THESE
APRESENTADA PARA
SER SUSTENTARA
PERANTE
A
FACULDADE
DE
MEDICINA
DA
BAHIA
POR
3oôé
#lgmpto
Oseuecto,
NATURAL DESTAPROVÍNCIA,E
FILHO LEGITIMO DO
DOUTOR
JOSÉ
OLYMPIO
DAZEVEDO
E D.
ANNA
RITTA D'AZEVEDO,
PARA OBTER GRÁO
DE
DOUTOR
EM
MEDICINA.
MediaisvirprobusmcdcnJipcritus.
(Bouillaud) EnsaiodePhilosophiamciictíi
TYPOGttAPHIÂ
DE
CAMILLO DE
LELLÍS
iMASSON
&
C.RUA DE SANTA BARBARA N.
»llli:í
T4Mt
O
Ex.m0 Sr. Conselheiro Dr.João BaptistadosAnjos.vi< i -niiu:< toei.
EXM.™ SR. CONSELHEIRO DR. VICENTE FERREIRA DE MABALHÃES.
LENTES
PROPRIETÁRIOS.
1.° A.NNO.
OSSHS. DOUTORES: MATÉRIAS QUELECCIONAM.
... )Physicacmgeral,eparticularmentecmsua*
Cons. VicenteFerreirade Magalhães j applicações áMedicina.
Francisco Rodrigues daSilva ChimicacMineralogia.
AdrianoAlves deLimaGordilho Anatomiadescnpliva.
2.»ANNO.
António Mariano doBomfim Botânica eZoologia.
António de Cerqueira Pinto «.himica orgânica.
Physiologia.
Adriano Alves deLimaGordilho Repetição deAnatomia descriptiva.
3.°ANNO.
Continuação dePhysiologia. ÈliàsJoséPedrosa.' .'.'.'.'.' Anatomia geralepathologica. JosédeGóesSiqueira Pathologiageral.
4.«ANNO.
Cons. ManoelLadisláu AranhaDantas Pathologiaexterna.
Alexandre José de Queiroz Pathologiainterna.
iPartos, moléstiasde mulherespejadas,ed*
Mathias MoreiraSampaio
j meninosrecem-nascidos.
5.<>ANNO.
AlexandreJosé de Queiroz Continuação de Pathologiainterna.
)Anatomiatopographica, medicina operator
JoséAntónio deFreitas j ria, eapparelhos.
Joaquim António deOliveiraBotelho Matéria medica, etherapeutica.
6."ANNO.
DomingosRodriguesSeixas Hygienr. ehistoriade medicina.
Salustiano Ferreira Souto. Medicina legal.
AntónioJosé Ozorio Pharmacia.
AntónioJosé Alves. . . , CHnicaexterna do3.»e4.»«mo.
AntónioJanuário de Faria Clinica internado5.»e 6."anuo.
CPPOSITORES.
José Affonso Paraíso de Moura
]
AugustoGonçalves Martins f ,
DomingosCarlosdaSilva \Secção Cirúrgica.
IgnacioJosédaCunha
]
Pedro Ribeiro de Araújo. .
Secção Accessoria
RosendoAprigioPereira Guimarães feecçaoAccessona.
José Ignacio de Barros Pimentel I
VirgílioClimacoDamásio 1
Demétrio Cyriacofourinho
(
m
„js„,Luiz AlvaresdosSantos becçao Medica. João Pedro daCunha Valle I
JeronymoSodréPereira '
SECRETARIO
INTERINO.O
Sr.Dr.Thonia» de
Aquino
Gaspar.
OFFICIALDASECRETARIA.
O
Sr. Dr.José TucotonI©
Martins.NTROB
ilL'hommca observo, il aexperimente, ilacompare;
il a interprete: ilobservera, il experimentera, il
com-parera, et il inlerpiélera encore.Les destinées de la
science snnt ceiles de 1'esprit humain, et, comme lui ellemarcheala conquêtc d'uneperfeclion sanslimite.
Une science cst done une chose non finie et qui ne
peutTetro,ettout systémescientifique qui s'annonce,
endCpitde1'avenir, comme letableau complet et
dé-finitifdelaconnaiss;mcehumaine, n'estqu'uneoeuvro
éphèmèrc quele tempsdoit detruire.
Béclaud.
—
(Physxologia)Èx
fumo
dare luccrn.Um
idealpôde
resultar de figuras abstrusas das quaes a imaginaçãoseparaos traços mais perfeitos para
com
eliescompor
um
mosaico de encantadoraperspectiva:
uma
sciencia pôdederivar de concepções desencontradas,amon-toadas a eito das quaes o espirito
com
certo tacto vae cxlrahindo as bases desua construcção.
A
Medicina éuma
composição desta natureza.Ella que hoje ó
um
seio fecundo de riquezas nascêo naspalhas daindigên-cia;
uma
coroa de custosas pérolas cinge a fronte outr'ora abatida;mas
atra-vez do
manto
da rainha ainda se enxergão os andrajos da vassalla humilde:tal é a lei de suecessão dos tempos, íacs são as peripécias do
mundo!
A
Medicina fecundada pelos génios do passado éum
dos estremecimentosdo presente. Resistindo aos vendavaes das ideias, aos embates dastheorias, ao
exclusivismo dos systemas, vae
sem
seamesquinhar
aprofundando-se nospe-netraes de sco desideralum, conservando a
mesma
puresa de intenções,edi-ficando-sc nas mais solidas bases. Agitada
sempre
pela explosão dos geniosafilha de ílippocrates não degenerou
em
Galeno; Paracelso não encetouuma
obra, trabalhou para a confecção da pyramide hippocratica, e ao immortal
Sydenham também
não coubea gloria da novidade, e oque mais ha paraad-mirar é, que
quando
tudoameaça
próximo
desabar,quando
odesmorona-mento
do edifício crô-seinfallivel,amais
natural recomposição se dá deideiasna
apparencia repugnantes, de systemas que estãona
mais flagranteopposi-ção; foi assim que o
humorismo
demãos
dadascom
o naturismo teve o seoreinado scientiíico; foi assim que a iatro mecânica de Boerhave inspirou a
grande
ideia da irritabilidade.O
espirito tendendosempre
à simplificaçãoge-rou a dichotomia
em
Brown
e Broussais, duas palavras vagas de elásticasig-nificação representavão a vida, incitabilidade e irritação erão os descarnados
arcabouços de dous systemas temerários; o despeito
dominava
a sciencia;ab-surdo sobre abab-surdo, apparição de informes doutrinas, proselytismo calculado,
scepticismo obstinado; o gigante queria vencer
mundos,
mas
tropeçavana
perto parece que
cm
taes emergências o progresso erauma
palavra mentida,o aperfeiçoamento
mero
sonho;mas
a pedra despenhada das alturas destróeo edifica, ás vezes o que
mata
também
crea.A
fusão de ideias de per sidefi-cientes realisada pela lógicadeespíritosgeneralisadores excusa
armas
empres-tadas paraa sua defeza: se o nosologismo cie Pinei soíírôo profundo golpe do
physiologismo de Broussais, à
Lacncc
c Bretonneau deve-se o seorenasci-mento
não Ião exclusivo ccom
aquelleegoísmo primitivo;porém
maisracio-nal, mais physiologico,
menos
absoluto: foium
passo para a verdade,foiuma
mola
de progresso real:com
a especificidade dos meios therapeuticos ficoudemonstrada a das moléstias, o accidentalismo foi desenthronisado, os
esti-mulantes ile
Brown
perderão a força, e só Bouillaud fez-se cargo de regar ascinzas de Broussais
com
o sangue da humanidade, cordeiro sacrificado,de-voção
comquanlo
piaem
homenagem
ao génio, pordemais capaz de remordera mais cailosa consciência, traço ccho perdido no deserto da singularidade e
apenas
uma
ou outra vez reproduzido pela Medicina seria.O
vitalismo,syste-ma
que nasceocom
a Medicina, tem passadopelo crysól dostempos
eassen-tou
modernamente
sua residência na cschóla de Montpcllier:sempre
avi-ventado pelos seos incansáveis sectários,
nem
omethodismo
deThemison, queoriginou o anatomismo, mecanicismo, solidismo, physiologismo de Broussais
e o pathologismode
Brown, poude
derroca-lo;tanta é a robustez de seosprin-cípios, c a verdade de suas concepções.
Depois de todas estas revoluções porque
tem
passado aMedicina échegadauma
éra quesem
ser ainda deredempção
éem
extremo lisonjeiraefuturosa.Quem
hoje desconhecerá o brilho dosnomes
deVirchow, Andral,ClaudeBer-nard, Mialhe, Bobin e o
moderno
Chauffard?Os
génios são,como
a phenixdafabula,
nunca morrem.
O
presente da Medicina étodo eccletico; o ecclelismo6
uma
tregoa necessária para a refocillação das ideias extremadas; o authorde
um
systema não inventa, não tira tudoda inspiraçãoque fornece o talento,estuda e deduz para
compor;
a epocha é de observaçãoatéque appareçauma
impulsão poderosa que a transforme e nova espada de Alexandre corte todos
os nós,
mas
nunca
nos desligando dos verdadeiros laços que nos vinculão aopassado, deixando-nos as sãs verdades que nos forão legadas je desmentindo
os erros que entre ellas tressúão. Quantas verdades formuladas pelo
Pae
daMedicina
tem
omodernismo
desbancado?O
ponto quehemos
escolhidoparaa dissertação illumina-se quasi todo nellas e
nenhum
systemapoude
ja levarde vencida ao naturismo não só no referido ponto,
como
em
alguns outrosa
£sBn£í
A
observação applicada aos myslerios da vida á força de muito admirarcxtasia-se diante do incomprehensivel e
nada podendo minuciosamente
pers-crutar vae arcando
com
as trevassempre
em
procura da verdadesem
nunca
poder saTiir do falso terreno
que
trilha,cachar
um
raio de luz bemfazeja quea illumine.
O
abstracto de todasas sciencias é o terrível escolho contra o qualvão de
embate
todos os espíritos aindaos mais esforçados c a scicncia da vidaaccessivel até certo ponto torna-se impenetrável nos scos mysterios e d'ahi
em
diante é,como
diz Pascal, a respeito das sciencias,um
labyrintkoonde
mais
se enredaquem
sejulgamais
perlo da salada.A
harmonia
preestabe-lecida que se nota nos actos do
dynamismo
vital, admirávelcomo
o são todasas maravilhas, indefinível
como
todas as grandes verdades, seja o nosso pontode partida e, se
em
nossocaminhar
afanoso nos deslisarmos da verdadeirasenda, salvem-nos a
boa
intenção e a arduidadeda tarefa que sobre nós pesa.A
cadeia dos actos da vida, a ligaçãode todos os elosque acompõem,
ody-namismo
vitalemílm
são aomesmo
tempo
a saúde e a moléstia eem
ambos
os casos a vida: é
um
quadroem
que versoereverso apresentão á vistasem-pre a
mesma
face: de feito, de qualquer lado que se encare o organismo, sãoou
doente,sempre
synergias,sempre
dependência de acção; entretanto a saúdenão
é a moléstia,uma
repelle a outra, a presença desta é incompatívelcom
a daquella.
O
funecionalismo vital dentro de certas raias é a saúde, além dasquaes a moléstia abre scena
com
todos os traços que aemmoldurão;
entreestes dous
modos
de ser haum
justo meio que,quanto mais procurado,tantomais
esquivo torna-seescapando-se á todas as vistas efugindo á todas ascon-cepções; todos poríião
em
lançarum
marco
milliario e, tarefa inglorh, quantoserassim ; porque
em
procura do abstracto o desvio é infallivel, realisanddesta arte o
pensamento
deDumas
de Montpellier; as coisas abstractasdes-vião o espirito; as sensíveis porétn levuo-no ao conhecimento da verdt
Parece assisado pois pouco
tempo
levar na descriminação destes dousestadospor todos conhecidos, e dizerque a saúde o a moléstia varião de individuo
pa-ra individuo e que
ha
um
typo especial pata cadaum
sempre
em
relaçãocom
as multiplicadas circumstancias quelhes dizem respeito.
A
actividade própriade cada órgão é
um
fado, a dependência que entre elles existe não émenos
uma
verdade.Tomemos
um
grande facto physiologico—
a nutrição:vemos
todos os apparelhos da
economia
sollicitos pela suarealisação, prestando cadaum
o seo escote de acção; o apparelho disgestivo preparando os materiaesque
lhevem
de fora, a circulação prestando-scespontaneamente áconducção
delles, o apparelho respiratório sublimando-os paraidentifica-los
com
asmo-léculas organisadas, as diversas glândulas prestando-lhe o seo auxilio, cada
uma
em
sua esphera de acção ; tudo eniíimem
movimento, e mais que todosincansável o systema nervoso que sobre todos elles vela. Consideremos agora
um
dos grandes factos pathologicos:vemos
um
grande desarranjocm
lodo oorganismo; funeções se exaltarem, diminuirem c até perverterem-se, a
oalo-rificação augmentada, arespiração accelcrada, o sangue circulando
com
maisvelocidade, os apparelhos glandulares aíTastados de scos fins normaes, emfirn
perturbações geraes e
sempre
a influencia do systema nervoso presidindo ásemelhantes desordens.
A
lógica dos fados conduzio-nos ao nosso ponto, ocaso que figurámos exemplifica a febre:
rompèo-se
o equilíbrio, é verdade;mas
não rompèrão-se assynergias, perdoo o organismo a sua tempera deac-ção;
mas
o consenso, este ficou.12.
Dizer
com
Eouillaud quea febre resultadeuma
infíammação damembrana
interna dos vasos é querer colher falsos louros para a eschola anatómica, é
querer justificar o
emprego
dos antiphlogisticosno
tratamento delia.Dizer que febre derivade februare, purificar,
purgar
éacompanhar
osna-turistas nassuas sabias asserções, é render á verdade a
homenagem
quesem-pre lhe é devida: realmente ella é
uma
operaçãosalutar quetem
por fimcx-pellir o principio morbifico que a determina
ou
reagir contra a simples3
A
força medioatriz danatureza demasiado patente pelos scos effdíos lançamão
da febre para mostraro sco poder, provocando crises,favorecendo acoc-ção muito
bem
tomada
como
synonima
de digestão, eem
verdade,dizTrous-seau,
como
oalimento na torrente circulatóriatem
de provocar a acção dosdiversos emunctorios, pelle, rins, pulmões, (processo felizmente
comparado
com
o que se passa na digestão das primeiros vias) assim o principiomorbi-fico penetrando
com
o sangueem
todas as partes do organismo temtambém
de suscitar reacções,
pondo
em
actividade os diversos emunctorios quetem
de expelli-lo:
em
ambos
os casos febre,cm
ambos
os casosuma
operaçãosalutar do organismo determinando cocções,
em
vistado que prevalece aopi-nião da eschola hippocratica.
Vejamos
um
individuo que tenhatomado
um
pouco
de álcool:pouco
tem-po depois febre que variará de intensidade segundo a idiosyncrasia e o habito
que
elle tiver feito do álcool; porque á custa de repetidas ineiíações oorga-nismo
torna-se malhadiço (principio deBrówn)
logo'depois suores, as urinase a perspiração
pulmonar
apresentao-se carregadas de álcool c a febreexlin-gue-se; porque o seo papel foi
desempenhado
c complctou-se a sua missão.Supponhamos
que
o vírus variolicoacommettc
o organismo: febre intensaque
vae julgar a moléstia pela erupção variolica cujas pústulas encerrão-navirtualmente e
reproduzem-na
idêntica á outro organismo; ainda a expulsãodo elemento morbiíieo pela febre, e portanto
uma
operarão salutar e aindauma
cocção: assim as crises do sarampão, da varioloide, a crise intestinal dafebre typhoidéa eos suores da f^bro intermiítente.
Uma
corrente de ar recebida porum
individuo que estejaem
transpiraçãoproduz
uma
moléstia febril que vulgarmentechama-se
constipação; ossuoresespontâneos
ou
provocados trazem o restabelecimento da saúde; ainda asmesmas
conclusões; ainda a verdade dosmesmos
princípios.Uma
inílammaçâo
dopulmão acompanha-se
deuma
febre queúdetermina-dapela irritaçãodos produetos mórbidos reabsorvidos fabricados
no
pontoflu-xionado, os quaes,
como
diz Trousseau, obrãocomo
um
veneno,um
virus,ou
um
miasma
qualquer dentro da economia; aqui a crise ó difficilde serperce-bida;
mas
dá-se certamente; anatureza nãopode
rcalisa-la sensivelmente pornenhum
dos emunctorios naturaes equasisempre
precisa do soccorro daarte,abre-se a veia, sáe
uma
porção desangue sobrecarregado de produetosmór-bidos inflammatorios
que
não são maisque
os materiaes daquella parte quea circulação absorveo para
serem
eliminados pelas viasnormaes
de excreção,dando-se assim
uma
verdadeira crisenem
sempre
sufficientepara a resoluçãoUB.
Febris s
pasmos
solvit: disse Hippocrates.Na
febre quejulga a epilepsia e a liysteria uni suorapparece nofun dosac-cessos
como
verdadeira crise e a propósito diremos que Rivière sustenta quea febre intermittente cura a epilepsia e Girard apoia semelhante opinião.
Na
epocha
da primeira menstruação,quando
o úterona
phrase pittorescade
Van
Helmont
arrasta amulher
como
a lua as aguas do mar,quando
elletorna-se
um
senhorabsoluto, verdadeiro autocrata daeconomia
e egoístaal-trahe todas as forças á si e parece querer viver á custa dos despojos alheios;
nesta épocha
em
virtude da lei do consensouma
febreephemera
vem
deter-minar
a crise uterina que adverte á joven púbere que aquella morbidezprovi-dencial denota a transição dos brincos da infância para os sérios encargos da
maternidade, do
amor
que ri para oamor
que cora, das impressõesindifferen-tes das primeiras idades paraas
emoções
abrazadôras da puberdade: o que éum
aviso angélicoem
linguagem romântica éuma
reacção febrildaeconomia
sympathica do útero determinando
uma
crise catamenial :emfim
a febre éjulgada o correctivo das moléstias nervosas.
As
differentes impressõesmoraes
muito vivas são frequentíssimas vezescausa da febre; assim
quando
se diz queum
individuo está devorado poruma
paixão qualquer, pelo amor, o ciúme, o desgosto filho de
uma
contrariedade;a Medicina serve-se de sua technicologia e confirma que este fogo que o
es-calda, que ossoífrimentos que o
consomem
não são mais do queuma
verda-deira febre, esenão,o que é esta velocidade e frequência do pulso e dos
movi-mentos
cardíacos, esteaugmento
de calor, que abraza o cérebro, aperturba-ção das secreções, gástrica, salivar e biliosa, esta dyspepsia habitual e
pro-longada dos indivíduos que se achão debaixo da pressão destas paixões
tem-pestuosas?
Não
: este cortejomórbido
éuma
verdadeirafebre idiopathica,ephe-mera.cás vezes;
mas
outras vezes chronica, consumptiva e enervante.Os movimentos
accelerados do coração damulher
em
soo primeiroamor,
o rubor das íaces, a vivacidade do olhar, a sede abrazadòra, a exaltação da
sensibilidade physica e moral que outra coisa denuncião senão
uma
verdadei-ra febre que
um
Medico chamariaephemera
eum
poetaamorosa?
Parece-nos ver ja os antagonistas de nossas ideias se atropellarem e
per-guntarem-nos
onde está a crise, onde a cocção hippocratica nestes exemplos5
Quando
a febre se apresenta nestes casos,vemos
a calma do estadener-voso segiiir-se ao suor que é
um
verdadeirophenomeno
critico e querepre-senta o resultado do trabalho da força medicatriz da natureza e dos esforços
que
ella fez paracorrigir aaberração da innervação; não entrou principioma-terial,
não
ha portantonenhum
a sahir,mas
houvesempre
uma
crise,houve
uma
elaboração excretora:sabem
lodos o segredo que existe na pathologiadas moléstias nervosas que passão por alterações
meramente
de forças e nãoseremos nós
que possamos
descobri-lo; a psychologia e a physiologia seem-penhão na
explicação das affecçõesmoraes
e, trabalhoingrato,nem
se querlanção
um
raio allumiador sobre tão importantes problemas cuja solução sóa sciencia do futuro poderá realisar.
IV.
A
febre, diz Bouchut, éuma
reacção do organismo contra certasimpres-sões morbificas.
É
um
espasmo
do coração e dos vasos, queimprime
ámas-sa do sangue
um
curso mais rápido e produz nos tecidosuma
decomposiçãomolecular geral
donde
resultaum
augmento
de temperatura eincommodos
geraes malaises.
A
eschola descriptiva define a febreum
estadomórbido
caracterisadoso-bretudo pelo calor
augmentado
da pelle, pela acceleração do pulso, porum
estado de
máo
estar e*por perturbações diversas dealgumas
outras funeções.Para
tratarmos convenientemente do ponto é preciso que nosdemoremos
na descripçãodos
phenomenos
que caracterisão a febre.Variavd
em
seos caracteres exteriores de forma, duração eintensidade ellaestá
sempre
em
relaçãocom
a naturezada causa, a idade do individuo,cons-tituição,
temperamento
&c;
assim c maisou
menos
intensa; fugazquando
dura apenas horas;
ephemera quando
duraumoudous
dias; quanto aotem-po
pôde levar aindaum,
dousou
mais septenarios; ora denomina-se aguda,ora chronica: quanto ao typo écontinua, intermittente e remittente; e
segun-do certos
symptomas
predominantes óchamada
ataxica, adynamica, malignac pútrida (formas que Mr. Louis reunio debaixo do
nome
detyphoidc); pela
còr da pelle
denomina-se
a febre amarella; pela predominância do elementobilioso lemos a febre biliosa; pelas erupções que a
acompanhão
chama-se
fe-bre ciupliva; pela causa que a produz
temos
a febre paludosa; existem ainda
muitas outras
denominações
convencionaescomo
as referidas.desta classificação vô-se logo a sua imperfeição; substitui-la por outra seria
uni verdadeiro serviço;
mas
nem
nos abalançamos áisto,nem
somos
obriga-dos peloponto a tratarde semelhante
assumpto
:apresentaremosprimeiramen-te a classificação aceita por Grisolle, Andral, Gintrac e outros sobre as
pyrò-xias essenciaes e depois a de Monneret.
Primeiro género: febre continua
comprchendendo
sete espécies que são,febre epheincra, inflammatoria, typhoide, typho Europeo,febre biliosa dos
pai-zes quentes, febre amarella, typho oriental ou peste.
Segundo
género: febres eruptivas; varíola, sarampão, varioloide, varicclle,escarlatina c suor mílíar.
Terceiro género: febres intermittentes:benigna, perniciosa e anómala.
Quarto género: febre remittentes: remittentes propriamente ditas e pseudo
continuas.
Quinto género: febre hectica, lenta ou chronica.
Classificação de Monneret.
A:
febres symptomaticas: 4.° febresymptoma-tica de
uma
inflammação aguda e chronica. 2.° febre symptomalica deuma
excitação vascular physiologica: 3.o febre symptomaticadas alterações
espon-tâneasdo
sangue—
aplethora por exemplo e a chloro-anemia segundo alçuns:4.° febre symptomatica de alteração do sangue pelo pus; 5.u febre
sympto-matica de
um
envenenamento
séptico: G.« febre symptomatica deuma
molés-tia virulenta, (a syphilis e o viresrábico são osúnicos que segundo
Monneret
não
produzem
febre na sua entrada na economia). 7. o febre symptomatica deuma
moléstia peçouhenta : 8.o febre symptomatica de envenenamento.B:
febres essenciaes produzidas por causas especificas.Eis o (juetemos sobre classificação: se a primeira é defeituosa, a segunda
mais ainda.
Em
todafebre se observão três periodos maisou
menos
distinctos: ope-ríodode concentração deforças, o deexpansão das
mesmas
c o de crise; estestrês periodos caracterisados por frio, calor e suor
somente
sãobem
desenha-dos
em
algumas
febres intermittentes dos adultos,em
certas phleugmasias enas febres eruptivas principalmente na varíola;
mas
ás vezes são tãodisfar-çados e tão violentos, que só
uma
attenção muito prendida podesurprchen-del-os
: a respeito do primeiro e do ultimo é que se notão ás mais das vezes
No
primeiro período dá-seuma
espécie deespasmo
da peile que se revelapela pallidez c contracção da
derme;
osmúsculos
deixão de obedecer ávon-tade, ha
um
tremor de todo o corpo; a contracção intermittente dosmuseu-los da maxilla determina o encontro das duas arcadas alveolares produzindo
um
ruido particular, o doente aceusa frio que setem
distinguidoem
simplesresfriamento
quando
nãovem acompanhado
de agitação do corpo;horripiía-ção
quando
hasaliência dos bulbospilozos; calefriocm
um
gráomais elevado:
neste período muito manifesto
na
febre intermittenteprece
que haum
reflu-xo dos líquidos da peripheria para o centro ficando as partes externas
dimi-nuídas aponto de calarem armeis dos dedos das pessoas doentes; todos os
ap-parelhos da
economia
tornão-se solidáriosno
soífrimento; a fraqueza e adif-iculdade de
movimentos
são inseparáveis deste período; pulso pequeno,duro
e frequente, intelligencia
um
pouco
perturbada, cephalalgia, insomnia,agita-ção, anorexia, fastio, náuseas, ás vezesvómitos, sede, urinas pailidas,
transpa-rentes c muito
pouco
abundantes,uma
constricção na região prccordial, ásvezes diversas nevralgias, respiraçãofrequente e diííicil,batimentosdo coração
desordenados,
comprometimento
emíim
de quasi todas as funeções; taes sãoos traços do quadrovivo deste período que dura de minutos áhoras.
No
período de expansão de forçasha
uma
antithesc semovente do queem
relação a certas funeções
hemos
presenciado: a pellc de pallidaqueeratorna-sc corada, de fria torna-sc quente, os líquidos quetinhão-a
desamparado
vol-táo; o pulso amplia-se, o calor é intenso
cm
toda parte, a intelligenciaexalta-se e muita vez delira, os olhos
chammejão,
a língua cobre-se deum
endutoesbranquiçado, as papillas ficão salientes, as urinas de descoradas que erão
ficão vermelhas e sedimentosas, a sua excreção édifficil, a bôcca ainda é
sêc-ca, o appetite ainda é pouco: este período que dura dias pôde durar horas
apenas e é dos trez o que mais prolongado se mostra c igualmente o
melhor
caraclerisado.
Depois da calorosa scena que
no
organismo se representaapparece acalma
que caracterisa o terceiro período,
mutação
lisonjeira cprenhe das mais felizesconsequências.
Semelhantemente
ao orvalho nocturno que segue os caloresabrazadores do dia, gottas frescas de suor
ressumão
da peripheria do corpo:
o calor de variado caracter
tem
cedido, vence oembaraço
das secreções ana-tureza providente; aquella excitação rebelde vae acalmando, reapparece o
ap-petite, a sede ja não
queima
as fauces.O
maisbem
combinado
systcma deforças determinou este feliz resultante; o veneno foi eliminado, reintegrou-se
a normalidade, o horrível devia preceder ao bello; este é obra daquetle, a
de precisa da moléstia para poder se manter, foi
uma
diversão necessária, fuiuma
conquista do organismo.VI.
Entremos
agora no estudo particular de certas funeções durante a febre.Caloriíicação—
O
thermometro,aagulhathermo-electrica eamão
do Medicosão os instrumentos
com
os quaes chega-seá apreciação do calor. Osprimei-ros applicados ás axillas revelão-nos o gráo de temperatura interior do corpo;
a
mão
queapproximadamente
pôdedizer-nos omesmo
servemais paraaapre-ciação de outras particularidades inherentes ao calor; por ella chega-se ao
conhecimento do que é calor franco, halituoso, seceo, ardente, acre c
mordi-cante.
Uma
das questões a ventilar é. a seguinte: no primeiro periodo da febre haaugmento
ou diminuição do calor? São tão desencontradas as asserções sobresemelhante particular, que qualquer resposta parece autorisada;
mas
apesardos
nomes
imponentes de Gavarret, c Andral não pôde sedizer, segundo nosparece, que o calor
augmenta
no primeiro periodo da febre na peripheria docorpo eque assensações defrio que os doentesaceusãosãosimplesmente
sub-jectivas. Estes dous experimentadores querendo avaliar o gráo detemperatura
somente
nas axillas chegarão auma
conclusão falsa.A
temperatura daregiãoaxillar é o verdadeiro
thermometro
da dointerior do corpo e delia não sepô-de concluir para a da peripheria; tanto, que Borsieri verificando
uma
exage-ração decalor na referida região encontra nas outras partes do corpo, nariz,
membros
&c.uma
diminuição de 2 á 8gráos abaixo de 34,temperaturanor-mal
destas partes.A
temperatura interior do corpomarcando
37
nas axillasem
um
homem
adulto sobesempre
deum
á 6gráos no periododofrio;mas
ainda que isto seja geralmente assim, não exeluimos a possibilidade de haver
augmento
de caloruma
ou outra vezna
peripheria e não obstante os doentesaceusarem
frio.No
segundo periodo o caloraugmenta
interna eexternamen-te para diminuir no periodo critico.
Estas considerações forãolidas na obra dePathologiageral de Mr. Bouchut.
Cireislaeã^.
—
O
apparelho circulatório é a sede dephenomenos
bem
notáveis durante a febre.
obser-9
vando-se essas variações
no
estado physiologico é que se pôde formarum
juizo mais
ou
menos
certo sobre os signaos que o pulso apresenta na febre:vejamos pois o que se deve entender por pulso febril.
Na
primeira infância éum
pulso que excede de110
e120
pancadas porminuto
durante a vigília edurante o
somno
que
exceda de 100.Na
segunda infância acimade88
duran-te o
somno,
durante a vigília acima de 100.Na
idade adulta o pulso é de70
á 80, alem do que ja é febril.
Na
velhice amedia
sendo de60
á70, afrequên-cia superior á este
numero
é indicio defebre, quanto áestas medias doesta-do
physiologico nada ha tão variável.A
febre poderá ser diagnosticadasomente
pela frequência do pulso?Se as pancadas do pulso excedessem de
120
por minuto claro está que nasduas ultimas idades por este signal porsi só poder-se-hia conhecer
uma
febre,prescindindo de outros quaesquer
symptomas;
mas
febre pode haver eopul-so não
marcar
esta cifra, o que frequentemente dá-se; tornando-sc portantoellè apenas
um
auxiliarde grande valorpara o diagnostico da febre.É bom
notar-sc que no estado physiologico estas medias varião segundo o sexo,
tem-peramento
e constituição, e esta é a causadas asserções divergentes de BillardVallcix, Leuret eMitivié; alem disto a naturezada causa muito influe nas
ma-nifestações da febre, principalmente
no
pulso.Alem
das variações sobre afre-quência que são as mais
communs
no pulso notão-se alteraçõesquanto aovo-lume, consistência e rhytmo; de
modo
que elle sendo frequente, pequeno,duro c
um
pouco
irregular no primeiro período torna-se maior, mais molle cmais regular no segundo.
É
preciso não esquecer que osbatimentos do-cora-ção sendo a principio surdos e
com
certo timbre melailico,com
a apparirãodò calorjnudão de caracter, e que
também
as artériaseas ramificaçõescapil-larcs são no primeiro período assaltadas de
um
espasmo
contractil.nes£33s'aa»ái©.—
Geralmente diz-se que osphenomenos
chimicos dares-piração se aiterão, que
no
primeiro período a exhalaçâo de acido carbónico émenor
do que no estadonormal
e queno
segundo ao contrario ella cresce;porem
semelhantes proposições ainda nãotem
ocunho
de verdades puras.Os
movimentos
respiratóriosno
primeiro período são mais frequentese diffieeis;no segundo
tornão-semenos
afanosos, maisamplos
e a frequência émenor
que
a dos do primeiro; omurmúrio
vesicular as vezes se altera.B*i
"-estão
c
secreções.— A
digestão é bastante perturbada durantea febre.
As
secreções que se alterão no primeiro períodoemesmo
no segundo,no
terceiro se restabelecemem
resultado das cocções, e assimtem
a febreDeixamos
aqui a descripção dossymplomas
apresentados pelosdiversosap-parelhos acerescentando que as funeções animaes
também
se alterào, que ag nciaoracxalta-se oradegrada-se, e que a febre
compromeltc
aunida-de da vida
em
suaelaboração.VIS.
Mecanismo
€b& fcfcrc.—
Procuremos
entrar nomecanismo
dostrêsperíodos da febre.
No
primeiro foge o sangue para o centro pela constricçãodos capillares dapelle, e
também
peloespasmo
de que se acha attacado oco-ração; resultao
accumulo
deste liquido nas vísceras; a pelledescorada perdeo seo calor normal, mostra-semuito sensíveláacçãodo ar enruga-se e
encres-pa-se ao passo que as vísceras regorgitão de sangue e tornão-se congestas; a
caloriíicaçãointerna augmenla-se: é fácil portanto explicar pelacongestão das
vísceras atosse, o vomito, a suffocação, a constricção da região precordial, a
oppressão e adisplicência. Cessondo o
espasmo
do coraçãoea constricção doscapillares da pelle, o sangue ó projectado largamente atéa peripheria:
em
ra-zão do
accumulo
deste liquido o calor da pelleaugmenta, acirculação é livree accelerada, a respiração ligada muito de perto á ella
também
se agita pelamaior onda de sangue que
em
um
tempo
dado opulmão
recebe.No
terceiroperíodo a pelle deixa escapar de suasuperfície
um
suor mais oumenos
abun-dante elaborado do sangue que a engorgitava; porque todavez que
uma
massa
de sangue
vem
surgir na peripheria do corpo é de observação que osexha-lantes cutâneos
augmentão
de actividade; a pelle neste caso torna-scum
di-verticulo do sangue, a circulação abranda-se, desaffoga-se portanto a
respi-ração e a caloriíicação
também
diminuo não sóem
virtude de decrescer ace-leridade da circulação da qual édependente,
como
também
pelo desfalquequea evaporação do suor lhe causa.
Quem
estudar attentamente assympathias queexistem entre os diversos ap-r11
Procuremos
algunsexemplos: a pellc entretém sympathiascom
os diversosap-parelhos da
economia
e ha tal ligação entre ella e o apparelho digestivo, queos seus diversos modificadores eexcitantes deliamodificão c excitão da
mesma
sorte o referido apparelho.
Sabem
todos que pela excitaçãodo arathmosphe-rico sobre a pelle ha a sahida do
meconio immediatamente
depois donasci-mento
enão
menos
provada é a acção do frioe do calorsobre este apparelhoem
todas as idades:com
o apparelho da urinação as sympathias nãosãome-nossabidas ; assim o frio determinando
um
trabalhomenor
da pelle excita afuneção urinaria, o calor ao contrario a amortece:
um
pediluvio excita acir-culação,
um
banho
frioembaraça
em
principio a respiração.O
apparelho circulatório ressente-se muito de certos estados do tubodiges-tivo: os
medicamentos
quetem
a propriedade de enfraquecer osmovimentos
do coração são excitantes dos rins; entrea circulação e os
movimentos
respi-ratórios
também
se notão relações sympathicas.Do
ladodo apparelho respiratóriovemos
asmesmas
sympathiascom
oap-parelho digestivo: o
phenomeno
dosoluço éum
exemplobem
frisante, a tossesympathica de vermes intestinaes, as hemorrhagias de
um
destes apparelhossupplementaresdas dooutro
também
exemplificãoassuasnumerosas
corres-pondências sympathicas.
O
estudo do nervo pneumogastrico sobre certasfunções diz-nos bastantequão estreitas são as sympathias dos differentes
ap-parelhos á cuja innervaçãoelle
também
preside.O
estudo do grande sympathico, nervo quepreside ás secreçõees porleruma
influenciamuito manifesta sobreo apparelhocirculatório, nosensina que todas
as vezes que se cortão os
ramos
delle e exlirpão-se os seos ganglions, atem-peratura
augmenta
instantaneamentee deum
modo
duradoiro nas partesem
que
se elle distribúe; ao passo que haum
resfriamento muito pronunciadoquando
se cortão osramos
cérebro espinaes dosnervos da parte: agalvanisa-ção doprimeiro, assim
como
a dos segundosproduzem
eífeitos contrários aosprecedentes: o grande sympathico
mandando
para os vasos fileteschamados
vaso motores exerce sobre as túnicas vasculares
uma
acçãobem
notável qualseja a de
demorar
o curso do sangue demodo
que por esta propriedade elleinflúe indirectamente sobre a hematose, que se dá
em
qualquer parte door-ganismo
provida de vasos sanguineos, determinando por estademora
ocon-tacto mais prolongado do sangue
com
os tecidos; e cífectivamente é maiscompleta a elaboração de princípios
mutuados
resultante de acções chimicastambém
mais completas: ámesma
acção contractil dos vasos por elledeve ser tanto mais perfeita quanto
maior
fòr a elaboração dos princípiosas-similáveis, a qual ja vimos depender da acção indirecta do nervo
em
questãoe se o raciocinio só porsi pôde noslevar a semelhanteasserção, as
experiên-cias de Pourfbur de Petit sobre os ganglions cervicaes superiores cuja
abla-ção foi feita
em
cães cabalmente demonstrão que o olho correspondente aosganglions excisados Se altera
em
sua nutrição tornando-se remelloso,atrophia-do a ponto de quasi nada enxergar o animal:
cm
additamento diremos quesegundo a opinião de Cl. Bernard revalidada pelas de Chossat cBrodie o
sys-tema
ganglionario pôde influir directamente sobre o calor animal,indepen-dente do estado local da circulação retardada ou accelerada. Esta opinião
apesar das contestações de
Brown
Sequard e SchifTnos quadra ao espirito enos lirado
embaraço
em
que muitas vezes nos collocão certossymplomas
dasnevroses,
bem
como
o calor errático e o frio damesma
natureza quesoem
apparecer na hysteria e
em
outras perturbações da innervação.Esta digressão que fizemos
podendo
á primeira vista parecer estéril etra-duzir somente o desejo de ampliar as proporções do nosso trabalho
(pensa-mento
inteiramenteopposto ao nosso) é fecundaem
inducções scientificasne-cessárias ao desenvolvimeuto do nosso ponto:
com
effeito pelo expostopode-mos
dizer anossaopinião acerca da explicação domecanismo
da febre.Aprc-ciando-se o valor de cada
uma
destas conclusões das experiências sobre osystema ganglionar, pela coordenação das
mesmas,
pelo contexto de todasellas e pela serie de
phenomenos
geralmentechamados
sympathicospodemos
dizer que a febre resulta do enfraquecimento da acção nervosa do grande
sym-pathico e superexcitação daquella do systema cérebro espinhal.
O
que nosde-nuncia o primeiro periodo da febre?
Uma
exaltação do systema cérebroes-pinhal
sem
duvida alguma, exaltação que se traduz pelas contracções quasiconvulsivas dos músculos da vida animal, frio da peripheria;
enfraquecimen-to do systema sympathico produzindo
augmento
decalor interno, acceleraçãoda circulação, congestão para os órgãos internos.
No
segundo periodo todosos
phenomenos
demonstrão a fraqueza da acção nervosa do centroganglio-nario: artérias dilatadas
dando
ophenomeno
do pulso cheio, temperaturaelevada
em
todas as partesdo corpo.No
terceiro periodo restabelecimento doequilíbrio, senão duradoiro, ao
menos
passageiro das duas forças nervosastransviadas; a alteração do systema nervoso da vida animal entra portanto
na
febre
em
mui
pequena
parte.Esta theoria da febre
podendo
soffrer aliás algumas objecçõestem
osmo-13
lestias
que
os authores concordãoem
chamar
nervosas, theorias quetambém
não
são isentas de objecções e entretanto são admiltidas por todos egosão deforos scientiíicos.
Na
classe das nevroses estão moléstias muitodiíTerentesem
suas manifestações externas e que são comprehendklas na
mesma
classifica-ção.
Quem
não vê as differenças da hysteria e do tetanos, deste c da choréa?Todos
vêem
ecomtudo
dizem que todas tres são nevroses: sealguns pontosde contacto existem entre as moléstias apontadas, quão distanceada delias se
acha aglycosuria que a physiologia
moderna
collocoutambém
na
classedasnevroses? Vê-se pois que
bem
insignificante é a formaquando
estudada aes-sência.
Poderáõ
dizer-nos que é caracter das moléstias nervosas a apyrexia;
mas
achamos
tão banal esta objecção, que toda resposta áella dadanospare-ce generosa:
com
effeito pyrexiavem
deuma
palavra grega que quer dizerfogo; dá apenasideia do
augmento
do calor; equem
dirá indagando anatu-reza dafebre que é o
augmento
do calor a moléstiaem
si? Só talvez omes-mo
que
querendo explicar a natureza dahysteria, do tetanos, da eclampsia&c. se contentasse
com
chamal-as moléstias convulsivas: é esteum
modo
muito material de classificação e que não satisfaz as exigências do espirito
humano
na indagação das verdades que são os materiaes de construcção dasciencia.
A
apyrexia não é pois caracter essencial das nevroses e não devesêl-o de
modo
algum no
estado actual dasciencia; as nevroses são alteraçõesdas forças nervosas; a febre portanto é
uma
nevrose.Esta theoria
que
hemos
expendido denenhum
modo
destróe as ideias dopae da Medicina. Hippocrates ignorava a anatomia e a physiologia e portanto
não
podia dar-nos explicações minuciosas a respeito da febre: dão-se todosos
phenomenos
referidos explicáveis pela maneira mencionada.Todos
osór-gãos da
economia
estão sujeitos á forças que osmovem
e os dirigem: amo-lécula nervosa só por si é inerte e apenas instrumento passivo das forças que
a
animão
:não
podemos
deixar de admittirum
principio de força ao qual ésubserviente o organismo animal e é esta força que põe
em
contribuição osseus órgãos para realisar effeitos determinados, é ainda ella que encarrega o
systema nervoso de produzir a febre para livral-o do principio morbifico
que
sobre elle actua enfraquecendo a acção nervosa do grande sympathico:
tem
que ver a theoiía que explica a natureza da febrecom
a quelíippocra-les apresentou sobre a
mesma,
não a respeito de sua naturezi,mas
em
rela-ção ao fim para que ella se apresenta;
em uma
palavra o naturismo diziaque
a febre ó
um
movimento
salutar da natureza para expelliro principiomorbi-ílcc; a theoria que apresentamosexplica apenas este
movimento
porque éde-terminado;
mas
o fim para que elle tem legar nãotem
que vercom
cila,ex-plica o facto, repito,
sem
entrar na opportunidadenem
na razão de suaexis-tência; a theoria hippocralica entretanto passando por sobre o
mecanismo
desta operação, omissão que não podia deixar de existir perante os
conheci-mentos
da epocha, visa rnais longe dando-nos a razão de sua apparição:es-tamos
portanto de accordocom
llippocrates apesar deadoptarmos
aexplica-ção que acima
demos
sobre a natureza domecanismo
da febre.KHogaiostlco.
—
A
avaliação do pulso nos grãos que referimos c oaug-mento
d.i temperatura do corpo são elementos que por si sós bastão para odiagnostico da febre.
Â
denominação
de febre dada ás anómalas divididasem
larvadas eincom-pletasparecc-nos pouco conveniente; porquanto
uma
dôr por sisó não indicafebre,
um
estádio únicotambém
não a caracterisa.À
verificação da febre develevarao Medico áindagação da causa quea
tem
produzido,sem
o que odiag-nostico não pôde ser completo, apezar de que o caracter, as circumstancias
em
que se ella apresenta e certossymptomas
mais especiaes muitas vezesde-nuncião só por si a moléstia deque afebre ó sympathica.
Isí*íísg'Ba«§ÍBí;».
—
Tendo
a febresempre
um
fim salutar, não obstanteporsi sópode determinar consequências fataes: se
uma
força intelligente adiri-gisse, então
sempre
o seo fim seria realisado;mas
as forças reactoras daeco-nomia
não discorrem equando
a acção delias é exagerada, ai dos doentesfe-bricitantes!
convém
acerescentar que deve entrar muitoem
linha de contapara formar-se o prognostico a causa da moléstia febril.
Thcrapcutiea.—
A
observação mostra, quepara
queama
moléstia setermine natural cfelizmente, o organismo deve desenvolver
um
certo gráode energia
acima
e abaixo do qualosphenomenos
mórbidossão muito15
No
primeiro os doentesmorrem
oupor
uma
espécie deesgotamamento
indi-recto da resistência vital ou pela desorganisação rápida do tecido de
algum
apparelhoprincipal ou pela alteração esuperanimalisação dos
humores
eso-bretudo do sangue.
No
segundo omesmo
resultadotem
logar,mas
de outromodo.
O
enlanguecimcnto dosmovimentos
vitaes deixa o individuo debaixoda
influencia deuma
causamórbida
ou deuma
diatheseque
consomeprogres-sivamente a resistência vital e o esgota directamente, attaca e destrõe
sur-damente
a textura dealguma
víscera importante,emfim
vicia e empobrece osangue despojando-o pouco epouco de seos elementosplásticos
£
vivificantes.No
primeiro o organismo periga emorre
por excesso, no segundopor
dimi-nuição. (Trousseau e
Pidoux
—
Med.
Excit.)É
sobre este bello texto de Trousseau quevamos
fundar-a therapeutica dafebre.
Sendo
a febreuma
reacçãodo organismo paraum
fim salutar, oMedicodevesahir-lhe ao encontro ou crusar os braços e deixal-a seguir?
É
em
uma
moléstia detal
ordem
que a Medicina expectante, ahomeopathia
e a hygienetem
tiradoas vantagens que tanto alardeão.Seafebreécomo
cremos
um
movi-mento
todo salutar do organismo para expellir oprincipio morbifico, dcve-sesuppôr
quea artequando
intervenhanão faça mais que ajudal-a enunca
es-torval-a.
A
Medicina expectante muitorecommendada
pelos naturistascomo
amais racional e conveniente para o caso que nos occupa, vê impassível o
re-sultado de sua indolência
sem
despertar da immobilidade que a caracterisa;se muitas vezes
um
verdadeiro triumpho se alcança por ella, quantasdecep-ções ao contrario não soffre o Medico que crusa os braços perante
um
doentefebricitante! Deve-se seguir a natureza e não contrarial-a
em
suas tendênciassalutares;
porem
corrigir os seos desvarios éda competência da arte activa.O
organismo periga por excesso
ou
por diminuição de reacção, a arteno
pri-meiro caso modera,
no
segundo activa.Oçeasio ptoeeep».—
Surprehender omomento
em
queconvém
obraré a excellencia da therapeutica medicamentosa.
Consideremos
um
doente delirando e ardendoem
febre e por issoimmi-nente á congestões dos diversos órgãos, á desorganisação dos tecidos dos
mes-mos;
neste estado de excitação a arte deve oppôruma
sedação porporcional;é então que surgeo
emprego
dos antiphlogisticos, temperantes erefrigerantes;nem
isto poderá destruirou
aomenos
abalar a verdadeira ideiaque se deve
ter da febre: estes meios
embaração
amarcha
danatureza queentão erapre-cipitada e desvairada e por isso perigosa.
Se ao contrario o
movimento
febril é fraco, seelleliga-se áum
estadobído cuja causa é especifica tendo sobre o systema nervoso
uma
influenciaestupefaciente e perturbadora mais
ou
menos
profunda, então a indicação jaé muito diversa, diametralmente opposta a primeira: é preciso tonificar,
le-vantar as forças aos doentes, sustentar as forças radicaes de Barthez; para
que as forças in actu possão nellas haurir os elementos precisos para sua
sustentação; as vezes obra-se directamente sobre as ultimas por meio dos
excitantes ditfusivos para ao depois a medicação se dirigir ásprimeiras por
meio
dos tónicos nevrostheniens.O
que procura fazer oMedico
peritodian-te de
um
doente de febre typhica de forma adynamica, no qual o calor dapelle estámuitoabaixo da temperatura ordinária, as pulsações fracas elentas,
diarrhéa,retençãode urinas,
movimentos
musculares diíficeis, estupor,coma,
emfim
onde existem todos ossymptomas
deum
estadoadynamico?
Nesteca-so é preciso dar febre aos doentes
como
diz Ghomel, ó preciso activar omo-vimento febril que não pode ter logar pela fallencia; a reacção salutar 6 fraca
ou
nulla,nada
de cocções, nada portanto de saúde; porque a moléstiaprinci-pal é
extremamente
asthenica, altacadirectamente a vida.Ai dos velhos
pneumonicos
nosquaesa
vida está para extinguir-sc qual luzmortiça á
mingoa
de combustível! ai dellcscm
quem
não pode dar-seum
movimento
febril que os livre da phleugmasia quedorme
em
seo peito e quesirva de
um
verdadeiro pharol á sciencia que os quer pensar 'É
portanto a idadeuma
circumstancia queembota
a reacção febril que oMedico
deve provocar.Entre estes dous estados extremos
em
quo a arte devetomar
uma
parteactivíssima, existe
um
intermediárioem
que a febre não sendo excessivamenteintensa para
comprometter
mortalmente o jogo vital enimiamente
fraca paraconsentir na invasão da moléstia que attacou profundamente a vida, se
con-serva no ponto compatível
com
o fim á que cila se propõe e éem
tal caso quea sciencia está
em
deixar que tudo proceda ao talantc do organismo que quercurar-se a si próprio,
em
ficarinteiramentena expectativa,em
deixar odoen-te entregue á seos próprios recursos e
quando
muito aconselhar-lhe esteou
aquelle meio hygicnico; é ainda nesíe
mesmo
caso quoum
astuto traficantede miudissimos glóbulos diz muito
ancho
desi—
asminhas
drogas curão.O
corpo animal, qual republica federativa,compõe-sc
de differentes partesque
concorrem
para sua defezacommum.
Além
dos interesses individuaes decada
uma
e da independência de que gosão, ellas seharmonisão
paraum
fim único, o de sua conservação, e quaes sentinellas avançadas
respondem
Io-das ao
mesmo
bradoeimpávidas pegão dasarmas
paramanter
a suainalie-nável autonomia.
^feBvlMlM
Aborto provocado
c
suas
iudieaçdes.
PR0POSIGGES.
i.»
Aborto ê a expulsão Jo íéto sobrevinda
em uma
epoclia da prenhezem
que
elle ainda não é vitavel.
aborto provocado pelo Medico
com
fim louvável é o que nos occupa.8.»
Ha
casosem
que esta operação é urgentemente reclamada..4.a
Um
estreitamento que reduzaomenor
diamentro dabacia âmenos
de seis*centímetros e
meio
éuma
indicação formal desta operação.5.»
As
moléstias queacompanhão
a prenhez chegando ao ponto decompro-metter seriamente a vida da
mulher
reclamão o aborto.6.*
irreductiveis do utcro, tumores volumosos que
não
podem
ser operados e osattaques fortes de eclampsia.
7.a
Em
casos de tal natureza o Medico deve eslorçar~se por vencer aobstina-ção da
mulher
para semelhante operação.Muitas mortes se dão
na
occasião do parto por não ter-sepraticado oabor-to
na epocha
conveniente,9.»
A
falta de frequência desta operação 6 devidaao escrúpulo das familias.IO.»
É
muito para desejar quenuma
mulher
suspeita de estreitamento deba-cia fosse
sempre
permittida ao Medico a praticada pelvimetriano
principio daprenhez.
li.»
Semelhante
exame
salvaria a vida de muitas mulheres, porque asindica-ções do aborto e do parto prematuro
em
grande parte seriãoconvenienU-mente
apreciadas.A
humanidade
lucraria muito se oexame
dabacia precedesse á prenhez emesmo
ao casamento.1.3«
A
praticado aborto excluiria asda symphiseotomia,embryotomia
e da19
14.»
Entre os meios propostos para a provocação do aborto os mais eflicazes
são a puncção, o descollamento do segmento inferior das
membranas,
aintro-ducção
da esponja preparadano
orifício do collo do útero.15.»
Se
as circumstanciasreclamarem
forçosamenteama
victima, estanunca
seja a
mnlher
esempre
o fructo de seo ventre.iiiiii
munia.
^elações
da
BttedieSiia
cciíías
selcE&eias
|>lftll»$o|»iiÍ<»as.PROPOSIÇÕES.
l.i
A
philosophia éuma
sciencia universal.2.»
Na
antiguidade o Medico era o philosopho.3.»
A
philosophia inílúe tão directamente sobre as demais sciencias, que lhesimprime
sua feição dominante.4.»
Na
phrase do illustreBénard
todas as sciencias se ligão ao estudo daphi-losophia por seos princípios,
methodo
e fim remoto.o.
As
mandes
bases da Medicina ratio et observatio paraserem
solidasde-vem
assentar sobre a sã philosophia.C.«
Ambas
estas scienciastem
por divisa a inscripção do templo deDelphos—
21
7.a
São
tão estreitos os laços queprendem
a philosophia á Medicinacomo
osque
ligão aalma
ao corpo.8.»
Platão clamava contra a ignorância
humana
que separa o estudo daal-ma
cio do corpo.9.*
É
incontestável o auxilio quesemutuão
a physiologia, a pathologia c apsy-lO.a chologia
Os
dous grandes systemas da Medicina vitalismo e organicismotem
seoponto de partida-lo espiritualismo e materialismo.
11.
a
Em
vez da Medicina autorisaM) materialismo, ao contrario o estudo docor-po
humano
minuciosamente
feito leva o Medico ao espiritualismo. 12.aO
grande physiologista Flourens neutralisa todo o systema sensualista deGall e Suprzheim.
13.»
Se os desvios da philosophia crearãoLuthero e Calvino
em
religião,Marat
e Robespicrre
em
politica,também
cm
Medicinatem
produzidoBrown,
Brous-sais eoutros.
14.»
É
portanto a Medicina o que a philosophia quer que ella seja.15.»
A
Medicina e todas as sciencias são verdadeiros astros opacos que brilhâoiSili
II
DMA.
Apreciação
«las
theorias
conhecidas
soltorc
a
fccaiBidaeâo
do
ovislo
vegetal.
PROPOSIÇÕES.
1.»
Fecundação
é a funcçãoem
virtude da qual o órgão sexual masculinoem
contacto
com
o feminino determina a formação do embryão.2.»
É
pela acção dopollen sobre o ovulo que seforma
oembryão
vegetal.Diversas theorias
tem
sido apresentadas á sciencia sobre a fecundaçãove-getal.
4.a
Trèviranus
em
epochas remotas apresentouuma
memoria
sustentandoque
a fecundação vegetal era apenas
uma
modificação ou extensão da nutrição.5.a
Schelver e Henschel crendo que o pollen tinha
uma
acção deletériaso-bre o stigma e stylo explicavão a fecundação pela concentração para o ovulo
23
6.'
Para
estes authores a fecundação ainda erauma
nutrição exagerada.7a.
Esta theoriafundadasobre observações
mal
feitas não pode pormodo
algum;ser aceita.
8.a
Os
multiplicados exemplos de plantas hybridas mostrão á luz meridiana aconcurrencia dos dois sexos.
9.
a
A
sciencia registra mais dois systemas oppostos—
aepigenese e aevolução.10*a
O
primeiro nega a existência degérmen
antes dafecundação, o segundo aocontrario afíirma.
44.
Os
partidários daevolução se dividiãoquando
tratavão de fixar o sexoonde
existe o gérmen.
Needham,
Morland,Hill e outrosem
contraposição a Graaf, Vaillant eCon-nctcollocavão no pollen a preexistência do gérmen.
13.a
A
theoria de Schleiden portantonem
tem
aomenos
as honras daorigina-lidade.
14.a
Muitos naturalistas chegarão a fazer calar á Schleiden a convicção de
que
erão falsos os princípios sobre que assentava a suatheoria.
45.a
A
extremidade do tubo pollinico não penetra no saccoembryonario enem
tão
pouco
formaavesícula do interior domesmo
sacco.16.a
É
poisa vesiculaembryonaria independente do tnbo pollinico e a sede depreexistência dogérmen.
47.*
Rasoavel é o parallelo entre afecundação vegetal ea animal.
lS.a
O
ovulo animal e o seo vitellus são representadosno
vegetal pela vesiculaembryonaria e a matéria granulosa nella contida.
19."
Em
ambos
os reinos a fecundação conserva identidade nosphenomenos
surprehendidos pela observação.
MQMYXS
«HiB
l.o
Vitabrevis, arslonga, occasio proeceps, experientia fallax, judicium difficile. Opportet
autem non modo seipsumexhibere quoe opportet facientem, sed etiam cegrum, et proesentes
et externa
.
(Sect. l.aaph. 1 °)
Febremconvulsioni supervenire meliús estquàm convulsionemfebri
.
(Sect. 2,a aph. 26.e)
3.o
A
convulsione aut tétano detento febrissupervenienssolvit morbum.(Sect. 4.a aph. 57.°.)
Eorumquinonomninòleviter febricitant, permanere et nihilremittere corpus, autetiam
magis quàmpro ratione colliquefíeri, ma!
um
est. Illud eniramorbi longitudinem significai,hocvero infirmitatem
.
(Sect. 2.aaph. 28.°)
5.°
Siquis febricitanti ciburn dcf, convalescentiquidem, robur; oegrotanti vero, morbus fit.
(Sect. 7.a aph.05.°)
6.o
Adextremos morbosextrema remedia exquisitè óptima.
c/e
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