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Braz. J. Cardiovasc. Surg. vol.20 número1

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Academic year: 2018

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Editorial

CONQUISTAS, MAS HÁ AINDA GRANDES DESAFIOS

Walter Gomes*

o longo dos anos, a Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (RBCCV) vem consolidando sua posição de órgão de divulgação da produção científica do cirurgião cardiovascular brasileiro. Mas, com o empenho, entusiasmo e liderança do Editor, o Professor Domingo Braile, mais e importantes conquistas foram alcançadas recentemente.

Inicialmente, a inclusão no portal Scielo (Scientific Electronic Library Online – www.scielo.br), responsável pela organização dos periódicos Latino-americanos e do Caribe, permitiu a edição da versão eletrônica em português e a difusão na Internet. A partir do Scielo, a RBCCV pode ser acessada por meio de diversos portais de Sociedades de especialidades correlatas. Portanto, está disponível e pode ser acessada livremente por cardiologistas, intensivistas, perfusionistas e outros profissionais.

A seguir, em outra empreitada de sucesso, a RBCCV, agora com o nome traduzido para Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery, foi incluída e disponibilizada no CTSNet (www.ctsnet.org), a página na Internet dos cirurgiões cardiovasculares de todo o planeta. Logo após, a versão para a língua inglesa dos artigos da RBCCV propiciou que os cirurgiões cardiovasculares e outros profissionais de todo o mundo acessem a produção científica dos cirurgiões brasileiros.

Entretanto, novos desafios estão à frente. O próximo passo em direção à qualidade passa pela indexação no Medline, a mais importante base de dados bibliográficos do planeta, usada internacionalmente para prover acesso à informações de revistas nas áreas médicas e de ciências da saúde, indexando atualmente mais de 4.700 periódicos de todo o mundo.

A RBCCV já se encontra em processo de avaliação pelo Index Medicus/Medline, mas no intrincado processo de seleção, os critérios ainda são muito dependentes do julgamento subjetivo dos Membros e do Diretor do Comitê de Avaliação.

Vários aspectos são contemplados na avaliação dos Membros do Comitê do Medline, como a periodicidade e regularidade de publicação; pontualidade; revisão por pares (peer review); número mínimo de fascículos anuais; o conteúdo científico (no qual os artigos originais representam o maior peso); a quantidade e categoria dos artigos; representatividade do corpo editorial, revisores e autores; formato (padronização) da edição, relevância da publicação para o desenvolvimento da área, etc.

Praticamente todos esses critérios estão atualmente contemplados nas edições da RBCCV, mas resta a dificuldade de aumento do número de artigos por edição, principalmente o de artigos originais. Portanto, o caminho é claro e passa pelo aumento da editoração científica da revista, não somente com artigos originais, mas também elevar a contribuição de editoriais, relatos de casos, artigos de revisão, além da seção de cartas ao editor.

Esse empenho tem que ser dividido com toda a comunidade de cirurgiões cardiovasculares brasileiros, assim como também atrair a produção de qualidade dos pesquisadores de ciências básicas na área cardiovascular nacional, cardiologistas, cirurgiões latino-americanos e outros. Com 104 trabalhos sendo aceitos e apresentados anualmente no Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, não restam dúvidas da pujança da produção científica nacional, que precisa ser redigida e passada para forma

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de artigos para publicação. Informação não escrita é informação perdida. Quanto aos artigos de revisão, a grande fonte para isso são as teses. O capítulo de Revisão da Literatura das teses geralmente provê uma detalhada descrição do estado da arte do assunto estudado e pode ser adaptado e aproveitado como revisão, auxiliando na atualização dos conceitos na área abordada.

As dificuldades com a redação e formato adequado do manuscrito podem ser atenuadas com o auxílio do corpo de Editores Associados, Conselho Editorial, Editor Executivo e Assistente Editorial, que se dispõem a auxiliar e orientar autores iniciantes a colocarem seus manuscritos na forma requerida pela RBCCV para publicação.

Claramente, isto implica num esforço redobrado de todas as partes envolvidas, desde os autores e editores,

até a publicação final com o envolvimento dos custos. Os idiomas oficiais são outro ponto de discussão. A RBCCV caminha para ser o órgão dos cirurgiões latino-americanos. Sobram as discussões se o espanhol deve ser agregado como idioma de publicação, além do português, ou se somente o inglês deve ser adotado.

O desafio que se coloca à comunidade de cirurgiões cardiovasculares brasileiros é grande, mas seguramente ela saberá responder com a mesma competência, tenacidade e entusiasmo, que tornaram a cirurgia cardiovascular brasileira reconhecida e apreciada em todo o mundo.

* Editor Associado da Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.

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