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MAGNETISMO e ESPIRITISMO

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Academic year: 2021

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MAGNETISMO

e

ESPIRITISMO

Sociedade Espírita Os Mensageiros da Paz

Departamento Doutrinário

GRUPO de ESTUDO ANO 3 – 2016

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O Livro dos Espíritos

DUPLA VISTA

447. O fenômeno a que se dá a designação de dupla vista tem alguma relação com o sonho e o sonambulismo?

“Tudo isso é uma só coisa. O que se chama dupla vista é ainda resultado da libertação do Espírito, sem que o corpo seja adormecido. A dupla vista ou segunda vista é a vista da alma.”

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448. É permanente a segunda vista?

“A faculdade é, o exercício não. Em os mundos menos materiais do que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem que, todavia, fique abolida a linguagem articulada. Por isso mesmo, em tais mundos, a dupla vista é faculdade permanente, para a maioria de seus habitantes, cujo estado normal se pode comparar ao dos vossos sonâmbulos lúcidos. Essa também a razão por que esses Espíritos se vos manifestam com maior facilidade do que os encarnados em corpos mais grosseiros.”

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449. A segunda vista aparece espontaneamente ou por efeito da vontade de quem a possui como faculdade?

“As mais das vezes é espontânea, porém a vontade também desempenha com grande frequência importante papel no seu aparecimento. Toma, para exemplo, de umas dessas pessoas a quem se dá o nome de ledoras da sorte, algumas das quais dispõem desta faculdade, e verás que é com o auxílio da própria vontade que se colocam no estado de terem a dupla vista e o que chamas visão.”

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450. A dupla vista é suscetível de desenvolver-se pelo exercício?

“Sim, do trabalho sempre resulta o progresso e a dissipação do véu que encobre as coisas.”

a) — Esta faculdade tem qualquer ligação com a

organização física?

“Incontestavelmente, o organismo influi para a sua existência. Há organismos que lhe são refratários.”

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451. Por que é que a segunda vista parece hereditária em algumas famílias?

“Por semelhança da organização, que se transmite como as outras qualidades físicas. Depois, a faculdade se desenvolve por uma espécie de educação, que também se transmite de um a outro.”

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RESUMO TEÓRICO DO SONAMBULISMO, DO ÊXTASE E DA DUPLA VISTA

455. (...) A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno co- nhecido pelo nome de segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos huma-nos. Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária e como por uma espécie de miragem.

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No momento em que o fenômeno da segunda vista se produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, malgrado à oclusão dos olhos.

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Aos dotados desta faculdade ela se afigura tão natural, como a que todos temos de ver. Consideram-na um atributo de seus próprios seres, que em Consideram-nada lhes parecem excepcionais. De ordinário, o esquecimento se segue a essa lucidez passageira, cuja lembrança, tornando-se cada vez mais vaga, acaba por desaparecer, como a de um sonho.

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O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida, mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se.

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O sonambulismo natural e artificial, o êxtase e a dupla vista são efeitos vários, ou de modalidades diversas, de uma mesma causa. Esses fenômenos, como os sonhos, estão na ordem da natureza. Tal a razão por que hão existido em todos os tempos. A História mostra que foram sempre conhecidos e até explorados desde a mais remota antiguidade e neles se nos depara a explicação de uma imensidade de fatos que os preconceitos fizeram fossem tidos por sobrenaturais.

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454. Poder-se-ia atribuir a uma espécie de segunda vista a perspicácia de algumas pessoas que, sem nada apresentarem de extraordinário, apreciam as coisas com mais precisão do que outras?

“É sempre a alma a irradiar mais livremente e a apreciar melhor do que sob o véu da matéria.”

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a) — Pode esta faculdade, em alguns casos, dar a

presciência das coisas?

“Pode. Também dá os pressentimentos, pois que

muitos são os graus em que ela existe, sendo possível que num mesmo indivíduo exista em todos os graus, ou em alguns somente um.”

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Vídeo

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A GÊNESE – Cap. XIV – Curas

31. Como se há visto, o fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele. Pela identidade da sua natureza, esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo; o Espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico.

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A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas, depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou Espírito.

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Os fluidos que emanam de uma fonte impura são quais substâncias medicamentosas alteradas.

32. São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de acordo com as

circunstâncias. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado, como no magnetismo

ordinário; doutras vezes é rápida, como uma corrente elétrica.

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Há pessoas dotadas de tal poder, que operam curas instantâneas nalguns doentes, por meio apenas da imposição das mãos, ou, até,

exclusivamente por ato da vontade. Entre os dois polos extremos dessa faculdade, há infinitos

matizes. Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação.

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O princípio é sempre o mesmo: o fluido, a

desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a

circunstâncias especiais.

34. É muito comum a faculdade de curar pela

influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício; mas, a de curar instantaneamente,

pela imposição das mãos, essa é mais rara e o seu grau máximo se deve considerar excepcional.

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No entanto, em épocas diversas e no seio de

quase todos os povos, surgiram indivíduos que a possuíam em grau eminente. Nestes últimos

tempos, apareceram muitos exemplos notáveis, cuja autenticidade não sofre contestação.

Uma vez que as curas desse gênero assentam num princípio natural e que o poder de operá-las não constitui privilégio, o que se segue é que elas não se operam fora da Natureza e que só são

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INDICAÇÕES das TÉCNICAS

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“É com muito pesar que vemos pessoas, imbuídas da melhor boa vontade e portadoras de muita fé, fazerem longas imposições, com perceptíveis

transferências fluídicas anímicas, sem notarem o mal estar que provocam em seus pacientes.

Com certeza o mundo espiritual trabalha

intensamente para ao menos diminuir os efeitos nocivos.

Muitas Casas Espíritas não permitem os passes dispersivos, alegando riscos de ritualismo.

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AS TÉCNICAS MAIS COMUNS 1 – IMPOSIÇÃO:

Essencialmente concentradora.

Aplicada a menos de 25 cm = ativante

A mais de 25 cm de distância = calmante Repousa-se as mãos na direção

do local em que se quer aplicar, sem movimentos.

As mãos devem ficar abertas,

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Os passistas digitais tenderão a deixar os dedos arqueados em relação ao ponto em que estão magnetizando.

Os passistas palmares doarão melhor com as palmas das

mãos, mantendo os dedos sem qualquer arqueadura.

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INDICAÇÕES da IMPOSIÇÃO:

Inflamações, infecções, cânceres.

IMPORTANTE: Sempre alternar com dispersivos transversais locais. Comparação com a areia

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Motivos de alternar concentrados com dispersivos:

- Acelerar a absorção dos fluidos pelo local - Evitar que alguma emanação fluídica

desarmonizada do foco impregne as mãos do passista

*Imposições nos centros vitais superiores, principalmente coronário e frontal, podem

provocar tonturas e dor de cabeça nos pacientes. Os dispersivos intercalados evitam isto.

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2 – LONGITUDINAIS:

Realizado com movimentos. Sua aplicação é das mais ricas entre todas as técnicas, pois,

dependendo da velocidade e da distância, atende os 4 padrões estabelecidos para as combinações destes fatores. Mas por serem tão versáteis, não são tão concentradores quanto as imposições e nem tão dispersivos quanto os transversais.

Pouco eficientes quando aplicados em pequenas regiões.

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INDICAÇÕES dos LONGITUDINAIS:

Concentrados: indução ao sonambulismo Dispersivos gerais:

-São excelentes para provocar a distribuição e introjeção de fluidos concentrados para melhor absorção do paciente (alinhamento).

-Para retirar do transe mediúnico, hipnótico ou

sonambúlico, seu efeito é lento e requer muita movimentação (preferem-se os transversais).

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3 – TRANSVERSAIS:

É essencialmente dispersivo e, por isso, muito eficiente quando aplicado com conhecimento. Precisa ser aplicado com rapidez e vigor.

Posição da mão diferente para o digital e o palmar, como nas demais técnicas.

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INDICAÇÕES dos TRANSVERSAIS:

- Muito eficazes para introjetar fluidos intensamente concentrados

-E para desfazer o estado de transe: mediúnico,

hipnótico ou sonambúlico (no chacra frontal).

-E para desligar entidade rebelde no mediúnico (no

chacra umeral).

-Para descongestionar o esplênico na depressão.

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4 – PERPENDICULARES:

Se for aplicado rápido, é um dispersivo de poder mais consistente que o longitudinal.

Quando aplicado lento, serve para concentrar o magnetismo em grandes regiões.

Inconvenientes:

-Passista tem que girar em torno do paciente -Difícil de aplicar no paciente sentado, mas

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PSISSENSIBILIDADE

MANUAL do PASSISTA – Jacob Melo

110. Longe estamos de considerar como absoluta e como sendo a última palavra a teoria que

apresentamos. Novos estudos sem dúvida a completarão, ou retificarão mais tarde; (...)

(O Livro dos Médiuns – Cap. VI – tratando das aparições e perispírito)

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Se um paciente tem desarmonia em determinado local, isto terá como consequência, o desequilíbrio do centro vital mais diretamente vinculado a este ponto. Pela interdependência do sistema

energético, os demais centros vitais tentarão compensar este desequilíbrio, ficando também desarmonizados. Portanto, ao tratarmos o centro vital em desarmonia, não significa que os demais se reequilibrem automaticamente. Levarão algum tempo e isto comprometerá o resultado.

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Mesmo realizando dispersivos gerais ao final, o paciente guarda uma “lembrança psíquica” do de-sequilíbrio, chamada psissensibilidade, que dura mais quanto maior foi o tempo em que esteve de-sarmonizado. Como o mundo fluídico é, apesar de sua sutileza, ainda muito material, precisa ser ma-nipulado pelo tratamento magnético, para evitar sequelas nem sempre bem assimiladas, provocan-do até um retorno inconsciente provocan-do paciente à situ-ação anterior, conhecida e cômoda.

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Por isso, usa-se sempre os dispersivos gerais (longitudinais e perpendiculares) ao final do

tratamento de um centro vital ou de um local “doente”. Estes dispersivos finais servem para

deslocar a psissensibilidade do paciente para uma nova linha de harmonia pós-tratamento do foco.

Assim, o paciente não só estará bem, como se

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A psissensibilidade do paciente é, pois, elemento de muita importância, já que pode determinar as

consequências felizes ou menos felizes dos passes após a sua saída da cabine.

Quando ocorre a queixa do paciente ao sair, deve ser reencaminhado no mesmo momento para a cabine, recebendo, então, apenas dispersivos

gerais, em todas as “camadas” perispirituais, em grande número.

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Exercício prático desta aula

- Relação Fluídica – Em dupla - Com um dos colegas sentados, o outro aproxima-se, realizando a técnica de relação fluídica estudada na aula anterior.

-Em seguida realize os passes dispersivos. - Iniciando pelos longitudinais ativantes (perto), nos chacras Frente, seguido de transversais ativantes . Repetir este procedimento nos chacras lombar.

-Repetir Seqüência na posição calmante (longe).

-Durante os passes dispersivos, procure sentir as energias do colega (desenvolver a dupla vista).

Referências

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