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(Lei N.° 1.164 — 1950, art. 11, u)

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T R I B U N A L S U P E R I O R E L E I T O R A L

(Lei N.° 1.164 1950, art. 11, u)

ANO X V BRASÍLIA, FEVEREIRO DE 1966 N. 175

T R I B U N A L SUPERIOR E L E I T O R A L Presidente:

Ministro A n t ô n i o Martins Villas Boas.

Vice-Presidente:

Ministro A n t ô n i o G o n ç a l v e s de Oliveira Ministros:

Vasco Henrique D ' Á v i l a . A m é r i c o Godoy Ilha.

J o ã o Henrique Brauhe.

D é c i o M i r a n d a .

Henrique Diniz de Andrada.

Procurador G e r a l :

Dr. Alcino de Paula Salazar.

Diretor Geral da Secretaria:

D r . Geraldo da Costa Manso.

S U M Á R I O :

T R I B U N A L SUPERIOR E L E I T O R A L Atas das S e s s õ e s

Secretaria J u r i s p r u d ê n c i a

S U P R E M O T R I B U N A L F E D E R A L P R O J E T O S E D E B A T E S

L E G I S L A T I V O S LEGISLAÇÃO

Í N D I C E

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

ATAS DAS SESSÕES

Ata da l .

a

S e s s ã o , em 3 de fevereiro de 1966 Aos t r ê s dias do m ê s de fevereiro do ano de m i l novecentos e sessenta e seis, reuniu-se as dezessete horas e t r i n t a minutos, em sessão ordinária, o T r i - bunal Superior Eleitoral, sob a Presidência do Se- nhor Ministro Antônio Martins Vilas Boas. Compa- receram os Senhores Ministros Gonçalves de Olivei- ra, Oscar Saraiva, Américo Godoy Ilha, J o ã o H e n - rique Brauhe, Décio M i r a n d a , Henrique D i n i z de Andrada e os Doutores Alcino Salazar, Procurador- G e r a l Eleitoral e Geraldo da Costa Manso, Secretario do T r i b u n a l . Deixou de comparecer por motivo jus- tificado o Senhor Ministro Vasco Henrique D ' A v i l a .

2 .— Aberta a Sessão, foi lida e aprovada a A t a da 105* (centésima quinta) sessão, ú l t i m a do ano de 1965 (mil novecentos e sessenta e cinco).

3 — Passando-se ao julgamento dos processos constantes da pauta, foram apreciados os seguintes feitos:

a) Processo n? 3.089 (três m i l e oitenta e nove)

— Classe X — S ã o Paulo.

Telex do Senhor Desembargador presidente do Tribunal Regional Eleitoral solicitando seja aprova- da a c r i a ç ã o da 210» zona — Bilac, integrada dos municípios sede e Gabriel Monteiro e desmembrada da comarca de B i r i g u i .

Relator: Ministro J o ã o Henrique Braune.

O Tribunal aprova o ato de criação da 210» zona (duooentésima décima) — B i l a c . U n â n i m e .

o)- Processo n? 3.099 (três m i l e noventa e nove)

— Classe X — S ã o Paulo ( I t u ) .

Telex do Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral solicitando seja aprovada a criação das 211» zona — Indaiatuba, c o n s t i t u í d a do município sede e desmembrada da 59» zona — I t u e 212» zona — G u a r u j á , t a m b é m integrada do m u n i - cípio sede e desmembrada da 119» zona — Santos.

Relator: Ministro Oscar Saraiva.

O T r i b u n a l aprova o ato d a criação d a 211*

(duocentésima décima primeira) e 212» ( d u o c e n t é - sima décima segunda), zonas eleitorais.

Nada mais havendo a tratar, o Senhor Ministro Presidente encerrou a sessão às 18,10 (dezoito horas e dez minutos). E , para constar, eu Geraldo da Costa Manso, Secretário do Tribunal, lavrei a pre- sente A t a , que vai assinada pelo Senhor Ministro Presidente e demais membros do Tribunal.

Brasília, 3 de fevereiro de 1966 (mil novecentos e sessenta e seis). . ,

Ata £U 2.

a

S e s s ã o , em 8 de fevereiro de 1966 Aos oito dias do m ê s de fevereiro do ano de m i l novecentos e sessenta e seis, reuniu-se as dezes- sete horas e t r i n t a minutos, em sessão ordinária, o T r i b u n a l Superior Eleitoral, sob a Presidência do Senhor Ministro Antônio Martins Vilas Boas. C o m - pareceram os Senhores Ministros Gonçalves de O l i - veira, Oscar Saraiva, Américo Godoy Ilha, J o ã o

Henrique Braune, Décio M i r a n d a e os Doutores A l - cino Salazar, Procurador-Geral Eleitoral e Geraldo da Costa Manso, Secretário do T r i b u n a l . Deixaram de comparecer, por motivo justificado, os Senhores Ministros Vasco Henrique D ' A v i l a e Henrique D i n i z de Andrada.

2 — Aberta a sessão, foi lida e aprovada a A t a

da 1» (primeira).

(2)

3 — O Senhor Ministro Presidente proferiu as seguintes palavras de congratulações à posse do D o u - tor Alcino Salazar: "Senhores Ministros, ao iniciar- se a presente sessão desejo, antes de mais nada, con- gratular-me pela posse do Doutor Alcino de P a u l a Salazar, no cargo de Procurador-Geral Eleitoral. E ' uma h o n r a para n ó s por tratar-se de um nome m u i - to conhecido, ilustre jurisconsulto, com notáveis ser- viços prestados à N a ç ã o e ao Estado da Guanabara.

Estou certo de que a n o m e a ç ã o de Sua Excelência s e r á realmente n o t á v e l para nossa j u r i s p r u d ê n c i a , porque o Professor Alcino Salazar é u m destes ho- mens que levam a sério o munus que exerce. Por- tanto, é com todo prazer que dirijo a Sua Excelên- cia a m i n h a palavra de boas vindas, estando certo de que Sua Excelência se e n c o n t r a r á bem n a c á t e - d r a que ocupa nesse Tribunal Superior Eleitoral.

S ã o essas as palavras que t i n h a a dizer e que a A t a deve registrar.

4 — Os demais ministros associaram-se as ho- menagens.

5 — E m agradecimento o Senhor Doutor P r o - curador-Geral Eleitoral assim - se manifestou: "Se- nhor Presidente, Senhores Ministros, em primeiro lugar a g r a d e ç o , profundamente reconhecido, as pala- vras generosas de deferência, de cordialidade, com que me recebem este Tribunal e o eminente Ministro V i l a s Boas, antigo advogado, antigo Desembargador do meu Estado, u m a grande personalidade, das mais eminentes do nosso mundo jurídico. Agradeço as expressões com que generosamente, os componentes deste T r i b u n a l se manifestaram, e t a m b é m , a aco- l h i d a carinhosa que me proporcionaram no instante em que passo a participar desta Colenda Corte, como P r o c u r a d o r - G e r a l . Tenho motivos para me sentir satisfeito e regozijado com esta nova posição que assumo neste momento. Primeiro, por se tratar aqui de assunto em que estive, sempre, de certa maneira, integrado: o problema de Direito Eleitoral, objeto de trabalhos e de estudos, durante a m i n h a carreira.

Houve tempo em que, inicialmente, dediquei-me às atividades eleitorais, e daí por diante sempre me interessei por esse ramo da ciência j u r í d i c a . Advo- guei certa ocasião, f r e q ü e n t e m e n t e perante o p r i - meiro T r i b u n a l Superior Eleitoral, n a antiga Capital da R e p ú b l i c a e considero que esse Tribunal tem uma velha t r a d i ç ã o , tem j á um acervo dos mais valiosos serviços prestados à N a ç ã o . Quando se proclamou a R e p ú b l i c a , se disse que-talvez com certo exagero — que a ú n i c a conquista d a República havia sido o T r i b u n a l de Contas — se n ã o me engano isto foi dito por J o ã o B a r b a l h o . Esta instituição eleitoral nos vem do Movimento Revolucionário de 30 (trinta).

E ' que a J u s t i ç a Eleitoral foi uma grande conquista, foi u m belo resultado de nossa evolução política.

Todos se recordam que o processo eleitoral, antes da i n s t a l a ç ã o d a J u s t i ç a E l e i t o r a l , . apresentava epi- sódios tantas vezes calamitosos de sacrifício da ver- dade eleitoral. E u mesmo me v i envolvido em um episódio que d á bem a medida do que ocorria n a - quela o c a s i ã o . F u i , certa ocasião, candidato a depu- tado por M i n a s Gerais e me recordo, com grande saudade, de u m amigo que me apoiou e me seguiu nessa campanha, que foi um excelente colega e com- panheiro, o pai de nosso ilustre colega deste T r i b u - n a l , o eminente M i n i s t r o Décio Miranda. E r a José Ribeiro de M i r a n d a que foi grande amigo meu e que nessa campanha emprestou-me o seu apoio.

Realizada a eleição, apurados e conhecidos os resul- tados, f u i vetado pela famosa Comissão dos Cinco.

Apuradas as eleições pelo e n t ã o Terceiro Distrito de M i n a s Gerais, e relatado o pleito pelo e n t ã o deputado Humberto Campos, este a p ó s terminado o debate disse-me que eu estava eleito e que constava de seu parecer j á elaborado. Dias depois, entretanto, com surpresa, verifiquei que o parecer havia sido outro e a solução o u t r a . N ã o entendi o episódio e era n a t u r a l que tivesse ficado seriamente agastado com o Deputado Humberto Campos, porque me havia feito espontaneamente aquela comunicação e, entre- tanto, os fatos nao a confirmaram. Passaram-se os anos falece o deputado Humberto Campos, j á após haver citado o episódio em uma das p á g i n a s de seu

livro Diário Secreto. D i z i a em uma de suas anota- ções: tivera u m d i a de aborrecimento. Sorteado rela- tor das eleições do 3» (terceiro) Distrito de M i n a s verificara que numa a p u r a ç ã o limpa haviam sido eleitos tais candidatos. M a s á tarde o líder da maio-- ria lhe comunicava: n ã o s ã o estes os que devem figurar no parecer como eleitos. Entre os suprimi-

dos estava o meu nome. Este episódio indica o que era a J u s t i ç a Eleitoral daquele tempo. Depois disso a J u s t i ç a Eleitoral veio e passou a ser a confirma- ção da verdade eleitoral. De modo que isso tudo representa, a meu ver, u m grande p a t r i m ô n i o d a nossa história política. A J u s t i ç a Eleitoral tem uma tradição e tem mantido à altura essa velha t r a d i ç ã o . Após todas as eleições, todos confirmam, proclamam a lisura das apurações dos pleitos eleitorais, e n ã o só isso, a p r ó p r i a a d m i n i s t r a ç ã o do processo eleito- r a l . D e modo que por todos êssés motivos, é para m i m um motivo de alegria ter a oportunidade de cooperar com t ã o eminentes homens públicos do meu' País, com o propósito — que é a a f i r m a ç ã o que ora faço — de pôr todo meu esforço, todo meu empe- nho, no sentido do bom resultado dos trabalhos e no sentido de manter esta velha, a l t a e nobre tra- dição do T r i b u n a l Superior E l e i t o r a l " .

6 — O Senhor Ministro Presidente agradecendo assim se pronunciou: "Agradeço as palavras que acaba de proferir o eminente Doutor Procurador- Geral Eleitoral. Tais palavras confirmam as nossas previsões e folgo saber que podemos contar com a experiência de Vossa Excelência para o aprimora- mento de nossos trabalhos".

7 — Passando-se ao julgamento dos processos constantes d a pauta, foram apreciados os seguintes feitos:

o) Consulta n? 3.008 (três m i l e oito) — Classe X — Minas Gerais (Belo H o r i z o n t e ) :

O Tribunal Regional Eleitoral encaminha con- sulta do Juiz Eleitoral de Mantena, como proceder em relação aos eleitores inscritos n a 156» (centésima quinquagésima sexta) zona, e residentes em locali- dades que passaram a pertencer ao Estado do E s p i - rito Santo.

Relator: Ministro J o ã o Henrique Braune.

O Tribunal remete o consulente ao art. 375 (tre- zentos e setenta e cinco) do Código Eleitoral.

b) Consulta n ' 2.616 (dois m i l seiscentos e de- zesseis) — Classe X — M a r a n h ã o (São L u í s ) .

Telegrama do Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral consultando se pode ser designado juiz eleitoral, para proceder revisão de alistamento em zona que n ã o esteja sob sua jurisdição, caso n ã o seja conveniente designar o p r ó - prio juiz d a zona.

Relator: Ministro J o ã o Henrique B r a u n e . O Tribunal julga prejudicada a consulta.

c) Consulta n? 3.015 (três m i l e quinze) — Classe X — R i o Grande do Norte ( N a t a l ) .

Consulta o Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral se pode haver prioridade na votação para militares. Jornalistas e radioama- dores quando em serviço, bem assim, os eleitores em [idade a v a n ç a d a , os comprovadamente doentes, aa mulheres grávidas, os Juizes Eleitorais, Procurado- res e funcionários d a J u s t i ç a Eleitoral.

Relator: Ministro J o ã o Henrique Braune.

O Tribunal resolve que o assunto deve ser objeto de estudo e i n s t r u ç ã o a ser expedida oportunamente.

8 — F o r a m publicadas as seguintes decisões:

Acóordãos ns. 3.886 (três m i l oitocentos e o i - tenta e seis) — "Habeas corpus" n» 28 (vinte e oito)

— Classe I — S ã o Paulo — A favor de Marizete Tavares contra a pena que lhe foi imposta de 2

(dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão por ter

obtido titulo de eleitor com o nome de M á r i o T a -

(3)

Fevereiro de 1966 B O L E T I M E L E I T O R A L 271 vares, tendo para isto falsificado sua certidão de

registro de nascimento. Impetrante: Marizete T a - vares. Impetrado: Tribunal Regional Eleitoral. R e - lator: Ministro Américo Godoy I l h a . Concederam a ordem, em parte, para restaurar o dispositivo da s e n t e n ç a de primeiro grau. 3.938 (três m i l novecen- tos e t r i n t a e oito) — Recurso n? 2.378 (dois m i l trezentos e setenta e oito) — Classe I V — B a h i a (Macajuba): Contra o acórdão do Tribunal Regio- n a l Eleitoral que: a) negou provimento ao recurso d a recontagem de votos para o pleito m a j o r i t á r i o municipal, n a 120». (centésima vigézima) zona — Macajuba, alega o recorrente divergência entre os boletins parciais e a ata geral; b) negou provimento ao recurso interposto contra a diplomação de Edgar Moreira Simões. Recorrente: Ramalho Borges S a m - paio, candidato a prefeito. Recorrido: Tribunal R e - gional Eleitoral e Edgar Moreira Simões. Relator:

Ministro Antônio Gonçalves de Oliveira. O Tribunal conhece do recurso, para lhe dar provimento nos termos do parecer da Procuradoria G e r a l . Resolu- ções ns. 7.673 (sete m i l seiscentos setenta e três)

— Processo n? 2.965 (dois m i l novecentos e sessenta e cinco) — Classe X — Distrito Federal ( B r a s í l i a ) . Ofícios do Senhor Ministro da G u e r r a solicitando crédito de Cr$ 63.301.300 (sessenta e t r ê s milhões trezentos e u m m i l e trezentos cruzeiros), para des- pesas com o envio de tropas para garantia dos plei- tos eleitorais em diversos Estados da U n i ã o . Relator:

Ministro Gonçalves de Oliveira. Concedido o desta- que, nos termos da i n f o r m a ç ã o . 7.683 (sete m i l seis- centos e oitenta e três) — Consulta n? 2.969 (dois m i l novecentos e sessenta e nove) — Classe X — Alagoas ( M a c e i ó ) . Telegrama do Senhor Desembar- gador Vice-Presidente do Tribunal Regional Eleito- r a l em exercício da Presidência, consultando se ar- tigo 381 (trezentos e oitenta e um) do Código E l e i - toral que resguarda a situação das candidaturas j á registradas, assegura a ordem prioritária para colo- cação n a cédula oficial, conforme dispunha a legis- lação anterior. Relator: Ministro Décio M i r a n d a . O T r i b u n a l . responde à consulta, declarando que a cédula oficial deve ser organizada de acordo com o art. 104 (cento e quatro), § 1? (primeiro), do vigente Código Eleitoral. 7.761 (sete m i l setecentos e ses- senta e um) — Processo n? 3.032 (três m i l e trinta e dois) — Classe X — Distrito Federal ( B r a s í l i a ) . Solicita o Partido Social Progressista registro do Diretório Nacional eleito em Convenção de 13-9-65 (treze, nove, sessenta e cinco), para o biênio de 16-9-65 (dezesseis, nove, sessenta e cinco) a 16-9-67 (dezesseis, nove, sessenta e sete): Relator: Ministro Henrique D ' A v i l a . Prejudicado.

Nada mais havendo a tratar, o Senhor Ministro Presidente encerrou a sessão à s 18 (dezoito) horas.

E , para constar, eu Secretário do Tribunal, lavrei a presente A t a , que v a i assinada pelo Senhor Ministro Presidente e demais membros do T r i b u n a l .

Brasília, 8 (oito) de fevereiro de 1966 (mil nove- centos e sessenta e seis). — Antônio Martins Vilas Boas, Presidente. — Gonçalves de Oliveira. — Oscar Saraiva. — Américo Godoy Ilha. — João Henrique Braune. — Décio Miranda. — Alcino Salazar, P r o - curador-Geral Eleitoral.

A t a da 3.

a

S e s s ã o , em 10 de fevereiro de 1966 Aos dez dias do m ê s de fevereiro do ano de m i l novecentos e sessenta e seis, reuniu-se às dezes- sete horas e t r i n t a minutos, em sessão ordinária, o T r i b u n a l Superior Eleitoral, sob a Presidência do Senhor Ministro Antônio M a r t i n s Vilas Boas. C o m - pareceram os Senhores Ministros Gonçalves de O l i - veira, Oscar Saraiva, Américo Godoy Ilha, Décio M i r a n d a , Henrique D i n i z de Andrada e os Doutores Alcino Salazar, Procurador-Geral Eleitoral e Geraldo da Costa Manso, Secretário do T r i b u n a l . Deixou de comparecer por motivo justificado o Senror Ministro J o ã o Henrique Braune..

2 — (dois) Aberta a sessão, foi lida e aprovada a A t a d a 2» (segunda) sessão.

3 — (três) Passando-se ao julgamento dos pro- cessos constantes da pauta, foram apreciados os seguintes feitos:

a) Recurso tí> 2.883 (dois m i l , oitocentos e o i - tenta e três) — Classe I V — S ã o Paulo.

Contra acórdão do Tribunal Regional Eleitoral que n ã o acolhe i m p u g n a ç ã o de alguns membros d a U n i ã o D e m o c r á t i c a Nacional ao registro de seu D i r e - tório Regional, deferindo-o.

Recorrentes: Sylvio T h e o t ô n i o Bellegarde de Araújo, Darcy D'Alvear Silva, M a r i a Thereza Janotte, Rubens Martinez de L a Rosa, Francisco de Assis Ribeiro, Heitor Veiga, Irene M o r i , Walter M o r i , L u i z A r t h u r Arduim, L u i z Felipe de Souza Queiroz, A l o y - zio Ferraz Pereira e Virgílio G a l l o .

Recorridos: Tribunal Regional Eleitoral e U n i ã o D e m o c r á t i c a Nacional, seção de S ã o Paulo.

Relator: Ministro Gonçalves de Oliveira.

O Tribunal julga prejudicado o recurso. U n â - nime.

b) Consulta n? 3.100 (três m i l e cem) — Classe X — M a r a n h ã o (São L u í s ) :

Telegrama do Senhor Antônio Alves G o n d i m consultando se deputado estadual eleito, diplomado p empossado no cargo de Vice-Governador, pode acumular as duas funções.

Relator: Ministro Américo Godoy I l h a .

O T r i b u n a l n ã o conhece da consulta: U n â n i m e : c) Consulta n? 3.091 (três m i l e noventa e um)

— Classe X — S ã o Faulo.

Ofício do Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral consultando se é neces- sário nova indicação, em lista tríplice, em conse- qüência de juiz nomeado n ã o haver tomado posse.-

Relator: Ministro Henrique D i n i z de A n d r a d a . O Tribunal converte o julgamento em diligência.

d) Processo tí> 3.064, (três m i l e sessenta, e qua- tro) — Classe X — R i o Grande do S u l (Porto Alegre).

Oficio do Senhor Desembargador Presidente do T r i b u n a l Regional Eleitoral solicitando seja enca- minhada ao Congresso Nacional uma mensagem de pedido de crédito especial de Cr$ 150.000.000, para prosseguimento da construção da sede definitiva do T r i b u n a l Regional.

Relator: Ministro Gonçalves de Oliveira.

O T r i b u n a l determina o encaminhamento da mensagem pedida.

e) Mandado de S e g u r a n ç a n ' 308 (trezentos e oito) — Classe n — S ã o Paulo;

C o n t r a o acórdão do Tribunal Regional Eleito- r a l , que, julgando procedente o incidente de falsi- dade e declarando nulos os votos de que se ocupa, promoveu a perda da cadeira de deputado federal, de M i l o Camarozano — alegando o impetrante ter sido impedido de produzir provas, solicita, l i m i n a r - mente, a suspensão dos efeitos do julgado.

Impetrante: N i l o Camarozano.

Impetrados: T r i b u n a l Regional Eleitoral e O c t á - vio Rodrigues M a r i a .

Relator: M i n i s t r o Gonçalves de Oliveira.

O T r i b u n a l n ã o conhece do pedido. U n â n i m e . 4 — (quatro) F o r a m publicadas as seguintes decisões:

Acórdão n ' 3.915 (três m i l novecentos e quinze).

Recurso n? 2.423 (dois m i l , quatrocentos e vinte e

três) — Classe V — Agravo — C e a r á ( R e d e n ç ã o ) .

Do despacho do Senhor Desembargador Presidente

do T r i b u n a l Regional Eleitoral que n ã o admitiu o

recurso interposto contra a a p u r a ç ã o das eleições de

(4)

7-10-62 (sete, dez, sessenta e dois), n a 54» (quin- q u a g é s i m a quarta) zona — R e d e n ç ã o . Recorrente:

Partido T r a b a l h i s t a Nacional. Recorrido: T r i b u n a l Regional E l e i t o r a l . Relator: Ministro J o ã o Henrique B r a u n e . Negaram provimento ao recurso, à u n a n i - m i d a d e . Resoluções n? 7.640 (sete m i l selscentos e

•quarenta) — Processo a9 2.911 (dois m i l novecentos

•e onze) — Classe X — Distrito Federal ( B r a s í l i a ) . Mensagem solicitando crédito especial para paga- mento de substituições. Relator: Ministro J o ã o H e n - rique B r a u n e . O Tribunal resolve encaminhar a mensagem, n a forma do voto do Senhor Relator.

N» 7.699 (sete m i l , seiscentòs e noventa e nove) — Processo n? 2.968 (dois m i l , novecentos e sessenta e oito) — Classe X — R i o Grande do S u l (Porto Alegre) — Ofício do Senhor Desembargador Presi- dente do T r i b u n a l Regional Eleitoral solicitando:

a) tseja dado a verba destacada pela Resolução n u - mero 7.583 (sete m i l , quinhentos e oitenta e três) a seguinte finalidade: "aquisição, r e c u p e r a ç ã o e consertos de material permanente" e, 6) seja auto- rizado, com a mesma destinação, u m destaque su- plementar de CrS 4.900.000 (quatro m i l h õ e s e nove- centos m i l cruzeiros), em virtude de destaque ante- rior ser insuficiente à sua d e s t i n a ç ã o . Relator: M i - nistro J o ã o Henrique B r a u n e . Deferido o destaque nos termos d a i n f o r m a ç ã o da Secretaria. N? 7.745 (sete m i l , setecentos e quarenta e cinco) — Processo n? 3.045 (três m i l e quarenta e cinco) — Classe X

— S ã o P a u l o . Ofício do Senhor Desembargador P r e - sidente do T r i b u n a l (Regional Eleitoral solicitando a u t o r i z a ç ã o para que as mesas receptoras do m u n i - cípio de Guarulhos efetuem a contagem dos votos a serem apurados no pleito de 14 (quatorze) de no- vembro próximo, para Prefeito e Vice-Prefeito. R e - lator: M i n i s t r o J o ã o Henrique Braune. Atendida a solicitação contra o voto do Senhor Ministro A m a - rilio B e n j a m i n . N a d a mais havendo a tratar, o Se- nhor M i n i s t r o Presidente encerrou a sessão à s de- zoito horas e quinze minutos. È, para constar eu Geraldo d a Costa Manso, S e c r e t á r i o do Tribunal, levrei a presente A t a , que v a i assinada pelo Senhor M i n i s t r o Presidente e demais membros do T r i b u n a l . Brasília, 10 (dez) de fevereiro de 1966 (mil no- vecentos e sessenta e seis).

A t a d a 4.

a

S e s s ã o , em 16 de f e v e r e i r o de 1966 Aos quinze dias do m ê s de fevereiro do ano de m i l novecentos e sessenta e seis, reuniu-se à s de- zessete horas e t r i n t a minutos, em sessão o r d i n á r i a , o T r i b u n a l Superior Eleitoral, sob a P r e s i d ê n c i a do Senhor M i n i s t r o A n t ô n i o M a r t i n s Vilas Boas. C o m - pareceram os Senhores Ministros Oscar Saraiva, Américo Godoy I l h a , Décio Miranda, Henrique D i n i z de A n d r a d a e os Doutores Alcino Salazar, Procura- dor-Geral Eleitoral e Geraldo da Costa Manso, Se- c r e t á r i o do T r i b u n a l . Deixaram de comparecer por motivo justificado os Senhores Ministros Gonçalves de Oliveira, Vasco Henrique D ' A v i l a , J o ã o Henrique B r a u n e .

2 — (dois) A b e r t a a sessão, foi lida e aprovada a A t a d a 3» (terceira) sessão.

3 — (três) Passando-se ao julgamento dos pro- cessos constantes, da pauta, foram apreciados os seguintes feitos:

a) Processo n* 3.090 (três m i l e noventa) — Classe X — Pernambuco (Recife).

Oficio do Senhor Desembargador Presidente do T r i b u n a l Regional Eleitoral encaminhando indicação do T r i b u n a l de J u s t i ç a , dos nomes dos Doutores Eve- rardo d a C u n h a L u n a , Manuel Enildo L i n s e Nelson d a Costa Carvalho, para efetivo, e Doutores Reinaldo Dornellas C â m a r a , Joaquim Correia de Carvalho J ú n i o r e Sílvio do Rego Barros Mesquita, para su- plente, em s u b s t i t u i ç ã o ao Doutor Everardo da C u n h a L u n a , que t e r m i n a r á seu primeiro biênio a 3-3-66 (três, t r ê s , sessenta e seis).

Relator: M i n i s t r o Décio M i r a n d a .

O T r i b u n a l encaminha á s duas listas ao Exce- lentíssimo Senhor Presidente d a R e p ú b l i c a .

6) Consulta n? 2.802 (dois m i l , oitocentos e dois)

— Classe X — R i o Grande do Norte ( N a t a l ) . Telegrama do Senhor Presidente do Partido So- cial Democrático consultando se funcionário público efetivo ou interino, demitido pelo art. 7' (sétimo) do A t o Institucional é ilegível.

Relator: Ministro Henrique D i n i z de A n d r a d a . O Tribunal julga prejudicado a consulta.

c) Processo n? 3.088 (três m i l e oitenta e oito)

— Classe X — S ã o Paulo.

Ofício do. Tribunal de J u s t i ç a indicando os no- mes dos Doutores J a i r de Azevedo Ribeiro, Roger de Carvalho Mange e Garibaldi de Mello Carvalho para preenchimento de vaga que i r á ocorrer a 1?

(primeiro) de fevereiro, com o t é r m i n o do primeiro biênio do Doutor J a i r de Azevedo Ribeiro, Jurista do Tribunal Regional Eleitoral. Relator: Ministro Américo Godoy I l h a .

O T r i b u n a l encaminha ao Excelentíssimo Senhor Presidente d a República.

d) Consulta n? 3.078 (três m i l e setenta e oito)

— Classe X — C e a r á (Fortaleza).

Telegrama do Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral Consultando se juizes que, em face da L e i de Organização J u d i c i á r i a do Estado, ainda n ã o gozam da garantia de vitalicie- dade, em virtude de somente adquiri-la após quatro anos do exercício, podem exercer funções eleitorais, tendo em vista o art. 13 (treze)i do A t o Institucional.

Relator: Ministro Henrique D i n i z de Andrada.

O Tribunal responde a consulta esclarecendo que os Juizes referidos n ã o podem exercer funções elei- torais.

e) Consulta n? 3.097 (três m i l e noventa e sete)

— Classe X — P a r a í b a ( J o ã o Pessoa).

Ofício do Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral consultando o destino a ser dado o material fornecido ao Tribunal Regional Eleitoral e que se encontra em desuso ou impres- tável.

Relator: Ministro Henrique Diniz de A n d r a d a . Responde õ Tribunal quê o material deve ser alienado em concorrência pública.

/) Recurso n? 2.554 (dois m i l , quinhentos e c i n - q ü e n t a e quatro) — Classe I V — P a r a í b a (Catolé do R o c h a ) .

Contra decisão do T r i b u n a l Regional Eleitoral que negou provimento a recurso para que se Consi- derasse n u l a a votação de todo município, dada em favor do candidato a vereador José Sérgio M a i ã . Alega o recorrente ser o candidato inelegível por n ã o ter se afastado do cargo de Prefeito.

Recorrente: Partido Socialista Brasileiro, Seção da P a r a í b a .

Recorridos: Tribunal Regional Eleitoral e José Sérgio M a i a .

Relator: M i n i s t r o Décio M i r a n d a . O Tribunal julga prejudicado o recurso.

g) Recurso n» 2.555 (dois m i l quinhentos e c i n - q ü e n t a e cinco) — Classe I V — P a r a í b a (Catolé do R o c h a ) .

Contra decisão do T r i b u n a l Regional Eleitoral que negou provimento a recurso contra a diploma- ção dos candidatos a vereador da U n i ã o D e m o c r á - tica Nacional pelo município de Catolé do R o c h a — 86» (trigésima sexta) zona,, no pleito de 11-8-63 (onze, oito, sessenta e três) — alega o recorrente que o candidato José Sérgio M a i a permaneceu no cargo 3ê~"prefeito a p ó s registro de sua candidatura.

Recorrente: Partido Socialista Brasileiro,- seção

da P a r a í b a .

(5)

Fevereiro de 1966 B O L E T I M E L E I T O R A L 273 Recorridos: T r i b u n a l Regional Eleitoral, José

Sérgio M a i a .

Relator: Ministro Décio M i r a n d a . O T r i b u n a l julga prejudicado o recurso,

4 — (quatro) F o r a m publicadas as seguintes decisões:

Resoluções: n? 7.675 (sete m i l seiscentos e se- tenta e cinco) — Processo n? 2.962 (dois m i l nove- centos e sessenta e dois) — Classe X — M a r a n h ã o

(São L u í s ) . Telegrama do Senhor Desembargador Presidente do T r i b u n a l Regional Eleitoral solicitan- do aprovação para o afastamento dos Senhores D o u - tores José de Ribamar da S i l v a Ferreira, da fun- ção que exerce n a Delegacia Feaeral de Agricultura, pelo período de 15-9-65 (quinze, nove, sessenta e cinco) a 1-12-65 (um, doze, sessenta e cinco) e José M a r i a de Carvalho, da função que exerce n a Dele- gacia do I A P I (Instituto de Aposentadoria e P e n - sões dos I n d u s t r i á r i o s ) , pelo período de 15-9-65 a (quinze, nove, sessenta e cinco) a 1-3-66 (um, três, sessenta e seis). Relator: Ministro J o ã o Henrique Braune. Concedido o afastamento a t é 30 (trinta) de outubro. N? 7.694 (sete m i l , seiscentos e noventa e quatro). Processo n? 2.977 (dois m i l novecentos e setenta e sete). Classe X — Alagoas ( M a c e i ó ) . Telegrama do Senhor Desembargador Presidente do T r i b u n a l Regional Eleitoral solicitando força federal para garantia das eleições, a p u r a ç ã o e transporte de urnas, para todos os municípios do Estado. Rela- tor: Ministro J o ã o Henrique Braune. O Tribunal atende à solicitação, ficando a força à disposição do Tribunal Regional Eleitoral, que f a r á o seu empre- go de acordo com o seu alto critério. N? 7.743 (sete m i l , setecentos e quarenta e t r ê s ) . Processo n ' 2.895 (dois m i l , oitooentos e noventa e cinco) — Classe X — Minas Gerais (Belo Horizonte). Encaminha o Tribunal Regional Eleitoral consulta sobre se pre- valece a isenção de selo nos requerimentos e papéis destinados a fins eleitorais ou se e s t a r á revogada, em face da nova l e i de Imposto de Selo. Relator:

Ministro J o ã o Henrique Braune. O Tribunal decidiu pela isenção, em face do vigente Código Eleitoral.

Nada mais havendo a tratar, o Senhor Ministro Presidente encerrou a sessão à s dezoito horas e quinze minutos. E , para constar eu Geraldo d a Costa Manso, Secretário do Tribunal, lavrei a presente A t a , que vai assinada pelo Senhor Ministro Presidente e demais membros do T r i b u n a l .

Ata da 5.

a

S e s s ã o , em 17 de fevereiro de 1966 Aos dezessete dias do m ê s de fevereiro do ano de m i l novecentos e sessenta e seis, reuniu-se às dezessete horas e t r i n t a minutos, em sessão ordi- n á r i a , o T r i b u n a l Superior Eleitoral, sob a Presi- dência do Senhor Ministro Antônio Martins Vilas Boas. Compareceram os Senhores Ministros Vasco Henrique D'Ávila, Américo Godoy Ilha, Décio M i - randa, Henrique D i n i z de A n d r a d a e os Doutores Alcino Salazar, Procurador-Geral Eleitoral e Geraldo da Costa Manso, Secretário do T r i b u n a l . Deixaram de comparecer por motivo justificado o Senhor M i - nistro Gonçalves de Oliveira e o Senhor Ministro J o ã o Henrique Braune."

2 — (dois) Aberta a sessão, foi lida e aprovada a A t a da 4» (quarta) sessão.

3 — (três)' Passandose ao julgamento dos pro- cessos constantes; da pauta, foram apreciados os seguintes feitos:

a) Processo n? 3.102 (três mil,, cento e dois) — Classe X — Distrito Federal ( B r a s í l i a ) .

Aviso do Ministério da Guerra solicitando des- taque de Cr$ 90.000.000 (noventa m i l h õ e s ) , p a r a regularização de despesas com m o v i m e n t a ç ã o de tro- pas, nas eleições de 1965.

Relator: Ministro Décio M i r a n d a .

O T r i b u n a l resolve solicitar crédito especial.

b) Consulta n? 3.094 (três m i l e noventa e qua- tro) — Classe X — R i o de Janeiro (Vassouras).

Consulta o Senhor Severino Sombra de A l b u - querque, qual o destino a ser dado ao p a t r i m ô n i o , por ventura existente, nas seções estaduais e m u n i - cipais, do extinto Partido Trabalhista Nacional.

Relator: Ministro Américo Godoy I l h a .

O T r i b u n a l resolve a consulta de acordo com o art. 11 (onze) do A t o Complementar n9 4 (quatro).

c) Recurso n? 2.626 (dois m i l , seiscentos e vinte e seis) — Classe I V — P a r a í b a (Monteiro).

Contra a decisão do T r i b u n a l Regional Eleitoral que cassou, o diploma de vice-prefeito do município de Prata, 29» (vigésima nona) zona — Monteiro, expedida a Eugênio Nunes F a r i a , eleito em 11-8-63 (onze, oito, sessenta e t r ê s ) , sob o fundamento de inelegibilidade.

Recorrente: Eugênio Nunes de Farias.

Recorridos: Tribunal Regional Eleitoral e W a s - hington Alves da S i l v a .

Relator: Senhor Ministro Décio Miranda."

O Tribunal resolve julgar prejudicado o recurso.

á) Recurso n» 2.843 (dois m i l , oitocentos e qua- renta e três) — Classe I V — P i a u í (Socorro do P i a u í ) .

Contra o acórdão do T r i b u n a l Regional Eleitoral que deu provimento a recurso contra a diplomação de J o s é Rodrigues Coelho, Prefeito eleito e diplo- mou Matias Ribeiro de S á ao mesmo cargo, nas eleições de 1-12-63 (um, doze, sessenta e t r ê s ) , pro- cessadas no município de Socorro do Piauí — 20»

(vigésima) zona.

Recorrente: U n i ã o D e m o c r á t i c a Nacional.

Recorridos: T r i b u n a l Regional Eleitoral e P a r - tido Trabalhista Brasileiro.

Relator: Ministro Vasco Henrique D ' A v i l a . . O T r i b u n a l julga prejudicado o recurso.

e) Recurso n ' 2.844 (dois m i l , oitocentos e qua- renta e quatro) — Classe I V — P i a u í (Socorro do P i a u í ) .

Contra o acórdão do T r i b u n a l Regional Eleitoral que anulou votos tomados em separado, de eleitores que votaram nas eleições de 1-12-63 (um, doze, ses- senta e t r ê s ) , no município de Socorro do Piaui, recém-criado, desmembrado de S ã o J o ã o do Piauí, sob o fundamento de que a i eram domiciliados — alega o recorrente ter sido ferido o § 3? do art. 33 do Código Eleitoral.

Recorrente: União D e m o c r á t i c a Nacional.

Recorridos: T r i b u n a l Regional Eleitoral e P a r - tido Trabalhista Brasileiro.

Relator: Ministro Vasco Henrique D ' A v i l a . O T r i b u n a l resolve julgar prejudicado o recurso.

4 — (quatro) F o r a m publicadas as seguintes decisões: i

Resoluções: N ' 7.669 (sete m i l , seiscentos e ses-

senta e nove) — Processo n? 2.940 (dois m i l , nove-

centos e quarenta) — Classe X — R i o Grande do

Norte ( N a t a l ) . Ofício do Senhor Desembargador

Presidente do Tribunal Regional Eleitoral solicitan-

do concessão de força federal, ipara garantia de

propaganda eleitoral e das eleições de outubro, a t é

a respectiva a p u r a ç ã o . Relator: Ministro Esdras

Gueiros. O T r i b u n a l faz a concessão, para que o

Tribunal Regional Eleitoral utilize a força, com o

seu elevado critério. N? 7.732 (sete m i l , setecentos e

t r i n t a e dois) — Processo tí> 3.028 (três m i l e vinte

e oito) — Classe X — P a r a í b a ( J o ã o Pessoa) —

Ofício do Senhor Desembargador Presidente do T r i -

bunal Regional Eleitoral solicitando . s u p l e m e n t a ç ã o

d a i m p o r t â n c i a de Cr$ 9.126.000 (nove milhões, cen-

to e vinte e seis m i l cruzeiros) destinada a atender

ao pagamento de gratificações a auxiliares, pela

p r e s t a ç ã o de serviço eleitoral. Relator: Ministro

(6)

A m a r í l i o B e n j a m i n . O Tribunal deixa de remeter a mensagem solicitando a s u p l e m e n t a ç ã o , nos ter- mos d a i n f o r m a ç ã o da Secretaria. U n â n i m e . N ú - mero 7.795 (sete m i l , setecentos e noventa e cinco).

Processo n ú m e r o 3.084 (três m i l oitenta e quatro)

— Classe X — Distrito Federal ( B r a s í l i a ) . Desta- que de C r $ 26.102.480, (vinte seis milhões, cento e dois m i l e quatrocentos e oitenta cruzeiros), para aquisição de m á q u i n a s de escrever e calcular para os Tribunais Regionais de S ã o Paulo, Goiás, Alagoas, M a r a n h ã o , Sergipe, Guanabara e Espirito Santo e para o T r i b u n a l Superior Eleitoral. Relator: Ministro Henrique D i n i z de A n d r a d a .

O T r i b u n a l resolve conceder o destaque, de acor- do com a i n f o r m a ç ã o subscrita pelo Doutor Diretor G e r a l .

N a d a mais havendo a tratar, o Senhor Ministro Presidente encerrou a sessão as dezoito horas e dez minutos. E , p a r a constar eu, S e c r e t á r i o do Tribunal, lavrei a presente A t a , que v a i assinada pelo Senhor M i n i s t r o Presidente e demais membros do T r i b u n a l . B r a s í l i a . 17 de fevereiro de 1966. — Antônio Martins Vilas Boas, Presidente. — Vasco Henrique D'Ávila. — Américo Godoy Ilha. — Décio Miranda.

— Henrique Diniz de Andrada. — Alcino Salazar, Procurador-Geral Eleitoral.

S E C R E T A R I A

Q U A L I F I C A Ç Ã O E L E I T O R A L N O P A Í S Quadro organizado face as i n f o r m a ç õ e s dos

Tribunais Regionais Eleitorais

S ã o Paulo 4.480.467 M i n a s Gerais *.'.' : : : 2.717.395

R i o G r a n d e do S u l 1.719.110

P a r a n á 1.427.034 Estado da Guanabara 1.380.412

B a h i a . . 1.199.166 R i o de Janeiro ' 1.155.111

Pernambuco 878.528 S a n t a C a t a r i n a 765.347

C e a r á 692.071 G o i á s 554.456 P a r a í b a . 451.800 P a r á 440.837 M a r a n h ã o 399.795 R i o G r a n d e do Norte 375.370

P i a u í 324.584 E s p í r i t o Santo 310.063

M a t o Grosso ; 296.477

Alagoas . . 203.040

Sergipe . '. 192.797

Amazonas 153.600 B r a s í l i a 54.297 Acre 20.560 A m a p á ; 13.855

R o n d ô n i a 13.147 R o r a i m a 6.476

T O T A L 20.225.795 Brasília, 17 de fevereiro de 1966.

JURISPRUDÊNCIA

A C Ó R D Ã O N . ° 3.886

P r o c e s s o n . ° 28 — Classe I — S ã o Paulo ( S ã o Paulo)

Obtenção de título de eleitor com certidão de nascimento falsificada. — lAbsoivição na primeira instância. — Apelação provida para anular a sentença. — Nova denúncia. — Con- denação. — Recurso provido em parte. —

"Hdbeas corpus". — Concedido em parte para reduzir a pena, mantidas as demais comina- ções da sentença de primeira instância.

Vistos e t c . :

Acordam os Juizes do Tribunal Superior Eleito- r a l , por unanimidade de votos, conceder, em parte,

o "habeas corpus" impetrado por Marizete Tavares contra a pena que lhe foi imposta de 2 anos e 11 meses de reclusão por ter obtido título de eleitor com o nome de M a r i o Tavares, tendo para isto f a l - sificado sua c e r t i d ã o de registro de nascimento, p a - r a o efeito de reduzir a pena a dois anos e t r ê s meses de reclusão, mantidas as damais cominações da s e n t e n ç a de primeira i n s t â n c i a , n a conformidade das notas taquigráficas em apenso e que ficam f a - zendo parte d a decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Eleitoral.

Distrito Federal, em 29 de a b r i l de 1965. — Antônio Martins Vilas Boas, Presidente. — Américo Godoy Ilha, Relator.

Publicado em Sessão de 8-2-66 RELATÓRIO E VOTO

O Senhor Ministro Godoy Ilha — Marizete T a - vares foi denunciada em 11 de junho de 1962, pe- rante o Juiz d a 8» V a r a C r i m i n a l de S ã o Paulo, por haver, depois de alterar O seu prenome n a certidão de nascimento e de apagar a indicação do seu sexo (feminino), logrado obter, sucessivamente, com o documento acima adulterado, a carteira de trabalho e o t í t u l o eleitoral, em nome de " M a r i o Tavares", como se passou a chamar, incorrendo desfarte em declaração duplamente falsa sobre a verdade de f a - tos juridicamente relevantes como seu prenome e sexo. Salientou a d e n ú n c i a que a acusada era i n - vertida sexual, vestindo-se habitalmente como ho- mem e preferindo contacto físico com mulheres, e m - bora nenhum fato permitisse i n d i c i á - l a em crimes contra os bons costumes.

Acabou, afinal, absolvida n a 1» i n s t â n c i a , por entender o Julgador a quo tratar-se de falsificação grosseira, visível a olha nu, considerando, ademais, inócua a falsidade, insuscetível de causar dano a quem quer que seja, e dado que a falsificação i n ó - cua, sem qualquer repercussão n a ó r b i t a dos direitos e obrigações de quem quer que seja, n ã o constitui ilícito penal, embora contenha em s i ostensivamente o requisito da a l t e r a ç ã o d a verdade documental.

Interposto a p e l a ç ã o dessa decisão pelo Ministério Público, a Terceira C â m a r a C r i m i n a l do Tribunal de J u s t i ç a de S ã o Paulo, deu-lhe provimento, para anular a s e n t e n ç a , posto que, prevendo o art.' 175 n? 6, do Código Eleitoral, como i n f r a ç ã o penal, a inscrição fraudulenta, assim como a falsa declara- ção para fins de alistamento e o uso de documento falso, cabia à j u s t i ç a especial, de acordo com o esta- belecido no art. 119, V I I , da Constituição Federal, a competência para julgar o caso apurado no processo, quando o que se decidiu n a s e n t e n ç a apelada fora um crime comum.

E m conseqüência f o i oferecida. nova denúncia, circunscrita ao delito eleitoral, embora se d ê por ofendidos os arts. 297 e 299 do Código Penal, em cujas sanções t a m b é m pretendeu o órgão do M i n i s - tério Público enquadrar a denunciada.

O Juiz Eleitoral, Doutor Silvio da Costa L i m a ,

deu pela procedência d a d e n ú n c i a , entendendo, d i -

versamente do titular d a 8» v a r a criminal, que n ã o

se tratava de falsificação grosseira, feita com em-

grêgo de agente químico, como verificou a perícia,

e que estavam configurados os extremos do crime

de falsum, eis que, como acentuau a Procuradoria

Geral da J u s t i ç a , "alterou a verdade sobre fato j u r i -

dicamente relevante e criou o perigo de ocasionar

dano a terceiros, munindo-se de documentos falsos

com o intuito de exercer certas atividades n a vida

social, como se homem fosse, e com possibilidade de

atrair, mais facilmente, menores de seu sexo à p r á -

tica de atos lésbicos". Entendeu, entretanto o ilus-

tre magistrado que o crime era o do art. 297 do

Código Penal, mas, como houvesse o crime comum

absorvido o de uso de documento falso para fins

eleitorais, persistia a jurisdição especial d a J u s t i ç a

Eleitoral, como certo o princípio d a perpetuatio juris-

dictionis, em que se. funda a regra do art. 81 do

(7)

Fevereiro de 1966 B O L E T I M E L E I T O R A L . 275 Código de Processo Penal e, • como a acusada era

reincidente genérica, impôs-llie a pena de dois anos e três meses de reclusão e a m u l t a de trezentos cruzeiros, ordenando, ainda, o cancelamento d a ins- crição eleitoral (fls. 23-25).

O Egrégio T r i b u n a l Regional Eleitoral de S ã o Paulo, a que foram presentes os recursos do M i n i s - tério Público e d a r é , proveu, em parte, o recurso daquele para impor à acusada a pena de dois anos e onze meses da reclusão, mantida a m u l t a e taxa p e n i t e n c i á r i a fixada n a s e n t e n ç a , por considerar a r é incursa n a s a n ç ã o do art. 175, n» 6, do Código Eleitoral, combinado com os arts. 297 e 51, 5 1», do Código Penal, e a prescrição do art. 44, inciso I, deste ú l t i m o . Entendeu o Egrégio Tribunal que o crime principal era o eleitoral, t a l como previsto no n» 6 do aludido art. 175 do Código Eleitoral, mas que a pena a aplicar seria, n o entanto, a de delito mais grave que, n a espécie o do art. 297 do Código Penal (ris. 29).

Impetrou, e n t ã o , a paciente u m a ordem de habeas corpus ao Egrégio T r i b u n a l de J u s t i ç a do Estado de S ã o Paulo, alegando que o fato pelo qual tfôra condenada n ã o c o n s t i t u í a ilícito penal, nem mesmo em tese, pois n ã o visara obter proveito ilícito.

Devidamente informado pelo T r i b u n a l dado co- mo coator do pedido n ã o tomaram conhecimento as C â m a r a s Conjuntas Criminais do Tribunal de Jus- tiça de São Paulo, porquanto das decisões dos T r i - bunais Regionais Eleitorais, nos termos do art. 121 da L e i Maior, somente cabe recurso para este T r i - bunal Superior Eleitoral, para onde determinaram a remessa dos autos que lhe foram distribuídos.

E ' o r e l a t ó r i o .

.* * #

E m verdade, a infração pela qual foi a paciente condenada mesmo, como bem decidiu o Juiz Eleito- ral, todos os extremos do delito de falsum, a falsi- ficação material d a c e r t i d ã o de nascimento, do- cumento público, o que faz e n q u a d r á - l a no art. 297 do Código P e n a l . N e m grosseira foi a adulteração, que logrou enganar o serviço de expedição d a car-

teira profissional — e a perícia assinalou ique a falsidade foi hábil, executada com emprego de rea- gente químico — como n ã o é lícito afirmar-se fosse elá i n ó c u a .

Alterando a verdade sobre fato juridicamente relevante, mesmo que d a í n ã o decorresse prejuízo, o dano era potencial, sabido que, nos crimes contra a fé pública, n ã o se faz mister a efetividade do dano, bastando a possibilidade do prejuízo, de onde a regra de que falsitos nom punitur guae non solum rum nocuit seá nec erat apta nocere. A denunciada falsificou a certidão de nascimento e a utilizou, assim adulterada, para obter a carteira profissional e, com esta, o título eleitoral. Como acentuou a s e n t e n ç a do primeira grau, essa duplicidade de uso foi o desenvolvimento do dano potencial contido na falsificação, ainda que se n ã o tivesse utilizado, quer da carteira, quer do título, como alegou a r é .

Considerou, todavia, a s e n t e n ç a ter sido apenas infringido o art. 297 do Código Penal, eis que o crime comum absorveu o de uso de documento falso para fins eleitorais, conquanto subsista a jurisdição especial d a J u s t i ç a Eleitoral, pelo principio da per- petuatio jurisãictionis, consagrado no art. 81 do Estatuto Processual P e n a l . E impôs â acusada a pena m í n i m a a l i cominada, exacerbada pela ocor- r ê n c i a d a agravante d a reincidência g e n é r i c a .

J á o Egrégio T r i b u n a l Regional Eleitoral; ao reformar a s e n t e n ç a de primeira instância, houve por entender que, no caso suo- judice, s ê trataram de dois delitos, o do art. 297 e do art. 175, tí> 6, d a L e i Eleitoral, mas conceituou como delitos con- tinuados, aplicando a norma do art. 51, § 29, do Código Penal, com a pena de um só dos crimes, no caso a mais grave, aumentada de u m sexto a dois terços e declarando a r é incursa nos dois deli-

tos, condenou a r é a dois anos e 11 meses de reclu- s ã o .

Data venia, estou em que a s e n t e n ç a de p r i - meira i n s t â n c i a fez i n c e n s u r ã v e l a p l i c a ç ã o d a l e i penal.

Todos os penalistas s ã o acordes em considerar o uso, por parte do agente d a falsificação, do do- cumento falso, t a l como previdto no art. 304 do Código Penal e n a disposição do art. 175, 6, do Código Eleitoral, n ã o Incide em dupla Incidência, posto que o crime de uso n ã o pode ocorrer sem a falsificação que lhe é anterior. V o n Liszt observa, a esse propósito: " a falsificação ou o uso constitui a autoria (ou co-autoria); o uso repetido do mesmo documento falso bem como o fato de usar-se de uma só vez de vários documentos falsos, constitui uma a ç ã o p u n í v e l " (Tratado, t r a d u ç ã o de J o s é H y - gino, tomo II, p á g . 404). À autonomia do delito de uso, a utilização ou emprego de documento falso só se entende quando o agente n ã o tenha tomado parte na falsificação, porque se for o próprio falsi- ficador deve ser punido pelo outro delito, como mos- t r a Bento de F a r i a nos seus Comentários ao Código Penal vigente (Vol. V , p á g . 463). Por isso, j á o Código de 1890, em disposição expressa (art. 160), prescreve que, "em nenhum caso, a falsidade que reunir todos os elementos de sua definição legal, c o n s t i t u i r á elemento de outro c r i m e " .

O uso do documento é que caracteriza a consu- m a ç ã o do delito, embora os autores sustentem que, n a falsificação dos documentos públicos, a infração existe independente do emprego que dela venha a fazer o seu autor. Como quer que seja, o uso do documento falsificado — público ou particular — por parte do auto, n ã o constitui infração a u t ô n o m a , porém, como ensina Nelson H u n g r i a " ...se o usu- ário é o p r ó p r i o autor ou co-autor d a falsificação, só r e s p o n d e r á pelo ciime de falsidade documental, que j á c o n t é m in potência o dano que o ulterior uso procura tornar efetivo". E conclui que, de outro modo, seria incorrer-se na censura do non fis in idem, punindo-se o agente, pelo ato p r e p a r a t ó r i o e pela c o n s u m a ç ã o do crime (Comentários, I X , 299-300).

N ã o se trata, a meu ver, nem de concurso for- mal nem de crime continuado, hipótese, esta ú l t i m a , perfilada pelo Tribunal a quo.

Tenho como excessiva a pena imposta à pacien- te, permissa venia, por e r r ô n e a i n t e r p r e t a ç ã o da L e i P e n a l . Se a revisão é o recurso adequado para cor- rigir a decisão condenatória, segundo o texto ex- presso d a L e i Penal (Código de Processo Penal, a r - tigo 621, inciso I ) , nada impede que se a f a ç a pela via excepcional, como tem procedido, vezes sem con- ta, a Suprema I n s t â n c i a .

E m tais condições, concedo em parte, a ordem para o efeito de reduzir a pena a dois anos e t r ê s meses de reclusão, mantidas as demais cominações da s e n t e n ç a de 1* i n s t â n c i a .

E ' o meu voto.

ACÓRDÃO N.° 3.915

Recurso n.° 2.423 — Classe IV — Agravo — C e a r á ( R e d e n ç ã o )

E' de se negar provimento a recurso, quando incorre infríngência de lei e trata de má ou boa apreciação de prova.

Vistos, etc.:

Acordam os Juizes do T r i b u n a l Superior Eleito-

ral, por unanimidade de votos, negar provimento ao

recurso do despacho do Presidente do Tribunal R e -

gional Eleitoral do Estado do C e a r á que n ã o a d m i -

tiu o recurso interposto contra a a p u r a ç ã o das elei-

ções n a 54» zona — R e d e n ç ã o — uma vez que i n o -

corre infríngência de lei, tratando. o recurso da. m á

ou boa apreciação da prova, n a conformidade das

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notas t a q u i g r á f i c a s em apenso e que ficam fazendo parte d a d e c i s ã o .

S a i a das Sessões do Tribunal Superior Eleitoral.

• " D i s t r i t o Federal, e m 15 de junho de 1965. — Antônio Martins Vilas Boas

1

, Presidente. — João Henrique Braune, Relator.

Publicado n a Sessão de 8-2-66.

RELATÓRIO E VOTO

O Senhor Ministro Henrique Braune — O P a r - tido Trabalhista Nacional apresentou recurso espe- c i a l p a r a esta Colenda Corte contra decisão do T r i - bunal Regional Eleitoral do C e a r á , alegando que, no julgamento f u n c i o n a r á um Juiz sem investidura legal, visto que — com infríngência d a lei — j á cumpria o terceiro biênio de exercício no Tribunal e que a l é m disso a decisão n ã o fizera a devida apre- ciação da a r g ü i d a fraude n a a p u r a ç ã o . O Desem- bargador Presidente daquele T r i b u n a l inadmitiu o recurso e d a í a interposição do presente agravo de instrumento, que veio a t é esta Colenda Corte desde que o despacho recorrido foi mantido pelo de fls. 278.

Oficiando no feito, o Doutor Procurador-Geral opinou pelo n ã o provimento com os seguintes funda- mentos:

"1 — O delegado do Partido Trabalhista Nacional se agrava do despacho do Desem- bargador Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do C e a r á que deixou de admitir re- cluso interposto pelo mesmo Partido, contra a a p u r a ç ã o das eleições de 7-10-62, n a 54»

Z o n a — R e d e n ç ã o , naquele Estado.

2 — O fundamento do despacho agravado (fls. 19) foi que o recorrente pretendia ter como impedido de funcionar! no feito, o Juiz d a classe dos Juristas, porque j á estaria no exercício do 3 ' biênio consecutivo, enquanto o Código Eleitoral, art. 8"?, s ó permite esse exercício, no m á x i m o , em dois biênios. C o n - tudo, esclarece o despacho, n ã o tem r a z ã o o a r g ü i d o , porque o Juiz só funcionava por dois períodos consecutivos, enquanto o período a n - terior, que o agravante alude como terceiro, o J u i z funcionou apenas como substituto.

3 — Quanto ao m é r i t o d a decisão de que

• pretendia recorrer o agravante, ela apenas recusara anular um pleito sob invocação de suposta fraude, porque verificou, pelas provas examinadas, que n ã o havia ocorrido tal fraude.

4 — Parece-nos incensuráveis os funda- mentos do' despacho agravado.

Realmente de acordo com a melhor inter- p r e t a ç ã o somente é possível considerar conse- cutivo o exercício do Juiz de Tribunal E l e i - toral e m classe definitiva. Se titular, por dois biênios nessa condição; se suplente, por dois biênios consecutivos como suplente. Seria, pois, injustificável somar exercício titular com su- p l ê n c i a para perfazer o biênio legal.

5 — Quanto ao m é r i t o , o Tribunal, como i n s t â n c i a revisora, apreciou a fraude alegada e verificou que ela n ã o ocorria. N ã o seria possível aceitar recurso, contra t a l decisão, salvo ã diplomação, que n ã o era o da espécie.

6 — Mesmo que houvesse recurso de d i - p l o m a ç ã o , no caso sub-judice o acórdão u n â - nime de fls. 37, 64, n ã o merecia reforma, por- que repeliu intento de se anular eleição, ofe- recendo-se para isso telegramas razuras e n ã o autenticados, bem como certidões parciais i m - perfeitas para contraditar as atas finais e to- talizadoras, que lhe pareceram melhores.

7 — Se houver recurso de diplomação com base no recurso deste agravo podem ser j u l -

gados em conjunto", E ' o r e l a t ó r i o .

(Tjsa d a palavra o Senhor P a r s l í a l B a r r o s o ) .

O Senhor Ministro Henrique Braune — Senhor Presidente, as razões apresentadas pelo ilustre advo- gado, deixaram bem claro de que seu argumento é o de se insurgir contra a decisão do Tribunal Regio- nal, n ã o admitir provas d a fraude alegada. Elas se dirigem ao recurso de diplomação que n ã o está sen- do objeto de julgamento neste nosso pronunciamen- to. No momento, temos que nos basear naquele que foi articulado nas razões do recurso. N ã o podemos, nesta Superior I n s t â n c i a , inovar razões outras que a do direito pleiteado. E , mesmo que assim fosse, essa alegação teria o seu recurso próprio e teria, t a m b é m , a sua oportuna e p r ó p r i a a p r e c i a ç ã o .

No momento, temos que pensar apenas n a razão do direito e que no julgamento tem sido nula, por- que tratava apenas do Juiz no seu terceiro biênio.

Esse juiz, anteriormente, funcionara como juiz substituto, quando o titular efetivo n ã o comparecia ao T r i b u n a l . Isso e s t á claro e só pode ser essa a i n t e r p r e t a ç ã o , quanto ao Código. Isso é coisa nor- m a l . T a m b é m eu fui juiz substituto, suplente, e só posteriormente fui Juiz efetivo, n a Guanabara. T o - dos n ó s passamos por isso. A Consulta é nesses ter- mos: (S. Ex» l ê ) :

Tenho a impressão que o M i n i s t r o Décio M i - randa j á figurou, neste Tribunal, muito tempo como juiz suplente, e depois foi, justamente escolhido, para juiz efetivo. De maneira que é uma tese sem ne- nhuma relevância, e isso o p r ó p r i o agravante reco- nheceu, porque quiz alterar o recurso estabelecendo novos fundamentos.

Quanto à argíüiçâo ide fraude que t a m b é m é objeto do recurso como bem esclarece o Doutor P r o - curador-Geral, é assunto de prova, para ver se hou- ve o u n ã o fraude a r g ü i d a .

O Senhor Ministro Décio Miranda — Pergunto ao eminente Relator se n ã o haveria uma alegação.

Pelo menos o advogado a fêz n a tribuna, n ã o de fraude, mas de denegação de fraude.

O Senhor Ministro Henrique Braune — Nas minhas notas nao tenho idéia de ter visto qualquer alegação de fraude, mas, segundo afirma o próprio recorrente, é motivo de outro recurso, dizendo que foi provado a t é .

O Senhor Ministro Décio Miranda — Houve recurso semelhante, mas de outra zona eleitoral.

O Senhor Ministro Henrique Braune — Com sinceridade, n ã o v i no processo essa a l e g a ç ã o de fraude. Como o Doutor Procurador Geral, eu con- sidero) r a z ã o do recurso a nulidade do pleito, pelos motivos alegados. M a s como n ã o estou em condi- ções de dar u m a Informação mais segura, entendo que, por meio de um conselho, o Tribunal poderá examinar melhor o processo.

O Senhor Ministro Presidente — O eminente Ministro Relator diante d a p o n d e r a ç ã o do Ministro Décio M i r a n d a sugere que examinemos a q u e s t ã o mais demoradamente, n u m a r e u n i ã o do Tribunal?

O Senhor Ministro Henrique Braune — S i m , Senhor Presidente. Nego provimento ao recurso. E m

verdade, nenhum impedimento h a v i a p a r a que o Juiz funcionasse. A sua investidura era legitima e legai, pois n ã o h á como somar tempo de exercício como substituto ao tempo de n o m e a ç ã o em c a r á t e r efetivo. Inocorreu assim n a espécie qualquer i n f r í n - gência de lei e quanto à m á ou b õ a a p r e c i a ç ã o d a prova, n ã o enseja o recurso especial do art. 167 do Código Eleitoral.

PELA ORDEM

O Senhor Ministro Godoy Ilha — Senhor P r e - sidente, a d ú v i d a suscitada pelo Senhor Ministro Décio M i r a n d a foi a r g ü i d a n a interposição do re- curso denegado pelo T r i b u n a l a quo, contra dene- gação de perícia que teria n a I n s t â n c i a Superior.

Basta ler a interposição do recurso no despacho

a r g ü i d o .

(9)

Fevereiro de 1966 BOLETIM ELEITORAL 277

VOTOS

O Senhor Ministro Gonçalves ãe Oliveira — Se-.

nhor Presidente, o Senhor Ministro Relator assina- lou duas questões quanto ao objetivo do Recurso.

O Juiz n ã o t i n h a jurisdição para o ato, portanto, a m a t é r i a n ã o seria de direito.

O eminente Ministro Relator leu o parecer do ilustre Doutor Procurador-Geral que féz referências as duas questões. Mas, o advogado deveria ter i n d i - cado a p á g i n a em que se encontra o outro funda- mento a que abordou d a tribuna. Pelo Relator e pelo parecer d a Procuradoria, s ã o só duas questões a serem apreciadas. Assim, acompanho o voto do eminente Ministro Relator. Se, posteriormente fõr ventilada a outra questão, e n t ã o s e r á r a z ã o para embargos de d e c l a r a ç ã o .

* * *

O Senhor Ministro Henrique D Ávila — Senhor Presidente, acompanho o voto do eminente Ministro Relator e do ilustre Ministro Gonçalves de Oliveira.

* * *

O Senhor Ministro Godoy Ilha — Senhor Pre- sidente, conheço do Agravo, mas nego provimento ao Reciuso.

* * •

O Senhor Ministro Décio Miranda — Senhor Presidente, o eminente Ministro Gonçalves de O l i - veira, teve uma p o n d e r a ç ã o que calou fundo e m meu espírito.

Se existe, realmente outra razão, percebida pela o r a ç ã o do ilustre advogado que procurou focalizar em u m a das p á g i n a s do processo, me parece que n ã o h á m a l em que eu confirme as minhas dúvidas e procure esclarecer melhor, mantendo o meu pedido de vista do processo.

EXPLICAÇÃO

O Senhor Ministro Henrique Braune (Relator) — Quando insisti quanto ao pedido, é que t i n h a u m a idéia vaga de que havia percebido u m a alegação de^

freude que n ã o fora objeto do recurso. Agora, per- cebo que só se diz isso n a petição i n i c i a l . H á , como um lamento, n a petição do recurso para qual se solicita u m a p e r í c i a .

N a verdade, a parte se conformou com a deci- são do recurso. (Êle apenas alega que o Juiz j á t i n h a t r ê s biênios. F a z , n a petição u m a a l u s ã o quanto ao Agravo.

PELA ORDEM

O Senhor Ministro Henrique Andrada — Senhor Presidente, diante d a informação do eminente M i - nistro Relator, encontro-me habilitado para votar.

O Senhor Ministro Presidente — Vossa Excelên- cia tem a palavra.

O Senhor Ministro Henrique Andrada — O artigo 167, do Código Eleitoral, fala é m violação de lei federal, etc.

O Ministro Relator informa que se trata de um simples lamento do agravante. Nestas condições, estou de acordo com S u a Excelência, negando pro- vimento ao agravo.

COMPARECIMENTO

Presidência do Senhor Ministro Antônio Martins Vilas Boas.

Tomaram parte os Ministros: Gonçalves ãe Oli- veira. — Amarílio Benjamin. — Oscar Saraiva. — Henrique Braune. — Décio Miranda. — Henrique Diniz ãe Andrada. — Funcionou como Procurador- G e r a l Eleitoral o Doutor Osicalâo Trigueiro.

PEDIDO DE VISTA — VOTO

O Senhor Ministro Décio Miranda — N a sessão de 10 do corrente, pedi vista deste processo.

Desculpem os eminentes colegas, que estavam sendo claros, se f u i atacado pela febre de clareza, que obscurece a visão.

D o exame que fiz dos autos, verifico que, a l é m do fundamento abandonado pelo próprio ilustre re- presentante do Partido agravante — a ilegitimidade da presença de certo juiz n a decisão recorrida — foi invocado muito explicitamente o fundamento d a nulidade por fraude superviente n a a p u r a ç ã o (fls. 11 a 12 d a petição de agravo).

Mas, em termos de recurso. especial, restrito à m a t é r i a de direito, n ã o tem r a z ã o o agravante e recorrente.

O Tribunal Regional, considerando a natureza da fraude apontada, "mapismo", afastou, por u n a - nimidade, a preclusão, fls. 55, para considerar, em seu m é r i t o , as alegações de fraude.

No exame d a prova, porém, n ã o encontrou base para sobrepor aos mapas parciais, que latribuiam 4.002 votos a certo candidato a Senador, os resul- tados expressos em telegramas do Juiz, que ao mes- mo candidato a t r i b u í a m 2.916 votos, telegramas esses cujos originais arquivados n a r e p a r t i ç ã o telegráfica ostentavam rasuras e emendas, ou indicados em

" i n f o r m a ç ã o " (texto a fls. 136) assinada pelo mes- mo Juiz, que lhe davam 2.908 votos. N e m poude a decisão regional se valer dos boletins de apura- ção de cada urna, oferecidos pelo Partido reclamante e o r a agravante, j á que estes, em maioria, se apre- sentavam n ã o assinados e os poucos assinados só continham assinatura n a ú l t i m a folha.

O acórdão do Tribunal Regional, que por u n a n i - midade afastara a preclusão, t a m b é m por u n a n i m i - dade, e com meticuloso exame d a prova, proclamou a fragilidade d a argüição de fraude n a a p u r a ç ã o .

O partido agravante n ã o se prevenira com a presença de delegados o u fiscais n a a p u r a ç ã o , para aí exigir boletins e m forma legal.

Acompanho os eminentes colegas, nego provi- mento ao agravo.

COMPARECIMENTO

Presidência do Senhor Ministro Antônio Martins Vilaá Boas.

Tomaram parte os Ministros: Gonçalves de Oli- veira. — Amarílio Benjamin. — Oscar Saraiva. — Henrique Braune. — Décio Miranda. — Henrique Diniz de Andrada. — Funcionou como Procurador- Geral Eleitoral o Doutor Oswalão Trigueiro.

ACÓRDÃO N . ° 3.925

Recurso n . ° 2.873 — Classe I V — P a r a í b a ( J o ã o Pessoa)

Questão ãe inélegibiliãade para cargo de Viçe-Governaãor, não apreciada pelo Tribunal Regional Eleitoral, por ter sido feita tardia- mente pelo Procurador Regional a impugnação.

Recurso de que se não conhece por falta de assento legal.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de re-

curso da decisão que deferiu o registro de candidato

de Vice-Governador, em que é recorrente o Procura-

dor Regional Eleitoral (Estado d a P a r a í b a ) , sendo

recorridos Severino Bezerra Cabral e a União Demo-

crática Nacional (Seção da P a r a í b a ) , acordam os

Juizes do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria

de votos, n ã o conhecer do recurso, que, restrito à

preliminar de preclusão, por ter sido feita fora do

prazo a i m p u g n a ç ã o do Doutor Procurador Regional,

n ã o tem assento no art. 121 ns. I e I I da Consti-

t u i ç ã o .

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