Juntos com Futuro
1 |
Relatório e Contas
Consolidado
2008
Índice
I. Introdução
5
1. Órgãos
Sociais
5
Assembleia-Geral
5
Conselho de Administração
5
Fiscal
Único
5
2. Órgãos
Directivos
6
3.
Publicação do Relatório e Contas
6
II. Enquadramento
Macroeconómico
8
1. Conjuntura
Internacional
8
2. Conjuntura
Nacional
10
III. Mercado
Segurador
14
IV.
Apresentação do Perímetro de Consolidação
18
V.
Actividade das Empresas Integrantes nas Contas
Consolidadas em 2008
20
1.
Empresa-Mãe: Eurovida – Companhia de Seguros de Vida, S.A.
20
2.
Empresas do Grupo
21
2.1.
Popular Seguros – Companhia de Seguros, S.A.
21
2.2.
Refundos Soc. Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A.
22
3. Eurovida
Consolidado
23
VI. Perspectivas
Futuras
25
VII. Considerações
Finais
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Juntos com Futuro
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Índice
Demonstrações Financeiras e Anexos
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1. Demonstrações
Financeiras
29
Balanço em 31 de Dezembro de 2008
29
Conta de Ganhos e Perdas de 2008
31
Demonstração de Variações de Capital Próprio
33
2.
Anexo ao Balanço e à Conta de Ganhos e Perdas de 2008
34
Anexo ao Balanço e à Conta de Ganhos e Perdas de 2008
34
Outros
Anexos
81
Anexo 1 – Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros 81
Anexo 2 – Desenvolvimento da Provisão para Sinistros relativa a Sinistros
ocorridos em exercícios anteriores e dos seus Reajustamentos (Correcções) 90
Anexo 3 – Discriminação dos Custos com Sinistros 91
Anexo 4 – Discriminação de alguns valores por Ramos 92
3.
Certificação Legal de Contas e Relatório e Parecer do Fiscal Único
94
Certificação Legal de Contas
94
Relatório e Parecer do Fiscal Único
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RELATÓRIO
DO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
RELATÓRIO
DO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
2008
Juntos com Futuro
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I. Introdução
Nos termos da Lei, vem o Conselho de Administração apresentar o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia de Seguros Eurovida, S.A., referentes ao exercício de 2008.
1. Órgãos
Sociais
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João Filipe Maia de Lima Mayer
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Fernando José Domingues Gonçalves
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Luís Eduardo da Silva Barbosa
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Francisco José Ribeiro Valério
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Rui Manuel Morganho Semedo
Francisco Javier Garcia Nieto
Carlos Miguel de Paula Martins Roballo
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PriceWaterhouseCoopers – SROC, LDA.
Representada por Ricardo Filipe de Frias Pinheiro
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1. Órgãos
Sociais
2. Órgãos Directivos
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Paulo Jorge Simões dos Reis
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José Avelino Cardoso Guimarães
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Maria Isabel Garcia de Sousa Ferreira Teixeira de Figueiredo
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António Fernando Baguinho Pinto
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Carlos Manuel Lopes Marques
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Helena Maria Rosado Faria
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Maria Filomena da Costa Ferreira
3. Publicação do Relatório e Contas
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www.eurovida.pt
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2. Órgão
Directivos
3. Publicaç
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ENQUADRAMENTO
MACROECONÓMICO
II. Enquadramento Macroeconómico
1. Conjuntura Internacional
A economia mundial desacelerou fortemente em 2008, invertendo a tendência registada nos quatro anos precedentes, em que a média anual de crescimento real registou um valor de 5%. Este abrandamento foi mais acentuado nas economias avançadas, especialmente nos EUA e na União Europeia (UE), com as economias emergentes e em desenvolvimento, sobretudo as asiáticas (China e Índia), também a evidenciarem um esmorecimento da dinâmica de crescimento dos últimos anos.
Esta deterioração do crescimento mundial resultou da conjugação de um conjunto de factores adversos, que provocaram a diminuição da confiança e o adiamento das decisões de investimento por parte dos agentes económicos, nomeadamente, a incerteza associada à crise dos mercados financeiros internacionais, que se repercutiu em condições mais restritivas na concessão de crédito, pelo efeito conjunto da escassez de liquidez e do aumento dos prémios de risco, incorporados nas taxas de juro dos empréstimos. Por outro lado, a forte subida do preço das matérias-primas energéticas e dos produtos alimentares, durante o primeiro semestre de 2008, teve efeitos negativos na evolução do rendimento disponível real das famílias.
No terceiro trimestre de 2008, um grande número de economias avançadas entrou em recessão técnica, motivando a adopção de medidas de política financeira e orçamental destinadas ao reforço da confiança, ao restabelecimento do funcionamento regular dos mercados financeiros e à estabilização da actividade económica. A política monetária da generalidade dos países (nomeadamente dos EUA, Reino Unido e zona Euro) tornou-se mais acomodatícia, dada a redução da inflação observada no segundo semestre de 2008 e a significativa desaceleração económica.
Durante os últimos meses de 2008, as principais organizações internacionais reviram sucessivamente em baixa as suas previsões de crescimento para a generalidade das economias mundiais, evidenciando a incerteza que tem caracterizado a conjuntura económica. Os níveis de confiança de consumidores e empresários atingiram mínimos históricos e os índices bolsistas sofreram as maiores quedas em décadas.
No último trimestre de 2008, assistiu-se a um agravamento da crise financeira, na sequência da falência do Lehman Brothers, em Setembro. A crise de confiança gerada por esta falência, as implicações no desempenho da economia e as consequentes repercussões no funcionamento dos mercados de capitais provocaram uma sequência de dificuldades em várias instituições financeiras, quer nos EUA, quer na Europa. Estes eventos abalaram a confiança no sistema financeiro e nas suas instituições. O aumento da incerteza nos mercados traduziu-se numa subida significativa dos prémios de risco, com repercussões na deterioração da actividade económica e na forte subida da taxa de desemprego.
A actividade económica na zona Euro manteve a tendência de desaceleração, que se tinha vindo a verificar desde 2007, tendo o PIB evidenciando um abrandamento de 2,6 em 2007 para 1 por cento em 2008, reflexo do enfraquecimento da procura interna, em particular, do consumo privado e da FBCF
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Enquadramento
Macro
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exportações. Esta crise originou a intervenção do Banco Central Europeu que aumentou, consideravelmente, a cedência de liquidez, seguida da descida das taxas de juro.
Também os EUA apresentaram um abrandamento significativo da economia, para o qual contribuiu o enfraquecimento da procura interna, nomeadamente do consumo e do investimento privado, especialmente, na componente residencial, que registou uma quebra pelo terceiro ano consecutivo. Pelo contrário, as exportações aceleraram no conjunto dos três primeiros trimestres, em parte devido à depreciação real do dólar, tendo o contributo da procura externa líquida atenuado o desequilíbrio das suas contas externas. Nos EUA, a actuação da Reserva Federal caracterizou-se por um aumento significativo da cedência de liquidez, descendo a taxa do FED de 3% para 0,25%.
O enfraquecimento da actividade nas economias avançadas e a deterioração das condições nos mercados financeiros, contribuíram, igualmente, para uma desaceleração da actividade nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, as quais vinham a registar ritmos de crescimento superiores aos tendenciais e a evidenciar elevadas pressões inflacionistas.
Indicadores 2006 2007 2008 (a)
Produto Interno Bruto (b)
Zona Euro 2,8 2,6 1,0
União Europeia (EU 27) 3,0 2,9 1,3
EUA 2,9 2,0 1,1
Mundo 5,4 5,2 3,4
Taxa de inflação – Zona Euro 2,2 2,1 3,5
Preço do petróleo (brent USD/bbl) 65,1 72,5 97,0
Euribor a 3 meses (média anual) 3,1 4,3 4,6
Taxa de Câmbio (EUR/USD) 1,26 1,37 1,52
Fontes: Banco de Portugal, Ministério das Finanças e INE – Instituto Nacional de Estatística. Notas: (a) Estimativa; (b) Variação real.
O ano de 2008 foi marcado pela interacção da crise financeira internacional com a desaceleração da actividade económica a nível global. Em algumas das principais economias avançadas, a actividade económica vinha já a evidenciar uma tendência de desaceleração desde o final de 2006, em grande parte, devido ao forte aumento do preço das matérias-primas nos mercados internacionais e ao ajustamento em baixa em vários mercados de habitação. Esta tendência de desaceleração foi sendo intensificada pelo impacto negativo da crise financeira na confiança dos agentes económicos e nas expectativas quanto à sua situação financeira.
A actividade económica mundial tem sido, assim, sujeita, nos últimos anos, a perturbações significativas de várias ordens, interligadas entre si, sendo de destacar a evolução dos preços do petróleo e dos bens alimentares, a correcção em baixa nos mercados de habitação em algumas economias avançadas e, principalmente, a crise financeira iniciada em meados de 2007. O Fundo Monetário Internacional alerta que as implicações reais desta crise não deixarão de ser significativas em termos do seu impacto no crescimento económico, envolvendo, necessariamente, um longo processo de ajustamento.
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2. Conjuntura Nacional
Em 2008, a evolução da economia portuguesa foi marcada por uma desaceleração, interrompendo a trajectória de recuperação gradual e moderada registada nos dois anos anteriores. Esta evolução ocorreu num quadro de interacção entre uma crise sem precedentes nos mercados financeiros internacionais e uma recessão internacional. Dada a sua forte integração económica e financeira e a persistência de fragilidades que condicionam a evolução da produtividade dos factores, a economia portuguesa registou, em 2008, um dos crescimentos mais baixos entre os países da zona Euro e da União Europeia. No contexto de um enquadramento internacional adverso, reflectido no abrandamento da procura externa e na subida dos preços das matérias-primas e da energia, verificou-se um aumento do défice externo da economia portuguesa, tendo como contrapartidas uma nova diminuição da taxa de poupança das empresas e dos particulares e a estabilização do respectivo investimento em percentagem do PIB.
A propagação destes desenvolvimentos, a uma pequena economia aberta e plenamente integrada como a portuguesa, ocorreu em várias dimensões, todas elas interligadas. Por um lado, teve implicações desfavoráveis sobre a procura externa dirigida à economia portuguesa e, face à elevada incerteza quanto à magnitude da desaceleração a nível interno e externo, e quanto ao novo equilíbrio no qual estabilizarão os mercados financeiros, tendeu a adiar decisões de consumo e de investimento. Por outro lado, a turbulência nos mercados monetários e nos mercados de financiamento por grosso implicou o aumento das taxas de juro do crédito bancário e contribuiu para a maior restritividade das condições de financiamento do sector privado não financeiro, em particular no crédito à habitação, e para o acréscimo de exigência quanto às condições de solvabilidade dos agentes económicos. Não obstante, importa sublinhar que o crédito interno manteve um forte dinamismo em 2008, que foi sustentado pelo sistema bancário através de um aumento substancial dos depósitos de clientes e da manutenção de algum acesso ao financiamento nos mercados por grosso, apesar das condições adversas prevalecentes nos mercados financeiros.
Indicadores 2004 2005 2006 2007 2008 (a)
Produto Interno Bruto (b) 1,2 0,4 1,3 1,9 0,3
Consumo Privado (b) 2,5 2,0 1,2 1,6 1,2
Consumo Público (b) 2,4 1,8 -0,5 0,0 -0,3
Formação Bruta de Capital Fixo (b) 0,6 -2,9 -1,8 3,1 -0,8
Exportações de bens e serviços (b) 4,6 0,9 9,1 7,5 0,1
Importações de bens e serviços (b) 6,7 1,8 4,3 5,6 1,0
Balança Corrente (% do PIB) -7,5 -9,3 -10,8 -10,0 -12,1
Saldo do sector público (%do PIB) -2,9 -6,0 -3,9 -2,6 -2,2
Dívida pública (% do PIB) 61,9 64,0 67,4 63,6 65,9
Taxa de desemprego 6,7 7,6 7,5 8,0 7,7
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Enquadramento
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No contexto de um enquadramento externo adverso, marcado pela interacção entre a crise financeira internacional e a actividade económica mundial, num quadro em que a persistência de um conjunto de fragilidades de natureza estrutural condicionou o crescimento da economia portuguesa, as estimativas do Banco de Portugal apontam para um crescimento do PIB em 2008 de 0,3 por cento, face a 1,9 por cento verificado em 2007, que reflecte uma estimativa de menor crescimento das componentes da procura mais sensíveis à crescente deterioração do enquadramento externo, em particular, as exportações e o investimento.
A taxa de inflação, por seu turno, medida pela variação média anual do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,6 por cento, face a 2,4 por cento no ano anterior, apresentando uma ligeira variação positiva de 0,2 pontos percentuais, em virtude do aumento sistemático dos preços das matérias-primas energéticas e dos bens alimentares. De acordo com as previsões do Ministério das Finanças, para 2009, a taxa de inflação deverá exibir um abrandamento pronunciado, fixando-se em 1,2 por cento. Esta evolução reflecte, em parte, o abrandamento da actividade económica nacional, que limitará o potencial de subida dos preços a nível interno, mas principalmente os efeitos do abrandamento económico mundial, consubstanciados numa diminuição significativa da procura global e consequente crescimento moderado dos preços das matérias-primas e produtos transformados.
Do lado da oferta, a forte desaceleração da economia portuguesa em 2008, terá reflectido numa acentuada diminuição do contributo da produtividade total dos factores para o crescimento da actividade e uma desaceleração da produtividade aparente do trabalho, num quadro de criação moderada de emprego e de manutenção da taxa de desemprego em níveis historicamente elevados.
Do lado da procura, a desaceleração económica esteve associada à evolução quer da procura interna quer das exportações. Como seria de esperar, o investimento e as exportações foram particularmente influenciados pelo quadro da redução crescente das perspectivas quanto ao crescimento económico interno e externo. No que se refere ao investimento, observou-se uma diminuição em 2008, com um abrandamento generalizado das suas componentes. Relativamente às exportações de bens e serviços, e num quadro de desaceleração da procura externa, importa notar a queda de quota de mercado registada em 2008. O abrandamento das exportações reflecte um menor dinamismo quer das exportações de bens, iniciada já em meados de 2007, quer a acentuada desaceleração das exportações de serviços, observada a partir do início de 2008. Em contraste, o consumo privado, em particular na componente de não duradouros, apresentou um perfil mais alisado, sustentado em parte num forte crescimento do crédito ao consumo, e numa nova descida da taxa de poupança dos particulares. Em relação ao consumo público, registou-se uma quebra em 2008, prosseguindo a trajectória de consolidação orçamental necessária para equilibrar as contas públicas.
O investimento FBCF (formação bruta de capital fixo) inverteu a evolução favorável observada em 2007, estimando-se para 2008 uma contracção de 0,8 por cento, traduzindo, sobretudo, a reacção do investimento empresarial à deterioração do clima de confiança na indústria, influenciada pelas expectativas de abrandamento da actividade económica.
A taxa de desemprego, em 2008, recuou para 7,7% (8,0% no final de 2007), em virtude da desaceleração económica ocorrida em 2008 e em reacção à contracção da economia nacional. O emprego, que havia registado um crescimento nulo em 2007, aumentou 0,6% em 2008, exibindo assim, à semelhança da taxa de desemprego, um desfasamento face à evolução da actividade económica.
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Enquadramento
Macro
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Em 2008, os mercados financeiros denotaram uma elevada volatilidade, reflectindo por um lado as preocupações com o sistema financeiro e por outro a deterioração das perspectivas para a actividade económica. O índice bolsista português, em termos acumulados, apresentou uma desvalorização aproximada de 50 por cento, à semelhança do índice do Dow Jones Euro Stoxx que apresentou uma desvalorização de cerca de 46 por cento. A instabilidade nos mercados financeiros veio provocar um aumento dos prémios de risco, registando-se uma maior aversão ao risco e, consequentemente, a procura de activos de menor risco e maior liquidez.
O ano de 2009, segundo as previsões do Ministério das Finanças, deverá apresentar uma contracção da actividade económica de 0.8 por cento. Esta contracção traduz, essencialmente, os efeitos dinâmicos associados à deterioração do enquadramento externo, que deverão, por um lado, afectar directamente o crescimento das exportações e, por outro, implicar o adiamento de decisões de consumo e investimento por parte dos agentes económicos nacionais. Num contexto em que se admite uma redução das tensões nos mercados financeiros internacionais ao longo do horizonte de projecção, acompanhada por uma recuperação gradual das perspectivas de procura nos mercados de destino das exportações portuguesas, antecipa-se um crescimento do PIB de 0.5 por cento em 2010.
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Enquadramento
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económico
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MERCADO
SEGURADOR
III. Mercado Segurador
O Mercado Segurador, no exercício de 2008, seguindo a tendência verificada nos últimos anos, apresentou níveis de crescimento bastante positivos. O volume de prémios de seguro directo, emitidos em Portugal, apresentou um crescimento de 11,5 por cento, valor bastante superior ao verificado no ano de 2007 (4,8 por cento), como resultado do crescimento verificado nos prémios de seguro directo, do ramo Vida, que aumentou 17,5 por cento (6,9 por cento em 2007), continuando a manter um peso superior a dois terços do sector segurador.
Estrutura de Mercado
2008 2007 2006 2005 2004
Ramo Vida 71,8% 68,1% 66,8% 68,0% 59,7%
Ramo Não Vida 28,2% 31,9% 33,2% 32,0% 40,3%
Fonte: ISP – Actividade Seguradora em Portugal – Prémios de Seguro Directo.
Apresenta-se no quadro seguinte a evolução do Mercado Segurador no último triénio:
Evolução dos Prémios de Seguro Directo
(milhões de euros)2008 2007 2006 08/07 Tx. Cresc.
07/06
Tx. Cresc.
Ramo Vida 11.012 9.369 8.761 17,5% 6,9%
Ramo Não Vida 4.324 4.381 4.359 -1,3% 0,5%
Fonte: ISP – Actividade Seguradora em Portugal – Prémios de Seguro Directo.
O montante de prémios Vida, emitidos em 2008, ascendeu ao montante de 11.011.725 milhares de Euros. Deste valor, cerca de 55,5% correspondem a seguros de vida, 36,3% a seguros ligados a fundos de investimento, e 8,2% a operações de capitalização. De sublinhar que as operações de capitalização inverteram a tendência de crescimento tendo apresentado uma diminuição, em contrapartida dos seguros ligados a Fundos de Investimento que aumentaram no peso total da carteira Vida.
Peso por Área de Negócio
(Ramo Vida)2008 2007 2006 2005 2004
Seguros de Vida 55,5% 56,1% 53,4% 59,3% 66,4%
Seguros ligados a Fundos de Investimento 36,3% 34,5% 38,4% 34,6% 28,3%
Operações de Capitalização 8,2% 9,4% 8,2% 6,1% 5,3%
TOTAL 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Fonte: ISP – Actividade Seguradora em Portugal – Prémios de Seguro Directo. .
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III.
Merca
do Segurador
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Em termos globais, o sector registou um crescimento de 17,5%, que em termos absolutos se traduziu num aumento de 1.642.341 milhares de Euros. Os segmentos de seguros de vida e de seguros ligados a fundos de investimentos, foram os principais responsáveis pela performance do sector, dado que apresentaram crescimentos positivos de 16,3% (crescimento de 859.086 milhares de Euros) e 23,4% (crescimento de 757.959 milhares de Euros), respectivamente. As operações de capitalização contribuíram, igualmente, para o bom desempenho do sector, embora com um peso menor face ao ano anterior, tendo apresentado um crescimento de 2,9%, face aos 22,8% em 2007 (crescimento de 25.747 milhares de Euros).
Crescimento
(Ramo Vida)2008 2007 2006 2005 2004
Seguros de Vida 16,3% 12,3% -13,6% 46,2% 15,7%
Seguros ligados a Fundos Investimento 23,4% -3,9% 6,5% 77,1% 20,0%
Operações de Capitalização 2,9% 22,8% 28,1% 69,2% 6,6%
TOTAL 17,5% 6,9% -4,1% 46,2% 15,7%
Fonte: ISP – Actividade Seguradora em Portugal – Prémios de Seguro Directo.
O montante de prémios Não Vida emitidos, em 2008, ascendeu a 4.324.056 milhares de Euros. Deste valor, cerca de 41,9% correspondem ao ramo Automóvel, 32,4% ao ramo Acidentes e Doença, 16,9% ao ramo Incêndio e Outros Danos e 8,9% aos restantes ramos. De sublinhar que, o ramo de Acidentes e Doença têm vindo a ganhar terreno, apresentando um peso crescente em 1,1%.
Peso por Área de Negócio (Ramos Não Vida)
2008 2007 2006 2005 2004
ACIDENTES E DOENÇA 32,4% 31,3% 31,0% 30,5% 29,2%
INCÊNDIO E OUTROS DANOS 16,9% 16,1% 15,8% 15,7% 15,5%
AUTOMÓVEL 41,9% 44,4% 45,9% 46,5% 45,1%
TRANSPORTES 1,9% 1,9% 1,8% 1,8% 1,8%
RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL 2,5% 2,5% 2,2% 2,2% 2,2%
DIVERSOS 4,5% 3,8% 3,3% 3,3% 3,0%
TOTAL 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Fonte: ISP – Actividade Seguradora em Portugal – Produção de Seguro Directo.
O ramo Automóvel foi o grande responsável pela performance do ramo Não Vida, com um decréscimo verificado de -6,9% (-134.173 milhares de Euros). A contrariar esta tendência decrescente do sector, os ramos Acidentes e Doença (+2,0%), Incêndio e Outros Danos (+3,5%) e Diversos (+15%) apresentaram crescimentos face ao ano de 2007.
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2008
III.
Merca
do Segurador
Crescimento (Ramos Não Vida)
2008 2007 2006 2005 2004
ACIDENTES E DOENÇA 2,0% 1,6% 2,9% 3,1% 2,5%
INCÊNDIO E OUTROS DANOS 3,5% 2,9% 2,2% 1,3% 7,4%
AUTOMÓVEL -6,9% -2,9% 0,3% 1,6% 4,2%
TRANSPORTES 1,9% 5,8% -1,9% -0,5% 4,1%
RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL 0,9% 11,2% 2,8% -0,7% 19,2%
DIVERSOS 15,0% 16,4% 2,3% 7,9% 4,9%
TOTAL -1,3% 0,5% 1,5% 2,0% 4,3%
Fonte: ISP – Actividade Seguradora em Portugal – Produção de Seguro Directo.
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III.
Merca
do Segurador
Juntos com Futuro
17 |
APRESENTAÇÃO DO
PERÍMETRO DE
CONSOLIDAÇÃO
IV. Apresentação do Perímetro de
Consolidação
As empresas incluídas nas contas consolidadas, pelos métodos contabilísticos de integração global e da equivalência patrimonial, são as seguintes:
Empresas do Grupo
(Incluídas pelo método de integração global)
Participação efectiva (%)
Popular Seguros – Companhia de Seguros, S.A. 100%
Empresas do Grupo
(Incluídas pelo método de equivalência patrimonial)
Participação efectiva (%) Refundos Soc. Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 20%
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IV. Apresentação do
Perím
etro
de
Conso
lidação
Juntos com Futuro
19 |
ACTIVIDADE DAS EMPRESAS
INTEGRANTES NAS CONTAS
CONSOLIDADAS
V.
Actividade das Empresas Integrantes
nas Contas Consolidadas em 2008
1. Empresa-Mãe: Eurovida – Companhia de Seguros de
Vida, S.A.
A EUROVIDA iniciou a sua actividade comercial no ano 2000, tendo registado o oitavo ano completo de operação em 2008.
Os indicadores que se apresentam seguidamente ilustram o percurso efectuado.
Unidade: Milhares de euros
2008 2007
Balanço
Investimentos 564.280 623.428
Activo Líquido 589.888 643.192
Capital Próprio 27.462 24.876
Provisões Técnicas de Seguro Directo 115.544 110.867
Passivos financeiros 435.672 494.239
Conta de Ganhos e Perdas
Prémios Brutos Emitidos * 19.697 18.278
Contratos de Seguros 19.697 18.278
Comissões dos Contratos de Investimentos 6.858 7.497
Provisões Matemáticas de Seguro Directo 2.478 3.349
Participação nos Resultados de Seguro Directo 692 560
Custos com Sinistros de Seguro Directo 12.779 11.248
Resultados dos Investimentos (Técnicos) 4.342 3.944
Resultado Líquido 4.896 5.393
* A receita processada em 2008, relativa a contratos de investimento, foi de 101.844 milhares de Euros (159.462 milhares de Euros em 2007)
A EUROVIDA registou, em 2008, um volume de receita processada de 121.541.280 Euros, tendo apresentado um decréscimo de -31,6%. No volume total de negócios, o peso dos seguros de capitalização ascende a 72,7%, dos planos poupança reforma e educação a 14,4%, e dos seguros de protecção a 12,9%.
Os montantes pagos brutos, referentes a custos com sinistros de contratos de seguro, aumentaram, em
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respeitantes a resgates e vencimentos em seguros de capitalização e planos poupança reforma e educação. Os custos com sinistros representaram 9,7% (8,4% em 2007) das provisões técnicas de seguro directo.
Em 2008, registaram-se ainda, com relação aos contratos de investimentos, montantes pagos brutos no montante de 138,2 milhões de Euros (84,5 milhões de Euros em 2007), verificando-se um aumento de 63,6% face ao ano anterior.
Em 31 de Dezembro de 2008, o resultado do exercício foi de 4.896.437 Euros, correspondendo a uma rendibilidade dos capitais próprios de 17,8%, tendo os capitais próprio ascendido a 27.462.335 Euros.
2. Empresas do Grupo
As empresas incluídas nas contas consolidadas são a Popular Seguros – Companhia de Seguros, S.A. e a Refundos Sociedade Gestora de Fundos de Investimentos Imobiliário, S.A., as quais mencionados de seguida.
2.1. Popular Seguros – Companhia de Seguros, S.A.
A POPULAR SEGUROS tem como objectivo desenvolver o negócio de seguros Não Vida no contexto banca-seguros, em ligação com o Banco Popular Portugal S.A.
Os indicadores que se apresentam seguidamente ilustram a actividade de 2008 e 2007.
Unidade: Milhares de Euros
2008 2007
Balanço
Investimentos 7.638 6.648
Activo Líquido 9.865 8.041
Capital Próprio 7.725 7.564
Provisões Técnicas de Seguro Directo 1.257 268
Conta de Ganhos e Perdas
Prémios Brutos Emitidos 2.410 702
Prémios Adquiridos líquidos de Resseguro 368 130
Provisões para Prémios não Adquiridos de SD -1.127 -217
Custos com Sinistros (Líquidos de Resseguro) -52 -16
Proveitos dos Investimentos (Técnicos) 1 -14
Resultado Líquido 104 154
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Consolidação
A POPULAR SEGUROS registou, em 2008, um volume de prémios brutos emitidos no montante de 2.410.129 Euros (701.580 Euros em 2007), através da rede do Banco Popular Portugal SA. No volume total de negócios, o peso do segmento de Acidentes Pessoais ascende a 53,5% (1.290.331 Euros), seguido de Incêndio e Elementos de Natureza com 25,2% (606.330 Euros), e dos segmentos de Riscos Múltiplos Habitação e Comércio com 20,1% (484.722 Euros) e 1,2% (28.746 Euros), respectivamente.
Os montantes pagos (montantes brutos, incluindo custos de gestão) relativos a custos com sinistros, em 2008, atingiram o montante de 55.331 Euros (2007: 12.276 Euros), sendo 46.159 Euros (2007: 12.276 Euros) referentes a seguros de Riscos Múltiplos Habitação, 6.597 Euros referentes a Incêndio e outros Elementos da Natureza e 2.575 Euros no que concerne a Acidentes Pessoais.
Em 31 de Dezembro de 2008, o resultado do exercício foi de 104.462 Euros (153.840 Euros em 2007), tendo o montante dos capitais próprio ascendido a 7.725.403 Euros.
2.2. Refundos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Imobiliário, S.A.
A REFUNDOS é detida pela Eurovida em 20%, sendo consolidada pelo método da equivalência patrimonial.
Os indicadores que se apresentam seguidamente ilustram a actividade de 2008 e 2007.
Unidade: Milhares de Euros
2008 2007
Balanço
Aplicações em Instituições de Crédito 968 1.107
Activo Líquido 1.287 1.796
Capital Próprio 1.027 1.428
Demonstração de Resultados
Margem Financeira 51 55
Produto Bancário 1.104 1.483
Resultado antes de Impostos 408 876
Resultado Líquido 269 670
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Consolidação
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3. Eurovida Consolidado
Em termos consolidados, a EUROVIDA pode ser ilustrada como segue:
Unidade: Milhares de euros
2008 2007
Balanço
Investimentos 564.511 622.750
Activo Líquido 592.346 643.908
Capital Próprio 27.756 25.068
Provisões Técnicas de Seguro Directo 116.802 111.135
Passivos financeiros 435.672 494.239
Conta de Ganhos e Perdas
Prémios Brutos Emitidos 22.107 18.980
Ramo Vida – Contratos de Seguros * 19.697 18.278
Ramo Não Vida 2.410 702
Prémios Adquiridos líquidos de Resseguro 18.069 16.582
Comissões dos Contratos de Investimentos 6.858 7.497
Provisões Matemáticas de Seguro Directo 2.478 3.349
Participação nos Resultados de Seguro Directo 692 560
Custos com Sinistros, líquidos de Resseguro 10.766 10.138
Resultado Líquido 4.942 5.528
* A receita processada em 2008, relativa a contratos de investimento, foi de 101.844 milhares de Euros (159.462 milhares de Euros em 2007)
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Integrantes na
Consolidação
PERSPECTIVAS
FUTURAS
Juntos com Futuro
25 |
VI.
Perspectivas Futuras
A orientação estratégica foi definida para o triénio 2009-2011, não tendo sofrido alterações de relevo que importe sublinhar. Esta orientação assenta nos seguintes eixos:
x Potenciar a ligação, em termos de marca/imagem, ao Banco Popular Portugal;
x Suportar o desenvolvimento do negócio no crescimento da base de clientes e na potenciação da rede de balcões do Banco Popular Portugal;
x Dotar a estrutura comercial do Banco Popular Portugal de uma oferta abrangente e consistente na área seguradora e apoiar localmente à rede de balcões para potenciar concretização de negócios;
x Focalizar a actividade de contacto no cliente, promover a segmentação e eleger como mercados prioritários a protecção individual e a reforma;
x Investir na contínua optimização da eficiência da plataforma operativa, aproveitando/explorando sinergias com as estruturas do Banco Popular.
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2008
VI. Persp
ectivas
Futur
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Licenciada e com início de actividade em Outubro de 2006, a POPULAR SEGUROS, companhia do ramo Não Vida detida a 100% pela EUROVIDA, vai continuar a desenvolver a sua oferta de soluções seguradoras vinculadas e/ou complementares à oferta do grupo financeiro onde se insere.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
E ANEXOS
2. Anexo ao Balanço e à Conta de Ganhos e
Perdas de 2008
(Valores expressos em Euros)
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A EUROVIDA – Companhia de Seguros Vida, SA, foi constituída em 8 de Novembro de 1999, com um capital de 7.500.000 Euros, na sequência do despacho de autorização n.º 11630/99, de 24 de Maio, do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, publicado no Diário da República n.º 139, IIª Série, de 17 de Junho de 1999, tendo como objecto exclusivo o exercício da actividade de seguro directo e de resseguro do ramo vida. A sede da Companhia situa-se na Rua Castilho, nº 39 – 14 º Piso em Lisboa.
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A Companhia dedica-se ao exercício da actividade de seguros para o ramo vida para o qual obteve a devida autorização do Instituto de Seguros de Portugal.
Informações sobre a natureza do negócio e do ambiente externo em que a Eurovida opera encontram-se nos capítulos II, III e V do presente Relatório e Contas.
A apresentação deste anexo respeita a ordem estabelecida no Plano de Contas para as Empresas de Seguros (PCES), sendo omitidos os números correspondentes às Notas não aplicáveis, por inexistência de valores ou de situações a reportar.
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Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.
Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico, que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em
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2. Anexo
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1. Aplicável ao Ramo Vida
O relato da informação segmentada para as principais rubricas, referentes aos Contratos de Seguros, em negócio de risco e financeiro, apresenta-se no quadro seguinte:
As principais rubricas, para os Contratos de Investimento, apresenta-se da seguinte forma:
2. Aplicável ao Ramo Não Vida
No que respeita ao ramo não vida, a Companhia explora dois ramos, Incêndio e Outros Danos e Acidentes Pessoais. O quadro anexo evidencia algumas rubricas da Conta de Ganhos e Perdas, para o exercício de 2008, segregadas por estes dois segmentos:
No que concerne ao segmento geográfico, todos os contratos são celebrados em Portugal pelo que existe apenas um segmento.
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2. Anexo
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No âmbito do disposto no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril, com as alterações introduzidas pela Norma n.º 20/2007-R de 31 de Dezembro, foram adoptadas na preparação destas demonstrações financeiras as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC, ou IFRS), nos termos do Artigo 3.º do Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, com excepção da IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.
Transição para as IFRS
Na preparação das demonstrações financeiras reportadas a 31 de Dezembro de 2008 e na determinação dos ajustamentos de transição, foi decidido adoptar as regras de transição estabelecidas no IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das Normas de Relato Financeiro, nomeadamente no que se refere à preparação de informação comparativa e à aplicação retrospectiva dos IFRS.
Assim, os valores comparativos apresentados para o ano de 2007 incluem os ajustamentos de transição de forma a reflectir as alterações introduzidas pela aplicação das IFRS, nomeadamente, a valorização de determinados investimentos ao custo de aquisição e a amortização do prémio/desconto de aquisição dos títulos de rendimento fixo pelo método da taxa efectiva, tal como enunciado pelo IAS 39 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.
Na nota 35 foi efectuada a reconciliação do capital próprio decorrente dos ajustamentos de transição para o novo PCES, de base IFRS.
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x Demonstrações Financeiras expressas em Euros;
x Demonstrações Financeiras preparadas de acordo com o principio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao justo valor, nomeadamente activos financeiros ao justo valor através de resultados e disponíveis para venda;
x A preparação de demonstrações financeiras requer que sejam efectuados julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativos na preparação das demonstrações
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As principais políticas contabilísticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras são as seguintes:
a) Princípio da especialização de exercícios
Os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.
b) Provisões técnicas
É requerido pelas Leis e Regulamentos, bem como, pelos princípios IFRS aplicáveis, o estabelecimento de Provisões Técnicas para fazer face às responsabilidades futuras para com os seus segurados.
Uma vez que os prémios de seguro directo são reconhecidos como proveitos na data da emissão ou aniversária da respectiva apólice e os sinistros são registados aquando da participação, foram realizados no final de cada exercício determinadas especializações contabilísticas de custos e proveitos, como se segue:
1. Aplicáveis ao Ramo Vida (i) Provisão matemática
A provisão matemática corresponde ao valor actual estimado dos compromissos da Companhia relativamente às apólices emitidas, sendo calculada segundo o método actuarial prospectivo que, tendo em atenção os prémios futuros a receber, toma em consideração todas as obrigações futuras, de acordo com as condições fixadas para cada contrato em curso.
O montante desta provisão é calculado com base em pressupostos actuariais com o conhecimento e fiscalização do Instituto de Seguros de Portugal.
(ii) Provisão para sinistros
A provisão para sinistros corresponde ao valor previsível dos encargos com sinistros ainda não regularizados ou já regularizados mas ainda não liquidados no final do exercício. Esta provisão foi determinada como segue:
i) a partir da análise dos sinistros pendentes no final do exercício e da consequente estimativa da responsabilidade restante nessa data; e
ii) a partir da análise do histórico do peso dos sinistros não declarados sobre os declarados, é apurada a taxa a aplicar, aos sinistros declarados no ano, por forma a fazer face a responsabilidades com sinistros declarados após o fecho do exercício (IBNR).
(iii) Provisão para participação nos resultados
A provisão para participação nos resultados inclui os montantes destinados aos tomadores de seguro ou aos beneficiários dos contratos, sob a forma de participação nos resultados, a atribuir ou atribuída desde que tais montantes não tenham sido já distribuídos.
Provisão para participação nos resultados a atribuir:
Esta provisão corresponde ao valor da reserva de reavaliação positiva dos contratos de seguro de vida com participação nos resultados na quota-parte respeitante aos tomadores de seguro.
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2. Anexo
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Na data de transição, esta provisão absorveu o valor existente no Fundo para Dotações Futuras, corrigido dos ajustamentos decorrentes da nova classificação dos investimentos e respectiva valorização, em conformidade com o definido no novo PCES.
Provisão para participação nos resultados atribuída:
Corresponde à parte dos resultados técnicos e financeiros apurados na gestão das carteiras dos seguros com participação nos resultados para ser distribuída no futuro.
(iv) Provisões técnicas de resseguro cedido
As provisões para o resseguro cedido são determinadas aplicando os critérios acima descritos para o seguro directo, tendo em atenção as cláusulas existentes nos tratados de resseguro em vigor. Correspondem à parte das resseguradoras dos montantes brutos das provisões técnicas de seguro de vida.
2. Aplicáveis ao Ramo Não Vida
i) Provisão para prémios não adquiridos
Esta provisão tem como objectivo registar a parte dos prémios brutos emitidos, relativamente a cada um dos contratos de seguro em vigor, a imputar a um ou vários dos exercícios seguintes. Esta provisão foi calculada contrato a contrato, recibo a recibo mediante a aplicação ”pro rata temporis”, a partir dos prémios brutos emitidos deduzidos dos respectivos custos de aquisição, relativos a contratos em vigor.
ii) Provisão para sinistros
Esta provisão corresponde ao valor previsível dos encargos com sinistros ainda não regularizados ou já regularizados mas ainda não liquidados no final do exercício. Foi calculado o montante estimado, para fazer face a responsabilidades com sinistros declarados, após o fecho do exercício.
As Provisões para Sinistros representam uma estimativa da responsabilidade futura total com sinistros ocorridos até à data de fecho do exercício, que permaneçam em aberto, ou por participar, nessa data. A Companhia estabelece esta Provisão por Linha de Negócio e ano de ocorrência, em duas categorias – provisões para sinistros participados e provisões para sinistros ocorridos mas não participados (IBNR).
iii) Provisão para desvios de sinistralidade
Esta provisão tem por objectivo fazer face à sinistralidade, excepcionalmente elevada, para riscos de fenómenos sísmicos. Foi calculada através da aplicação de um factor de risco, definido pelo Instituto de Seguros de Portugal, para cada zona sísmica, ao capital retido pela Companhia.
iv) Provisão para riscos em curso
Esta provisão corresponde ao montante necessário para fazer face a prováveis indemnizações e encargos a suportar após o termo do exercício e que excedam o valor dos prémios não adquiridos e dos prémios exigíveis relativos aos contratos de seguro. Devido ao facto de existirem custos iniciais de arranque elevados e ao limitado tempo de actividade, nos termos do normativo em vigor, foi solicitado ao Instituto de Seguros de Portugal autorização para a não constituição da provisão, a qual foi concedida.