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SINTAXE DO PERÍODO SIMPLESCONCEITOS FUNDAMENTAIS FRASE
Frase é todo enunciado capaz de transmitir nossas idéias. Exemplos:
Uma lua clara iluminava o céu. Socorro!
ORAÇÃO
É toda frase construída em torno de um verbo. Os alunos passarão no concurso.
Uma lua clara iluminava o céu.
PERÍODO
É a frase formada por uma ou mais orações. O período pode ser:
SIMPLES: formado por uma única oração. Exemplo: Eu já decidi meu destino.
COMPOSTO: formado por duas ou mais orações. Exemplo:
Silvia lava a louça e Carolina varre o chão.
SUJEITO
É o ser a respeito do qual afirmamos ou negamos alguma coisa.
Em geral, uma oração é constituída pelo sujeito e por uma declaração (afirmação ou negação) que se faz a seu respeito.
Tal declaração denomina-se predicado, o que sempre apresenta um verbo em sua estrutura.
ORAÇÃO → SUJEITO + PREDICADO Em nosso exemplo temos: Milhares de abelhas invadiram a cidade. SUJEITO: Milhares de abelhas
PREDICADO: invadiram a cidade
CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO
Tradicionalmente, sujeito é classificado em:
SUJEITO SIMPLES
É aquele constituído por apenas um núcleo. Exemplo:
Os primeiros dias de paz começam cedo. SUJEITO: OS PRIMEIROS DIAS DE PAZ NÚCLEO DO SUJEITO: DIAS
SUJEITO COMPOSTO
É aquele que apresenta dois ou mais núcleos. Exemplo: O velho e o garoto voltaram à igreja.
SUJEITO: O VELHO E O GAROTO
NÚCLEOS DO SUJEITO: “VELHO” e “GAROTO”
SUJEITO ELÍPTICO OU OCULTO
É aquele que só se pode conhecer examinando a desinência (terminação) do verbo da oração:
Chegaremos à cidade amanhã. SUJEITO OCULTO: NÓS Voltarás à casa de teus pais. SUJEITO OCULTO: TU
SUJEITO INDETERMINADO
Ocorre quando não queremos ou não podemos indicar o sujeito da oração, embora ele exista. Existem duas maneiras de se indeterminar o sujeito. São elas:
1) usando o verbo na terceira pessoa do singular, acompanhado do pronome SE.
Exemplos:
Come-se bem naquele restaurante. Acreditava-se em assombrações.
OBSERVAÇÃO: nesses casos, o pronome SE é
chamado de índice de indeterminação do sujeito. 2) usando o verbo na terceira pessoa do plural. Exemplos:
*Atropelaram um cão na rua. ↓
3ª pessoa do plural
*Atualmente falam muito mal de você. ↓
3ª pessoa do plural
OBSERVAÇÃO: Eles falam mal de você.
Em frases como essa, embora a forma verbal esteja na 3ª pessoa do plural (falam), o sujeito não é indeterminado, pois sabemos quem fala, isto é, podemos determinar o sujeito: eles.
ORAÇÃO SEM SUJEITO (SUJEITO INEXISTENTE)
Ocorre, principalmente, com os seguintes verbos:
1) HAVER (no sentido de: existir, acontecer, tempo passado).
Houve muita confusão. (haver = acontecer)
Não havia guardas lá. (haver = existir)
Há dois anos, chegamos aqui.
(haver = tempo passado)
ATENÇÃO:
Quando o verbo haver tem sentido de existir, o sujeito classifica-se como inexistente, mas quando se usa o próprio verbo existir, a oração tem sujeito normalmente. Não havia pessoas na rua. (sujeito inexistente) ↓
NÃO É O SUJEITO (OBJETO DIRETO) Não existiam pessoas na rua. (sujeito simples) ↓
SUJEITO
Observe que o verbo haver fica no singular, não concordando com pessoas, e o verbo existir vai para o
plural, concordando com o sujeito pessoas.
2) FAZER (indicando tempo ou fenômeno da natureza) Faz seis anos que ele sumiu.
Faz muito frio.
3) SER (indicando “hora”, “data”, “distância”)
É meio-dia e meia. (HORA) Hoje são 03 de março. (DATA) Daqui ao colégio são dois quilômetros.
4) VERBOS INDICATIVOS DE FENÔMENOS DA NATUREZA
Depois do almoço, choveu muito. No inverno, amanhece mais tarde.
OBSERVAÇÃO: Os verbos formadores de orações sem sujeito são chamados de verbos impessoais e, excluindo o verbo ser, ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS VERBO SIGNIFICATIVO
É todo verbo que, fundamentalmente, exprime uma ação, um fato ou um fenômeno. Exemplo:
O pescador dormia à sombra da árvore. Ontem choveu muito.
Poucas pessoas gostam desse lugar
TIPOS DE VERBOS SIGNIFICATIVOS
Os verbos significativos classificam-se em:
VERBO INTRANSITIVO
É aquele que, por si mesmo, tem sentido completo, isto é, não exige nenhum complemento. Exemplo:
A criança nasceu.
Pouco a pouco, chegaram os vizinhos.
ATENÇÃO!
Esse tipo de verbo pode vir seguido de determinadas expressões que traduzem algumas circunstâncias, mas elas não são obrigatoriamente exigidas pelo verbo. Exemplo:
Aquele gato morreu de fome. ↓
verbo intransitivo
VERBO TRANSITIVO DIRETO
É todo verbo que, por não ter sentido completo, exige um complemento sem preposição. Tal complemento é chamado de OBJETO DIRETO. Exemplos:
*Nós alugamos um velho caminhão.
ALUGAMOS: VERBO TRANSITIVO DIRETO UM VELHO CAMINHÃO: OBJETO DIRETO
*Todos receberão o aviso.
RECEBERÃO: VERBO TRANSITIVO DIRETO O AVISO: OBJETO DIRETO
VERBO TRANSITIVO INDIRETO
É o verbo que exige um complemento obrigatoriamente iniciado pela preposição. Esse complemento é chamado de OBJETO INDIRETO.
Exemplos:
*A criança necessitava de cuidados.
NECESSITAVA: VERBO TRANSITIVO INDIRETO DE CUIDADOS: OBJETO INDIRETO
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*Ninguém confia mais em você.CONFIA: VERBO TRANSITIVO INDIRETO EM VOCÊ: OBJETO INDIRETO
VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO
É o verbo que exige, ao mesmo tempo, dois objetos; um deles sem preposição (objeto direto) e outro com preposição (objeto indireto).
Exemplos:
*Não diremos a verdade a você.
DIREMOS: VERBO TRANSITIVIVO DIRETO E
INDIRETO
A VERDADE: OBJETO DIRETO A VOCÊ: OBJETO INDIRETO
Observe o uso da estrutura prática:
QUEM DIZ DIZ “ALGUMA COISA” “A ALGUÉM”
ALGUMA COISA: OBJETO DIRETO (SEM
PREPOSI-ÇÃO)
A ALGUÉM: OBJETO INDIRETO (COM A
PREPOSI-ÇÃO “A”)
VERBO DE LIGAÇÃO
Como o próprio nome diz, verbo de ligação é todo verbo que liga qualidade, condição ou estado ao sujeito. Essa característica atribuída ao sujeito através do verbo de ligação chama-se predicativo do sujeito.
Observe:
Joaninha anda rapidamente (anda é verbo significativo) Joaninha anda triste. (anda é verbo de ligação)
Há orações em que o verbo de ligação fica subentendido, oculto:
*A garota voltou cansada. Veja:
*A garota voltou (e estava) cansada.
O verbo de ligação “estava”, que liga o predicativo “cansada” ao sujeito, ficou subentendido.
LEITURA COMPLEMENTAR
Os pronomes oblíquos O, A, OS, AS funcionam sempre como objeto direto.
*O guarda prendeu o rapaz. (o rapaz: objeto direto) *O guarda prendeu-o. (o: objeto direto)
Às vezes, o objeto direto pode aparecer com preposição. Nesses casos ele é chamado objeto direto preposicionado. Exemplo:
*A chuva molhou a ambos.
MOLHOU: VERBO TRANSITIVO DIRETO
A AMBOS: OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO. Os pronomes oblíquos LHE e LHES são sempre objetos indiretos.
*Envie o livro a ele. (a ele: objeto indireto) *Envie-lhe o livro. (lhe: objeto indireto)
PARTÍCULA SE
A PARTÍCULA SE pode ser: 1. Pronome reflexivo 2. Pronome recíproco 3. Pronome apassivador
4. Índice de indeterminação do sujeito 5. Parte integrante do verbo
6. Conjunção condicional 7. Palavra expletiva ou de realce
Lembrem-se de que um verbo só pode formar VOZ PASSIVA, por meio da PARTÍCULA SE, se tiver OBJETO DIRETO (VTD ou VTDI). A PARTÍCULA SE, nos demais casos (VTI, VI, VL), gera a indeterminação do sujeito (regra geral).
Exemplos:
*Analisaram-se os pontos controvertidos. VTD+SE → VOZ PASSIVA
*Pagou-se a conta ao garçom. VTDI+SE → VOZ PASSIVA *Trata-se de pontos controvertidos. VTI+SE → SUJEITO INDETERMINADO
*Vive-se bem em Pomerode (linda cidade alemã). VI+SE → SUJEITO INDETERMINADO
*Era-se feliz naquele tempo.
VL+SE → SUJEITO INDETERMINADO. CUIDADO! Essa é apenas a regra geral! Vejam: *A situação tornou-se insuportável.
TORNA-SE é verbo de ligação. Incabível, porém, afirmar que se trata de sujeito indeterminado. O sujeito está claro: A SITUAÇÃO.
Nesse caso, exclui-se VOZ PASSIVA, porque o verbo (VL) não tem objeto direto; exclui-se SUJEITO INDETERMINADO, pois ele está expresso na oração. Conclui-se que a PARTÍCULA SE é PARTE INTEGRANTE DO VERBO (TORNAR-SE). É o que ocorre com REFERIR-SE, QUEIXAR-SE, SUICIDAR-SE.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
Sempre que a PARTÍCULA SE for ÍNDICE DE INDETERMINAÇÀO DO SUJEITO, o verbo ficará no SINGULAR. E quando for PARTÍCULA APASSIVADORA, o verbo deve concordar em número com o SUJEITO PASSIVO.
Os demais casos são flagrados com facilidade! Vamos à frente!
Já que estamos falando da PARTÍCULA SE, não nos custa mencionar os dois tipos de VOZ PASSIVA: SINTÉTICA e ANALÍTICA.
A voz passiva sintética ou pronominal forma-se por meio da partícula SE (acabamos de revisar a matéria). E a voz passiva analítica forma-se por LOCUÇÃO VERBAL PASSIVA (VERBO SER + PARTICÍPIO). Vejam:
*Analisaram-se os pontos controvertidos (VOZ PASSIVA SINTÉTICA OU PRONOMINAL).
*Os pontos controvertidos foram analisados (VOZ PASSIVA ANALÍTICA).
TESTES (VOZ ATIVA E VOZ PASSIVA)
01. (FCC-2007) Transpondo-se para a voz passiva a construção O homo sapiens estabeleceu critérios de
controle dos impulsos primitivos, a forma verbal
resultante será a) foi estabelecido b) são estabelecidos c) tem estabelecido d) têm sido estabelecidos e) foram estabelecidos
02. (FCC-2008) Não admite transposição para a voz passiva a frase:
a) Os adeptos da ética de princípios não se queixam da distância das estrelas.
b) O uso da camisinha contribui para diminuir a propagação da Aids.
c) Essa é a única pergunta que o médico fará.
d) Ele não desviará os seus olhos suplicantes daquela mulher.
e) Vou aplicar a metáfora a uma situação do nosso cotidiano.
03. (FCC-2008) Transpondo-se para a voz passiva a construção a voz do futuro nos acorda, a forma verbal resultante será:
a) temos acordado b) teremos acordado c) seremos acordados d) somos acordados e) temos sido acordados
04. (FCC-2006) ...o Sudeste está descortinando sua
vocação para os serviços. Transpondo-se para a voz passiva, a forma verbal passa a ser, corretamente: a) estão descortinando
b) serão descortinados c) vai ser descortinada
d) está sendo descortinada e) está para ser descortinados
05. (FCC-2006) Transpondo-se para a voz passiva a frase leva a sério uma das mais exigentes profissões do
mundo, a forma verbal resultante será a) tem sido levado a sério
b) tem levado a sério c) são levadas a sério d) será levada a sério e) é levada a sério
06. (FCC-2006) A frase que admite transposição para a voz passiva é:
a) O país pode chegar a uma situação caótica. b) O editorial é um desrespeito à soberania cubana. c) A atenção do Estado cubano para com a saúde popular é exemplo para todos.
d) Houve indignação e protestos contra o editorial da revista.
e) Cuba tem auxiliado países vítimas de catástrofes.
GABARITO 01. E 02. A 03. D 04. D 05. E 06. E
SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES O PREDICADO DA ORAÇÃO
PREDICADO VERBAL
Dizemos que um predicado é verbal quando ele apresenta verbo significativo (que pode ser um verbo transitivo ou intransitivo). O verbo significativo é considerado o núcleo (palavra mais importante) do predicado verbal. Exemplo:
As crianças invadiram a praça.
↓ Predicado verbal
*INVADIRAM (verbo transitivo): núcleo do predicado verbal.
Os pessegueiros floriam rapidamente.
↓ Predicado verbal
*FLORIAM (verbo intransitivo): núcleo do predicado verbal.
PREDICADO NOMINAL
O predicado é nominal quando apresenta verbo de ligação. O núcleo do predicado nominal não é o verbo de ligação, e sim um nome: o predicativo. Exemplos: *Os pessegueiros estão floridos.
↓
Predicado nominal ESTÃO: verbo de ligação.
FLORIDOS (predicativo do sujeito): núcleo do predicado nominal
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*Todos nós ficamos muito felizes. ↓
Predicado nominal FICAMOS: verbo de ligação
FELIZES (predicativo do sujeito): núcleo do predicado nominal
PREDICADO VERBO-NOMINAL
O predicado verbo-nominal tem sempre dois núcleos: um verbo significativo e um nome (predicativo). Observe: O trem chegou. (predicado verbal)
O trem estava atrasado. (predicado nominal) O trem chegou atrasado. (predicado verbo-nominal) Observe como o verbo de ligação (estava) fica oculto.
No exemplo acima, temos uma primeira estrutura possível para o predicado verbo-nominal:
verbo significativo + predicativo do sujeito
Veja, agora, por meio de exemplos, uma outra estrutura possível para o predicado verbo-nominal:
*O sucesso tornou orgulhoso o atleta.
TORNOU ORGULHOSO O ATLETA: PREDICADO
VERBO-NOMINAL
O ATLETA: OBJETO DIRETO
ORGULHOSO: PREDICATIVO DO OBJETO *O juiz considerou válida a nossa argumentação.
CONSIDEROU VÁLIDA A NOSSA ARGUMENTAÇÃO:
PREDICADO VERBO-NOMINAL
A NOSSA ARGUMENTAÇÃO: OBJETO DIRETO. VÁLIDA: PREDICATIVO DO OBJETO.
ADJUNTO ADNOMINAL
É o termo da oração que caracteriza, especifica ou delimita o significado de um substantivo. Exemplos:
Os alunos estudiosos passaram no concurso.
Observe que o sujeito da oração é OS ALUNOS ESTUDIOSOS.
Tal sujeito é constituído pelo núcleo ALUNOS (substantivo) e por dois adjuntos adnominais: OS e
ESTUDIOSOS.
Ele só lê antigos livros de aventuras.
Os termos antigos e de aventuras são adjuntos ad-nominais, visto que caracterizam o substantivo “livros”.
Os adjuntos adnominais podem ser expressos por:
*ADJETIVOS: terras férteis; ares poluídos. *ARTIGOS: o concurso; uma mulher.
*PRONOMES ADJETIVOS: minha apostila; este país. *NUMERAIS: duas orelhas; primeiro ano.
*LOCUÇÕES ADJETIVAS: casa de madeira, livro do
professor.
COMPLEMENTO NOMINAL
Há nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que, por não terem sentido completo, exigem um termo para completá-lo. A esse termo dá-se o nome de
complemento nominal (sempre precedido de preposição). Exemplos:
Impedimos a derrubada da mata. *DERRUBADA (substantivo) *DA MATA: complemento nominal. Você é igual a ele.
*IGUAL (adjetivo)
*A ELE: complemento nominal. Estamos longe da estação. *LONGE (advérbio)
*DA ESTAÇÃO: complemento nominal.
DIFERENÇA ENTRE COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL
Os substantivos, como foi visto, podem estar acompanhados de adjuntos adnominais ou de
complementos nominais. Pode haver dúvidas, portanto,
quanto à distinção desses dois termos oracionais. Observe:
Quando o termo da oração se refere ao substantivo indicando posse, origem, matéria, semelhança, qualidade, trata-se de adjunto adnominal. Exemplos: *Encontrei a bolsa de Maria. (posse)
*Tomei a água da fonte. (origem)
*Comprei um anel de brilhantes. (matéria) *Ele tem cara de cavalo. (semelhança) *É um homem sem caráter. (qualidade)
ATENÇÃO!
1) DECLARAÇÃO DO PREFEITO (adjunto adnominal): note que o prefeito é o agente da ação de declarar. Portanto, o adjunto adnominal também pode ser o
agente da ação representada pelo nome. Da mesma
forma: amor de mãe; aviso de amigo.
2) DECLARAÇÃO DE GUERRA (complemento nominal): agora, o termo “de guerra” não é adjunto adnominal, porque não é o agente da ação de declarar. Neste exemplo, ALGUÉM FAZ UMA DECLARAÇÃO DE
GUERRA. Da mesma forma: empréstimo de dinheiro;
descoberta de petróleo; amor à mãe.
VOCATIVO
1. “Pai, afasta de mim esse cálice.” (Chico Buarque)
APOSTO (Faraco & Moura)
1. EXPLICATIVO
*Jorge, o cozinheiro, lembrou que peixe cru é muito nutritivo.
*Logo acontecerá a grande novidade: a nomeação de
Jorge para delegado.
*Os três – o pai, a mãe e a filha – saíram de Vitória no dia 07 de janeiro.
2. ENUMERATIVO
*Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de retirantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma
mulher nova, algumas crianças. (R. Queiroz)
3. RECAPITULATIVO
*Dinheiro, amor, férias, nada seduzia o pobre homem. 4. ESPECIFICADOR
*O presidente Vargas cometeu suicídio.
ADJUNTO ADVERBIAL
É o termo da oração que gira em torno de verbos,
adjetivos e advérbios, modificando-lhes o sentido. O
adjunto adverbial pode ser expresso por um advérbio ou por uma locução adverbial. Exemplos:
Arthur chegou rapidamente.
O termo da oração “rapidamente” (advérbio) exerce a função de adjunto adverbial, visto que está modificando o sentido do VERBO “chegou”.
Estou bastante cansado.
O termo da oração “bastante” (advérbio) exerce a função de adjunto adverbial, visto que está modificando o sentido do ADJETIVO “cansado”.
Priscila saiu às pressas.
O termo da oração “às pressas” (locução adverbial) exerce a função de adjunto adverbial, visto que ex-pressa o modo como ocorreu a ação verbal “saiu”.
EXEMPLOS DE ADJUNTOS ADVERBIAIS ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR * “Corre o rio e entra no mar.” (Fernando Pessoa)
ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO * Às duas horas começa outra aula.
ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO * O aluno fez o trabalho apressadamente.
ADJUNTO ADVERBIAL DE INTENSIDADE * O candidato estuda à beça.
* Que linda era aquela paisagem.
ADJUNTO ADVERBIAL DE AFIRMAÇÃO * Com certeza ele virá.
ADJUNTO ADVERBIAL DE NEGAÇÃO * Jamais isto será feito.
ADJUNTO ADVERBIAL DE DÚVIDA * Possivelmente ele virá.
ADJUNTO ADVERBIAL DE CONCESSÃO * “Não obstante a defesa do escudeiro, Pery conseguiu amarrá-lo...” (José de Alencar)
ADJUNTO ADVERBIAL DE CONDIÇÃO * Com sorte, chegarei à solução.
ADJUNTO ADVERBIAL DE FINALIDADE * Visitou o estabelecimento para fiscalização.
ADJUNTO ADVERBIAL DE ASSUNTO * “Não falo de amor quase nada...” (Raul Seixas)
ADJUNTO ADVERBIAL DE MEIO * Mandei notícias por um bilhete.
ADJUNTO ADVERBIAL DE INSTRUMENTO * Ele assassinou o inimigo com uma faca.
ADJUNTO ADVERBIAL DE CAUSA * Empobreceu com as secas.
ADJUNTO ADVERBIAL DE COMPANHIA * Irei ao cinema com minha mulher.
ADJUNTO ADVERBIAL DE VALOR * Comprei uma camisa por duzentos reais.
ATENÇÃO!
1. O homem, por sua vez, não quis manifestar-se. 2. Com base nisso, os técnicos farão o relatório. 3. A questão foi decidida em situação de caos.
4. Não se percebem, nesse contexto, as diferenças semânticas.
TESTES DE ANÁLISE SINTÁTICA (PERÍODO SIMPLES)
01. (NCE-UFRJ)
Texto 1: “As fronteiras políticas das nações-estados são estreitas e limitadas demais para definir o escopo e o alcance da empresa moderna”. (J. Spencer)
Texto 2: “As estruturas políticas mundiais são inteiramente obsoletas. Não mudaram em pelo menos cem anos e estão lamentavelmente desafinadas com o progresso tecnológico”. (J. Maisonrouge)
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A função sintática de “estreitas” e “limitadas” (texto1) é a mesma do termo:
a) das nações (texto 1); b) moderna (texto 1); c) mundiais (texto 2); d) desafinadas (texto 2); e) tecnológico (texto 2).
02. (FCC) A estrutura sintática da frase “Senti Fidel aliviado” é idêntica à da frase:
a) Saí da festa desanimado. b) Julgo esse menino inteligente. c) Dei-lhe o presente contrariado. d) Percebi seu equívoco rapidamente. e) Acho que você é astuto.
03. (FJG) “Nunca é demais recordar a origem de determinadas palavras”. A oração em destaque exerce a mesma função sintática que o termo sublinhado em a) “O sujeito elegante era o que sabia fazer escolhas acertadas...”;
b) “A etimologia nos ajudar a entender...”; c) “E então se tornam fonte de mal-entendidos...”; d) “...averiguando os múltiplos sentidos...”; e) “Devemos acompanhá-las...”.
04. (PUC-MG) “Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele”. Os termos “sempre”, “tanto” e “da existência dele”, sublinhados no enunciado, estão corretamente classificados quanto a sua função sintática, respectivamente, em:
a) objeto direto – adjunto adnominal – objeto indireto b) objeto direto – adjunto adverbial – objeto indireto c) adjunto adverbial – adjunto adverbial – objeto indireto d) adjunto adverbial – adjunto adnominal – objeto indireto 05. (ACADEPOL-MG) Assinale a alternativa em que o sujeito seja indeterminado:
a) Caíram na escada o pai e a filha. b) Alguém havia aberto a porta.
c) Não encontraram o corpo do rapaz afogado. d) Esperanças haverá sempre.
e) Choveu muito ontem à tarde.
06. (EMPASIAL) Marque a alternativa onde o destaque não é adjunto adnominal:
a) Voltaremos cedo para casa. b) Ele é um moço de bom coração. c) O sol da manhã iluminava a montanha. d) Cuidado com esse prato de vidro. e) Algumas pessoas andavam pelas ruas.
07. (CETRO) O complemento nominal está corretamente destacado no item:
a) “...acompanho a caça aos leitores...” b) “...manter um veículo em vida orgânica.”
c) “...é a porta de entrada dos jovens para a mídia...” d) “...envelhecem e se fadigam das mesmices de cada crise...”
e) “...a violência urbana deve ser combatida pelo mutirão de cidadãos...”
08. (FJG) “Se é para o bem de todos e a felicidade geral da Nação, diga ao povo que fico!” (D. Pedro I)
“de todos” e “da Nação” são termos que: a) determinam o mesmo nome;
b) exercem funções sintáticas diferentes; c) têm função de complementos nominais; d) funcionam como advérbios;
e) funcionam como adjuntos adnominais.
09. (FEPESE) “O recrutamento de pessoal é um dos momentos mais solenes da administração pública e da vida dos que a elegem para seguir a carreira profissional”. (Do “Manual do Candidato”, adaptado) Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda:
1. Adjunto adnominal ( ) o recrutamento de pessoal 2. Objeto direto ( ) de pessoal
3. Verbo de ligação ( ) é
4. Predicativo ( ) um dos momentos mais solenes 5. Sujeito ( ) a carreira profissional 10. (FAPEC) A função sintática do termo sublinhado está INCORRETAMENTE indicada nos parênteses em: a) Cometeu-se uma injustiça naquela ocasião. (sujeito) b) Provavelmente deveriam existir outros depoimentos. (objeto direto)
c) Para combater o mal, não se dispõe de um meio adequado. (objeto indireto)
d) A vitória deixará os torcedores animadíssimos. (predicativo do objeto)
e) A leitura do texto será importante para o seminário. (complemento nominal)
11. (ESAF) A alternativa em que há erro quanto à função sintática é:
a) O fato foi anotado pelo fiscal. (agente da passiva) b) São vários os atos legais que regulamentam este assunto. (objeto direto)
c) Esta multa é de natureza fiscal. (adjunto adnominal) d) Ele gozou de isenção de tributos. (predicado verbal) e) Este passageiro está nervoso. (predicativo)
12. (FESP) A função sintática da expressão sublinhada em “Parecia muito preso à vida de rei” é a mesma de a) Duvido de sua capacidade profissional;
b) Apenas nos víamos em festas rurais; c) Ficaria encantado com a novidade; d) Achava-se apto para o trabalho.
13. (CESGRANRIO) O recenseador entrevista as pessoas.
Na frase acima, o termo destacado tem a função de sujeito. Assinale a opção em que recenseador também é sujeito.
a) Algumas pessoas têm medo do recenseador. b) Aquele homem alto é recenseador.
c) Preencheu todos os formulários o recenseador. d) O motorista levou o recenseador até a casa. e) O chefe pediu ao recenseador paciência.
14. (CESGRANRIO) Aponte a única opção em que o termo destacado não é complemento nominal.
a) “...dar prosseguimento ao processo de regeneração dos costumes políticos e da restauração dos princípios
éticos...”
b) “Existem regulamentações não realizadas, aprimoramentos da Carta que deverão ocorrer...”
c) “É indispensável inculcar no cidadão comum o respeito
à lei.”
d) “Simplificar e cumprir foram suas palavras de ordem.” e) “...que mecanismos garantiriam o imediato cumprimento da nova lei.
GABARITO 01. D 07. A 13. C 02. B 08. E 14. D 03. A 09. ANULADA 04. D 10. B 05. C 11. B 06. A 12. D LEITURA COMPLEMENTAR
OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO (DOMINGOS PASCHOAL CEGALLA)
Ocorre principalmente:
I. quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico. Exemplos:
* “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos.” (Raquel Jardim)
* “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria.” (Camilo Castelo Branco)
II. quando o objeto direto é o pronome relativo quem.
Exemplo:
* “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava.” (Carlos de Laet)
III. quando precisamos assegurar a clareza da frase,
evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo construções ambíguas. Exemplos:
* “Vence o mal ao remédio.” (Antônio Ferreira)
* “E olhava o amigo como a um filho mais velho.” (Luís Henrique Tavares)
* “Olho Gabriela como a uma criança, e não mulher feia.” (Ciro dos Anjos)
IV. em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a eufonia da frase. Exemplos:
* “Os tigres despedaçaram-se uns aos outros.” (Camilo Castelo Branco)
* “As companheiras convidavam-se umas às outras.” (Helena Silveira)
V. com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
principalmente na expressão dos sentimentos ou pela eufonia da frase. Exemplos:
* Judas traiu a Cristo.
*Amemos a Deus sobre todas as coisas.
* Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e
incrédulos.” (Machado de Assis)
VI. em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce. Exemplos:
* “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos.” (Carlos de Laet)
* A médico, professor e letrado nunca enganes.
VII. Com certos pronomes indefinidos, sobretudo
referentes a pessoas. Exemplos:
* “Como fosse acanhado, não interrogou a ninguém.” (Machado de Assis)
* “A estupefação imobilizou a todos.” (Machado de Assis) OBJETO DIRETO E OBJETO INDIRETO
PLEONÁSTICOS
*Árvore, filho e livro, queria-os perfeitos. (Vianna Moog) *Aos meus escritos, não lhes dava importância nenhuma. (G. Amado)
OBJETO DIRETO INTERNO *Vivia uma vida sossegada.
*Chorava um choro sincero.
* “E rir meu riso e derramar meu pranto” (Vinicius de
Moraes)
EMPREGO E SIGNIFICADO DE NEXOS CONJUNÇÕES CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 01. CONCLUSIVAS 02. ALTERNATIVAS 03. EXPLICATIVAS 04. ADITIVAS 05. ADVERSATIVAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS 01. CAUSAIS 02. FINAIS 03. CONFORMATIVAS 04. TEMPORAIS 05. CONDICIONAIS 06. COMPARATIVAS 07. PROPORCIONAIS 08. CONSECUTIVAS 09. CONCESSIVAS
Reconheça as conjunções dos períodos abaixo:
01. Não é fácil passar em concurso, logo devemos estudar bastante.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________
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02. Não luta pelos objetivos do grupo; é, pois, um traidor. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 03. O diretor gritou para que o ouvissem.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 04. Tanto berrou o calouro que acordou a cidade toda. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 05. Mal o ladrão entrou em casa, a polícia o capturou. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 06. Fale depressa que eu preciso ir embora.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 07. A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 08. Fez o exercício como lhe ensinaram.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 09. Como tinha dinheiro sobrando, não economizou. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 10. Farei o exercício, desde que o texto não seja longo. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 11. Ou você me conta a verdade ou ficará de castigo. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 12. É muito competente e tem um bom emprego.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 13. Ela não estaria morrendo nem de frio nem de fome. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 14. É muito competente e está desempregado.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________
15. Insisti, todavia não consegui.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 16. Não consegui, embora tenha insistido.
______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 17. À medida que envelhecia, aumentava seu remorso. ______________________________________________ ______________________________________________
______________________________________________
TESTES (CONJUNÇÕES)
MARQUE C (CORRETO) OU E (ERRADO) – QUESTÕES DE 01 A 09.
01. (ESAF) “Eles tentaram se libertar do pesadelo derivado de um dado histórico inequívoco: a voragem exterminista e genocida do capital e do capital financeiro em primeríssimo lugar. E fracassaram.”
A conjunção “E” pode ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do período e para o sentido do texto, por Mas.
02. (ESAF) “Mas o conceito de responsabilidade social das empresas, enquanto relacionamento das organizações com a comunidade e com a sociedade, é muito mais amplo”.
Haverá prejuízo para a correção gramatical e alteração no sentido do período, caso a conjunção “Mas” seja substituída por qualquer uma das seguintes: Contudo, No entanto, Todavia.
03. (CESPE) “O decreto pune os bons contribuintes, deles retirando qualquer garantia, visto que sempre dependerão de humores da fiscalização.”
A expressão “visto que” pode ser corretamente substituída por “porquanto”, mantendo-se a correção sintática e semântica do período.
04. (ESAF) “Para esses pensadores, o Estado seria o apogeu do desenvolvimento moral, substituiria a família, e com o direito produzido, racional, imparcial e justo, substituiria a consciência ética dos indivíduos, que, embora retificadora da ação humana, se revelaria, na prática, inviável, por ser incoercível.” (Oscar d’Alva e Souza Filho)
O termo “embora” pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituído por conquanto. 05. (ESAF) “Com a estabilização econômica, o orçamento se reveste da maior importância, na medida em que os valores expressos em termos reais tendem a não ficar defasados.”
Se a expressão “na medida em que” for substituída por à medida que, modifica-se o sentido da informação dada. 06. (ESAF) “Uma conversa privada, a dois, é algo mais público do que um evento com centenas de pessoas.”
Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao retirar “do” de antes de “que”.
07. (ESAF) Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando já faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comércio.”
A substituição de “tanto...quanto” por “tanto...como” preserva a correção gramatical do período.
08. (CESPE) “Portanto certas ofertas, partindo de multinacionais capazes de concentrar capital suficiente para efetuá-las, selam o destino da vítima, assim como os desígnios de Deus determinaram o sacrifício do filho de Abraão.”
Dado o seu sentido explicativo, a conjunção “Portanto” poderia ser substituída pelo conector Porquanto, sem prejuízo da coerência do texto.
09. (CESPE) “Eles colocaram ratos em estado de animação suspensa, um tipo de hibernação no qual o organismo passa a funcionar de forma tão lenta que a necessidade de oxigênio das células se reduz drasticamente.”
A oração “que a necessidade de oxigênio das células se reduz drasticamente” expressa uma conseqüência em relação à oração anterior.
GABARITO (CONJUNÇÕES) 01. C 06. C 02. E 07. C 03. C 08. E 04. C 09. C 05. C PERÍODO COMPOSTO
RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO
Período composto é aquele formado por mais de uma oração.
O período pode ser composto por coordenação,
subordinação e ainda por coordenação e
subordinação.
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
É aquele formado por orações independentes quanto às funções sintáticas. Exemplo:
Arthur não teve medo e venceu os adversários.
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
É aquele formado por orações que denotam entre si relação de dependência. Exemplo:
Ela disse que me amava.
ELA DISSE QUE ME AMAVA ↓ ↓
VERBO OBJETO TRANSITIVO DIRETO DIRETO
Observe que a oração “que me amava” (subordinada) funciona como termo da oração “Ela disse” (principal), visto que complementa o sentido da ação verbal “disse”.
ORAÇÕES COORDENADAS
As orações coordenadas dividem-se em dois grupos:
01. Sindéticas: são aquelas que apresentam conjunção coordenativa.
02. Assindéticas: são aquelas que não apresentam conjunção coordenativa.
Veja:
A campainha batia, MAS o velhinho não ouvia.
1ª ORAÇÃO: “A CAMPAINHA BATIA”: oração coordenada assindética.
2ª ORAÇÃO: “MAS O VELHINHO NÃO OUVIA”: oração coordenada sindética.
As orações coordenadas sindéticas recebem o nome da conjunção coordenativa que as inicia. Classificam-se, portanto, em:
ADITIVAS
(expressam adição, seqüência de pensamentos) Exemplos de conjunções aditivas: e, nem, mas também. Exemplo:
Nosso amigo não veio nem telefonou. ↓ ↓
oração coordenada oração coordenada assindética sindética aditiva
ADVERSATIVAS
(exprimem oposição, contraste)
Exemplos de conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Exemplo:
Nosso time jogou bem, mas não conseguiu vencer. ↓ ↓
oração coordenada oração coordenada assindética sindética adversativa
ALTERNATIVAS
(exprimem exclusão, alternância)
Exemplos de conjunções alternativas: ou...ou, ora...ora Exemplo:
Fique em casa ou vá para a escola logo. ↓ ↓
oração coordenada oração coordenada assindética sindética alternativa
EXPLICATIVAS
(indicam uma explicação ao que foi enunciado na outra oração)
Exemplos de conjunções explicativas: porque, que, pois (antes do verbo)
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Não façam barulho, que estou estudando.
↓ ↓ oração coordenada oração coordenada
assindética sindética explicativa
CONCLUSIVAS
(estabelecem uma idéia de conclusão em relação à outra oração)
Exemplos de conjunções conclusivas: portanto, por isso, logo, pois (depois do verbo)
Exemplo:
O carro é teu, logo deves cuidar bem dele.
↓ ↓ oração coordenada oração coordenada
assindética sindética conclusão
ORAÇÕES SUBORDINADAS
O período composto por subordinação é formado por uma oração principal e uma ou mais subordinadas.
Oração principal é aquela a que se subordina outra oração.
Oração subordinada é aquela que se relaciona a outra (principal), desempenhando, no período, função sintática.
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS
As orações subordinadas classificam-se de acordo com sua função em: substantivas, adjetivas e adverbiais.
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
As orações subordinadas substantivas vêm normalmente introduzidas pelas conjunções integrantes
que e se. Segundo seu valor sintático, elas podem ser:
SUBJETIVAS
Oração subordinada substantiva subjetiva é aquela que tem função de sujeito da oração principal. Exemplos:
Seria conveniente que todos nos ajudassem. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva subjetiva Comentava-se que ele era o juiz.
↓ ↓
oração principal oração subordinada (verbo na voz substantiva subjetiva passiva)
OBSERVAÇÀO
Quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª pessoa do singular.
OBJETIVAS DIRETAS
Oração subordinada substantiva objetiva direta é aquela que exerce função de objeto direto do verbo da oração principal.
Exemplo:
O guarda garantiu-lhe que não havia perigo. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva objetiva direta
OBJETIVAS INDIRETAS
Oração subordinada substantiva objetiva indireta é aquela que exerce função de objeto indireto do verbo da oração principal.
Exemplo:
Ninguém o convencerá de que não havia perigo. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva objetiva indireta
COMPLETIVAS NOMINAIS
Oração subordinada substantiva completiva nominal é aquela que exerce função de complemento nominal de um nome da oração principal. Exemplo: Nós estávamos desconfiados de que você não viria. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva completiva nominal
PREDICATIVAS
Oração subordinada substantiva predicativa é aquela que exerce função de predicativo do sujeito da oração principal.
Exemplo:
Nosso medo era que a casa caísse. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva predicativa
APOSITIVAS
Oração subordinada substantiva apositiva é aquela que exerce função de aposto da oração principal. Exemplo:
Todos tinham um sonho: que o time vencesse. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva apositiva
COM FUNÇÃO DE AGENTE DA PASSIVA
Oração subordinada substantiva com função de agente da passiva é aquela que funciona como agente da passiva do verbo da oração principal.
Exemplo:
A garota foi beijada por quem apagou a luz. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva agente da passiva
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
As orações subordinadas adverbiais exercem a função de adjunto adverbial da oração principal. Existem nove tipos de orações subordinadas adverbiais.
CAUSAIS
Oração subordinada adverbial causal é aquela que exprime o motivo, a causa do fato expresso na oração principal. Exemplos:
Como tinha melhores jogadores nosso time venceu. ↓ ↓
oração subordinada oração principal adverbial
causal
CONDICIONAIS
Oração subordinada adverbial condicional é aquela que exprime condição à ocorrência do fato expresso na oração principal. Exemplo:
Tudo vale a pena se a alma não é pequena. ↓ ↓
oração principal oração subordinada adverbial condicional
CONFORMATIVAS
Oração subordinada adverbial conformativa é aquela que indica conformidade com a declaração contida na oração principal. Exemplos:
O torneio será realizado como exige a federação. ↓ ↓
oração principal oração subordinada adverbial conformativa
CONCESSIVAS
Oração subordinada adverbial concessiva é aquela que, apesar de indicar uma circunstância adversa à declaração da oração principal, não a modifica.
Exemplo:
Ainda que sejamos torturados, não confessaremos.
↓ ↓ oração subordinada oração principal adverbial
concessiva
CONSECUTIVAS
Oração subordinada adverbial consecutiva é aquela que indica a conseqüência do fato expresso na oração principal. Exemplos:
A prova foi tão difícil que ninguém foi aprovado. ↓ ↓
oração principal oração subordinada adverbial consecutiva
COMPARATIVAS
Oração subordinada adverbial comparativa é aquela que representa o segundo termo de uma comparação. Exemplos:
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.
↓ ↓
oração principal oração subordinada adverbial comparativa
Nossos problemas são mais graves que os seus. ↓ ↓
oração principal oração subordinada adverbial
comparativa
OBSERVAÇÃO: nesse exemplo, o verbo da oração subordinada, por ser o mesmo da oração principal, ficou subentendido.
TEMPORAIS
Oração subordinada adverbial temporal é aquela que indica o tempo da realização do fato declarado na oração principal. Exemplos:
Mal você saiu, começou a briga. ↓ ↓
oração subordinada oração principal adverbial
temporal
FINAIS
Oração subordinada adverbial final é aquela que indica a finalidade do fato expresso na oração principal. Exemplos:
Para que tudo ocorra bem, precisamos estar atentos. ↓ ↓
oração subordinada oração principal adverbial
final
PROPORCIONAIS
Oração subordinada adverbial proporcional é aquela que indica uma relação de proporcionalidade com o fato expresso na oração principal. Exemplo:
À medida que envelhecia, aumentava seu remorso.
↓ ↓ oração subordinada oração principal adverbial
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ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVASAs orações subordinadas adjetivas exercem função de adjunto adnominal de um substantivo ou pronome da oração principal. São introduzidas por pronome relativo: que (o qual, a qual, os quais, as quais), quem, cujo, onde etc.
Observe:
PERÍODO SIMPLES
O deputado revelou coisas impressionantes. ↓ ↓ substantivo adjetivo (adjunto adnominal) PERÍODO COMPOSTO pronome relativo ↑
O deputado revelou coisas que impressionam. ↓ ↓
substantivo oração subordinada adjetiva
As orações subordinadas adjetivas podem ser
explicativas e restritivas.
EXPLICATIVAS
Encerram uma afirmação adicional de um ser que já se acha suficientemente definido. As explicativas são emolduradas por vírgulas. Exemplos:
Os balões, que subiam lentamente, eram muito admirados.
↓
oração subordinada adjetiva explicativa
RESTRITIVAS
As orações adjetivas restritivas restringem, limitam a significação de um termo antecedente (substantivo ou pronome). Não se separam por vírgula. Exemplo:
Eu já li o livro que você me trouxe. ↓ ↓
oração principal oração subordinada adjetiva restritiva
Observe:
Os vizinhos, que não gostam de música, reclamam muito.
↓
oração subordinada adjetiva explicativa Nesse caso, nenhum dos vizinhos gosta de música e, portanto, todos eles reclamam.
Os vizinhos que não gostam de música reclamam muito. ↓
oração subordinada adjetiva restritiva
Nesse caso, alguns dos vizinhos gostam de música e
outros não. Os que não gostam reclama muito.
EMPREGO DE PRONOMES RELATIVOS & PONTUAÇÃO
01. “Os brasileiros, que acreditam na possibilidade de um governo sério, exigem medidas imediatas contra os políticos corruptos.”
Sobre a frase acima, marque a correta:
a) Medidas imediatas contra os políticos corruptos são exigidas somente pelos brasileiros que acreditam na possibilidade de um governo sério.
b) Alguns brasileiros acreditam na possibilidade de um governo sério.
c) Alguns brasileiros exigem medidas imediatas contra os políticos corruptos.
d) Os brasileiros acreditam na possibilidade de um governo sério e exigem medidas imediatas contra os políticos corruptos.
e) Aqueles brasileiros que acreditam na possibilidade de um governo sério exigem medidas imediatas contra os políticos corruptos.
02. “Os petroleiros que resistem às pressões do governo fizeram um apelo aos sindicatos, que os apóiam, para que se convoque uma reunião, na qual se buscariam alternativas para o impasse. Concomitantemente, o governo busca adesões no Congresso para as medidas que está tomando em relação à greve.”
Em relação a esse trecho, é correto afirmar:
a) Os petroleiros fizeram um apelo aos sindicatos, que os apóiam.
b) Todos os petroleiros resistem às pressões do governo. c) Apenas alguns sindicatos apóiam a greve dos petroleiros.
d) Antes que os petroleiros falassem em fazer reunião, o Governo já buscava a aprovação do Congresso para as suas medidas em relação à greve.
e) Os sindicatos apóiam os petroleiros que resistem às pressões do governo.
03. Assinale a alternativa em que a oração entre colchetes deve ser necessariamente separada por vírgulas.
a) Os integrantes da comissão [que se mostrarem contrários ao que foi decidido] devem ser substituídos. b) O candidato [que não concordar com a divulgação das pesquisas de opinião] poderá entrar com processo na justiça.
c) O funcionário público [que for contratado depois da alteração da lei da aposentadoria] não terá mais salário integral quando se aposentar.
d) O eleitor [que se sentir ultrajado pelas campanhas eleitorais] poderá dar uma resposta a esses abusos nas urnas.
e) O presidente da República [que parte para mais uma viagem ao exterior na próxima semana] reuniu os ministros para definir estratégias a fim de combater a fome no Brasil.
GABARITO (EMPREGO DE PRONOMES RELATIVOS & PONTUAÇÃO) 01. D
02. E 03. E
ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS
As orações reduzidas não são introduzidas por conjunção e apresentam o verbo numa das formas
nominais: infinitivo (terminação ar, er, ir), gerúndio (terminação ndo) ou particípio (terminação ado, ido).
Geralmente as orações reduzidas podem ser desdobradas numa equivalente, com conectivo. Veja: Seria bom eu estudar mais.
↓ verbo no infinitivo Seria bom que eu estudasse mais. ↓
conjunção (conectivo) Exemplos de orações reduzidas: Todos afirmam ser ele o ladrão. ↓ ↓
oração principal oração subordinada substantiva objetiva direta
reduzida de infinitivo
Já recebemos os livros chegados de Paris. ↓ ↓
oração principal oração subordinada adjetiva restritiva
reduzida de particípio
TESTES (ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS)
MARQUE C (CORRETO) OU E (ERRADO) – QUESTÕES DE 01 A 08.
01. (ESAF) “Um estudo feito pela Universidade do Texas com empresas que sofreram uma perda catastrófica de dados concluiu que 43% jamais voltaram a operar, 51% faliram em dois anos e apenas 6% sobreviveram.” O emprego de vírgula entre “empresas” e “que” e entre “dados” e “concluiu” seria inadequado, pois a informação que seria isolada tem natureza restritiva e passaria a explicativa, alterando o sentido do período.
02. (CESPE) “O impacto da Química sobre o meio ambiente é enorme, em função dos rejeitos dos processos industriais, que muitas vezes trazem sérios e irreversíveis prejuízos ao homem e à natureza.”
A vírgula que separa a oração adjetiva pode ser retirada sem prejuízo para a correção gramatical da frase, mas provoca alteração de sentido.
03. (ESAF) “Uma dessas hipóteses é justamente não comunicar aos demais associados a cessão das cotas por parte de alguns sócios a terceiros que não dispõem de patrimônio apto a honrar o compromisso.”
Em virtude de introduzir oração adjetiva explicativa, deve ser colocada uma vírgula antes do pronome relativo que, ou seja, após a palavra terceiros.
04. (ESAF) “A felicidade, que em si resultaria de um projeto temporal, reduz-se hoje ao mero prazer instantâneo derivado, de preferência, da dilatação do ego.”
As vírgulas após “felicidade” e “temporal” estão sendo empregadas para isolar uma oração adjetiva.
05. (ESAF) “A Associação dos Bancos da Argentina (ABA), que reúne mais de 40 entidades, publicou um anúncio de página inteira nos principais jornais do país para pedir compreensão e demonstrar sua preocupação com os ataques que os bancos têm sofrido.”
A expressão “que reúne mais de 40 entidades” está entre vírgulas pela sua natureza explicativa.
06. (CESPE) “Daí a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.”
Se a vírgula que antecede o pronome relativo “que” fosse omitida, o sentido e a correção gramatical do texto seriam preservados.
07. “As empresas que operam na informalidade não emitem nota fiscal e têm acesso precário ao crédito, entraves que resultam em produtividade inferior à das empresas formais e representam um obstáculo ao crescimento econômico do Brasil.”
A inserção de vírgula após a expressão “As empresas” mantém a correção gramatical e as informações originais do período.
08. “Trata-se do pronome demonstrativo, aquele que não é respeitado nem por jornalistas, que não têm o direito de errar.”
A retirada da vírgula que aparece após o termo “jornalistas” acarreta mudança sintático-semântica na oração subseqüente. Ela deixa de ser explicativa e se torna restritiva.
GABARITO (ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS) 01. C 02. C 03. E 04. C 05. C 06. E 07. E 08. C PARALELISMO
01. (CETRO-TRT-12ª REGIÃO) Na famosa obra Comunicação em prosa moderna, Othon M. Garcia afirma que "quaisquer elementos da frase – sejam orações sejam termos dela –, coordenados entre si devam, em princípio pelo menos, apresentar estrutura gramatical idêntica, pois não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo".
Assinale a alternativa em que a reescritura do terceiro parágrafo respeita a recomendação do famoso estudioso: a) Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório não só por seu modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo, mas também por oferecer na rede pública de saúde terapias de interrupção do tabagismo.
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b) Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório não só por ter um modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo, mas também pelo oferecimento, na rede pública de saúde, de terapias de interrupção do tabagismo.
c) Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório por seu modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo e pelo oferecimento, na rede pública de saúde, de terapias de interrupção do tabagismo.
d) Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório por ter um modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo e pelo oferecimento na rede pública de saúde terapias de interrupção do tabagismo.
e) Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório não apenas por seu modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo como também por oferecer na rede pública de saúde terapias de interrupção do tabagismo.
02. (ESAF) Considere o seguinte período do texto para analisar os esquemas propostos abaixo: “Descumprir a lei gera o risco da punição prevista pelo Código Penal ou de sofrer sanções civis”.
A = Descumprir a lei B = gera o risco
C = da punição prevista pelo Código Penal D = de sofrer sanções civis
Considerando que as setas representam relações sintáticas entre as expressões lingüísticas, assinale a opção que corresponde à estrutura do período.
Muitas coisas nos diferenciam dos outros animais, mas nada é mais marcante do que a nossa capacidade de trabalhar, de transformar o mundo segundo nossa qualificação, nossa energia, nossa imaginação. [...] 03. (CESPE/Analista Judiciário/TST/2008) A retirada da preposição em “de transformar” (l.3) violaria as regras de gramática da língua portuguesa, já que essa expressão complementa “capacidade” (l.2).
______________________________________________ [...]
A Dirigente Regional de Ensino da DER Leste 1 solicita de Vossa Senhoria especial atenção para o que segue, bem como divulgar as matérias contidas neste documento junto aos interessados.
[...]
04. (CESPE/Ministério dos Esportes/2008) [...] ocorre um problema de paralelismo no trecho “solicita de (...) bem como divulgar”.
Para evitá-lo, seria recomendado reescrever esse trecho da seguinte forma: solicita de (...), bem como a divulgação.
05. (BACEN-2010) Denomina-se adequação sintática a construção coerente de períodos e orações, observadas as relações existentes entre seus termos e a sua organização. O parágrafo, dentre os abaixo transcritos, que preserva o princípio do paralelismo sintático, segundo o qual quaisquer elementos da frase coordenados entre si devem apresentar estrutura gramatical similar, é
a) Aqui não pretendemos defender a ideia de um Estado intervindo mais na economia ou que ele volte à produção de aço em grande quantidade.
b) Aqui não pretendemos defender a ideia de que o Estado intervenha mais na economia ou a volta de uma produção de aço em grande quantidade.
c) Aqui não pretendemos defender a ideia de que o Estado intervenha mais na economia ou que volte a produzir aço em grande quantidade.
d) Aqui não pretendemos defender a ideia de que a intervenção do Estado deva ser maior na economia ou uma produção de aço voltando a ter quantidade.
e) Aqui não pretendemos defender a ideia de mais intervenção do Estado na economia ou que ele volte a produzir aço em grande quantidade.
TESTES (PARALELISMO) 01. C 02. A 03. ERRADO 04. CERTO 05. C CONCORDÂNCIA VERBAL (TEORIA)
A concordância verbal estuda as modificações que o verbo precisa sofrer para adaptar-se ao seu sujeito.
SUJEITO SIMPLES
Observe:
* O jovem Alexandre conquistou a Índia.
↓ ↓
sujeito verbo
SUJEITO: 3ª pessoa do singular VERBO: 3ª pessoa do singular
* Surgiram aos rapazes várias oportunidades ↓ ↓
verbo sujeito
SUJEITO: 3ª pessoa do plural VERBO: 3ª pessoa do plural
REGRINHA: quando o sujeito é simples (um só núcleo), o verbo concorda com ele em número (singular e plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª).
VERBO + PRONOME APASSIVADOR SE Observe:
* Divulgaram-se os resultados. ↓ ↓ verbo sujeito SUJEITO: 3ª pessoa do plural VERBO: 3ª pessoa do plural
REGRINHA: o verbo, quando acompanhado pelo pronome apassivador SE, concorda com seu sujeito.
OBSERVAÇÕES:
Lembre-se de que tais frases podem ser passadas para a voz passiva analítica. Exemplo:
*Não se recuperaram os documentos perdidos.
*Os documentos perdidos não foram recuperados. Você deve tomar cuidado para não confundir frases como as exemplificadas acima, onde ocorre voz passiva e, portanto, o verbo deve concordar com o sujeito, com frases onde o sujeito é indeterminado, nas quais o
verbo deve-se manter sempre na 3ª pessoa do singular.
Veja:
preposição ↑
*Desconfiava-se de algumas pessoas. ↓ ↓
verbo objeto indireto
SUJEITO: INDETERMINADO
Em frases onde o sujeito é indeterminado a estrutura “verbo na 3ª pessoa do singular + SE” não aceita a transformação para a voz passiva analítica; convém lembrar que, em geral, quem impede essa transformação é a presença de uma preposição. Observe isso no exemplo anterior.
SUJEITO COMPOSTO
SUJEITO COMPOSTO ANTEPOSTO AO VERBO
Observe:
*As árvores e os campos brilhavam ao sol. ↓ ↓
sujeito composto verbo no plural
REGRINHA: quando o sujeito composto aparece antes do verbo, este irá para o plural.
OBSERVAÇÕES:
Quando os núcleos do sujeito composto forem sinônimos (ou quase sinônimos), o verbo pode ficar tanto no plural como no singular. Exemplo:
O heroísmo e a coragem fazem (ou faz) dele um homem incomum.
Quando os núcleos do sujeito composto formarem uma enumeração gradativa, o verbo pode ficar tanto no plural como no singular. Exemplo:
Um olhar, um sorriso, um carinho acalmam (ou acalma) a criança.
Quando o sujeito for resumido por aposto resumidor (tudo, nada, ninguém, alguém, etc.), o verbo fica no singular. Exemplo:
Amor, dinheiro, fama, nada passa.
Se os elementos do sujeito forem de pessoas gramaticais diversas, o verbo vai para o plural, na pessoa que predominar. Veja:
A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª (eu + tu + ele → nós).
*Tu, eu e ela iremos ao jogo. ↓ ↓
sujeito verbo
composto (1ª pessoa do plural)
A 2ª pessoa prevalece sobre a 3ª (tu + ele → vós). *Tu e teus amigos ireis ao jogo.
↓ ↓ sujeito verbo composto (2ª pessoa do plural) (tu + eles)
No caso acima, o verbo poderá ir também para a terceira pessoa do plural.
*Tu e teus amigos irão ao jogo. ↓ ↓
sujeito verbo
composto (3ª pessoa do plural) (tu + eles)
SUJEITO COMPOSTO POSPOSTO AO VERBO
Observe:
Sumiram o policial e seu auxiliar.
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REGRINHA: quando o sujeito composto figura após o verbo, pode este concordar no plural ou apenas com o elemento mais próximo.
CASOS PARTICULARES
01) Quando o sujeito contém uma expressão partitiva
(maior parte de, uma porção de, grande parte de etc.), o verbo pode ficar tanto no singular como no plural. Exemplo:
*A maioria dos jovens participou da festa. ↓ ↓
sujeito ou participaram
02) Se o sujeito é o pronome relativo que, o verbo deve
concordar com a palavra que o antecede. Exemplo: *Sempre somos nós que decidimos tudo. ↓ ↓
sujeito sujeito 1ª oração 2ª oração
03) Se o sujeito é representado pelo pronome relativo quem, o verbo pode tanto concordar com a palavra que o antecede como ficar na terceira pessoa do singular. Exemplo:
* Não somos nós quem mandamos aqui. ↓ ↓ ↓
sujeito sujeito ou manda (3ª pessoa 1ª oração 2ª oração do singular)
04) Se o sujeito for um pronome interrogativo singular (qual) ou indefinido singular (algum, nenhum) se-guido de de nós, de vós, dentre nós, dentre vós, o verbo ficará necessariamente na terceira pessoa do singular. Exemplo:
*Qual de nós fará o trabalho? ↓
3ª pessoa do singular
*Nenhum dentre vós seria capaz de vencê-lo. ↓
3ª pessoa do singular
05) Se o sujeito é um pronome interrogativo plural (quais, quantos) ou indefinido plural (alguns, poucos, muitos) seguido de de nós, de vós, dentre nós,
dentre vós, o verbo pode ficar na 3ª pessoa do
plural ou pode também concordar com o pronome pessoal (nós/vós). Exemplo:
*Quantos de nós resolveriam o exercício? ↓ 3ª pessoa do plural
*Quantos de nós resolveríamos o exercício? ↓
verbo concordando com nós
06) Quando o sujeito é um nome próprio plural,
precedido de artigo, o verbo fica no plural. Não
havendo, entretanto, o artigo acompanhando o nome próprio plural, o verbo fica no singular. Exemplo:
*Os Estados Unidos desrespeitam a vontade dos povos. ↓ verbo concordando com o artigo *Ilhéus localiza-se no litoral da Bahia. ↓
verbo no singular
OBSERVAÇÃO: se o artigo fizer parte de títulos de obras
(livros, peças etc.) o verbo poderá ficar tanto no singular como no plural. Exemplo:
*Os Sertões narram o massacre de Canudos.
↓ ↓
nome do livro ou narra
07) Quando o sujeito é constituído por mais de ou
menos de, seguido de um numeral, o verbo
concorda com o numeral. Exemplo: *Mais de um atleta desistiu da prova. *Mais de dois atletas desistiram da prova.
Se a expressão mais de um vier repetida, o verbo deverá ir para o plural. Exemplo:
*Mais de um deputado, mais de um senador aprovaram a medida.
Se a frase indicar reciprocidade, o verbo deverá ir para o plural. Exemplo:
*Mais de um jogador cumprimentaram-se amigavelmente.
08) Com a expressão um dos que, o verbo pode ficar tanto no singular como no plural. Exemplo:
*O professor foi um dos que não faltou. ↓
ou faltaram
09) Quando o sujeito é representado pelas expressões um e outro, nem um nem outro, o verbo pode ficar tanto no singular como no plural. Exemplo:
*Nem um nem outro teria condições de voltar. ↓
ou teriam
CASOS ESPECIAIS
VERBO PARECER + INFINITIVO
Quando o sujeito da frase for plural e o verbo parecer apresentar-se seguido de outro verbo no infinitivo, a concordância poderá ser feita de duas maneiras:
Concordar o parecer com o sujeito e deixar o outro verbo sem flexionar.
Deixar o parecer sem flexionar e concordar o outro verbo com o sujeito.
Exemplos:
*As estrelas parecem brilhar mais. ↓
verbo parecer concordando com o sujeito