1,29 5 0,036 0.13 0.78 2018 4 14 23 42 26 -11,871 -40,186 1,55 4 0,045 0.24 1.01 2018 4 15 0 25 53 -11,874 -40,186 0,18 3 0,013 0.04 1.31 2018 4 15 0 44 34 -11,871 -40,186 2,08 5 0,041 0.15 0.60 2018 4 15 2 7 57 -11,871 -40,186 0,94 5 0,046 0.16 1.35 2018 4 15 21 51 45 -11,872 -40,185 1,31 5 0,041 0.14 0.87 2018 4 15 22 4 38 -11,872 -40,186 1,59 5 0,039 0.14 0.71 2018 4 15 22 8 16 -11,871 -40,186 1,14 5 0,041 0.14 0.99 2018 4 16 2 50 45 -11,871 -40,186 1,34 5 0,04 0.14 0.83 2018 4 16 9 3 23 -11,871 -40,186 1,06 5 0,04 0.13 1.04 2018 4 16 19 15 36 -11,871 -40,186 1,30 5 0,039 0.13 0.86 2018 4 19 15 4 21 -10,363 -40,073 3,00 3 0,026 1.95 9.71 2018 4 19 16 10 19 -11,872 -40,185 1,36 5 0,041 0.14 0.86 2018 4 19 18 38 31 -11,872 -40,185 1,18 5 0,045 0.15 1.08 2018 4 22 22 51 5 -11,872 -40,186 0,94 5 0,042 0.15 1.35 2018 4 23 22 23 42 -11,871 -40,185 1,10 5 0,044 0.15 1.11 2018 4 24 8 10 36 -11,872 -40,185 1,08 5 0,041 0.14 1.07 2018 4 24 10 59 1 -11,871 -40,185 1,20 5 0,042 0.14 0.97 2018 4 25 23 4 30 -11,871 -40,185 0,75 4 0,044 0.23 1.86 2018 4 26 17 0 25 -12,505 -41,201 3,00 3 0,286 7.41 ***** 2018 4 27 3 39 13 -11,873 -40,188 1,30 5 0,048 0.17 1.04 2018 4 28 1 40 18 -11,874 -40,189 0,51 3 0,056 0.47 3.73 2018 4 30 2 16 56 -11,875 -40,185 0,32 4 0,046 0.26 5.59 2018 5 2 2 10 58 -11,874 -40,184 0,50 3 0,012 0.18 0.29 2018 5 2 14 13 52 -11,873 -40,184 0,51 3 0,012 0.17 0.26 2018 5 2 22 41 27 -11,873 -40,183 0,43 3 0,09 0.14 0.23 2018 5 3 14 19 51 -11,871 -40,186 1,07 5 0,043 0.21 0.30 2018 5 3 14 34 52 -11,871 -40,185 1,08 6 0,038 0.13 0.24 2018 5 4 18 22 8 -11,875 -40,265 16,00 4 0,09 1.24 0.80 2018 5 4 18 22 23 -11,782 -39,954 7,76 4 0,15 1.86 4.82 2018 5 4 22 34 1 -11,871 -40,185 0,88 5 0,043 0.15 1.37 2018 5 6 5 22 19 -11,871 -40,185 1,29 5 0,039 0.13 0.84 2018 5 6 10 23 3 -11,873 -40,185 1,18 5 0,044 0.22 1.39 2018 5 6 11 23 17 -11,873 -40,184 1,07 5 0,045 0.15 1.18 2018 5 6 13 37 4 -11,882 -40,205 0,99 3 0,13 0.23 1.31

(49)

2018 5 8 18 12 4 -10,494 -39,887 3,00 4 0,361 40.34 ***** 2018 5 10 19 24 12 -12,524 -40,286 1,01 4 0,034 2.83 47.89 2018 5 10 21 16 28 -11,875 -40,187 1,04 5 0,046 0.16 1.26 2018 5 10 22 36 53 -11,875 -40,187 1,23 5 0,048 0.17 1.14 2018 5 11 15 44 37 -10,356 -39,811 3,00 3 0,148 52.75 ***** 2018 5 13 16 11 36 -11,876 -40,189 1,10 5 0,042 0.15 1.05 2018 5 13 20 49 46 -11,880 -40,187 0,27 3 0,04 0.06 1.26 2018 5 14 0 25 49 -11,876 -40,188 1,58 5 0,044 0.16 0.83 2018 5 15 20 19 23 -12,940 -40,834 3,00 3 0,052 7.26 ***** 2018 5 16 15 5 11 -11,822 -39,674 8,45 3 0,172 2.42 14.33 2018 5 16 15 20 5 -11,873 -40,189 0,81 5 0,036 0.12 1.24 2018 5 16 15 45 35 -11,874 -40,190 1,31 5 0,044 0.15 0.97 2018 5 23 19 57 45 -11,388 -41,090 3,40 3 0,189 8.17 ***** 2018 5 26 20 10 17 -11,991 -41,187 3,00 3 5,106 96.52 ***** 2018 6 1 20 26 3 -10,015 -41,409 3,00 3 0,023 4.87 40.24 2018 6 2 16 4 22 -11,359 -38,869 3,00 3 0,08 10.19 ***** 2018 6 3 4 12 57 -11,875 -40,188 1,13 4 0,047 0.27 1.45 2018 6 4 16 30 1 -11,584 -38,847 3,00 3 0,052 4.29 11.20 2018 6 4 18 47 36 -12,664 -41,097 3,00 3 0,058 8.20 ***** 2018 6 6 15 26 38 -10,694 -40,305 3,00 3 0,22 5.46 ***** 2018 6 7 20 8 17 -11,524 -40,696 3,39 3 0,035 14.83 ***** 2018 6 12 14 54 12 -10,442 -40,379 3,00 3 0,035 79.91 ***** 2018 6 12 15 25 2 -11,800 -41,534 2,60 3 0,103 3.68 63.57 2018 6 15 15 7 4 -10,631 -40,325 1,01 4 0,258 30.17 ***** 2018 6 16 15 3 59 -11,743 -38,981 3,00 4 0,225 9.72 ***** 2018 6 18 15 37 27 -12,464 -40,043 1,40 3 0,067 12.92 13.78 2018 6 23 15 5 58 -12,434 -38,809 3,00 3 0,059 6.41 ***** 2018 6 25 19 28 57 -10,412 -40,055 3,00 3 0,103 28.82 ***** 2018 7 2 11 28 57 -11,874 -40,187 0,91 3 0,007 0.05 0.34 2018 7 19 12 21 31 -11,873 -40,186 0,24 3 0,007 0.05 1.22 2018 7 24 19 22 35 -11,874 -40,186 0,78 3 0,004 0.03 0.23 2018 7 25 6 44 55 -11,873 -40,188 1,14 3 0,002 0.02 0.10 2018 7 31 20 1 39 -11,805 -40,110 14,16 3 0,013 0.39 0.23 2018 7 31 20 1 48 -11,483 -40,182 5,74 3 0,183 1.68 5.58 2018 8 5 18 8 54 -11,512 -41,195 1,03 3 0,021 1.73 36.00

(50)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica

ANEXO B – CATÁLOGO COM OS EVENTOS UTILIZADOS PARA ELABORAÇÃO DO MECANISMO FOCAL.

___________________________________________________________________

Ano Mês Dia Hora

Minuto s Segundo s Latitude Longitud e Prof (km) RMS (s) ERH (km) ERZ (km) 2018 5 16 15 20 5 -11,87333 -40,18917 0,81 0,036 0,12 1,24 2018 4 1 6 13 14 -11,87233 -40,18583 0,84 0,041 0,14 1,35 2018 5 4 22 34 1 -11,87083 -40,18483 0,88 0,043 0,15 1,37 2018 4 2 17 21 9 -11,87183 -40,18550 0,92 0,040 0,13 1,19 2018 4 15 2 7 57 -11,87133 -40,18567 0,94 0,046 0,16 1,35 2018 4 22 22 51 5 -11,87150 -40,18567 0,94 0,042 0,15 1,35 2018 3 26 18 5 53 -11,87217 -40,18717 1,01 0,04 0.13 0.30 2018 4 4 14 33 14 -11,87150 -40,18583 1,02 0,043 0,15 1,16 2018 3 31 21 16 8 -11,87283 -40,18733 1,03 0,042 0,14 1,12 2018 3 26 13 29 32 -11,87383 -40,18750 1,04 0,036 0.12 0.29 2018 5 10 21 16 28 -11,87450 -40,18683 1,04 0,046 0.16 1.26 2018 3 26 4 1 45 -11,87250 -40,18717 1,05 0,043 0.14 0.32 2018 4 16 9 3 23 -11,87133 -40,18550 1,06 0,040 0,13 1,04 2018 3 26 23 6 11 -11,87117 -40,18567 1,07 0,035 0.11 0.23 2018 3 27 6 6 56 -11,87150 -40,18733 1,07 0,047 0,23 0,36 2018 5 3 14 19 51 -11,87067 -40,18567 1,07 0,043 0,21 0,30 2018 5 6 11 23 17 -11,87300 -40,18400 1,07 0,045 0,15 1,18 2018 4 24 8 10 36 -11,87150 -40,18533 1,08 0,041 0,14 1,07 2018 5 3 14 34 52 -11,87083 -40,18500 1,08 0,038 0,13 0,24

(51)

2018 3 28 21 42 13 -11,87267 -40,18750 1,09 0,042 0,15 1,06 2018 4 12 11 3 3 -11,87117 -40,18467 1,09 0,042 0,14 1,04 2018 4 13 0 52 39 -11,87200 -40,18717 1,09 0,046 0,16 1,17 2018 3 31 7 15 0 -11,87250 -40,18750 1,10 0,043 0,15 1,07 2018 4 23 22 23 42 -11,87100 -40,18500 1,10 0,044 0,15 1,11 2018 5 13 16 11 36 -11,87550 -40,18884 1,10 0,042 0,15 1,05 2018 3 26 8 10 36 -11,87217 -40,18700 1,11 0,042 0,20 0,33 2018 3 30 10 38 17 -11,87117 -40,18650 1,13 0,043 0,15 1,04 2018 4 15 22 8 16 -11,87133 -40,18550 1,14 0,041 0,14 0,99 2018 3 29 1 50 27 -11,87200 -40,18683 1,15 0,040 0,14 0,99 2018 3 29 1 39 6 -11,87183 -40,18683 1,17 0,044 0,16 1,05 2018 4 19 18 38 31 -11,87200 -40,18500 1,18 0,045 0,15 1,08 2018 5 6 10 23 3 -11,87300 -40,18450 1,18 0,044 0,22 1,39 2018 4 14 6 18 9 -11,87150 -40,18517 1,20 0,036 0,13 0,86 2018 4 24 10 59 1 -11,87067 -40,18483 1,20 0,042 0,14 0,97 2018 3 28 22 28 52 -11,87150 -40,18700 1,23 0,042 0,14 0,93 2018 5 10 22 36 53 -11,87450 -40,18717 1,23 0,048 0,17 1,14 2018 4 11 23 4 7 -11,87067 -40,18517 1,29 0,043 0,15 0,94 2018 4 14 23 41 44 -11,87117 -40,18633 1,29 0,036 0,13 0,78 2018 5 6 5 22 19 -11,87050 -40,18517 1,29 0,039 0,13 0,84 2018 3 27 17 54 47 -11,87267 -40,18750 1,30 0,041 0,15 0,90 2018 4 1 16 29 31 -11,87233 -40,18767 1,30 0,042 0,15 0,90 2018 4 2 4 36 11 -11,87250 -40,18750 1,30 0,048 0,17 1,06 2018 4 16 19 15 36 -11,87133 -40,18600 1,30 0,039 0,13 0,86 -

(52)

-UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 11,87250 40,18767 2018 4 15 21 51 45 -11,87150 -40,18517 1,31 0,041 0,14 0,87 2018 5 16 15 45 35 -11,87433 -40,18967 1,31 0,044 0,15 0,97 2018 4 16 2 50 45 -11,87083 -40,18550 1,34 0,040 0,14 0,83 2018 3 28 21 55 10 -11,87200 -40,18717 1,36 0,038 0,13 0,77 2018 3 29 1 50 44 -11,87117 -40,18650 1,36 0,044 0,15 0,90 2018 4 19 16 10 19 -11,87150 -40,18467 1,36 0,041 0,14 0,86 2018 4 2 9 49 14 -11,87533 -40,18884 1,45 0,037 0,14 0,77 2018 4 9 4 25 5 -11,87383 -40,18800 1,45 0,045 0,16 0,90 2018 4 4 6 24 31 -11,87317 -40,18717 1,49 0,046 0,16 0,90 2018 3 31 8 4 10 -11,87300 -40,18783 1,57 0,038 0,14 0,70 2018 5 14 0 25 49 -11,87583 -40,18783 1,58 0,044 0,16 0,83 2018 4 15 22 4 38 -11,87183 -40,18567 1,59 0,039 0,14 0,71 2018 4 15 0 44 34 -11,87083 -40,18583 2,08 0,041 0,15 0,60

(53)

ANEXO C – CATÁLOGO COM AS SOLUÇÕES DO MECANISMO FOCAL

Strike Dip Rake

308.99 72.18 -81.59 308.13 73.22 -80.60 308.30 72.23 -80.54 309.14 73.22 -80.60 309.31 72.23 -80.54 310.15 73.22 -80.60 310.33 72.23 -80.54 307.77 73.27 -79.55 308.79 73.27 -79.55 308.98 72.28 -79.50 309.80 73.27 -79.55 309.99 72.28 -79.50 311.00 72.28 -79.50 307.76 73.32 -78.51 308.57 74.30 -78.57 308.78 73.32 -78.51 308.99 72.34 -78.45 309.59 74.30 -78.57 309.80 73.32 -78.51 310.01 72.34 -78.45 311.03 72.34 -78.45 307.16 74.36 -77.53 308.18 74.36 -77.53 308.41 73.38 -77.47 308.64 72.41 -77.40 308.87 71.43 -77.33 309.21 74.36 -77.53 309.43 73.38 -77.47 309.66 72.41 -77.40 310.46 73.38 -77.47 310.68 72.41 -77.40 307.79 74.42 -76.49 308.04 73.45 -76.43 308.28 72.48 -76.36 308.82 74.42 -76.49 309.06 73.45 -76.43 309.31 72.48 -76.36 309.56 71.50 -76.28 309.60 75.39 -76.56 309.84 74.42 -76.49 310.09 73.45 -76.43

(54)

UFRN/CCET – Relatório de Graduação em Geofísica 307.49 75.46 -75.53 307.75 74.49 -75.46 308.01 73.52 -75.39 308.28 72.55 -75.31 308.54 71.58 -75.23 308.52 75.46 -75.53 308.78 74.49 -75.46 309.04 73.52 -75.39 309.31 72.55 -75.31 309.58 71.58 -75.23 309.55 75.46 -75.53 309.81 74.49 -75.46 310.08 73.52 -75.39 310.34 72.55 -75.31 310.61 71.58 -75.23 307.07 75.52 -74.50 307.35 74.56 -74.42 307.63 73.60 -74.35 308.11 75.52 -74.50 308.38 74.56 -74.42 308.66 73.60 -74.35 308.94 72.63 -74.27 309.23 71.67 -74.18 309.14 75.52 -74.50 309.42 74.56 -74.42 309.70 73.60 -74.35 309.98 72.63 -74.27 310.27 71.67 -74.18 311.30 71.67 -74.18 307.00 75.59 -73.47 307.29 74.64 -73.39 307.59 73.68 -73.31 307.75 76.55 -73.54 308.04 75.59 -73.47 308.33 74.64 -73.39 308.63 73.68 -73.31 308.93 72.72 -73.22 309.24 71.76 -73.13 309.54 70.81 -73.03 308.79 76.55 -73.54 309.08 75.59 -73.47 309.37 74.64 -73.39 309.67 73.68 -73.31 309.97 72.72 -73.22 310.28 71.76 -73.13

(55)

311.32 71.76 -73.13 306.61 76.62 -72.51 306.92 75.67 -72.44 307.23 74.72 -72.36 307.55 73.76 -72.27 307.66 76.62 -72.51 307.97 75.67 -72.44 308.28 74.72 -72.36 308.60 73.76 -72.27 308.92 72.81 -72.18 309.24 71.86 -72.08 309.56 70.91 -71.98 308.70 76.62 -72.51 309.01 75.67 -72.44 309.33 74.72 -72.36 309.64 73.76 -72.27 309.96 72.81 -72.18 310.28 71.86 -72.08 310.61 70.91 -71.98 311.33 71.86 -72.08 306.51 76.70 -71.49 306.84 75.75 -71.41 307.17 74.80 -71.32 307.50 73.86 -71.23 307.56 76.70 -71.49 307.89 75.75 -71.41 308.22 74.80 -71.32 308.55 73.86 -71.23 308.89 72.91 -71.14 309.23 71.96 -71.04 309.58 71.02 -70.93 308.29 77.65 -71.56 308.62 76.70 -71.49 308.94 75.75 -71.41 309.27 74.80 -71.32 309.61 73.86 -71.23 309.94 72.91 -71.14 310.28 71.96 -71.04

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