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Portugal :Futuro e
Encruzilhadas
A ENCRUZILHADA EUROPEIA
Esquema
I.PONTO DE PARTIDA- REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA,
AMBIÇÕES E NOVA DISTRIBUIÇÃO DE PODER NA UNIÃO EUROPEIA
II. HORIZONTE 2035 - UM NOVO MUNDO, NOVOS ALINHAMENTOS
III . HORIZONTE 2035 - DOIS SONHOS (E QUATRO CENÁRIOS) EUROPEUS
I.PONTO DE PARTIDA:
REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA,
AMBIÇÕES E NOVA DISTRIBUIÇÃO
A REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA
– GERANDO AMBIÇÕES PARA A
INTEGRAÇÃO EUROPEIA
1.
INTEGRAÇÃO EUROPEIA-
ambição (e realidades)
Três Processos chave na resposta
europeia à reunificação da Alemanha e
ao colapso da URSS:
União Económica e Monetária
Alargamento à Europa de Leste e Sudeste Consolidação do Espaço Schengen
ALEMANHA Latvi a Eslovénia POLÓNIA Estónia Eslováquia Rep. Checa Hungria Roménia Croácia Litu ânia
ALEMANHA Espanha Portugal Itália Grécia Chipre FRANÇA Áustria Holanda Finlândia Latvi a Eslovénia POLÓNIA Estónia Eslováquia Rep. Checa Hungria Roménia Croácia Litu ânia
ALARGAMENTO A LESTE & SUESTE
2000-2010- ALEMANHA, ALARGAMENTO A
LESTE & UNIÃO MONETÁRIA
OU
• A EUROPA DE LESTE
VERSUS
A EUROPA DO SUL 2000-2010EUROPA DE LESTE
: AREA DE INVESTIMENTO DIRECTO E INTEGRAÇÃO NA ECONOMIA ALEMÃ
EUROPA DO SUL
- MERCADO PARA EXPORTAÇÕES DE BENSALEMANHA Espanha Portugal Itália Grécia Chipre FRANÇA Áustria Holanda Finlândia Latvi a Eslovénia POLÓNIA Estónia Eslováquia Rep. Checa Hungria Roménia Croácia Litu ânia
ALARGAMENTO A LESTE & SUESTE
CRIAÇÃO UNIÃO MONETÁRIA
ESPAÇO
• UNIÃO ECONÓMICA E MONETÁRIA
Uma UEM lançada sem quaisquer mecanismo de gestão de crises – dos Estados e dos Bancos - caso ocorressem. Como ocorreu a crise das dividas soberanas.
• ALARGAMENTO A LESTE
Um alargamento sem sem Fronteiras definidas : A crise na Ucrânia.
• ESPAÇO SCHENGEN
Um espaço de livre circulação de pessoas lançado sem politicas comuns pré definidas, nem mecanismos de controlo das fronteiras externas nem de repartição de
imigrantes – A Crise da vaga migratórias vinda das zonas envolventes da Europa
INTEGRAÇÃO EUROPEIA-
À MESA DOS CONSELHOS
EUROPEUS-
- UMA RADICAL ALTERAÇÃO DE
“PODER POTENCIAL”
À MESA DOS CONSELHOS EUROPEUS-
- UM POSSÍVEL MAPEAMENTO DE INFLUÊNCIAS
FRANÇA REINO UNIDO ITÁL IA ALE MANHA HOLANDA Áustria
Estónia- Finlândia- Hungria Eslováquia República Checa Eslovénia Croácia Bélgica Suéc ia Dinama rc a Grécia Grécia Roménia Bulgária Polónia Lituânia Holanda França Re ino Unido Alemanha It áli a Espanha Portugal
À MESA DOS CONSELHOS EUROPEUS-
- UM POSSÍVEL MAPEAMENTO DE INFLUÊNCIAS
Num quadro intergovernamental na União Europeia a Alemanha tem uma vantagem à partida:
– A sua zona de influência mais direta é numerosa- reúne
os seis “fragmentos” do império austro - húngaro- Áustria, Hungria, República Checa, Eslováquia,
Eslovénia e Croácia e os Estados de linhagem fino- húngara-(Hungria), Finlândia e Estónia
E dispõe de um “triângulo de controlo” - composto pela
Holanda no Centro, Polónia no Leste e Espanha no Sul. Se conseguir, de forma estável, estruturar parcerias com estes três Estados pode assegurar controlo sobre
À MESA DOS CONSELHOS EUROPEUS-
- UM POSSÍVEL MAPEAMENTO DE INFLUÊNCIAS
OS DILEMAS DA FRANÇA
A FRANÇA enfrenta um dilema se quiser assegurar uma influência maior na EU a 28:
•AVANÇANDO PARA UMA MINI UNIÃO POLITICA COM A
ALEMANHA, com um pequeno grupo de Estados - procurando “separá-la” da sua zona de influência mais direta
E o centro dessa nova motor franco alemão só pode ser na Defesa /Segurança
•PARTICIPANDO COM O REINO UNIDO NO REFORÇO DA
RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS - Diluindo a Influência da Alemanha (diluindo a União Europeia)
•
Sendo que qualquer destas opções encontrará fortes oposições internas
II.
HORIZONTE 2035 -
UM NOVO MUNDO, NOVOS
ALINHAMENTOS
III .
HORIZONTE 2035 -
DOIS SONHOS (E QUATRO
COMPETIÇÕES E RIVALIDADES
ESTRUTURANDO O SISTEMA
INTERNACIONAL NO HORIZONTE
2035
3.
?
O QUE DETERMINARÁ
O FUTURO DO SISTEMA INTENACIONAL
HORIZONTE 2035
AS TRES GRANDES COMPETIÇÕES
ENTRE POTENCIAS NA(S) ASIA (S) E O
POSICIONAMENTO DOS EUA NA
INTERAÇÃO COM ELAS
•EUA Versus China
•China Versus Índia
3 COMPETIÇÕES ESTRUTURANTES DA
DINÂMICA DO SISTEMA INTERNACIONAL…
1
2
EUA CHINA ÍNDIA ISRAEL ARÁBIA SAUDITA IRÃO IRAQUE PAQUISTÃO CAX EMI RA EGIPTO
1
2
33
PA LE STI NA AFEGAN ISTÃO KUWEIT QATAR EMIRATOS SIR IA LIB AN O COREIAS JAPÃO TAIWAN RUSSIA ALEMANHA UZB EQUI STÃ O TUR WEM NEIS TÃO TAJI QUIS TÃO CASAQUISTÃO AZER BAIJ ÃO TURQUIA ? ?POTENCIAS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS NO SISTEMA INTERNACIONAL NO HORIZONTE 2035-PADRÃO DE
1.
• A competição que envolve os
EUA e a
China
, em termos estratégicos,
geopolíticos e geoeconómicos.
• No Oceano Pacífico, mas também no
Oceano Indico - e no Golfo Pérsico
• No contexto de uma competição
estratégica de primordial importância – a
competição pelo controlo do ciberespaço
e pela militarização do espaço exterior.
A competição que envolve a
China e a
India
em torno do Tibete, do Paquistão,
do Afeganistão e do acesso á Asia
Central, e, cada vez mais, em torno do
Oceano Indico por onde passam as linhas
de comunicação marítimas da China com
o Golfo Pérsico e o Atlântico Sul
Regiões que interessam igualmente à
India por razões geoeconómicas de
acesso a recursos energéticos e
estratégicas pela sua afirmação como
potência naval de primeiro plano
A competição que envolve o Mundo Islâmico
no seu interior – no que poderíamos designar
por a “guerra civil muçulmana”- e com Israel. Competição entre sunitas e xiitas, árabes e
persas, casas reais e islamismo sunita radical
Competição centrada no Mediterrâneo, no
Mar Vermelho e no Golfo Pérsico mas com uma dinâmica impossível de separar do controlo
estratégico do Oceano Indico
A Figura também chama a atenção para três potências secundárias no campo das competições e rivalidades que acabámos de referir :
São elas, a Rússia, a Turquia e a Alemanha – todas
elas interessadas no “corredor” que une a Europa à China passando pela Ásia Central
Se estas potências desenvolvessem entre si formas de cooperação estratégica e geopolítica e se se
aliarem com potências asiáticas emergentes podem alterar o campo de forças internacional . Se a Alemanha e a Turquia se demarcarem
consistentemente da Rússia em torno de questões chave para esta – como são a Ucrânia e Síria- a
coesão deste triângulo ficará duradouramente afetada
CHINA ÍNDIA EUA ISRAEL ARÁBIA SAUDITA RUSSIA ORGANIZANDO AS RELAÇÕES ENTRE OS PRINCIPAIS ESTADO EM RELAÇÕES TRIANGULARES ESTRUTURANTES IRÃO JAPÃO REINO UNIDO
1.
O triângulo de relações entre potências de 1ºPlano, estruturante do Sistema Internacional no Horizonte 2030, que seria constituído por– EUA –a potência hegemónica em mudança
para um Mundo Multipolar
– Japão –uma potência cujo poder estaria
indissociavelmente dependente de uma aliança com os EUA
– Pelas duas potência asiáticas em competição
2.O triângulo das potências do Médio Oriente- região onde se concentram as reservas de petróleo e gás natural de que as potências asiáticas –Japão, China e India necessitam -região em que os EUA têm que manter
influência determinante se não quiserem perder poder na Ásia
Triângulo marcado por fortes tensões entre o Irão, a Arábia Saudita e Israel estando, a Jordânia incluída em representação da casa real hachemita e posicionada por forma a
indicar um potencial de cooperação com Israel
CHINA ÍNDIA EUA ISRAEL ARÁBIA SAUDITA IRÃO TURQUIA ALEMANHA RUSSIA PAQUISTÃO JORDÂNIA ORGANIZANDO AS RELAÇÕES ENTRE OS PRINCIPAIS ESTADO EM RELAÇÕES TRIANGULARES ESTRUTURANTES (II)
3. A Rússia que, enfraquecida no período pós URSS mantém três ativos fundamentais:
– Uma posição geoestratégica e geoeconómica de 1ºplano no centro da Eurásia
– Um complexo militar industrial, que ainda é o 2º mais sofisticado do mundo
– Uma base energética alargada – gás natural e petróleo - mas a necessitar de renovação, em
direção aos jazigos a oriente (Sibéria Oriental) e a norte (Ártico)
• A Rússia para assegurar uma posição geopolítica central no sistema internacional tem que,
simultaneamente, manter relações de parceria com as potências asiáticas emergentes –India e China - e
regressar ao Médio Oriente como potência influente- Objetivos que são idênticos aos dos EUA
4.
Rússia, Alemanha e Turquia constituem um terceiro triângulo- o das potências que já foram centros de impérios e hoje estão remetidas a um papel secundário no sistema internacional.A Alemanha e a Turquia que foram durante a guerra fria Estados da “linha da frente” do confronto da aliança liderada pelos EUA contra a URSS ,
procuram ambas ganhar maior autonomia face aos EUA e, ambas podem encarar um aprofundamento de relações não só económica mas também
geopolíticas (face a terceiros).Como, eventualmente, ao nível estratégico (embora neste caso isso
significasse o fim da NATO e o caminho para outro sistema de segurança na Europa)
4.
CENÁRIOS EUROPEUS
& OPÇÕES DOS EUA
1ª INCERTEZA
A SEGURANÇA E A DEFESA –
“REGRESSANDO” AO 1ºPLANO
Uma Dupla Interrogação:
Quem é o Inimigo? Quem são os Aliados?
Duas Configurações Possíveis
• Comunidade Europeia de Defesa numa
Nova Arquitetura de Segurança
2ª INCERTEZA
A ECONOMIA E A ZONA EURO
Uma dupla interrogação: Quem Cresce?
Quem Paga?
Duas Configurações Possíveis
• Centralização e Transferências
Centralização e Transferências
Duas Velocidades Comunidade Europeia de Defesa/
Nova Arquitetura Segurança
Pilar Europeu na Aliança Atlântica
Um Sonho na Guerra Fria A Europa Germânica Do BREXIT à Revolta da Europa do Sul O Sonho Federal
SONHO FEDERAL
• O SONHO FEDERAL não é plausível pois a
Europa não tem condições de crescimento e prosperidade para assegurar simultaneamente os custos do Wellfare , as transferências entre Estados(regiões) que compensem as
assimetrias geradas pela zona euro e ao
mesmo tempo recuperar o atraso em termos militares e das industrias da defesa.
• A forma de tentar resolver esta aparente
impossibilidade é chegar a um novo sistema de segurança europeu com a Rússia- ou seja por fim à NATO
UM SONHO NA GUERRA FRIA
O SONHO NA GUERRA FRIA – é pouco
plausível devido à resistência da Alemanha e doutros Estados europeus em aceitar o reforço da integração NATO após a redução das tropas americanas no centro da Europa . Bem como a resistência dos EUA em aceitar um investimento reduzido na Defesa por
parte dos Estados europeus , a braços com os custos do wellfare de cada Estado e das transferências intra zona euro
EUROPA GERMÂNICA
• A EUROPA GERMÂNICA suporia a criação de
uma mini –Europa centrada na parceria França-Alemanha- com euro e orçamento comum e politica externa e defesa comum
• Um Espaço Económico Europeu (EEE) sem
Shengen gerindo o Mercado único , que incluiria uma coroa de Estados que não
pertenceriam a essa mini-Europa – mas que utilizariam o euro como moeda comum nas transações dentro do EEE – em paralelo com as moedas nacionais.
BREXIT PLUS
• O BrexitPlus – representaria uma saída da União
Europeia por parte de vários Estados , nomeadamente da Europa do Sul, que
negociariam em conjunto - um acordo de livre troca com a Alemanha ( e com quem
permanecesse na União Europeia) e uma Parceria Transatlântica de Comércio e
Investimento com os EUA e Canadá,
• Estados que utilizariam como referência para a
condução das suas politicas macroeconómicas uma moeda virtual – o euro dólar. E reforçando, em termos de segurança e defesa a sua
Centralização e Transferências
Duas Velocidades Comunidade Europeia de Defesa/
Nova Arquitetura Segurança
Pilar Europeu na Aliança Atlântica
O Sonho Federal Um Sonho na Guerra Fria A Europa Germânica Do BREXIT à Revolta da Europa do Sul
Se Os EUA optarem por uma
política externa de confronto
com Rússia- e de apoio ao
reforço federal da União
Europeia acabarão por ter a
Europa Germânica a definir um
novo sistema de segurança
com a Rússia
Centralização e Transferências
Duas Velocidades
Pilar Europeu na Aliança Atlântica
O SONHO Federal Um Sonho na Guerra Fria A Europa Germânica Do BREXIT à Revolta da Europa do Sul
Comunidade Europeia de Defesa/ Nova Arquitetura Segurança