T R I B U N A L S U P E R I O R E L E I T O R A L
BOLETIM ELEITORAL
J
N? 453 ANO XXXVIII ABRIL DE 1989
Ministro Francisco Rezek — Presidente Ministro S y d n e y Sanches — Vice-Presidente Ministro Octávio Gallotti
Ministro Romildo Bueno de Souza Ministro Miguel Ferrante
Ministro Roberto Rosas Ministro A n t ô n i o Vilas Boas
Dr. J o s é Paulo Sepúlveda Pertence — Procurador-Geral Eleitoral Dr. Sebastião Duarte Xavier — Secretário do Tribunal
Págs.
Jurisprudência 257 índice Temático 329 índice Numérico 333
ACÓRDÃO N? 9.711
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.347 — Classe 4?
São Paulo (66? Zona — Limeira) Recorrente: Valmir Aparecido Caetano, can- didato a Vereador pelo PFL.
Recurso especial.
Inelegibilidade resultante do artigo 1?, I, g da LC n? 5.
Preserva-se a autoridade do acórdão que declarou inelegibilidade nos exatos ter- mos da lei.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, nos termos d o v o t o d o Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Pas- sarinho, Vice-Presidente no exercício da Presi- dência — Francisco Rezek, Relator — Ruy Ribei- ro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o d e 14-10 8 8 ) .
R E L A T Ó R I O
0 Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): T o m o por relatório o parecer do Ministério Público Eleitoral, q u e figura às fls. 75 a 77 dos autos: (Lê anexo).
É o parecer, e é o relatório.
V O T O
0 Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): Nos termos d o parecer d o Ministério Públi- co, não c o n h e ç o d o recurso. Não se argúi dissí- dio de jurisprudência. Quanto à afronta â lei, não a vejo caracterizada.
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.347 - CIs. 4? — SP — Rei.:
M i n . Francisco Rezek.
Recorrente: Valmir Aparecido Caetano, can- didato a Vereador pelo PFL.
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do recurso.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O Á O A C Ó R D Ã O N? 9.771
Trata-se de recurso especial interposto por Valmir Aparecido Caetano» d o Partido da Frente Liberal, Limeira, São Paulo, c o n t r a decisão d o Tribunal Regional Eleitoral que c o n f i r m o u o inde- ferimento do registro de sua candidatura ao car- go de Vereador, por reconhecer presente a ine- legibilidade prevista no artigo 1?, I, g e h, da LC n? 5.
Em prol de seu direito o recorrente alega:
I — que a i m p u g n a ç ã o de sua c a n d i d a t u - ra foi intempestiva (art. 97, § 2? d o Código Elei- toral);
II — que há ilegitimidade ativa d o i m p u g - nante, ex vi do art. 5? da LC 5 / 7 0 ;
III — que a extinção d o mandato d o recor- rente .;ão o t o r n o u inelegível, porque está e m pleno gozo de seus direitos civis e políticos.
É o relatório.
Ê irrelevante a intempestividade da i m p u g - nação porque a inelegibilidade pode ser c o n h e c i - da de ofício. Assim dispõe a LC n? 5, e m seu ar- tigo 9?, parágrafo único:
Parágrafo único. " O juiz ou T r i b u n a l , formará sua convicção pela livre apreciação da prova, atendendo aos fatos e às cir- cunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes, m e n c i o n a n - do, na decisão, os q u e motivaram o seu c o n v e n c i m e n t o " .
O i m p u g n a n t e é parte legítima porque é elei- tor, e assim estabelece o Código Eleitoral:
" A r t . 97, § 3? - Poderá, t a m b é m , qualquer eleitor, c o m f u n d a m e n t o e m inele- gibilidade o u incompatibilidade d o candida- t o o u na incidência deste no art. 96, i m p u g - nar o p e d i d o de registro, d e n t r o d o m e s m o prazo, o f e r e c e n d o prova d o a l e g a d o " . Consta d o s autos que o recorrente teve o m a n d a t o anterior, de vereador, cassado e m vir- t u d e de processo administrativo, a q u e se sub- meteu c o m base no artigo 7?, III, d o D L 2 0 1 / 6 7 , e f i c o u reconhecido p r o c e d i m e n t o de m o d o in- compatível c o m a dignidade da Câmara, e falta de d e c o r o na c o n d u t a pública. Tal f a t o já foi apreciado pelo Poder Judiciário, através de m a n - dado de segurança d e n e g a d o .
A f l . 7, constatou-se que o Poder Judiciário apresentou certidão de que o candidato respon- de a dois inquéritos policiais e u m inquérito es- pecial.
À f l . 10 há o certificado de que Valmir res- p o n d e a processo-crime por peculato, além de inquérito por estelionato.
Se os dois últimos fatos não c o n f i g u r a m inelegibilidade por se entender vigente o prin- cípio da presunção da inocência, reconhecido c o n s t i t u c i o n a l m e n t e através d o artigo 5?, LVII da Carta de 5-10-88, o primeiro, por si s ó , o faz incidir na letra g d o artigo 1? da LC n? 5, q u e determina:
" A r t . 1 ? São inelegíveis:
I — para qualquer cargo eletivo:
g) os m e m b r o s d o Poder Legislativo que hajam perdido os m a n d a t o s pelos m o - tivos referidos no art. 35 da C o n s t i t u i ç ã o " . O artigo 35, da CF de 1967, d i s p u n h a :
II — " C u j o p r o c e d i m e n t o f o r declara- do incompatível c o m o d e c o r o parlamentar ou atentatório das instituições v i g e n t e s " . Pelo e x p o s t o , somos pelo d e s p r o v i m e n t o d o recurso.
Brasília, 12 de o u t u b r o de 1988 — Maria de Fátima Freitas Labarrère, Procuradora da Repú- blica — A p r o v o — Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.712
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.304 — Classe 4?
Paraíba (46? Zona — A l a g o i n h a M u n i c í p i o de M o l u n g u )
Recorrente: Hilário Camilo Pereira, candida- to a Vereador, pelo P M D B .
Registro. Impugnação. Acolhimento de ofício. Possibilidade.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer o recurso, nos termos d o v o t o do Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência — Roberto Rosas, Relator — Ruy Ri- beiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o d e 14-10-88).
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Roberto Rosas (Relator):
Senhor Presidente, o Juiz indeferiu o registro de Hilário Camilo Pereira a Verador no Município de M o l u n g u , Paraíba, porque o candidato t e m pro- testo cambiário (fl. 169).
2. O TRE/Paraíba negou p r o v i m e n t o , po- rém, acatando a i m p u g n a ç ã o , porque o candida- to foi dispensado d o serviço público, por justa causa, do emprego na Superintendência Regio- nal d o INPS, na Paraíba, por ato de improbida- de, c o m processo administrativo (fl. 196).
3. Recurso especial, c o m parecer da Pro- curadoria pelo não c o n h e c i m e n t o (Lê anexo).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Roberto Rosas (Relator):
Senhor Presidente, a impugnação e m primeiro grau foi acolhida porque o candidato t e m pro- testo cambiário. J á o TRE acolheu i m p u g n a ç ã o formulada nas contra-razões do recorrido, e m razão da dispensa por ato de improbidade. O candidato foi dispensado do e m p r e g o de A g e n t e Administrativo (fl. 191). Na oportunidade que te- ve (recurso f l . 200), o recorrente não i m p u g n o u a extensão dada à despedida, isto é, ato de i m - probidade na administração indireta c o m dispen- sa do emprego mediante processo administrativo (LC n? 5, art. 1?, I, h).
A r g ú i o recorrente que o Tribunal não pode- ria conhecer de ofício de m o t i v o de i m p u g n a ç ã o não f o r m u l a d o na época própria. Em tese, esta Corte t e m aceito a impugnação de ofício ( A c . 8.223; A c 8.226 — Rei.: M i n . Aldir Passarinho;
Rec. 6.353 — Rec. 6.351).
Nesta assentada, o Tribunal a d o t o u essa te- se no Rec. 7.462, relatado pelo e m . M i n . Sebas- tião Reis.
Não c o n h e ç o d o recurso.
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.304 - CIs. 4? — PB — Rei.:
M i n . Roberto Rosas.
Recorrente: Hilário Camilo Pereira, candida- to a Vereador, pelo P M D B .
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu d o recurso.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de Souza, Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.712
Hilário Camilo Pereira, que pretendia candidatar-se a vereador pelo P M D B de M o l u n - gu (PB), recorre da decisão que o considerou inelegível porque fora dispensado d o serviço p ú - blico em decorrência da prática de atos de i m - probidade administrativa. Deduz ofensa aos arti- gos 29-l-a e ll-b; 35-XII; 223-§§ 1? e 3? d o Códi- go Eleitoral, sustentando que se u m a determina- da questão, posta no sentido de impugnar sua candidatura, ainda não foi julgada pelo juiz elei- toral de primeira instância, que t e m a c o m p e t ê n - cia originária, não pode o Tribunal Regional dela conhecer, ainda mais q u a n d o argüida em contra-razões.
2. Questões relativas à inelegibilidade de candidatos a m a n d a t o eletivo são de ordem p ú - blica, de interesse d o bem c o m u m . Devem ser conhecidas de ofício ou mediante provocação, em qualquer t e m p o e grau de jurisdição, pois importam à elevada dignidade e responsabilidade do cargo público eletivo. A Resolução 14.384/88 do egrégio Tribunal Superior Eleitoral autoriza o indeferimento do registro de candidato ainda que não tenha havido i m p u g n a ç ã o . Esta orienta- ção sistemática deve, data vertia, presidir a inter- pretação dos dispositivos legais invocados.
3. A s s i m , levado ao c o n h e c i m e n t o d o Tri- bunal que o interessado fora demitido por justa causa, e m decorrência de ato de improbidade, o indeferimento d o registro é possível.
4. Opino pelo não c o n h e c i m e n t o do recur- so.
Brasília, 12 de o u t u b r o de 1988 — Raquel Elias Ferreira, Procuradora da República — A p r o v o : Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador- Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.713
(de 14 de o u t u b r o de 1988)
Recurso n? 7.373 — Classe 4? — Sâo Paulo (135? Zona — Sertãozinho)
Recorrente: Haley da Silva, candidato a Ve- reador, pelo PDC.
Inelegibilidade decorrente de condena- ção criminal.
Ausência de reabilitação.
Candidato condenado por furto é ine- legível, enquanto não penalmente reabilita- do.
Recurso não conhecido.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, nos t e r m o s d o v o t o do Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência — Vilas Boas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m Sessão d e 14-10-881.
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, t o m o por relatório o parecer da Dra. Maria de Fátima F. Labarrère, fls. 3 8 / 3 9 , com aprovação do Dr. Ruy Ribeiro Franca (Lê- anexo).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, nos t e r m o s d o parecer, não c o - nheço do recurso. Realmente, a jurisprudência da Corte é no sentido de que a prescrição da pretensão executória não substitui a reabilitação.
Não conheço.
É o m e u v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.373 - CIs. 4? — SP — Rei.:
M i n . Vilas Boas.
Recorrente: Haley da Silva, candidato a Ve- reador, pelo PDC ( A d v . : Dr. W a g n e r Marcelo Sarti).
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu d o recurso.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.713
Trata-se de recurso especial interposto por Harley da Silva, d o Partido "Democrata Cristão, de Pontal, S P , contra decisão do Tribunal Re- gional Eleitoral que c o n f i r m o u o indeferimento do registro de sua candidatura ao cargo de V e - reador, por possuir condenação definitiva por crime contra o patrimônio.
O recorrente alega:
I — que a pena de multa prescreve e m dois anos;
II — que a pena prescreveu e m 1987;
III — que a extinção da punibilidade t o r n a 0 recorrente elegível.
É o relatório.
A hipótese enquadra-se na letra n d o inciso 1 do artigo 1? da Lei C o m p l e m e n t a r n? 5, que dispõe:
"n) Os que t e n h a m sido c o n d e n a d o s por crime contra a segurança nacional e a o r d e m política e social, a e c o n o m i a p o p u - lar, a fé pública, a administração pública e o p a t r i m ô n i o , ou pelo delito previsto no art. 22 desta Lei Complementar, e n q u a n t o não penalmente reabilitados".
À f l . 5, há certidão o n d e consta q u e " p e l a sentença datada de 23 de maio de 1985, o réu foi c o n d e n a d o à pena de m u l t a , no valor de CrS 600,00 (seiscentos cruzeiros), t e n d o a M . senten- ça transitado e m julgado no dia 31 de julho de 1985". Não há notícia, nos a u t o s , de reabilitação criminal. A prescrição da pretensão executória não substitui a reabilitação.
Pelo e x p o s t o , somos pelo d e s p r o v i m e n t o do recurso.
Brasília, 12 de o u t u b r o de 1988 — Maria de Fátima Freitas Labarrère, Procuradora da Repú- blica — A p r o v o : Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.714
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.147 — Classe 4?
Santa Catarina (39? Z o n a — Ituporanga) Recorrente: Paulo César França.
Recorrida: Aliança Democrática Liberal, pe- lo Presidente d o P M D B .
Inelegibilidade. Parentesco.
Sendo o recorrente genro do Prefeito do Município para cuja Câmara Municipal pretende concorrer, e não se encontrando ele na situação prevista na exceção do art.
5?, § 5? do ADCT da CF de 1988, não é de se lhe deferir o registro de sua candidatura à Câmara Municipal.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, nos termos d o v o t o d o Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência e Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o d e 14-10-88).
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- tor): C o m o relatório, adoto o parecer da douta Procuradoria-Geral Eleitoral, q u e passo a ler e d o qual faço juntar cópia para que integre este rela- tório: (Lê anexo).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- tor): Tal c o m o observou o parecer da Pro- curadoria-Geral Eleitoral, o caso d o recorrente não se enquadra na hipótese prevista no art. 5?,
§ 5? do A D C T da nova Constituição Federal, posto que sequer alega ele que exerce cargo ele- tivo.
Pelo exposto não c o n h e ç o d o recurso.
É o m e u v o t o . Decisão unânime.
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.147 - CIs. 4? — SC — Rei.:
M i n . Aldir Passarinho.
Recorrente: Paulo César França ( A d v . : Dr.
Luiz Gonzaga Maciel).
Recorrida: Aliança Democrática Liberal, pe- lo Presidente do P M D B .
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu d o recurso.
Presidência do Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.714 Senhor Relator,
I
Paulo César França recorre de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral d o Estado de Santa Catarina, que c o n f i r m o u sentença denegatória do registro de sua candidatura a Vereador do Município de Ituporanga, pela legenda d o Parti- do Democrático Social — P D S , por ser genro do atual Prefeito d o Município (fls. 3 6 / 3 7 ) .
Em seu favor, o recorrente invoca norma das Disposições Transitórias da nova Constitui- ção da República, que legitimaria sua pretensão (fls. 3 9 / 4 1 ) .
II
O recurso interposto, além de não estar f u n d a m e n t a d o , sequer foi identificado pelo re- corrente — se ordinário ou especial. Por isso, não pode ser c o n h e c i d o .
Observe-se que, m e s m o vigendo, a nova Constituição não o ampara, pois beneficia ape- nas q u e m já exerce mandato eletivo (art. 5?, § 5? das Disposições Transitórias), o que não é o caso do recorrente.
III
Face ao e x p o s t o , opino pelo não conhe- cimento d o recurso.
Brasília, 5 de o u t u b r o dé 1988 — Odília Fer- reira da Luz Oliveira, Subprocuradora-Geral da
República — A p r o v o : José Paulo Sepúlveda Pertence, Procurador-Geral da República.
ACÓRDÃO N? 9.715
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.437 — Classe 4?
São Paulo (77? Z o n a M o g i das Cruzes)
Agravante: Erasto de Souza C a m a r g o , can- didato a Vereador pela Coligação " A d m i n i s t r a - ção Positiva".
Agravo. Intempestividade.
Não merece provimento o agravo se o recurso especial foi de fato apresentado intempestivamente.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , negar provi- m e n t o ao agravo, nos t e r m o s d o v o t o d o Rela- tor, que fica fazendo parte integrante da deci- são.
Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência — Francisco Rezek, Relator — Ruy Ri- beiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o d e 14-10-88).
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): Senhor Presidente, c o m o relatório a d o t o o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, que se encontra nestes t e r m o s : (Lê-anexo).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): A c o l h o o parecer do Ministério Público Elei- toral, uma vez que, de f a t o , é intempestivo o re- curso. Foi excedido o tríduo legal, previsto no art. 13, § 2? da Lei Complementar n? 5 / 7 0 . Em conseqüência dele não c o n h e ç o .
É o m e u v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.437 - CIs. 4? - A g . - SP - Rei.: M i n . Francisco Rezek.
Agravante: Erasto de Souza Camargo, can- didato a Vereador pela Coligação " A d m i n i s t r a - ção Positiva" (Adv?: Dr. Cezar Davi M a r q u e s ) .
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, ne- gou provimento ao agravo.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.715 Senhor Relator,
I
Erasto de Souza Camargo agrava d o despa- cho que negou seguimento, por intempestivo, a recurso interposto contra acórdão d o Tribunal Regional Eleitoral d o Estado de São Paulo.
A r g u m e n t a o agravante q u e , t e n d o ofereci- do e m b a r g o s declaratórios desse a c ó r d ã o , aque- le que os julgou foi publicado e m 17 de s e t e m - bro, sendo o recurso protocolado tempestiva- mente e m 20 d o m e s m o mês (fl. 3 ) .
II
Não há nos autos prova da data da publica- ção d o acórdão expedido nos e m b a r g o s de de- claração. T e m - s e , apenas, informação de q u e , em 21 de s e t e m b r o , ele já havia transitado e m julgado (fl. 13v.).
De t o d o m o d o , ainda que aceita a afirma- ção d o agravante de que essa publicação ocor- reu no dia 17 de setembro, é manifesta a i n t e m - pestividade d o recurso, protocolado no dia 21 de setembro e não no dia 20, c o m o diz o recorrente (fl. 13).
III
Face ao e x p o s t o , entendo q u e o agravo de instrumento não deve ser c o n h e c i d o .
Brasília, 12 de o u t u b r o de 1988 — Od/7/a Ferreira da Luz Oliveira, Subprocuradora-Geral da República. A p r o v o : José. Paulo Sepúlveda Pertence, Procurador-Geral da República.
ACÓRDÃO N ? 9.716
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.253 — Classe 4?
Rio de Janeiro (89? Z o n a SSo J o ã o d o Meriti)
Recorrentes: A i l t o n D o m i n g u e s M a c h a d o , Marcos Aurélio Freixo e A u g u s t o Manoel dos Santos Costa (candidatos a Vereador pelo PL).
Candidatos à Câmara Municipal. Pedi- do deficientemente instruído. Indeferimen- to.
Se os pedidos de registro não foram instruídos com os documentos exigidos pe- lo art. 34 da Res. 14.384, do TSE, não se pode pretender oferecê-los na oportunida- de do recurso ao TRE. Precedentes: Acór- dãos n?s 8.181, 8.189 e 8.268.
Recursos especiais não conhecidos.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não c o n h e - cer dos recursos, nos termos d o v o t o d o Rela- tor, que fica fazendo parte integrante da deci- são.
Sala de Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência — Vilas Boas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m Sessão d e 14-10-88).
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, t o m o por relatório o parecer da Dra. Raquel Elias Ferreira, lançado à f l . 94 dos autos, c o m aprovação do ilustre Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral: (Lê — anexo).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, a tese defendida pela digna Procuradora já foi encampada por esta Egrégia Corte em várias oportunidades, sendo de destacar-se o A c ó r d ã o n? 9.172, de 26 de se- tembro, cuja ementa é a seguinte:
" C a n d i d a t o a Vereador. Pedido defi- cientemente instruído.
Indeferimento.
Se o caso não instruiu o pedido de re- gistro c o m os d o c u m e n t o s exigidos pelo art. 34 da Res. 14.384, d o T S E , nem mes- mo no n o v o prazo concedido pelo Juiz Eleitoral, não pode pretender sanar a falha na oportunidade d o recurso, contra a deci- são indeferitória do m e n c i o n a d o pedido.
Precedentes da Corte: A c ó r d ã o s n?s 8 . 1 8 1 , 8.189 e 8.268.
Recurso especial de q u e não se co- nhece, à míngua de seus p r e s s u p o s t o s "
(Rec. 6.989-RJ).
Nos termos do parecer e dos precedentes citados, não c o n h e ç o dos recursos.
É o m e u v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.253 - CIs. 4? — RJ — Rei.: M i n . Vilas Boas.
Recorrentes: A i l t o n D o m i n g u e s M a c h a d o , Marcos Aurélio Freixo e A u g u s t o Manoel dos Santos Costa, candidatos a Vereador pelo PL (Adv?: Dr. Joidá Gomes Ferreira).
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do recurso.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.716 Ailton D o m i n g u e s M a c h a d o interpõe recur- so especial contra o acórdão que c o n f i r m o u o indeferimento de sua candidatura apenas porque não juntara ao pedido de registro a certidão ne- gativa dos distribuidores criminais. A r g ú i ofensa a direito adquirido ( C F / 6 7 , art. 153, § 3?) e refere-se ao artigo 5?, § 1? da atual Carta. Verifi- co, c o n t u d o , que o Tribunal nada julgou q u a n t o ao domicílio eleitoral deste suplicante. Q u a n t o à questão da juntada de d o c u m e n t o e m fase re- cursal, reproduzo o parecer que exarei n o RE n?
7.198 — R J , e m hipótese semelhante à destes autos:
" O recurso especial f u n d a m e n t a - s e no artigo 276, I d o Código Eleitoral e argúi violência ao artigo 34 da Resolução n?
14.384/88 d o Tribunal Superior Eleitoral, porque estariam acostados t o d o s os d o c u - mentos indispensáveis ao registro. Verifico que o dispositivo t e m a seguinte redação:
' A r t . 34. O pedido de registro será instruído c o m os seguintes d o c u m e n t o s :
(...)
V — folha-corrida fornecida pelos cartórios c o m p e t e n t e s ' . ( C ó d . , art. 94, § 1?, V ) .
A instrução da Corte Superior refere- se, especificamente, ao seguinte preceito do Código Eleitoral:
' A r t . 94. (...)
§ 1? O requerimento de registro deverá ser instruído:
(...)
V — c o m folha corrida fornecida pelos Cartórios c o m p e t e n t e s , para que se verifique se o candidato está no gozo dos direitos políticos' (arts. 132, III e 135 da Constituição Federal).
A plenitude da capacidade política do interessado e m concorrer a u m cargo p ú - blico é condição essencial para o deferi- m e n t o d o registro da candidatura. T ã o i m - portante é este requisito, que sempre teve estatura constitucional: a Constituição de 1946 o exigia nos artigos 132, III e 135; a Carta de 1967, nos artigos 147, § 3?, c e 149 e a vigente Constituição de 1988, nos seguintes dispositivos:
' A r t . 14. (...)
§ 3? São condições de elegibilida- de, na f o r m a da lei:
I - (...)
II — O pleno exercício d o s direitos políticos.'
' A r t . 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspen- são só se dará nos casos de:
I — cancelamento da naturaliza- ção por sentença transitada e m j u l g a d o ; II — incapacidade civil absoluta;
III — condenação criminal transita- da e m julgado, e n q u a n t o durarem seus efeitos;
IV — recusa de cumprir obrigação a t o d o s imposta ou prestação alternati- va, nos t e r m o s d o artigo 5?, VIII;
V — improbidade administrativa, nos termos d o art. 37, § 4?.'
A certidão expedida pela Justiça Fede- ral é, p o r t a n t o , u m dos d o c u m e n t o s indis- pensáveis para verificar se o interessado em candidatar-se perdeu ou teve suspen- sos os seus direitos políticos. Deve ser apresentada no ato de requerimento d o re- gistro, porque destina-se a fazer p r o v a , in limine, perante o J u í z o Eleitoral c o m p e t e n - te e, c o m o tal, submeter-se ao processo de impugnação.
0 processo eleitoral é m u i t o célere e não permite u m sem-fim na instrução e na impugnação. Os prazos são c o n t í n u o s e peremptórios, de m o d o que a preclusão opera e m cada fase. A exigência legal deve ser interpretada c o m rigor e, por analogia, invoca-se os artigos 396 e 397 d o Código de Processo Civil que manda instruir a peti- ção inicial c o m os d o c u m e n t o s indispensá- veis à propositura da ação e só permite a juntada de d o c u m e n t o s novos, ou seja, os destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados, ou para c o n t r a p ô - los aos que f o r a m produzidos nos a u t o s . "
2. Marcos Aurélio Freixo avia recurso es- pecial invocando o artigo 5?, § 1? das Disposi- ções Transitórias da Constituição de 1988. Ocor- re que o Tribunal indeferiu o registro apenas porque o recorrente não trouxera qualquer prova válida para demonstrar o domicílio eleitoral, e não porque fosse este inferior a u m a n o . Por is- so, o apelo está d e s f u n d a m e n t a d o .
3. Por f i m . A u g u s t o Manoel dos Santos Costa recorre contra , o indeferimento de sua candidatura por falta de c o m p r o v a ç ã o de d o - micílio eleitoral e da filiação partidária. Os d o c u - mentos só f o r a m apresentados e m grau de re-
cursos, pelo que não d e v e m ser e x a m i n a d o s (ver item 1, supra). De t o d o m o d o , não p r o v a m a f i - liação partidária.
4. O p i n o , pois, pelo não c o n h e c i m e n t o d o apelo.
Brasília, 7 de o u t u b r o de 1988 — Raquel Elias Ferreira, Procuradora da República — apro- v o : Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.717 <*>
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso N? 7.579 — Classe 4?
Ceará (40? Zona — Ipueiras)
Recorrente: Partido d o M o v i m e n t o D e m o - crático Brasileiro — P M D B , por seu Delegado Regional (CE).
Domicílio Eleitoral. ADCT da CF de 1988, art. 5?, § 1?.
Verificando-se que o candidato satis- faz ao requisito do domicílio eleitoral com base no art. 5?, § 1? do ADCT da nova Constituição Federal, e tendo o Juiz Eleito- ral dado como atendidos os demais requisi- tos, defere-se desde logo o seu registro à Câmara dos Vereadores de Ipueiras — Ceará.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , conhecer e dar p r o v i m e n t o ao recurso para conceder o re- gistro d o c a n d i d a t o , nos termos d o v o t o d o Re- lator, que fica fazendo parte integrante da deci- são.
Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência e Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o e m 14-10-881.
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- t o r ) : C o m o relatório, a d o t o o parecer da d o u t a Procuradoria-Geral Eleitoral que se e n c o n t r a nes- tes t e r m o s : (lê). Faço juntar u m a cópia d o pare- cer ao presente relatório para q u e o integre.
(*) N o m e s m o s e n t i d o o A c ó r d ã o n? 9 . 7 2 4 , c u j a s n o t a s t a - q u i g r à f i c a s d e i x a m d e ser p u b l i c a d a s .
O recurso f o i interposto pelo Delegado Re- gional do Partido.
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Relf>- tor): O parecer é de ser acolhido, posto que se encontra d e m o n s t r a d o que o candidato possui domicílio eleitoral no Município desde 12-7-88 e, portanto, se encontra amparado pelo disposto no art. 5?, § 1? d o A D C T , da nova Carta Política da República.
Verifico, entretanto, que o M M . Juiz exami- nou os demais requisitos necessários ao registro e os deu c o m o atendidos.
Pelo exposto, c o n h e ç o d o recurso e lhe d o u provimento, a f i m de conceder desde logo o re- gistro da candidatura à Câmara dos Vereadores de Ipueiras, Ceará.
É o meu v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.579 - CIs. 4? — CE — Rei.: M i n . Aldir Passarinho.
Recorrente: Partido d o M o v i m e n t o D e m o - crático Brasileiro — P M D B , por seu Delegado Regional (CE).
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, c o - nheceu d o recurso e lhe deu p r o v i m e n t o para, afastado o óbice d o domicílio eleitoral, deferir, desde logo, o registro.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.717
Resume-se a questão sob exame ao prazo de domicílio eleitoral, inicialmente não atendido pelo candidato, restando agora superada pela promulgação da nova Constituição d o Brasil que prevê, no artigo 5?, § 1?, d o " A t o das Disposi- ções Constitucionais Provisórias", prazo m í n i m o de quatro meses anteriores ao pleito.
2. Opinamos, assim c o m o no RE 7.032, Classe 4?, Piripiri, PI, Rei. M i n . Bueno de S o u - za, parecer anexo, pelo c o n h e c i m e n t o e provi- mento do presente apelo para, julgando satisfei- ta essa condição pelo candidato, retornem os autos á instância a quo para exame dos demais requisitos, c o m o lhe parecer de direito.
Brasília, 13 de o u t u b r o de 1988 - Ruy Ri- beiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.718
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.359 — Classe 4?
São Paulo (Catanduva) Recorrente: Osvaldo Camargo.
Recurso Especial. Elegibilidade.
Candidato condenado pelo crime do art. 350 do Código Eleitoral: hipótese estra- nha do domínio da letra n do inciso I do art. 1? da LC n? 5.
Recurso provido.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , conhecer do recurso, nos termos do v o t o d o Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência — Francisco Rezek, Relator — Ruy Ri- beiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o d e 14-10-88).
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): T o m o por relatório o parecer d o Ministério Público Eleitoral, lançado entre fls. 5 9 / 6 1 dos autos: (Lê anexo).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): A letra n não alcança delitos eleitorais, ex- ceto o do art. 22 da Lei Complementar 5. Os de- mais estão alcançados pela alínea / , de m o d o que não se cuida, aqui, de u m a hipótese de ine- legibilidade. Pondero que a reabilitação sobre- veio em 30 de n o v e m b r o último. Não cuidei da questão de saber se, noutras circunstâncias, isso teria ocorrido já a d e s t e m p o . Fico na questão principal: a estraneidade dessa hipótese de delito eleitoral — o u t r o que o d o art. 22 da Lei C o m - plementar 5 — ao d o m í n i o da alínea n do inciso I do art. 1? da mesma Lei C o m p l e m e n t a r . Nos termos do parecer do Ministério Público Eleito- ral, provejo o recurso.
É o m e u v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.359 - CIs. 4 ! — SP — Rei.:
M i n . Francisco Rezek.
Recorrente: Osvaldo Camargo. ( A d v . : Or- lando Aparecido de Toledo).
Decisão: O Tribunal conheceu d o recurso e lhe deu provimento para deferir o registro d o re- corrente. Unânime.
Presidência do Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.718
Trata-se de recurso especial interposto por Osvaldo Camargo, do Partido d o M o v i m e n t o Democrático Brasileiro, de T a b a p u ã , São Paulo, contra decisão d o Tribunal Regional Eleitoral q u e confirmou o indeferimento de registro de sua candidatura ao cargo de Vereador, por entender presente a hipótese de inelegibilidade da letra n , inciso I, artigo 1? da Lei Complementar n? 5, e m virtude de condenação pelo crime previsto no artigo 350 d o Código Eleitoral.
O recorrente alega:
I — que a decisão diverge da jurisprudên- cia do Tribunal Superior Eleitoral;
II — que, em relação aos crimes eleitorais, somente o do artigo 22 acarreta inelegibilidade;
III — que o recorrente já requereu sua rea- bilitação, uma vez que preenche os requisitos para t a n t o .
É o relatório.
A impugnação da candidatura partiu d o M i - nistério Público (fl. 2), que c h a m o u a atenção para a condenação, c o m trânsito em j u l g a d o , pelo crime previsto no artigo 350 d o Código Elei- toral, o qual dispõe:
A r t . 350. " O m i t i r , e m d o c u m e n t o público ou particular, declaração que dele devia constar ou nele inserir o u fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita para fins eleitorais:
Pena: reclusão até cinco anos e paga- mento de 5 a 15 dias-multa, se o d o c u - mento é público, e reclusão até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o d o - cumento é particular."
A f l . 9, há certidão comprobatória das ale- gações d o i m p u g n a n t e o n d e consta que f o i c o n - cedido " s u r s i s " cujo t é r m i n o está previsto pa- ra o dia 21 de a g o s t o de 1988. Não há notícias de reabilitação.
O juiz eleitoral, c o m decisão c o n f i r m a d a pe- lo TRE, e n q u a d r o u o candidato na inelegibilida- de prevista na letra n , por entender que o crime de falsidade ideológica eleitoral é crime contra a fé pública.
Assim dispõe a Lei C o m p l e m e n t a r n? 5:
A r t . 1? " S ã o inelegíveis:
I — para qualquer cargo eletivo:
n) os que t e n h a m sido c o n d e n a d o s por crime contra a segurança nacional e a o r d e m política e social, a e c o n o m i a p o p u - lar, a fé pública, a administração pública e o p a t r i m ô n i o , o u pelo delito previsto no art. 22 desta Lei Complementar, e n q u a n t o não penalmente reabilitados."
O crime previsto no artigo 350 d o Código Eleitoral t e m por objeto jurídico a fé pública, p o - rém impõe-se u m a interpretação sistemática.
Analisando-se a letra / do inciso I d o artigo 1? da LC n? 5, chega-se à conclusão que o legislador excluiu os crimes eleitorais da inelegibilidade prevista na letra n porque a eles se referiu na- quela alínea. Dispõe a letra /:
"j) os que estejam privados, por sen- tença judicial, transitada e m julgado, em processo eleitoral, d o direito à elegibilida- de, por haverem atentado contra o regime d e m o c r á t i c o , a exação e a probidade a d m i - nistrativa e a lisura ou normalidade da elei- ç ã o . "
Pelo e x p o s t o , somos pelo p r o v i m e n t o d o re- curso.
Brasília, 12 de o u t u b r o de 1988 — Maria de Fátima Freitas Labarrère Procuradora da Repú- blica — A p r o v o — Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.719 (*>
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.453 — Classe 4?
Bahia (70? Zona — Barreiras)
Recorrentes: A d e r a l d o G a l d i n o Correia, A u - relino Silva e Edivaldo José Barbosa, candidatos do P M D B aos cargos de Prefeito e Vereador de Cristópolis, respectivamente.
Domicílio Eleitoral. Falta de Comprova- ção.
Se não comprovaram sequer os recor- rentes possuírem o prazo de domicílio pre-
visto no art. 50, § 1? do ADCT da nova
(*) N o m e s m o s e n t i d o o A c ó r d ã o n f 9 . 7 2 0 , c u j a s n o t a s t a - q u i g r á f i c a s d e i x a m de ser p u b l i c a d a s .
Constituição, não é possível considerá-los abrangidos por tal preceito.
Recurso não conhecido.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer o recurso, nos t e r m o s d o v o t o do Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência e Relator - Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m Sessão d e 14-10-881.
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- tor): C o m o relatório a d o t o o parecer da d o u t a Procuradoria-Geral Eleitoral que se encontra nes- tes termos: (lê). Faço juntar cópia d o aludido parecer, para integrá-lo neste relatório.
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- tor): A c o l h o o parecer. Não se encontra de- monstrado sequer que os recorrentes atendem ao requisito do art. 5?, § 1? do A D C T da nova Carta Política e, assim, não é possível abrangê- los c o m o benefício de tal preceito constitucio- nal.
Pelo exposto, não c o n h e ç o d o recurso.
É o m e u v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.453 - CIs. 4? — B A — Rei.:
M i n . Aldir Passarinho.
Recorrentes: Aderaldo Galdino Correia, A u - relino Silva e Edivaldo José Barbosa, candidatos do P M D B aos cargos de Prefeito e Vereador de Cristópolis, respectivamente ( A d v . : Dr. W a l t e r Luiz Sant'ana).
Decisão: O Tribunal, não c o n h e c e u d o re- curso, à unanimidade.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.719
A certidão de f l . 7, expedida pelo Cartório Eleitoral d a 7? Z o n a , B A , atesta q u e Aderaldo Galdino Correia, Edivaldo José Barbosa e A u r e - liano Silva, candidatos respectivamente a Prefei- to e à Câmara de Vereadores d o Município de Cristópolis pela legenda d o P M D B , encontram-se regularmente inscritos c o m o eleitores na circuns- crição antes do dia 6-8-88.
2. C o m a contestação à i m p u g n a ç ã o ( f l . 10/33), os candidatos não declinam a data exata da inscrição, assim c o m o nada c o m p r o v a m pe- los d o c u m e n t o s anexados, e não o fazem t a m - bém, c o m o tempestivo recurso de f l . 54.
3. Não t e n d o ficado provado q u e os can- didatos e m questão inscreveram-se até 14-7-88, data última prevista no art. 5?, § 1?, A D C T , não merece reforma o r. acórdão de f l . 49, oriundo do Egrégio Tribunal Regional Eleitoral d a Bahia.
4. Pelo n ã o c o n h e c i m e n t o , opina o pare- cer.
Brasília, 12 de o u t u b r o de 1988 — Ruy Ri- beiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.721
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n? 7.315 — Classe 4?
Sergipe (Malhada d o s Bois)
Recorrente: Diretório Regional d o P M D B , por seu delegado.
Inelegibilidade. Parentesco. Art. 151, § 1?, letra d da CF de 1967 (EC n? 1/69).
Encontrando-se o candidato, pelo seu grau de parentesco com o Prefeito, na si- tuação prevista no art. 151, § 1°, letra d da CF (EC n? 1/69), que vigia à época dos re- gistros de candidaturas, e não se encon- trando o seu caso na exceção prevista no art. 14, § 7? da atual Carta Política, pro- mulgada a 5 de outubro de 1988, é ele ine- legível.
Acórdão que se mantém.
Vistos, e t c .
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, n o s t e r m o s d o v o t o d o Relator, que fica fazendo parte integrante d a decisão.
Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente no exercício da Pre- sidência e Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice- Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o d e 14-10-88).
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- tor): É este o parecer da douta Procuradoria- Geral Eleitoral, q u e passo a ler, e q u e t o m o c o - m o relatório, para o que, integrando-o, j u n t o c ó - pia (lê).
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Aldir Passarinho (Rela- tor): C o m o b e m demonstra o parecer d a Procuradoria-Geral Eleitoral, o registro d a candi- datura d o interessado não poderia m e s m o ser deferido, por ser ele inelegível, na c o n f o r m i d a d e do disposto no art. 151, § 1?, alínea d d a ante- rior CF (EC n? 1/69). Aliás, e m face d a atual Constituição Federal — não seria de considerar- se, no caso, pois os requisitos haveriam q u e ser atendidos na época d o prazo d o registro — n ã o se enquadraria o interessado, ante o disposto n o seu art. 14, § 7?.
Pelo e x p o s t o , não conheço d o recurso.
É o meu v o t o .
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.315 - CIs. 4? — SE — Rei.: M i n . Aldir Passarinho.
Recorrente: Diretório Regional d o P M D B , por seu delegado.
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, n ã o conheceu d o recurso.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de Souza, Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.721
O v. acórdão de f l . 1 1 1 , prolatado pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, manteve o indeferimento d o registro da candida- tura de Britinho Francisco Vieira à Câmara de Vereadores de Malhada d o s Bois, pela legenda do Partido d o M o v i m e n t o Democrático Brasilei- ro, por ser c o m p r o v a d a m e n t e cunhado d o atual Prefeito d o município, incidindo n a inelegibilida- de prevista no então artigo 151, § 1?, alínea d d a Constituição Federal.
2. O apelo de f l . 120, embora t e m p e s t i v o , não merece ser conhecido, p o r q u a n t o não indica qualquer norma de lei violada pelo aresto regio- nal, assim c o m o não invoca dissídio jurispruden- cial. De igual f o r m a , não nega a existência d o alegado parentesco, limitando-se a dizer q u e o candidato não t e m qualquer dependência c o m o
atual Prefeito, sendo inclusive seu adversário politico.
3. O c a n d i d a t o era, e c o n t i n u a sendo ine- legível por f o r ç a d o disposto n o artigo 14,
§ 7? da Constituição Federal, p r o m u l g a d a e m 5-10-88, p o r q u e c u n h a d o , o u seja, parente por afinidade até o 2? grau do atual Prefeito d o m u - nicípio, s e m q u e t e n h a ocorrido d e s i n c o m p a t i b i - iização, o u m e s m o provando ser d e t e n t o r d e m a n d a t o eletivo na presente legislatura, para se beneficiar das exceções previstas n o art. 5?,
§ 5?, A D C T .
4. Pelo não c o n h e c i m e n t o , assim, o p i n a o parecer.
Brasília-DF, 11 de o u t u b r o de 1988 — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.722 H
(de 14 de o u t u b r o de 1988) Recurso n f 7.431 — Classe 4?
Paraíba (5? Z o n a — Pilar M u n . d e Juripiranga)
Recorrente: Manoel T o m a z da Silva Filho, candidato a Vereador, pelo P S B .
Domicílio Eleitoral. Norma Constitucio- nal superveniente {art. 5?, § 1? do ADCT).
Recurso provido para que, afastado esse fundamento de inelegibilidade, aprecie o Tribunal a q u o o cumprimento dos de- mais pressupostos.
Vistos, etc.
Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , conhecer e dar p r o v i m e n t o ao recurso para q u e , v o l t a n d o os autos à o r i g e m , aprecie o Tribunal a quo o c u m - primento dos demais pressupostos de lei, nos termos d o v o t o d o Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.
Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.
Brasília, 14 de o u t u b r o de 1988 — Aldir Passarinho, Vice-Presidente n o exercício d a Pre- sidência — Francisco Rezek, Relator — Ruy Ri- beiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
( P u b l i c a d o e m S e s s ã o de 1 4 - 1 0 - 8 8 ) .
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- t o r ) : O a c ó r d ã o recorrido indeferiu o registro d o
(*) N o m e s m o s e n t i d o o s A c ó r d ã o s n f s 9 . 7 4 4 , 9 . 7 4 5 , 9.746- A , 9 . 7 4 7 , 9 . 7 4 9 e 9 . 7 5 0 , cujas n o t a s t a q u i g r á f i c a s d e i x a m d e ser p u b l i c a d a s .
candidato tendo e m vista o não c u m p r i m e n t o d o disposto no art. 1 5 1 , § 1?, e da Emenda Consti- tucional n? 1/69.
Com a p r o m u l g a ç ã o d o n o v o t e x t o c o n s t i t u - cional e d o A D C T (art. 5?, § 1?) o prazo m í n i m o de domicílio eleitoral foi reduzido de u m ano p a - ra quatro meses.
É o relatório.
V O T O
O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): Em face disso, c o n h e ç o d o recurso e d o u - lhe provimento para que, afastado esse f u n d a - mento de inelegibilidade, aprecie o Tribunal a quo o c u m p r i m e n t o dos demais pressupostos de lei.
E X T R A T O D A A T A
Rec. n? 7.431 - CIs. 4? — PB — Rei.:
M i n . Francisco Rezek.
Recorrente: Manoel T o m a z da Silva Filho, candidato a Vereador pelo PSB ( A d v . : Dr. Ira- puan Sobral Filho).
Decisão: Conhecido e provido o recurso p a - ra, encaminhados os autos ao TRE, serem exa- minados os demais pressupostos de elegibilida- de. Unânime.
Presidência d o Ministro Aldir Passarinho.
Presentes os Ministros Francisco Rezek, Octávio Gallotti, Sebastião Reis, Bueno de S o u z a , Ro- berto Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.
ACÓRDÃO N? 9.723
(de 14 de o u t u b r o de 1988)
Recurso n? 7.339 — Classe 4? — São Paulo (74? Z o n a — M o g i das Cruzes)
Recorrente: Daisy de Lima Oliveira, candi- data à Vereadora pelo P C N .
Inelegibilidade. Art. 1?, I, n da LC n?
5/70 (Lei de Inelegibilidade).
Encontrando-se a recorrente na situa- ção prevista no art. 1?, I, letra n da LC nf 5/70, e não tendo sido reabilitada, confor- me prevê a parte final do mesmo dispositi- vo legal, é ela inelegível.
Não cabe à Justiça Eleitoral examinar sobre se foi justa ou injusta a condenação criminal imposta à recorrente, nem as ra- zões que motivariam a demora no seu pro- cesso de reabilitação, e nem mesmo se es- ta poderia ou não ser concedida, ante o disposto no art. 743 do CPP. A prescrição