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Educação Matemática e Educação Ambiental como uma Tendência em Educação Matemática e seus desafios e perspectivas

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Academic year: 2021

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II Colbeduca – 5 e 6 de setembro de 2016 – Joinville,SC, Brasil

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Mesa–redonda: “Desafios para a próxima década nas pesquisas e práticas sobre Educação Matemática”

Educação Matemática e Educação Ambiental como uma

Tendência em Educação Matemática e seus desafios e

perspectivas

Regina Helena Munhoz*

Inicio minha fala explicando quando a Educação Matemática (EM) se constituiu como uma área de pesquisa, que foi em 1988, a partir da fundação da SBEM (Sociedade Brasileira de Educação Matemática). Depois apresento e faço uma breve análise do que entendo serem os principais desafios para as pesquisas e práticas em Educação Matemática, a saber: melhorar principalmente a qualidade da Educação Básica nas escolas públicas (no nosso caso especificamente os processos de ensino e aprendizagem de Matemática); propiciar uma Formação Inicial adequada para que nossos alunos sejam “bons professores de matemática”; diminuir a evasão nos nossos cursos e refletir sobre nossos currículos; desenvolvimento de pesquisas nos nossos cursos de Pós-graduação que realmente contribuam com essas questões anteriores; aproximar de forma efetiva a universidade da Educação Básica e formação de pesquisadores (professores-pesquisadores) que estejam preparados para esses desafios, isso tanto na formação inicial quanto na continuada. Em um segundo momento, explico brevemente o que são Tendências em Educação Matemática e explano um pouco sobre a Tendência que tenho trabalhado desde 1997: Educação Matemática e Educação Ambiental. Para isso primeiramente apresento minha

*

Professora do Departamento de Matemática da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, Matemática e Tecnologias (PPGECMT) da UDESC. [email protected]

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II Colbeduca – 5 e 6 de setembro de 2016 – Joinville,SC, Brasil

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trajetória acadêmica; depois as leis que legitimam a obrigatoriedade da inserção da Educação Ambiental (EA) nos diferentes níveis de ensino, destacando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (2012). Depois apresento as diferentes concepções de EA e de meio ambiente chegando até a Educação Ambiental Crítica que entendo ser a mais adequada para enfrentarmos o sistema econômico vigente (capitalismo). Também, discuto um pouco sobre a relevância de se trabalhar com a EA Crítica nas escolas e apresento algumas possibilidades de se trabalhar com EA e EM. Enfatizo que a matemática pode colaborar para que as pessoas percebam melhor os impactos e desequilíbrios que a ação humana causa no ambiente natural, e também em questões relacionadas a aspectos sócio-econômicos, considerando o ambiente de forma ampla. Para finalizar apresento os desafios das pesquisas e práticas em Educação Ambiental e Educação Matemática: formação em Educação Ambiental; entendimento de meio ambiente limitado (restrito a questões naturais/conservacionistas); práticas com temáticas “batidas” e/ou pouco relevantes para a comunidade escolar e reconhecer as possibilidades e importância de se envolver a EA e EM na Educação Básica e Ensino Superior de forma efetiva.

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