Quinta-feira, 08 de Outubro de 2015.
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DESTAQUES
Commodities leva Bovespa à 7ª alta seguida
Oi deve receber R$ 10 bilhões e TIM quer consolidar balanço FGTS libera mais R$ 3,8 bi para subsidiar ' Minha Casa' Bradesco BBI suspende cobertura de Petrobras
Dólar alto continuam a pressionar Sabesp
União de ativos da AL é opção para AB InBev
Quinta-feira, 08 de Outubro de 2015.
. . Terça-feira, 20 de Maio de 2014.
FECHAMENTO ANTERIOR (07/10/2015)
A Bolsa brasileira fechou em alta nesta quarta- feira. Segundo o analista Felipe P. Otero, da Ágora Corretora, “–Próxima de sua resistência em 49.395 pts a superação desta continuaria favorecendo a busca dos 50.550 pts próxima a sua MME de 200 períodos. Do lado inferior apenas um retorno abaixo dos 47 mil pts indicaria nova pressão de venda para tentar a retornar a sua tendência de baixa mais longa neste momento.”
BOLSAS INTERNACIONAIS
Índice Pontos % Índice Pontos % Índice Pontos %
Dow Jones 17,826.30 -1,54 Euro 3,701.90 +0,76 CAC 40 5,164.94 +0,42
S&P 500 2,081.18 -1,13
FTSE 100 7,041.73 +0,67 Shangai 4,217.08 -1,64
Nasdaq 4,931.81 -1,52 DAX 11,871.12 +0,29 Nikkei 19,634.49 -0,09
AGENDA
15:00 – Ata do Fomc
ALTA 2,47% MÍNIMA 47.714 ABERTURA 47.735 MÁXIMA 49.290
FECHAMENTO 47.735 VOLUME 11.256.717.470
MAIORES ALTAS MAIORES BAIXAS
AÇÃO PREÇO % AÇÃO PREÇO %
VALE3 R$ 20,15 10,04 BRFS3 R$ 66,47 -3,52 SANB11 R$ 15,17 8,82 JBSS3 R$ 15,75 -2,77 RUMO3 R$ 6,90 8,66 MRFG3 R$ 6,81 -2,43 BBAS3 R$ 17,93 8,46 CPLE6 R$ 31,70 -1,18 OIBR4 R$ 3,67 8,25 SUZB5 R$ 17,92 -0,88
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COMMODITIES LEVA BOVESPA À 7ª ALTA SEGUIDA
Um otimismo global com a recuperação dos preços das commodities contagiou as principais ações da Bovespa, que alcançou seu sétimo pregão consecutivo de ganhos. A alta, no entanto, perdeu ímpeto à tarde, com o noticiário político doméstico provocando maior aversão ao risco, que foi percebida no comportamento do câmbio e dos juros futuros. A piora aconteceu devido ao novo adiamento pelo Congresso da votação dos vetos presidenciais às chamadas “pautas bomba”, entre elas, o reajuste de mais de 70% dos salários do Poder Judiciário.
O mercado segue na expectativa pelo julgamento das contas do governo Dilma Rousseff pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que acontece nesta tarde. Apesar do estresse local, a alta das ações brasileiras foi determinada pelo intenso fluxo de capitais estrangeiros rumo aos mercados emergentes. Apenas nos dias 2 e 5 deste mês, a bolsa brasileira recebeu mais de R$ 1 bilhão de investimento externo. Hoje, esse fluxo pode ter sido ainda maior, tendo em vista que o giro do pregão beirou os R$ 12 bilhões, o dobro de um dia normal. Analistas relataram uma série de relatórios positivos para mercados emergentes emitidos por grandes bancos nos últimos dias. O Ibovespa fechou em alta de 2,47%. Em sete pregões, o índice acumulou ganho de 11,3%.
OI DEVE RECEBER R$ 10 BILHÕES E TIM QUER CONSOLIDAR BALANÇO
As bases sobre as quais Oi, por meio do BTG Pactual, o fundo LetterOne, e a TIM estão conversando consideram que a Oi receberá cerca de R$ 10 bilhões em novos recursos e que a Telecom Italia poderá consolidar o balanço da operação no Brasil resultante da união das duas empresas de telefonia. Os envolvidos devem agora consultar auditores para entender as formas de assegurar aos italianos a consolidação tal definição, no padrão internacional IFRS, não é uma mera questão do tamanho da participação detida. A transação idealizada ainda não tem uma versão final e nem detalhes. Mas as linhas gerais são essenciais para fornecer os parâmetros a serem discutidos. O plano é que a companhia que emergir da fusão de Oi e TIM, mais o aporte do LetterOne, tenha a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2,0 vezes.
A aposta é que a fusão não demandará ajustes ou vendas relevantes de ativos. Assim, o Ebitda resultante (inicial) seria próximo da soma, cerca de R$ 13 bilhões. A dívida líquida somada das empresas é de R$ 37,5 bilhões, conforme a posição do fim de junho. Logo, alcançar o conforto financeiro pretendido exige de R$ 10 bilhões a R$
13 bilhões. Alavancadas em apenas 2 vezes, Oi e TIM, juntas, estariam em condições de competir melhor com Claro e Telefônica Vivo dois dos maiores grupos do mundo. A existência de uma negociação que volte a mirar a consolidação da TIM Brasil foi recebida com ceticismo pelos analistas do setor. O plano seria obter um acordo não vinculante nas próximas semanas. A partir do qual seria feita uma proposta à TIM Brasil, que teria prazo para definir. A potencial diluição societária significativa não parece incomodar os analistas. Predomina a avaliação de que, sozinha, a Oi terá dificuldades relevantes no curto prazo, em especial por conta do endividamento R$
34,6 bilhões de dívida líquida e R$ 51 bilhões de vencimentos totais. No setor, os concorrentes afirmam que a Oi
promoveu uma "consolidação orgânica" devido sua baixa capacidade de investir. A Oi encerrou o pregão de ontem
avaliada em R$ 3,17 bilhões e a TIM, em R$ 19 bilhões.
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FGTS LIBERA MAIS R$ 3,8 BI PARA SUBSIDIAR ' MINHA CASA'
Com dificuldades para cumprir a meta de superávit primário deste ano, o governo federal está abocanhando uma parcela cada vez maior de recursos do Fundo Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para evitar a paralisação do principal programa habitacional do governo federal, o Minha Casa, Minha Vida. Ontem, o Conselho Curador do FGTS aprovou, em reunião extraordinária, a possibilidade de o fundo destinar recursos, sem reembolsos futuros, para bancar os subsídios das famílias com renda de até R$ 1,6 mil. Antes, o benefício concedido para esse público era do Orçamento da União. A decisão não foi unânime. Houve um voto contra (representante dos trabalhadores) e duas abstenções (patronais). Com essa permissão, o conselho decidiu liberar R$ 3,8 bilhões do FGTS para pagar dívidas atrasadas com construtoras que operam com a faixa 1 do programa.
Dos R$ 3,8 bilhões, R$ 3,3 bilhões são a fundo perdido e R$ 500 milhões serão pagos pelos beneficiários em dez anos, com correção pela TR mais 5% ao ano. Agora, o total de subsídios assumidos pelo FGTS atingirá a marca de R$ 12,2 bilhões até o fim deste ano. Segundo o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, que fez a primeira participação na reunião, o dinheiro para o faixa 1 será fundamental para o acerto de contas com as construtoras. A autorização do conselho permite ainda atender ao pedido feito ao FGTS pelo governo para destinar R$ 4,8 bilhões, também a fundo perdido, para bancar os subsídios do faixa 1, para compensar o corte feito no Orçamento para reduzir gastos e tentar reverter o déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor público consolidado em 2016 em um superávit primário de 0,7%. Na próxima reunião do conselho, que acontece ainda neste mês, será discutido o orçamento do fundo do próximo ano e a tendência é que o pleito do governo seja atendido.
SABMILLER ESTUDARÁ PROPOSTA DE COMPRA DA AB INBEV BRADESCO BBI SUSPENDE COBERTURA DE PETROBRAS
A Petrobras, que passa pela pior crise de sua história, ficará por enquanto fora do radar de cobertura do setor de análise de investimentos do Bradesco BBI. O analista chefe de petróleo e gás, Auro Rozenbaum, saiu há duas semanas e ainda não há substituto. O Bradesco informou, por meio da assessoria de imprensa, que a cobertura está suspensa até a contratação de uma nova equipe. A expectativa no banco é que analistas do HSBC, cujas operações no Brasil foram compradas recentemente pelo Bradesco, reforcem a cobertura. No entanto, analistas que trabalhavam para o banco britânico não estariam satisfeitos com a mudança. Segundo uma fonte da instituição, dois deles já foram transferidos para o escritório do HSBC em Nova York. Atualmente, o Bradesco cobre cerca de 60% das empresas listadas no Ibovespa, mas tem expandido suas operações com contratações de analistas que ficam fora do Brasil.
DÓLAR ALTO CONTINUAM A PRESSIONAR SABESP
O mês de setembro pode ter trazido boas notícias para a Sabesp, na medida em que as chuvas ficaram
acima da média histórica nos reservatórios do Cantareira e do Alto Tietê. A situação, porém, está longe de
representar alívio. Tanto do ponto de vista hidrológico quanto do financeiro, a empresa ainda tem um longo
caminho de desafios a enfrentar. Apenas o câmbio pode resultar em um crescimento de cerca de 29% no
endividamento em moeda estrangeira da empresa no terceiro trimestre, para R$ 6,6 bilhões. O cálculo foi feito
tomando por base a cotação do dólar e do iene divulgadas pelo Banco Central no dia 30 de setembro em
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fim de junho. O valor não leva em conta eventuais quitações de parcela do endividamento em moeda estrangeira e tampouco considera o desconto do custo de captação, de R$ 18 milhões no fim de junho. No fim do terceiro trimestre, o dólar Ptax fechou em R$ 3,9729 enquanto o iene ficou em R$ 0,033. A dívida da empresa tem atraído um olhar preocupado dos analistas e aparece como um dos fatores que levou ao menos duas agências de classificação de risco a reduzirem a nota da Sabesp neste ano. Ao rebaixar o crédito da companhia em agosto, a Moody's destacou que o aumento da dívida e seu programa de investimentos foram alguns dos fatores considerados, junto com a desvalorização cambial, já que cerca de 40% da dívida da empresa está em dólares ou ienes. Já em maio a Fitch havia anunciado um corte na nota de crédito da empresa. A agência alertou que, para 2015, a expectativa era de que a alavancagem líquida da Sabesp, medida pela dívida líquida total proforma, em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) fique acima de 4 vezes. Essa análise proforma exclui a reversão de provisão que gerou um benefício da ordem de R$ 700 milhões para a empresa no primeiro trimestre. Além disso, a Sabesp anunciou medidas para levantar capital, como a venda de imóveis não operacionais, que poderiam render cerca de R$ 200 milhões. Em paralelo aos detalhes financeiros, a Sabesp conta com uma situação hídrica ainda delicada, com baixos níveis de armazenamento nos principais reservatórios do Estado.
ADM UNIÃO DE ATIVOS DA AL É OPÇÃO PARA AB INBEV
A AnheuserBusch InBev (AB InBev) divulgou ontem publicamente sua proposta para fusão com a SABMiller, sinalizando o plano da companhia para a sua controlada Ambev na América Latina. No comunicado enviado ao mercado, a companhia informou que a fusão "poderá ser implementada por meio de uma ou em conjunto com uma subsidiária da AB InBev, ou por uma empresa que se tornará subsdiária da AB InBev". A Ambev não comentou a respeito da operação. Analistas de bancos que acompanham a operação diziam ontem que a AB InBev poderia usar o balanço da Ambev (que atualmente não possui dívida líquida) para incorporar as operações da SABMiller na América Latina e, dessa forma, elevar menos o nível de endividamento da AB InBev com a fusão. O analista Sanjeet Aujla, do Credit Suisse, estima que a incorporação da operação da SAB na América Latina pela Ambev elevaria o nível de endividamento líquido da brasileira para 3,2 vezes o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). No ano passado, a Ambev registrou uma geração livre de caixa de R$ 7,71 bilhões. Para a Ambev, o desafio seria elevar a rentabilidade dos ativos da SAB na América Latina ao nível em que opera. No ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015, a América Latina foi o principal mercado para a SAB, tendo sido responsável por geração de US$ 2,22 bilhões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), o equivalente a 35% do Ebitda global da companhia. Na América Latina, a SABMiller opera com uma margem Ebitda de 33%. A margem da Ambev é maior, de 41,6%. Por outro lado, a Ambev teria que absorver parte do endividamento líquido da SAB, atualmente equivalente a 2,7 vezes o seu Ebitda. Em sua proposta, a AB InBev não deixou claro como ficaria a operação da Ambev no Brasil, nem se haveria mudança na composição acionária da companhia, que tem operação na BM&FBovespa. A agência de classificação de risco Fitch colocou ontem os ratings de AB InBev e SAB em observação para rebaixamento, refletindo a possibilidade de que o endividamento delas dispare. A junção das operações na América Latina não traria muita mudança para a Ambev no Brasil e na Argentina, países onde a SAB tem participação muito pequena.
Mas a união abriria portas em mercados onde a SAB lidera, como Colômbia, Peru, Equador e em países da
América Central.
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