• Nenhum resultado encontrado

BOLETIM ELEITORAL

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "BOLETIM ELEITORAL"

Copied!
109
0
0

Texto

(1)

T R I B U N A L SUPERIOR ELEITORAL

BOLETIM ELEITORAL

J

N.° 448 ANO XXXVII NOVEMBRO DE 1988

(2)

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

Ministro Oscar Corrêa — Presidente

Ministro Aldir Passarinho — Vice-Presidente Ministro Francisco Rezek

Ministro Romildo B u e n o de Souza Ministro M i g u e l Ferrante

Ministro Roberto Rosas Ministro A n t ô n i o Vilas Boas

Dr. J o s é Paulo Sepúlveda Pertence — Procurador-Geral Eleitoral

Dr. Pedro J o s é Xavier M a t t o s o — Secretário d o Tribunal

(3)

SUMÁRIO

Págs.

Jurisprudência 1079

índice Temático 1179

índice Numérico 1183

(4)

JURISPRUDÊNCIA

ACÓRDÃO Nf 9.092

(de 30 de junho de 1988) M a n d a d o de Segurança n? 943

Classe 2? — Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Impetrante: D e p u t a d o Federal Roberto Jef- ferson M o n t e i r o .

Mandado de Segurança.

Comissão Diretora Provisória do PTB.

Anotação da designação pela Comissão Executiva Nacional, em substituição ao Di- retório Regional extinto.

Liminar indeferida por falta de pers- pectiva de dano irreversível ao impetrante, enquanto aguarda o julgamento da segu- rança nos prazos normais.

Pedido de reconsideração recebido co- mo agravo regimental e improvido por não haver sido acrescentado com vistas a con- trariar o único fundamento do despacho.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , receber o pedido de reconsideração c o m o agravo regimen- tal, negando-lhe p r o v i m e n t o , nos t e r m o s das notas taquigráficas e m apenso, que f i c a m fa- zendo parte integrante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 30 de junho de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Francisco Rezek, Relator

— José Paulo Sepúlveda Pertence, Procurador- Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): No m a n d a d o de segurança impetrado por Roberto J e f f e r s o n M o n t e i r o Francisco, indeferi o pedido de liminar.

O m a n d a d o de segurança se insurge contra ato do TRE do Rio de Janeiro: o j u l g a m e n t o de u m pedido de registro e anotação que o impe- trante diz indevidamente requerido.

Lendo a petição inicial, não atinei c o m o motivo pelo qual a liminar devesse ser concedi- da. Não encontrei n o arrazoado do impetrante razão para crer que uma notação que porventura se fizesse seria irreversível se concedida a segu- rança, se caracterizado o ato c o m o ilegal ou abusivo d o poder. Em face disso, indeferi a limi- nar pelo despacho de fl. 27.

O pedido de informações foi por m i m expe- dido. Entrementes, c h e g o u a este Tribunal uma mensagem telegráfica d o impetrante pedindo reconsideração d o despacho que indeferira a li- minar (fl. 30):

" . . . u m a vez que julgamento pedido anotação será julgado a partir próxima segunda-feira, dia 27 junho 88, pelo Tribu- nal Regional Eleitoral Rio de Janeiro, que entrará e m recesso no dia 1? de julho pró- x i m o . "

Trago os autos à mesa, visto que não me disponho a reconsiderar o despacho. Estimo, as- sim, que o Tribunal deva dizer se esse despacho do relator causou prejuízo injusto à parte.

Dou por feito o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela-

tor): O despacho que denegou a liminar f u n d o u -

se e m a r g u m e n t o extremamente singelo: a falta,

aos olhos d o relator, de qualquer perspectiva de

dano irreversível que pudesse abater-se sobre o

(5)

i m p e t r a n t e , e n q u a n t o o Tribunal não decide, nos prazos normais, sobre seu pedido de segurança.

No telex que pede a reconsideração desse des- pacho não há nada que explique porque receia o impetrante que o j u l g a m e n t o o p o r t u n o d o seu pedido de segurança, se lhe resultar favorável, possa resultar inoperante e m f u n ç ã o da anota- ção. O só fato de não se ter, no pedido de re- consideração, contrariado o único e singelo f u n - d a m e n t o d o d e s p a c h o , parece-me bastante para que não o t e n h a reconsiderado, e p r o p o n h a , desta feita, q u e não se proveja o agravo regi- m e n t a l , se assim f o r encarado o pedido de re- consideração.

É m e u v o t o .

E X T R A T O D A A T A

M S n? 943 - CIs. 2? RJ — Rei.: M i n . Francisco Rezek.

Impetrante: D e p u t a d o Federal Roberto Jef- ferson M o n t e i r o Francisco.

Decisão: Recebido o pedido de reconsidera- ção c o m o agravo regimental negou-se-lhe provi- m e n t o e m decisão unânime.

Presidência d o Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, O t t o R o c h a , Sebastião Reis, Roberto Ro- sas, Vilas Boas e o Dr. J o s é Paulo Sepúlveda Pertence, Procurador-Geral Eleitoral.

ACÓRDÃO Nf 9.098

(de 18 de agosto de 1988) Recurso n? 6.915 — Classe 4f Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Recorrente: Rubens de Castro B o m t e m p o , D e p u t a d o Estadual eleito pelo PTR.

Recorrido: Procuradoria Regional Eleitoral.

Crime eleitoral praticado por Deputado Estadual (CE, art. 353, c/c art. 304 do C.

Penal).

Divergência jurisprudencial não de- monstrada.

Recurso especial não conhecido.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, nos t e r m o s das notas taquigráfi- cas e m apenso, que ficam fazendo parte inte- grante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 18 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Francisco Rezek, Relator

— Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleito- ral Substituto.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): T o m o por relatório o parecer do Ministério Público Eleitoral, que figura nos autos entre fo- lhas 543 e 549, e que t e m este teor: (Lê A n e x o ) .

É o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): Sobre este t e m a , a posição do TSE é unívoca. A q u i não há situação de contraste en- tre duas teses a tal respeito. A divergência por- ventura existente entre Cortes regionais pode dar-se, assim, por superada. Tais as circunstân- cias, não c o n h e ç o do recurso especial.

E X T R A T O D A A T A

Rec. n? 6.915 - CIs. 4? RJ — Rei.: M i n . Francisco Rezek.

Recorrente: Rubens de Castro B o m t e m p o . Deputado Estadual, eleito pelo PTR (Adv?: Dr.

José M a u r o Couto de Assis).

Recorrido: Procuradoria Regional Eleitoral.

Decisão: Não conhecido, nos termos d o vo- to do Relator. Decisão unânime.

Presidência do Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sebastião Reis, Bueno de Souza, Rober- to Rosas, Orlando A r a g ã o e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleitoral Substituto.

A N E X O A O A C Ó R D Ã O N? 9.098 1. Cuida-se de recurso especial manifesta- do por Rubens de Castro B o m t e m p o , D e p u t a d o Estadual eleito pela Legenda do Partido Traba- lhista Renovador — PTR, no Estado do Rio de Janeiro, contra o v. acórdão de fl. 477, prolata- do pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral, ad- mitido pelo r. despacho de fl. 533 ao f u n d a m e n - t o , verbis:

" O Tribunal, através de embargos de declaração opostos pela douta Procurado- ria Regional Eleitoral, acolheu-os no senti- do de estabelecer a competência originária do TRE para o deslinde da presente ques- tão.

Oton J o s é Paio de Menezes interpõe

recurso especial ... (omissis).

(6)

Rubens de Castro B o m t e m p o t a m b é m interpõe recurso especial c o m fulcro no art. 276, I, a e b do Código Eleitoral, sus- tentando que a decisão recorrida d e u , aos embargos de declaração, efeito modificati- vo contra expressa disposição de lei (art.

275, I do Código Eleitoral); ainda, c o m f u n - damento no art. 276, I, b, recorria porque a decisão do Egrégio Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que confiava a c o m - petência para o julgamento de crime eleito- ral, no qual houvesse sido indiciado depu- tado estadual, o Juiz Eleitoral.

C o m o se deduz dos autos, o Tribunal, no julgamento do recurso criminal, exami- nando as argüições de incompetência, de- clarou a competência d o Juízo da 1? Zona Eleitoral (2? volume, fls. 439/477) para o julgamento da matéria.

Posteriormente, o Tribunal acolheu embargos de declaração opostos pela d o u - ta Procuradoria Regional Eleitoral, que ale- gava omissão do acórdão por não distin- guir a qualidade de direito especial d o Di- reito Eleitoral, c o n f o r m e tese de acórdão do Egrégio Tribunal Superior Eleitoral, decla- rando a competência d o Tribunal para jul- gar denúncias de crime praticado por De- putado Estadual.

N e n h u m dos dispositivos invocados pelo primeiro recorrente t e m qualquer per- tinência c o m a decisão recorrida... (omis- sis).

No que tange ao segundo recurso, inadmite-se o pedido c o m f u n d a m e n t o na alínea a porque a decisão não violou o art.

275, I e II do Código Eleitoral, antes deu a exata interpretação do m e s m o , c o m o se deduz do A c ó r d ã o n? 5.175 desta Egrégia Corte Eleitoral, publicado no Boletim Eleito- ral n? 256/fls. 315 a 316 e d o A c ó r d ã o n?

5.622, publicado no Boletim Eleitoral n?

280/fls. 603 a 607.

No e n t a n t o , assiste-lhe razão, q u a n t o à invocação do art. 276, I, b, porque ocor- re divergência entre a decisão recorrida e a citada no recurso do Egrégio Tribunal Re- gional Eleitoral de São Paulo (R.T.

428/381).

A n t e o exposto, inadmito o recurso especial manifestado por O t o n J o s é Paio de Menezes e a d m i t o , c o m f u n d a m e n t o no art. 276, I, b do Código Eleitoral, o inter- posto por Rubens de Castro B o m t e m p o . . . "

2. O Ministério Público Eleitoral apresen- tou contra-razões à fl. 536, esclarecendo o Tri- bunal Regional Eleitoral que foi interposto agra- vo de i n s t r u m e n t o por Rubens de Castro B o m - t e m p o (fl. 537 v ) , t o m a n d o , nessa Superior Ins-

tância, o n? 6.909, Classe 4 f , sendo relator o eminente Ministro Francisco Rezek.

3. Em princípio, assiste razão ao ora recor- rente, p o r q u a n t o o acórdão invocado c o m o di- vergente, prolatado pelo Egrégio Tribunal Regio- nal Eleitoral de São Paulo (doe. 1), afirma e m sua e m e n t a :

" C o m p e t ê n c i a Criminal — Crime Elei- toral praticado por d e p u t a d o estadual — Competência d o juiz de primeira instância para o processo e julgamento da ação pe- nal que vier a ser intentada — V o t o s venci- d o s " .

4. Entretanto, concessa venia, estamos em que u m único acórdão, prolatado e m 1971, não c o n t a n d o , ademais, c o m a totalidade dos votos proferidos no j u l g a m e n t o , não pode contrapor-se à tese contrária, agora adotada pe- lo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral d o Rio de Janeiro, emanada da Corte Superior, c o m o se vê do A c ó r d ã o 6.458, de 24-8-78 (doe. 2).

5. Do v o t o proferido pelo eminente rela- tor, Ministro J o s é Néri da Silveira, no referido acórdão extrai-se, verbis:

" . . . Examino, dessa maneira, os recur- sos interpostos pelo Ministério Público Elei- toral e pelos denunciados c o m o recursos especiais, ut art. 276, I, letras a e b d o Có- digo Eleitoral.

Por primeiro, reafirmam os recorrentes Rodolfo Leite de Oliveira (fls. 1219/1223) e Jurandir Inácio Moreira (fls. 1158/

1167), a nulidade do processo, por i n c o m - petência d o TRE a quo, sendo assim a de- cisão contrária ao art. 144, § 3?, da Consti- tuição. A argüição foi bem recusada no acórdão recorrido. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais era efetivamente c o m p e t e n t e para o processo e julgamento do crime imputado aos recorrentes, inobs- tante entre eles figurassem d e p u t a d o esta- dual e juiz eleitoral.

Em realidade, a Constituição, no art.

137, V I I , de explícito, prevê a competência da J u s t i ç a Eleitoral para o processo e julga- m e n t o dos crimes eleitorais, d i s p o n d o , n o caput do m e s m o artigo, que a lei estabele- cerá a competência dos juizes e Tribunais Eleitorais. Preceitua, à sua vez, o art. 144,

§ 3? da Lei Maior, caber, privativamente,

ao Tribunal de Justiça processar e julgar os

m e m b r o s d o Tribunal de Alçada e os juizes

de inferior instância, nos crimes c o m u n s e

nos de responsabilidade, ressalvada a c o m -

petência da Justiça Eleitoral. O Código

Eleitoral, n o art. 29, I, d, nessa linha, as-

senta a competência originária dos Tribu-

nais Regionais Eleitorais para processar e

(7)

julgar os crimes eleitorais c o m e t i d o s pelos Juizes Eleitorais.

No q u e respeita aos d e p u t a d o s esta- duais, a Constituição, ao deferir os prin- cípios básicos a serem seguidos pelos Esta- dos na sua organização, n o art. 13 VIII, consigna ser-lhes aplicável o disposto no art. 35 e parágrafos, no que couber, não se o r d e n a n d o f i q u e m sujeitos à jurisdição do Tribunal de J u s t i ç a , nos crimes co- m u n s , e m simetria ao que estipulado, q u a n t o aos senadores e d e p u t a d o s fede- rais, e m seu art. 32, § 2° da Constituição, o n d e não se faz exceção sequer, q u a n t o a crimes eleitorais, no plano estadual, o juiz eleitoral, o u o d e p u t a d o , e m matéria eleito- ral, estão sujeitos aos Tribunais Eleitorais e não aos Tribunais de J u s t i ç a .

A d e m a i s disso, a própria Constituição do Estado de Minas Gerais, n o art. 124, I, a, a o dispor acerca da c o m p e t ê n c i a privati- va d o Tribunal de Justiça para processar e julgar, nos crimes c o m u n s , o Governador, o V i c e - G o v e r n a d o r e os d e p u t a d o s esta- duais, ressalva as atribuições da J u s t i ç a Eleitoral e da J u s t i ç a Militar.

Nesse sentido, a lição de A n t ô n i o Tito Costa, in Recurso em Matéria Eleitoral, p.

121.

T a m b é m a questão referente à imuni- dade processual dos deputados estaduais d e n u n c i a d o s por crime eleitoral foi b e m re- chaçada na decisão recorrida. S u b m e t i d o s à jurisdição federal eleitoral, já n o regime anterior à Emenda Constitucional n? 1, de 1969, não cabia falar e m prévia licença da Assembléia Legislativa do Estado para sujeitá-los a processo e j u l g a m e n t o , da na- tureza deste, a teor da S ú m u l a n? 3, d o Pretório Excelso, verbis:

'3. A imunidade concedida a deputa- dos estaduais é restrita à J u s t i ç a d o Esta- d o .

Raul M a c h a d o H o r t a , citado às fls.

1033/1034, escreveu in 'Imunidades Parla- mentares do Deputado Estadual', 1967, p, 32:

'O r e c o n h e c i m e n t o das imunidades aos d e p u t a d o s estaduais não ficou no d o m í n i o d o Poder Constiuinte Estadual.

O S u p r e m o Tribunal Federal, intérprete conclusivo da Constituição Federal, ex- pressamente reconheceu a legitimidade constitucional daquelas imunidades. Não há divergência jurisprudencial que possa subsistir após a palavra oracular do Tri- bunal Federal. Se, n o tocante à admissi- bilidade das prerrogativas para os m e m - bros d o Poder Legislativo Estadual o en-

t e n d i m e n t o é tranqüilo, o m e s m o não ocorre a respeito de sua oponibilidade às autoridades federais. A jurisprudência do S u p r e m o Tribunal Federal, depois de va- cilação ocasional, firmou-se na interpre- tação de que as imunidades dos deputa- dos estaduais, válidas dentro da jurisdi- ção estadual e para as autoridades lo- cais, não p o d e m ser invocadas perante as autoridades f e d e r a i s ' . "

6. De igual f o r m a depreende-se da ementa abaixo transcrita, q u a n d o determina o prossegui- m e n t o d o processo, na esfera regional, verbis:

"Habeas Corpus. T r a n c a m e n t o de ação penal. Prática de crime eleitoral (CE, art. 347), por d e p u t a d o estadual.

Prosseguimento d o processo, ordena- do pelo T R E / S P , a despeito de decreto le- gislativo p r o m u l g a d o pela Assembléia, sus- tando a ação penal.

Imunidade dos deputados estaduais.

Validade dentro da jurisdição estadual e e m face das autoridades locais, não sendo oponível à J u s t i ç a Federal (Súmula n? 3 — STF e A c ó r d ã o n? 6.458 TSE).

Indeferimento do habeas corpus".

(Ac. 9.064, HC 129, CIs 1f, SP, Rei. M i n . Sebastião Reis, doe. 3).

7. Saliente-se, por f i m , que o acórdão aci- ma indicado foi prolatado e m habeas corpus ob- jetivando trancar a ação penal movida contra A n t ô n i o Fernando Cabral Silveira, Deputado Es- tadual e m São Paulo, e m curso perante o Egré- gio Tribunal Regional Eleitoral, pela prática do delito previsto no art. 346, d o Código Eleitoral, o que, por si só, demonstra que o Tribunal Regio- nal alterou o e n t e n d i m e n t o firmado ainda e m 1971, pelo aresto trazido à colocação c o m o di- vergente, para agora julgar-se igualmente c o m - petente para o processo e julgamento dos Depu- tados Estaduais, por crimes eleitorais.

8. Diante de t o d o o exposto, somos pelo não c o n h e c i m e n t o do presente recurso especial, eis que não mais se confirma a divergência juris- prudencial apontada.

Brasília, 24 de junho de 1988 — Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleitoral Substituto.

ACÓRDÃO N? 9.099

(de 18 de agosto de 1988)

Recurso n? 6.878 - Classe 4f Pará (Belém) Eleitoral. Abuso do Poder Econômico.

Sorteio e distribuição. Representação. Inde-

ferimento por falta de prova. Recurso es-

pecial. Art. 276 (Código Eleitoral).

(8)

Indemonstrada que o julgado regional haja sido proferido contra expressa disposi- ção de lei.

Não se conheceu do recurso especial.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso especial, nos t e r m o s das notas taquigráficas e m apenso, que ficam fazendo par- te integrante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 18 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Sebastião Reis, Relator — José Paulo Sepúlveda Pertence, Procurador-

Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ 14-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Sebastião Reis (Relator):

Benedito Crisóstomo Siqueira Rodrigues, candi- dato a Deputado Estadual no último pleito de 15 de n o v e m b r o , f o r m u l o u , perante o Egrégio Tri- bunal Regional Eleitoral do Estado d o Pará, re- presentação contra A g e n o r Benassuly Moreira e Amilcar Benassuly Moreira, o primeiro candidato a Deputado Federal, e o s e g u n d o , à Assembléia Legislativa, imputando-lhes a infringência dos ar- tigos 299 e 334 do Código Eleitoral, pela prática dos fatos abaixo resumidos.

Consoante argúi o representante, no dia 8-11-86, realizou-se comício na cidade de Came- tá, maior reduto eleitora! dos representados, oca- sião e m que se efetivou o sorteio de u m televi- sor, uma geladeira, u m f o g ã o a gás, c o m distri- buição de passagens, terçados, m a c h a d o s , re- des e alimentos, expediente utilizado para aliciar milhares de pessoas que haviam recebido car- tões e se teriam c o m p r o m e t i d o a votar nos can- didatos referidos, sendo certo que os mesmos já haviam tido seus mandatos cassados anterior- mente pela Revolução de 1964, por corrupção, beneficiados, após, pela Lei de Anistia.

À guisa de prova, junta o representante dois cartões numerados, e n c i m a d o s pela sigla do Partido do M o v i m e n t o D e m o c r á t i c o Brasileiro

— P M D B , nos quais c o n s t a m os nomes dos re- presentados e u m n ú m e r o , oferecendo, ainda, recortes de jornais alusivos à cassação de man- dato de dois deputados federais d o Paraná, à conta de abuso de poder e c o n ô m i c o .

Havendo-se o requerente qualificado c o m o suplente de Deputado Estadual, na legenda do P M D B , foi o u v i d o o partido que alegou desco- nhecer os fatos narrados na inicial e que a ocor-

rência é negada pelos representados, acrescen- tando que os cartões de sorteio oferecidos são destituídos de validade probatória, p o d e n d o ser impressos e m qualquer gráfica, sendo o repre- sentante inimigo pessoal dos representados, e que, à toda sorte, os fatos apontados não tipifi- cam as hipóteses dos artigos 299 e 334 do Códi- go Eleitoral (fls. 11/2).

Os representados responderam às fls. 1 8 / 9 , negando a ocorrência dos fatos a eles i m p u t a - dos, afirmando a desafeição do representante, a ausência d o m e s m o ao comício, a falta de prova hábil, a omissão de representação oportuna pe- rante o Juiz da Zona Eleitoral e, e n f i m , a inépcia da inicial.

O Ministério Público Eleitoral oficiou às fls.

24v, manifestando-se pelo indeferimento do pe- dido, à vista da ausência de prova das alegações feitas.

O Egrégio Tribunal Regional, a quo, à una- nimidade, indeferiu a inicial, por desacompanha- da de prova que autorize qualquer procedimento contra os requeridos.

Ofereceu o representante os embargos de declaração de fls. 4 2 / 4 , rejeitados, à unanimida- de, pelo acórdão de fl. 53.

Recorre o vencido e instruído o recurso, ad- mitido c o m o especial, na Corte Regional, neste Tribunal, a douta Procuradoria-Geral Eleitoral, em parecer emitido pelo Dr. Ruy Ribeiro Franca Vilhena, aprovado pelo Dr. José Paulo Sepúlve- da Pertence, manifestou-se pelo não conheci- mento do recurso, que se c o n f o r m a ao especial, nos termos d o art. 276 do Código Eleitoral. Nes- ta Corte, o recorrente juntou os d o c u m e n t o s de fls. 81 e seguintes.

Ê o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Sebastião Reis (Relator):

O ven. aresto recorrido indeferiu o pedido da ini- cial, ao f u n d a m e n t o básico de encontrar-se o mesmo " d e s a c o m p a n h a d o de prova que autori- ze qualquer procedimento contra os requeri- d o s " .

A eminente Relatora, e m seu d o u t o v o t o , acentuou (fl. 35):

" N o caso e m exame os requeridos te- riam sorteado uma geladeira, u m televisor, u m f o g ã o , passagens e remédios para elei- tores que, desse m o d o , ficaram c o m p r o - metidos c o m os candidatos.

O artigo 356 do Código Eleitoral diz

que t o d o cidadão que tiver c o n h e c i m e n t o

de infração penal desse Código deverá

comunicá-la ao Juiz eleitoral da Zona onde

a mesma se verificou. Quando a verifica-

(9)

ção f o r verbal, mandará a autoridade judi- cial reduzi-la a t e r m o , assinado pelo apre- sentante e por duas t e s t e m u n h a s , e reme- terá ao Órgão do Ministério Público local, para as providências legais necessárias.

Ora, o representante não c o m u n i c o u nem apresentou o pedido ao Juiz eleitoral da 12? Zona — Cametá, logo após o c o m í c i o , esperou, c o m o diz o representan- te, q u e os requeridos fossem eleitos, para comparecer ao Tribunal Eleitoral a f i m de denunciar que a eleição dos m e s m o s foi possível pelo predomínio do A b u s o de Po- der E c o n ô m i c o .

A c o n t e c e que o pedido não está ins- truído c o m d o c u m e n t o s que autorizem maior indagação sobre a matéria e, c o m o p r o v a , junta aos autos dois cartões para sorteio de u m televisor, u m a geladeira e u m f o g ã o , atribuídos aos requeridos, mas que nada p r o v a m ; ditos cartões p o d e m ser impressos e m qualquer gráfica, por pessoa interessada e m prejudicar os requeridos.

Não há assinatura dos representados nem condições para indentificá-los. O abaixo- assinado, d o qual c o n s t a m os nomes das t e s t e m u n h a s arroladas pelo representante, nada prova.

O Órgão do Ministério Público não en- c o n t r o u u m adminículo de prova capaz de autorizar qualquer p r o c e d i m e n t o contra os representados. Os recortes de jornais que falam sobre as cassações de m a n d a t o s de D e p u t a d o s Federais do Estado do Paraná, nada t ê m e m c o m u m c o m o que pretende provar o representante.

Finalmente, ligar a cassação dos repre- sentados por ocasião da Revolução de 1964, c o m a eleição dos mesmos no pleito de 15 de n o v e m b r o último é inadmissível pois, a partir da Lei da Anistia as pessoas cassadas tornaram-se elegíveis."

O recorrente, e m suas razões, opõe ser m a - nifestamente contrária à lei a decisão regional, pois se ateve exclusivamente a formalidades per- feitamente sanáveis, i n v o c a n d o , de o u t r o lado, o disposto n o artigo 23 da Lei 7 . 4 9 2 / 8 6 , 237 , 334 e 302 d o C ó d i g o Eleitoral, enfatiza o equívoco do a c ó r d ã o ao mencionar o art. 344 do m e s m o Código, a r g u m e n t a n d o , ainda, que a denúncia não foi feita perante o Juiz Eleitoral da Z o n a , porque este se encontrava ausente, na ocasião.

Os recorrentes c o n t r a p õ e m a preliminar de inadmissibilidade d o recurso interposto, e, no mérito, r e f o r ç a m as razões anteriormente aduzi- das.

A d o u t a Procuradoria-Geral Eleitoral ao manifestar-se pelo não c o n h e c i m e n t o do recurso

interposto, c o n f o r m a d o ao especial, fê-lo nesses termos, ora destacados (fls. 101/2):

" N ã o merece ser conhecido a nosso ver, o presente recurso, que se c o n f o r m a ao especial previsto no artigo 276, inciso I, letras a e b do Código Eleitoral. Embora referindo-se aos artigos 234, 237 e 302 do Código Eleitoral, e artigo 23 da Lei n?

7.493/86, o recorrente não logrou demons- trar que o julgado regional tenha negado vigência a qualquer desses dispositivos le- gais, m e s m o porque a representação foi in- deferida unicamente pela total ausência de provas.

De o u t r o lado, a representação, apesar de se referir a abuso do poder e c o n ô m i c o , não se f u n d o u expressamente no disposto no artigo 237 do Código Eleitoral, sequer tendo sido dirigida à autoridade c o m p e t e n - te, o Sr. Corregedor Regional Eleitoral.

M e s m o que tivesse sido, o Sr. Corregedor poderia indeferir o p r o c e d i m e n t o , verificada a seriedade, o u não, da denúncia (art. 237,

§ 3?).

Por derradeiro, os d o c u m e n t o s anexa- dos às fls. 81 e seguintes são meras repeti- ções daqueles que se e n c o n t r a m às fls. 46, 60, 6 1 , 64, e m nada beneficiando, nessa Instância, o recorrente. A petição de fl. 9 1 , se é u m recurso, não diz contra qual deci- são foi ele manifestado, sendo aí tratado assunto inteiramente estranho ao dos au- t o s . "

Estou de acordo c o m os pressupostos e conclusões do parecer transcrito.

De fato, o presente recurso, admitido no despacho de fls. 65 c o m o especial, nos termos do art. 276, I, a do Código Eleitoral, contrariado c o m o tal pelos recorridos, não d e m o n s t r o u que os arestos de fls. 33 e 53 hajam sido proferidos contra expressa disposição de lei, e m particular, dos dispositivos invocados na inicial, sendo de sublinhar-se que a representação foi indeferida por falta de prova que autorizasse qualquer pro- cedimento contra os requeridos, c o n f o r m e lin- guagem da Corte a quo, ressaindo dos autos que a d o c u m e n t a ç ã o anexada pelo representan- te não oferece consistência probatória, para os fins do debate.

De outro lado, frise-se que, a propósito

dos fatos alegados, não foi oferecida denúncia

oportuna de Juízo Eleitoral da Z o n a , sendo certo

que a afirmativa da ausência do magistrado na

Comarca, ao lado de i n c o m p r o v a d a , não impe-

dia a providência própria, j u n t o ao Cartório; o u -

trossim, e m se tratando de matéria dada c o m o

atinente a abuso do poder e c o n ô m i c o , omitiu-se

o recorrente, ainda, na iniciativa j u n t o à

(10)

Corregedoria-Geral, na f o r m a d o § 2? do art. 237 do C. Eleitoral.

Pelo aduzido e deduzido, não c o n h e ç o d o recurso.

E X T R A T O D A A T A

Rec. n? 6.878 - CIs. 4

a

- PA - Rei.:

M i n . Sebastião Reis.

Recorrente: Benedito Crisóstomo Siqueira Rodrigues, suplente de Deputado Estadual, pelo P M D B .

Recorridos: A g e n o r Benassuly Moreira e Amilcar Benassuly Moreira, D e p u t a d o Federal e Estadual, respectivamente, e o P M D B , seção do Pará, por seu Delegado.

Decisão: Não conhecido, e m decisão unâni- me.

Presidência d o Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sebastião Reis, B u e n o de Souza, Rober- to Rosas, Orlando A r a g ã o e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleitoral S u b s t i t u t o .

ACÓRDÃO N? 9.102

(de 23 de agosto de 1988) M a n d a d o de Segurança n? 943

Classe 2? — Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Impetrante: Dep. Federal Roberto Jefferson Monteiro Francisco, na qualidade de 1? Vice- Presidente da Comissão Executiva Regional do PTB.

Mandado de segurança. Substituição de Diretório Regional extinto por Comissão Executiva Nacional. Anotação.

Liminar indeferida.

Pedido improvido pelo Ac. 9.092.

Considerando-se que o único objetivo do m a n d a m u s era sustar o julgamento do pedido de registro da ata que extinguiu o Diretório Regional, com o indeferimento da liminar, verdadeiro objeto da impetração, resta a mesma prejudicada.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , julgar preju- dicada a impetração, nos t e r m o s das notas ta- quigráficas e m apenso, que ficam fazendo parte integrante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 23 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Francisco Rezek, Relator

— Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Sr. Ministro Francisco Rezek (Relator):

T o m o por relatório o parecer do Ministério Públi- co Eleitoral, que se estampa nos autos entre fls.

39 e 42, e cuja leitura me abstenho de fazer, porque a questão que se coloca e m mesa é sin- gelíssima. Cuida-se de u m daqueles m a n d a d o s de segurança e m que o pedido essencial se c o n - funde c o m a postulação liminar, de sorte que, indeferida esta, não sobra o que decidir à hora do desfecho.

à vista disso, a conclusão do parecer do Ministério Público Eleitoral é no sentido de que a impetração perdeu objeto, não t e n d o sido b e m sucedido o impetrante no seu esforço por c o n - seguir a liminar. Nada resta: a impetração per- deu objeto e deve ser entendida prejudicada.

É o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): M e u v o t o , nos t e r m o s do parecer do Minis- tério Público, t e m c o m o prejudicada a impetra- ção por perda de objeto.

E X T R A T O D A A T A

M S n? 943 - CIs. 2f - RJ - Rei. M i n . Francisco Rezek.

Decisão: J u l g a d a prejudicada, nos termos do v o t o do Relator. Decisão unânime.

Presidência d o Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sebastião Reis, Bueno de Souza, Rober- to Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

ACÓRDÃO N? 9.103

(de 23 de agosto de 1988) Recurso N? 6.909 - Classe 4?

A g r a v o — Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Agravante: Rubens de Castro B o m t e m p o , Deputado Estadual, pelo PTR.

A g r a v a d o : Procuradoria Regional Eleitoral.

Agravo de instrumento. Acolhimento

pelo órgão regional de embargos declarató-

(11)

rios com efeitos modificativos da decisão embargada, concluindo pela competência originária do TRE.

Alegação de negativa de vigência ao disposto no art. 275 do C. Eleitoral, no art.

535 do CPC e nos arts. 382 e 619 do CPP.

Admissibilidade do acolhimento de embargos de declaração com modificação do próprio julgamento, desde que a deci- são embargada se nutra de premissa mate- rial equivocada, erro material na apreciação de documento ou erro de fato (Preceden- tes: Acórdãos n?s 5.175, 5.264, 5.622, 5.628 e Resolução n? 11.120).

Negado provimento ao agravo.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , negar provi- m e n t o ao A g r a v o , nos termos das notas taqui- gráficas e m apenso, que f i c a m fazendo parte in- tegrante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 23 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Francisco Rezek, Relator

— Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): Este agravo funda-se n u m a única e singela tese jurídica: a de que não pode o órgão judiciá- rio, no j u l g a m e n t o de embargos de declaração, proferir decisão modificativa da decisão embar- gada.

A q u i , e m conseqüência d o a c o l h i m e n t o de e m b a r g o s declaratórios, e c o m o decorrência d o r e c o n h e c i m e n t o de que houvera omissão, o pró- prio j u l g a m e n t o se m o d i f i c o u . O Ministério Pú- blico, e m percuciente parecer d o Procurador Ruy Ribeiro Franca, denuncia c o m o errada a te- se d o agravante, e m razão da jurisprudência do S u p r e m o Tribunal Federal e desta Casa. Pode não ser c o t i d i a n o , mas é possível que o provi- m e n t o de e m b a r g o s declaratórios conduza à m o - dificação d o desfecho. O Dr. Ruy Franca diz is- so n u m erudito parecer que a d o t o f o r m a l m e n t e por relatório, e que está e s t a m p a d o entre folhas 9 6 / 1 0 0 .

V O T O

O Senhor Ministro Francisco Rezek (Rela- tor): M e u v o t o , nos t e r m o s da jurisprudência que o S u p r e m o Tribunal c o n s a g r o u , que esta Ca-

sa confirma e que os demais Tribunais Superio- res a d o t a m , é no sentido de negar p r o v i m e n t o ao agravo, por abonar a tese jurídica expressa na decisão agravada.

E X T R A T O D A A T A

Rec. n? 6.909 - CIs. 4

a

— RJ — Rei.: M i n . Francisco Rezek.

Agravante: Rubens de Castro B o m t e m p o , Deputado Estadual, pelo PTR. (Adv?: Dr. José M a u r o Couto de Assis).

A g r a v a d o : Procuradoria Regional Eleitoral.

Decisão: Negou-se provimento ao A g r a v o , em decisão unânime.

Presidência do Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sebastião Reis, Bueno de Souza, Rober- to Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

ACÓRDÃO N? 9.105

(de 23 de agosto de 1988) Recurso n? 6.926 - Classe 4

a

Piauí

(Anísio de A b r e u )

Recorrente: Diretório Regional do P M D B , por seu Delegado.

Convenção Municipal. Número mínimo de filiados ao Partido.

Inexistência.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, nos termos do v o t o do Relator, que fica fazendo parte integrante da decisão.

Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 23 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Roberto Rosas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Elei- toral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Roberto Rosas (Relator):

Senhor Presidente, o Tribunal Regional Eleitoral

do Piauí indeferiu o pedido de registro do Dire-

tório Municipal d o P M D B no M u n i c í p i o de

Anísio de A b r e u , porque não foi atingido o nú-

mero m í n i m o de eleitores filiados (fl. 146).

(12)

2. Recurso especial o n d e se alega que a fi- liação dos demais não foi feita por negligência de terceiros.

3. A Procuradoria-Geral Eleitoral opina pe- lo não c o n h e c i m e n t o .

É o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Roberto Rosas (Relator):

Senhor Presidente, acertadamente conclui o pa- recer do ilustre Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Dr. Ruy Ribeiro Franca (fl. 159):

" 5 . Não merece c o n h e c i m e n t o , a nosso ver, o presente recurso especial. De acordo c o m o disposto no parágrafo único, artigo 35 da Lei Orgânica dos Partidos Políticos, e m cada Estado o Tribunal Re- gional publicará, c o m antecedência de dez (10) dias, no m í n i m o , a relação dos m u - nicípios sob sua jurisdição e o n ú m e r o dos respectivos filiados habilitados a participar das convenções partidárias para organiza- ção de diretório, sendo que, e m se tratan- do de c o n v e n ç ã o municipal, p o d e m partici- par eleitores filiados até quinze (15) dias da data de sua realização. Os dados, obvia- mente, serão fornecidos pelo Juiz Eleitoral da Zona.

6. In casu, nada se alegou a esse respeito. Se o Partido, no município, pos- suía filiados e m número suficiente para rea- lizar a c o n v e n ç ã o , contrariando a afirma- ção d o Tribunal Regional, cabia ao Partido opor embargos de declaração postulando a reforma d o julgado, diante de evidente erro material, o que não ocorreu. Não se pode, agora, na sede restrita do recurso especial, examinar o c o n t e ú d o das fichas de filiação e m anexo, visando a c o m p r o v a ç ã o do ale- gado. Inexiste, dessa f o r m a , qualquer afronta ao disposto no art. 368, d o Código Eleitoral."

De f a t o , o recorrente não afirma a existên- cia do n ú m e r o m í n i m o , a certidão d o TRE de fl.

07 exige o n ú m e r o m í n i m o de 40 filiados, e so- mente há 20 filiados.

Não c o n h e ç o do recurso.

E X T R A T O D A A T A

Rec. n? 6.926 - CIs. 4

a

— PI — Rei.: M i n . Roberto Rosas.

Recorrente: Diretório Regional d o P M D B , por seu Delegado.

Decisão: Não conhecido. Unânime.

Presidência d o Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco

Rezek, Sebastião Reis, B u e n o de Souza, Rober- to Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleitoral S u b s t i t u t o .

ACÓRDÃO N? 9.106

(de 23 de agosto de 1988) Habeas Corpus n? 133 — Classe 1?

Recurso — Paraíba (João Pessoa)

Recorrente: Diretório Regional do P M D B e o Dr. Luciano Mariz Maia.

Crime eleitoral (CE, art. 347).

Trancamento de inquérito policial. Ha- beas corpus.

A persistência do paciente na conduta ilícita — não retirada da propaganda eleito- ral de seu veículo após notificação (CE, art. 240) — configura, em tese, a infração descrita no art. 347 do estatuto eleitoral.

Recurso improvido.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , negar provi- m e n t o ao recurso, nos t e r m o s das notas taqui- gráficas e m apenso, que ficam fazendo parte in- tegrante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 23 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Vilas Boas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 5-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, assim expõe a questão e sobre ela se manifesta o parecer da d o u t a Procuradoria-Geral Eleitoral, emitido pelo ilustre Dr. Ruy Ribeiro Franca (fls. 4 8 / 4 9 ) :

" 1 . Recorrem o Partido do M o v i m e n - to D e m o c r á t i c o Brasileiro e Luciano Mariz Maia contra aresto d o Egrégio Tribunal Re- gional Eleitoral da Paraíba, denegatório de habeas corpus impetrado a favor de Ricar- do Lopes Burity.

Este último foi preso e m flagrante e m

J o ã o Pessoa, e m 20-4-88, pela Polícia Fe-

deral (e solto mediante fiança), estando

respondendo ao inquérito policial n? 4 4 / 8 8 ,

' c o m o incurso nas penas do artigo 240 da

Lei 4 . 7 3 7 / 6 5 (Código Eleitoral)'.

(13)

2. A questão pode assim ser resumi- d a : o paciente foi preso, e teve o veículo de sua propriedade apreendido, pela razão de que o referido a u t o m ó v e l ostentava, pintada, propaganda eleitoral d o paciente, d a n d o - o c o m o candidato às eleições m u n i - cipais deste ano.

R e n o v a m os recorrentes os a r g u m e n - tos de inexistir justa causa para tais medi- das policiais, visto que o fato a p o n t a d o co- m o delito e que supostamente seria tipifi- cado n o artigo 240 d o C ó d i g o Eleitoral na realidade não é crime, visto q u e este artigo se limita a dispor que propaganda de can- didato a cargos eletivos s o m e n t e é permiti- da após escolha pela Convenção. Não exis- t e , dessarte, justa causa para a prisão e para o inquérito.

Asseveram ainda os recorrentes que t a m b é m não poderia o paciente sofrer per- secução criminal pelo crime previsto n o ar- tigo 347 d o Código Eleitoral, já que a confi- guração d o delito de desobediência não permite interpretação tão extensa q u a n t o a que lhe foi dada pelo d o u t o aresto regio- nal, discorrendo ainda sobre o u t r o s aspec- tos da questão. Pedem pois a reforma do acórdão a quo para que seja trancado o aludido inquérito policial.

3. Na realidade, n e n h u m a ilegalidade h o u v e na instauração do inquérito e na a u - t u a ç ã o e m flagrante. C o m o b e m i n f o r m a d o pela autoridade dita coatora (fls. 2 0 / 2 3 ) , o paciente já fora notificado a retirar a propa- g a n d a eleitoral de seu veículo, e m obediên- cia a instrução (Ofício Circular) d o TRE da Paraíba, o n d e se recomendava a t o d o s os Juizes Eleitorais do Estado fiel observância ao q u e se preconiza o art. 240 do C. Eleito- ral.

Persistindo na c o n d u t a ilícita, viu-se ele a responder a procedimento policial.

Não há dúvida de que tal c o m p o r t a - m e n t o d o paciente c o n f i g u r a , e m tese, a infração descrita no artigo 347 do estatuto eleitoral ('Recusar alguém c u m p r i m e n t o ou obediência a diligências, ordens ou instru- ções da J u s t i ç a Eleitoral, o u opor embar- gos à sua execução').

A questão da errônea capitulação por parte da autoridade policial não possui rele- vância, eis que bem definidos os fatos pe- los quais responde ao apuratório.

A s s i m , e e n c a m p a n d o os t e r m o s do parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, opina-se pelo indeferimento da o r d e m . "

É o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, não me parecem dignas de acolhimento as alegações dos recorrentes, t e n d o em vista que o c o m p o r t a m e n t o d o paciente c o n - figura, e m tese, a infração capitulada no art. 347 do Código Eleitoral.

De f a t o , apesar de notificado para retirar de seu veículo propaganda eleitoral considerada ir- regular, e m c u m p r i m e n t o a determinação do Co- lendo Regional da Paraíba, o infrator persistiu na conduta ilícita, c o n f o r m e ressaltou o ilustre Juiz Corregedor da Propaganda Eleitoral, verbis (fls.

22/23):

" A l e g a m os impetrantes 'ausência de justa causa' e que ' o fato n o m e a d o não se constitui crime eleitoral'.

É diverso o e n t e n d i m e n t o deste Juízo a respeito da questão. A o estabelecer a Lei (Código Eleitoral, art. 240) que 'a propagan- da de candidatos a cargos eletivos somen- te é permitida após a respectiva escolha pela c o n v e n ç ã o ' (o grifo é nosso), tem-se, e m contrapartida, que antes da ocorrência de tal evento ela está proibida.

A o desatenderem tal proibição legal, já se lhes poderia imputar o crime de desobe- diência. C o n t u d o , houve mais. Foram to- dos notificados a retirarem t o d a propagan- da eleitoral que tivessem veiculado, qual- quer que fosse a sua f o r m a ou modalidade.

O diploma legal e m causa, e m seu art. 347, capitula, entre os crimes eleitorais, a deso- bediência a diligências, ordens ou instru- ções da J u s t i ç a Eleitoral.

A s s i m , ao desatender à notificação e à lei, infringiu o paciente o referido dispositi- vo legal. Restou a este J u í z o , no exercício de suas atribuições, o dever de t o m a r pro- vidências no sentido de coibir a infração e promover a responsabilidade d o i n f r a t o r . "

Observo, ademais, que o paciente, ao c o n - trário do que asseveram os recorrentes no apelo de fls. 4 1 / 4 3 , foi regularmente notificado, c o m o dá conta o Aviso de Recebimento constante de fl. 25 dos autos.

A n t e o exposto e t e n d o e m vista a f u n d a - mentação d o parecer da d. PGE, nego provi- m e n t o ao recurso.

É o meu v o t o .

E X T R A T O D A A T A

Habeas Corpus n? 133 - CIs. 1? - Rec. - PB — Rei.: M i n . Vilas Boas.

Recorrente: Diretório Regional d o P M D B e

o Dr. Luciano Mariz Maia.

(14)

Decisão: Negou-se p r o v i m e n t o ao recurso de Habeas corpus, e m decisão unânime.

Presidência do Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sebastião Reis, B u e n o de Souza, Rober- t o Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

ACÓRDÃO N? 9.109

(de 23 de agosto de 1988) Recurso n? 6.918 — Classe 4

a

Rio Grande d o Sul (Porto Alegre)

Recorrente: Diretório Regional do P M D B , por seu Delegado.

Rede regional de rádio e televisão.

Transmissão gratuita. Difusão do programa do Partido do Movimento Democrático Brasileiro — PMDB.

Pedido indeferido pelo TRE/RS por falta de data disponível, nos termos do art.

118, parágrafo único, c da LOPP, que não permite, nos 180 dias que antecederem eleições gerais, de âmbito estadual ou mu- nicipal, a transmissão de congressos ou sessões públicas de partidos políticos.

Alegação de contrariedade, pela deci- são recorrida, ao art. 1?, I da Res. 11.866.

Não ocorrência, por inexistir qualquer direi- to líquido e certo à transmissão gratuita (Precedente: Ac. 9.058).

Extrapolado o limite de 180 dias ante- riores às eleições para a transmissão, exaure-se o segundo fundamento, de ne- gativa de vigência do art. 118 da LOPP.

Recurso não conhecido.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , não conhe- cer do recurso, nos termos das notas taquigráfi- cas em apenso, que ficam fazendo parte inte- grante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 23 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Vilas Boas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, a d o t o c o m o relatório o parecer

da douta Procuradoria-Geral Eleitoral, vazado nestes termos (fls. 2 0 / 2 2 ) :

" 1 . O Partido d o M o v i m e n t o D e m o - crático Brasileiro — P M D B , Seccional do Rio Grande d o Sul, solicitou ao Egrégio Tribunal Regional a f o r m a ç ã o de rede de rádio e televisão para transmissão gratuita de congresso e / o u sessão objetivando a di- fusão de seu programa, que seria realizado no dia 8-5-88, sem indicar o horário e local de realização. Indicou c o n t u d o , o dia 23-5- 88 para a transmissão pelos meios de co- municação.

2. I n f o r m o u a Secretaria do Tribunal Regional (fl. 4), sobre as datas já preenchi- das pelos pedidos de outras agremiações partidiárias, realçando o disposto no artigo 118, parágrafo único, alínea c da Lei Orgâ- nica dos Partidos Políticos, red. da Lei 6.399/76, que não permite a transmissão gratuita de congressos e / o u sessões públi- cas de Partidos Políticos visando a difusão de seus programas nos 180 dias que ante- cederem eleições gerais, de âmbito esta- dual o u municipal, e n t e n d e n d o prejudicado o pedido.

3. Em sessão de 21-3-88 o Egrégio Tribunal Regional indeferiu o pedido, à unanimidade (fl. 6).

4. Dessa decisão, em 11-4-88, o Di- retório Regional d o Partido d o M o v i m e n t o Democrático Brasileiro — P M D B interpôs o apelo de f l . 9, alegando negativa de vigên- cia ao disposto no artigo 118 da Lei n?

5 . 6 8 2 / 7 1 , c o m b i n a d o c o m o disposto no artigo 1?, inciso I da Resolução 11.866, d o Tribunal Superior.

5. Sustenta o recorrente, e m suas ra- zões, que o julgado regional, para indeferir o pedido, baseou-se e m telex-circular oriundo da Corte Superior, pelo qual f o r a m asseguradas as transmissões de caráter na- cional, e m detrimento das de nível regio- nal, obedecido intervalo m í n i m o de sete dias. A o seu ver, o procedimento não está previsto e m lei, não p o d e n d o prevalecer para prejudicar os Partidos Políticos a nível regional, m o r m e n t e q u a n d o o Partido do M o v i m e n t o Democrático Brasileiro — P M D B , sequer realizou sua transmissão de nível nacional.

6. Preliminarmente, temos que não

consta dos autos o inteiro teor da decisão

recorrida, o que dificulta o exato conheci-

m e n t o de seus f u n d a m e n t o s . Não consta

t a m b é m a data de sua publicação, n e m

m e s m o a data em que a notícia do julga-

m e n t o foi recebida pelo ora recorrente,

apesar dos termos d o r. despacho de fl.

(15)

13, que reconhece a tempestividade d o apelo, por esse m e s m o m o t i v o .

7. A s preliminares, n o e n t a n t o , não i m p e d e m o exame, desde l o g o , d o apelo, diante da simplicidade da questão e m de- bate e, principalmente, por e c o n o m i a pro- cessual.

8. Qualquer que seja o f u n d a m e n t o da decisão recorrida — falta de data dis- ponível para a transmissão do programa até 14 de maio último, 180 dias antes d o pleito de 15 de n o v e m b r o d o corrente a n o , o u , ainda, extrapolado o período permitido para a transmissão, pois o Partido, na ini- cial, indicou expressamente o dia 23-5-88 para a transmissão, o apelo não merece ser c o n h e c i d o .

9. Relativamente ao primeiro f u n d a - m e n t o , o Tribunal Superior Eleitoral, e m inúmeros julgados, dentre os quais se des- taca o A c . 9.058, de 3-5-88, Rei. M i n . Se- bastião Reis, e m anexo, v e m e n t e n d e n d o não existir qualquer direito líquido e certo à referida transmissão gratuita, devendo-se dar prioridade às transmissões de nível na- cional, respeitado o intervalo m í n i m o de sete dias entre uma transmissão e o u t r a . Q u a n t o ao s e g u n d o f u n d a m e n t o , a data in- dicada para transmissão — 23-5-88 — fala por si só, pois extrapolado o período de 180 dias previsto no artigo 118, parágrafo ú n i c o , alínea c da Lei Orgânica dos Parti- dos Políticos.

10. Diante do e x p o s t o , s o m o s pelo não c o n h e c i m e n t o d o presente apelo, q u e deve ser tido por especial, u m a vez não violada a n o r m a legal i n d i c a d a . "

É o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, t e n h o por inacolhível a alega- ção de contrariedade ao art. 1?, inc. I da Reso- lução 11.866, d o T S E , u m a vez q u e não há direi- t o certo à transmissão gratuita pleiteada pelo re- corrente, pois deve-se dar prioridade às trans- missões de nível nacional, observado o intervalo m í n i m o de sete dias entre as transmissões, c o n - soante e n t e n d i m e n t o assentado por esta Corte no M S 923, relator o eminente Ministro Sebas- tião Reis, de cujo v o t o destaco a seguinte pas- s a g e m :

" A Resolução 13.936/87 a que se refe- rem as d o u t a s informações e a decisão ad- ministrativa i m p u g n a d a , considerando, de u m lado, q u e a LOPP não permite a trans- missão de congressos ou sessões públicas dos Partidos pela rede nacional de televi-

são e rádio entre os 180 dias antes, até 45 dias depois das eleições gerais de âmbito municipal (art. 118, parágrafo único, alínea c) e, assim, a realização do pleito de 15 de n o v e m b r o p r ó x i m o reduziu a menos de cin- co meses o período útil d o ano e m curso, e, de o u t r o , que se ampliou o número de partidos registrados, e m caráter definitivo o u provisório, s e m contar pedidos ainda pendentes de decisão, f i x o u , para o ano de 1988, e m , n o m í n i m o , 7 dias o prazo pre- visto n o art. 1? da Resolução 11.866, disci- plina de que resultou, na altura do pedido administrativo do pleiteante, inexistir data disponível para a t e n d i m e n t o da autorização pretendida.

É certo que se poderá argumentar que, e m h o m e n a g e m ao princípio da igual- dade perante a lei, consagrado constitucio- nalmente, não poderia este Tribunal fixar intervalo entre as programações que viesse a frustrar o direito do Partido requerente, mas não é m e n o s certo ponderar-se que o exercício desse direito está condicionado a circunstâncias fáticas e técnicas e m que o m e s m o se insere, projeta-se n o círculo de atuação dos meios de transmissão, impondo-se a sua conciliação a outras exi- gências legítimas do processo eleitoral, realçadas na Resolução e m que se louvou a decisão i m p u g n a d a . "

2. Assinalo que idêntica orientação preva- leceu no M S 709, de que foi relator o eminente Ministro Aldir Passarinho.

3. T a m b é m não vejo c o m o acolher o apelo à base d o segundo f u n d a m e n t o , relativo à nega- tiva de vigência d o art. 118 da LOPP, p o r q u a n t o o próprio recorrente, ao indicar para transmissão em cadeia regional o dia 23 de maio do corrente ano, extrapolou o limite de 180 dias anteriores às eleições, estabelecido n o referido art. 118, parágrafo único, alínea c.

4. Pelo e x p o s t o , não c o n h e ç o do recurso.

É c o m o v o t o .

E X T R A T O D A A T A

Rec. n? 6.918 - CIs 4? — RS — Rei.: M i n . Vilas Boas.

Recorrente: Diretório Regional do P M D B , por seu Delegado.

Decisão: Não c o n h e c i d o , e m decisão unâni- me.

Presidência do Ministro Oscar Corrêa. Pre-

sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco

Rezek, Sebastião Reis, B u e n o de Souza, Rober-

to Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca,

Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

(16)

ACÓRDÃO N? 9.110 (*)

(de 23 de agosto de 1988) Recurso n? 6.935 — Classe 4

a

Distrito Federal (Brasília)

Recorrentes: Deputados Ubirajara Brito, Nil- son Gibson, Albérico Filho e Délio Braz, inte- grantes da Chapa " C o n s t r u ç ã o D e m o c r á t i c a " .

Partido Político. Recurso contra ato da Comissão Executiva Nacional do PMDB.

Deferimento do registro da chapa "Ulysses Guimarães" à Convenção Nacional. Impug- nação não decidida.

Pedido de desistência do recurso.

Homologação.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de v o t o s , homologar a desistência do recurso, nos t e r m o s das notas taquigráficas e m apenso, que f i c a m fazendo par- te integrante da decisão.

Sala das Sessões d o Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 23 de agosto de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Vilas Boas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

R E L A T Ó R I O

O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator):

Senhor Presidente, os recursos e m causa se diri- gem contra ato da Comissão Executiva Nacional do P M D B , sustentando que aquela Comissão, sem nada decidir q u a n t o às impugnações apre- sentadas, deferiu o registro da Chapa "Ulysses Guimarães" à Convenção para eleição d o Diretó- rio Nacional, marcada para o dia 21 de agosto de 1988. A f u n d a m e n t a ç ã o é idêntica nos três recursos, pelo que considero feito o relatório.

Senhor Presidente, peço licença para retifi- car o relatório, porque verifico que t o d o s os re- correntes, nos três processos, dirigiram petição a V. Exa., desistindo dos recursos manifestados e pedindo a h o m o l o g a ç ã o da referida desistên- cia. Retificando-o, nesse p o n t o , d o u por feito o relatório.

É o relatório.

V O T O

O Senhor Ministro Vilas Boas (Relator): Se- nhor Presidente, meu v o t o é no sentido de ho- mologar os pedidos de desistência, uma vez que são f o r m u l a d o s pelos próprios recorrentes, t a m - bém porque a t e n d e m às prescrições legais perti- nentes. V o t o , p o r t a n t o , h o m o l o g a n d o as desis- tências manifestadas, a f i m de que p r o d u z a m os seus jurídicos e legais efeitos.

E X T R A T O D A A T A

Rec. nP 6.935 - CIs. 4? — DF — Rei.:

M i n . Vilas Boas.

Recorrentes: Deputados Ubirajara Brito, Nil- son Gibson, Albérico Filho e Délio Braz, inte- grantes da Chapa " C o n s t r u ç ã o D e m o c r á t i c a " .

Decisão: H o m o l o g a d a a desistência d o re- curso, e m decisão unânime.

Presidência d o Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sebastião Reis, B u e n o de Souza, Rober- t o Rosas, Vilas Boas e o Dr. Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral.

ACÓRDÃO N? 9.114

(de 1? de s e t e m b r o de 1988) Recurso n? 6.934 — Classe 4?

Goiás ( 7 3

a

Zona Eleitoral de Peixe) Recorrente: J a i m e Claudino Vilagelim Bele- za, Secretário-Geral da Comissão Executiva d o P M D B , de Peixe.

Recorrido: Vitorino Carlos Ramalho.

Recurso especial. Falta de legítimo in- teresse jurídico.

Vistos, etc.

Acordam os Ministros d o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de votos, não conhe- cer do recurso, nos t e r m o s das notas taquigráfi- cas em apenso, que ficam fazendo parte inte- grante da decisão.

Sala das Sessões do Tribunal Superior Elei- toral.

Brasília, 1? de setembro de 1988 — Oscar Corrêa, Presidente — Roberto Rosas, Relator — Ruy Ribeiro Franca, Procurador-Geral Eleitoral Substituto.

(*) N o m e s m o s e n t i d o o s A c ó r d ã o s n?s 9.111 e 9 . 1 1 2 ,

cujas n o t a s t a q u i g r á f i c a s d e i x a m d e ser p u b l i c a d a s . ( P u b l i c a d o n o DJ d e 3-10-88).

Referências

Documentos relacionados

José Maria Mac poivcll da Cosia, procurador geral eleitoral.. Josá

Xavier de Albuquerque, Procurador-Geral Eleitoral... de

Presidência do Senhor Ministro Djaci Falcão. Compareceu o Professor Moreira Alves, Procurador- Geral Eleitoral. Secretário, Doutor Geraldo da Cos- ta Manso. Às dezoito horas foi

Presidência do Ministro Xavier de Albuquerque. Compareceu o Professor Henrique Fonseca de Araújo, Procurador-Geral Eleitoral. Secretário, Doutor Ge- raldo da Costa Manso. Presentes

Presidência do Senhor Ministro Gonçalves de Oli- veira. Compareceu o Senhor Doutor Procurador-Geral, Décio Miranda. Secretário, substituto, Alcides Joa- quim de SanfAnna. As

Presidência do Senhor. Ministro Eloy da Rocha. Compareceu o Senhor Procurador-Geral substituto, doutor Oscar Corrêa Pina. Secretário Doutor Geraldo da Costa Manso. Às dezoito

Rec. Carlos Mário Velloso.. Walter Nunes da Silva). Decisão: Improvido, em decisão unânime. Presidência do Ministro Oscar Corrêa. Pre- sentes os Ministros Aldir Passarinho, Francisco

Ruy Ribeiro Franca, Vice-Procurador-Geral Eleitoral: (Lê — anexo). Pedido defi- cientemente instruído. Joidá Gomes Ferreira). Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu