MATEUS,
O PILOTO
TEXTO
LILIANA IACOCCA
ILUSTRAÇÕES
MICHELE IACOCCA
SUGESTÕES PARA O PROFESSOR
ELABORAÇÃO:
MARIA DA GRAÇA FERNANDES BRANCO
A leitura do livro Mateus, o piloto proporciona oportunidade de trabalho com alguns dos temas transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais:
a) Meio ambiente, ao possibilitar uma reflexão acerca do impacto ambiental que o uso de recursos tecnológicos implica.
b) Ética, ao discutir o desenvolvimento e o emprego da tecnologia na sociedade. c) Saúde, ao apresentar a tecnologia aplicada ao bem-estar físico e social do ser
humano.
O trabalho a ser desenvolvido pelo professor a partir das sugestões deste suple-mento aborda os conteúdos segundo três categorias: conceitos (fatos e princípios), procedimentos (saber fazer) e atitudes (saber conviver), de acordo com orientação dos PCNs.
HISTÓRIA E GEOGRAFIA
Projeto: Máquinas versus homem
Conceitos: Reconhecer a importância da tecnologia aplicada aos meios de transporte
na estruturação da vida em sociedade.
Procedimentos: Utilizar procedimentos básicos de comparação, análise e síntese na
coleta e tratamento de informações, de acordo com o tema estudado.
Atitudes: Valorizar o uso responsável da tecnologia em prol da manutenção dos
valo-res éticos da humanidade.
Procedimentos didáticos
1. Após a leitura do livro, organizar um debate na classe sobre a polêmica questão: Quais
são os benefícios do progresso? Um dos objetivos do trabalho é também proporcionar aos alunos a possibilidade de refletir sobre o inverso, ou seja, os problemas acarretados pelo progresso? Os alunos poderão fazer uma lista dos benefícios e malefícios trazidos pelo progresso como uma forma de registro das discussões.
2. Propor o estudo mais aprofundado do avião. Os alunos deverão montar uma linha do
tempo sobre a evolução do avião, dos primeiros balões até os supersônicos, a partir das informações dadas pelo livro nas páginas 10 e 11.
3. Discutir com os alunos as idéias apresentadas no texto por Mateus e Theo, que
condenam o emprego de aviões para fins não pacíficos (pág. 30). Para implementar a discussão, conte aos alunos que, no início da I Guerra Mundial (1914), o avião foi utilizado apenas em missões de observação, transformando-se, depois, em arma de ataque, com metralhadoras fixadas em seu nariz. Todos os países envolvidos no conflito possuíam caças-esquadrilhas: a França contou com 1.150 aviões; a Alemanha com 764; a Áustria com 96; a Inglaterra com 166 e a Itália com 58. O saldo de mortes nessa guerra, em que as aeronaves ainda eram rudimentares, foi de 9 milhões. Incentivar a emissão da opinião dos alunos sobre o tema, solicitando que reflitam sobre a utilidade dos aviões para a vida do homem e o uso destrutivo que o homem, muitas vezes, faz dele. Para o registro dessa atividade, será montado um painel temático:
Avião
Prejuízos Benefícios
Poderão ser consultados como material para pesquisa artigos de jornais e revistas, documentários em vídeo e textos informativos de fontes variadas.
CIÊNCIAS
Projeto: Por que os aviões não caem?
Conceitos: Reconhecimento do aproveitamento, para o avanço tecnológico, que o
ho-mem faz do conhecimento científico produzido.
Procedimentos: Confronto de suposições individuais e coletivas com as informações
obtidas. Comunicação oral e escrita de hipóteses, dados e conclusões.
Procedimentos didáticos
1. Continuando a proposta do projeto, os alunos, reunidos, em duplas, deverão pensar num experimento que comprove a explicação acima. Para isso, devem lançar mão de todos os dados e informações disponíveis e, se necessário, complementá-los
recorrendo a novas fontes.
Os desafios para experimentar ampliam-se quando se solicita aos alunos que
construam o experimento. As exigências quanto à atuação do professor, nesse caso, são maiores que nas situações precedentes [quando os alunos apenas seguem um experimento já pensado]: discute com os alunos a definição do problema, conversa com a classe sobre materiais necessários e como atuar para testar as suposições levantadas, os modos de coletar e relacionar os resultados.
PCN Ciências Naturais, pág. 123.
2. É importante ter claro que, ao propor aos alunos que investiguem por si sós os
fenômenos e suas transformações, o experimento se torna mais importante, pois ao discutir sua preparação, execução, resultados e o modo de organizar as anotações feitas em cada etapa eles estarão dando um passo importante para o exercício do pensamento científico. Não há experimento que não dê certo. Quando os resultados diferem do esperado, os alunos devem ser incentivados a pensar sobre como
atuaram, sobre as circunstâncias em que o fizeram e a buscar mais informações, para apoiar novos experimentos. Afinal, é assim que agem os cientistas!
3. Para finalizar, cada dupla deve expor para a classe os resultados a que chegou.
LÍNGUA PORTUGUESA
Projeto: “O julgamento”
Conceitos: Organizar idéias de acordo com regras combinadas para atender a um
con-texto específico.
Procedimentos: Utilização da linguagem oral em situações em que seja preciso manter
um ponto de vista ao longo da fala; réplicas e tréplicas.
Procedimentos didáticos
Propor aos alunos um exercício de argumentação em torno da questão já trabalhada no projeto proposto em História e Geografia. Perguntar-lhes:
“Vocês acham que o avião é uma invenção que traz mais benefícios ou prejuízos à humanidade? Será que os seres humanos viveriam melhor ou pior se o avião não tivesse sido inventado? Que tal fazermos um julgamento? No banco dos réus… o avião! Será culpado ou inocente?”
Todo julgamento é realizado num tribunal. Portanto:
• Escolham quem será o juiz, os sete jurados, o advogado de defesa, o promotor e o réu, ou seja, o avião.
• O restante da turma será dividido entre testemunhas de acusação e defesa, que deverão se reunir antes com o advogado e o promotor para combinar que argumentos usarão.
• O advogado de defesa e o promotor deverão apresentar argumentos e provas, interrogar testemunhas e, depois, pedir a condenação ou a absolvição do réu. • Dois alunos irão fazer o registro dos autos, isto é, escrever na lousa os argumentos
contrários e favoráveis ao avião que forem mencionados.
• Ao final, o juiz reúne-se com os jurados para dar a sentença de culpado ou inocente.
EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
Projeto: Da Vinci: cientista ou artista?
Conceitos: Observação, estudo e compreensão de obras de artes plásticas e do artista
em períodos históricos distintos. Identificação do artista como agente social de diferen-tes épocas e culturas: aspectos de sua vida.
Procedimentos: Fala e escrita sobre questões trabalhadas na apreciação de imagens. Atitudes: Reconhecer a importância da Arte na sociedade e vida dos indivíduos.
Procedimentos didáticos
1. Retomar as informações da pág. 16 do livro e discutir com os alunos a informação
sobre Leonardo da Vinci. Levantar o conhecimento prévio que tem dessa importante personalidade da história da humanidade. O que sabem sobre Da Vinci? (Será interessante fazer um registro escrito de algumas idéias dos alunos.)
2. Propor que a turma resolva o seguinte desafio: fazer um levantamento de todas as
profissões que Da Vinci exerceu durante a sua vida. A partir dos dados que a classe levantar, encaminhar a discussão para a conclusão de que o mestre foi mais do que um pintor; foi também inventor, cientista, engenheiro, escultor, pesquisador e
desenhista — enfim, um gênio. É importante, ainda, discutir com os alunos o fato de, apesar de Da Vinci ter produzido um modesto acervo de pinturas, assina duas das mais famosas obras de arte de que se tem conhecimento: a Santa Ceia (pintada entre 1482 e 1499) e a Gioconda (entre 1503 e 1506), também conhecida como Mona Lisa por ser o provável retrato de Madonna Lisa, esposa de Francesco de Giocondo.
3. Organizar, então, um estudo estético mais aprofundado de uma das duas obras, à
escolha de cada aluno, a partir do seguinte roteiro: a) O que vocês estão vendo nessa obra?
b) Quando essa obra foi feita? Quanto tempo já se passou desde então? c) Que técnica o artista usou?
d) O que é possível reconhecer nessa obra?
e) Como são as linhas que o artista usou? Que tipo de linha foi mais empregada: retas ou curvas?
f) Que cores o artista utilizou?
g) E ao fundo da tela, o que é possível observar? Que cor o artista aplicou no fundo?
h) Se examinarmos bem, é possível distinguir as marcas de pincel ou de espátula? i) Imagine o que há por trás dessas pessoas, ao fundo. Em que lugares elas estão?
Depois de explorar essas questões iniciais, propor uma observação mais atenta das informações que constam na referência da obra, tais como data, coleção a que pertence, técnica utilizada e tamanho, desafiando os alunos a representarem, usando fita métrica e giz, o tamanho real da tela, traçando um esquema no pátio ou na quadra da escola.
Para finalizar o trabalho, distribuir reproduções em preto-e-branco da obra escolhida para duplas de alunos e propor que fragmentem e reorganizem a obra
num outro suporte (folha de papel), interferindo com manchas de cores. A troca de impressões sobre o conjunto dos trabalhos é fundamental para ampliar a percepção estética do grupo.
Observação: a obra de arte permite uma leitura aberta. Cada forma de olhar tem
a sua validade, trazendo contribuições para o grupo. No processo de apreciar não existe certo e errado, mas um olhar que, cada vez mais, se aprofunda e conhece os elementos estéticos.