LUÍS
FERNANDO
DA
SILVEIRA
LOBO
CICÔGNA
TO
156
\SANGUE
E
HEMODERIVADQS
EM
PUÉRPERAS
Trabalho apresentado à Universidade Federal
de Santa Catarina, para a conclusão no Curso
de Graduação
em
Medicina.FLQRIANÓPOLIS
II
LUÍS
FERNANDO DA
SILVEIRA
LOBO
CICOGNA
SANGUE
E
HEMODERIVADOS
EM
PUÉRPERAS
Coordenador do Curso: Edson J. Cardoso
Orientador: Jovino dos Santos Ferreira
Trabalho apresentado â Universidade Federal
de Santa Catarina, para a conclusão no Curso
de Graduação
em
Medicina.Co-orientadora: Vera Lúcia Paes Cavalcanti Ferreira
FLORIANÓPOLIS
III
I
AGRADECIMENTOS
Meus
sinceros agradecimentos aomeu
orientador professor Jovino e aminha
co-orientadora Dra. Vera,
que
estiveramsempre
à disposição ajudando etransmitindo seus conhecimentos.
A
minha
mulher
Débora,minha
filha Júlia eminha
família por estarem aomeu
TÍTULO
ÍNDICE
11NTRODUÇÃO
... .. 2OBJETIVOS
... .. oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo ou 3MÉTODO
... .. 4REsULTADo.s
... .. 6CoNCLUsõEs
... .. 17 7REFERENCIAS
... .. 22RESUMO
... ..SUMMARY
... ..APÊNDICE
1 ... ..APÊNDICE
2 ... ..APÊNDICE
3 ... .. oooooooooooooooooooo ao oooooooooooooooooooooooo oo oooooooooooooooooooooooooooo ou oooooooooooooooooooooooooooo ou oooooooooooooooooo oo oooooooooooooooooo ao oooooooooooooooooo ou oooooooooooooooooo ao oooooooooooooooooooo1
1NTRonUÇÃo
Os
beneficios terapêuticosdo
sangue são conhecidoshá
séculos.A
primeiratransfusão entre
humanos
foi realizada pelo obstetraJames
Blundell,em
vinte edois de
dezembro
de 1818, devido a sua percepção deque
as transfusõespoderiam
ser
um
tratamentoadequado
para as hemorragiasno
pós-parto. Sendo, a partir deentão, aceita
como
a pioneira nas várias publicaçõesdo
autorna época
.Entretanto, as transfusões
como
asconhecemos
hoje, sãouma
aquisiçãorecente.
No
finaldo
séculoXIX
as transfusõeseram pouco
menos
primitivasdo
que há
doisséculos emeio
atrás.A
eramoderna
das transfusões iniciou-secom
a demonstração,em
1900
por Landsteiner, das isoaglutininasA,
B
eO
no
sangue.No
ano
seguinte, baseada nas reações sorológicas dashemácias
com
essasaglutininas, foi efetuada a divisão
do
sanguehumano
nos quatro grupos sangüíneosque
conhecemos
até hoje.O
segundo
grandeproblema
resolvido nesse século, foi a anticoagulação e apreservação
do
sangue para a transfusão.Em
março
de 1914, Albert Hustin utilizouo
citrato de sódiocomo
anticoagulante e RichardWeil
observouque
o sanguecom
citrato, poderia ser
armazenado
em
refrigeradores por vários dias antes de serutilizado.
Nos
anos seguintes as soluções para a anticoagulação e a preservaçãodo
sangue
foram
sendo aperfeiçoadas, até que,em
1936
o primeirobanco
de sanguefuncional foi organizado
em
Barcelona, para suprir ademanda
porhemoderivados
2
Em
1939, Levinedemonstrou que
a isoimunização pelo antígenoRh
era aprincipal causa
da doença
hemolíticado
recém-nascido eum
ano
depoisLandsteiner e
Weiner
consagraram
o termo Rh.Finalmente,
da
década de60
até os dias atuais, o desenvolvimento das técnicasde compatibilidade, de triagem sorológica realizadas para diversas doenças
transmissíveis, tais
como,
a hepatiteB
eC
e a Aids, entre outras, eo conhecimento
dos riscos
que
a transfusãopode
acarretar (reações transfusionais),melhoraram
sobremaneira
o
tratamento eo
prognóstico de nossos pacientes]A
hemorragia puerperal é a principal causa de morbi-mortalidadematemaz
Trabalhos realizados pela Universidadeda
Ca1ifómia3°4em
1991, utilizandouma
casuística de
9598
partos normais,demonstraram que
3,9%
(374 casos) daspuérperas apresentaram hemorragia. Esta incidência praticamente
dobrou
quando
amesma
pesquisa foi direcionadaa
pacientesque
sesubmeteram
a cesariana ( de3052
partos cesáreos, 196 tiverarn hemorragia, correspondendo a6,4%
dos partos).Além
dos dados citados anteriormente, estima-seque no
mundo
300.000 mulheresmorrem
porano
devido a hemorragia puerperal, sendo esta a principal causade
mortalidadematerna nos
países desenvolvidos.2Outra causa , essa exclusiva
do
período gestacionalou do
puerpério, eque
em
casos severos requer a utilização de
hemoderivados
no
seumanuseio
é aSíndrome
Hellp, sigla
em
inglês para hemólise,aumento
das enzimas hepáticas eplaquetopenia, cuja incidência varia de 2 a 12 %.5
As
alterações hematológicasque ocorrem no organismo
materno,como
o
aumento do
volume
plasmático, desproporcionalmenteem
relação àmassa
de hemácias, levando auma
anemia
dilucional,o
estadode
hipercoaguabilidadecomo
preparação para o partoó e as
modificações no metabolismo
dos glicídeos e3
ser
bem
compreendidas, objetivandouma
utilização consciente e precisa dos hemoderivados, que sãomedicamentos
biológicos licenciados peloFood
and
Drug
Administration
(FDA)8
e utilizadosem
todas as áreas médicas.Com
a inauguraçãoda
Matemidade
do
Hospital Universitário PolydoroEmani
Santiago
(HU-UFSC)
em
outubro de 1995,um
novo
tipo de paciente passou a seratendido pelo
Banco
de Sangue, tanto durante a gestaçãocomo
no
puerpério.Visando
avaliar os recursos hemoterápicos utilizados nas puérperas internadasna
nossa Maternidade ,
no
períodocompreendido
entre outubro de 1995 e outubro de1998, este estudo teve entre seus propósitos,
o
enfoque dos aspectos clínicos elaboratoriais que
motivaram
os procedimentos transfusionais realizados nestas2
OBJETIVOS
Traçar
o
perfil clínico das puérperascom
complicações hematológicas e quenecessitaram
do
uso de sangue e seus derivadosno
decorrer de seus tratamentos,internadas
no
HU-UFSC
no
período de outubro de 1995 a outubro de 1998.Detectar a
fiequência da
utilização de sangue ehemoderivados
derivados nas3
MÉTo1)o
Foi realizado
um
estudo retrospectivo, descritivo e horizontal, através deinformações obtidas dos pedidos de transfusão de sangue (apêndice 1), solicitados
pelo Serviço de Obstetrícia
HU-UFSC
e arquivadosno
Serviço deHemoterapia do
HU-UFSC,
etambém
com
base nos prontuáriosmédicos
encontradosno
Serviço deProntuários de Pacientes
do
HU-UFSC.
Dos
4313
partos realizadosna
Matemidade
do
HU-UFSC
no
períodocompreendido
entre outubrode
1995 (inauguração) e outubro de 1998,selecionamos através das fontes citadas anteriormente,
um
total de vinte e duaspacientes
(0,5%
dos total)que
necessitaram,no
pós-parto, de tratamentohemoterápico e que
preencheram
os requisitos adotadosem
nosso protocolo deestudo (apêndice 2).
Dados
como
faixa etária, grau de escolaridade, estado civil, história gestacional,intercorrências durante a gestação, tipo sangüíneo e fator Rh, realização de pré- natal e tipo de parto realizado pela paciente
foram
colhidosdo
protocolodo
CentroLatino-Americano
de Perinatologia(CLAP)
(apêndice 3).Os
demais
dadosque
completam
o
nosso protocolo,foram
pesquisados nas evoluções dos prontuários das pacientes.Considerou-se
como
pacientesque
realizaram pré-natal, aquelasque
durante a sua gestação, tiveram pelomenos
seis consultas pré-natais.Em
relação àépoca do
puerpérioem
que
a paciente foi transfiindida, utilizamosa critérios adotados por Rezendeg, que divide o puerpério em: imediato,
6
primeiro dia e vai até
o quadragésimo
quinto dia eremoto
a partirdo
quadragésimo
quinto dia.Os
dados coletadosforam
transcritos parao
programa
de análise epidemiológicaEpinfo®,
onde
as frequências de cada variávelforam
determinadas.
Com
os dados fornecidos peloEpinfo®, foram
construídas tabelas egráficos nos
programas
Word
97®
e Excel®.A
pesquisa bibliográfica foi realizada utilizando as bases de dados disponíveispela Intemet, sendo elas a
Medline®
e o Lilacs®.Os
trabalhos selecionadosforam
4
RESULTADOS
I -
TABELA
-
Número
de partos realizadosna
Matemidade
do
HU-UFSC
no
período de outubro de 1995 à outubro de 1998 e
número
eporcentagem
em
relaçãoao total de partos, de puérperas
que receberam
transfusão.Tipo de parto Frequência
%
Uso de hemoderivado%
Cesariana 1051 24,4 15 1,42
Normal 3262 75,6 7 0.21
Total 4313 100 22 1,63
SPP-HU/ 1995-98
UFSC
l.FIGURA
- Raça
das pacientesque
utilizaramhemoderivados
durante opuerpério, atendidas
na
Matemidade
do
HU
9,5%
905%
DBranco
= 19lNegro
= 02SPP-I¬lU/ 1995-98
8
2.
FIGURA
_
Faixa etária das pacientes que utilizaramhemoderivados
durante opuerpério, atendidas
na
Maternidadedo
HU
13,6%
86,4%
E]<15
anos =O
515-
35 anos
=19
El>35
anos
= 3 SPP-HU/ 1995-98 UFSCII -
TABELA
~
Profissão das pacientesque
utilizaramhemoderivados
durante opuerperio, atendidas
na
Maternidadedo
HU
Profissão Frequência
%
Do
lar 13 Empregada Doméstica 3 Estudante l Gerente financeira 1 Professora l Publicitária l Secretaria 2 59,1 i3,ó 4,5 4,5 4,5 4,5 9,1 Total 22 100 SPP-HU/ 1995-98 UFSC9
3.
FIGURA
-
Estado civil das pacientes que utilizaramhemoderivados
durante opuerpério, atendidas
na
Maternidadedo
HU
9,1%9~l%
18,2%
I
Solteira= 4
63,6%
E]Casada
=
14 E1União
estável=
2I
indeterminado=
2 SPP-HU/ 1995-98 UFSC4.
FIGURA
~
Escolaridade das pacientes que utilizaramhemoderivados
durante opuerpério, atendidas
na
Matemidade
do
HU
22,7%
500%
›D1
rau=5
1 8 , 20/O g_
9'1%
I
2 grau- 4
D3
grau=2
D
indeterminado=
11 SPP-HU/ 1995-98 UFSC10
5.
FIGURA
-
Histórico gestacional das pacientes que utilizaramhemoderivados
durante
o
puerpério, atendidasna
Maternidadedo
HU
""`
40,9%
59,1%
D
Primíparas = 9I
Multíparas = 13 SPP-HU/ 1995-98 UFSC6.
FIGURA
-
Pré-natal das pacientesque
utilizaramhemoderivados
durante opuerpério, atendidas
na
Matemidade
do
HU
18,2%
tl
31,3%
E]sim= 18Inão=4
SPP-HU/ 1995-98
ll
III -
TABELA
-
Tipo sangüíneo e fatorRh
das pacientes que utilizaramhemoderivados
durante o puerpério, atendidas na Maternidadedo
HU
Tipo sangüíneo Frequência
%
A
+ 7 31,8B
+ 1 4,5AB
+ 2 9,1O
+ IO 45,4A
- 1 4,5B
- 1 4,5 Total 22 100 SPP-HU/ 1995-98 UFSCIV
-TABELA
-
Intercorrências clínicas observadas durante a gestação naspacientes
que
utilizaramhemoderivados
durante o puerpério, atendidas naMatemidade
do
HU
Intercorrência Frequência
%
Diabetes Mellitus Gestacional 1 4,5
PTI 1 4,5 Hemorragia vaginal l 4,5 Hepatite 1 4,5
ITU
3 l6,6 Pneumonia l 4,5 Pré-eclâmpsia 4 l 8,2Sem
Intercorrências IO 45,4 Total 22 100 SPP-I-IU/ 1995-98 UFSC12
7.
FIGURA
-
Tipo de parto realizado pelas pacientesque
utilizaramhemoderivados
durante o puerpério, atendidasna
Maternidadedo
HU
31,8%
68,2%
Elnormal =
7Icesariana =
15SPP-HU/ 1995-98
8.
FIGURA
-
Períododo
puerpérioem
que
as pacientesforam
transfundidas4,5%
~ VU
imediato = 21955%
Itardio = 1 EI remoto = O UFSC SPP-HU/ 1995-98 UFSC3 l Uwhã _ älgâ \D:_^_ñm ___ Vmmz Àmwz Ogv ovw om* Ogv Qã :mv :mv :mm QP H zoa :gw _§__` H Zom :Qu ____"7_Dm _m_@N ©O_° nozm EN __? H zoa Em °\°m__`m QOÇON °\__o°_` °\°©_om $_`_mN *am gvoor ÊWQ O8_ON_` OOOÓN OOQONN OOOQ` OOONV OOQQV OOQQM
3
g
më2
3
E
3
2
Ê
3
É
E
Ê
5
E
:F Q:2
3
*RN °\°®N gm; _XÔ_©__ g©dN $O_9_ OÃUNN °\°®_t âqg ^§`dN näqáš *vg $mN *RN $Od_` §_N_2 QQQNN $mH__|_ö Qog Qoqg °\_öN Qua NN __N ON2
2
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NP:
9
Q
Q
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VI
-TABELA
-
Indicação clinica para a utilização dehemoderivados
durante opuerpério nas pacientes atendidas na
Matemidade
do
HU
14 Indicação Freqüência
%
Anemia Choque hipovolêmico Hemorragia Hemólise Retenção de placenta Plaquetopenia 3 2 13 1 3 3 16,3 9,1 54,5 4,5 16,3 18,2 Total 22 100VII -
TABELA
_
Diagnóstico básico das pacientesque
utilizaramhemoderivados
durante o puerpério atendidas
na
Matemidade
do
HU
SPP-HU/ 1995-98
UFSC
Diagnóstico básico Freqüência
%
Atonia uterina
DPP
*Retenção de placenta
Sindrome Hellp
Pré-eclâmpsia
Hemorragia digestiva alta
Hematoma
de parede uteiinaAnemia falciforme
PTT*
*Hematoma
de parede vaginalPT1*** 5 5 3 2 1 l l 1 l l l 22,7 22,7 13,6 9,1 4,5 4,5 4,5 4,5 4,5 4,5 4,5 Total 22 100
*Descolamento Prematuro de Placenta
“Púrpura Trombocitopênica Trombótica ***Púrpu1a Trombocitopênica Idiopática
SPP-HU/ 1995-98
15
VIII -
TABELA
-
Divisão das pacientesem
relação aonúmero
de unidades deconcentrados de hemácias utilizadas
Concentrado de hemácias No pacientes
%
1
U
2 2U
7 3U
6 4U
3 6U
l 9U
lNão
receberam 2 9,1 31,8 27,3 13,ó 4,5 4,5 9,1 Total 22 100 SPP-HU/ 1995-98 UFSCIX
-TABELA
-
Divisão das pacientesem
relação aonúmero
de unidades deplasma
utilizados Plasma No pacientes%
1U
l 2U
2 3U
l 4U
l 8U
1 28U
INão
receberam l5 4,5 9,1 4,5 4,5 4,5 4,5 ós,2 Total 22 100 SPP-HU/ 1995-98 UFSC16
X
-TABELA
-
Divisão das pacientesem
relação aonúmero
de unidades deconcentrado de plaquetas utilizados
Concentrado de plaquetas No pacientes
%
6
U
7U
10U
Não receberam l 4,5 1 4,5 1 4,5 19 86,4 Total 22 100 SPP-HU/ l995-98 UFSC9.
FIGURA
~
Evolução
das pacientes que utilizaramhemoderivados
durante opuerpério, atendidas
na
Matemidade
do
HU
4,5%
6
|:1ana=21
95›5°/°
Ióbno
=
1SPP-l-lU/ 1995-98
5
DISCUSSÃO
Pouco
depoisda
PrimeiraGuerra Mundial o
progresso técnico permitiu a rápidaexpansão
dos bancos de sangue eda
transfusão de sanguecomo
um
meio
detratamento sendo esses recursos terapêuticos valiosos e seus beneficios ,nas
diversas clínicas, incontestáveis.
Dos
4313
partos realizadosna
MaternidadeHU-UFSC,
3261foram
normais e1051 cesarianas, representando respectivamente
75,6%
e24,4%
do
total,demonstrando
uma
estatística abaixoda
estipulada pela OrganizaçãoMundial da
Saúde
de30%
de partos cesáreos e a preocupaçãodo
HU
em
repassarno
meio
acadêmico
a importânciado
esgotamento de todas as possibilidades de parto por via normal.Dos
3261
partos vaginais realizadosem
nossamatemidade,
7 necessitaramdo
uso de
hemoderivados no
puerpério, correspondendo a0,21%
dos partos,Boydz
encontrou até1%
de necessidade de uso dehemoderivado
após partos normais. Jáno
caso dos partos cesáreos essaporcentagem
sobe para1,42%
(de
1051cesarianas, 15
foram
transfimdidas). Essesnúmeros
baixos secomparados
com
osda
literatura,0,3%
até7,3%
pós-cesarianasw,apontam
parauma
criteriosaindicação dos derivados hemoterápicos.
Das
pacientes90,5%
são brancas, dados levantadosdo
censo de1996
do
Instituto Brasileiro de
Geografia
e Estatística(IBGE)
mostraram que
85,9%
da
população
da
região sul é caucasóide,o
que justificao
número
encontradoem
nosso trabalho.As
pacientes estudadas são,em
sua maioria,donas
de casa ,18
No
presente estudoobservamos que
a maioria das puérperasque
necessitaramde
hemoderivados
em
nossamatemidade,
apresentaram faixa etária entre 15 e 35 anoscom
uma
média
de idade de 27,4 anos.Em
trabalho semelhante realizado por Klapholzm,em
1990, encontrou-seuma
idademédia
de 27,7 anos.Divergindo da literatura,
encontramos
usomaior
dehemoderivados
em
multíparas (59,3%), nos trabalhos realizados por
Newton
et aluem
1961 e porGilbert et al
em
198712 observou-se que as nulíparas são responsáveis pelomaior
número
de transfusões;no
entantonão
encontramosna
literatura trabalhos recentesque
comparem
estas variáveis jáque
seguramente as indicações dehemoderivados
tem
sidomais
criteriosas nas última década.Das
22
pacientes estudadas, 18 realizaram consultas pré-natais, nosmostrando
que
complicaçõesno
decorrerou
apóso
parto sãona
maioria das vezes imprevisíveis,como
foi relatado porCombs
et alem
1991 .3Os
tipos sangüíneosO
+
eA
+
foram
osmais
frequentes,com
uma
incidênciade
45,4%
e31,8%
respectivamente.A
Fundação Pró-Sangue/Hemocentro
deSão
Paulo” demonstrou que na
população caucasóide46,52%
opossuem
sangue tipoO
e39,45%
tipoA,
dados semelhantes aos encontradosem
nosso estudo.Das
vinte e duas pacientesque foram
pesquisadas, doze tiveram intercorrênciaclínica durante a gestação.
Sendo que
a mais frequente foi a pré-eclâmpsia,que
juntamente
com
o parto cesáreo e a história de hemorragia puerperal prévia são,segundo
Boydz, doenças tradicionalmente .relacionadascom
aumento do
risco de perda sanguínea excessivano
pós-parto.Houve
um
predomíniono
uso dehemoderivados
seguindo os partos cesáreos, que corresponderam a68.2%
dos partos das pacientesdo
nosso estudo.Na
literatura estudada, trabalhos semelhantes
demonstraram que
67%
das indicações19
Das
transfusões95,5%
foram
realizadas no. puerpério imediato,demonstrando
a importância de
um
acompanhamento
adequado
das pacientes principalmente nosprimeiros dias
do
pós-parto.Não
foram
encontradas citações sobre essetema na
literatura pesquisada.
Todas
as pacientes transfundidaspossuíam
pelomenos
dados
referentes a seuhematócrito
ou
a hemoglobina. Foi observadoque
as pacientesque receberam
concentrados de hemácias
tinham
valores de hematócrito variando de13%
a27%
ehemoglobina
entre 4,7 g/dl e 8,1 g/dl.O
guiaformulado na
conferência sobrehemoderivados, realizado pelo Instituto Nacional de
Saúde
dos EstadosUnidos
(NIH)
em
198914, sugereque
pacientesnão
devem
ser transfimdidas anão
serque
ahemoglobina
sejamenor
que
8g/dl e/ou o hematócritomenor
que
24%
, e opaciente esteja
com
sintomatologia clínica e/oucom
evidências de hemorragiaativa, prática essa, que pelos
dados
encontradosno
nosso estudo estão sendo considerados e aplicados.Observamos
que a hemorragia foi a indicação clínicamais
frequênte para atransfusão de hemoderivado, ocorrendo
em
54,5%
das nossas pacientes.Segundo
Boydz
eCombs
et al3 a hemorragia puerperal é a principal causa de morbi-mortalidade
matema
nos paísesdo
primeiromundo,
ocorrendoem
3,9%
dos partosvaginaís e
6,4%
dos partos cesáreos, sendo a principal indicação parao
uso detransfusão
em
puérperas.A
atonia uterina eo
deslocamento prematuro de placenta, ocorrendoem
45,4%
das pacientes,
foram
os diagnósticosque
levaram aomaior
número
decomplicações
no
pós-parto, correspondendo a22,7%
cadauma.
Trabalho publicado porBoyd
demonstra que
a principal causa de hemorragia puerperal é a atonia20
Entre as pacientes deste estudo
que
receberam concentrado de hemácias,68,2%
receberam
até 3U
de concentrados de hemácias,demonstrando que não há
necessidade,
na
grande maioria dos casos, deque
as pacientes sejampolitransfundidas para a correção de seus distúrbios hematológicos.
No
trabalhorealizado
em
1990
por Klapholzlo,81%
de suas pacientes necessitaram demenos
de
3U
de concentrados dehemácias
durante o seu tratamento.A
deficiência dos fatoresda
coagulação e a Púrpura TrombocitopênicaTrombótica (PTT)
incluem-se entre as poucas indicações específicas parao
uso deplasma
frescocongeladomó.
Sessenta e seis por cento (66,6%
) das pacientesque
receberam
plasma possuíam
alteraçõesno
coagulograma.Uma
pacientecom
diagnóstico de
PTT
submeteu-se a tratamentocom
plasmaferese tendo recebido28
unidades de plasma, tendo evoluído para
o
óbito.Apenas
três pacientesreceberam
concentrado de plaquetasno
puerpério. Essaspacientes
foram
transfundidas imediatamente antesda
cesariana eno
pós-partoimediato. Sureshs,
em
trabalho realizadoem
1998,recomenda
a utilização deplaquetas
em
pacientescom
contagem
menor
que 50.000/mm3
antesda
intubaçãopara a cesariana pela contra-indicação formal
do
uso de anestesias regionais(raquímedular e peridural),
não recomendando
sua prescrição posteriormente já que seuconsumo
ocorre rapidamente e seu efeito é transitório.Das
22
pacientes estudadas, 21 delas tiveram, após o tratamentocom
hemoterápicos,
uma
evolução favorável recebendo alta paraacompanhamento
ambulatorial e
uma com
diagnóstico dePTT
evoluiu parao
óbito por falência de6
CONCLUSÕES
A
análiseda
casuística permite concluir:Dos
4313
partos realizadosna
MaternidadeHU-UFSC,
3261
(75,6%)foram
normais e 1051 (24,4%) cesáreos
com
o
uso dehemoderivados
em
puérperas submetidas a cesariana 6,7 vezesmaior do
que nas puérperasque
tiveram parto normal.A
indicação clínicamais fiequente
para as transfusões foi a hemorragiapuerperal tendo
como
diagnósticos básicos principais a atonia uterina eo
descolamento prematuro de placenta, sendo o concentrado de
hemácias o
hemoderivado mais
utilizado.Das
pacientes estudadas81,8%
realizaramexames
pré-natais, tendo a pré-eclâmpsia e a
ITU
como
intercorrências clínicasmais
frequentes.No
entanto as complicaçõesdo
puerpério são imprevisíveis eo
acompanhamento
do
parto e pós-parto por profissionais capacitados é imperativo para
o
bom
prognóstico daspacientes.
7
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Herben
WNP,
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HG,
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Autologous
Blood
Strage in ObstetricsRESUMO
O
objetivodo
trabalho é traçar o perfil clínico das puérperascom
complicações hematológicas e que necessitaram
do
uso de sangue e seus derivadosno
decorrer de seus tratamentos, intemadasno
HU-UFSC
no
período de outubro de1995 a outubro de
1998
e detectar a frequênciada
utilização de sangue ehemoderivados
nas puérperas atendidas nesse período.Foi realizado
um
estudo retrospectivo, descritivo e horizontal. Através deprotocolo formulado para esse trabalho, coletou-se os dados dos prontuários de
vinte e duas puérperas
que
necessitaram de tratamento hemoterápico, atendidasna
Matemidade
do
HU-UF
SC
no
período de outubro de 1995 a outubro de 1998.Das
22
pacientes estudadas,68,5%
foram
submetidas a cesariana e31,5%
tiveram parto normal..
A
principal indicação para o uso de transfusões foi ahemorragia puerperal e apenas urna evoluiu para o óbito
Dos
1051 partos cesáreos o apoio hemoterápico foi necessárioem
1,42%
enquanto
que
nos3262
partos normais estenúmero
foi de 0.21%.O
concentrado dehemácias
foi ohemoderivado mais
utilizado sendo a atonia uterina e oDPP
osSUMMARY
The
objective of thiswork
is trace the clinical profile of the post-partumpacients with hematologycal complications that
needed
blood transfusion inelapsing of its treatments, that staied in the
HU-UFSC
in the periodof
october1995
to october1998 and
detect the frequencyof
blood derived utilization in the post-partum pacient assisted in our hospital.A
retrospective, descriptiveand
horizontal studywas
accomplished.Through
aprotocol fonnulated for this
work,
was
colected the datafrom
the medical registerof the twenty
two
post-partum pacients thatneeded
blood treatment.Of
the22
studied patients,68,5% was
submit to cesarean operationand
31,5%
had
vaginal delivery.The
leading cause forblood
transfusionwas
puerperalhemorrhage and
onlyone
died.Of
the 1051 cesarean deliveries,1,42%
had
hemoterapic support while in the3262
vaginal deliveries thisnumber was
0.21%.Red
blood cell packetwas
themost
administered bloodcomponent
and
the principals basics diagnoseswere
i
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Peoloo
DE
rnnnswsno
ñ SER PREENCHIDO PELO HDICO REUUISIIANTE
CIDADE ,LOCAL V DRESPONSRUEL' DIGGNUSTXCU INUICACÊU CLINICH Pnsssno - leuLso Inenârocnno ÚUÊNTIDHDE '
ESPEClFlCfiCh0
nl de Concentrado de henaciasnl de Concentrado de henacias pobres en leucocitos
Ml de Concentrados de henacias lavadas
Unidade de Concentrado de leucocitos Unidade de Concentrado de plaquetas
H
nl de Plasma
nl de Plasma fresco (anti-henofílico)
nl de Plasna rico en plaquetas
Unidade de Crioprecipitado de Fator nnti-henofílico 0 (Fator UIIH
\ ( ) URGENCIH IHDXÊIH ( ) URGENIfl RIIAIIUH ( ) ROTINfl
DÊTR HURH HSSINHTURR HEDJCO CRH
SULICITRHUS ENCRHINHRR DUADURES DE SANGUE R0: R SER PREENCHIDO PELO SERUICO DE HEHÔIERRPIR
FÃEBEJ
SISIEHRS
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nccmnmo orsrn nzouxsrcno
om
'nonel
RECEBIDO POR
OBSERUMIOES
1. Identiñcação: Nome: Idade: Raça: Estado civil: Profissão: Local de nascimento: Procedência: Escolaridade: Registro: 2. História clínica:
PROTOCOLO
2.1. Gestacionalí Gesta Para Aborto
2.2. Idade gestacional :
DUM-
USG-2.3. Número de consultas pre'-natais:
2. 4.. Intercorrênci as clínicas:
3.
Exames
laboratoriais:3.1. Rotina pré-natal: Hemograma-
Glicemia jejum- Parcial de urina- V.D.R.L.- H.I.V~ Anti-Toxoplasmose- Anti-Rubéola- I-Ibsag- 3.2. Estudo imunohanatológico: Tipo sanguíneo- Fator Rh~ Teste de Coombs - D- I-
Pesquisa de anticorpos irregulares-
3.3. Coagulograma: Plaquetas- TAP- TTPA- TS- Fibrinogênio- PDF
-4. Diagnóstico básico:
5. Indicação clínica
do hemoderivado:
6.
Quantidade
e tipode
hemoderivado
utilizadoConcentrado de hemácias ( )
Concentrado de plaquetas ( )
Plasma fresco congelado ( )
Crioprecipitado ( )
7.
Evolução:
Ana ( )
I n ca ALERTAI__ a cor s'g _!Es
PESSOÁIS não grm OBSTETFIICQS rtagçidgg
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Ijâstaí abortos iagtrtgts
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pré-eciampsia Iameaça parto prem. hem. puerp.
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CONJUNTO LIZADO
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pressao arterial rnúx /tmn (mm Hg) ` invol. uterina características ; de Ioquros I ` ` 5¿d¡0 ij úncftrntnitnriol Z hora dia mês1
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reierida i:i pílula Ei outro i:iI_
OC Responsável
TCC
UFSC
TO
0156 Ex.l N-Ch=m- TCC UFSC TO 0156 Autor: Cicogna, Luís FemTítulo: Sangue e Hemoderivados em Pue'rpe
972805081 Áé›zs4291 Exl UFSC BSCCSM