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KAMILLA RENATA PAZ BUENO

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Academic year: 2021

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UNIC RONDONÓPOLIS – ARNALDO ESTEVÃO FAIESP – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto

Portaria de Recredenciamento nº 707 de 08/08/2013

Rondonópolis 2017

KAMILLA RENATA PAZ BUENO

PREVENINDO A DEPRESSÃO PUERPERAL:

ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NAS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL

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Rondonópolis 2017

KAMILLA RENATA PAZ BUENO

PREVENINDO A DEPRESSÃO PUERPERAL:

ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NAS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNIC - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Bacharelado em Enfermagem

Orientador: Marildes Ferreira do Rego

KAMILLA RENATA PAZ BUENO

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KAMILLA RENATA PAZ BUENO

PREVENINDO A DEPRESSÃO PUERPERAL:

ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NAS CONSULTAS DE PRÉ- NATAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNIC - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Bacharelado em Enfermagem

BANCA EXAMINADORA

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Rondonópolis, 30 de novembro de 2017

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por minha vida, família e amigos. E por ter me concedido saúde e força para superar os obstáculos.

A minha família, pelo amor e incentivo. À minha madrinha e meu namorado por acreditarem no meu potencial, e pelo apoio incondicional.

Aos professores que me proporcionaram о conhecimento no processo da minha formação profissional, por sua dedicação, não somente por terem mе ensinado, mas por terem mе feito aprender. Em especial ao professor Cauê Pimentel por me encorajar, quando as coisas pareciam difíceis.

A todos vocês, o meu eterno agradecimento!

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BUENO, Kamilla Renata Paz. Prevenindo a depressão puerperal: atuação do enfermeiro nas consultas de pré-natal. 2017. 22. Trabalho de Conclusão de Curso Graduação em Bacharelado em Enfermagem – UNIC, Rondonópolis, 2017.

RESUMO

O presente estudo busca evidenciar a atuação do enfermeiro frente a prevenção da depressão puerperal, que é fruto da adaptação psicológica, social e cultural inadequada da mulher frente à maternidade. Trata-se de um estudo de revisão de literatura, do tipo qualitativo descritivo, tendo como população alvo as gestantes com risco de desenvolver a depressão puerperal. Pois, destaca-se que o período gravídico- puerperal é a fase de maior incidência dos sofrimentos psíquicos na mulher, carecendo de atenção específica para manter ou recuperar o bem-estar e prevenir problemas futuros para o binômio mãe e filho, fortalecendo os vínculos da dupla e também de seus familiares Para a pesquisa foram utilizados artigos científicos publicados nas bases de dados dos sites Scielo; Bireme; Medline e Google acadêmico, encontrados através dos descritores “atuação do enfermeiro na depressão puerperal” “prevenção da depressão puerperal” e “cuidados de enfermagem no ciclo gravídico-puerperal”. utilizados apenas artigos que contemplassem a língua portuguesa e com delimitação temporal de 15 anos. Contudo, destacou-se que o enfermeiro, no exercício de suas atribuições, tem conhecimento técnico-científico para prestar uma assistência eficaz, solidária, integral e contextualizada, respeitando o saber e a história de vida de cada mulher e ajudando- a a superar medos, dificuldades e inseguranças.

Palavras-chave: Depressão puerperal; Assistência de enfermagem; Consultas de pré-natal.

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BUENO, Kamilla Renata Paz. Preventing postpartum depression: nurses' performance in prenatal consultations. 2017. 22 Course Completion Work Undergraduate Degree in Nursing – UNIC, Rondonópolis, 2017.

ABSTRACT

The present study seeks to highlight the role of nurses in the prevention of puerperal depression, which is the result of the inadequate psychological, social and cultural adaptation of women to maternity. This is a qualitative descriptive literature review study, with the target population being pregnant women at risk of developing puerperal depression. It is worth noting that the pregnancy-puerperal period is the highest incidence of psychic suffering in women, requiring specific attention to maintain or restore well-being and prevent future problems for the mother and child binomial, strengthening the double and also of their relatives for the research were used scientific articles published in the databases of the scielo sites; bireme; medline and google academic, found through the descriptors "nurse performance in puerperal depression"

"prevention of puerperal depression" and "nursing care in the pregnancy-puerperal cycle." used only articles that contemplate the portuguese language and with temporal delimitation of 15 years. However, it was highlighted that nurses, in the exercise of their duties, have the technical-scientific knowledge to provide effective, solidary, integral and contextualized assistance, respecting the knowledge and life history of each woman and helping her overcome fears , difficulties and insecurities.

Key-words: Postpartum depression; Nursing care; Prenatal consultations.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

DPP Depressão pós-parto

ESF Estratégia de Saúde da Família OMS Organização Mundial da Saúde SUS Sistema Único de Saúde

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 8 1 A CONSULTA DE PRÉ-NATAL ... 10 2 ESTRATÉGIAS DO CUIDADO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO ... 15 4 DEPRESSÃO PUERPERAL, E A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO ... 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 23 REFERÊNCIAS ... 24

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INTRODUÇÃO

A gravidez e o parto são eventos fisiológicos, considerados ciclos de transição, e são normais na vida das mulheres. Entretanto, eles trazem consigo muitas mudanças, tanto físicas, psíquicas, sociais e familiares. Grandes transformações e de forma abrupta, que requerem para a gestante uma atenção especial, cuidados, orientações e apoio por parte dos familiares e dos profissionais da saúde. Este momento de extrema vulnerabilidade, em que o organismo da gestante está passando por um turbilhão de mudanças, é a fase de maior incidência de transtornos psíquicos na mulher.

A depressão, no geral, tem se tornado um problema de saúde pública, em decorrência da alta prevalência e dos custos sociais. Ela pode significar um estado afetivo, um sintoma, uma síndrome ou uma doença. Já a depressão puerperal, também conhecida como depressão pós-parto (DPP) geralmente inicia-se da quarta a oitava semana após o parto. Ela pode ser mais branda ou mais grave, isso depende de uma série de fatores, do contexto socioeconômico, do suporte familiar e da história de cada mulher. Geralmente, estas alterações emocionais repercutem na interação do binômio mãe-filho de forma negativa e promovem um desgaste familiar e afetivo

No pré-natal, as consultas de enfermagem, visam prevenir, diagnosticar e tratar eventos indesejáveis, sempre com o intuito de preservar o bem-estar da gestante e de seu concepto, promovendo uma assistência de qualidade, onde as orientações são reforçadas e baseadas nas necessidades de cada gestante, com vista a uma adequada preparação da mesma, para vivenciar esta etapa de sua vida, transmitindo apoio e confiança, para que a futura puérpera tenha a menor chance de desenvolver qualquer tipo de sofrimento psíquico, assim como a depressão puerperal.

Desta forma, o seguinte estudo busca contribuir com a sociedade no incentivo á busca de qualidade nas consultas de pré-natal, na integralidade da assistência com foco na prevenção de alterações que possam vir a prejudicar os vínculos do binômio mãe-filho. E visa responder a seguinte problemática: Quais ações o enfermeiro deve promover durante a consulta de pré-natal, proporcionando à gestante uma adequada preparação para receber seu concepto, atuando na prevenção de alterações emocionais que indiquem sinais iniciais da depressão puerperal?

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Com o principal objetivo de ressaltar as estratégias assistenciais utilizadas pelo enfermeiro, durante as consultas de pré-natal, que tenham a finalidade de identificar e prevenir a depressão puerperal, e garantir a integralidade da assistência, este estudo ressalta a importância da consulta de pré-natal na promoção, proteção e prevenção à saúde da gestante e seu concepto; Descreve estratégias de enfermagem que visem a assistência da gestante em sua integralidade, atuando na prevenção de possíveis alterações psicológicas durante o período gravídico-puerperal, analisando os principais fatores de risco que levam a gestante a desenvolver esta patologia.

Por fim, destaca-se que este estudo se trata de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, exploratória pois ressalta a importância de o enfermeiro no exercício de sua função conhecer, prevenir e diagnosticar precocemente a depressão puerperal, para que garanta a gestante atenção diferenciada e resolutiva, transmitindo-lhe apoio e confiança, para que a futura puérpera conduza com autonomia sua gestação, momento ímpar na vida da mulher.

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1 A CONSULTA DE PRÉ-NATAL

O SUS é um projeto que assume e aplica os princípios da Universalidade, Equidade e Integralidade da atenção à saúde da população brasileira, por este motivo, ele tem como responsabilidade política e social assumida pelo Estado, a formulação e implementação de políticas econômicas e sociais que tenham como finalidade a melhoria das condições de vida e saúde da população.

Seguindo este pressuposto, o SUS desenvolve ações de promoção e proteção da saúde do indivíduo, da família e da comunidade, bem como protege de doenças e outros agravos. Para este fim, existe a política da Estratégia Saúde da Família (ESF), que tem uma proposta de humanização do setor da saúde, promove uma relação de comprometimento entre os profissionais e os usuários, famílias e comunidades, que garante o atendimento de uma equipe multiprofissional e interdisciplinar que atua na assistência de acordo com as necessidades individuais da pessoa, identificando os fatores de risco aos quais elas estão expostas e neles intervindo adequadamente.

(BARBOSA, GOMES e DIAS, 2011, p.30)

Entre os programas de ações programáticas em saúde, a assistência pré-natal ocupa historicamente um papel importante para a população, pois segundo o Ministério da Saúde (2012) foi a partir do ano dois mil que houve iniciativas de ampliação, qualificação e humanização da atenção à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde (SUS), associadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e ao Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna.

O objetivo do programa de acompanhamento pré-natal é garantir o desenvolvimento da gestação, assegurando o nascimento de um recém-nascido saudável, sem que haja impacto para a saúde da mãe, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012, p.33)

A assistência pré-natal pressupõe avaliação dinâmica das situações de risco e prontidão para identificar problemas e poder atuar, de maneira a impedir um resultado desfavorável, e para isso, Ximenes Neto et al (2008, p. 596) destacam que:

A gravidez é considerada de baixo risco quando não é necessário aplicar intervenções de maior complexidade e cujas morbidades e mortalidade materna e perinatal são menores do que as da população geral, ou seja,

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somente pode ser confirmada ao final do processo gestacional, após o parto e o puerpério.

Por isso, o enfermeiro durante as consultas de pré-natal, deve fazer a classificação do risco gestacional (em toda consulta) e encaminhamento, quando necessário, ao pré-natal de alto risco ou à urgência/emergência obstétrica.

(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012, p.42)

A atenção dispensada pelo enfermeiro à mulher grávida no pré-natal é uma das ações recomendadas no Programa Saúde da Mulher, garantido por meio de políticas públicas de saúde. Em locais onde o Programa Saúde da Família está implantado, o acompanhamento é realizado pela equipe interprofissional. (DUARTE et al, 2006, p.123)

Os Estados e municípios, devem dispor de uma rede de serviços organizada para a atenção obstétrica e neonatal, com mecanismos estabelecidos de referência e contrarreferência, garantindo-se os seguintes elementos: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª semana de gestação (captação precoce); Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal;

Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e avaliação em termo oportuno do resultado dos exames preconizados no atendimento pré-natal; Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não somente um cuidado biológico:

"rodas de gestantes"; Garantir o transporte público gratuito da gestante para o atendimento pré-natal, quando necessário; É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas, exames e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação: "pré-natal do(a) parceiro(a)"; Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso seja necessário; Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico, incluindo a elaboração do "Plano de Parto"; Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o serviço de saúde no qual irá dar à luz (vinculação);

As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos por lei no período gravídico-puerperal. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012, p.38)

As ações de saúde desenvolvidas durante a atenção ao pré-natal devem dar cobertura a toda população de gestantes, assegurando o acompanhamento, a continuidade no atendimento e avaliação, para isso, segue alguns passos destacados pelo Ministério da Saúde (2012, p. 33) onde:

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A Organização Mundial da Saúde (OMS), preconiza como número adequado de consultas igual ou superior a 6 (seis) [...] em casos de pacientes de baixo risco, e não haja aumento de resultados perinatais adversos [...]. As consultas deverão ser mensais até a 28ª semana, quinzenais entre 28 e 36 semanas e semanais no termo (grau de recomendação D). Não existe alta do pré-natal.

Barros (2009, p:104) complementa que após a confirmação da gravidez:

A primeira consulta pré-natal até o 4°mês de gestação; uma consulta puerperal, até o 42° dia após o parto; [...] Atendimento as gestantes classificadas como de risco, garantindo o vínculo e acesso a unidade de referência para atendimento ambulatorial e/ou hospitalar.

O período do pré-natal é um momento de preparação física e psicológica para o parto e puerpério, portanto, trata-se de um momento de intenso aprendizado e uma grande oportunidade para o profissional da saúde criar um vínculo entre a gestante e a equipe, a fim de desenvolver a educação em saúde como dimensão do cuidar e ao mesmo tempo acolher e sanar suas necessidades, dúvidas e medos.

Para o Ministério da Saúde (2006, p.15):

É cada vez mais frequente a participação do pai no pré-natal, devendo sua presença ser estimulada durante as atividades de consulta e de grupo, para o preparo do casal para o parto. A gestação, o parto, o nascimento e o puerpério são eventos carregados de sentimentos profundos, momentos de crises construtivas, com forte potencial positivo para estimular a formação de vínculos e provocar transformações pessoais.

O benefício da presença do acompanhante já foi comprovado. É importante acolher o acompanhante de escolha da mulher, não oferecendo obstáculos à sua participação no pré-natal, no parto, e puerpério.

O pré-natal pode representar a única oportunidade de assistência contínua à saúde, sobretudo nas mulheres de baixa condição socioeconômica. Ele constitui-se de um momento de aprendizado, por estimular a compreensão da mulher e do companheiro em relação a gravidez e o puerpério, bem como suas mudanças, dificuldades e sentimentos provenientes destes períodos. (VALENÇA; GERMANO, 2010, p. 138)

O diálogo franco, a sensibilidade e a capacidade de percepção têm-se mostrado como de fundamental importância na saúde da mulher como parte da assistência pré-natal, em suas dimensões biopsicossociais, tornando-se um desafio

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para os profissionais de saúde se preocuparem com a qualidade de vida da gestante (DUARTE e ANDRADE, 2006, P.122)

Segundo o Ministério da Saúde (2009, p.11) “O profissional precisa estar preparado para prestar uma assistência eficaz, solidária, integral e contextualizada, que respeite o saber e a história de vida de cada mulher e que a ajude a superar medos, dificuldades e inseguranças”. Por este motivo, destaca-se a atuação do enfermeiro como condutor destas consultas, pois são necessários profissionais qualificados e sensíveis às necessidades da mulher em processo gestacional, além de atenção especializada e a eficácia do cuidado nos diferentes níveis de atenção para a garantia do cuidado de maneira integral e holística.

Barbosa, Gomes e Dias (2011, p. 30) destacam que a “Consulta de Enfermagem, na atenção primária à saúde, é realizada de acordo com o roteiro estabelecido pelo Ministério de Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde e é amparada pela Lei do Exercício Profissional”.

Segundo Teixeira, Amaral e Magalhães (2010, p.28):

Na primeira consulta de pré-natal, devem ser realizados os pedidos de exames complementares, vacinação e uma anamnese abordando aspectos epidemiológicos, além dos antecedentes familiares, pessoais, ginecológicos e obstétricos e a situação da gravidez atual. O exame físico deverá ser completo, constando avaliação de cabeça e pescoço, tórax, abdômen, membros e inspeção de pele e mucosas, seguido por exame ginecológico e obstétrico. Nas consultas seguintes, a anamnese deverá ser sucinta, abordando aspectos do bem-estar materno e fetal.

A importância do enfermeiro em todos os níveis da assistência e, principalmente, na atenção pré-natal é substancial, pois ele deve orientar à população a necessidade do acompanhamento da gestação e sua importância na promoção, prevenção e tratamento de distúrbios durante e após o parto, e ainda orientá-la a respeito dos serviços que estão à sua disposição.

Dentro desse contexto, Duarte et al (2006, p.123) enfatiza que “o enfermeiro deve exercer influência e liderança na comunidade na qual se insere, utilizando técnicas cientificamente comprovadas além de conhecimento das ciências sociais e do campo de atuação na comunidade”.

Barbosa, Gomes e Dias (2011, p.30) ressaltam que:

Estudos relacionados à assistência pré-natal evidenciam que a Consulta de Enfermagem tem sofrido, ao longo do tempo, transformações em sua

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concepção, metodologia e, principalmente, sua inserção nos serviços de saúde, transitando para o prestígio e aceitação do profissional no seu fazer e assistir.

Desta forma, percebe-se o reconhecimento do profissional de enfermagem como elemento protagonista no processo educativo e resolutivo no pré-natal, ao enfatizar o papel que estes desempenham nos resultados perinatais.

A partir dessas observações, pode-se notar a importância da qualidade da assistência durante o pré-natal realizado por um profissional que tenha competência e conhecimento científico a fim de atingir a meta principal, que é garantir uma gestação saudável, segura, livre de complicações e um parto tranquilo e bem-sucedido.

Nas mãos desses profissionais, muitas vezes são colocados os anseios e expectativas de muitas mulheres por uma qualidade de vida melhor para ela, o bebê, e sua família em geral, por isso, o trabalho da enfermagem está centrado no cuidado e tem como sujeito principal, o cliente. Por exercer um papel educativo e contribuir para as mudanças concretas e saudáveis nas atitudes das gestantes, dos familiares e da comunidade, sempre em busca de bem-estar e qualidade de vida.

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2 ESTRATÉGIAS DO CUIDADO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO

O Ministério da Saúde (2012, p.49) esclarece que: O profissional enfermeiro pode acompanhar inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, de acordo com o Ministério de Saúde e conforme garantido pela Lei do Exercício Profissional, regulamentada pelo Decreto nº 94.406/87.

As ações educativas realizadas no decorrer de todas as etapas do ciclo grávido-puerperal são de grande importância para a gestante e seu concepto, pois é no pré-natal que a mulher deverá ser orientada para que possa viver o parto de forma tranquila, com menor risco de complicações no puerpério e sucesso na amamentação.

Para Barbosa, Gomes e Dias (2011, p. 33) “A consulta de enfermagem, voltada para o atendimento a gestantes de baixo risco, visa a oferecer assistência integral clínico-ginecológica e educativa, atentando para o aprimoramento do controle pré- natal, do parto e puerpério”.

Considerando a singularidade deste momento, que os profissionais de saúde devem assumir a postura de educadores, para isso Shimizu e Lima (2009, p. 388) afirmam:

A consulta de enfermagem apresenta-se como um instrumento de suma importância, pois têm como finalidade garantir a extensão da cobertura e melhoria da qualidade pré-natal, principalmente por meio da introdução das ações de preventivas e promocionais as gestantes. É requerido, do profissional além da competência técnica, sensibilidade para compreender o ser humano e o seu modo de vida e habilidade de comunicação, baseada na escuta e na ação dialógica.

A comunicação entre o enfermeiro e a gestante estreita os elos e promove o cuidado em suas dimensões biopsicossociais. A intervenção do enfermeiro começa quando a mulher vai em busca do serviço de saúde, com medos, angústias, dúvidas, e é neste momento que o enfermeiro deve pôr em prática todo seu conhecimento desenvolvendo educação como dimensão do processo de cuidar. (XIMENEZ NETO et al 2008, p. 596)

Com a finalidade garantir a extensão da cobertura e melhoria da qualidade pré- natal, principalmente por meio do desenvolvimento das ações preventivas e promocionais às gestantes, as consultas de enfermagem na fase pré-natal poderão

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ser feitas na unidade de saúde ou no domicílio, em uma visita domiciliar. (DUARTE E ANDRADE 2006, p. 124)

Duarte e Andrade (2006, p. 124) ainda complementam que:

O enfermeiro elabora o plano de assistência de enfermagem na consulta de enfermagem pré-natal e, de acordo com as necessidades identificadas e priorizadas, estabelece as intervenções, orientações e encaminhamentos a outros serviços, promovendo a interdisciplinaridade das ações, principalmente com a odontologia, medicina, nutrição e psicologia.

Durante as consultas mensais, o enfermeiro deve-se atentar, pela possibilidade de incidência de complicações, portanto, o Ministério da Saúde (2012, p. 57) destaca que

É indispensável que a avaliação do risco aconteça em toda consulta. Em contrapartida, quando são identificados fatores associados a um pior prognóstico materno e perinatal, a gravidez é definida como de alto risco, passando a exigir avaliações mais frequentes, muitas vezes fazendo-se uso de procedimentos com maior densidade tecnológica.

Sabe-se também que compreende como papel do enfermeiro, em consulta de pré-natal, a solicitação dos exames de rotina, bem como, das ultrassonografias no decorrer da gestação. Os principais exames são solicitados já na primeira consulta e compreendem basicamente, segundo Duarte e Andrade (2006, p 124) a:

[...] hemograma completo; tipagem sanguínea e fator RH; glicose em jejum;

sorologias para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes simplex 1 e 2, sífilis, HIV 1 e 2, chagas, hepatite B, hepatite C, fenilcetonúria materna e HTLV 1 e 2; urina tipo 1, urocultura e parasitológico de fezes.

Segundo Ministério da Saúde (2012, p.116) “Providencia-se também a atualização do calendário vacinal da gestante. É de extrema necessidade que as doses de DPT, DT, dT ou TT, estejam em dia”. Além da oferta de medicamentos necessários (sulfato ferroso, ácido fólico, com uso recomendado desde o período pré- concepcional e durante o primeiro trimestre de gestação);

Realizar o cadastramento da gestante no SisPreNatal e fornecer o Cartão da Gestante devidamente preenchido; realizar testes rápidos; realizar exame clínico das mamas e coleta para exame citopatológico do colo do útero; orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes faltosas também fazem parte da atuação do enfermeiro durante as consultas de pré-natal.

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O desenvolvimento de atividades em grupo, conversas de roda ou até mesmo palestra educativa, são metodologias utilizadas pelo enfermeiro que fazem a diferença no dia-a-dia. Estas ações de saúde podem ser qualificadas como uma extensão da consulta de pré-natal, pois o espaço de discussão permite assuntos comuns como o desenvolvimento da gestação, do concepto, alterações corporais e emocionais, alimentação, higiene, parto, amamentação, puerpério, cuidados com o recém-nascido e planejamento familiar. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012, p. 39)

Com o intuito de estimular a inserção das gestantes no pré-natal estas atividades abrangem não somente a gestante, mas a comunidade no geral, pois podem ser realizadas na sala de espera enquanto aguardam por atendimento, ou com data pré-agendada, pois devem dar cobertura a toda população de gestantes, assegurando o acompanhamento, a continuidade no atendimento, bem como destaca-se a necessidade de estimular a interação do companheiro e/ou dos familiares da gestante em todo o gravídico-puerperal. (DUARTE; ANDRADE 2006, P.124)

Ximenes Neto et al (2008, p 598) destacam a importância de oferecer apoio emocional e psicológico ao companheiro e a família, para que estes também estejam envolvidos com o processo de gestar, parir e nascer.

O profissional enfermeiro, além da competência técnica e do conhecimento científico, deve ser provido de sensibilidade para compreender o ser humano e o seu modo de vida, visto que a criação do vínculo entre enfermeiro/gestante se dá através das atitudes de acolhimento, confiança e segurança, transmitidos pelo enfermeiro durante as consultas.

O Ministério da Saúde (2006, p.36) aponta que é necessário que o enfermeiro:

Reconheça o estado normal de ambivalência com relação à gravidez. Toda gestante quer e não quer estar grávida. É um momento em que muitas ansiedades e medos primitivos afloram, daí a necessidade de compreender essa circunstância, sem julgamentos.

Deste modo, destaca-se que o enfermeiro não é um profissional somente de atos prescritivos. Para Duarte e Andrade (2006, p.125) “O estabelecimento de um vínculo estimula o profissional de saúde a utilizar sua sensibilidade para “olhar” a cliente como um ser biopsicossocial, alguém que possui uma história particular antes da história clínica”

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Shimizu e Lima (2009, p. 388) complementam que “é requerido, do profissional além da competência técnica, sensibilidade para compreender o ser humano e o seu modo de vida e habilidade de comunicação, baseada na escuta e na ação dialógica”.

As mulheres ao serem estimuladas a fazer o pré-natal depositam sua confiança e entregam seus corpos aos cuidados de pessoas autorizadas legalmente, a cuidarem delas, o que contribui para que enfrentem esta etapa da vida com mais tranquilidade, pois lhe permite compreender e expressar os diversos sentimentos vivenciados.

(XIMENEZ NETO et al 2008, p. 596)

A Consulta de Enfermagem vem crescendo em importância e atuando cada vez mais em áreas abrangentes como a obstetrícia. Em outras palavras, é na consulta que o usuário busca a solução de seus problemas para recuperar o bem-estar. A responsabilidade profissional é um dos elementos essenciais para um efetivo acolhimento e para despertar a confiança do paciente em relação ao profissional que presta a assistência. (BARBOSA; GOMES; DIAS, 2011, p. 33)

Assim, a enfermagem tem se tornado uma profissão atuante no despertar social para além das práticas curativas e consolida sua importância na colaboração para a reversão de maus indicadores de saúde. Muitas são as dimensões em que o enfermeiro atua, pois no cuidado ele previne, protege, trata, recupera e promove a saúde da comunidade. (DUARTE; ANDRADE 2006, p.125)

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4 DEPRESSÃO PUERPERAL, E A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO

A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, é uma doença tratável e está associada a reações diante de determinados sofrimentos e sentimento de perda. Sentir-se triste algumas vezes é normal, mas quando o vazio e a tristeza invadem seu cotidiano permanentemente, afetando a sua motivação e o sentido da vida, pode ser depressão. (SANTOS JUNIOR; SILVEIRA; GUALDA 2009, p 517)

A gravidez e o parto são considerados períodos de transição na vida da mulher, mesmo se tratando de eventos fisiológicos naturais, podem acarretar alterações físicas, emocionais e sociais.

Mesmo em condições naturais, estas alterações podem acarretar transtornos mentais na mulher. Dentre estes transtornos, a depressão puerperal, segundo Cruz, Simões e Faisal-Cury (2005, p.182) “pode acometer aproximadamente 6,8 a 16,5%

das mulheres adultas, e até 26% das adolescentes”

De modo geral, o transtorno depressivo puerperal apresenta o mesmo quadro clínico característico da depressão em outros momentos da vida feminina, acrescido de particularidades relativas à maternidade em si e ao desempenho do papel de mãe.

(SILVA et al, 2010, p. 412)

É um transtorno do humor que geralmente apresenta sinais nas primeiras quatro semanas após o parto, alcança sua intensidade máxima aproximadamente até o sexto mês, e pode ser classificada como leve e transitória dependendo da sua intensidade. Santos Junior; Silveira e Gualda (2009, p 517):

Os sintomas mais comuns são: desânimo persistente, sentimento de culpa, alterações do sono, ideias suicidas, temor de machucar o filho, redução do apetite e da libido, diminuição do nível de funcionamento mental e presença de ideias obsessivas.

Os sinais e sintomas do estado depressivo podem variar de acordo com algumas características como a personalidade da puérpera e suas condições de vida.

A depressão pós-parto é fruto da adaptação psicológica, social e cultural inadequada da mulher frente à maternidade. Portanto, pode-se dizer, que a etiologia da depressão puerperal não se determina por fatores isolados, mas, por uma

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combinação de fatores psicológicos, sociais, obstétricos e biológicos (SILVA et al, 2010).

Silva et al (2010, p. 412) destacam que “segundo alegam determinados estudos, mulheres com mais eventos estressantes de vida durante a gestação e no início do puerpério possuem níveis maiores de sintomas depressivo”.

O puerpério é a fase da vida da mulher em que há maior risco para o aparecimento de um transtorno psiquiátrico, alguns autores relatam que sua etiologia pode estar associada a fatores multideterminados, com influências genéticas, de estressores psicológicos, do contexto cultural e de mudanças fisiológicas no seu desenvolvimento e severidade. Entretanto, ressalta-se alguns fatores predisponentes como citado por Santos Junior; Silveira e Gualda (2009, p. 517):

[...] baixa condição socioeconômica; não aceitação da gravidez; maior número de gestações, de partos e de filhos vivos; menor tempo de relacionamento com o companheiro; história de problemas obstétricos; maior tempo para tocar no bebê após o nascimento; violência doméstica; pouco suporte por parte do companheiro; sobrecarga de tarefas; e experiência conflituosa da maternidade.

Silva et al (2010, p.412) complementam que:

Antecedentes familiares de depressão, antecedentes pessoais ou, até mesmo, um episódio de depressão puerperal são fatores de análise para o risco da depressão pós-parto; outros aspectos são os seguintes:

personalidade pré-mórbida, qualidade da saúde materna, complicações gravídicas, parto de risco ou complicado e o puerpério com algum comprometimento clínico.

A depressão puerperal pode acarretar problemas não somente para a mãe, mas para o recém-nascido. Ela pode acarretar detrimento cognitivo e social no primeiro ano de vida da criança, pois durante este período há uma redução na afetividade do binômio mãe/filho e nos cuidados direcionados à criança. Por isso é de grande relevância a atuação do enfermeiro na prevenção deste evento buscando contemplar essa visão holística em assistência obstétrica, na identificação precoce das mulheres com mais chance de apresentar uma evolução desfavorável, acolhendo- as desde o início de sua gravidez.

Segundo o Ministério da Saúde (2009, p.11):

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O profissional precisa estar preparado para prestar uma assistência eficaz, solidária, integral e contextualizada, que respeite o saber e a história de vida de cada mulher e que a ajude a superar medos, dificuldades e inseguranças.

Na fase pós-parto, o tipo e a natureza do suporte recebido são fatores possíveis de contribuir para melhor adaptação e alcance do sucesso no desempenhar do papel materno. Em razão disso, o Ministério da Saúde (2006, p.35) complementa:

Muitos dos sintomas físicos manifestos mascaram problemáticas subjacentes. Por isso, em vez de fazer uma série de rápidas perguntas, específicas e fechadas, é importante encorajar a mulher a falar de si. Essa abordagem é chamada de “entrevista centrada na pessoa”. Saber ouvir é tão importante quanto saber o que dizer, pois essa habilidade pode ser crucial para a elaboração de um diagnóstico correto.

Assim sendo, o puerpério trata-se de um momento singular e único na vida de uma mulher, e muitas vezes ela precisa de maior atenção, pois a relação inicial entre mãe e bebê é, ainda, pouco estruturada, com o predomínio de uma comunicação não- verbal, e muito emocional. O momento desperta muitas ansiedades, e os sintomas depressivos são comuns, pois o bebê deixa de ser idealizado e passa a ser vivenciado como um ser real.

É muito comum, a mulher sentir-se cansada, e apresentar momentos de desânimo e tristeza, pois suas necessidades são postergadas em função das necessidades do bebê, porém deve-se atentar que ela continua a precisar de amparo e proteção, assim como ao longo da gravidez.

Configura-se de grande relevância o apoio, e o suporte emocional do companheiro durante todo o pré-natal e o puerpério. Valença e Germano (2010, p.133) ressaltam que:

Ao viver o nascimento do filho, o pai pode oferecer apoio físico e emocional à parturiente, reduzindo o nível de tensão e proporcionando-lhe segurança, tranqüilidade, como também alívio dos desconfortos advindos do trabalho de parto.

Neste momento é importante que o profissional da enfermagem:

Esteja atento a sintomas que se configurem como mais desestruturantes e que fujam da adaptação “normal” característica do puerpério; Leve em conta a importância do acompanhamento no pós-parto imediato e no puerpério, prestando o apoio necessário à mulher no seu processo de reorganização psíquica quanto ao vínculo com o seu bebê, nas mudanças corporais e na retomada do planejamento familiar. (MINISTÈRIO DA SAÚDE, 2006)

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Quanto mais precocemente ocorrer a percepção dos sinais e sintomas depressivos e a procura de ajuda qualificada, mais rapidamente poderá ocorrer a remissão do quadro, evitando-se, assim, o isolamento social da mulher e os impactos na interação com o bebê, pai e familiares (SANTOS JUNIOR; SILVEIRA; GUALDA, 2009, p. 517)

O enfermeiro deve fazer com que as consultas de pré-natal ocorram com maior frequência, a fim de atingir sua meta principal, que é garantir uma gestação saudável, segura, livre de complicações e um parto bem-sucedido. Uma atenção que compreenda e contemple o cuidado à mulher no pré-natal considerando seus múltiplos contextos e implicações: família, comunidade, vida, subjetividade, alcançando os anseios e expectativas destas mulheres, dos companheiros e seus familiares.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O puerpério, período que constitui o intervalo entre o parto e aproximadamente a sexta semana pós-parto é a fase em que a mulher sofre ajustes tanto fisiológicos como psicológicos. Ao assumir a nova responsabilidade do cuidado de um recém- nascido, nem sempre a mulher está preparada para tamanha transformação, ocorrendo então o desencadear de uma possível depressão puerperal. Ela apresenta características de um quadro depressivo comum, apenas com o diferencial da maternidade, o que muitas vezes torna seu diagnóstico tardio.

A chegada do recém-nascido provoca uma grande alteração hormonal, responsável pelos primeiros laços emocionais, instintos maternos, criação de um relacionamento longo e afetivo, que envolvem as necessidades fisiológicas e alimentares do bebê, até a satisfação da mãe ao desempenhar a maternidade.

A importância do enfermeiro durante todo o ciclo gravídico-puerperal é evidenciado ao prestar suporte psicológico para a mãe e seus familiares, com o propósito de prevenir, e até mesmo intervir no aparecimento de alterações psicológicas, assim como os primeiros sinais e sintomas da depressão puerperal.

É importante salientar que, quando não tratada, a depressão pós-parto pode acarretar danos ao recém-nascido, a mãe e a toda a família, deixando marcas por toda a vida.

Por fim, compreendeu-se que as consultas de pré-natal, realizadas pelo enfermeiro, têm grande importância na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dos eventos indesejáveis da gravidez e puerpério.

O enfermeiro atua sempre com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar da gestante e de seu concepto, através de uma assistência qualificada, integralizada, individualizada, e embasada no conhecimento técnico-científico, proporcionando adequada preparação da mulher, para vivenciar a maternidade com autonomia, e com a mínima chance de desenvolvimento da depressão puerperal.

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REFERÊNCIAS

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MINISTÉRIO DA SAÚDE. Caderno de atenção básica: Atenção ao pré-natal de baixo risco. Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília: Departamento de Atenção Básica, 2012.

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SANTOS JUNIOR, Hudson Pires; SILVEIRA, Maria de Fatima; GUALDA, Dulce Maria Rosa. Depressão pós-parto: um problema latente. Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS), v. 30, n. 3, set 2009. Disponível em:

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