CONSULTORIA PARA O PROGRAMA FINEP STARTUP
A razão social espelha a motivação e a proposta de trabalho. Há diferentes momentos nos negócios baseados em inovação, um deles é o momento de captação de recursos.Captar um recurso sempre implica em dar uma parte do negócio em troca. Pode ser uma parte do caixa (atual ou futuro) se a decisão é tomar crédito. Pode ser uma parte da empresa (participação) se a decisão é pelo investimento.
No caso da captação de investimento, captar cedo demais significa muita participação por pouco investimento. Entretanto, captar tarde demais pode significar postergar oportunidades de saltos de performance.
Esses saltos de performance são os momentos em que o negócio mostra possuir TRAÇÃO. Na Física, tração é a força que deve ser feita para colocar um objeto em movimento, vencendo tanto o seu próprio peso quanto o atrito entre sua superfície e a superfície sobre qual ele deve se mover. Na vida de uma startup, TRAÇÃO é a força necessária para crescer no mercado, aumentando a receita significativamente, mantendo eficiência operacional e financeira. O investimento para tração pretende que o capital aportado se converta em crescimento da operação, visto de uma forma ampla, que vai do P&D para evolução do produto ou serviço até as despesas de marketing para penetração nos mercados-alvo. Para focar nestas etapas do negócio, é preciso que as bases tecnológicas e de gestão estejam sólidas e o modelo comercial já com alguma escala. Quanto mais provada a viabilidade comercial, associada a um posicionamento consistente sobre o futuro e tendo inovação como centro da estratégia, mais confortável para o investidor a decisão do aporte para tração.
O Programa
O Programa FINEP Startup investe até R$ 1 milhão em startups com viabilidade comercial comprovada e demandando investimento para tração do modelo de negócios a níveis superiores de performance comercial. Em troca a FINEP fica com algo entre 10 e 33% de participação na empresa.
A FINEP pontua a apresentação de cartas de co-investimento. Nas rodadas anteriores, esta pontuação foi decisiva. Pessoas físicas ou jurídicas se comprometem a depositar na conta da empresa um valor de co-investimento caso a FINEP aprove o aporte. Para isso apresentam uma carta de intenção de investimento. Cada carta de R$ 50 mil vale 1 ponto, até um máximo de 5 pontos.
A empresa tem que estar funcionando há pelo menos 6 meses. A FINEP e co-investidores se tornam sempre sócias do CNPJ inscrito como um todo. Todos os demais projetos passados, atuais e futuros da empresa passam a fazer parte do ativo no qual eles passam a ter participação. O programa é composto de 3 fases:
1. Inscrição – feita pelo preenchimento de um formulário eletrônico, gravação de um pitch em vídeo e apresentação das cartas de co-investimento .. normalmente dura 1 mês 2. Defesa – 75 empresas se apresentam numa banca presencial em SP, podendo
apresentar novas cartas de co-investimento .. normalmente 1 mês para preparação para 15 minutos de defesa
3. Visita Técnica (due dilligence)– até 30 empresas recebem a visita de uma dupla de técnicos da Finep, para montar um relatório com um parecer final sobre o investimento (quanto e com que condicionantes) .. normalmente a partir de 1 mês depois do resultado alguém da Finep passa metade de um dia na empresa
Metodologia da consultoria e modo de operação
Meu trabalho é entender o seu negócio e colaborar na construção de uma inscrição competitiva no Programa Finep Startup, alinhando suas características aos objetivos do programa. Para isso percorreremos uma metodologia de 10 pontos.
Critério MERCADO, POSICIONAMENTO E PRODUTOS 1 Proposta de valor e
plano de negócios
O que você vende? Como você se posiciona no mercado? Como você compete e qual sua resiliência aos concorrentes? 2 Produto / Serviço
Como sua proposta de valor se materializa para o cliente? Como você aparece para o mercado?
Onde sua marca está associada?
3 Mercado e clientes Quem lhe compra? Quem lhe usa? De quem você recebe? Qual o tamanho disso (TAM1, SAM2 e SOM3)
4 Modelo de receita
Como você fatura?
Quanto você fatura? Qual a margem de lucro? Qual o seu CAC4? Qual o seu LTV5?
Quais são as suas metas de receita? 5 Contábil e legal Como estão seus balanços e DRE?
Passivos e pendências legais existem? 6 Crescimento e
exponencialização
Quais os mercados potenciais? Qual a meta de receita? Quanto de capital é necessário para atingi-la?
“Amarras” ao crescimento exponencial existem? Critério INOVAÇÃO
7 Patentes, Design e Marca
Quanto você está protegido?
Como está sua interface do usuário (UI) e sua experiência (UX)? Como você aparece no mapa mental de seus clientes?
8 Pesquisa & Desenvolvimento
Como você chegou à versão atual do seu produto/serviço? A versão atual está plenamente operacional?
Quais são as suas oportunidades de melhoria? Qual o P&D necessário para a próxima versão? Critério EQUIPE E ESTRUTURA SOCIETÁRIA
9 Equipe e cap table Como é composta sua equipe? Quem são seus sócios?
10 Estratégia de
captação e de equity
Quanto de capital é necessário para atingir as metas de receita? Quanto de participação a empresa espera dar por isso?
1 TAM (Total Available Market) é o tamanho total do mercado para um produto ou serviço, incluídos todos os atores nele presentes
2 SAM (Serviceable Available Market) é a fatia do TAM que sua empresa consegue atingir no longo prazo, considerando a regionalização, o crescimento do mercado, e as especificidades de seu produto 3 SOM (Serviceable Obtainable Market) é a fatia do SAM que sua empresa consegue atingir no curto e médio prazos, convertendo em receita
Primeiramente verificaremos o atendimento aos critérios de elegibilidade. Como esse quesito é eliminatório, não prosseguiremos caso eles não sejam atendidos em sua totalidade. Em seguida discutiremos, franca e abertamente, se é a hora de sua startup captar um investimento de R$ 1 milhão e se a Finep é a melhor investidora para o momento do seu negócio.
Se concordarmos em ambos os pontos, então sua empresa me contrata e começamos a trabalhar a inscrição.
Começamos conversando sobre possíveis co-investidores, já que recolher o máximo de pontos neste critério tem se mostrado fundamental para o sucesso no programa. A busca pelo interesse de co-investidores deve ser feita enquanto o texto da inscrição é construído. Pelas regras do edital, os co-investidores não poderão ser sócios, parentes dos sócios ou funcionários da empresa. A qualquer tempo, mas sempre a pedido da empresa, o consultor poderá participar de conversas com candidatos a co-investidor, explicando as vantagens e riscos desta operação. As cartas de intenção de co-investimento apresentadas na primeira etapa podem ser substituídas na segunda etapa por outras de igual ou maior valor total. Novas cartas também poderão ser adicionadas na segunda etapa. Como se trata de uma intenção de investimento, que só deverá ser concretizada se a Finep decidir pelo seu próprio aporte, com o discurso adequado pode ser uma questão da fácil solução. O co-investidor adere ao contrato entre a Finep e a empresa, ficando com isso sujeitos às mesmas regras de remuneração do capital investido.
Após a terceira etapa, sacramentada a decisão de investimento da Finep, outros investidores poderão fazer aportes, desde que aderindo às regras da Finep e dos co-investidores anteriores. Para participação na primeira etapa, os 10 pontos são cobertos em tantas sessões não-presenciais de 2 horas cada quantas forem necessárias, mais uma sessão de roteiro para o pitch. A redação da inscrição será feita de forma colaborativa entre o consultor e a empresa. Caberá à empresa a produção, filmagem e edição do pitch. O resultado é a inscrição realizada (texto), com o pitch e as cartas de intenção de investimento.
Para participação na segunda etapa, os 10 pontos são revisados em 2 dias de visita presencial. A construção da apresentação será feita de forma colaborativa entre o consultor e a empresa. O resultado é a apresentação (PPT) para a banca e a construção da estratégia para a defesa. Pela regra do edital, a defesa deve ser feita por um dos sócios. Nesta etapa, novas cartas de intenção de co-investimento poderão ser apresentadas, bem como as anteriormente apresentadas poderão ser substituídas.
Para participação na terceira etapa, a consultoria consiste no preenchimento do formulário de informações preliminares à visita técnica e na apresentação (PPT) para a equipe da Finep. As duas atividades são realizadas de forma colaborativa entre o consultor e a empresa, sendo revisadas em sessões não-presenciais de 1 hora de duração.
Investimento
Remuneração da consultoria – 2,5% do valor captado – R$ 25.000
1ª etapa – redação da inscrição e preparação do pitch em vídeo Quando Até 08/02 (fim do período de inscrições)
Quanto 30% da remuneração total – R$ 7.500
Como 3 parcelas mensais (Novembro / Dezembro / Janeiro) de R$ 2.500 cada
2ª etapa – preparação do pitch em PPT e treinamento para a banca
Quando Entre 22/03 (resultado da 1ª etapa) e 25/04 (envio do material para a banca) A banca ocorrerá entre 07 e 09/05
Quanto 40% da remuneração – R$ 10.000
Como 2 parcelas mensais (Março e Abril) de R$ 5.000 cada
3ª etapa – preparação para a visita técnica de due dilligence Quando Entre 21/05 (resultado da 2ª etapa) e início de julho6
Quanto 30% da remuneração total – R$ 7.500
Como 2 parcelas mensais (Maio e Junho) de R$ 3.500 e R$ 4.000, respectivamente
A empresa só paga pelas etapas nas quais estiver concorrendo.
Meio de pagamento: boleto bancário ou depósito na conta corrente da consultoria Bradesco – agência 1791-4 – conta 4267-6
Alexandre Moura Cabral Negócios em Inovação Ltda – ME CNPJ 24.342.250-001/78
Rio de Janeiro, novembro de 2018
6 A 3ª etapa consiste de visitas individuais de due dilligence feitas pela equipe da Finep a cada empresa, portanto não há um cronograma geral para esta fase. As visitas se iniciam após o anúncio do resultado